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Tecnologias no Turismo: O futuro é agora

É unânime afirmar que a pandemia veio acelerar a transição digital nas mais diversas áreas económicas, e não só. Já com uma forte componente tecnológica, o turismo também não foi exceção. Quais as prioridades tecnológicas a adotar pelas empresas turísticas e qual o caminho a seguir são algumas das questões aqui respondidas. Conheça ainda algumas das novidades das empresas de tecnologia com soluções para o turismo.

Raquel Relvas Neto
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Tecnologias no Turismo: O futuro é agora

É unânime afirmar que a pandemia veio acelerar a transição digital nas mais diversas áreas económicas, e não só. Já com uma forte componente tecnológica, o turismo também não foi exceção. Quais as prioridades tecnológicas a adotar pelas empresas turísticas e qual o caminho a seguir são algumas das questões aqui respondidas. Conheça ainda algumas das novidades das empresas de tecnologia com soluções para o turismo.

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O mundo parou em março de 2020, mas não parou a evolução tecnológica. Da educação ao trabalho, à distribuição de serviços, foi inevitável a transição digital das mais diversas áreas do nosso dia-a-dia, motivada pelos primeiros confinamentos provocados pela pandemia da COVID-19.

A tecnologia no turismo passou por sérias mudanças para ajudar a indústria a ajustar-se a este momento agitado. Se anteriormente, a prioridade passava por facilitar a viagem em si, hoje em dia, a ênfase é dada à segurança na realização da viagem. Mas não só.

Com o reabrir da atividade turística, surgiram várias “dificuldades associadas com as exigências e obrigatoriedades ao nível da saúde e higiene, impostas com o propósito de garantir uma experiência segura ao turista, bem como aos colaboradores dos estabelecimentos”. Ana Cantinho, diretora-geral da Beltrão Coelho, explica que estas exigências refletiram-se “numa demanda por uma série de dispositivos tecnológicos que viessem ao encontro destas necessidades”, à qual a Beltrão Coelho tentou responder com novas soluções.

A segurança é também um factor que Pedro Silva, marketing manager da Salto Systems, considera que teve especial importância na evolução tecnológica. Para o responsável, isto teve especial impacto na tecnologia na hotelaria, onde se privilegiou a redução da “propagação de germes nos hotéis”. “Serviços automatizados e tecnologias de self-service em tempos de distanciamento social e integração da tecnologia de self-check-in nas operações de serviço ajudam a resolver algumas das questões em torno da segurança do pessoal e do acesso de novos hóspedes para ajudar a praticar um distanciamento social eficaz”, destaca, sublinhando que a “automação não resulta necessariamente na eliminação de papéis humanos, mas sim na transferência de recursos para outras áreas”.

“Automação não resulta necessariamente na eliminação de papéis humanos, mas sim na transferência de recursos para outras áreas”, Pedro Silva, marketing manager da Salto Systems

Já Felipe Ávila da Costa, Co-founder & CEO da Infraspeak, é da opinião que a pandemia ““forçou” muitas empresas a adaptarem-se rapidamente a esta nova realidade do trabalho remoto, ‘low touch’ e incerteza, contribuindo para a aceleração da transição digital e alertando para novas formas de trabalhar”. No fundo, destaca, “esta nova realidade abriu espaço à inovação, uma vez que mostrou claramente que além de ser possível que algumas rotinas sejam feitas de forma digital, isso ainda tem um impacto muito positivo na eficiência da operação, na redução de custos operacionais e na qualidade do trabalho e da comunicação das equipas”.

No que diz respeito ao Turismo, o responsável reitera ainda que “a necessidade da digitalização veio ajudar a quebrar o mito de que a tecnologia reduz o contacto humano e a hospitalidade, tão importantes no turismo, e a mostrar que, na verdade, a tecnologia contribuiu para melhorar a qualidade do serviço e até aumentar a personalização”. Entre as soluções que se destacaram neste período, Felipe Ávila da Costa enumera os ‘chatbots’ que permitam o check-in digital, a gestão de pedidos e de reservas de serviços e refeições; as soluções ‘low touch’ que diminuem o contacto com superfícies ou objetos, como aplicações móveis para abrir as portas do quarto; e as soluções operacionais que permitam ao staff e à gestão comunicar eficazmente e aceder aos dados de que necessitam em qualquer lugar e a qualquer momento.

Para André Lopes, Business Development Manager Iberia da Hoist, é “indiscutível que a pandemia acelerou o processo de transição digital, sobretudo em organizações que já dispunham de ‘roadmaps’ estruturados e com objetivos definidos”. Em algumas organizações, destaca, este momento obrigou a um primeiro contacto com esta questão, ao qual a Hoist auxiliou com os serviços de consultora tendo como propósito “a conceção de um ‘roadmap’ para investimentos futuros em tecnologia, nas vertentes de processos de negócio, de operação hoteleira ‘tout court’ ou da experiência dos hóspedes”.

“A transição digital foi acelerada transversalmente em toda a sociedade, como se assistiu no trabalho, educação e fornecimentos de serviço remota e digitalmente”, começa por dizer Pedro Matoso, CEO da Newhotel, que refere ainda que a hotelaria não foi excepção. Neste sentido, o responsável refere que existe uma “procura e adopção de ferramentas visando optimizar o ‘staff’ hoteleiro e permitir ao hóspede uma experiência digital com o mínimo de contacto ou espera para o fornecimento de serviço”, como é exemplo o ‘self check-in mobile’.

“A transição digital foi acelerada transversalmente em toda a sociedade, como se assistiu no trabalho, educação e fornecimentos de serviço remota e digitalmente”, Pedro Matoso, CEO da Newhotel

“A tecnologia está a ser a solução e teve de ser feita em tempo recorde”, começa por dizer Hélder Santos, sales & marketing director da Nonius, que registou uma elevada procura nas soluções que tornam os processos ‘contactless’, que dão mais autonomia aos hóspedes e garantem o distanciamento físico. Foi nesta área que a Nonius focou os esforços de Investigação e Desenvolvimento da empresa para “acelerar de desenvolvimentos que tínhamos previstos para 2022 que tivemos de fazer já em 2020”.

O caminho do futuro
À parte do que está atualmente a ser feito, a tecnologia é um caminho em constante evolução. Como tal, existe ainda muito para ser feito no domínio do turismo e objetivos futuros que imperam no ‘roadmap’ tecnológico.
Mas para acompanhar este caminho, importa saber escolher os parceiros tecnológicos. Como explica Anabela Almeida, do Consolidador.com, “a esmagadora maioria das empresas turísticas não tem capacidade de desenvolvimento próprio”, portanto “mais que nunca, um dos fatores cruciais recai na escolha do(s) parceiro(s) tecnológico(s)”. “É crucial garantir que os parceiros tecnológicos com quem trabalham disponibilizam ferramentas inovadoras, assentes em tecnologia ágil e com capacidade de transformação extremamente rápida”, sublinha.

Neste campo, Felipe Ávila da Costa, Co-founder & CEO da Infraspeak, refere que para que “a adoção destas novas tecnologias seja de facto bem-sucedida e duradoura, há uma série de paradigmas às quais estas soluções devem obedecer… e não servem apenas para o setor do turismo”. Segundo o responsável, qualquer solução tecnológica tem de permitir a mobilidade, sendo acessível em qualquer momento e lugar. Depois, a usabilidade, ou seja, as soluções têm de ser “super intuitivas e simples, de forma a dar resposta a utilizadores heterogéneos”. A inteligência e a capacidade de integração são dois fatores que o responsável considera “importantíssimos”. “Hoje em dia, trabalhamos com dezenas de softwares e até com sensores IoT ou outro hardware. (…) Termos a capacidade de integrar tudo isto, ou seja, conectar todos estes ‘softwares’ num só e ter todos os dados da operação reunidos numa mesma plataforma, abre-nos um leque de infinitas possibilidades de optimização de todo o negócio. Ao adicionar inteligência a este cenário, poderemos tirar o melhor partido dos mais diversos tipos de dados gerados pela operação, transformando-os em ‘insights’ inteligentes, automações ou alertas personalizados, que nos vão permitir tomar decisões melhores e mais informadas”, defende.

Também os dados fazem parte das prioridades enumeradas por André Silva, da Hoist. A esta acrescem a digitalização da ‘guest journey’ e tecnologias que promovam uma experiência ‘contactless’. “Importa não descurar a importância das infraestruturas de rede, que continuam a ser elementos estruturantes em qualquer “ecossistema” tecnológico”, salienta.

Optimizar as operações dos hotéis que lidam com baixas ocupações é uma das prioridades destacada pela Nonius. “considero que os elementos-chave a ter em consideração são se as ferramentas a adoptar são compatíveis com os equipamentos e outras ferramentas existentes nos hotéis, por exemplo: se a aplicação para os hóspedes é compatível com as fechaduras existentes no hotel e se está integrada com o PMS. Outro elemento-chave é se as ferramentas são de fácil utilização e aprendizagem e se estão desenvolvidas e completas em termos de funcionalidades, pois vivemos num período de grande necessidade tecnológica e capacidade de desenvolvimento escasseia”, aponta Hélder Santos.
A adoção de sistemas “verdadeiramente ‘cloud’” é uma das prioridades destacadas pelo CEO da Newhotel, que defende que com estas tira-se partido das vantagens tecnológicas, como “a esfera de microserviços de Functions ou Logic Apps que permitem fluxos de trabalho e computação sem servidor, no caso da Microsoft Azure. (…) Algo que não é possível em soluções Hosted, alojadas, que simulam Cloud, e que requerem acessos por IP fixo e outros atalhos”. Em segundo lugar, indica a importância de se ter um PMS (Property Management System) “que seja focado para vendas, com funcionalidades integradas avançadas para gestão de tarifas, canais de reserva e análises de dados. Um PMS limitado à partida não vai potencializar o controlo e integração e todos os processos”. E também soluções ‘mobile’ que integrem o sistema PMS, como explica Pedro Matoso: “Do lado do hóspede prevê-se um percurso digital recorrendo sobretudo ao mobile, desde o planeamento da viagem, até ao check-in, experiência durante estada, check-out e pós-estada”. Do lado dos colaboradores do hotel, “as ferramentas ‘cloud’ e mobile permitem a digitalização de processos e liberdade de localização e desmaterialização de ‘hardware’. Seja ao nível de ‘housekeeping’, pontos de venda em F&B, ou processo de ‘check-in’, muito é e poderá ser feito através de equipamentos ‘mobile’”.

No entendimento do responsável da Salto Systems, depois da COVID-19 ultrapassada, “os hotéis e alojamentos terão de fazer muitos ajustamentos para tentar adaptar as suas propriedades aos novos requisitos de segurança e higiene. Os hóspedes irão ver acontecer algumas das maiores mudanças na indústria hoteleira, que começam com a digitalização e a formação rigorosa dos funcionários em matéria de segurança e saneamento”.

“O sucesso da transformação tecnológica reside nesta sinergia entre a componente tecnológica e a intervenção humana”, Ana Cantinho, Beltrão Coelho

Para a responsável da Beltrão Coelho, a tendência futura será “a de oferecer uma experiência cada vez mais rica e agradável ao turista e, no nosso entender, a robótica poderá ser uma importante componente deste processo, já que, para além de reduzir os custos operacionais, permite diminuir o contacto entre pessoas e ainda otimizar os processos, fatores que são, sem dúvida, uma forte vantagem competitiva”. Contudo, ressalva que a adoção de novas ferramentas tecnológicas “deve, em todos os setores, ter em consideração que a componente humana é, e continuará a ser, indispensável”. Para Ana Cantinho é essencial que se compreenda que “o avanço tecnológico não se pode, nem deve, traduzir na substituição de pessoas por “máquinas” ou dispositivos – um receio muitas vezes referido. O sucesso da transformação tecnológica reside nesta sinergia entre a componente tecnológica e a intervenção humana”.

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W Algarve contrata novo diretor de marketing e comunicação

Henrique Pires é a nova aposta do W Algarve para dirigir o departamento de marketing e comunicação da unidade hoteleira, como anunciado em comunicado.

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Com 11 anos de experiência no setor hoteleiro, o profissional setubalense começou o seu percurso profissional no Pine Cliffs Hotel, passou pelo Waldorf Astoria Ras Al Khaimah e fez carreira na cadeia Minor Hotels, onde foi responsável pelas áreas do marketing e comunicação dos Anantara Hotels & Resorts e dos Tivoli Hotels & Resorts, em Portugal.

Chega agora ao recém-aberto W Algarve, onde irá desempenhar funções como diretor de marketing e comunicação.

“Estou muito contente e entusiasmado por me juntar à fantástica equipa do W Algarve e abraçar este novo desafio. É um grande orgulho para mim trazer as minhas ideias e visão para um hotel que abriu há cerca de meio ano e que já conquistou tanto terreno na região”, garante Henrique Pires.

O W Algarve marca o primeiro Hotel da marca W a abrir em Portugal. Situado no topo das icónicas falésias do sul de Portugal, o recém-aberto W Algarve junta-se à família de W Escapes, oferecendo “uma mistura de descontração à beira-mar com uma energia exuberante”, como referido em comunicado.

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Grupo Onyria duplamente nomeado nos European Excellence Awards 2022

O Grupo Onyria está duplamente nomeado para os European Excellence Awards 2022, onde está a concorrer em shortlist nas categorias Travel & Tourism e Internal Communications.

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O Onyria, grupo de gestão hoteleira com mais de 30 anos, detém o hotel de cinco estrelas Onyria Quinta da Marinha, onde foi desenvolvido o projeto de comunicação interna “Trading Places” (Inverter os papéis) – que valeu as duas nomeações do grupo para este concurso.

O projeto consistiu na ideia de inverter os papéis dos colaboradores do Onyria Quinta da Marinha Hotel, tornando-os hóspedes por um dia.

A iniciativa surgiu no seguimento dos dois anos de pandemia, como forma de compensar a resiliência da equipa. Os colaboradores “transformaram-se em clientes de luxo e carregaram energias para o verão de 2022, o momento de regresso à normalidade”, como o grupo indica em comunicado.

“Não há sucesso em hotelaria sem talento humano e esta foi uma forma de celebrarmos o nosso talento, numa altura decisiva para o turismo em Portugal. Estas nomeações são muito positivas porque vêm demonstrar o nosso empenho para fazer um trabalho de excelência, não só de forma externa, como interna”, afirma o diretor do Onyria Quinta da Marinha Hotel, João Pinto Coelho.

Os vencedores serão conhecidos a 9 de dezembro.

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O futuro das acessibilidades em debate no Congresso da AHRESP

O futuro do aeroporto, não só de Lisboa como das restantes vias aéreas portuguesas, marcou a sessão paralela, onde ainda houve tempo para falar das questões da ferrovia nacional e os problemas de ligação a Espanha.

Carla Nunes

O futuro das acessibilidades em Portugal esteve em debate numa das sessões paralelas do Congresso da AHRESP, que começou esta sexta-feira, 14 de outubro, no Convento de São Francisco, em Coimbra.

A sessão começou com um aviso por parte de Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP): “Se não tivermos rapidamente infraestruturas de mobilidade que respondam às necessidades das pessoas, principalmente um novo aeroporto, mais moderno e em condições de receber mais volume [de pessoas], podemos mais tarde ou mais cedo começar a perder turistas para outros destinos”.

Num discurso pautado pela necessidade de que “não podemos perder mais tempo” em relação ao futuro do aeroporto de Lisboa, Francisco Calheiros coloca os números em cima da mesa.

“Não canso de o dizer: segundo um estudo apresentado pela CTP, a não decisão sobre o novo aeroporto terá no mínimo um custo de quase sete mil milhões euros, menos 28 mil empregos e uma perda de receita fiscal de 2 mil milhões por ano”, frisa.

Os intervenientes da sessão, que contou com a participação de Eugénio Fernandes, CEO da euroAtlantic Airways, José Luís Arnaut, presidente do Conselho de Administração da ANA – Aeroportos de Portugal e Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT procederam desta forma a debater as várias possibilidades para o aeroporto, com Luís Arnaut a referir-se em tom jocoso à procura de localização de aeroportos como “um desporto nacional”.

Para Pedro Costa Ferreira, “uma das poucas cosias que nos aproxima da realidade” passa pela realização de obras no aeroporto da Portela, por considerar que “nesta década não vamos ter solução”.

Lembra ainda que “as acessibilidades aéreas não são só em Lisboa”, reportando-se aos aeroportos de Porto Santo – que afirma não ter condições e precisar de obras – e o da Madeira, “com restrição de operacionais que foram definidas em 1964”.

“A tecnologia melhorou no âmbito da pista [do aeroporto da Madeira], a pista foi aumentada, melhorou nos aviões, melhorou na formação, [mas] mantém-se os mesmos limites, e julgo que é o único aeroporto internacional no mundo em que os limites não são recomendatórios, mas são mandatários. Ninguém toca nisto, e isto fere a região”, explica.

Quanto à solução de aproveitar a infraestrutura de Beja, Eugénio Fernandes lembra que esta “peca por pequenas coisas: não tem abastecimento de combustível, fecha ao fim de semana, não tem serviço 24 horas e se quisermos aterrar passageiros que não são do espaço Schegen, não há SEF”.

Por essa razão, e dada a logística adicional desta opção, o CEO da euroAtlantic Airways defende que “o que for mais rápido é o melhor” – neste caso, “do ponto de vista teórico e sonhador”, uma solução rápida de Portela +1, que sabe “que agora não será possível, estamos num contexto diferente”.

Quanto à opção de Santarém, Pedro Costa Ferreira é taxativo ao assegurar que esta representa “mais 24 anos de diálogo”.

“Se estivermos à procura de uma decisão que não tenha vozes contrárias, não vamos ter mais aviões em Portugal. Fazer políticas é fazer escolhas. Assusta-me que seja necessário um consenso para o aeroporto”, declara.

“O fenómeno do entroncamento”

E porque, como Pedro Costa Ferreira lembra, “os problemas das acessibilidades não são só aéreas” a ferrovia também foi discutida na sessão, tendo sido caracterizada pelo presidente da APAVT como o “fenómeno do entroncamento” dadas as 8h40 necessárias para chegar de Lisboa a Madrid – incluindo, também, uma passagem pelo Entroncamento.

Afirma ainda que “do ponto de vista de sustentabilidade, os voos de curta duração vão ser muito atacados” e que nos encontramos “muito dependentes dos voos curtos nalguns mercados muito importantes para [o país]”. Aliás, José Luís Arnaut precisa que 94% dos turistas que visitam Portugal vêm de avião.

“Somos um país periférico, é obvio que temos de fazer um trabalho grande e estamos atrasados décadas na ligação com comboios rápidos com Espanha”, afirma Arnaut.

A encerrar o tema da ferrovia, Eugénio Fernandes acredita que “se houver uma conectividade grande a Madrid, e uma conectividade boa internamente, vamos conseguir desenvolver muito o turismo e o Interior”.

Numa nota final, reportando-se ao tema do congresso, Francisco Calheiros defende que esta não é “uma questão nem de utopia, nem de sobrevivência, é sim uma necessidade cada vez mais atual que as empresas devem ter em conta”.

“Continuamos a viver tempos desafiantes. O turismo, porém, continua resiliente. É praticamente unânime que se não fossem as receitas do turismo a receita seria muito menor”, termina o presidente da CTP.

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AHRESP revela programa do próximo congresso em Coimbra

O congresso terá cerca de 60 oradores, 12 sessões paralelas e cinco workshops de parceiros, além de duas sessões plenárias.

Carla Nunes

O próximo Congresso da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), que decorre de 14 a 15 de outubro no Convento de São Francisco, em Coimbra, já tem um pré-programa definido.

Sob o tema, “Sustentabilidade: utopia ou sobrevivência?”, o congresso terá cerca de 60 oradores, 12 sessões paralelas e cinco workshops de parceiros, além de duas sessões plenárias.

A primeira sessão plenária, a cargo de Luís Marques Mendes, abre com o tema “Que conjuntura política e social teremos em 2023?”. Já a segunda sessão plenária vai consistir numa conversa entre a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, com as jornalistas Rosário Lira e Rosália Amorim, que serão também moderadoras em várias sessões paralelas.

De destacar ainda a sessão de abertura, que conta com a presença de Carlos Moura, presidente da direção da AHRESP, Pedro Machado, presidente da Turismo do Centro de Portugal, António Costa e Silva, ministro da Economia e do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. A sessão de encerramento, onde serão lidas as conclusões do congresso, ficará a cargo da Secretária de Estado do Turismo, Congresso e Serviços, Rita Marques.

Ao longo dos dois dias de congresso, as sessões paralelas tratarão temas como o futuro das acessibilidades em Portugal, a sustentabilidade económica e ambiental, a influência do digital na vida das empresas, entre outros assuntos, que podem ser consultados no programa disponível no website da AHRESP.

“O Congresso AHRESP surge no momento em que a recessão bate à porta da Europa, o que pode não deixar ninguém imune – nenhum país e nenhuma atividade – nem mesmo aquela que teve indesmentível recuperação no verão, mas insuficiente para fazer face aos desafios que se colocam à economia nacional como um todo e, em casos muito concretos, aos diversos setores da atividade turística”, refere a associação em comunicado.

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Hospitality Talks
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“Hospitality Talks” reúnem hoteleiros e empresas tecnológicas para mitigar escassez de mão-de-obra no setor

A iniciativa conjunta da HiJiffy, RM hub, Climber RMS e OTA Insight vai juntar “cerca de uma centena de gestores hoteleiros”.

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A 11 e 13 de outubro, em Lisboa e Porto, respetivamente, hoteleiros e especialistas em tecnologia vão reunir-se nas “Hospitality Talks” para discutir formas de mitigar a falta de trabalhadores no setor.

A iniciativa conjunta da HiJiffy, RM hub, Climber RMS e OTA Insight vai juntar “cerca de uma centena de gestores hoteleiros” com o objetivo de identificar “os contextos em que a adoção de soluções tecnológicas e de revenue management podem funcionar como um trunfo na mitigação desta problemática”, indica a HiJify em comunicado.

As conclusões das Hospitality Talks serão incluídas num plano estratégico, “posteriormente disponibilizado aos diferentes stakeholders”, desde players da indústria, até decisores políticos. O intuito passa por “catalisar um compromisso conjunto no sentido de converter Portugal num exemplo de sucesso a nível a europeu”.

“É fundamental esclarecer que a adoção de soluções tecnológicas não visa eliminar a componente humana, muito pelo contrário. O objetivo passa antes por automatizar tarefas repetitivas e de baixo valor acrescentado, maximizando a eficiência de processos”, sublinha Tiago Araújo, CEO da HiJiffy, no respetivo comunicado.

A mesma mensagem é reforçada pelo CEO da RM Hub, Rudi Azevedo, que explica que “a tecnologia permite que as empresas possam canalizar esforços para as áreas operacionais, podendo desta forma direcionar o seu esforço para melhorar a experiência do cliente externo e interno”.

Evento limitado a 50 participantes por edição

Os hoteleiros interessados em fazer parte das Hospitality Talks devem formalizar a inscrição gratuita na edição de Lisboa, que terá lugar a 11 de Outubro, no NEYA Lisboa Hotel, às 9h00, através deste link.

Por sua vez, os interessados em participar na edição do Porto, que decorre a 13 de outubro no Selina Navis Cowork, às 14h00, poderão fazê-lo gratuitamente através deste link.

O evento será limitado a 50 participantes, “por forma a assegurar um envolvimento ativo de todos os presentes”. No entanto, a HiJiffy sublinha que ainda existem vagas disponíveis.

Além das conclusões resultantes dos diferentes painéis de discussão, os hoteleiros serão também chamados a participar num inquérito final. Todos os insights serão depois plasmados num documento que visa funcionar como um plano estratégico.

“Com a iniciativa ‘Hospitality Talks’ procuramos trazer não só os dados e tendências mais relevantes e atuais do mercado hoteleiro, mas também partilhar dicas de como trabalhar com a falta de staff e manter uma estratégia de sucesso”, remata Joanna Tomaszkiewicz, responsável da OTA Insight.

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Hotel Vila Raia
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Idanha-a-Nova recebe nova unidade de três estrelas

O verão é visto pelo General Manager do Hotel Vila Raia como “a época de eleição para atrair clientes”, devido aos atrativos da zona.

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A zona da Raia acabou de ganhar mais quartos com a abertura do Hotel Vila Raia, em Idanha-a-Nova, Castelo Branco. A unidade de três estrelas acrescenta assim 26 quartos à região, num investimento que já superou um milhão de euros.

Os quartos, todos com twin bed, “seguem um modelo muito utilizado em Espanha, podendo-se juntar as camas sempre que o cliente desejar”, como explica Jorge Humberto, General Manager do Hotel Vila Raia.

Ao alojamento juntam-se valências como uma piscina exterior, sauna e jacuzzi, bem como uma sala de reuniões e estacionamento próprio. O edifício da unidade encontrava-se fechado há oito anos, pelo que foi necessário proceder a restauros, pinturas e à impermeabilização da piscina, de acordo com o General Manager.

O responsável aponta que esta unidade “será mais procurada pelo cliente que  quer fugir da agitação das grandes cidades e procura um sítio calmo e sossegado para carregar baterias”. O verão é visto como “a época de eleição para atrair clientes”, dados os atrativos da zona.

“Temos praias fluviais, aldeias históricas e boa gastronomia perto do hotel. Estamos inseridos numa região rica em eventos e que atraem muita gente de fora”, justifica Jorge Humberto.

Por se tratar de um novo hotel, o responsável afirma que não têm “qualquer historial em que possamos basear a nossa perspetiva [de reservas futuras]”. No entanto, mantém-se otimistas, dadas as reservas realizadas “na primeira e segunda semana de abertura e para a última semana de setembro”.

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Carrís Porto Ribeira contrata Simão Cruz para direção de vendas

O profissional conta com várias experiências na vertente hoteleira, somando passagens pelo Grupo Tivoli e pela Blue & Green Hotels.

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A Carrís Hoteles contratou Simão Cruz para assumir o cargo de diretor de vendas do Carrís Porto Ribeira.

O profissional conta com várias experiências na vertente hoteleira, somando passagens pelo Grupo Tivoli, onde assumiu funções de Corporate Account Manager, e pela Blue & Green Hotels, onde desempenhou o cargo de Iberian Market Manager em todas as vertentes de negócio – Corporate, MICE e Leisure. Posteriormente, Simão Cruz foi responsável pela planificação e reposicionamento do Santa Luzia ArtHotel, em Guimarães, enquanto Sales & Marketing Manager.

A Carrís Hoteles é uma cadeia hoteleira com unidades hoteleiras distribuídas pela Galiza e o Norte de Portugal. Atualmente, dispõe de seis hotéis localizados no Porto (Carrís Porto Ribeira), A Coruña (Carrís Marineda), Ferrol (Carrís Almirante), Santiago de Compostela (Carrís Casa de la Troya e Monte do Gozo) e Ourense (Carrís Cardenal Quevedo).

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Marta Paixão assume funções como Events Manager no Lisbon Marriott Hotel

A profissional iniciou a sua carreira como Groups & Events Coordinator / MICE no Sana Metropolitan Hotel, em 2014.

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O Lisbon Marriott Hotel contratou Marta Paixão para ocupar o cargo de Events Manager na unidade.

Licenciada em Direção e Gestão Hoteleira no ESHTE – Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, bem como mestranda em Ciências Empresariais pelo Instituto Superior de Economia e Gestão em Lisboa (ISEG-UTL), a profissional iniciou a sua carreira como Groups & Events Coordinator / MICE no Sana Metropolitan Hotel, em 2014.

Posteriormente, desempenhou funções como Groups & Events Coordinator na Continental Hotels Portugal, em 2016.

“É com imenso entusiasmo que abraço este novo desafio. Ingressar na Marriott International, a maior cadeia hoteleira a nível mundial, é de facto uma realização profissional. O nosso compromisso será, em conjunto com as equipas operacionais, garantir que o sucesso dos eventos seja uma constante”, afirma Marta Paixão em comunicado.

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Casual Hoteles abre segunda unidade no Porto

O Casual Raízes Porto tem 42 quartos e situa-se na Rua de Santa Catarina. Este é o segundo hotel da marca no Porto e o terceiro em Portugal, juntando-se ao Casual Inca Porto e ao Casual Belle Epoque Lisboa.

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A Casual Hoteles, uma cadeia hoteleira temática valenciana, reforçou a sua presença em Portugal com a abertura da terceira unidade no país, o Casual Raízes Porto. Localizado na Rua de Santa Catarina, o hotel junta-se a uma outra unidade da cadeia na cidade, o Casual Inca Porto, bem como ao Casual Belle Epoque Lisboa, na capital.

O novo hotel é constituído por 42 quartos e um restaurante com terraço exterior, onde são servidos os pequenos-almoços, almoços e jantares. A decoração de interiores ficou a cargo de Raquel Sanjuan, que se inspirou nos ícones do Porto para criar diferentes ambientes no hotel: monumentos como a Igreja de Santo Ildefonso, a Ponte D. Luís I e tradições como a produção de vinho do Porto ganham destaque nos quartos da unidade desta temática.

À semelhança dos restantes hotéis do grupo, o Casual Raízes Porto é pet friendly, assegurando uma cama própria, taças de água e comida e um snack de boas-vindas aos seus hóspedes de quatro patas.

Casual Raízes Porto
Além disso, a unidade disponibiliza quatro packs românticos: o Casual Sense, Casual Love, Casual Bubbles e Casual Sweet, que podem ser consultados no website da cadeia.

“A abertura da Casual Raízes Porto confirma o interesse da nossa cadeia em consolidarmo-nos em Portugal, [principalmente] numa cidade como o Porto, cuja beleza artística e interesse histórico foram uma excelente inspiração para fazermos algo que faz parte do nosso ADN: “tematizar hotéis e juntar o passado dos destinos à estética dos nossos estabelecimentos”, afirma Juan Carlos Sanjuan, presidente e fundador do Casual Hoteles em comunicado.

Com a abertura do Casual Raízes Porto, o portefólio do Casual Hoteles passa a contar com 22 hotéis e 848 quartos em 11 cidades de Espanha (Valência, Bilbao, San Sebastián, Sevilha, Barcelona, Madrid, Benidorm, Cádiz e Málaga) e Portugal. O grupo tem prevista a abertura de mais um hotel em Valência, o Casual Dreams Valencia, com 45 quartos.

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Nova edição Publituris Hotelaria: Entrevista a José Frazão, administrador da ExpoSalão e dinamizador da DecorHotel

Na edição de setembro da Publituris Hotelaria, o destaque vai para a próxima edição da DecorHotel, que este ano regressa ao Porto de 27 a 29 de outubro, depois de uma edição realizada em Lisboa.

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Na edição de setembro da Publituris Hotelaria, o destaque vai para a próxima edição da DecorHotel, que este ano regressa ao Porto de 27 a 29 de outubro, depois de uma edição realizada em Lisboa.

José Frazão, administrador da ExpoSalão e dinamizador da DecorHotel, assegura que contam com uma adesão “superior àquela que conseguimos em Lisboa”. A palavra evolução é, segundo o responsável, “talvez aquela que melhor espelha aquilo que conquistámos ao longo destas edições”, admitindo que “podemos afirmar que a DecorHotel terá já aquilo que percebemos como um evento de cariz internacional”.

A pouco mais de três meses do final de 2022, a pergunta que se coloca é: Estamos perante o melhor ano turístico de sempre em Portugal? A resposta é dada na “Análise CLEVER” assinada por Luís Brites. Combinando os valores de ocupação e receita turística até hoje conseguidos, com a análise de perspetivas de interesse – pesquisa de voos e alojamento – o CEO da CLEVER Hospitality Analytics afirma que “poderemos estar, de facto, em excelente perspetiva de presenciar o melhor ano turístico de sempre”.

Já no Fala-se, fique a conhecer a nova unidade de luxo na Ericeira do grupo hoteleiro Aethos. Localizado numa falésia, a 40 metros  do mar, o Aethos Ericeira abriu a 1 de setembro e inspira-se na natureza envolvente e na vista desafogada para o Oceano Atlântico para melhor se dirigir ao seu público-alvo: os surfistas.

No capítulo das novidades, a edição deste mês é também uma oportunidade de ficar a conhecer o novo projeto da Eurostars Hotel Company, o Eurostars Lisboa Baixa. O futuro quatro estrelas na Rua da Prata tem data de abertura prevista para o final deste ano e é inspirado na tradição e cultura lisboetas, totalizado 57 quartos.

A hotelaria de cinco estrelas é o tema central do dossier de setembro, onde damos a conhecer a oferta atual deste segmento hoteleiro de norte a sul do país, os públicos que pretende captar e as áreas em que aposta para fazer face à procura.  O investimento em tecnologia, na cozinha de autor e na sustentabilidade marcam algumas das medidas adotadas por hotéis como o Six Senses Douro Valley, The Lodge Hotel, The Yeatman, Montebelo Viseu Congress Hotel, The Ivens Hotel, Alentejo Marmòris Hotel & Spa, Vila Joya, Savoy Palace e Grand Hotel Açores Atlântico, com quem falámos para esta edição.

Destaque ainda para o especial Made in Portugal, onde apresentamos as novidades das empresas nacionais. Fique a conhecer as soluções e inovações para o setor hoteleiro de empresas como a EPOCA, Costa Nova, Regoldi, Laskasas, Glammfire e Costa Verde, a par das preferências dos clientes.

Na rubrica Palavra de Chef falámos com Ana Magalhães, a primeira mulher a vencer o concurso Chefe Cozinheiro do Ano em 23 anos. O respeito pelo produto, a importância de valorizar a tradição gastronómica portuguesa e a sustentabilidade na cozinha guiam grande parte da conversa com a sub-chef júnior de 26 anos no Six Senses Douro Valley.

Seguimos para a Inspeção, onde mostramos que “o paraíso só para adultos existe, tem vista para a Ria Formosa” e um lugar cativo no AP Cabanas Beach & Nature, que abriu no verão de 2021.

A fechar, brindamos com as sugestões de Pedro Luz, head sommelier na Garcias Wines & Spirits Boutique – Comporta. As sugestões ficam completas com os novos conceitos de restauração do Domes Lake Algarve, que damos a conhecer nesta edição.

As opiniões pertencem a Sérgio Guerreiro (Nova SBE Westmont); Paulo Mesquita (COO no Dom Pedro  Hotels & Golf Collection);  João Caldeira Heitor (coordenador científico da licenciatura em Gestão do Turismo do ISG – Instituto Superior de Gestão); Francisco Jaime Quesado (economista e gestor especializado em inovação e competitividade); Karina Simões (Head of Hotel Advisory na JLL Portugal); Liliana Conde (consultora) e José Varela Gomes (coordenador da licenciatura em Gestão Hoteleira do ISAG – European Business School).

*Para ler a versão completa desta edição da Hotelaria – em papel ou digital – subscreva ou encomende aqui.

Contacto: Carmo David | [email protected] | 215 825 430 **

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