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“A identidade é a coisa mais forte que nos pode garantir o futuro”

A expansão para o alojamento turístico foi um crescimento natural para a Mainside, conhecida pelos projetos disruptivos e arrojados da LX Factory e da Pensão Amor, em Lisboa. Carlos Queirós, administrador da empresa, fala-nos da importância de “beber” a história dos edifícios para lhes dar uma nova vida, agora com os ZERO Hotels.

Raquel Relvas Neto
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“A identidade é a coisa mais forte que nos pode garantir o futuro”

A expansão para o alojamento turístico foi um crescimento natural para a Mainside, conhecida pelos projetos disruptivos e arrojados da LX Factory e da Pensão Amor, em Lisboa. Carlos Queirós, administrador da empresa, fala-nos da importância de “beber” a história dos edifícios para lhes dar uma nova vida, agora com os ZERO Hotels.

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Raquel Relvas Neto
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Os ZERO Hotels são uma das áreas de negócio mais recentes da empresa Mainside, conhecida especialmente pela criação da LX Factory ou da Pensão Amor, em Lisboa. Depois de abrir o ZERO Lodge Box Porto, na Cidade Invicta, a Mainside abriu, no passado mês de julho, o ZERO Lodge Box Coimbra, na Cidade dos Estudantes. Estes projetos trouxeram para Portugal um conceito de hotelaria diferente inspirado nos hotéis cápsula japoneses, que se adequam, sobretudo, a edifícios nos quais a hotelaria tradicional não teria lugar. Carlos Queirós, administrador da Mainside, em entrevista ao Publituris, no recém-aberto ZERO Lodge Box Coimbra, explica que a empresa não tem ambições de crescer na hotelaria tradicional, pois “não conseguimos ser concorrenciais no normal, porque há imensa gente a fazer melhor do que nós. Conseguimos, sim, ser concorrenciais e únicos no anormal”. Nesta entrevista, o empresário releva ainda a importância da preservação da identidade de Portugal na concorrência com outros destinos.

Com o projeto da LX Factory pode-se afirmar que foram visionários, porque criaram uma nova centralidade na cidade de Lisboa, forte em conteúdos culturais e turísticos e já adaptada ao chamado turista ‘millennial’. O que vos motivou a lançar um projeto tão diferente em 2008?
Não planeamos tudo quando fazemos um projeto. Planeamos um ponto de partida e delineamos uma estratégia, mas os projetos não são completamente fechados na sua conceção. Costumo dizer que a boa conceção de um bom projeto corresponde a 50 por cento. Depois temos mais 25 por cento que é a implementação, talvez a parte mais difícil e, no final, temos mais 25 por cento que é o acompanhamento do processo. O processo não é linear e é preciso estarmos lá todos os dias para encostá-lo para a direita ou para a esquerda, como se fosse um navio em alto mar, em que as ondas vão puxando para um lado e nós temos de corrigir ou não, ou então deixamo-nos ir na onda. Este projeto é um bocado isso.
A LX Factory cresce com um objetivo diferenciador. No fundo, quisemos fazer um espaço para as pessoas trabalharem e viverem num contexto fabril. Não foi pensado para turistas, foi pensado para o interior, mas a pensar num complemento global: quem trabalha tem de ter condições para trabalhar, mas não é só um espaço para trabalhar. É também um espaço para estar, para um evento, porque, na realidade, as pessoas acabam por passar a maior parte do seu dia no local de trabalho.
Ter uma escola de dança, os restaurantes, uma livraria, tudo isso era um complemento de um espaço de trabalho, nunca virado para o exterior, mas sim para as pessoas que estavam lá. Era um espaço de trabalho único.
Entretanto, foi descoberto e foi absorvido. Obviamente que tivemos de saber corrigir e não infletir um bocado em algumas coisas e seguir o rumo que também acabou por tomar.

A LX Factory é um espaço onde os residentes e os trabalhadores coabitam em pleno com os visitantes e turistas. Antes da pandemia, isto era um desafio que se vivia no resto da cidade de Lisboa. Qual é o segredo desta fórmula?
Todos trabalhamos, às vezes, a tentar conduzir as coisas para o sítio certo. O impacto do turismo, da reação negativa ao impacto grande do turismo - agora temos a reação negativa que é o não haver turismo - julgo que é natural nas cidades. Todas elas crescem e ao crescerem vão passando por momentos diferentes. Quando olhamos para uma cidade como Lisboa, ou como Nova Iorque, por exemplo, há toda uma auréola que circula na cidade que é uma auréola de transversalidade, quer de artistas, de coisas mais alternativas onde as pessoas podem habitar e onde uma coisa coabita com a outra. O que acontece é que, quando os visitantes/turistas a ocupam, ela desvirtua-se, perde capacidade de ocupação para os habitantes, porque sobe de preço. Coabitar as duas partes tem a ver um bocado com isso: a cidade estar preparada para uns e para outros. Obviamente que o turista procura umas coisas e tem uma capacidade financeira que é diferente do residente.
Depois a tradição que se tem, seja em Lisboa como em outras cidades, é criar regras limitativas, é impedir e proibir. E essas regras nunca funcionam bem, funcionam sempre ao contrário, têm um efeito de reverso daquilo para que foram pensadas. Para mim, não devíamos proibir, mas sim alimentar o que queremos, que é fazer o inverso de proibir.

A Lx Factory tem uma vasta oferta de conteúdos para todos os gostos e bolsos. Como operador em Portugal, como classifica a atual oferta de conteúdos que existe? Poderíamos melhorar a experiência que oferecemos ao turista?
Julgo que há uma coisa base e fundamental que é não perder a identidade. As coisas são apetecíveis e ganham qualidade quando não perdem a identidade. Quando começamos a crescer e a ficar igual aos outros todos e deixamos de olhar para aquilo que é a nossa identidade, ficamos iguais a todo o mundo e deixamos de ter interesse. A identidade é a coisa mais forte que nos pode garantir o futuro e a qualidade da oferta. O grande esforço é esse: não perder a identidade.
Quando vou à baixa de Lisboa, ao sítio mais turístico, vemos que já não tem identidade nenhuma, são lojas que existem no mundo inteiro. As tasquinhas ou a lojinha do senhor das ferragens, aos poucos, foram desaparecendo ou quase já não existem. A identidade que era nossa vai-se perdendo.
Somos um povo muito rico, tivemos azar numas coisas, mas temos uma história incrível, uma herança histórica que nos dá um potencial incrível. Temos esta riqueza, se conseguirmos preservá-la, valorizá-la, garantidamente é um grande poder que temos competitivamente face a outros.

A Mainside pretende continuar a contribuir para esses conteúdos, replicando, por exemplo, o modelo do Lx Factory noutra parte do país?
Quando criámos a Lx Factory tínhamos uma linha condutora em que a matriz estava lá toda, mas num contexto diferente. Depois de fazer a Lx Factory, que virou um sucesso, primeiro lá fora e depois cá dentro, começámos a ser convidados para fazer Lx Factory espalhados por esse mundo inteiro. O que para nós não faz sentido, a Lx Factory é um projeto único e para se fazer naquele local.
É preciso fazer coisas que façam sentido, em vez de fazermos sempre o mesmo.

ZERO Hotels
O passo para o Alojamento Turístico resulta de um crescimento natural da empresa?
Sim. Trabalhamos em investimentos na área do imobiliário e o nosso foco é a reabilitação, ou seja, olhar para edifícios e reabilitá-los, dar-lhes uma segunda e terceira vida. Quando o fazemos, fazemos com a sua história, com a sua presença. Quando se fala em reabilitação há uma pré-existência completamente definida.
Muitas das vezes reparamos que há edifícios muito difíceis, que têm exigências que não se adequam a um clássico projeto imobiliário e é aí que entramos. O nosso forte é aí, não conseguimos ser concorrenciais no normal, porque há imensa gente a fazer melhor do que nós. Conseguimos ser concorrenciais e únicos no anormal.
Ninguém pegava nisto [antiga garagem automóvel que deu lugar ao ZERO Lodge Box Coimbra] e colocava pessoas aqui a dormir. Como? Sem janelas? Nós olhamos sempre nessa perspetiva: os usos adaptados aos edifícios, à existência. Fizemos isso em todos os projetos de reabilitação. Toda a nossa história é dar sempre a volta nesta base.
É aí que sabemos trabalhar: olhar para edifícios que à partida são disfuncionais e pô-los funcionais, mas com uma função diferente do normal, porque a outra seria normal e forçada.

O vosso primeiro projeto de alojamento foi no Porto?
Já tivemos edifícios na área de hotelaria antes, mas não sob a nossa gestão. Desenvolvemos projetos hoteleiros e depois acabámos por vender.
Aqui entrámos num contexto diferente, numa área de hotelaria ou de alojamento completamente diferente. Se fizer um hotel clássico, tenho 1.500 pessoas interessadas em comprar. Quando faço uma coisa não clássica já é difícil, porque já temos de pensar na operação toda, na gestão até ao final.
Esta ideia das cápsulas não surge no Porto, surge quando começámos a trabalhar o projeto do Desterro, em Lisboa. Um mosteiro com 500 anos, que era um alojamento de monges, e no fundo já habitavam naquele edifício. Eram centros de produção incríveis.
Quando pegámos nesse edifício quisemos dar-lhe a vida de centro de produção, pensámos em pôr pessoas a viver, a trabalhar, a consumir e produzir um bocadinho à imagem dos mosteiros.
No entanto, nos mosteiros vivia-se em camaratas gigantes. (…) Quisémos manter a sua génese, a grande dimensão das naves, ocupá-las e pôr lá pessoas a dormir. Criámos a cápsula. A cápsula de madeira surgiu para criar condições de conforto e habitabilidade, onde tivesse conforto sonoro, térmico e de luminosidade, que é aquilo que precisamos para descansar, numa sala partilhada. Era fazer uma caixa de madeira onde pudéssemos entrar e ter este conforto todo, mas não perder a espacialidade. É aí que surge a primeira ideia da cápsula.
Como este processo anda tão devagar, surgiu Porto, que se adaptava a este contexto diferente, porque obviamente o edifício tinha características diferentes e a solução desenhada também foi ligeiramente diferente. Estes projetos foram pensados para ter uma parte de dormida e uma parte social, porque uma não é dissociável da outra.
Hoje em dia, as pessoas querem viajar não para dormir, mas para conviver, conhecer pessoas. Neste projeto, no quarto temos só o que é essencial para dormir, tomar banho, e a parte social é partilhada. Por isso, apostámos em ter uma parte social muito forte, com muitas atividades para criar essa relação.
O projeto do Porto surge assim,. Temos um edifício sanduíche, com uma parte de baixo onde é a parte social, com restauração, bar e o projeto que é o ‘free room’, uma biblioteca do Gonçalo M. Tavares. Depois, temos os vários pisos de alojamento, que são quatro, e voltamos a ter uma área social no último andar, com um cine-club, com que área de cafetaria e restauração, uma zona de estar, e ainda um terraço com uma certa atividade.
Todas estas unidades têm a parte social, a componente de criação, de conhecimento para as pessoas que coabitam o mesmo espaço.

Depois surgiu este projeto de Coimbra?
Este edifício era uma garagem de automóveis, não tinha esta configuração nem este aspeto. Aqui, fomos buscar a ideia das garagens em altura americanas, em que se colocam os carros todos uns em cima dos outros, em estruturas metálicas, e a nossa ideia era criar uma grande nave com todos os carros empilhados, que aqui são as cápsulas, com uma rampa no meio que lhes dá acesso. Depois, no piso de cima, criámos a zona social, que é um complemento importante. A génese é a mesma, mas num contexto de aplicabilidade diferente. Coimbra é uma cidade incrível, com história, com um potencial de património incrível, onde acho que ainda está tudo muito por acontecer. Portanto, achamos que faz todo sentido olhar também para ela.
Não queremos ser um grupo hoteleiro, queremos fazer projetos que nos apaixonem e as coisas vão surgindo com naturalidade. Agora estamos no Alentejo, Tomar e em sítios completamente diferentes, porque há um potencial, há um edifício que nos conta uma história e nós vamos lá ouvi-la e dialogar com ele.

A Mainside tem outros projetos previstos?
Neste momento, estamos a terminar a obra de um edifício, em Lisboa, no Cais do Sodré, que também é uma unidade de alojamento num conceito diferente. Este é um conceito novo que criámos e fomos obrigados a criar um nome. Como não é um hotel, não é um hostel, não se encaixava em nada, nós próprios criámos uma marca que é o Box Lodge e está classificado como alojamento local.
Nos que estamos a desenvolver em Lisboa já se trata de um conceito diferente, que definimos como ‘concept Lodge’. É um alojamento mais tradicional, os edifícios são mais fáceis de ocupar, sendo um conceito de apartamentos e suites. Serão 21 no total.
Estamos com dois projetos em Lisboa, um a acabar a obra, que irá abrir este ano, se houver condições para isso. E no outro estamos a começar a obra para abrir daqui a dois anos, que é no edifício onde é a Pensão Amor, que vai ter 24 suites. Vai ser um conceito mais temático, vai ‘beber’ um bocado a sua história.

O atual momento de alguma forma impactou no desenvolvimento dos vossos projetos, no próprio conceito dos mesmos, como por exemplo nas áreas sociais?
Todos os nossos projetos, não só de hotelaria e restauração, são feitos para pessoas. Somos provocadores de pessoas. O que fazemos nos nossos projetos é juntar pessoas, portanto, a pandemia deitou-nos ao fundo. Ela não quer pessoas juntas e nós estamos fora do contexto desde que ela surgiu.
Não sinto vontade de mudar com a pandemia, que é um bocado o que as pessoas estão a fazer: coisas que sejam resistentes a isto. Só estou à espera que isto volte ao normal. Não vou deixar de fazer o que faço e que sei fazer bem porque uma pandemia agora quer que faça prisões ou outra coisa qualquer. Não faz sentido.
Só tenho de esperar e continuar a fazer, porque isto é o que julgo que está bem, a interação. As pessoas não estão preparadas para viver isoladas.

Por onde passa o futuro da Mainside?
É continuar a fazer o mesmo. É irmos à procura de coisas que nos digam algo, que nos chamem e mexam connosco. P

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OS PRÉMIOS COMUNICAÇÃO M&P

O M&P vai premiar, pelo nono ano, a excelência na Comunicação

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Como já é tradição os Prémios Comunicação M&P vão distinguir os melhores trabalhos de consultoras de comunicação e relações públicas, projectos de comunicação, acções de sustentabilidade levadas a cabo pelas organizações, eventos e acções feitas em conjunto com os media. Também aberto aos Mercados Externos, a concurso temos 11 grandes categorias: Sectores de Actividade, Digital/Social/Influenciadores, Branded Content, Eventos e Patrocínios, Comunicação Interna, Reputação e Public Affairs, Sustentabilidade e Responsabilidade Social Corporativa, Comunicação Institucional, Comunicação Integrada e Assessoria de Imprensa.

A escolha dos vencedores, que serão revelados em Dezembro, está a cargo de António Mendes (RFM), António Costa (Eco), António Cunha Vaz (CV&A), Bruno Batista (grupo GCI), Elgar Rosa (Pure), Inês Mendes da Silva (Notable) Isabel Rodrigues (Cofina Media), Jorge Magalhães (Grupo Stellantis Portugal), José Franco (Corpcom), Maria Domingas Carvalhosa (Wisdom Consulting e APECOM), Maria João Soares (JLM & Associados), Pedro Cruz (TSF), Rui Piteira (Tabaqueira), Teresa Figueira (Central de Informação), Tiago Ferreira (Grupo Nabeiro-Delta Cafés) e Tiago Simões (Sonae MC e APAN).

Recorde aqui aqui os vencedores de 2020 e consulte aqui toda a informação sobre a 9ª edição dos Prémios Comunicação M&P.

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Autêntica Costa Amalfitana : descubra as páginas do livro que ainda não leu

As três vilas históricas da Costa Amalfitana.

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Desde a mais pequena vila da Itália, à arte como veículo de espiritualidade. As vilas históricas da Costa de Amalfi 

Uma viagem às antigas aldeias da Costa Amalfitana onde o tempo parece ter parado, mas na tranquilidade a história tem sido capaz de continuar a viver, inovando-se, graças à contribuição e à habilidade dos seus habitantes.

Amalfi by night (photo-Salvatore-Guadagno)

Atrani (photo Vito Fusco)

Atrani: a aldeia mais pequena de Itália.

É o mais pequeno município italiano. A apenas 800 metros de Amalfi, em Atrani parece que o tempo parou. Um lugar rico em história que relembra de forma impecável o esplendor da antiga República Amalfitana. Em Atrani, cada vislumbre oferece momentos preciosos de descoberta entre perspectivas espetaculares ou recantos decorados com colunas e capitéis romanos e medievais (que datam dos séculos XII a XIII).

Aqui as angústias da vida dissolvem-se, dando lugar ao suspiro do mar. Um vínculo, aquele com o mar, tão intenso e visceral que o município inaugurou recentemente um novo museu ao ar livre: "Vasi d'a ... mare". O projeto reúne os vasos confeccionados por mestres oleiros locais, entre eles Lucio Liguori, Francesco Raimondi, Vincenzo Caruso, Sasà Mautone, Pasquale Liguori (Azul infinito), todos instalados em suportes moldados à mão pelo artista-ferreiro Giovanni Spada. Dispostas ao longo do Largo Marinella, as obras celebram a cultura pesqueira local e a ligação com o mar. Do Largo Marinella chegamos ao centro nevrálgico da vila, a sugestiva Piazza Umberto I. Aqui nos encontramos para momentos de festa, para um café ou um aperitivo com os amigos. E é num dos bares dessa praça que nasceu o Lemon Spritz, feito com o Sfusato Amalfitano. A partir da praça entrevê-se a Igreja de San Salvatore de Birecto, cuja torre sineira marca as horas do dia como antigamente. Fundada no século X, é um dos mais antigos monumentos do patrimônio cultural e espiritual da Costa Amalfitana.

Diz-se que a cerimónia de investidura do duque de Amalfi teve lugar aqui. Foi precisamente essa relação sutil entre o sagrado e o profano, entre jogos impercetíveis de geometrias que fascinou e influenciou as obras visionárias de uma das personalidades mais extraordinárias e ecléticas do século XX, Maurits Cornelis Escher, que durante a sua estadia na Costa por volta dos anos ’30 amou Atrani pela sua “mágica atmosfera".

Pontone: a história da Costa de Amalfi nasce aqui.

Aninhado nas montanhas entre Amalfi e Scala, a pacata aldeia de Pontone é o berço da Costa Amalfitana. Entre ruas de pedra e jardins em socalcos, Pontone foi uma das povoações mais antigas, nomeadamente do ponto de vista cultural, que deu origem ao que viria a ser a primeira República Marítima da Itália, ou seja, a República de Amalfi. Pontone representa a expressão emocional da cultura. E aqui nas calmas ruas da aldeia é possível sentir a história ganhar vida. Bem no centro de Pontone está a Piazza San Giovanni Battista, hoje um lugar tranquilo para se sentar por baixo das árvores ou apreciar a vista das paisagens verdes que do vale chegam a Amalfi. Pontone era um importante centro de produção têxtil e a Piazza San Giovanni Battista era o coração do negócio. Aqui era feito o tecido de lã que os mercadores de Amalfi vendiam em todo o sul da Itália e na Sicília.

À beira da Piazza San Giovanni Battista está a igreja com o mesmo nome. A partir da Piazza San Giovanni Battista uma escada íngreme leva a uma das joias da Costa Amalfitana. A Igreja de San Filippo Neri, fundada no século X, é o fulcro do patrimônio religioso e cultural da aldeia. Antes de entrar, os olhos voltam-se para o céu para observar a torre sineira de pedra do século X. A torre sineira não está diretamente conectada à igreja. Ela está posicionada, de fato, em frente a um átrio abobadado na entrada do edifício. O caminho de pedra passa mesmo através do átrio. Mesmo sem entrar na igreja, a incrível abóbada cruzada leva de volta no tempo e lembra as do Arsenale de Amalfi, onde os navios foram construídos durante a Idade Média.

Amalfi: a espiritualidade em obras de arte.

Caminhando pelas vielas de Amalfi, aquelas ruas estreitas e sombreadas, respira-se uma atmosfera de outros tempos, mas sempre atual e agradável para ser desfrutada em qualquer época do ano. No verão, um banho nas águas cristalinas alterna-se com uma granita fresca de limão ou uma deliciosa sfogliatella. Nos períodos mais frios, porém, é romântico passear pelas ruas do centro entre fontes, arcos e igrejas iluminadas por luzes que, quando acesas, aquecem a alma. A Piazza Duomo é o coração pulsante onde a famosa e icônica catedral ergue-se majestosamente.

A Catedral de Amalfi é hoje considerada um dos mais importantes e belos monumentos da Itália, onde o estilo bizantino junta-se aos estilos românico, islâmico e barroco. O conjunto monumental constituído pela Catedral, pelo Claustro do Paraíso e pela Igreja do Crucifixo, sede do Museu Diocesano, tem um valor histórico e social que vai além do artístico. Ricos em história e cultura, a poucos passos da praça principal, estão os Arsenais Antigos, locais onde, num passado distante, os barcos foram construídos e depois colocados diretamente no mar. Tornou-se hoje o principal museu da cidade, e no seu interior pode-se admirar importantes exposições de arte ou fotografia, rodeadas por abóbadas e estruturas arquitetónicas originais.

Duomo di Amalfi (photo by Andrea Gallucci)

La fontana dedicata al patrono di Amalfi-SantAndrea in Piazza-Duomo (photo by Salvatore Guadagno)

Entre na revista Authentic Amalfi Coast e descubra as páginas do livro que ainda não leu sobre a Costa Amalfitana www.authenticamalficoast.it

Autor: Italia National Tourism Board

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75% dos portugueses diz que próximas férias vão ser em Portugal, revela estudo da Bloom Consulting

Estudo da consultora Bloom Consulting apurou que 44% dos portugueses conta gozar um período de descanso ainda este ano e que apenas 27% deixa para o próximo ano os planos de férias.

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Para 75% dos portugueses, as próximas férias vão ser passadas em território nacional, apurou um estudo da Bloom Consulting, que revela também que, apesar da pandemia, 44% dos portugueses conta gozar um período de descanso ainda este ano e que apenas 27% deixa para o próximo ano os planos de férias.

Ainda assim, diz a Bloom Consulting num comunicado divulgado esta sexta-feira, 17 de setembro, "ma grande fatia da população inquirida afirmou ainda não estar decidida quanto à sua próxima viagem de lazer (22%), sendo que apenas 5,8% afirma que apenas viajará em 2023".

“Os dados do estudo são reveladores de algo que a indústria turística portuguesa já tem vindo a sentir_ uma maior movimentação dos portugueses em viagens de lazer. Com o avançar da vacinação e aproximação à tão desejada imunidade de grupo, é expectável que alguns destes portugueses vão progressivamente alterando a sua posição em relação ao turismo sendo no entanto irrealista pensar que a situação reverterá para as tendências registadas em 2019 num futuro próximo”, considera Filipe Roquette, diretor geral da Bloom Consulting Portugal.

O estudo mostra também que, quanto mais jovens os inquiridos, maior a disposição para viajar ainda este ano, com a Bloom Consulting a revelar que, "o grupo de 54 ou mais anos é o mais conservador e também o mais indeciso nesta matéria".

Quanto a destinos, o mercado nacional é o que sai a ganhar, até porque, dos 75% dos portugueses que conta fazer férias em destinos nacionais, em 60% dos casos nem são consideradas outras hipóteses. Ainda assim, há 14% de portugueses que dizem não saber onde vão passar as próximas férias, enquanto 11% descarta férias no território nacional e só pensa em férias no estrangeiro.

"Entre os que afirmam que o seu próximo destino será em território nacional, o Algarve é a região mais referida com 20% do total de menções. Seguem-se as regiões autónomas dos Açores e da Madeira com 18% e 16% respetivamente. Também com 16% estão o Alentejo e a região do Porto e Norte de Portugal. O Centro de Portugal com 8% e a Região de Lisboa são as regiões sob as quais recaem menos intenções de visitação por parte dos portugueses num futuro próximo", indica o comunicado.

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Iberia mantém voos para as Maldivas no inverno

Depois do sucesso no verão, a Iberia vai manter a operação para as Maldivas este inverno, com dois voos por semana, e, em Portugal, tem planos para aumentar a capacidade nas rotas de Lisboa e Porto.

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A Iberia vai manter os voos para as Maldivas, que arrancaram no início de julho, também  durante a temporada de inverno, com a companhia aérea espanhola a revelar que a decisão foi tomada na sequência do "bom funcionamento desta rota nos meses de verão" e que, na época baixa, os voos decorrem entre dezembro e fevereiro, com duas ligações por semana. Já para Lisboa e Porto, está previsto um aumento para o triplo dos voos diários, ao longo dos próximos meses.

"Entre as principais novidades, destaca-se a incorporação do destino estrela do verão, as Ilhas Maldivas. Após o bom funcionamento da rota nos meses de verão, a companhia aérea decidiu retomar os voos a partir de dezembro com duas frequências diretas por semana, que vão até fevereiro de 2022", lê-se na informação divulgada pela companhia aérea sobre o plano de rotas para este inverno.

Além das Maldivas, a Iberia vai manter também no inverno os voos para Cali, na Colômbia, outra das rotas que a companhia aérea também operou este verão e que, no inverno vai contar com três frequências por  semana, entre dezembro e março.

Neste inverno, a Iberia vai ainda aumentar o número de voos disponíveis na ponte aérea entre Madrid e Barcelona, que em setembro já tinha sido aumentada em 32%, mas que, segundo a Iberia, vai ainda conhecer novos aumentos este inverno, até um total de 68 voos por semana, o que totaliza 11 voos por dia em cada trajeto.

Na informação divulgada, a Iberia explica que os aumentos previstos para a ponte aérea visam a reativação das viagens de negócios, motivo pelo qual a transportadora vai também reforçar a operação em alguns destinos europeus, a exemplo de Paris, para onde a Iberia conta disponibilizar até sete voos por dia em cada sentido, mas também de Londres, que passa a contar com até cinco voos por dia e por trajeto, enquanto cidades como Lisboa, Porto, Frankfurt, Bruxelas, Genebra, Milão, Roma, Zurique, Dusseldorf, Munique, Veneza, Lyon e Marselha vão chegar aos três voos por dia, ao longo deste inverno. Já Frankfurt, vai contar com um aumento até 18 frequências por semana.

Na rede de longo curso, e além das Maldivas e de Cali, a Iberia vai também aumentar a sua oferta para a América Latina e EUA, estimando voar para 23 cidades em 17 países, num total de 280 voos por semana, à partida de Madrid. Apenas na América Latina, a companhia aérea vai operar para 17 destinos em 15 países, superando os 200 voos por semana.

"Os mercados com maiores taxas de crescimento são o México - que já conta com dois voos diários -, a República Dominicana - com mais três voos semanais, até 13 frequências - e a Colômbia, com mais três frequências para Bogotá, chegando a 10; e Cali, para onde a Iberia voa três vezes por semana", indica a transportadora.

Além disso, acrescenta a Iberia, vai ser também aumentada a capacidade para a América do Centro e Caraíbas, em concreto para o Panamá, Costa Rica e Guatemala/El Salvador, que passam a contar com mais um voo por semana, até seis frequências semanais no caso do Panamá e Costa Rica, enquanto a Guatemala/El  Salvador passa a contar com cinco ligações semanais.

Para San Juan de Porto Rico, a Iberia vai passar de três para quatro frequências por semana, enquanto o Uruguai passa a seis voos diretos por semana. Já Buenos Aires, Lima, São Paulo e Santiago do Chile mantêm um voo diário, ainda que, no caso da capital argentina, a operação esteja ainda sujeita a aprovação governamental.

Já nos EUA, onde a Iberia diz estar ainda dependente da reabertura turística, a companhia tem planos para recuperar as frequências que oferecia antes da pandemia, e conta operar 10 voos por semana para Nova Iorque e Miami, ou seja, mais três que no verão, e espera manter ainda as ligações a Chicago, Boston e Los Angeles.

Este inverno, a Iberia conta ainda com uma campanha especial que pretende estimular a procura ao longo dos próximos meses e que oferece tarifas especiais para reservas até 22 de setembro e que se aplica a viagens até 9 de junho de 2022.

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Operadores retomam operação de Fim-de-Ano para Salvador e Natal

Os charters dos operadores Solférias, Exoticoonline e Sonhando têm partida programada para 26 e 27 de dezembro.

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Os operadores turísticos Solférias, Exoticoonline e  Sonhando voltam a juntar-se para lançar uma operação especial de Fim-de-Ano com destino a Salvador da Bahia e Natal no Brasil, com partidas de Lisboa e Porto.

 Esta operação especial de Réveillon em Salvador, com saída a 26 de dezembro e regresso a 2 de janeiro, terá partida de Lisboa via Porto. 

Para a cidade de Natal, a saída será dia 27 de dezembro e regresso dia 3 de janeiro e também com partida de Lisboa via Porto. 

No sentido inverso, estas operações estão ser comercializadas pelo operador Alto Astral, em parceria com Lusanova e outros parceiros locais.

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Ryanair abre nova rota entre o Porto e Clermont-Ferrand no inverno

Companhia aérea vai realizar dois voos por semana entre o Porto e a cidade francesa de Clermont-Ferrand, a partir de novembro.

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A Ryanair anunciou a abertura de uma nova rota entre o Porto e a cidade francesa de Clermont-Ferrand no próximo inverno, operação que vai contar com dois voos por semana e que, segundo comunicado da companhia aérea low cost, arranca em novembro.

"Estamos encantados por anunciar esta nova rota do Porto para Clermont-Ferrand com dois voos semanais, a partir de novembro. A Ryanair continua empenhada em reconstruir a industria turística em Portugal e em reforçar a conetividade, à medida que continua a crescer na Europa e as viagens regressam aos níveis pré-COVID-19", congratula-se Jason McGuinness, diretor Comercial da Ryanair.

Para assinalar o lançamento da nova rota de inverno, a Ryanair lançou uma promoção com preços desde 19,99 euros, para viagens que decorram até março de 2022 e cujas reservas sejam realizadas até à meia-noite do próximo sábado, 18 de setembro, através do site da companhia aérea,  em  www.Ryanair.com

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Altis Grand Hotel reabre dia 18

Com esta reabertura, todos os hotéis do grupo Altis voltam a estar simultaneamente em funcionamento.

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 1 de outubro é a data escolhida para reabertura oficial do Altis Grand Hotel, o primeiro hotel do grupo que irá completar este ano 48 anos. Depois de estar fechado desde abril do ano passado, o emblemático hotel lisboeta   reabrirá, enquanto a cidade espera receber de volta mais turistas.

Para Raul Martins, presidente do Conselho de Administração do Grupo Altis, "o Altis Grand Hotel é um hotel com história desde a sua abertura, temos empresas e gerações de clientes que estão ligados a este hotel, aqui vieram pela mão dos avós ou dos pais, e é uma enorme satisfação poder voltar a recebê-los. Toda a equipa está ansiosa e motivada".

Desde o inicio da pandemia, o grupo manteve sempre pelo menos um hotel em funcionamento e, com esta reabertura, todos os hotéis do grupo Altis voltam a estar simultaneamente em funcionamento, uma  decisão tomada  com base nas "boas perspetivas de ocupação para o último trimestre do ano e para o próximo ano".

“Para 2022, o grupo espera atingir uma ocupação anual média de 60%, sendo que em 2019, fechou o ano com uma ocupação de 80%”, perspetiva Diogo Fonseca e Silva, diretor-geral de operações do Grupo Altis Hotels.

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American Airlines compra 5,2% da Gol e anuncia codeshare exclusivo

Negócio prevê a criação do maior programa de fidelidade do continente americano, assim como a ampliação do acordo de codeshare que as duas transportadoras já mantinham.

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A American Airlines adquiriu 5,2% da Gol, atualmente a maior companhia aérea brasileira, o que vai dar origem a uma "parceria exclusiva", que prevê a criação do maior programa de fidelidade do continente americano, assim como a ampliação do acordo de codeshare que as duas transportadoras já mantinham, num negócio que visa a afirmação da companhia norte-americana no Brasil.

De acordo com a imprensa brasileira, o negócio prevê um investimento de 200 milhões de dólares, já que a American Airlines compra 22,2 milhões de ações preferenciais da Gol, assim como a junção dos programas de fidelidade das duas companhias, o Aadvantage e o Smiles, numa fusão que vai dar origem ao maior programa de milhas do continente americano.

Mas o principal destaque vai mesmo para a ampliação do acordo de codeshare, o que vai permitir aumentar a presença da American Airlines na América do Sul, principalmente no Brasil.

"A American é, há muito tempo, a companhia aérea líder entre os Estados Unidos e a América do Sul, e esta parceria mais forte com a Gol solidifica essa posição de liderança", afirma Robert Isom, presidente da American Airlines, considerando que a rede da transportadora norte-americana "combina perfeitamente" com a rede da Gol no Brasil.

"Juntos, seremos capazes de oferecer aos clientes que voam para, através e do Brasil acesso à maior rede com as taxas mais baixas e o melhor e maior programa de fidelidade de viagens conjunto da América", acrescenta o responsável.

Com a ampliação do acordo de venda compartilhada, os clientes da Gol passam a ter acesso a mais de 30 destinos da American Airlines nos EUA, à partida dos hubs da Gol em São Paulo (GRU) e no Rio de Janeiro (GIG), assim como a outras 34 rotas brasileiras e internacionais, nomeadamente na América Latina.

"O acordo de codeshare exclusivo entre duas das principais empresas aéreas das Américas combina malhas altamente complementares e oferece aos clientes uma experiência de viagem superior, proporcionada pelo maior número de voos e destinos nas Américas do Norte e do Sul”, destaca Paulo Kakinoff, CEO da Gol, considerando que este acordo "fortalecerá ainda mais a presença da Gol nos mercados internacionais" e vai contribuir para o crescimento da transportadora.

O negócio, que prevê também que a American Airlines passe a indicar um dos membros do Conselho de Administração da Gol, não está, no entanto, ainda completamente concluído e, segundo a imprensa brasileira, aguarda a confirmação de algumas condições, incluindo assinatura e entrega da documentação definitiva, entre outras condições usuais de operações deste nível.

Recorde-se que a American Airlines voa atualmente para 17 destinos na América do Sul, incluindo São Paulo (GRU) e Rio de Janeiro (GIG), a partir das suas bases em Dallas-Fort Worth (DFW), Miami (MIA) e Nova York (JFK), enquanto a Gol conta com ligações aéreas para 63 destinos no Brasil, assim como para várias das principais cidades da América Latina.

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Primeiros turistas da SpaceX já iniciaram viagem

A cápsula da SpaceX partiu para uma viagem de três dias no espaço, sem nenhum astronauta profissional a bordo.

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Quatro turistas norte-americanos já descolaram do Centro Espacial Kennedy, na Florida, nos Estados Unidos, a bordo de uma cápsula da SpaceX, para uma viagem de três dias no espaço, sem nenhum astronauta profissional a bordo.

O foguetão Falcon 9, transportando a cápsula Dragon, ambos da empresa privada SpaceX, descolou à hora prevista, 20:02 horas locais de quarta-feira (23:02 em Portugal), do Centro Espacial Kennedy, na Florida, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).

Minutos depois, o foguetão separou-se da cápsula com sucesso, levando a bordo, pela primeira vez, apenas civis como tripulantes, que permanecerão três dias no espaço.

"Poucos lá foram e muitos vão seguir-se. A porta abre-se agora", disse o multimilionário Jared Isaacman, de 38 anos, que fretou o "cruzeiro espacial" e comanda a missão.

Isaacman, de 38 anos, fundador e presidente da empresa Shift4 Payments, amante da aviação, financiou a travessia espacial dos outros três tripulantes, com um custo que não foi divulgado, mas que deverá rondar as dezenas de milhões de dólares, segundo a AFP.

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Ilha do Sal vai ter charter no Fim-de-Ano

Esta operação é promovida pelos operadores turísticos Solférias, Soltrópico e Viagens Abreu.

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Os operadores turísticos Solférias, Soltrópico e Viagens Abreu juntaram-se para realizar uma operação charter para a ilha do Sal, em Cabo Verde, na época festiva do Fim-de-Ano.

Com partidas de Lisboa e do Porto em voos operados pela SATA no dia 26 de dezembro 2021 e regresso a 02 de Janeiro de 2022 (o voo parte do Sal na madrugada de 03 de Janeiro), os pacotes disponibilizados, neste caso pela Soltrópico, incluem estadas de  sete dias, a partir de 1388 euros como preço base, por pessoa, em quarto duplo standard, em regime de Tudo Incluído, no 4-estrelas, Oásis Belorizonte, e 1547 euros, por pessoa, em quarto standard, em regime de Tudo Incluído no 5-estrelas, Oásis Salinas Sea.

O programa inclui passagem aérea em voo TAP Lisboa ou Porto / Sal / Lisboa ou Porto, em classe S1, com direito a 20 kg de bagagem; estadia de 7 noites no hotel e regime escolhidos; transfers aeroporto/hotel/aeroporto; Taxa de Segurança Aeroportuária; Seguro de viagem Global Extra; Taxas de aeroporto segurança e combustível (223€ - sujeito a alterações legais até emissão dos bilhetes).

Segundo Nuno Paixão, Diretor Comercial da Newtour, onde a Soltrópico se integra, “tendo em conta a retoma de procura pelo destino Sal e tendo em conta o sucesso das operações antes da pandemia, para a Soltrópico faz todo o sentido voltar a apostar neste destino de Sol e de proximidade para os portugueses que preferem passar o Réveillon 21/22 num destino quente.”

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