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Enoturismo: O papel na recuperação do turismo em Portugal

Atividades predominantemente ao ar livre e em territórios de baixa densidade são duas características inerente ao enoturismo que podem ter um forte contributo na recuperação turística no país. Os ‘players’ do setor estão confiantes na preponderância do papel que esta atividade terá nesse âmbito.

Raquel Relvas Neto
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Enoturismo: O papel na recuperação do turismo em Portugal

Atividades predominantemente ao ar livre e em territórios de baixa densidade são duas características inerente ao enoturismo que podem ter um forte contributo na recuperação turística no país. Os ‘players’ do setor estão confiantes na preponderância do papel que esta atividade terá nesse âmbito.

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Impacto da COVID-19 no turismo pode custar 4 biliões de dólares à economia mundial
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Atividades predominantemente ao ar livre e em territórios de baixa densidade são duas características inerente ao enoturismo que podem ter um forte contributo na recuperação turística no país. Os ‘players’ do setor estão confiantes na preponderância do papel que esta atividade terá nesse âmbito.

Enoturismo, s.m. (de eno+turismo) Agregação de atividades turísticas que se centra na experiência motivada pela apreciação dos vinhos, associada às tradições e cultura locais. Não implica necessariamente dormida no local da atividade de enoturismo. Exemplos: prova de vinho; visita a uma adega; visita a uma vinha.

Esta é a definição do conceito de enoturismo que a Associação Portuguesa de Enoturismo (APENO) defende. A associação, que representa todos os intervenientes da cadeia de valor do Enoturismo, dos setores vitivinícola e turístico bem como de outros setores económicos e entidades públicas com competências no desenvolvimento do território enoturístico, quer tornar o Enoturismo português uma referência mundial. Para tal, delineou uma estratégia fundamentada em cinco pilares. O primeiro tem a ver com a identidade que, como explica Maria João de Almeida, presidente da APENO, pretende construir “uma identidade para o Enoturismo, formalizando, sistematizando e certificando o setor em Portugal”. Segue-se o território, ou seja, “compreender e representar os agentes nacionais do Enoturismo, em toda a sua diversidade, valorizando as características territoriais, numa rede integrada de roteiros e experiências”. Também a oferta com o reconhecimento e promoção da inovação da oferta integrada de Enoturismo, desenvolvendo parcerias e divulgando as melhores práticas é o terceiro pilar da estratégia. “O quarto são as pessoas, queremos promover a formação aos agentes de Enoturismo em conhecimento técnico nas diversas áreas (vinho, hotelaria, turismo, gastronomia, cultura, história, etc)”, completa a responsável, que conclui com a inevitável promoção do setor. “Queremos criar uma marca para exploração do valor sinérgico das atividades associadas ao Enoturismo, com foco na divulgação nacional e internacional. Promover o Enoturismo português com base na valorização cruzada da oferta, junto de promotores de grande reputação”, descreve, salientando que a marca vai ajudar a criar procura para o Enoturismo, acompanhada pela criação e divulgando “ações criativas e inovadoras”.
Esta meta não é alheia à existência de vários desafios que influenciam o estado atual do Enoturismo do país. Segundo a presidente da APENO, “o Enoturismo em Portugal não se encontra regulado, não tem uma Classificação de Atividade Económica (CAE) própria, nem os profissionais de Enoturismo têm um enquadramento autónomo, não existem CIRS (Código de IRS) para os profissionais de enoturismo”. E complementa ainda que “associada à falta de regulamentação também ainda se verifica em Portugal uma falta de profissionalismo que impede o setor de progredir”, como seja a “falta de visão (estratégia e criatividade), pouca disponibilidade em receber, falta de formação do pessoal e comunicação eficiente”. Contudo, Maria João de Almeida considera que a evolução que o turismo experienciou nos últimos anos já se reflectiu numa melhoria, sobretudo com uma maior aposta de várias empresas no Enoturismo.

”” Quinta do Ventozelo

Para dinamizar a consciência em torno do Enoturismo, a APENO compromete-se a lançar várias iniciativas a partir deste mês de setembro. Ainda com algumas no “segredo dos deuses”, a associação está empenhada em dinamizar a oferta junto dos associados, apoiando projetos de Enoturismo, bem como a formação junto dos profissionais do setor. Previsto está também, e mais concretamente, o lançamento do Clube do Enoturismo que, explica, “funcionará como um elo de ligação entre a oferta e a procura” e irá promover viagens, provas de vinho, visitas a adegas, venda de vinho, entre outras atividades. A APENO encontra-se também a desenvolver várias parcerias estratégicas, que “nos vão apoiar, e que vão surpreender pela eficácia e a criatividade”.

“Queremos criar uma marca para exploração do valor sinérgico das atividades associadas ao Enoturismo, com foco na divulgação nacional e internacional”, Maria João de Almeida, presidente da APENO

Outra das prioridades da associação é conhecer melhor o mercado e a respetiva procura. Para tal, vai ser realizado um estudo aprofundado sobre Enoturismo no presente ano, pois, indica Maria João de Almeida, “não existem números concretos que especifiquem com detalhe o setor do Enoturismo”. Porém, segundo estimativas retiradas de estudos académicos e empresariais dedicados ao enoturismo, “o enoturista é mais do que um consumidor de vinhos, é também alguém que se interessa pela produção, cultura e tradições locais. É através do Enoturismo que vai conhecer a riqueza turística de Portugal, contribuindo assim para as receitas do turismo nacional”, releva a presidente da APENO. As estimativas existentes apontam ainda que a “maioria dos enoturistas pertence a uma classe social média alta, com bom poder de compra e com nível de formação elevado”, o que leva a concluir que o gasto médio do enoturista é 20% a 40% superior ao turista normal.

Influência na retoma
O atual contexto pandémico pode motivar um crescimento da procura no setor, tendo em conta as características inerentes associadas ao Enoturismo. Mas qual o papel do Enoturismo e a relevância deste na recuperação do turismo em Portugal no período pós-pandémico? Maria João de Almeida responde: “A pandemia está e vai provocar alterações na procura turística. Vai ser uma procura turística de nicho, temática e repartida ao longo do ano. O turista vai procurar novas ofertas turísticas, em regiões menos povoadas, evitando grandes aglomerados e repartidas durante o ano evitando assim grandes concentrações de pessoas. O Enoturismo proporciona uma oferta turística com essas caraterísticas e esse facto é muito importante para a recuperação e sustentabilidade do turismo”. Assim, defende, o país tem de apostar num “turismo de qualidade” e “durante todo o ano”, sendo neste âmbito que o Enoturismo pode “funcionar como um catalisador”.

Esta opinião da presidente da associação é partilhada com vários ‘players’ no mercado, que também sustentam a relevância que o Enoturismo terá na retoma. Alexandre Relvas, CEO da Casa Relvas, no Alentejo, considera que o Enoturismo, “por normalmente estar situado fora dos grandes centros urbanos, ter mais atividades ao ar livre e ser uma atividade bastante controlada, pode fazer com que o turista se sinta mais confortável”. Mas deixa um alerta: “Tirando o Douro, não há nenhuma região em que o Enoturismo seja a atividade turística principal, pelo que necessitamos de um aumento do turismo para que o Enoturismo volte a crescer também”.

Na opinião de Maria Manuel Ramos, directora de Turismo da Sogevinus, “as tendências de viagem mostram que existe um aumento de procura por destinos de natureza, em zonas tradicionalmente menos turísticas, o que pode constituir uma oportunidade para a valorização de novos destinos, nomeadamente no interior do país, e para a criação de novos produtos e novas ofertas estruturadas”. Assim, e tendo em conta que os turistas procuram “um maior contacto com a natureza e atividades que lhes permitam “desligar” das suas rotinas e fazer um “detox” urbano”, a responsável considera que o Enoturismo reúne “todas as condições para se afirmar como um produto de sucesso, com a mais-valia de dar igualmente a conhecer os saberes e sabores de uma região: juntamente com os vinhos, é possível promover a gastronomia local e dar acesso a experiências autênticas que permitam o contacto com as comunidades, a história, a cultura e as tradições locais. Este é um fator-chave capaz de potenciar a valorização e a diferenciação do turismo nacional”.

o Enoturismo reúne “todas as condições para se afirmar como um produto de sucesso, com a mais-valia de dar igualmente a conhecer os saberes e sabores de uma região”, Maria Manuel Ramos, SOGEVINUS

Esta também é uma posição defendida por Elsa Couto, diretora de comunicação da Quinta de Ventozelo, na região do Douro. “O Enoturismo tem, com certeza, um papel fundamental na recuperação”, afirma, e justifica que, se por um lado, “permite a deslocalização de turistas das regiões com maior densidade – como as grandes cidades Lisboa, Porto ou Algarve, contribuindo para o desenvolvimento local e regional”, por outro lado, tem um forte contributo no combate à sazonalidade, além das parcerias que estabelece impactarem toda a cadeia de valor do turismo.

Já Luís Serrano Mira, coproprietário da Herdade das Servas e Casa da Tapada, ambas no Alentejo, reforça a atratividade do Enoturismo. “O Enoturismo é um produto que incrementa a atratividade de um destino, devendo por isso ter um papel preponderante na recuperação do turismo em Portugal”, defende. E detalha analiticamente: “Numa análise macro, o Enoturismo é claramente um fator diferenciador, uma vez que não temos produção de vinho em todo o Mundo. Mesmo nas regiões que produzem vinho, muitas não dispõem de infraestruturas para receber turistas, nem possuem uma história e tradição riquíssima como é a de Portugal. Por um prisma micro, o Enoturismo, quando bem trabalhado, é um excelente meio de promoção de produtos locais (especialmente tudo o que esteja relacionado com gastronomia, artesanato e hotelaria)”.

Vera Magalhães, diretora de Enoturismo Grupo João Portugal Ramos Vinhos, também defende que o Enoturismo “possui uma capacidade de atração de turistas e gera valor para os territórios de menor densidade populacional, e ao longo de todo o ano, o que por si só já é um enorme contributo: a diversificação da oferta turística em territórios rurais e, na sua grande maioria das vezes, conseguido através de projetos com grande aposta na sustentabilidade”. No que diz respeito ao negócio do vinho em si, a responsável considera que as vantagens são inerentes, desde “a venda direta do produto, a promoção e fidelização à marca, feedback direto sobre os produtos, aumento de potenciais consumidores, alargamento a novos segmentos de mercado, novas parcerias e novas fontes de rendimento”. Mas importa não descurar o efeito que o Enoturismo tem nas comunidades locais, proporcionando “uma maior empregabilidade, aumento do número de visitantes na região, desenvolvimento de uma nova imagem de destino, atração de novos investimentos, novas infraestruturas e revitalização das atividades económicas tradicionais”.

O impacto nas comunidades locais é algo que a presidente da APENO frisa também: “O Enoturismo pode contribuir para atrair turismo de uma forma continuada e ao longo de todo o ano para o interior e territórios rurais, porque nesses territórios temos empresas a desenvolver atividades de Enoturismo de qualidade. Pode assim contribuir para a criação de postos de trabalho diretos e indiretos e contribuir para a fixação de pessoas nesses territórios. Existindo procura por esses destinos e tipo de turismo, o investidor pode sentir-se atraído a investir e a criar empresas que pratiquem atividades de Enoturismo nesses territórios e mais uma vez criação de postos de trabalho e fixação de pessoas”.

”” Quinta S.Luiz (Sogevinus)

A “qualidade extrema” nos vários recantos do país onde se produz vinho e se alia este à gastronomia, partilhando esta relação com quem visita, é a carta principal indicada pela Quinta da Aveleda, que julga que, só por si, “enaltece a experiência, fideliza e serve de mote para uma promoção “boca a boca” muito eficaz”. “As atividades de Enoturismo são fator de diferenciação com relevância”, refere fonte da quinta.

É exatamente a diferenciação que Luísa Rebelo, General Manager e Proprietária de Torre de Palma, considera que deve ser a aposta dos players no Enoturismo para, ao fim de contas, apoiar a retoma do turismo em Portugal. “Consideramos que Portugal e todos os agentes de Enoturismo devem apostar na diferenciação pela qualidade e inovação das suas propostas, na sustentabilidade social, económica e ambiental, como fazemos em Torre de Palma”.

“Consideramos que Portugal e todos os agentes de Enoturismo devem apostar na diferenciação pela qualidade e inovação das suas propostas, na sustentabilidade social, económica e ambiental”, Luísa Rebelo, Torre de Palma

Para as Caves de Vila Nova de Gaia e Quinta das Carvalhas, o Enoturismo “não é um turismo forçosamente de massas, estando implantado em ambiente rural, pelo que se enquadra perfeitamente nos ambientes que são mais procurados nesta fase da pandemia”. Apesar de ser ainda um nicho de mercado, os responsáveis consideram que é “muito representativo e com um forte valor acrescentado”, pelo que “terá um papel muito importante a desempenhar na recuperação”.

O contributo para espalhar os fluxos turísticos ao longo de todo o território e de ter atividades acessíveis ao longo de todo o ano, ajudando no combate à sazonalidade, são as principais mais-valias do Enoturismo nestes tempos pandémicos e não só.

O contributo do Enoturismo para o desenvolvimento rural e para a integração social e económica estará exatamente em debate a 9 e 10 de setembro, em Reguengos de Monsaraz, no Alentejo. A Organização Mundial do Turismo (OMT) vai realizar a quinta edição da Conferência Global da OMT sobre Enoturismo. Sobre o evento, o secretário-geral da OMT, Zurab Pololikashvili, declarou ser “mais importante do que nunca apoiar os setores do turismo e de vinhos”.

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75% dos portugueses diz que próximas férias vão ser em Portugal, revela estudo da Bloom Consulting

Estudo da consultora Bloom Consulting apurou que 44% dos portugueses conta gozar um período de descanso ainda este ano e que apenas 27% deixa para o próximo ano os planos de férias.

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Para 75% dos portugueses, as próximas férias vão ser passadas em território nacional, apurou um estudo da Bloom Consulting, que revela também que, apesar da pandemia, 44% dos portugueses conta gozar um período de descanso ainda este ano e que apenas 27% deixa para o próximo ano os planos de férias.

Ainda assim, diz a Bloom Consulting num comunicado divulgado esta sexta-feira, 17 de setembro, “ma grande fatia da população inquirida afirmou ainda não estar decidida quanto à sua próxima viagem de lazer (22%), sendo que apenas 5,8% afirma que apenas viajará em 2023”.

“Os dados do estudo são reveladores de algo que a indústria turística portuguesa já tem vindo a sentir_ uma maior movimentação dos portugueses em viagens de lazer. Com o avançar da vacinação e aproximação à tão desejada imunidade de grupo, é expectável que alguns destes portugueses vão progressivamente alterando a sua posição em relação ao turismo sendo no entanto irrealista pensar que a situação reverterá para as tendências registadas em 2019 num futuro próximo”, considera Filipe Roquette, diretor geral da Bloom Consulting Portugal.

O estudo mostra também que, quanto mais jovens os inquiridos, maior a disposição para viajar ainda este ano, com a Bloom Consulting a revelar que, “o grupo de 54 ou mais anos é o mais conservador e também o mais indeciso nesta matéria”.

Quanto a destinos, o mercado nacional é o que sai a ganhar, até porque, dos 75% dos portugueses que conta fazer férias em destinos nacionais, em 60% dos casos nem são consideradas outras hipóteses. Ainda assim, há 14% de portugueses que dizem não saber onde vão passar as próximas férias, enquanto 11% descarta férias no território nacional e só pensa em férias no estrangeiro.

“Entre os que afirmam que o seu próximo destino será em território nacional, o Algarve é a região mais referida com 20% do total de menções. Seguem-se as regiões autónomas dos Açores e da Madeira com 18% e 16% respetivamente. Também com 16% estão o Alentejo e a região do Porto e Norte de Portugal. O Centro de Portugal com 8% e a Região de Lisboa são as regiões sob as quais recaem menos intenções de visitação por parte dos portugueses num futuro próximo”, indica o comunicado.

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Iberia mantém voos para as Maldivas no inverno

Depois do sucesso no verão, a Iberia vai manter a operação para as Maldivas este inverno, com dois voos por semana, e, em Portugal, tem planos para aumentar a capacidade nas rotas de Lisboa e Porto.

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A Iberia vai manter os voos para as Maldivas, que arrancaram no início de julho, também  durante a temporada de inverno, com a companhia aérea espanhola a revelar que a decisão foi tomada na sequência do “bom funcionamento desta rota nos meses de verão” e que, na época baixa, os voos decorrem entre dezembro e fevereiro, com duas ligações por semana. Já para Lisboa e Porto, está previsto um aumento para o triplo dos voos diários, ao longo dos próximos meses.

“Entre as principais novidades, destaca-se a incorporação do destino estrela do verão, as Ilhas Maldivas. Após o bom funcionamento da rota nos meses de verão, a companhia aérea decidiu retomar os voos a partir de dezembro com duas frequências diretas por semana, que vão até fevereiro de 2022”, lê-se na informação divulgada pela companhia aérea sobre o plano de rotas para este inverno.

Além das Maldivas, a Iberia vai manter também no inverno os voos para Cali, na Colômbia, outra das rotas que a companhia aérea também operou este verão e que, no inverno vai contar com três frequências por  semana, entre dezembro e março.

Neste inverno, a Iberia vai ainda aumentar o número de voos disponíveis na ponte aérea entre Madrid e Barcelona, que em setembro já tinha sido aumentada em 32%, mas que, segundo a Iberia, vai ainda conhecer novos aumentos este inverno, até um total de 68 voos por semana, o que totaliza 11 voos por dia em cada trajeto.

Na informação divulgada, a Iberia explica que os aumentos previstos para a ponte aérea visam a reativação das viagens de negócios, motivo pelo qual a transportadora vai também reforçar a operação em alguns destinos europeus, a exemplo de Paris, para onde a Iberia conta disponibilizar até sete voos por dia em cada sentido, mas também de Londres, que passa a contar com até cinco voos por dia e por trajeto, enquanto cidades como Lisboa, Porto, Frankfurt, Bruxelas, Genebra, Milão, Roma, Zurique, Dusseldorf, Munique, Veneza, Lyon e Marselha vão chegar aos três voos por dia, ao longo deste inverno. Já Frankfurt, vai contar com um aumento até 18 frequências por semana.

Na rede de longo curso, e além das Maldivas e de Cali, a Iberia vai também aumentar a sua oferta para a América Latina e EUA, estimando voar para 23 cidades em 17 países, num total de 280 voos por semana, à partida de Madrid. Apenas na América Latina, a companhia aérea vai operar para 17 destinos em 15 países, superando os 200 voos por semana.

“Os mercados com maiores taxas de crescimento são o México – que já conta com dois voos diários -, a República Dominicana – com mais três voos semanais, até 13 frequências – e a Colômbia, com mais três frequências para Bogotá, chegando a 10; e Cali, para onde a Iberia voa três vezes por semana”, indica a transportadora.

Além disso, acrescenta a Iberia, vai ser também aumentada a capacidade para a América do Centro e Caraíbas, em concreto para o Panamá, Costa Rica e Guatemala/El Salvador, que passam a contar com mais um voo por semana, até seis frequências semanais no caso do Panamá e Costa Rica, enquanto a Guatemala/El  Salvador passa a contar com cinco ligações semanais.

Para San Juan de Porto Rico, a Iberia vai passar de três para quatro frequências por semana, enquanto o Uruguai passa a seis voos diretos por semana. Já Buenos Aires, Lima, São Paulo e Santiago do Chile mantêm um voo diário, ainda que, no caso da capital argentina, a operação esteja ainda sujeita a aprovação governamental.

Já nos EUA, onde a Iberia diz estar ainda dependente da reabertura turística, a companhia tem planos para recuperar as frequências que oferecia antes da pandemia, e conta operar 10 voos por semana para Nova Iorque e Miami, ou seja, mais três que no verão, e espera manter ainda as ligações a Chicago, Boston e Los Angeles.

Este inverno, a Iberia conta ainda com uma campanha especial que pretende estimular a procura ao longo dos próximos meses e que oferece tarifas especiais para reservas até 22 de setembro e que se aplica a viagens até 9 de junho de 2022.

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Operadores retomam operação de Fim-de-Ano para Salvador e Natal

Os charters dos operadores Solférias, Exoticoonline e Sonhando têm partida programada para 26 e 27 de dezembro.

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Os operadores turísticos Solférias, Exoticoonline e  Sonhando voltam a juntar-se para lançar uma operação especial de Fim-de-Ano com destino a Salvador da Bahia e Natal no Brasil, com partidas de Lisboa e Porto.

 Esta operação especial de Réveillon em Salvador, com saída a 26 de dezembro e regresso a 2 de janeiro, terá partida de Lisboa via Porto. 

Para a cidade de Natal, a saída será dia 27 de dezembro e regresso dia 3 de janeiro e também com partida de Lisboa via Porto. 

No sentido inverso, estas operações estão ser comercializadas pelo operador Alto Astral, em parceria com Lusanova e outros parceiros locais.

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Ryanair abre nova rota entre o Porto e Clermont-Ferrand no inverno

Companhia aérea vai realizar dois voos por semana entre o Porto e a cidade francesa de Clermont-Ferrand, a partir de novembro.

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A Ryanair anunciou a abertura de uma nova rota entre o Porto e a cidade francesa de Clermont-Ferrand no próximo inverno, operação que vai contar com dois voos por semana e que, segundo comunicado da companhia aérea low cost, arranca em novembro.

“Estamos encantados por anunciar esta nova rota do Porto para Clermont-Ferrand com dois voos semanais, a partir de novembro. A Ryanair continua empenhada em reconstruir a industria turística em Portugal e em reforçar a conetividade, à medida que continua a crescer na Europa e as viagens regressam aos níveis pré-COVID-19”, congratula-se Jason McGuinness, diretor Comercial da Ryanair.

Para assinalar o lançamento da nova rota de inverno, a Ryanair lançou uma promoção com preços desde 19,99 euros, para viagens que decorram até março de 2022 e cujas reservas sejam realizadas até à meia-noite do próximo sábado, 18 de setembro, através do site da companhia aérea,  em  www.Ryanair.com

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Altis Grand Hotel reabre dia 18

Com esta reabertura, todos os hotéis do grupo Altis voltam a estar simultaneamente em funcionamento.

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 1 de outubro é a data escolhida para reabertura oficial do Altis Grand Hotel, o primeiro hotel do grupo que irá completar este ano 48 anos. Depois de estar fechado desde abril do ano passado, o emblemático hotel lisboeta   reabrirá, enquanto a cidade espera receber de volta mais turistas.

Para Raul Martins, presidente do Conselho de Administração do Grupo Altis, “o Altis Grand Hotel é um hotel com história desde a sua abertura, temos empresas e gerações de clientes que estão ligados a este hotel, aqui vieram pela mão dos avós ou dos pais, e é uma enorme satisfação poder voltar a recebê-los. Toda a equipa está ansiosa e motivada”.

Desde o inicio da pandemia, o grupo manteve sempre pelo menos um hotel em funcionamento e, com esta reabertura, todos os hotéis do grupo Altis voltam a estar simultaneamente em funcionamento, uma  decisão tomada  com base nas “boas perspetivas de ocupação para o último trimestre do ano e para o próximo ano”.

“Para 2022, o grupo espera atingir uma ocupação anual média de 60%, sendo que em 2019, fechou o ano com uma ocupação de 80%”, perspetiva Diogo Fonseca e Silva, diretor-geral de operações do Grupo Altis Hotels.

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American Airlines compra 5,2% da Gol e anuncia codeshare exclusivo

Negócio prevê a criação do maior programa de fidelidade do continente americano, assim como a ampliação do acordo de codeshare que as duas transportadoras já mantinham.

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A American Airlines adquiriu 5,2% da Gol, atualmente a maior companhia aérea brasileira, o que vai dar origem a uma “parceria exclusiva”, que prevê a criação do maior programa de fidelidade do continente americano, assim como a ampliação do acordo de codeshare que as duas transportadoras já mantinham, num negócio que visa a afirmação da companhia norte-americana no Brasil.

De acordo com a imprensa brasileira, o negócio prevê um investimento de 200 milhões de dólares, já que a American Airlines compra 22,2 milhões de ações preferenciais da Gol, assim como a junção dos programas de fidelidade das duas companhias, o Aadvantage e o Smiles, numa fusão que vai dar origem ao maior programa de milhas do continente americano.

Mas o principal destaque vai mesmo para a ampliação do acordo de codeshare, o que vai permitir aumentar a presença da American Airlines na América do Sul, principalmente no Brasil.

“A American é, há muito tempo, a companhia aérea líder entre os Estados Unidos e a América do Sul, e esta parceria mais forte com a Gol solidifica essa posição de liderança”, afirma Robert Isom, presidente da American Airlines, considerando que a rede da transportadora norte-americana “combina perfeitamente” com a rede da Gol no Brasil.

“Juntos, seremos capazes de oferecer aos clientes que voam para, através e do Brasil acesso à maior rede com as taxas mais baixas e o melhor e maior programa de fidelidade de viagens conjunto da América”, acrescenta o responsável.

Com a ampliação do acordo de venda compartilhada, os clientes da Gol passam a ter acesso a mais de 30 destinos da American Airlines nos EUA, à partida dos hubs da Gol em São Paulo (GRU) e no Rio de Janeiro (GIG), assim como a outras 34 rotas brasileiras e internacionais, nomeadamente na América Latina.

“O acordo de codeshare exclusivo entre duas das principais empresas aéreas das Américas combina malhas altamente complementares e oferece aos clientes uma experiência de viagem superior, proporcionada pelo maior número de voos e destinos nas Américas do Norte e do Sul”, destaca Paulo Kakinoff, CEO da Gol, considerando que este acordo “fortalecerá ainda mais a presença da Gol nos mercados internacionais” e vai contribuir para o crescimento da transportadora.

O negócio, que prevê também que a American Airlines passe a indicar um dos membros do Conselho de Administração da Gol, não está, no entanto, ainda completamente concluído e, segundo a imprensa brasileira, aguarda a confirmação de algumas condições, incluindo assinatura e entrega da documentação definitiva, entre outras condições usuais de operações deste nível.

Recorde-se que a American Airlines voa atualmente para 17 destinos na América do Sul, incluindo São Paulo (GRU) e Rio de Janeiro (GIG), a partir das suas bases em Dallas-Fort Worth (DFW), Miami (MIA) e Nova York (JFK), enquanto a Gol conta com ligações aéreas para 63 destinos no Brasil, assim como para várias das principais cidades da América Latina.

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Primeiros turistas da SpaceX já iniciaram viagem

A cápsula da SpaceX partiu para uma viagem de três dias no espaço, sem nenhum astronauta profissional a bordo.

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Quatro turistas norte-americanos já descolaram do Centro Espacial Kennedy, na Florida, nos Estados Unidos, a bordo de uma cápsula da SpaceX, para uma viagem de três dias no espaço, sem nenhum astronauta profissional a bordo.

O foguetão Falcon 9, transportando a cápsula Dragon, ambos da empresa privada SpaceX, descolou à hora prevista, 20:02 horas locais de quarta-feira (23:02 em Portugal), do Centro Espacial Kennedy, na Florida, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).

Minutos depois, o foguetão separou-se da cápsula com sucesso, levando a bordo, pela primeira vez, apenas civis como tripulantes, que permanecerão três dias no espaço.

“Poucos lá foram e muitos vão seguir-se. A porta abre-se agora”, disse o multimilionário Jared Isaacman, de 38 anos, que fretou o “cruzeiro espacial” e comanda a missão.

Isaacman, de 38 anos, fundador e presidente da empresa Shift4 Payments, amante da aviação, financiou a travessia espacial dos outros três tripulantes, com um custo que não foi divulgado, mas que deverá rondar as dezenas de milhões de dólares, segundo a AFP.

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Ilha do Sal vai ter charter no Fim-de-Ano

Esta operação é promovida pelos operadores turísticos Solférias, Soltrópico e Viagens Abreu.

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Os operadores turísticos Solférias, Soltrópico e Viagens Abreu juntaram-se para realizar uma operação charter para a ilha do Sal, em Cabo Verde, na época festiva do Fim-de-Ano.

Com partidas de Lisboa e do Porto em voos operados pela SATA no dia 26 de dezembro 2021 e regresso a 02 de Janeiro de 2022 (o voo parte do Sal na madrugada de 03 de Janeiro), os pacotes disponibilizados, neste caso pela Soltrópico, incluem estadas de  sete dias, a partir de 1388 euros como preço base, por pessoa, em quarto duplo standard, em regime de Tudo Incluído, no 4-estrelas, Oásis Belorizonte, e 1547 euros, por pessoa, em quarto standard, em regime de Tudo Incluído no 5-estrelas, Oásis Salinas Sea.

O programa inclui passagem aérea em voo TAP Lisboa ou Porto / Sal / Lisboa ou Porto, em classe S1, com direito a 20 kg de bagagem; estadia de 7 noites no hotel e regime escolhidos; transfers aeroporto/hotel/aeroporto; Taxa de Segurança Aeroportuária; Seguro de viagem Global Extra; Taxas de aeroporto segurança e combustível (223€ – sujeito a alterações legais até emissão dos bilhetes).

Segundo Nuno Paixão, Diretor Comercial da Newtour, onde a Soltrópico se integra, “tendo em conta a retoma de procura pelo destino Sal e tendo em conta o sucesso das operações antes da pandemia, para a Soltrópico faz todo o sentido voltar a apostar neste destino de Sol e de proximidade para os portugueses que preferem passar o Réveillon 21/22 num destino quente.”

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Certificado europeu mais perto de se tornar ‘standard’ global

Desde que foi colocado em prática, em junho deste ano, que foram emitidos mais de 420 milhões de certificados da UE.

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Albânia, Andorra, Ilhas Faroé, Israel, Mónaco, Marrocos e Panamá são os países e territórios mais recentes a adoptar  o sistema europeu do certificado  COVID Digital da União Europeia.

A Comissão Europeia anunciou que os  certificados COVID-19 emitidos pelos países referidos são equivalente ao Certificado COVID Digital da União Europeia.

Desde que foi colocado em prática, em junho deste ano, que foram emitidos mais de 420 milhões de certificados da UE, existindo atualmente 42 países, incluindo os 27 Estados-membros, que integram o sistema europeu, o que o está a converter num ‘standard’ internacional.

Didier Reynders, comissário da Justiça, destacou que esta situação  permite que todos ganhem: “os cidadãos podem desfrutar do seu direito de livre circulação e as empresas, assim como o setor dos transportes, podem começar a compensar as perdas dos últimos meses”.

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“Turismo e mobilidade sustentável” em debate no Algarve

Debate “Turismo e Mobilidade Sustentável” está inserido no ciclo “Conversas com Futuro”, decorre a 17 de setembro, e pretende ser um contributo para a Conferência sobre o Futuro da Europa.

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O Centro Europe Direct Algarve, em parceria com a CCDR Algarve e a Região de Turismo do Algarve (RTA), promovem na próxima sexta-feira, 17 de setembro, o debate “Turismo e Mobilidade Sustentável”, inserido no ciclo “Conversas com Futuro”, que pretende ser um contributo para a Conferência sobre o Futuro da Europa.

Num comunicado enviado à imprensa, a organização do evento explica que “esta será uma oportunidade única para debater os desafios e as prioridades do Algarve, de Portugal e da Europa no âmbito do turismo e da mobilidade sustentável, mas sobretudo para ouvir e responder às perguntas do público que estará a assistir à conversa em direto”.

“Com o mote da Conferência sobre o Futuro da Europa, que até à primavera de 2022 vai ouvir os cidadãos europeus sobre o futuro que pretendem para a União Europeia, o Centro Europe Direct Algarve organiza este fórum de discussão, abrindo o diálogo à região do Algarve e a todos os que nela vivem, com o objetivo de aumentar o nível de conhecimento sobre o projeto europeu”, lê-se no comunicado divulgado pela organização.

Com a participação de João Fernandes, presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA),  da eurodeputada  Cláudia Monteiro de Aguiar, de João Ferreira, da DG MOVE da Comissão Europeia, José Apolinário, da CCDR Algarve, e Rodrigo Soares, da Erasmus Student Network, o debate vai decorrer entre as 11h00 e as 13h00, e pode ser acompanhado através da página de Facebook da RTA.
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