Congresso APAVT: “Apoios têm de continuar, porque há gente que não tem mais onde se agarrar, mas que continua a trabalhar e a resistir”
Terminado o 46.º Congresso da APAVT, a mensagem final do presidente da associação, Pedro Costa Ferreira, foi simples: “que os apoios continuem, que se clarifique e harmonize as restrições, que se reforce a promoção externa e que os políticos deste país saibam entregar uma solução política estável”.

Victor Jorge
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No final de três dias de congresso, o presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo, Pedro Costa Ferreira, voltou a afirmar o que dissera no início dos trabalhos: “O apoio à retoma tem que continuar pelo menos até à Páscoa, o apoiar.pt tem que ser reativado, pagando desde já o período de abril a dezembro deste ano e projetando ainda as consequências destas novas restrições agora implementadas”, disse no final do 46.º congresso da associação
E justificou esses apoios com o facto de haver “gente que não tem mais onde se agarrar, mas que continua a trabalhar e a resistir. Essa gente são os agentes de viagens portugueses, que integram um setor que cresceu na última década, mais do que economia portuguesas, contribuindo decisivamente para o crescimento da economia portuguesa, para a geração de emprego e para o equilíbrio das contas externas do país”
E prosseguiu, referindo que “os agentes de viagens portugueses uniram-se e vieram [ao congresso] gritar que não desmobilizam, que não desistem, que não se entregam”, salientando, ainda que “são os agentes de viagens portugueses que liderarão a recuperação do turismo português, e com ele a economia nacional, ao venderem este maravilhoso destino turístico pelos principais mercados emissores”.
Antes de pedir estes apoios, ou melhor, a continuação dos mesmos, Pedro Costa Ferreira, agradeceu o papel da secretária de Estado do Turismo (SET), Rita Marques, admitindo que, sem ela, “tudo teria sido pior”, porque “foi ágil a perceber as necessidades, foi perseverante a procurar apoios, e foi hábil a construir soluções de financiamento.
O papel da SET foi destacado, até porque, “a resposta governamental não foi isenta de erros ou omissões”, além de não ter sido “constante e coerente”.
Para o setor, Pedro Costa Ferreira deixou a mensagem – apesar de reconhecer que a “retoma dependerá de alguns fatores não controláveis por nós [agentes], acima de todos a resolução da situação sanitária” – que “podemos antecipar a retoma e aumentar a sua velocidade, com a clarificação e harmonização das restrições à mobilidade, a entrega de uma oferta flexível ao longo de toda a cadeia de valor, a resolução do problema de recursos humanos, o prolongamento de um quadro de apoio robusto e coerente, bem como uma renovada aposta na promoção externa, através do reforço das dotações financeiras”.
Quanto à promoção externa, o presidente repetiu o que dissera no arranque dos trabalhos do 46.º congresso da APAVT: “Só precisamos de reforçar a capacidade financeira, o talento já lá está todo”.
Por isso, e no fim, Pedro Costa Ferreira espera que “o atual Governo tenha a criatividade e a vontade necessárias a reforçar de imediato o apoio à economia e às empresas, e que os políticos deste país nos saibam entregar uma solução política estável, que permita uma resposta global e efetiva à crise económica que foi reforçada pela crise política”.