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“Acredito que sairemos da crise mais rápido que outros destinos nossos concorrentes”

Pelo segundo ano, o turismo da região do Algarve vive os impactos da pandemia. O presidente do Turismo do Algarve, João Fernandes, diz não querer “iludir ninguém”, mas admite, “gosto dos indicadores de que disponho”.

Victor Jorge
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“Acredito que sairemos da crise mais rápido que outros destinos nossos concorrentes”

Pelo segundo ano, o turismo da região do Algarve vive os impactos da pandemia. O presidente do Turismo do Algarve, João Fernandes, diz não querer “iludir ninguém”, mas admite, “gosto dos indicadores de que disponho”.

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É o segundo ano que a região do Algarve vive na sombra da pandemia. O presidente do Turismo do Algarve, João Fernandes, que não faz previsões quanto a uma possível saída da crise e/ou da chegada retoma, está confiante, até porque “somos muitos bons a trabalhar a hospitalidade”.

Quando se fala em verão e férias, o Algarve é, naturalmente, dos primeiros destinos que vêm à cabeça. Contudo, foi, também, dos mais afetados e quando em maio a euforia era grande, rapidamente se desfez com a posição do Reino Unido. Para João Fernandes, o caminho para a retoma está a ser feito e quando se refere que é preciso repensar o turismo, o presidente da Região de Turismo do Algarve diz que, “sustentabilidade e inovação tecnológica já está no nosso plano desde 2014”

Que verão é que o Algarve tem tido até agora e que verão terá até ao dia 21 de setembro?
Gostaria de começar por descodificar uma mensagem que, do meu ponto de vista e de acordo com o INE está errada. O turismo do Algarve não foi o mais afetado. A região do Algarve, enquanto dependente de um setor predominante e com mais peso relativo do que acontece noutras regiões, foi mais afetada exatamente porque essa preponderância é superior a outras regiões, até porque é a principal região turística nacional.

O ano passado, em termos de dormidas em hotéis, o Algarve foi a região que menos decresceu, isto percentualmente e em procura portuguesa.

O Algarve esteve, inclusivamente, em agosto, setembro e outubro de 2020, mais dormidas de portugueses em hotéis do que no ano recorde de 2019. Perdemos ao longo do ano, mas o Algarve tem demonstrado resiliência do ponto de vista turístico face a este panorama avassalador.

Mas está a falar de turistas nacionais?
Uma crise mede-se, também, pela capacidade de procurar e gerar clientes nos mercados de proximidade. E isso já tinha acontecido nas crises de 2001, 2011 e agora as pessoas também tendem a viajar de férias para destinos mais próximos.

Isto para dizer que o Algarve esteve abaixo das perdas médias do país do ponto de vista das dormidas em hotel, que é o indicador mais utilizado para medir o desempenho turístico. Agora, o Algarve tem características específicas que fez com que o impacto real desta situação fosse superior a outras regiões.

Trata-se da região mais dependente do turismo, é a região mais internacionalizada e foi a procura externa, apesar de há mais de 40 anos seguidos ser o principal destino dos portugueses, também o é dos estrangeiros, dependendo cerca de 75% de procura externa. E foi essa que foi substancialmente afetada.

Depois é um destino de família e quando há questões relacionadas com ao risco, naturalmente, que medimos a forma como viajamos e medimos o risco.

Além disso, é um destino que tem feito grandes progressos na atenuação da sazonalidade.

Não nos podemos esquecer, igualmente, do impacto social e laboral. Repare que a pandemia dá-se em março de 2020, altura da contratação de recursos humanos para fazer face a uma época alta que já estava muito alargada de março a outubro.

Por isso, se tivermos em atenção as características quer do ponto de vista dos mercados, quer do ponto de vista das características da procura e da oferta, o impacto foi significativo, mas também é bom olhar para números e ver a capacidade de resistência que o Algarve teve.

 

[O Algarve]é um destino que tem feito grandes progressos na atenuação da sazonalidade

 

Meu querido mês de agosto
E essa capacidade de resistência pode ter o seu ponto de viragem a partir de agosto?
Não quero iludir ninguém, mas gosto dos indicadores que disponho. Nós estamos desde março de 2020 e no Algarve se considerarmos a sazonalidade, desde novembro de 2019, a passar por períodos sucessivos de perda, à exceção do ano passado em agosto.

Mas vamos a números. Em maio de 2019 [acumulado do ano)] tivemos cerca de 6 milhões de dormidas, até maio de 2020 tivemos menos de 2 milhões de dormidas, e até maio de 2021 tivemos 907 mil dormidas. É este o acumulado de perda. Em junho deste ano tivemos com cerca de 43% de taxa de ocupação.

Há hoje, no final de julho, equipamentos com 85% a 90% de ocupação e há outros com 15%. Portanto, a realidade não é a mesma para todos e tem a ver com mercados, canais de distribuição, operadores que não está a ter tão bom desempenho nos canais mais diretos, além da flutuação dos mercados externos.

Mas julho não foi um mês famoso. Se bem nos lembramos, tivemos a Alemanha a fechar-nos as portas, o Reino Unido fechado a todos os europeus. Tivemos aquela semana de half-term muito interessante, mas depois tivemos o reverso da medalha que foi pessoas insatisfeitas a regressar antecipadamente.

Tudo isto, mina a confiança dos europeus para viajarem. Nunca sabem se são apanhados desprevenidos no território e, portanto, a procura externa está afetada também na sua confiança. Mesmo com o certificado europeu digital, este conceito de que temos regras comuns e vamos mantê-la, ainda está a ser cimentada do ponto de vista da perceção do consumidor.

Mas, nesta fase, será uma procura de mercados emissores europeus?
Sim, mercados extra-europeus são, neste momento, para esquecer. O primeiro exercício que temos de fazer, é repor o que é mais óbvio. Muita gente brandiu a diversificação como ponto essencial. Nós já estávamos a diversificar mercados e com muitos bons resultados.

Mas, obviamente, o primeiro exercício é conseguir dentro do espaço europeu retomar capacidade aérea. Nós não tivemos até hoje, havendo uma oportunidade, qualquer dificuldade de ligação aérea.

Mas temos de olhar primeiro para o que é possível retomar no imediato, ou seja, mercado interno alargado e depois os mercados tradicionais europeus.

Nós temos de ser capazes de reagir à oportunidade que surge ou ao problema que surge. Não podemos ficar presos ao que queremos fazer a longo prazo. Até porque aquilo que queremos fazer a longo prazo não é diferente do que queríamos fazer no plano estratégico de 2014.

O top 5 (Reino Unido, Portugal, Alemanha, Holanda e Irlanda, por esta ordem) de 2014 cresceu, em dormidas de hotel, 15% até 2019. Todos os outros cresceram 73%. Isto foi a nossa diversificação de mercados. Nós tivemos mercados a crescer a três dígitos (EUA +210%, Itália +201%, Brasil +332%, Canadá +154%). O crescimento em valor absoluto destes mercados emergentes foi superior às perdas em mercados como, por exemplo, a Alemanha.

Mercados como os EUA e Canadá está a gerar novos residentes no Algarve e não são só reformados. São muitos casais jovens que vêm à procura de fazer a sua vida no Algarve.

Isto é para retomar logo que possível. Estávamos com bons resultados e, por isso, tínhamos procura fora de época.

 

Mercados extra-europeus são, neste momento, para esquecer

 

Portanto, esse plano não se vai alterar?
Esse plano não se vai alterar. Não muda nada. É uma prova de que resulta. Qualquer crise em torno da segurança vem salientar a necessidade de segurança no pós-crise. As pessoas vão dar muito mais atenção a um país que é considerado o 4.º país mais seguro do mundo. Isso vê-se, inclusivamente, no investimento.

Depois diversificámos a oferta. Vamos descontinuar isso? É impossível.

Havia quem, inclusivamente, reclamava por eventos âncora com capacidade de projeção internacional para reposicionar o destino. Pois bem, até durante a pandemia conseguimos uma coisa que andámos a lutar há vários anos: trouxemos o Moto GP.

Depois conseguimos a Fórmula 1. E agora vamos ter novamente o Moto GP. É bom não esquecer que tudo isto acontece em época baixa.

Além disso, ao contrário de destinos concorrentes, não perdemos bases da Ryanair, ou melhor, em cima da base da Ryanair ainda conseguimos que a easyJet colocasse a sua base em Faro.

Isto é muito importante no contexto que estamos a assistir e que vamos assistir nos próximos anos. É preciso não esquecer que nos dois anos antes da crise pandémica faliram mais de 30 companhias aéreas num mercado que estava em stress. Com esta crise haverá uma grande fragilidade deste setor e nós temos as duas companhias com maior capacidade baseadas no Algarve.

Qual é a vantagem? É que nós não estamos dependentes de voarem de onde têm bases e, inclusivamente, estão a trabalhar para outros destinos onde há oportunidades.

 

Normalmente, quando há uma crise económica, a sustentabilidade é arredada das prioridades. Desta vez, felizmente, ela sai reforçada

 

Repensar o quê?
Mas quando se diz que há que repensar o turismo?
Repensar o turismo? Olhe, no nosso plano estratégico de 2014 e, provavelmente, em todos os planos estratégicos de todas as regiões de turismo, a sustentabilidade já lá estava, a necessidade de introduzir inovação tecnológica já lá estava. Os dois grandes drivers que saem desta crise, são o acentuar de linhas que já existiam no nosso plano.

Em concreto o que acontece e, felizmente pela primeira, é que esta é a primeira crise em que a sustentabilidade não sai da equação. Normalmente, quando há uma crise económica, a sustentabilidade é arredada das prioridades. Desta vez, felizmente, ela sai reforçada.

Antes da crise já tínhamos criado o Observatório de Turismo Sustentável, que foi reconhecido pela Organização Mundial do Turismo em fevereiro de 2020, na FITUR, mesmo antes da pandemia. Nós tínhamos e temos em curso o RIA (Região inteligente Algarve) que é um consórcio entre CCDR, a Associação de Município, a Região de Turismo e Universidade. Estamos, claramente, numa lógica de smart destination, mas ela não é destituída do que está a fazer a AMAL (Comunidade Intermunicipal do Algarve) com a smart mobility, por exemplo.

Ou seja, a sustentabilidade é nova? Não, não é, é um chip para todos e ainda bem. A Inteligência Artificial incluída na gestão dos destinos é uma coisa nova? Não é, evolui é todos os dias e cria novas oportunidades.

A grande vantagem de termos já consolidado estes dois grandes pilares de lógica de destino e região inteligente e sustentável, é que agora vem um pacote robusto de financiamento e nós já temos com um planeamento muito avançado.

Outra questão e preocupação transversal no setor do turismo é a saída de recursos humanos e o seu não regresso. Como olha para esta situação e como revertê-la?
Esse é um ponto bastante importante que já foi grave, é grave e continuará a ser grave. Recuando a 2019, nós assistimos a um crescimento do turismo em todas as regiões de Portugal. O Algarve que era uma região que acolhia pessoas de outras regiões, sobretudo no pico da procura, deixou de ter essa possibilidade porque as pessoas fixaram-se, felizmente, nessas mesmas regiões onde o turismo também cresceu e, portanto, não precisavam de vir para o Algarve para trabalhar.

Os fluxos para trabalho sazonal deixaram de ter um potencial que tinham outrora. E é preciso perceber que tendencialmente, isso voltará a acontecer, porque mal o turismo saia desta crise, vai obviamente ter necessidade de mão-de-obra.

Depois temos o problema dos trabalhadores migrantes que, sempre que há uma crise regressam aos seus países de origem.

A formação de jovens para entrarem no mercado não é suficiente para suprir as necessidades do mercado e, portanto, tem de se arranjar novas soluções e é isso que temos vindo a trabalhar.

Mas um dos problemas mais relevantes a ultrapassar nesta questão é a habitação, seja para o jovem que se emancipa cá, seja para o casal que quer vir viver para cá, porque tem cá emprego, seja para estrangeiros que queiram cá viver e que não sejam turistas.

Felizmente, com este pacote financeiro que está para chegar, as autarquias têm capacidade para investir em políticas de habitação com custos controlados.

Mas também não podemos construir tudo para alguns picos de procura. Há soluções em que estamos a trabalhar para alojamento temporário condigno e sublinho duplamente esta questão, mas que não seja nova construção.

Tenho apresentado um projeto a muita gente que acha interessante e que pretendo arranjar um piloto para que isso aconteça. Nós temos cerca de 200 mil trabalhadores ativos e temos 8.000 sazonais. Isso acontecerá sempre. E teremos sempre os picos sazonais em que são precisas mais pessoas.

Para a pessoa que estejam no Algarve dois a três meses, poderá pegar-se numa escola que está no centro de um território, tem refeitório, balneários, transporte, mobilidade, e poderá funcionar como um alojamento temporário. Sai beneficiado a escola, sai beneficiada a pessoa, sai requalificada uma estrutura pública num período em que está inativa.

Nós temos de ter a capacidade de olhar para estas soluções, como fazem os países mais ricos.

 

Não quero iludir ninguém, mas gosto dos indicadores que disponho

 

Há relativamente pouco tempo houve uma consultora que indicou que a retoma deverá acontecer a partir de 2023. É essa a sua perspetiva?
No início desta pandemia tinha empresários a dizer que tinha de traçar três cenários. Acompanho os cenários traçados pelas três principais consultoras mundiais para a retoma do turismo e todas elas falharam e não falharam por acaso. Não tinham elemento suficientes.

Uma das principais questões que se coloca com a retoma tem a ver com qual será o poder de compra do nosso consumidor preferencial. Há ideias de estimativas de crescimento económico nestes vários países, mas elas não são iguais em todos os mercados e são estimativas muito falíveis.

Há a vacinação, a segurança e insegurança, pode haver fenómenos de concentração da procura, porque os destinos, e aqui falo da bacia Mediterrânica, podem não estar com a mesma avaliação ou perceção de risco.

Além disso, destinos como o nosso que dependem muito da aviação, estão mais sensíveis a fusões, extinções, todas as companhias aéreas estão a reduzir rotas, tripulação e obviamente aeronaves. Muita desta redução noutra altura era absorvida pela Ásia.

Será que isso vai reduzir substancialmente a capacidade oferecida de lugares e rotas na Europa, provavelmente, sim. Há aqui questões que mais tarde se poderão equilibrar, mas que até lá leva tempo.

Por isso, é um pouco meter no dedo no ar e estimar que a retoma acontece em 2023, 2024 ou mesmo depois ou antes.

Acho que nós em Portugal temos características especificas da parte da oferta, do tal destino seguro, de país seguro, saímos mais reforçados enquanto destino diverso e diferenciador. Além disso, somos muitos bons a trabalhar a hospitalidade.

Acredito que sairemos da crise mais rápido que outros destinos nossos concorrentes.

Se em 2023 tivermos níveis comparados ao que tínhamos em 2017 já será muito bom e melhor do que temos hoje. E não nos podemos esquecer que 2019 foi um ano recorde em todas as regiões de Portugal e os recordes não se batem todos os anos.

Acho que esta altura também terá de servir para nós nos reposicionarmos. Nós ainda vendemos barato. O Algarve tem valor que, quando comparado com os seus concorrentes, não faz jus à qualidade que apresenta. Há muitos destinos que se fazem pagar muitíssimo mais caro sem a mesma qualidade.

Temos de evoluir nesse processo de qualificação do destino, mas também na perceção da qualidade que o destino já tem para poder ter preços mais interessantes para depois conseguirmos ter mais transferência de riqueza para a região, mais emprego estável e melhor remunerado.

Além da hotelaria, a restauração é fundamental para este verão correr bem?
As pessoas vêm para cá, vão à praia, vão jantar mais tarde e sem bares e discotecas, têm natural predisposição para ficar no restaurante por mais tempo.

O restaurante é um fator essencial do bem-estar das pessoas no destino. Eu vou estar de férias, se vou ter de andar a comer à pressa e sujeitar-me a testes para entrar num restaurante, isso piora a minha experiência e não favorece o destino.

E certamente que haverá muito mais gente a permanecer no restaurante e a consumir mais e a conviver mais e todos nós precisamos da parte social para a sanidade mental, naturalmente, com regras, mas precisamos de descomprimir.

E aqui faço justiça à SET e ao Ministério da Economia que têm estado sempre muito atentos e bem sei que não é muito popular dizer bem dos nossos governantes, mas eu tenho de dizer: a SET e o ministro têm estado sempre do lado das empresas e dos trabalhadores do setor. Nem sempre têm conseguido aquilo que gostariam, mas têm feito um esforço que tem de ser reconhecido.

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OS PRÉMIOS COMUNICAÇÃO M&P

O M&P vai premiar, pelo nono ano, a excelência na Comunicação

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Como já é tradição os Prémios Comunicação M&P vão distinguir os melhores trabalhos de consultoras de comunicação e relações públicas, projectos de comunicação, acções de sustentabilidade levadas a cabo pelas organizações, eventos e acções feitas em conjunto com os media. Também aberto aos Mercados Externos, a concurso temos 11 grandes categorias: Sectores de Actividade, Digital/Social/Influenciadores, Branded Content, Eventos e Patrocínios, Comunicação Interna, Reputação e Public Affairs, Sustentabilidade e Responsabilidade Social Corporativa, Comunicação Institucional, Comunicação Integrada e Assessoria de Imprensa.

A escolha dos vencedores, que serão revelados em Dezembro, está a cargo de António Mendes (RFM), António Costa (Eco), António Cunha Vaz (CV&A), Bruno Batista (grupo GCI), Elgar Rosa (Pure), Inês Mendes da Silva (Notable) Isabel Rodrigues (Cofina Media), Jorge Magalhães (Grupo Stellantis Portugal), José Franco (Corpcom), Maria Domingas Carvalhosa (Wisdom Consulting e APECOM), Maria João Soares (JLM & Associados), Pedro Cruz (TSF), Rui Piteira (Tabaqueira), Teresa Figueira (Central de Informação), Tiago Ferreira (Grupo Nabeiro-Delta Cafés) e Tiago Simões (Sonae MC e APAN).

Recorde aqui aqui os vencedores de 2020 e consulte aqui toda a informação sobre a 9ª edição dos Prémios Comunicação M&P.

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Autêntica Costa Amalfitana : descubra as páginas do livro que ainda não leu

As três vilas históricas da Costa Amalfitana.

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Desde a mais pequena vila da Itália, à arte como veículo de espiritualidade. As vilas históricas da Costa de Amalfi 

Uma viagem às antigas aldeias da Costa Amalfitana onde o tempo parece ter parado, mas na tranquilidade a história tem sido capaz de continuar a viver, inovando-se, graças à contribuição e à habilidade dos seus habitantes.

Amalfi by night (photo-Salvatore-Guadagno)

Atrani (photo Vito Fusco)

Atrani: a aldeia mais pequena de Itália.

É o mais pequeno município italiano. A apenas 800 metros de Amalfi, em Atrani parece que o tempo parou. Um lugar rico em história que relembra de forma impecável o esplendor da antiga República Amalfitana. Em Atrani, cada vislumbre oferece momentos preciosos de descoberta entre perspectivas espetaculares ou recantos decorados com colunas e capitéis romanos e medievais (que datam dos séculos XII a XIII).

Aqui as angústias da vida dissolvem-se, dando lugar ao suspiro do mar. Um vínculo, aquele com o mar, tão intenso e visceral que o município inaugurou recentemente um novo museu ao ar livre: "Vasi d'a ... mare". O projeto reúne os vasos confeccionados por mestres oleiros locais, entre eles Lucio Liguori, Francesco Raimondi, Vincenzo Caruso, Sasà Mautone, Pasquale Liguori (Azul infinito), todos instalados em suportes moldados à mão pelo artista-ferreiro Giovanni Spada. Dispostas ao longo do Largo Marinella, as obras celebram a cultura pesqueira local e a ligação com o mar. Do Largo Marinella chegamos ao centro nevrálgico da vila, a sugestiva Piazza Umberto I. Aqui nos encontramos para momentos de festa, para um café ou um aperitivo com os amigos. E é num dos bares dessa praça que nasceu o Lemon Spritz, feito com o Sfusato Amalfitano. A partir da praça entrevê-se a Igreja de San Salvatore de Birecto, cuja torre sineira marca as horas do dia como antigamente. Fundada no século X, é um dos mais antigos monumentos do patrimônio cultural e espiritual da Costa Amalfitana.

Diz-se que a cerimónia de investidura do duque de Amalfi teve lugar aqui. Foi precisamente essa relação sutil entre o sagrado e o profano, entre jogos impercetíveis de geometrias que fascinou e influenciou as obras visionárias de uma das personalidades mais extraordinárias e ecléticas do século XX, Maurits Cornelis Escher, que durante a sua estadia na Costa por volta dos anos ’30 amou Atrani pela sua “mágica atmosfera".

Pontone: a história da Costa de Amalfi nasce aqui.

Aninhado nas montanhas entre Amalfi e Scala, a pacata aldeia de Pontone é o berço da Costa Amalfitana. Entre ruas de pedra e jardins em socalcos, Pontone foi uma das povoações mais antigas, nomeadamente do ponto de vista cultural, que deu origem ao que viria a ser a primeira República Marítima da Itália, ou seja, a República de Amalfi. Pontone representa a expressão emocional da cultura. E aqui nas calmas ruas da aldeia é possível sentir a história ganhar vida. Bem no centro de Pontone está a Piazza San Giovanni Battista, hoje um lugar tranquilo para se sentar por baixo das árvores ou apreciar a vista das paisagens verdes que do vale chegam a Amalfi. Pontone era um importante centro de produção têxtil e a Piazza San Giovanni Battista era o coração do negócio. Aqui era feito o tecido de lã que os mercadores de Amalfi vendiam em todo o sul da Itália e na Sicília.

À beira da Piazza San Giovanni Battista está a igreja com o mesmo nome. A partir da Piazza San Giovanni Battista uma escada íngreme leva a uma das joias da Costa Amalfitana. A Igreja de San Filippo Neri, fundada no século X, é o fulcro do patrimônio religioso e cultural da aldeia. Antes de entrar, os olhos voltam-se para o céu para observar a torre sineira de pedra do século X. A torre sineira não está diretamente conectada à igreja. Ela está posicionada, de fato, em frente a um átrio abobadado na entrada do edifício. O caminho de pedra passa mesmo através do átrio. Mesmo sem entrar na igreja, a incrível abóbada cruzada leva de volta no tempo e lembra as do Arsenale de Amalfi, onde os navios foram construídos durante a Idade Média.

Amalfi: a espiritualidade em obras de arte.

Caminhando pelas vielas de Amalfi, aquelas ruas estreitas e sombreadas, respira-se uma atmosfera de outros tempos, mas sempre atual e agradável para ser desfrutada em qualquer época do ano. No verão, um banho nas águas cristalinas alterna-se com uma granita fresca de limão ou uma deliciosa sfogliatella. Nos períodos mais frios, porém, é romântico passear pelas ruas do centro entre fontes, arcos e igrejas iluminadas por luzes que, quando acesas, aquecem a alma. A Piazza Duomo é o coração pulsante onde a famosa e icônica catedral ergue-se majestosamente.

A Catedral de Amalfi é hoje considerada um dos mais importantes e belos monumentos da Itália, onde o estilo bizantino junta-se aos estilos românico, islâmico e barroco. O conjunto monumental constituído pela Catedral, pelo Claustro do Paraíso e pela Igreja do Crucifixo, sede do Museu Diocesano, tem um valor histórico e social que vai além do artístico. Ricos em história e cultura, a poucos passos da praça principal, estão os Arsenais Antigos, locais onde, num passado distante, os barcos foram construídos e depois colocados diretamente no mar. Tornou-se hoje o principal museu da cidade, e no seu interior pode-se admirar importantes exposições de arte ou fotografia, rodeadas por abóbadas e estruturas arquitetónicas originais.

Duomo di Amalfi (photo by Andrea Gallucci)

La fontana dedicata al patrono di Amalfi-SantAndrea in Piazza-Duomo (photo by Salvatore Guadagno)

Entre na revista Authentic Amalfi Coast e descubra as páginas do livro que ainda não leu sobre a Costa Amalfitana www.authenticamalficoast.it

Autor: Italia National Tourism Board

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75% dos portugueses diz que próximas férias vão ser em Portugal, revela estudo da Bloom Consulting

Estudo da consultora Bloom Consulting apurou que 44% dos portugueses conta gozar um período de descanso ainda este ano e que apenas 27% deixa para o próximo ano os planos de férias.

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Para 75% dos portugueses, as próximas férias vão ser passadas em território nacional, apurou um estudo da Bloom Consulting, que revela também que, apesar da pandemia, 44% dos portugueses conta gozar um período de descanso ainda este ano e que apenas 27% deixa para o próximo ano os planos de férias.

Ainda assim, diz a Bloom Consulting num comunicado divulgado esta sexta-feira, 17 de setembro, "ma grande fatia da população inquirida afirmou ainda não estar decidida quanto à sua próxima viagem de lazer (22%), sendo que apenas 5,8% afirma que apenas viajará em 2023".

“Os dados do estudo são reveladores de algo que a indústria turística portuguesa já tem vindo a sentir_ uma maior movimentação dos portugueses em viagens de lazer. Com o avançar da vacinação e aproximação à tão desejada imunidade de grupo, é expectável que alguns destes portugueses vão progressivamente alterando a sua posição em relação ao turismo sendo no entanto irrealista pensar que a situação reverterá para as tendências registadas em 2019 num futuro próximo”, considera Filipe Roquette, diretor geral da Bloom Consulting Portugal.

O estudo mostra também que, quanto mais jovens os inquiridos, maior a disposição para viajar ainda este ano, com a Bloom Consulting a revelar que, "o grupo de 54 ou mais anos é o mais conservador e também o mais indeciso nesta matéria".

Quanto a destinos, o mercado nacional é o que sai a ganhar, até porque, dos 75% dos portugueses que conta fazer férias em destinos nacionais, em 60% dos casos nem são consideradas outras hipóteses. Ainda assim, há 14% de portugueses que dizem não saber onde vão passar as próximas férias, enquanto 11% descarta férias no território nacional e só pensa em férias no estrangeiro.

"Entre os que afirmam que o seu próximo destino será em território nacional, o Algarve é a região mais referida com 20% do total de menções. Seguem-se as regiões autónomas dos Açores e da Madeira com 18% e 16% respetivamente. Também com 16% estão o Alentejo e a região do Porto e Norte de Portugal. O Centro de Portugal com 8% e a Região de Lisboa são as regiões sob as quais recaem menos intenções de visitação por parte dos portugueses num futuro próximo", indica o comunicado.

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Iberia mantém voos para as Maldivas no inverno

Depois do sucesso no verão, a Iberia vai manter a operação para as Maldivas este inverno, com dois voos por semana, e, em Portugal, tem planos para aumentar a capacidade nas rotas de Lisboa e Porto.

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A Iberia vai manter os voos para as Maldivas, que arrancaram no início de julho, também  durante a temporada de inverno, com a companhia aérea espanhola a revelar que a decisão foi tomada na sequência do "bom funcionamento desta rota nos meses de verão" e que, na época baixa, os voos decorrem entre dezembro e fevereiro, com duas ligações por semana. Já para Lisboa e Porto, está previsto um aumento para o triplo dos voos diários, ao longo dos próximos meses.

"Entre as principais novidades, destaca-se a incorporação do destino estrela do verão, as Ilhas Maldivas. Após o bom funcionamento da rota nos meses de verão, a companhia aérea decidiu retomar os voos a partir de dezembro com duas frequências diretas por semana, que vão até fevereiro de 2022", lê-se na informação divulgada pela companhia aérea sobre o plano de rotas para este inverno.

Além das Maldivas, a Iberia vai manter também no inverno os voos para Cali, na Colômbia, outra das rotas que a companhia aérea também operou este verão e que, no inverno vai contar com três frequências por  semana, entre dezembro e março.

Neste inverno, a Iberia vai ainda aumentar o número de voos disponíveis na ponte aérea entre Madrid e Barcelona, que em setembro já tinha sido aumentada em 32%, mas que, segundo a Iberia, vai ainda conhecer novos aumentos este inverno, até um total de 68 voos por semana, o que totaliza 11 voos por dia em cada trajeto.

Na informação divulgada, a Iberia explica que os aumentos previstos para a ponte aérea visam a reativação das viagens de negócios, motivo pelo qual a transportadora vai também reforçar a operação em alguns destinos europeus, a exemplo de Paris, para onde a Iberia conta disponibilizar até sete voos por dia em cada sentido, mas também de Londres, que passa a contar com até cinco voos por dia e por trajeto, enquanto cidades como Lisboa, Porto, Frankfurt, Bruxelas, Genebra, Milão, Roma, Zurique, Dusseldorf, Munique, Veneza, Lyon e Marselha vão chegar aos três voos por dia, ao longo deste inverno. Já Frankfurt, vai contar com um aumento até 18 frequências por semana.

Na rede de longo curso, e além das Maldivas e de Cali, a Iberia vai também aumentar a sua oferta para a América Latina e EUA, estimando voar para 23 cidades em 17 países, num total de 280 voos por semana, à partida de Madrid. Apenas na América Latina, a companhia aérea vai operar para 17 destinos em 15 países, superando os 200 voos por semana.

"Os mercados com maiores taxas de crescimento são o México - que já conta com dois voos diários -, a República Dominicana - com mais três voos semanais, até 13 frequências - e a Colômbia, com mais três frequências para Bogotá, chegando a 10; e Cali, para onde a Iberia voa três vezes por semana", indica a transportadora.

Além disso, acrescenta a Iberia, vai ser também aumentada a capacidade para a América do Centro e Caraíbas, em concreto para o Panamá, Costa Rica e Guatemala/El Salvador, que passam a contar com mais um voo por semana, até seis frequências semanais no caso do Panamá e Costa Rica, enquanto a Guatemala/El  Salvador passa a contar com cinco ligações semanais.

Para San Juan de Porto Rico, a Iberia vai passar de três para quatro frequências por semana, enquanto o Uruguai passa a seis voos diretos por semana. Já Buenos Aires, Lima, São Paulo e Santiago do Chile mantêm um voo diário, ainda que, no caso da capital argentina, a operação esteja ainda sujeita a aprovação governamental.

Já nos EUA, onde a Iberia diz estar ainda dependente da reabertura turística, a companhia tem planos para recuperar as frequências que oferecia antes da pandemia, e conta operar 10 voos por semana para Nova Iorque e Miami, ou seja, mais três que no verão, e espera manter ainda as ligações a Chicago, Boston e Los Angeles.

Este inverno, a Iberia conta ainda com uma campanha especial que pretende estimular a procura ao longo dos próximos meses e que oferece tarifas especiais para reservas até 22 de setembro e que se aplica a viagens até 9 de junho de 2022.

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Operadores retomam operação de Fim-de-Ano para Salvador e Natal

Os charters dos operadores Solférias, Exoticoonline e Sonhando têm partida programada para 26 e 27 de dezembro.

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Os operadores turísticos Solférias, Exoticoonline e  Sonhando voltam a juntar-se para lançar uma operação especial de Fim-de-Ano com destino a Salvador da Bahia e Natal no Brasil, com partidas de Lisboa e Porto.

 Esta operação especial de Réveillon em Salvador, com saída a 26 de dezembro e regresso a 2 de janeiro, terá partida de Lisboa via Porto. 

Para a cidade de Natal, a saída será dia 27 de dezembro e regresso dia 3 de janeiro e também com partida de Lisboa via Porto. 

No sentido inverso, estas operações estão ser comercializadas pelo operador Alto Astral, em parceria com Lusanova e outros parceiros locais.

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Ryanair abre nova rota entre o Porto e Clermont-Ferrand no inverno

Companhia aérea vai realizar dois voos por semana entre o Porto e a cidade francesa de Clermont-Ferrand, a partir de novembro.

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A Ryanair anunciou a abertura de uma nova rota entre o Porto e a cidade francesa de Clermont-Ferrand no próximo inverno, operação que vai contar com dois voos por semana e que, segundo comunicado da companhia aérea low cost, arranca em novembro.

"Estamos encantados por anunciar esta nova rota do Porto para Clermont-Ferrand com dois voos semanais, a partir de novembro. A Ryanair continua empenhada em reconstruir a industria turística em Portugal e em reforçar a conetividade, à medida que continua a crescer na Europa e as viagens regressam aos níveis pré-COVID-19", congratula-se Jason McGuinness, diretor Comercial da Ryanair.

Para assinalar o lançamento da nova rota de inverno, a Ryanair lançou uma promoção com preços desde 19,99 euros, para viagens que decorram até março de 2022 e cujas reservas sejam realizadas até à meia-noite do próximo sábado, 18 de setembro, através do site da companhia aérea,  em  www.Ryanair.com

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Altis Grand Hotel reabre dia 18

Com esta reabertura, todos os hotéis do grupo Altis voltam a estar simultaneamente em funcionamento.

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 1 de outubro é a data escolhida para reabertura oficial do Altis Grand Hotel, o primeiro hotel do grupo que irá completar este ano 48 anos. Depois de estar fechado desde abril do ano passado, o emblemático hotel lisboeta   reabrirá, enquanto a cidade espera receber de volta mais turistas.

Para Raul Martins, presidente do Conselho de Administração do Grupo Altis, "o Altis Grand Hotel é um hotel com história desde a sua abertura, temos empresas e gerações de clientes que estão ligados a este hotel, aqui vieram pela mão dos avós ou dos pais, e é uma enorme satisfação poder voltar a recebê-los. Toda a equipa está ansiosa e motivada".

Desde o inicio da pandemia, o grupo manteve sempre pelo menos um hotel em funcionamento e, com esta reabertura, todos os hotéis do grupo Altis voltam a estar simultaneamente em funcionamento, uma  decisão tomada  com base nas "boas perspetivas de ocupação para o último trimestre do ano e para o próximo ano".

“Para 2022, o grupo espera atingir uma ocupação anual média de 60%, sendo que em 2019, fechou o ano com uma ocupação de 80%”, perspetiva Diogo Fonseca e Silva, diretor-geral de operações do Grupo Altis Hotels.

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American Airlines compra 5,2% da Gol e anuncia codeshare exclusivo

Negócio prevê a criação do maior programa de fidelidade do continente americano, assim como a ampliação do acordo de codeshare que as duas transportadoras já mantinham.

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A American Airlines adquiriu 5,2% da Gol, atualmente a maior companhia aérea brasileira, o que vai dar origem a uma "parceria exclusiva", que prevê a criação do maior programa de fidelidade do continente americano, assim como a ampliação do acordo de codeshare que as duas transportadoras já mantinham, num negócio que visa a afirmação da companhia norte-americana no Brasil.

De acordo com a imprensa brasileira, o negócio prevê um investimento de 200 milhões de dólares, já que a American Airlines compra 22,2 milhões de ações preferenciais da Gol, assim como a junção dos programas de fidelidade das duas companhias, o Aadvantage e o Smiles, numa fusão que vai dar origem ao maior programa de milhas do continente americano.

Mas o principal destaque vai mesmo para a ampliação do acordo de codeshare, o que vai permitir aumentar a presença da American Airlines na América do Sul, principalmente no Brasil.

"A American é, há muito tempo, a companhia aérea líder entre os Estados Unidos e a América do Sul, e esta parceria mais forte com a Gol solidifica essa posição de liderança", afirma Robert Isom, presidente da American Airlines, considerando que a rede da transportadora norte-americana "combina perfeitamente" com a rede da Gol no Brasil.

"Juntos, seremos capazes de oferecer aos clientes que voam para, através e do Brasil acesso à maior rede com as taxas mais baixas e o melhor e maior programa de fidelidade de viagens conjunto da América", acrescenta o responsável.

Com a ampliação do acordo de venda compartilhada, os clientes da Gol passam a ter acesso a mais de 30 destinos da American Airlines nos EUA, à partida dos hubs da Gol em São Paulo (GRU) e no Rio de Janeiro (GIG), assim como a outras 34 rotas brasileiras e internacionais, nomeadamente na América Latina.

"O acordo de codeshare exclusivo entre duas das principais empresas aéreas das Américas combina malhas altamente complementares e oferece aos clientes uma experiência de viagem superior, proporcionada pelo maior número de voos e destinos nas Américas do Norte e do Sul”, destaca Paulo Kakinoff, CEO da Gol, considerando que este acordo "fortalecerá ainda mais a presença da Gol nos mercados internacionais" e vai contribuir para o crescimento da transportadora.

O negócio, que prevê também que a American Airlines passe a indicar um dos membros do Conselho de Administração da Gol, não está, no entanto, ainda completamente concluído e, segundo a imprensa brasileira, aguarda a confirmação de algumas condições, incluindo assinatura e entrega da documentação definitiva, entre outras condições usuais de operações deste nível.

Recorde-se que a American Airlines voa atualmente para 17 destinos na América do Sul, incluindo São Paulo (GRU) e Rio de Janeiro (GIG), a partir das suas bases em Dallas-Fort Worth (DFW), Miami (MIA) e Nova York (JFK), enquanto a Gol conta com ligações aéreas para 63 destinos no Brasil, assim como para várias das principais cidades da América Latina.

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Primeiros turistas da SpaceX já iniciaram viagem

A cápsula da SpaceX partiu para uma viagem de três dias no espaço, sem nenhum astronauta profissional a bordo.

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Quatro turistas norte-americanos já descolaram do Centro Espacial Kennedy, na Florida, nos Estados Unidos, a bordo de uma cápsula da SpaceX, para uma viagem de três dias no espaço, sem nenhum astronauta profissional a bordo.

O foguetão Falcon 9, transportando a cápsula Dragon, ambos da empresa privada SpaceX, descolou à hora prevista, 20:02 horas locais de quarta-feira (23:02 em Portugal), do Centro Espacial Kennedy, na Florida, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).

Minutos depois, o foguetão separou-se da cápsula com sucesso, levando a bordo, pela primeira vez, apenas civis como tripulantes, que permanecerão três dias no espaço.

"Poucos lá foram e muitos vão seguir-se. A porta abre-se agora", disse o multimilionário Jared Isaacman, de 38 anos, que fretou o "cruzeiro espacial" e comanda a missão.

Isaacman, de 38 anos, fundador e presidente da empresa Shift4 Payments, amante da aviação, financiou a travessia espacial dos outros três tripulantes, com um custo que não foi divulgado, mas que deverá rondar as dezenas de milhões de dólares, segundo a AFP.

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Ilha do Sal vai ter charter no Fim-de-Ano

Esta operação é promovida pelos operadores turísticos Solférias, Soltrópico e Viagens Abreu.

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Os operadores turísticos Solférias, Soltrópico e Viagens Abreu juntaram-se para realizar uma operação charter para a ilha do Sal, em Cabo Verde, na época festiva do Fim-de-Ano.

Com partidas de Lisboa e do Porto em voos operados pela SATA no dia 26 de dezembro 2021 e regresso a 02 de Janeiro de 2022 (o voo parte do Sal na madrugada de 03 de Janeiro), os pacotes disponibilizados, neste caso pela Soltrópico, incluem estadas de  sete dias, a partir de 1388 euros como preço base, por pessoa, em quarto duplo standard, em regime de Tudo Incluído, no 4-estrelas, Oásis Belorizonte, e 1547 euros, por pessoa, em quarto standard, em regime de Tudo Incluído no 5-estrelas, Oásis Salinas Sea.

O programa inclui passagem aérea em voo TAP Lisboa ou Porto / Sal / Lisboa ou Porto, em classe S1, com direito a 20 kg de bagagem; estadia de 7 noites no hotel e regime escolhidos; transfers aeroporto/hotel/aeroporto; Taxa de Segurança Aeroportuária; Seguro de viagem Global Extra; Taxas de aeroporto segurança e combustível (223€ - sujeito a alterações legais até emissão dos bilhetes).

Segundo Nuno Paixão, Diretor Comercial da Newtour, onde a Soltrópico se integra, “tendo em conta a retoma de procura pelo destino Sal e tendo em conta o sucesso das operações antes da pandemia, para a Soltrópico faz todo o sentido voltar a apostar neste destino de Sol e de proximidade para os portugueses que preferem passar o Réveillon 21/22 num destino quente.”

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