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Enoturismo: O papel na recuperação do turismo em Portugal

Atividades predominantemente ao ar livre e em territórios de baixa densidade são duas características inerente ao enoturismo que podem ter um forte contributo na recuperação turística no país. Os ‘players’ do setor estão confiantes na preponderância do papel que esta atividade terá nesse âmbito.

Raquel Relvas Neto
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Enoturismo: O papel na recuperação do turismo em Portugal

Atividades predominantemente ao ar livre e em territórios de baixa densidade são duas características inerente ao enoturismo que podem ter um forte contributo na recuperação turística no país. Os ‘players’ do setor estão confiantes na preponderância do papel que esta atividade terá nesse âmbito.

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Fotos de banco de imagens por Vecteezy

Atividades predominantemente ao ar livre e em territórios de baixa densidade são duas características inerente ao enoturismo que podem ter um forte contributo na recuperação turística no país. Os ‘players’ do setor estão confiantes na preponderância do papel que esta atividade terá nesse âmbito.

Enoturismo, s.m. (de eno+turismo) Agregação de atividades turísticas que se centra na experiência motivada pela apreciação dos vinhos, associada às tradições e cultura locais. Não implica necessariamente dormida no local da atividade de enoturismo. Exemplos: prova de vinho; visita a uma adega; visita a uma vinha.

Esta é a definição do conceito de enoturismo que a Associação Portuguesa de Enoturismo (APENO) defende. A associação, que representa todos os intervenientes da cadeia de valor do Enoturismo, dos setores vitivinícola e turístico bem como de outros setores económicos e entidades públicas com competências no desenvolvimento do território enoturístico, quer tornar o Enoturismo português uma referência mundial. Para tal, delineou uma estratégia fundamentada em cinco pilares. O primeiro tem a ver com a identidade que, como explica Maria João de Almeida, presidente da APENO, pretende construir “uma identidade para o Enoturismo, formalizando, sistematizando e certificando o setor em Portugal”. Segue-se o território, ou seja, “compreender e representar os agentes nacionais do Enoturismo, em toda a sua diversidade, valorizando as características territoriais, numa rede integrada de roteiros e experiências”. Também a oferta com o reconhecimento e promoção da inovação da oferta integrada de Enoturismo, desenvolvendo parcerias e divulgando as melhores práticas é o terceiro pilar da estratégia. “O quarto são as pessoas, queremos promover a formação aos agentes de Enoturismo em conhecimento técnico nas diversas áreas (vinho, hotelaria, turismo, gastronomia, cultura, história, etc)”, completa a responsável, que conclui com a inevitável promoção do setor. “Queremos criar uma marca para exploração do valor sinérgico das atividades associadas ao Enoturismo, com foco na divulgação nacional e internacional. Promover o Enoturismo português com base na valorização cruzada da oferta, junto de promotores de grande reputação”, descreve, salientando que a marca vai ajudar a criar procura para o Enoturismo, acompanhada pela criação e divulgando “ações criativas e inovadoras”.
Esta meta não é alheia à existência de vários desafios que influenciam o estado atual do Enoturismo do país. Segundo a presidente da APENO, “o Enoturismo em Portugal não se encontra regulado, não tem uma Classificação de Atividade Económica (CAE) própria, nem os profissionais de Enoturismo têm um enquadramento autónomo, não existem CIRS (Código de IRS) para os profissionais de enoturismo”. E complementa ainda que “associada à falta de regulamentação também ainda se verifica em Portugal uma falta de profissionalismo que impede o setor de progredir”, como seja a “falta de visão (estratégia e criatividade), pouca disponibilidade em receber, falta de formação do pessoal e comunicação eficiente”. Contudo, Maria João de Almeida considera que a evolução que o turismo experienciou nos últimos anos já se reflectiu numa melhoria, sobretudo com uma maior aposta de várias empresas no Enoturismo.

Quinta do Ventozelo

Para dinamizar a consciência em torno do Enoturismo, a APENO compromete-se a lançar várias iniciativas a partir deste mês de setembro. Ainda com algumas no “segredo dos deuses”, a associação está empenhada em dinamizar a oferta junto dos associados, apoiando projetos de Enoturismo, bem como a formação junto dos profissionais do setor. Previsto está também, e mais concretamente, o lançamento do Clube do Enoturismo que, explica, “funcionará como um elo de ligação entre a oferta e a procura” e irá promover viagens, provas de vinho, visitas a adegas, venda de vinho, entre outras atividades. A APENO encontra-se também a desenvolver várias parcerias estratégicas, que “nos vão apoiar, e que vão surpreender pela eficácia e a criatividade”.

“Queremos criar uma marca para exploração do valor sinérgico das atividades associadas ao Enoturismo, com foco na divulgação nacional e internacional”, Maria João de Almeida, presidente da APENO

Outra das prioridades da associação é conhecer melhor o mercado e a respetiva procura. Para tal, vai ser realizado um estudo aprofundado sobre Enoturismo no presente ano, pois, indica Maria João de Almeida, “não existem números concretos que especifiquem com detalhe o setor do Enoturismo”. Porém, segundo estimativas retiradas de estudos académicos e empresariais dedicados ao enoturismo, “o enoturista é mais do que um consumidor de vinhos, é também alguém que se interessa pela produção, cultura e tradições locais. É através do Enoturismo que vai conhecer a riqueza turística de Portugal, contribuindo assim para as receitas do turismo nacional”, releva a presidente da APENO. As estimativas existentes apontam ainda que a “maioria dos enoturistas pertence a uma classe social média alta, com bom poder de compra e com nível de formação elevado”, o que leva a concluir que o gasto médio do enoturista é 20% a 40% superior ao turista normal.

Influência na retoma
O atual contexto pandémico pode motivar um crescimento da procura no setor, tendo em conta as características inerentes associadas ao Enoturismo. Mas qual o papel do Enoturismo e a relevância deste na recuperação do turismo em Portugal no período pós-pandémico? Maria João de Almeida responde: “A pandemia está e vai provocar alterações na procura turística. Vai ser uma procura turística de nicho, temática e repartida ao longo do ano. O turista vai procurar novas ofertas turísticas, em regiões menos povoadas, evitando grandes aglomerados e repartidas durante o ano evitando assim grandes concentrações de pessoas. O Enoturismo proporciona uma oferta turística com essas caraterísticas e esse facto é muito importante para a recuperação e sustentabilidade do turismo”. Assim, defende, o país tem de apostar num “turismo de qualidade” e “durante todo o ano”, sendo neste âmbito que o Enoturismo pode “funcionar como um catalisador”.

Esta opinião da presidente da associação é partilhada com vários ‘players’ no mercado, que também sustentam a relevância que o Enoturismo terá na retoma. Alexandre Relvas, CEO da Casa Relvas, no Alentejo, considera que o Enoturismo, “por normalmente estar situado fora dos grandes centros urbanos, ter mais atividades ao ar livre e ser uma atividade bastante controlada, pode fazer com que o turista se sinta mais confortável”. Mas deixa um alerta: “Tirando o Douro, não há nenhuma região em que o Enoturismo seja a atividade turística principal, pelo que necessitamos de um aumento do turismo para que o Enoturismo volte a crescer também”.

Na opinião de Maria Manuel Ramos, directora de Turismo da Sogevinus, “as tendências de viagem mostram que existe um aumento de procura por destinos de natureza, em zonas tradicionalmente menos turísticas, o que pode constituir uma oportunidade para a valorização de novos destinos, nomeadamente no interior do país, e para a criação de novos produtos e novas ofertas estruturadas”. Assim, e tendo em conta que os turistas procuram “um maior contacto com a natureza e atividades que lhes permitam “desligar” das suas rotinas e fazer um “detox” urbano”, a responsável considera que o Enoturismo reúne “todas as condições para se afirmar como um produto de sucesso, com a mais-valia de dar igualmente a conhecer os saberes e sabores de uma região: juntamente com os vinhos, é possível promover a gastronomia local e dar acesso a experiências autênticas que permitam o contacto com as comunidades, a história, a cultura e as tradições locais. Este é um fator-chave capaz de potenciar a valorização e a diferenciação do turismo nacional”.

o Enoturismo reúne “todas as condições para se afirmar como um produto de sucesso, com a mais-valia de dar igualmente a conhecer os saberes e sabores de uma região”, Maria Manuel Ramos, SOGEVINUS

Esta também é uma posição defendida por Elsa Couto, diretora de comunicação da Quinta de Ventozelo, na região do Douro. “O Enoturismo tem, com certeza, um papel fundamental na recuperação”, afirma, e justifica que, se por um lado, “permite a deslocalização de turistas das regiões com maior densidade – como as grandes cidades Lisboa, Porto ou Algarve, contribuindo para o desenvolvimento local e regional”, por outro lado, tem um forte contributo no combate à sazonalidade, além das parcerias que estabelece impactarem toda a cadeia de valor do turismo.

Já Luís Serrano Mira, coproprietário da Herdade das Servas e Casa da Tapada, ambas no Alentejo, reforça a atratividade do Enoturismo. “O Enoturismo é um produto que incrementa a atratividade de um destino, devendo por isso ter um papel preponderante na recuperação do turismo em Portugal”, defende. E detalha analiticamente: “Numa análise macro, o Enoturismo é claramente um fator diferenciador, uma vez que não temos produção de vinho em todo o Mundo. Mesmo nas regiões que produzem vinho, muitas não dispõem de infraestruturas para receber turistas, nem possuem uma história e tradição riquíssima como é a de Portugal. Por um prisma micro, o Enoturismo, quando bem trabalhado, é um excelente meio de promoção de produtos locais (especialmente tudo o que esteja relacionado com gastronomia, artesanato e hotelaria)”.

Vera Magalhães, diretora de Enoturismo Grupo João Portugal Ramos Vinhos, também defende que o Enoturismo “possui uma capacidade de atração de turistas e gera valor para os territórios de menor densidade populacional, e ao longo de todo o ano, o que por si só já é um enorme contributo: a diversificação da oferta turística em territórios rurais e, na sua grande maioria das vezes, conseguido através de projetos com grande aposta na sustentabilidade”. No que diz respeito ao negócio do vinho em si, a responsável considera que as vantagens são inerentes, desde “a venda direta do produto, a promoção e fidelização à marca, feedback direto sobre os produtos, aumento de potenciais consumidores, alargamento a novos segmentos de mercado, novas parcerias e novas fontes de rendimento”. Mas importa não descurar o efeito que o Enoturismo tem nas comunidades locais, proporcionando “uma maior empregabilidade, aumento do número de visitantes na região, desenvolvimento de uma nova imagem de destino, atração de novos investimentos, novas infraestruturas e revitalização das atividades económicas tradicionais”.

O impacto nas comunidades locais é algo que a presidente da APENO frisa também: “O Enoturismo pode contribuir para atrair turismo de uma forma continuada e ao longo de todo o ano para o interior e territórios rurais, porque nesses territórios temos empresas a desenvolver atividades de Enoturismo de qualidade. Pode assim contribuir para a criação de postos de trabalho diretos e indiretos e contribuir para a fixação de pessoas nesses territórios. Existindo procura por esses destinos e tipo de turismo, o investidor pode sentir-se atraído a investir e a criar empresas que pratiquem atividades de Enoturismo nesses territórios e mais uma vez criação de postos de trabalho e fixação de pessoas”.

Quinta S.Luiz (Sogevinus)

A “qualidade extrema” nos vários recantos do país onde se produz vinho e se alia este à gastronomia, partilhando esta relação com quem visita, é a carta principal indicada pela Quinta da Aveleda, que julga que, só por si, “enaltece a experiência, fideliza e serve de mote para uma promoção “boca a boca” muito eficaz”. “As atividades de Enoturismo são fator de diferenciação com relevância”, refere fonte da quinta.

É exatamente a diferenciação que Luísa Rebelo, General Manager e Proprietária de Torre de Palma, considera que deve ser a aposta dos players no Enoturismo para, ao fim de contas, apoiar a retoma do turismo em Portugal. “Consideramos que Portugal e todos os agentes de Enoturismo devem apostar na diferenciação pela qualidade e inovação das suas propostas, na sustentabilidade social, económica e ambiental, como fazemos em Torre de Palma”.

“Consideramos que Portugal e todos os agentes de Enoturismo devem apostar na diferenciação pela qualidade e inovação das suas propostas, na sustentabilidade social, económica e ambiental”, Luísa Rebelo, Torre de Palma

Para as Caves de Vila Nova de Gaia e Quinta das Carvalhas, o Enoturismo “não é um turismo forçosamente de massas, estando implantado em ambiente rural, pelo que se enquadra perfeitamente nos ambientes que são mais procurados nesta fase da pandemia”. Apesar de ser ainda um nicho de mercado, os responsáveis consideram que é “muito representativo e com um forte valor acrescentado”, pelo que “terá um papel muito importante a desempenhar na recuperação”.

O contributo para espalhar os fluxos turísticos ao longo de todo o território e de ter atividades acessíveis ao longo de todo o ano, ajudando no combate à sazonalidade, são as principais mais-valias do Enoturismo nestes tempos pandémicos e não só.

O contributo do Enoturismo para o desenvolvimento rural e para a integração social e económica estará exatamente em debate a 9 e 10 de setembro, em Reguengos de Monsaraz, no Alentejo. A Organização Mundial do Turismo (OMT) vai realizar a quinta edição da Conferência Global da OMT sobre Enoturismo. Sobre o evento, o secretário-geral da OMT, Zurab Pololikashvili, declarou ser “mais importante do que nunca apoiar os setores do turismo e de vinhos”.

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The Vintage Hotel & Spa Lisboa entra no portfólio da Small Luxury Hotels of the World

A marca é constituída por uma comunidade de hotéis independentes e conta com 520 pequenos hotéis em todo o mundo, com uma média de 50 quartos por unidade.

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O The Vintage Hotel & Spa Lisboa, unidade de cinco estrelas gerida pela Bomporto Hotels, passa a constar no portfólio da Small Luxury Hotels of the World (SLH), uma marca de luxo que reúne unidades hoteleiras com características únicas e de carácter independente. A primeira unidade do grupo Bomporto a integrar a marca foi o The Lumiares Hotel & Spa Lisboa, em novembro de 2019.

O Small Luxury Hotels of the World (SLH) é constituído por uma comunidade de hotéis independentes e conta com 520 pequenos hotéis em todo o mundo. Com uma média de 50 quartos por unidade, as propriedades SLH “têm características únicas, com os mais altos padrões de luxo e bem-estar”, como indicado em comunicado.

“A integração da nossa segunda unidade hoteleira na SLH vem reforçar a estratégia de desenvolvimento de negócio e a notoriedade no segmento de luxo. É um selo de qualidade e uma afiliação de renome e prestígio que contribui para a promoção das nossas unidades a nível internacional. ” afirma Nick Roucos, diretor-geral da Bomporto Hotels.

Localizado entre o Príncipe Real e a Avenida da Liberdade, o The Vintage Hotel & Spa Lisboa, boutique hotel de cinco estrelas, é composto por 56 quartos com uma decoração assente no design vintage e traços contemporâneos.  Combinando peças únicas de mobiliário vintage, produzidas especialmente para o hotel, e algumas reproduções feitas à medida, a estética do espaço reflete uma decoração contemporânea e simultaneamente apresenta o melhor do design dos anos 50, 60 e 70.

A unidade oferece diferentes atmosferas em cada um dos espaços que o compõem, tanto no rooftop bar, com um jardim vertical e vista para a capital, como nas diferentes áreas lounge, salas de estar e no spa.

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Eurostars Santa Luzia 4* integra portefólio da Eurostars Hotel Company

O hotel localizado em Guimarães funciona em regime de aluguer e conta com 99 quartos, bem como uma área de bem-estar com spa e piscina.

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A Eurostars Hotel Company integrou um novo hotel no portefólio, o Eurostars Santa Luzia 4*, em Guimarães.

O antigo Santa Luzia Art Hotel, que agora pertence à carteira da Eurostars Hotel Company, funciona em regime de aluguer e contabiliza 99 quartos, totalmente equipados e decorados “em tons quentes”, como indicado em comunicado.

As instalações, que prometem “satisfazer as necessidades dos mais diversos tipos de turistas”, incluem uma cafetaria, um restaurante de cozinha portuguesa e internacional, ginásio e uma área de bem-estar, com spa, sauna, banhos turcos, piscina e zona de massagens e tratamentos. Inclui ainda uma piscina exterior no telhado, localizada no terceiro andar, bem como quatro salas de diferentes capacidades para a realização de eventos.

“Temos orgulho em continuar a avançar na expansão internacional da Eurostars Hotel Company e, ao mesmo tempo, consolidar a nossa posição num mercado como o português, tão estratégico para nós e com grandes expectativas de crescimento”, afirma o presidente do Grupo Hotusa, Amancio López Seijas.

Com a integração desta unidade, a cadeia hoteleira do Grupo Hotusa passa a gerir 23 estabelecimentos e mais de 1800 quartos em Portugal.

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José Arnaut é o novo diretor de F&B do Real Hotels Group

O profissional conta com 19 anos de experiência profissional na indústria hoteleira de luxo, tanto em Portugal como em Espanha.

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O Real Hotels Group anunciou em comunicado de imprensa a contratação de um novo diretor de F&B do grupo, José Arnaut.

Com 19 anos de experiência profissional na indústria da hoteleira de luxo, o profissional fez parte de unidades como o Tivoli Liberdade Lisboa, o EPIC SANA Lisboa, o Sheraton Lisboa Hotel & Spa e o Palácio Estoril Hotel & Golf. Em Espanha, também deu cartas no Le Meridien Barcelona, no Alfonso XIII Luxury Collection Hotel e no Gran Meliá Palácio de Isora, entre outros.

Começou a formação em Business Management na Universidade Lusíada, tendo posteriormente feito a licenciatura em Gestão Turística e Hoteleira na Universidade Internacional, apostando em várias formações em cozinha e gestão de comidas e bebidas.

Conquistou um certificado de Foodservice Management da Cornell University e, na mesma instituição, realizou o General Manager Program. Em 2021 adquiriu o grau de Executive Master’s em Gestão Hoteleira Internacional, na Les Roches Marbella.

“O novo desafio no Real Hotels Group constitui mais um passo na minha carreira, na medida em que será a primeira vez que vou trabalhar para 16 hotéis em simultâneo. Quero trazer a estas unidades a minha experiência em hotelaria de luxo e elevar a fasquia do serviço, ultrapassando os desafios que a pandemia nos trouxe”, afirma o profissional em comunicado.

O Real Hotels Group resulta da fusão, em 2020, de dois grupos hoteleiros nacionais, os detentores da marca REAL e a NEWPALM, operadora Holiday Inn Express da IHG – o que se traduz em 16 hotéis, num conjunto de 2.100 quartos distribuídos por Lisboa, Porto e Algarve.

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PortoBay Rio de Janeiro é alvo de remodelação no valor de 2M€

A fachada do edifício fez parte de um dos elementos remodelados.

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O hotel de quatro estrelas PortoBay Rio de Janeiro foi alvo de várias remodelações, num investimento de 2M€.

Estas decorreram no âmbito de um conjunto de remodelações levadas a cabo nos hotéis do grupo, de acordo com informação adiantada em comunicado.

A unidade aproveitou o último ano para proceder às obras que alteraram o exterior do PortoBay Rio de Janeiro para “uma imagem sofisticada em tons claros, integrado na paisagem cultural urbana da orla de Copacabana”.

Questões como a sustentabilidade e a eficiência energética tiveram peso no planeamento da intervenção, segundo o grupo, que explica que “todo o material retirado foi entregue para reciclagem ou reutilização”, por forma a reduzir o impacto ambiental da obra.

Para otimizar o rendimento energético da nova fachada, foram utilizados elementos maioritariamente feitos em vidro, alumínio e alumínio compósito (ACM).

“A escolha do tipo de vidro foi adequada às condições climatéricas da zona, permitindo limitar a troca térmica entre o interior e o exterior e, dessa forma, reduzir a necessidade de uso do sistema de ar condicionado do hotel e o impacto no consumo energético e na pegada de carbono inerente”, explica Cláudio Santos, CEO do PortoBay no Brasil.

O projeto de remodelação do PortoBay Rio de Janeiro contemplou ainda uma obra de manutenção profunda na zona da cobertura, onde está a situada a piscina. Acresce a reestruturação da rede elétrica do prédio, bem como a readequação do sistema de ar condicionado nas zonas públicas.

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“Be Our Guest” debate “hospitalidade em ambientes complexos” a 25 de julho

A terceira sessão decorre a 25 de julho, às 19h00, com a presença de Nuno Neves, General Manager do Intercontinental Luanda.

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A terceira sessão da “Be Our Guest”, uma iniciativa de conversas promovida pela ADHP – Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal, vai discutir “a hospitalidade em ambientes complexos” a 25 de julho, às 19h00.

Desta vez, a sessão conta com a presença de Nuno Neves, General Manager do Intercontinental Luanda, numa conversa moderada por Raúl Ribeiro Ferreira, vice-presidente da ADHP.

À semelhança das conversas anteriores, a sessão terá lugar em ambiente digital, via Zoom, sendo necessária inscrição através de um formulário. Em comunicado de imprensa, a associação alerta que as inscrições são limitadas.

Com formação em Gestão Hoteleira pela Alpina School of Hotel Management, na Suíça, e pela Cornell School of Hotel Administration, nos Estados Unidos, Nuno Neves é General Manager do InterContinental Luanda. No currículo, conta ainda com passagens pela direção de F&B do Meliá Milano, de unidades do Radisson em Roma e Bordéus, e do Hilton Vilamoura.

Antes de assumir a direção do InterContinental na capital angolana, foi General Manager do Océana Palace Hotel (Hammamet, Tunísia), do Radisson Blu Mammy Yoko Hotel (Freetown, Serra Leoa), do Radisson Blu Hydra Hotel (Argel, Algéria) e dos Park Inn by Radisson em Mascate e Duqm (Omã).

Raúl Ribeiro Ferreira é diretor da Estalagem Muchaxo Hotel desde 2003. Assumiu durante nove anos a presidência da ADHP, tendo sido eleito recentemente para um novo mandato como vice-presidente.

É professor na Universidade Lusófona, na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar do Instituto Politécnico de Leiria e na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, responsável por unidades curriculares relacionadas com a gestão hoteleira e a gestão de restauração.

Tem formação em Gestão Hoteleira pelo Instituto Superior Politécnico Internacional e pela Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre, para além de um doutoramento em Gestão de Turismo pela Universidade de Lisboa.

A iniciativa “Be Our Guest” promove conversas informais com diretores de hotéis de referência sobre as suas experiências profissionais, a hotelaria e o setor do turismo, decorrendo sempre nas últimas segundas-feiras de cada mês, às 19h00.

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Tarrafal Alfândega Suites é a nova unidade hoteleira da Oásis Atlântico em Cabo Verde

A inauguração terá lugar na próxima sexta-feira, 1 de julho, no novo empreendimento.

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O grupo Oásis Atlântico vai inaugurar esta sexta-feira, 1 de julho, um novo empreendimento, o Tarrafal Alfândega Suites.

Localizado na Baía do Tarrafal, na Ilha de Santiago, em Cabo Verde, o edifício da antiga alfândega foi agora transformado numa unidade de 20 apartamentos, “todos com vista para o mar”, como indicado pelo grupo em comunicado.

O projeto turístico pretende “valorizar o património cultural, local e nacional, estimulando a economia da região”. Por essa razão, os detalhes arquitetónicos da traça original do edifício histórico foram preservados.

Para além dos apartamentos, o Tarrafal Alfândega Suites dispõe de um espaço de restauração, o “Restaurante Malagueta”, com terraço com vista para o mar e uma ementa que promete “refeições ligeiras e saudáveis”.

O cocktail de inauguração deste empreendimento contará com a presença do primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, bem como de diversas entidades institucionais.

O grupo Oásis Atlântico tem um portefólio de oito hotéis, nomeadamente: Hotel Belorizonte e Hotel Salinas Sea (Ilha do Sal, Cabo Verde); Hotel Praiamar (Santiago, Cabo Verde); Hotel Porto Grande (S.Vicente, Cabo Verde); Hotel Fortaleza e Hotel Imperial, no Brasil, e os hotéis Hotel Saidia Palace & Hotel Blue Pearl, em Marrocos.

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HiJiffy lança sistema operativo “Aplysia OS” para facilitar interações entre hóspedes e hotéis

A tecnologia utiliza inteligência artificial para acompanhar todas as fases da jornada do hóspede no hotel, desde a pré reserva até ao pós-estadia. O objetivo passa por facilitar ações como “o processo de reserva, o check-in antecipado ou a reserva de uma mesa no restaurante”, de acordo com a HiJiffy.

Carla_Nunes

A HiJiffy acaba de lançar um novo sistema operativo de comunicação com hóspedes, o Aplysia OS.

Esta tecnologia utiliza Inteligência Artificial (IA) para criar interações entre os hotéis e os clientes em todas as fases da jornada do hóspede, desde a pré reserva até ao pós-estadia, de acordo com informação enviada em comunicado pela empresa.

Desta forma, a Aplysia permite conectar os hóspedes e hotéis “24 horas por dia, sete dias por semana”, sem a necessidade de interação humana”.

O objetivo passa por facilitar ações como “o processo de reserva, o check-in antecipado ou a reserva de uma mesa no restaurante”, de acordo com a HiJiffy.

A empresa explica que este sistema foi treinado nos últimos seis anos “com milhões de questões exclusivamente relacionadas com a indústria hoteleira”, pelo que possui recursos de autoaprendizagem para analisar dados em bruto e não etiquetados e classificá-los por si só.

Isto permite que a IA “aprenda de forma quase autónoma, tornando o processo de aprendizagem mais rápido face às soluções treinadas manualmente por humanos”.

Para além disso, a Aplysia consegue “entender as emoções por detrás das conversas”, através da análise semântica e de sintaxe.

O sistema consegue reconhecer se a conversa é negativa, neutra ou positiva, reagindo de acordo com esta análise – ou seja, dá prioridade e encaminha automaticamente as mensagens para o departamento certo.

Por exemplo, se a conversa for classificada pelo sistema como positiva, “o hóspede poderá seguir um fluxo de atendimento normal, eventualmente até sem qualquer interação com um agente humano”, tal como explica Tiago Araújo, CEO da HiJiffy, à Publituris Hotelaria.

Se, por outro lado, o tom da conversa for negativo, o “hóspede poderá ser imediatamente redirecionado para a equipa do front-office, por exemplo, ou então diretamente para o diretor do hotel”.

A Aplysia OS é baseada na cloud e possui uma consola acessível através de desktop, browser e aplicações para Android e iOS.

Esta solução funciona apenas para os produtos da HiJiffy e não poderá ser comprada para ser usada para outros fins, tal como indica a empresa.

De momento, a tecnologia já está disponível “para todos os clientes da HiJiffy com muitos recursos já totalmente funcionais”, como adianta a empresa.

Funcionalidades em beta testing, que de momento só estão disponíveis para um número restrito de hotéis, serão alargadas a todos os clientes “em breve”.

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Sleep & Nature Hotel dinamiza terapias do sono em Montemor-o-Novo

A unidade abre em regime soft opening esta quinta-feira, 30 de junho.

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Esta quinta-feira, 30 de junho, o Sleep & Nature Hotel, em Montemor-o-Novo, abre em regime de soft opening, prometendo aos hóspedes “um sono repousante”, tal como indicado em comunicado.

A unidade de quatro estrelas gerida pela Amazing Evolution localiza-se no Monte do Vagar, freguesia de Lavre, e pretende oferecer “mais do que um sítio para descansar” rodeado pela natureza.

Isto porque o conceito do hotel passa por aproveitar o ambiente envolvente, numa zona calma, para influenciar o bem-estar dos hóspedes, incentivando o contacto com a natureza como forma de melhorar as práticas de sono, através de terapias não-médicas.

Teresa Paiva, especialista em neurologia, é a responsável pelo conceito e desenvolvimento deste projeto. Chama a atenção para o facto de o sono ser “um dos cinco pilares da saúde”, influenciando o risco de “cancro, doenças autoimunes, depressão, demência e doenças cardiovasculares”.

Com uma oferta direcionada para as perturbações relacionadas com o sono e stress, a unidade disponibiliza um ginásio, piscinas interior e exterior, spa, biblioteca e restaurante.

O hotel rural contará com 32 unidades de alojamento, incluindo 8 quartos duplos, 12 quartos duplos com pátio, 7 suites e 5 suites familiares com terraço. Existem também quartos para pessoas com mobilidade condicionada.

A sua localização no Monte Vagar dá o nome ao restaurante desta unidade, com opções que pretendem “revigorar o corpo”, tendo em conta “os sabores da região”.

Da carta fazem parte opções como Polvo à lagareiro com batata a murro e espinafres salteados; Sopa de Cação; Borrego confecionado a baixa temperatura, com texturas de ervilha e hortelã Lombinhos de porco preto grelhados com migas de espargos, enchidos e ameijoas salteadas.

Os alojamentos estão disponíveis a partir de 108 euros e as reservas podem ser realizadas através do website da Sleep and Nature  ou do email [email protected].

A responsável pelo projeto, Teresa Paiva, formou-se em medicina em 1969 e especializou-se em neurologia.

É pioneira na investigação e tratamento de problemas relacionados com o sono, sendo considerada a maior especialista de medicina do sono em Portugal.

O seu trabalho clínico na medicina do sono começou em 1983 no Hospital de Santa Maria e, após uma longa experiência, começou em 1998 o Centro de Medicina e Sono (CENC).

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RIU inaugura segundo hotel em Zanzibar

O hotel RIU Jambo tem 461 quartos e encontra-se no terreno adjacente ao hotel RIU Palace Zanzibar.

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A cadeia RIU apostou numa segunda unidade hoteleira em Zanzibar, com a inauguração do hotel RIU Jambo.

O novo hotel de quatro estrelas tem um edifício principal de seis andares e um total de 461 quartos, onde disponibiliza o serviço “Tudo Incluído 24h”, característico do grupo.

Localizada na zona norte de Unguja, a ilha principal de Zanzibar, e junto à praia de Nungwi, a unidade encontra-se no terreno adjacente do hotel RIU Palace Zanzibar, remodelado em 2019.

O novo estabelecimento encontra-se nas antigas instalações do hotel La Gema dell’Est, adquirido pela RIU em 2019. Alguns dos elementos originais foram mantidos, como foi o caso da palafita em frente à unidade.

O edifício principal do RIU Jambo alberga a receção e a maior parte dos quartos, cuja fachada bebe inspiração “na cultura africana”, através de “máscaras que adornam as torres” da unidade.

Do total de quartos, 93 encontram-se no rés-do-chão de forma escalonada, de frente para o mar, para não ocultar a vista para a paisagem.

Para a decoração dos quartos apostou-se nos tons de terra, dando protagonismo às aplicações em madeira.

De acordo com informação enviada em comunicado, “os fatores de sustentabilidade e eficiência energética também estão presentes neste edifício”, dada a utilização de “materiais naturais” no mobiliário, decoração, pavimentos e revestimentos.

A unidade refere ainda que “o hall de entrada é um espaço completamente aberto, com ventilação natural cruzada e profusão de luz natural através dos vários vãos presentes”.

No que diz respeito à restauração, a unidade oferece dois restaurantes temáticos na zona de palafita: o Italiano “il Panzotto” e o “Kulinarium”, bem como o bar “Bahari”.

Para além destes, os clientes podem ainda desfrutar no edifício principal do restaurante asiático “Yunnan” e do “Maisha”, com esplanada e cozinha internacional.

A oferta de F&B estende-se ao bar com esplanada “Bongo Flava”, ao bar-piscina “Hakuna Matata” e ao snack-bar na praia “Rafiki”.

Na zona exterior, os clientes do hotel têm à disposição cinco piscinas, uma das quais para crianças.

Já na parte do entretenimento, a unidade disponibiliza o clube infantil RiuLand, com uma zona de RiuArt e com uma área de RiuFit. Além disso, os hóspedes podem descontrair na zona de spa junto ao ginásio, bem como praticar desportos aquáticos com a Scuba Caribe.

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Portugal entre os destinos mais procurados para miniférias dos britânicos nas celebrações do Jubileu da rainha de Inglaterra

Portugal está entre os destinos mais procurados pelos britânicos para os dias de férias em virtude das celebrações do Jubileu do reinado da rainha Isabel II.

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Com o Jubileu de Platina da rainha Isabel II, em comemoração aos 70 anos de reinado, a aproximar-se (celebrações que decorrem de 2 a 5 de junho), são muitos os britânicos que aproveitam esses dias para umas miniférias.

Portugal aparece na listagem de destinos mais pesquisados pelos britânicos na Europa, segundo indica uma análise da Mabrian que mede o impacto das viagens outbound no Reino Unido.

Segundo a consultora, a recente pesquisa por bilhetes de avião do Reino Unido para destinos como Espanha, Itália, Turquia, Grécia e Portugal, mostra um claro pico na procura no fim de semana que antecede a data das celebrações e feriados, seguido de uma queda em todos os destinos.

Na medição da procura efetuada pela Mabrian, Portugal aparece atrás da Espanha, Itália, Turquia e Grécia. Espanha é a escolha clara de destino para os britânicos que desejam viajar, com 12,09 por milhão de todas as pesquisas efetuadas, seguida de Itália com 5,37, Turquia, Grécia e Portugal com 4,44, 4,30 e 4,16 respetivamente.

Esta procura por estes destinos não está, segundo a Mabrian, estar diretamente ligada aos preços médios dos quartos, com a Itália a revelar o preço médio mais elevado com 133,84€, seguida pela Grécia com 120,65€, Espanha logo atrás com 119,28€, Portugal não muito distante com 118,23€ e Turquia significativamente mais barato com 82,45€.

Carlos Cendra, diretor de Vendas e Marketing da Mabrian, refere na análise que a consultora efetua, que, “normalmente, nesta época do ano, há um aumento constante na procura semana a semana por destinos europeus de sol e praia por parte dos britânicos à medida que as temperaturas ficam mais quentes e a temporada de verão começa adequadamente”.

Contudo, diz o responsável, “o mega feriado de fim de semana deste ano, graças às comemorações do 70.º aniversário da rainha Isabel, criou um impulso pontual na procura, com uma clara preferência dos viajantes em tirar a semana inteira de férias e beneficiar de nove dias em vez de apenas três”.

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