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Universidade Nova de Lisboa lança “NOVA TOHO”

Criar e difundir conhecimento, bem como promover a inovação no turismo e hospitalidade é o da plataforma NOVA TOHO.

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A Universidade Nova de Lisboa (UNL) apresenta, na próxima quinta-feira, dia 21 de outubro, a Plataforma sobre Turismo e Hospitalidade – NOVA TOHO.

Com a pandemia a trazer novos desafios ao Turismo, designadamente ao nível da saúde e da segurança, e a acelerar transformações que conduzem a uma maior digitalização e sustentabilidade, a NOVA TOHO surge como uma plataforma que visa “criar e difundir conhecimento, bem como promover a inovação nesta área”, refere a UNL em comunicado.

Da gestão aos dados e à informática, da saúde ao património e à sustentabilidade, a NOVA TOHO congrega diferentes áreas do saber, tendo como objetivos “constituir-se como espaço de formação e criatividade ao serviço da comunidade; estabelecer parcerias com a indústria, instituições governamentais e instituições académicas nacionais e internacionais; e contribuir, enquanto centro de excelência, para o desenvolvimento do tecido económico local, regional e global”.

De salientar que, antes da pandemia, o turismo representava 12,5% do PIB nacional, sendo Portugal considerado um dos destinos mundiais mais competitivos e sustentáveis.

Além da apresentação da NOVA TOHO, a sessão contará, também, com um debate sobre o futuro do turismo, numa mesa-redonda que contará com a presença de Magda Antonioli, vice-presidente da European Travel Commission e professora na SDA Bocconi School of Management; Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal; e Marc Stierand, professor e Diretor do Institute of Business Creativity da Escola de Hotelaria de Lausanne.

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Portugal em situação de calamidade a partir de 1 de dezembro

Portugal volta a fechar. Não totalmente, mas parcialmente. O país entra em estado de calamidade a 1 de dezembro e terá uma semana de “contenção de contactos” de 2 a 9 de janeiro.

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Portugal continental vai entrar em situação de calamidade devido à pandemia de covid-19, a partir de a 01 de dezembro, anunciou o primeiro-ministro, António Costa, no final do Conselho de Ministros desta quinta-feira, 25 de novembro, no qual foram decididas novas medidas para conter a pandemia..

“O Conselho de Ministros aprovou elevar o nível de alerta para o nível de calamidade a partir do próximo dia 01 de dezembro de forma a que estejamos habilitados com o quadro legal necessário para podermos adotar as medidas adequadas e proporcionais ao risco”, disse António Costa.

Portugal Continental regressa, assim, à situação de calamidade pela segunda vez este ano, depois de ter estado neste nível entre 01 de maio e 30 de setembro.

A situação de calamidade é o nível de resposta a situações de catástrofe mais alto previsto na Lei de Base da Proteção Civil, depois da situação de alerta e de contingência.

Outra das medidas é o uso de máscara obrigatório em todos os espaços fechados que não sejam em excecionados pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo o primeiro-ministro, a medida é um dos três principais instrumentos para conter a pandemia da COVID-19, juntamente com o reforço da testagem e da utilização do certificado digital.

Finalmente, a semana de 2 a 9 de janeiro será de “contenção de contactos”, com o teletrabalho a ser obrigatório, recomeço das aulas adiado para 10 de janeiro, e encerramento das discotecas.

O Presidente da República já se pronunciou, considerando as medidas decretadas pelo Governo para mitigar a propagação da pandemia “muito equilibradas” , possibilitando a existência de restrições adicionais em janeiro, se necessário, apesar de serem “indesejáveis”.

“Pareceram-me muito equilibradas as medidas. Muito equilibradas naquela via que tinha apontado, que era equilíbrio entre, de um lado a precaução, e do outro não fechar a sociedade, nem fechar a economia”, sustentou Marcelo Rebelo de Sousa.

Exemplos do equilíbrio descrito pelo Presidente da República são “o teletrabalho” e “aquela ‘semana de nojo’ entre o fim do ano e o recomeço da atividade, quer escolar, quer lúdica, quer de trabalho presencial”.

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Viagens entre as prendas mais pedidas pelos portugueses

Mais de 38% dos portugueses afirma que gostaria de receber uma viagem como prenda de Natal.

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Para o Natal de 2021, os desejos dos portugueses incluem as viagens, revela o estudo “Hábitos e Tendências Natal 2021”, efetuado online numa base de dados de utilizadores registados na plataforma da multidados.com.

Na realidade, as viagens (38,4%) aparecem entre os presentes mais desejados pelos portugueses, depois da roupa e calçado (52,8%), dinheiro (51,7%) e livros (43,8%).

Em termos de orçamento, os portugueses (71,1%) vão gastar entre 51 e 300 euros em presentes, o que corresponde a quase metade do orçamento total para o Natal.

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Fusões, aquisições e outros negócios crescem 22% nas viagens e turismo em outubro, diz GlobalData

Segundo a GlobalData, em outubro, registaram-se 72 negócios no setor das viagens e turismo, incluindo fusões aquisições, negócios de private equity e financiamento de risco.

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Em outubro, registaram-se 72 negócios no setor das viagens e turismo, incluindo fusões aquisições, negócios de private equity e financiamento de risco, o que representa um aumento de 22% face às 59 transações anunciadas em setembro, avança a GlobalData, destacando que outubro foi o segundo mês do ano com subida neste indicador.

“Este é o segundo mês consecutivo de crescimento nos negócios no setor. Como vários países abrandaram as restrições às viagens e estão a promover a vacinação de reforço, o clima negocial parece estar a melhorar”, refere Aurojyoti Bose, analista líder da GlobalData, realçando, no entanto, que “um aumento dos casos de COVID-19 em alguns dos principais mercados pode trazer mais desafios e alterar o sentimento dos investidores nos próximos meses”.

De acordo com a GlobalData, em outubro, a operações de financiamento de risco aumentaram 61,5%, enquanto as fusões e aquisições tiveram um crescimento de 33,3% face ao mês anterior. Ainda assim, as operações de private equity diminuíram, tendo descido 31,3%.

“A atividade de negócios melhorou em mercados importantes como os EUA, Austrália, Japão, França e Coreia do Sul em outubro em comparação com o mês anterior, enquanto mercados como China e Índia testemunharam declínio na atividade de negócios”, acrescenta Aurojyoti Bose.

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Comissão Europeia prolonga auxílios estatais de apoio à recuperação económica até junho de 2022

Com as incertezas provocadas pelo agravamento de casos na Europa, a Comissão Europeia decidiu prorrogar até 30 de junho de 2022 o Quadro Temporário relativo aos auxílios estatais e, assim, dar maior impulso à recuperação com a introdução de duas novas medidas de apoio.

Victor Jorge

A Comissão Europeia (CE) decidiu prorrogar até 30 de junho de 2022 o Quadro Temporário relativo aos auxílios estatais (cujo termo está atualmente previsto para 31 de dezembro de 2021). A fim de dar maior impulso à recuperação, a Comissão decidiu igualmente introduzir duas novas medidas para criar incentivos diretos ao investimento privado orientado para o futuro e apoiar a solvabilidade, que vigorarão durante um período limitado adicional.

A vice-presidente executiva Margrethe Vestager, responsável pela política de concorrência, afirma, em nota oficial que, “desde o início da pandemia, o Quadro Temporário relativo aos auxílios estatais permitiu que os Estados-Membros prestassem um apoio específico e proporcionado às empresas necessitadas, criando simultaneamente salvaguardas para preservar condições de concorrência equitativas no mercado único”.

Este prolongamento por mais seis meses, até ao final de junho do próximo ano, “torna possível uma eliminação progressiva e coordenada das medidas de crise, evitando um fim abrupto dos apoios, e reflete a forte recuperação prevista da economia europeia”, salienta Vestager.

Por outro lado, a responsável pela política de concorrência admite “continuar a acompanhar de perto o aumento das infeções por COVID-19 e outros riscos para a recuperação económica”, destacando a introdução de dois novos instrumentos “a fim de relançar a economia e atrair investimento privado tendo em vista uma recuperação mais rápida, mais ecológica e mais digital”.

Apoio ao investimento e solvabilidade
Entre os dois novos instrumentos agora introduzidos estão “medidas de apoio ao investimento”, a fim de ajudar os Estados-Membros “a colmatar o défice de investimento causado pela crise”. Desta forma, os Estados-Membros podem “criar incentivos para os investimentos realizados pelas empresas e utilizar este instrumento para acelerar as transições ecológica e digital”, lê-se no documento da Comissão Europeia. Para evitar “distorções indevidas da concorrência”, este instrumento inclui “salvaguardas” tais como a “obrigação de as medidas se dirigirem a um vasto grupo de beneficiários e de os montantes do auxílio terem uma dimensão limitada”. O instrumento está à disposição dos Estados-Membros até 31 de dezembro de 2022; e

Outro dos instrumentos introduzidos são “medidas de apoio à solvabilidade”, a fim de “mobilizar fundos privados e disponibilizá-los para investimentos em pequenas e médias empresas (PME)”, incluindo empresas em fase de arranque e pequenas empresas de média capitalização. Os Estados-Membros podem conceder garantias a intermediários privados, criando “incentivos ao investimento nestes tipos de empresas e proporcionando-lhes um acesso mais fácil a esse financiamento por capitais próprios”, diz a CE, reconhecendo que este é “muitas vezes difícil de atrair individualmente”. Isto é particularmente relevante à luz do aumento do endividamento das empresas durante a crise, encontrando-se este instrumento à disposição dos Estados-Membros até 31 de dezembro de 2023.

Além disso, entre outras alterações, a Comissão: i) prolongou, de 30 de junho de 2022 até 30 de junho de 2023, a possibilidade de os Estados-Membros converterem instrumentos reembolsáveis (por exemplo, garantias, empréstimos, adiantamentos reembolsáveis) concedidos ao abrigo do Quadro Temporário noutras formas de auxílio, tais como subvenções diretas, ii) adaptou proporcionalmente à duração prolongada os montantes máximos de certos tipos de auxílios, iii) clarificou a utilização das disposições excecionais de flexibilidade das orientações da Comissão relativas aos auxílios de emergência e à reestruturação e iv) prolongou a lista ajustada de países com riscos não negociáveis, no contexto do seguro de crédito à exportação em operações garantidas a curto prazo (STEC), por um período adicional de 3 meses (de 31 de dezembro de 2021 a 31 de março de 2022).

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Ministros do Turismo da UE definem caminho para uma transformação verde e digital do ecossistema do setor até 2030

A recuperação do ecossistema do turismo na União Europeia passa, segundo os ministros responsáveis, pela transição verde e digital, mas também educação e formação.

Victor Jorge

Os ministros do Turismo da União Europeia (UE) reuniram-se, soba a presidência atual da Eslovénia, para discutir as principais ações para preparar um conjunto concreto de medidas para a recuperação do ecossistema do turismo. Estas medidas irão, refere o comunicado final, facilitar o “caminho de transição para a recuperação”, com foco na promoção da transição verde e digital do ecossistema do turismo.

A reunião, presidida pelo ministro do Desenvolvimento Económico e Tecnologia, Zdravko Počivalšek, abriu com a afirmação de que a União Europeia conseguiu tomar as primeiras medidas de emergência em 2020 e 2021 para ajudar a indústria do turismo na sequência da pandemia da COVID- 19. “Isso ajudou o ecossistema do turismo a superar o primeiro choque. No entanto, é fundamental que essas medidas de curto prazo sejam seguidas por outras de longo prazo”, enfatizou Počivalšek.

“O ecossistema do turismo precisa ser transformado de uma forma que o torne mais resiliente, sustentável e pronto para os novos desafios do mercado e para a mudança dos padrões de comportamento dos consumidores do turismo”, salientou o ministro esloveno.

No encontro, no qual participou a secretária de Estado do Turismo de Portugal, Rita Marques, os ministros concordaram que a recuperação do turismo deve estar no centro da transição verde e digital e que “precisamos construir um ecossistema de turismo sustentável e resiliente”.

Neste contexto, sublinharam a necessidade de “reforçar a resiliência das empresas e da indústria europeias”, também à luz de futuras crises. Além disso, chamaram a atenção para a “necessidade de restaurar as viagens turísticas seguras” e de reconstruir a confiança do consumidor. Recordaram a importância de “um mercado único aberto e em bom funcionamento que garanta rotas de transporte abertas” e sublinharam a importância de “financiar a recuperação do setor do turismo”.

Além disso, os responsáveis pela pasta do turismo dos vários Estados-Membros destacaram ainda a importância da “educação e formação”, bem como a necessidade de re-skilling e up-skilling do ecossistema do turismo. Isto é importante para garantir que as pessoas tenham as habilitações certas para enfrentar os desafios da digitalização e da transição verde.

Uma parte importante da recuperação e da transição dupla é o fornecimento de dados comuns para partilha. “A inovação para o ecossistema do turismo precisa ser fortalecida e os processos de negócios precisam ser acelerados”, referiram os ministros, apelando, ainda, a que sejam tidas em consideração as “diferenças de desenvolvimento entre os Estados-Membros e as regiões da UE”, uma vez que as regiões remotas e insulares são um tipo específico de região que também requerem “soluções sustentáveis e digitais”. Os ministros também apelaram ao envolvimento de todas as partes interessadas no processo de recuperação a todos os níveis ao enfatizar a importância da “partilha das melhores práticas e a necessidade de garantir tempo suficiente para preparar as medidas de recuperação”.

Os ministros concordaram que o caminho de transição fornece uma boa base para a preparação da Agenda Europeia do Turismo 2030–2050. Em conclusão, o ministro presidente da reunião afirmou ser “essencial que a UE também embarque na dupla transição, se pretendemos manter a competitividade global da Europa e ser o destino turístico número um do mundo”.

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Turismo europeu mostra sinais de recuperação no verão 2021

Os sinais dados pelo turismo na União Europeia, no verão deste ano, parecem ser animadores. Falta saber se conseguem manter-se em crescendo com os últimos crescimentos de casos na Europa.

Victor Jorge

No verão de 2021, o turismo europeu mostrou sinais de recuperação após a atual pandemia da COVID-19, revela o Eurostat.

O mês de agosto de 2021 apresentou os sinais de recuperação mais promissores para os valores pré-COVID em termos do número dormidas em estabelecimentos de alojamento turístico na UE (hotéis, alojamentos de férias e outros alojamentos de curta duração e parques de campismo).

Portugal aparece, em agosto de 2020, como nono país com uma maior subida no número de dormidas em estabelecimentos de alojamento turístico face ao ano anterior.

Contudo, o mês de agosto de 2021 mostra uma queda de 20% em comparação com agosto de 2019, enquanto a quebra verificada em agosto de 2020 face ao mesmo mês de 2019 foi de 30%. Esses sinais de recuperação também foram observados em julho (-29% em 2021; -40% em 2020) e em junho (-51%; -70%).

No outro extremo da escala, ao longo de 2021, abril registou a maior queda no número de dormidas em alojamentos turísticos (-81% face a abril de 2019). No entanto, abril de 2020 teve um declínio de 95% em comparação com abril de 2019.

Durante os três meses de verão, de junho a agosto de 2021, 856 milhões de noites foram passadas em alojamentos turísticos da UE, uma queda de 31% em comparação com o verão cobiçado de 2019. O número de dormidas em estabelecimentos de alojamento turístico diminuiu em todos os Estados-membros em julho-agosto de 2021 em comparação com 2019, variando de -48% na Grécia a -5% na Holanda. O declínio foi de mais de 25% em 10 dos 24 Estados-Membros com dados disponíveis. Portugal ocupa o quinto lugar nos países com quedas mais acentuadas.

Em comparação com 2020, porém, o número de pernoitas em estabelecimentos de alojamento turístico em junho-agosto de 2021 aumentou em quase todos os Estados-Membros com dados disponíveis. Apenas a Leónia apresentou queda (-16%).

Em junho-agosto de 2021, a diminuição do número de dormidas em alojamento turístico foi mais forte nos hóspedes internacionais (-54% face a igual período de 2019) do que nos domésticos (-10%).

 

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61% dos turistas americanos preferem comprar seguros de viagem através de agências

Os seguros de viagem relacionados com a pandemia da COVID-19 registaram aumentos significativos. Nos EUA, por exemplo, quase 2/3 dos turistas admitem que preferem comprar o seguro no agente de viagens.

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Uma pesquisa recente indica, realizada pela seguradora Cover Genius e Momentive.ai (pertencente ao universo da SurveyMonkey) indica que 61% dos viajantes dos EUA preferem comprar um seguro de viagem por meio do seu consultor de viagens ou agente de viagens do que por conta própria. Além disso, os inquiridos aferiram, igualmente, que tiveram uma experiência melhor em fazer reclamações por meio de seguradoras de viagens escolhidas pelos seus consultores.

Além disso, a pesquisa revela, também, que 42% dos viajantes dos EUA planeiam mudar o seu canal de seguro de viagem atual devido à insatisfação com a cobertura e experiências de sinistros, verificando-se que os 61% que preferem comprar diretamente ao agente de viagens corresponde a um crescimento de 35% aos últimos 18 meses.

Ao comparar as compras recentes com as preferências de compra futura de seguros de viagem, 69% das pessoas que adquiriram seguros ao agente de viagens fariam-no novamente, enquanto 44% dos viajantes que adquiriram proteção anteriormente através de uma seguradora online, admitem mudar para outro fornecedor de seguros da próxima vez.

Para aqueles que fizeram seguro por meio do cartão de crédito, 45% indicou a preferência por mudar para outro fornecedor. As conclusões desta pesquisa mostram, igualmente, que, enquanto 34% dos viajantes dos EUA obtiveram seguro de viagem para se protegerem de problemas relacionados com a pandemia desde março de 2020, mais de um quarto (27%) desses viajantes viram as suas reclamações rejeitadas.

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Proveitos do turismo nos nove meses de 2021 superam totalidade de 2020, mas ficam 50% abaixo de 2019

Apesar dos valores estarem acima dos registados no ano passado, os proveitos de 2021 ainda estão a metade do ano recorde de 2019.

Victor Jorge

Os proveitos no alojamento turístico em Portugal, nos primeiros nove meses de 2021, ascenderam a um valor total de 1.630 milhões de euros, sendo 1.245 milhões de euros são relativamente a aposentos, revela o Instituto Nacional de Estatística (INE). Isto compara com proveitos homólogos totais de 2020 de 1.222 milhões de euros e 3.470 milhões em 2019. Já no campo dos aposentos, os valores são de 920 milhões e 2.633 milhões respetivamente.

Segundo a análise do INE, nos primeiros nove meses do ano, os proveitos registaram crescimentos de 33,3% no total e 35,3% relativos a aposento, face ao mesmo período de 2020. Já comparando com o mesmo período de 2019, os proveitos totais recuaram 53% e os relativos a aposento diminuíram 52,7%.

O INE demonstra, no entanto, que os proveitos registados nos primeiros nove meses de 2021 já superaram os valores registados para a totalidade do ano de 2020.

Por região e relativamente aos primeiros três trimestres deste ano, o INE revela que os proveitos do Algarve ascenderam a 603,5 milhões de euros no total, sendo 470 milhões relativos a aposentos. Este valor fica bem longe do alcançado pela segunda região deste ranking (Lisboa) que totalizou 278,9 milhões de proveitos, sendo que 216,8 milhões foram em aposentos, e do último lugar do pódio ocupado pela região do Norte que registou 231 milhões de euros de proveitos totais, nos primeiros nove meses de 2021, sendo que 177 milhões estão na alínea dos aposentos.

Entre janeiro e setembro de 2021, considerando a generalidade dos meios de alojamento (estabelecimentos de alojamento turístico, campismo e colónias de férias e pousadas da juventude), registaram-se 11,1 milhões de hóspedes e 30,2 milhões de dormidas, correspondendo a crescimentos de 14,5% e 18,7%, respetivamente.

Estes valores equiparam-se aos 9,7 milhões de hóspedes e 25,5 milhões de dormidas de 2020 e a 23,4 milhões de hóspedes e 63 milhões de dormidas de 2019, indicam os dados do INE.

Quanto aos estabelecimentos de alojamento turístico, estes registaram, nos primeiros nove meses do ano, 9,8 milhões de hóspedes e 25,8 milhões de dormidas, correspondendo a aumentos de 14,4% e 19,5%, respetivamente, relativamente ao mesmo período de 2020, ficando, contudo, bem longe dos 21,4 milhões de hóspedes e 56 milhões de dormidas de 2019.

Já quanto à origem dos hóspedes e dormidas nos primeiros nove meses de 2021, os dados do INE mostram que 7,2 milhões de hóspedes são residentes, enquanto 3,9 milhões são não residentes, refletindo um aumento de 28,7% nas dormidas de residentes e de 9,4% nas de não residentes face ao mesmo período de 2020. Comparando, contudo, com o mesmo período de 2019, as dormidas diminuíram 54% (-14,4% nos residentes e -71,2% nos não residentes).

Relativamente ao mês de setembro de 2021, o setor do alojamento turístico registou 2,1 milhões de hóspedes e 5,6 milhões de dormidas, correspondendo a aumentos de 52,3% e 58,4%, respetivamente (+35,5% e +47,9% em agosto, pela mesma ordem). Os níveis atingidos em setembro de 2021 foram, no entanto, inferiores aos observados em setembro de 2019, tendo diminuído o número de hóspedes e de dormidas, 28,9% e 26,6%, respetivamente.

Os dados do INE demonstram, igualmente, que, em setembro, o mercado interno contribuiu com 2,6 milhões de dormidas e aumentou 26,8%, continuando a superar os níveis do período homólogo de 2019 (+15,6%). As dormidas de não residentes duplicaram face a setembro de 2020 (+100,7%) e totalizaram três milhões de dormidas, mas foram cerca de metade das registadas em setembro de 2019 (-43,9%).

Os proveitos registados no nono mês de 2021 nos estabelecimentos de alojamento turístico atingiram 355,5 milhões de euros no total e 268,6 milhões de euros relativamente a aposento. Comparando com setembro de 2019, os proveitos totais diminuíram 29,1% e os relativos a aposento decresceram 29,8%.

Neste mês, o Algarve concentrou 33,5% das dormidas, seguindo-se a região de Lisboa (19%), o Norte (15%) e a Madeira (12,4%).

Finalmente, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) situou-se em 47,9 euros em setembro (71,9 euros em agosto). O rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 92 euros em setembro (116,2 euros em agosto). Em setembro de 2019, o RevPAR foi 66,3 euros e o ADR 97,2 euros.

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ISCTE Executive Education debate futuro da hotelaria e turismo no pós-Covid

A Masterclass subordinada ao tema “Hotelaria e Turismo no pós Covid”, tem como objetivo promover um debate sobre o Turismo e a Hotelaria no contexto pós-Covid.

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No próximo dia 10 de novembro, o ISCTE Executive Education vai realizar uma Masterclass subordinada ao tema “Hotelaria e Turismo no pós-Covid”, com o objetivo de promover um debate sobre o Turismo e a Hotelaria no contexto pós-Covid, onde, numa abordagem disruptiva, se discutirão tendências e oportunidades, para uma rápida recuperação do setor.

Este evento, de caráter presencial, contará com a participação de Francisco Moser e Joaquim Vicente Rodrigues, ambos professores do ISCTE e coordenadores da Pós-Graduação em Top Management in Hospitility and Tourism do ISCTE Executive Education, bem como de Filipa Vinha e André Romeiro, autores do livro Turnaround em Hotelaria.

O registo pode ser feito aqui.

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“Trapalhada” na política portuguesa prejudicará o crescimento de 2022, aponta Oxford Economics

Para a Oxford Economics, a atual conjuntura política portuguesa poderá prejudicar o crescimento apontado para 2022, bem como o investimento inicialmente previsto.

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O mais recente relatório da Oxford Economics não abunda muito a favor de Portugal, com a análise a indicar que a “trapalhada” política prejudicará o crescimento económico do país em 2022.

Na realidade a consultora refere que a turbulência política em Portugal vai “atrasar a execução de alguma recuperação da UE financiar e congelar as principais medidas de estímulo planeadas para o próximo ano”. Consequentemente, a Oxford, reduz a perspetiva de crescimento em 2022 de “5,2% para cerca de 4,5%”.

No comunicado que informa esta situação pode ainda ler-se que “uma grande parte da produção perdida deve ser recuperada em 2023-2024 após um novo Governo voltar a gastar o dinheiro da UE”.

Mas a Oxford Economics chama a atenção para o facto de existir um “risco importante”, dado que um novo Governo “pode decidir desviar-se do plano atual, dificultando ainda mais, ou mesmo colocando em risco, o desembolso dos fundos de recuperação”.

Embora a crise política não seja uma notícia bem-vinda para os investidores, a primeira resposta dos mercados foi “silenciada”, conforme escreve o senior economist, Ricardo Amaro. Segundo o mesmo, “os rendimentos dos títulos a 10 anos de Portugal têm aumentado nos últimos dias”, apesar do nosso país não ser o único que se encontra a viver esta situação, admitindo a análise que “o aumento é semelhante ao que afeta outros países da periferia da zona do euro”.

Segundo as contas da Oxford Economics, “o Governo tinha, originalmente, planeado gastar quase seis mil milhões de euros dos fundos de recuperação da UE no ano de 2021 e no ano seguinte (35% do total do pacote)”. Contudo, na perspetiva da consultora, a estimativa é que o investimento seja mais baixo, “em cerca de quatro mil milhões de euros”, salientando que “mesmo esse valor parece agora muito otimista”.

Assim, a nova estimativa aponta para que “apenas cerca de 2,5 mil milhões de euros (ou cerca 15% dos fundos totais) seja gasto em 2022”.

Curiosa não deixa de ser, também, a sondagem que a Oxford Economics tem por base (Eurosondagem), que dá uma nova vitória ao Partido Socialista, embora, os resultados datem de 25 de outubro, ou seja, antes da votação do Orçamento de Estado 2022 ter sido votado e chumbado no Parlamento.

Contudo, não deixa de ser surpreendente a percentagem dada ao PS, assim como ao Chega que se coloca como terceira força política a ter em conta.

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