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“O segredo do digital está em agir e não reagir”

Falar, atualmente, do turismo, é falar em mais do que bem receber. O Publituris falou com Roberto Antunes, diretor-executivo do NEST, para perceber como é que a associação está a contribuir para o futuro do turismo em Portugal.

Victor Jorge
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“O segredo do digital está em agir e não reagir”

Falar, atualmente, do turismo, é falar em mais do que bem receber. O Publituris falou com Roberto Antunes, diretor-executivo do NEST, para perceber como é que a associação está a contribuir para o futuro do turismo em Portugal.

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De maio para cá, ficámos a conhecer o plano de ação “Reativar o Turismo | Construir o Futuro”, a campanha do Turismo de Portugal “#Tempo de Ser | #Time to Be”, o plano “Turismo +Sustentável 20-23” e, mais recentemente, o “Diagnóstico Sustentabilidade T+”, uma nova ferramenta de diagnóstico de sustentabilidade para as Pequenas e Médias Empresas (PME) do setor do turismo.

Todas estas iniciativas têm, além da questão económico-financeira, a digitalização e a sustentabilidade como suporte para o futuro do setor. Roberto Antunes, diretor-executivo do Centro de Inovação do Turismo, explica o papel do NEST.

De que forma é que o setor do turismo vinha a inovar no pré-pandemia e que alterações trouxe em termos de inovação no e para o turismo?
O período pré-pandémico estabelece, de certa forma, a definição do que é o NEST, como se vai compor, como é que se associa, em que áreas de deve focar, quais os parceiros e diferentes instrumentos.

Mas, então, o que encontrou?
Encontrei um setor com uma dinâmica que requeria, na verdade, evoluções, na altura já mais do que identificadas. Ou seja, já na altura percebeu-se que era importante trabalhar-se as bases, o entendimento dos básicos da própria base trabalhadora do setor do turismo, da utilização dos elementos digitais, a preparação das pessoas para a utilização de aplicações e, até de ferramentas simples do dia-a-dia.

Mas com a pandemia, que caminho se traçou?
Com a pandemia surgiu uma grande oportunidade de fazer do NEST um elemento participativo, agregador de valor para um momento extremamente difícil.

Partindo da premissa que a pandemia não foi boa para ninguém, pode dizer-se que funcionou como um acelerador do NEST.

Claramente que este contexto requeria uma maior aceleração em campos como a inovação e digitalização. Portanto, nessa matéria estávamos e estamos posicionados para contribuir e o momento criou muito maior abertura para a nossa participação.

Sentiu uma maior procura por inovação?
Não tinha comparativo, portanto o esperado era uma grande incógnita. Acho que não nos deixou e deixa de surpreender o quanto evoluímos.

A aceleração que houve do ponto de vista da apropriação da digitalização fez-nos evoluir num ano o equivalente a 10 anos.

 

“Há que entender que isto não deve ser tomado como uma espécie de ‘digitalização ao quilo’”

 

1 caminho com 2 focos
No plano de reativação para o turismo, apresentado em maio, existem dois focos muitos importantes: a digitalização e a sustentabilidade. O setor do turismo precisa, efetivamente, de digitalizar-se ou o que precisa é avançar e transformar-se tecnologicamente?
Existe um lado onde o setor não é incólume à dinâmica da economia como um todo e de uma economia que tem neste momento um modelo operativo que se baseia na sustentabilidade e na digitalização. É assim que competimos internacionalmente, que as economias crescem

Nessa perspetiva há, claramente, uma necessidade de aceleração transversal da economia de todos os setores económicos nestas questões, da qual o turismo faz parte.

Depois temos outras questões mais intrínsecas do turismo. O facto de sermos um setor absolutamente exposto internacionalmente, afeto às tendências e aos benchmarks que as pessoas têm de experiências e de utilização do digital nos seus países de origem, obviamente, cria expectativas sobre a sua experiência também em Portugal. Por outro lado, o facto de termos um setor que tem uma massa trabalhadora que precisa de grandes desenvolvimentos nesta matéria dita que existe muito trabalho pela frente.

Assim, começam a surgir as necessidades mais intrínsecas do próprio setor, o que é o conhecimento das pessoas como um todo, trabalhar muito o desenvolvimento das próprias empresas no repensar de modelos de negócio que consigam trazer muito maior sustentabilidade e competitividade.

Diria que, não há uma regra especifica que deve ser cumprida. Não estamos a falar de um setor onde se deve aplicar uma regra para uma digitalização a 100% a troco de qualquer coisa. Não, temos de ser muito inteligentes e saber para o que serve a tecnologia e a digitalização.

A tecnologia serve para uma facilitação, sobretudo, de operações, desmaterialização de imensos processos e a digitalização permite-nos, acima de tudo, ser extremamente inteligentes na forma como gerir a oferta para se adequar à procura, na forma como vamos gerir as operações para que haja trabalho em grupo, como chegar ao nosso target, a forma inteligente como chegamos a esse target, o momento, o tema, a peça que faz sentido.

Ou seja, o importante não é ter dados, é, fundamentalmente, saber o que fazer com eles, como tirar partido deles, canalizá-los, e, fundamentalmente, entender que não são estanques e que todos os dias somos “inundados” com mais dados. As empresas do turismo em Portugal estão capacitadas para tirar partido desses dados?
Em primeiro lugar, há que entender que isto não deve ser tomado como uma espécie de “digitalização ao quilo”. Ou seja, é importante ter uma adequação à estrutura e estratégia do negócio.

Portanto, não é uma questão de quantidade, é uma questão de inteligência de como e onde é que os dados me ajudarão.

Primeiro, estratégia de negócio, o que quero oferecer, como quero posicionar-me e diferenciar-me da minha concorrência, quem são as pessoas que sirvo, que gostos têm, porque me vão valorizar. A digitalização entra em tudo isto como um ‘enabler’, um facilitador, algo que me permite falar melhor com as pessoas, captar a informação para utilizá-la adequadamente. A digitalização não é um fim, é um meio. Às vezes entramos um pouco num efeito espiral e parece que a digitalização se sobrepõe à própria estratégia. É preciso perceber que o negócio só terá sucesso, se responder a uma necessidade, independentemente, de como é entregue, se física ou digitalmente.

Agora quer-se aplicar o digital, sem pensar numa estratégia para a sua aplicação?
Exatamente. Há tempos num webinar aconteceu isso com um participante que indicou que já tinha feito um grande investimento com uma aplicação digital, mas que os seus consumidores e clientes não utilizavam. Ora, aqui registou um avanço no digital, sem ter percebido bem para que servia.

Por isso, é preciso conhecer exatamente quem é o nosso cliente e como é que nos posicionamos, ou melhor, como nos queremos posicionar.

Há que ter o cuidado de adaptarmo-nos a cada momento, cada cliente, cada consumidor, cada local, cada procura, necessidade e exigência. Não é só digitalizar e já está. Há que perceber para que queremos o digital.

O bem-estar, a vontade, a felicidade, o tempo para nós e família, o aprofundar do conhecimento, continuam a ser as razões de motivação quer o mundo se digitalize ou não.

 

“É difícil compor uma oferta certeira, olhando para o nosso umbigo e para aquilo que gostamos. Tem de se olhar para fora”

 

Partilha de conhecimento
O NEST desenvolveu quatro Think Tanks – Restauração e Gastronomia; Hospitalidade; Atividades Turísticas; Pontos de Interesse. A que conclusões chegaram? Eram essas as esperadas?
Os objetivos eram, na prática, criar um formato que permitisse auscultar o próprio setor, muito mais atempado e rápido e que se conseguissem depurar, através de participantes experts na matéria, muito conhecedores destes verticais, todas as necessidades e o status quo, além de trabalhar, através da metodologia de design thinking, alguns direcionais para respostas, não trazendo já as soluções, mas fazendo exercícios que combinam targets específicos de consumidores. Conhecer os espaços ou momentos que o próprio setor proporciona, como o quarto, o momento do pequeno-almoço, pensar em famílias e pessoas individuais, criar o pensamento de quais são as necessidades e oportunidades que podem e devem trabalhar.

Depois, com base nisso, elaborar relatórios que ficassem disponíveis publica e gratuitamente para incentivar a que inovadores, startups, empreendedores, adequem a sua oferta e possuam um ponto de partida.

Além disso, criar ferramentas para que se tornasse mais fluido o entendimento das necessidades por via destas metodologias que alguém possa pegar com alguma confiança e dar-lhes seguimentos e não ter de fazer, ele próprio, essa descoberta.


No fundo, ser facilitadores?
Exatamente. Facilitadores e aceleradores. No passado estas coisas eram feitas com fundamental research, acesso a estudos de consultoria, muito dificilmente públicos e gratuitos. Agora há maior partilha, as pessoas querem, de facto, ajudar na participação destes conhecimentos, na utilização de processos que sejam criativos e que possam construir os primeiros patamares para depois alguém poder trabalhar a inovação e disseminá-los de forma democrática e acessível.

Mas foram surpreendidos de alguma forma, nas conclusões a que chegaram nestes Think Tanks?
De todos eles surgiram questões interessantes. Mas variam entre eles os pontos fulcrais, como as fontes de digitalização, questões de marketing, interação com o próprio turista no local. Havia feelings, mas não existia muito conhecimento e estes Thinks Tanks permitiram-nos ter uma visão muito mais assertiva sobre o elencar dessas oportunidades.

A questão da sustentabilidade?
Absolutamente. Os clientes hoje escolhem muitas vezes o seu destino e hotel em função precisamente dessa preocupação sustentável.

Olha-se cada vez menos para o preço?
Existem estatísticas do Google muito interessantes relacionadas com o turismo e que indicam a procura por “barato” ou por “melhor”. Se há 10 anos as pessoas procuravam pela viagem mais barata, hoje o que procuram é o que melhor atende e qualifica a sua motivação, a viagem e experiência que querem ter.

Portanto, hoje não é a viagem mais barata que a pessoa procura, mas sim a melhor viagem.

Isto tudo está relacionada com esta transformação de paradigmas, das novas gerações, dos Millennials, da geração Z.

E passou a existir um outro ou novo olhar para o espaço concorrencial interno e externo?
Absolutamente. O turismo é um setor que nos permite ter este olhar e leva-nos a ter de estar a par do entendimento e das evoluções que acontecem em todo o mundo. Claro que temos de olhar, mais cuidadosamente, para os nossos principais destinos emissores.

É difícil compor uma oferta certeira, olhando para o nosso umbigo e para aquilo que gostamos. Tem de se olhar para fora.

 

“A pandemia acelerou [a digitalização], mas, de facto, o trilho pelo qual se teria de caminhar estava absolutamente identificado”

 

Mas a grande preocupação não está no turismo interno, mas sim no externo?
Sim, claro. Se até 2019, a balança era de 70% externo e 30% interno, o facto é que teremos de olhar para o turismo interno como um pilar futuro, até porque foi o que nos salvaguardou e salvou nestes tempos difíceis.

E aí o fator digital é fundamental? Quer dizer, na forma, ou melhor, nas novas e diferentes formas como se chega e comunica com o público?
Sim, foi e é crucial. O advento das low-cost foi uma grande oportunidade para os city-breaks. De repente, já não era só o Algarve, era Lisboa, depois o Porto, a Madeira, os Açores, o interior.

Houve um trabalho enorme na diversificação da nossa oferta para os diferentes públicos. Há públicos na Europa que não estão nada interessados na praia, querem cultura, os rios, as lagoas, a natureza.

Conhecer e customizar
E o que é que os nossos concorrentes estão a fazer no campo da inovação, do digital, na tecnologia. Há algo que está a ser feito que se diferencia?

Posso dizer que do ponto de vista da estruturação da estratégia, somos líderes. Na forma como se orquestra dentro desta nação a visão estratégica, a criação da marca Portugal, e depois a concertação de tudo isso com o resto do setor não acontece em nenhum dos nossos principais destinos concorrentes.

A estratégia desenvolvida para Portugal é uma estratégia de diversificação e de coesão territorial. Não vemos a Grécia a trabalhar o interior e a fronteira com a Albânia. É mais do mesmo. Em Portugal não, é muito assente numa experiência da cultura, numa vivência dos nossos modos de vida, com a paisagem que integra sabores e saberes que aqui se desenvolvem

Portanto, é muito mais multifacetado e diria mesmo que se trata de uma agregação de valores muito difícil de replicar. A experiência que se tem em Portugal não se consegue replicar em qualquer outro local.

Mas depois há que chegar ao público, ao viajante, ao turista. No campo digital surgem conceitos como marketing digital, target advertisement, a gestão de management response, os pagamentos, a forma de estar e comunicar nas diversas e diferentes redes sociais, etc.. Há, neste particular, a noção de que a pandemia funcionou, como já ouvi dizer, como um “dia zero” em termos digitais e tecnológicos?
Não, já estava tudo absolutamente traçado. A pandemia acelerou, mas, de facto, o trilho pelo qual se teria de caminhar estava absolutamente identificado.

Em todas as estratégias, ferramentas e planos estamos a falar de formas e investimentos para acelerar todos estes princípios e não iniciá-los.

Este entendimento do marketing digital já está estabelecido há bastante tempo e temos, de facto, de aprimorar e saber trabalhar sobre essa nova forma que não vem de nenhuma obrigatoriedade a não ser do facto de, se quisermos comunicar com sucesso, é por aqui que se terá de caminhar.

Julgo engraçado quando se tenta separar o digital como se fosse uma valência que se tem de fazer obrigatoriamente para além de tudo aquilo que já se faz. Quem quer comunicar e/ou vender, se não considerar o digital, dificilmente terá sucesso. Nem é preciso dizer que o digital é importante. Alguém que queira fazer uma estratégia vencedora para o seu negócio vai ter de, inevitavelmente, trabalhar com o digital, porque é aí que existe o poder de influência, de recomendação, de aquisição.

Mas há que saber trabalhá-lo. Há a perceção e conhecimento de que é preciso falar linguagens diferentes?
Vivemos num momento em que, provavelmente, durante esta nossa conversa se gerou mais informação e dados em todo o mundo do que nos 10 anos após a criação da Internet.

Há possibilidade de falar quase de um para um. Utilizar essa inteligência é a grande oportunidade para o turismo.

As diferentes tipologias de pessoas, a possibilidade de direcionar um tipo de comunicação, tudo isso está ao nosso dispor. Hoje em dia, sabemos que há determinados momentos em que, se queremos ser considerados enquanto potencial destino ou marca, pode ser errado sugerir uma venda direta em determinado momento. Mas podemos participar com outros conteúdos que mantêm o interesse sem sermos intrusivos, que leva a que essa pessoa regresse e nos procure. Há que saber dar os argumentos certos para que o nosso destino se mantenha na memória aquando da altura da decisão.

 

“Alguém que queira fazer uma estratégia vencedora para o seu negócio vai ter de, inevitavelmente, trabalhar com o digital”

 

Recuperando um pouco o tema da sustentabilidade, no mesmo dia em que o Turismo de Portugal apresentava o Plano Turismo + Sustentável 20-23, o NEST lançava uma nova ferramenta de diagnóstico de sustentabilidade para as Pequenas e Médias Empresas (PME) do setor do turismo. Tal como referi anteriormente, a par da digitalização, a sustentabilidade é chave no turismo?
Vemos na digitalização uma oportunidade de massificar conceitos e de ter um acesso bastante democrático. A revolução que a digitalização trouxe, foi uma democratização da informação, do conhecimento, da possibilidade de empreendedorismo e autonomia em muitas coisas.

Esse aceleramento trouxe alguma novidade ou algum desenvolvimento do próprio ecossistema português ou que estamos a aplicar provém de fora?
Não lhe sei responder sobre a quantidade e/ou criação de tecnologias, até porque algumas destas coisas surgem sem se ter um formato de empresa e é difícil fazer a captação.

O que vi, de facto, foi uma mobilização muito grande por parte de algumas startups existentes e outras que surgiram para trazer soluções que, muitas delas, acabaram por vingar e crescer exponencialmente o nível de utilização.

Mas também sabemos que é um momento muito difícil para este universo das startups. Mas é notório que há um olhar mais interessado para com coisas relacionadas com a tecnologia e com soluções que sejam mais touchless, por exemplo.

Na realidade, os Capital Ventures e os Angels estão agora com um olhar mais atento para esses novos domínios do que há dois ou três anos.


Com toda esta panóplia de novidades, transformações e inovações, mas também de incertezas e expectativas, que tipo de turismo e turistas teremos no futuro?
Há muitas coisas que estão a aparecer, soluções que permitirão um aumento gradual da mobilidade que, na verdade, não tem só a ver com o turismo, per si, mas com as próprias dinâmicas das economias que são interativas e que vivem pela troca e entrosamento.

Toda e qualquer economia sofre quando pára, se fecham fronteiras e se inibe a mobilidade das pessoas.

Mas seja no turismo, na saúde ou noutra área qualquer, o modelo de desenvolvimento desses negócios já não é uma coisa fechada em si própria. O desenvolvimento do turismo acontece nas diferentes vertentes e, inclusivamente, com outros setores.

É na customização que o turismo terá de apostar?
Sim, porque é isso que nos vai diferenciar. Não sermos conhecidos por aquilo que erámos conhecidos há anos e que se limitava no sol e praia. Somos e temos muito mais do que isso para oferecer.

Mas o digital vem colocar mais pressão na resposta a dar, já que tem de ser instantânea.
Sim, mas também oferece a possibilidade de um maior acompanhamento. O segredo do digital está em agir e não reagir.

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75% dos portugueses diz que próximas férias vão ser em Portugal, revela estudo da Bloom Consulting

Estudo da consultora Bloom Consulting apurou que 44% dos portugueses conta gozar um período de descanso ainda este ano e que apenas 27% deixa para o próximo ano os planos de férias.

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Para 75% dos portugueses, as próximas férias vão ser passadas em território nacional, apurou um estudo da Bloom Consulting, que revela também que, apesar da pandemia, 44% dos portugueses conta gozar um período de descanso ainda este ano e que apenas 27% deixa para o próximo ano os planos de férias.

Ainda assim, diz a Bloom Consulting num comunicado divulgado esta sexta-feira, 17 de setembro, “ma grande fatia da população inquirida afirmou ainda não estar decidida quanto à sua próxima viagem de lazer (22%), sendo que apenas 5,8% afirma que apenas viajará em 2023”.

“Os dados do estudo são reveladores de algo que a indústria turística portuguesa já tem vindo a sentir_ uma maior movimentação dos portugueses em viagens de lazer. Com o avançar da vacinação e aproximação à tão desejada imunidade de grupo, é expectável que alguns destes portugueses vão progressivamente alterando a sua posição em relação ao turismo sendo no entanto irrealista pensar que a situação reverterá para as tendências registadas em 2019 num futuro próximo”, considera Filipe Roquette, diretor geral da Bloom Consulting Portugal.

O estudo mostra também que, quanto mais jovens os inquiridos, maior a disposição para viajar ainda este ano, com a Bloom Consulting a revelar que, “o grupo de 54 ou mais anos é o mais conservador e também o mais indeciso nesta matéria”.

Quanto a destinos, o mercado nacional é o que sai a ganhar, até porque, dos 75% dos portugueses que conta fazer férias em destinos nacionais, em 60% dos casos nem são consideradas outras hipóteses. Ainda assim, há 14% de portugueses que dizem não saber onde vão passar as próximas férias, enquanto 11% descarta férias no território nacional e só pensa em férias no estrangeiro.

“Entre os que afirmam que o seu próximo destino será em território nacional, o Algarve é a região mais referida com 20% do total de menções. Seguem-se as regiões autónomas dos Açores e da Madeira com 18% e 16% respetivamente. Também com 16% estão o Alentejo e a região do Porto e Norte de Portugal. O Centro de Portugal com 8% e a Região de Lisboa são as regiões sob as quais recaem menos intenções de visitação por parte dos portugueses num futuro próximo”, indica o comunicado.

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Iberia mantém voos para as Maldivas no inverno

Depois do sucesso no verão, a Iberia vai manter a operação para as Maldivas este inverno, com dois voos por semana, e, em Portugal, tem planos para aumentar a capacidade nas rotas de Lisboa e Porto.

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A Iberia vai manter os voos para as Maldivas, que arrancaram no início de julho, também  durante a temporada de inverno, com a companhia aérea espanhola a revelar que a decisão foi tomada na sequência do “bom funcionamento desta rota nos meses de verão” e que, na época baixa, os voos decorrem entre dezembro e fevereiro, com duas ligações por semana. Já para Lisboa e Porto, está previsto um aumento para o triplo dos voos diários, ao longo dos próximos meses.

“Entre as principais novidades, destaca-se a incorporação do destino estrela do verão, as Ilhas Maldivas. Após o bom funcionamento da rota nos meses de verão, a companhia aérea decidiu retomar os voos a partir de dezembro com duas frequências diretas por semana, que vão até fevereiro de 2022”, lê-se na informação divulgada pela companhia aérea sobre o plano de rotas para este inverno.

Além das Maldivas, a Iberia vai manter também no inverno os voos para Cali, na Colômbia, outra das rotas que a companhia aérea também operou este verão e que, no inverno vai contar com três frequências por  semana, entre dezembro e março.

Neste inverno, a Iberia vai ainda aumentar o número de voos disponíveis na ponte aérea entre Madrid e Barcelona, que em setembro já tinha sido aumentada em 32%, mas que, segundo a Iberia, vai ainda conhecer novos aumentos este inverno, até um total de 68 voos por semana, o que totaliza 11 voos por dia em cada trajeto.

Na informação divulgada, a Iberia explica que os aumentos previstos para a ponte aérea visam a reativação das viagens de negócios, motivo pelo qual a transportadora vai também reforçar a operação em alguns destinos europeus, a exemplo de Paris, para onde a Iberia conta disponibilizar até sete voos por dia em cada sentido, mas também de Londres, que passa a contar com até cinco voos por dia e por trajeto, enquanto cidades como Lisboa, Porto, Frankfurt, Bruxelas, Genebra, Milão, Roma, Zurique, Dusseldorf, Munique, Veneza, Lyon e Marselha vão chegar aos três voos por dia, ao longo deste inverno. Já Frankfurt, vai contar com um aumento até 18 frequências por semana.

Na rede de longo curso, e além das Maldivas e de Cali, a Iberia vai também aumentar a sua oferta para a América Latina e EUA, estimando voar para 23 cidades em 17 países, num total de 280 voos por semana, à partida de Madrid. Apenas na América Latina, a companhia aérea vai operar para 17 destinos em 15 países, superando os 200 voos por semana.

“Os mercados com maiores taxas de crescimento são o México – que já conta com dois voos diários -, a República Dominicana – com mais três voos semanais, até 13 frequências – e a Colômbia, com mais três frequências para Bogotá, chegando a 10; e Cali, para onde a Iberia voa três vezes por semana”, indica a transportadora.

Além disso, acrescenta a Iberia, vai ser também aumentada a capacidade para a América do Centro e Caraíbas, em concreto para o Panamá, Costa Rica e Guatemala/El Salvador, que passam a contar com mais um voo por semana, até seis frequências semanais no caso do Panamá e Costa Rica, enquanto a Guatemala/El  Salvador passa a contar com cinco ligações semanais.

Para San Juan de Porto Rico, a Iberia vai passar de três para quatro frequências por semana, enquanto o Uruguai passa a seis voos diretos por semana. Já Buenos Aires, Lima, São Paulo e Santiago do Chile mantêm um voo diário, ainda que, no caso da capital argentina, a operação esteja ainda sujeita a aprovação governamental.

Já nos EUA, onde a Iberia diz estar ainda dependente da reabertura turística, a companhia tem planos para recuperar as frequências que oferecia antes da pandemia, e conta operar 10 voos por semana para Nova Iorque e Miami, ou seja, mais três que no verão, e espera manter ainda as ligações a Chicago, Boston e Los Angeles.

Este inverno, a Iberia conta ainda com uma campanha especial que pretende estimular a procura ao longo dos próximos meses e que oferece tarifas especiais para reservas até 22 de setembro e que se aplica a viagens até 9 de junho de 2022.

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Operadores retomam operação de Fim-de-Ano para Salvador e Natal

Os charters dos operadores Solférias, Exoticoonline e Sonhando têm partida programada para 26 e 27 de dezembro.

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Os operadores turísticos Solférias, Exoticoonline e  Sonhando voltam a juntar-se para lançar uma operação especial de Fim-de-Ano com destino a Salvador da Bahia e Natal no Brasil, com partidas de Lisboa e Porto.

 Esta operação especial de Réveillon em Salvador, com saída a 26 de dezembro e regresso a 2 de janeiro, terá partida de Lisboa via Porto. 

Para a cidade de Natal, a saída será dia 27 de dezembro e regresso dia 3 de janeiro e também com partida de Lisboa via Porto. 

No sentido inverso, estas operações estão ser comercializadas pelo operador Alto Astral, em parceria com Lusanova e outros parceiros locais.

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Ryanair abre nova rota entre o Porto e Clermont-Ferrand no inverno

Companhia aérea vai realizar dois voos por semana entre o Porto e a cidade francesa de Clermont-Ferrand, a partir de novembro.

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A Ryanair anunciou a abertura de uma nova rota entre o Porto e a cidade francesa de Clermont-Ferrand no próximo inverno, operação que vai contar com dois voos por semana e que, segundo comunicado da companhia aérea low cost, arranca em novembro.

“Estamos encantados por anunciar esta nova rota do Porto para Clermont-Ferrand com dois voos semanais, a partir de novembro. A Ryanair continua empenhada em reconstruir a industria turística em Portugal e em reforçar a conetividade, à medida que continua a crescer na Europa e as viagens regressam aos níveis pré-COVID-19”, congratula-se Jason McGuinness, diretor Comercial da Ryanair.

Para assinalar o lançamento da nova rota de inverno, a Ryanair lançou uma promoção com preços desde 19,99 euros, para viagens que decorram até março de 2022 e cujas reservas sejam realizadas até à meia-noite do próximo sábado, 18 de setembro, através do site da companhia aérea,  em  www.Ryanair.com

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Altis Grand Hotel reabre dia 18

Com esta reabertura, todos os hotéis do grupo Altis voltam a estar simultaneamente em funcionamento.

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 1 de outubro é a data escolhida para reabertura oficial do Altis Grand Hotel, o primeiro hotel do grupo que irá completar este ano 48 anos. Depois de estar fechado desde abril do ano passado, o emblemático hotel lisboeta   reabrirá, enquanto a cidade espera receber de volta mais turistas.

Para Raul Martins, presidente do Conselho de Administração do Grupo Altis, “o Altis Grand Hotel é um hotel com história desde a sua abertura, temos empresas e gerações de clientes que estão ligados a este hotel, aqui vieram pela mão dos avós ou dos pais, e é uma enorme satisfação poder voltar a recebê-los. Toda a equipa está ansiosa e motivada”.

Desde o inicio da pandemia, o grupo manteve sempre pelo menos um hotel em funcionamento e, com esta reabertura, todos os hotéis do grupo Altis voltam a estar simultaneamente em funcionamento, uma  decisão tomada  com base nas “boas perspetivas de ocupação para o último trimestre do ano e para o próximo ano”.

“Para 2022, o grupo espera atingir uma ocupação anual média de 60%, sendo que em 2019, fechou o ano com uma ocupação de 80%”, perspetiva Diogo Fonseca e Silva, diretor-geral de operações do Grupo Altis Hotels.

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American Airlines compra 5,2% da Gol e anuncia codeshare exclusivo

Negócio prevê a criação do maior programa de fidelidade do continente americano, assim como a ampliação do acordo de codeshare que as duas transportadoras já mantinham.

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A American Airlines adquiriu 5,2% da Gol, atualmente a maior companhia aérea brasileira, o que vai dar origem a uma “parceria exclusiva”, que prevê a criação do maior programa de fidelidade do continente americano, assim como a ampliação do acordo de codeshare que as duas transportadoras já mantinham, num negócio que visa a afirmação da companhia norte-americana no Brasil.

De acordo com a imprensa brasileira, o negócio prevê um investimento de 200 milhões de dólares, já que a American Airlines compra 22,2 milhões de ações preferenciais da Gol, assim como a junção dos programas de fidelidade das duas companhias, o Aadvantage e o Smiles, numa fusão que vai dar origem ao maior programa de milhas do continente americano.

Mas o principal destaque vai mesmo para a ampliação do acordo de codeshare, o que vai permitir aumentar a presença da American Airlines na América do Sul, principalmente no Brasil.

“A American é, há muito tempo, a companhia aérea líder entre os Estados Unidos e a América do Sul, e esta parceria mais forte com a Gol solidifica essa posição de liderança”, afirma Robert Isom, presidente da American Airlines, considerando que a rede da transportadora norte-americana “combina perfeitamente” com a rede da Gol no Brasil.

“Juntos, seremos capazes de oferecer aos clientes que voam para, através e do Brasil acesso à maior rede com as taxas mais baixas e o melhor e maior programa de fidelidade de viagens conjunto da América”, acrescenta o responsável.

Com a ampliação do acordo de venda compartilhada, os clientes da Gol passam a ter acesso a mais de 30 destinos da American Airlines nos EUA, à partida dos hubs da Gol em São Paulo (GRU) e no Rio de Janeiro (GIG), assim como a outras 34 rotas brasileiras e internacionais, nomeadamente na América Latina.

“O acordo de codeshare exclusivo entre duas das principais empresas aéreas das Américas combina malhas altamente complementares e oferece aos clientes uma experiência de viagem superior, proporcionada pelo maior número de voos e destinos nas Américas do Norte e do Sul”, destaca Paulo Kakinoff, CEO da Gol, considerando que este acordo “fortalecerá ainda mais a presença da Gol nos mercados internacionais” e vai contribuir para o crescimento da transportadora.

O negócio, que prevê também que a American Airlines passe a indicar um dos membros do Conselho de Administração da Gol, não está, no entanto, ainda completamente concluído e, segundo a imprensa brasileira, aguarda a confirmação de algumas condições, incluindo assinatura e entrega da documentação definitiva, entre outras condições usuais de operações deste nível.

Recorde-se que a American Airlines voa atualmente para 17 destinos na América do Sul, incluindo São Paulo (GRU) e Rio de Janeiro (GIG), a partir das suas bases em Dallas-Fort Worth (DFW), Miami (MIA) e Nova York (JFK), enquanto a Gol conta com ligações aéreas para 63 destinos no Brasil, assim como para várias das principais cidades da América Latina.

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Primeiros turistas da SpaceX já iniciaram viagem

A cápsula da SpaceX partiu para uma viagem de três dias no espaço, sem nenhum astronauta profissional a bordo.

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Quatro turistas norte-americanos já descolaram do Centro Espacial Kennedy, na Florida, nos Estados Unidos, a bordo de uma cápsula da SpaceX, para uma viagem de três dias no espaço, sem nenhum astronauta profissional a bordo.

O foguetão Falcon 9, transportando a cápsula Dragon, ambos da empresa privada SpaceX, descolou à hora prevista, 20:02 horas locais de quarta-feira (23:02 em Portugal), do Centro Espacial Kennedy, na Florida, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).

Minutos depois, o foguetão separou-se da cápsula com sucesso, levando a bordo, pela primeira vez, apenas civis como tripulantes, que permanecerão três dias no espaço.

“Poucos lá foram e muitos vão seguir-se. A porta abre-se agora”, disse o multimilionário Jared Isaacman, de 38 anos, que fretou o “cruzeiro espacial” e comanda a missão.

Isaacman, de 38 anos, fundador e presidente da empresa Shift4 Payments, amante da aviação, financiou a travessia espacial dos outros três tripulantes, com um custo que não foi divulgado, mas que deverá rondar as dezenas de milhões de dólares, segundo a AFP.

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Ilha do Sal vai ter charter no Fim-de-Ano

Esta operação é promovida pelos operadores turísticos Solférias, Soltrópico e Viagens Abreu.

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Os operadores turísticos Solférias, Soltrópico e Viagens Abreu juntaram-se para realizar uma operação charter para a ilha do Sal, em Cabo Verde, na época festiva do Fim-de-Ano.

Com partidas de Lisboa e do Porto em voos operados pela SATA no dia 26 de dezembro 2021 e regresso a 02 de Janeiro de 2022 (o voo parte do Sal na madrugada de 03 de Janeiro), os pacotes disponibilizados, neste caso pela Soltrópico, incluem estadas de  sete dias, a partir de 1388 euros como preço base, por pessoa, em quarto duplo standard, em regime de Tudo Incluído, no 4-estrelas, Oásis Belorizonte, e 1547 euros, por pessoa, em quarto standard, em regime de Tudo Incluído no 5-estrelas, Oásis Salinas Sea.

O programa inclui passagem aérea em voo TAP Lisboa ou Porto / Sal / Lisboa ou Porto, em classe S1, com direito a 20 kg de bagagem; estadia de 7 noites no hotel e regime escolhidos; transfers aeroporto/hotel/aeroporto; Taxa de Segurança Aeroportuária; Seguro de viagem Global Extra; Taxas de aeroporto segurança e combustível (223€ – sujeito a alterações legais até emissão dos bilhetes).

Segundo Nuno Paixão, Diretor Comercial da Newtour, onde a Soltrópico se integra, “tendo em conta a retoma de procura pelo destino Sal e tendo em conta o sucesso das operações antes da pandemia, para a Soltrópico faz todo o sentido voltar a apostar neste destino de Sol e de proximidade para os portugueses que preferem passar o Réveillon 21/22 num destino quente.”

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Certificado europeu mais perto de se tornar ‘standard’ global

Desde que foi colocado em prática, em junho deste ano, que foram emitidos mais de 420 milhões de certificados da UE.

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Albânia, Andorra, Ilhas Faroé, Israel, Mónaco, Marrocos e Panamá são os países e territórios mais recentes a adoptar  o sistema europeu do certificado  COVID Digital da União Europeia.

A Comissão Europeia anunciou que os  certificados COVID-19 emitidos pelos países referidos são equivalente ao Certificado COVID Digital da União Europeia.

Desde que foi colocado em prática, em junho deste ano, que foram emitidos mais de 420 milhões de certificados da UE, existindo atualmente 42 países, incluindo os 27 Estados-membros, que integram o sistema europeu, o que o está a converter num ‘standard’ internacional.

Didier Reynders, comissário da Justiça, destacou que esta situação  permite que todos ganhem: “os cidadãos podem desfrutar do seu direito de livre circulação e as empresas, assim como o setor dos transportes, podem começar a compensar as perdas dos últimos meses”.

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“Turismo e mobilidade sustentável” em debate no Algarve

Debate “Turismo e Mobilidade Sustentável” está inserido no ciclo “Conversas com Futuro”, decorre a 17 de setembro, e pretende ser um contributo para a Conferência sobre o Futuro da Europa.

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O Centro Europe Direct Algarve, em parceria com a CCDR Algarve e a Região de Turismo do Algarve (RTA), promovem na próxima sexta-feira, 17 de setembro, o debate “Turismo e Mobilidade Sustentável”, inserido no ciclo “Conversas com Futuro”, que pretende ser um contributo para a Conferência sobre o Futuro da Europa.

Num comunicado enviado à imprensa, a organização do evento explica que “esta será uma oportunidade única para debater os desafios e as prioridades do Algarve, de Portugal e da Europa no âmbito do turismo e da mobilidade sustentável, mas sobretudo para ouvir e responder às perguntas do público que estará a assistir à conversa em direto”.

“Com o mote da Conferência sobre o Futuro da Europa, que até à primavera de 2022 vai ouvir os cidadãos europeus sobre o futuro que pretendem para a União Europeia, o Centro Europe Direct Algarve organiza este fórum de discussão, abrindo o diálogo à região do Algarve e a todos os que nela vivem, com o objetivo de aumentar o nível de conhecimento sobre o projeto europeu”, lê-se no comunicado divulgado pela organização.

Com a participação de João Fernandes, presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA),  da eurodeputada  Cláudia Monteiro de Aguiar, de João Ferreira, da DG MOVE da Comissão Europeia, José Apolinário, da CCDR Algarve, e Rodrigo Soares, da Erasmus Student Network, o debate vai decorrer entre as 11h00 e as 13h00, e pode ser acompanhado através da página de Facebook da RTA.
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