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República Dominicana, uma nova era na segurança e na promoção

O Publituris integrou a famtrip organizada pela Ávoris, através do operador turístico Jolidey, em colaboração com o Ministério de Turismo da República Dominicana (MITUR). O objetivo foi apresentar a 30 agentes de viagens e jornalistas o país como um destino seguro numa era pós-COVID.

Rute Simão
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República Dominicana, uma nova era na segurança e na promoção

O Publituris integrou a famtrip organizada pela Ávoris, através do operador turístico Jolidey, em colaboração com o Ministério de Turismo da República Dominicana (MITUR). O objetivo foi apresentar a 30 agentes de viagens e jornalistas o país como um destino seguro numa era pós-COVID.

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O Publituris integrou a famtrip organizada pela Ávoris, através do operador turístico Jolidey, em colaboração com o Ministério de Turismo da República Dominicana (MITUR). O objetivo foi apresentar a 30 agentes de viagens e jornalistas o país como um destino seguro numa era pós-COVID.


Às seis da manhã o sol rasga o céu de Punta Cana autorizando o nascer de um novo dia. A primeira inspiração ao acordar é brindada por um bafo morno que preenche os pulmões que expandem a custo. Ainda é cedo e as pequenas gotículas de suor começam já a desenhar padrões na pele quente. O ar denso desperta um olfato firme pautado pelo aroma ácido das algas que cobrem a água salgada do mar. A chuva tépida cai de rompante e sem aviso num ritual assíduo e imprevisível que se pode repetir ao longo do dia e que, regra geral, não se espraia além do quarto de hora.
No areal junto ao mar, as toalhas de praia dão lugar, a esta hora, a máquinas e homens de pele queimada que recolhem o manto verde de sargaço alojado na frente marítima, de forma a devolver à água a transparência que lhe é exigida num esforço diário de não defraudar as expetativas dos turistas que aqui regressam, e que tanta falta fizeram no último ano. Este é um dos maiores problemas da época e uma ameaça eminente ao turismo do país.

Os meses infindáveis em que a pandemia da COVID-19 encerrou as portas do destino, travou luas-de-mel, viagens em família e férias românticas a dois, parecem estar a terminar. Para trás, está a recordação de uma República Dominicana que recebeu, em 2019, 6,5 milhões de turistas não-residentes, cerca de metade só em Punta Cana – o que se traduziu numa quebra de -62,7% em 2020. Em julho de 2020, os aeroportos reabriram e as unidades hoteleiras retomaram a operação a um passo lento que se traduz em ocupações que estão, atualmente, entre os 40% e os 60%. Nem todos os hotéis se encontram já a funcionar e muitos mantêm apenas parte da capacidade em operação. Mas os bons ventos que se têm sentido fazem prever que nos próximos meses a praça hoteleira esteja a operar em pleno.

Os olhos estão já postos no futuro e o otimismo é a engrenagem que move um povo que precisa do turismo para comer. Em 2019, o país das Caraíbas somou receitas turísticas no valor de 7.468,1 milhões de dólares (6.159,22 de euros), de acordo com o Banco Central da República Dominicana (BCRD). O turismo representa 17% do PIB nacional tendo um impacto, de forma indireta, na economia local de 22%, adiantam os dados da Associação Nacional de Hotéis e Turismo (Asonahores).

Para já, está reunido um punhado de ingredientes que imprime no Governo e nos agentes económicos locais a confiança numa rápida e bem-sucedida retoma. As várias medidas de segurança adotadas no âmbito da pandemia, o despertar dos principais mercados e uma nova estratégia implementada pelo Ministério de Turismo da República Dominicana (MITUR), que visa a promoção do país como um destino que extravasa além do ‘sol e mar’, fazem antever o sucesso dos meses vindouros.

Principais mercados de Punta Cana em 2019:

1- EUA 37.25%​

2- Canadá 17.56%​

3- França 4.98%​

4- Argentina 4.98%​

5- Reino Unido 4.32%

Da segurança nos resorts à nova realidade fora-de-portas
Punta Cana é conhecida como a jóia da República Dominicana, absorvendo metade dos turistas que escolhem o país para turismo. Os dias tranquilos nas águas quentes e as noites agitadas de cocktails e música são a simbiose perfeita para os que lá chegam.

Devido à pandemia, algumas regras do jogo mudaram refreando o ambiente típico vivido outrora. As discotecas continuam de portas fechadas e os espetáculos permanecem suspensos, à espera de melhores dias.

Mas não é sinónimo de falta de animação. Se, nas ruas o temperamento é sóbrio e o recolher obrigatório impera às 17h00, dentro dos hotéis e resorts encontra-se maneira de esculpir a diversão essencial ao menu de férias.
No Hotel Barceló Bávaro Palace, que acolheu a famtrip nos primeiros dias, a festa faz-se pelas esplanadas, bares de jogos, casino e restaurantes. A música alta ecoa pelos corredores numa dança que combina com o tilintar dos copos e com os vários sotaques trocados. Punta Cana continua a ser casa de praia e festa e as máscaras são acessório secundário para muitos turistas que se sentem seguros dentro das paredes do hotel.

A 200 quilómetros mora a capital da República Dominicana. A cidade histórica de Santo Domingo tem estado na mira das atenções devido ao aumento do número de casos de COVID-19, superior à média nacional.

Em dia de feriado, e a uma hora do recolher obrigatório, a Plaza Duarte alberga centenas de locais e turistas, que ocupam bancos de jardim e mesas de esplanada. O cenário parece pré-pandémico a avaliar pelo aglomerado de pessoas que aproveitam os últimos minutos de liberdade do dia envoltos em despreocupação, quadro que é visto com alguma racionalidade por parte do governo. “Os casos [de COVID-19] que estão a aumentar em Santo Domingo dizem respeito à população residente, não estão relacionados com a franja do turismo. Somos um povo muito alegre e divertido e isso faz com que as pessoas, às vezes, baixem um pouco a guarda. Mais de 30% da população nacional já tem a segunda dose da vacina administrada. Estamos a fazer uma retoma segura e com medidas para que tenhamos 80% dos dominicanos vacinados em breve”, explica uma fonte ligada ao MITUR.

A vacinação da população dominicana tem sido um dos desafios do governo que tem reunido esforços para conseguir aumentar a adesão ao processo. Um dos maiores entraves prende-se com as crenças religiosas e teorias da conspiração que proliferam em redes sociais afetas aos efeitos adversos da vacinas e que pautam o pensamento de muitos residentes. Ao contrário de outros países, aqui não escasseiam vacinas mas sim a vontade de ser vacinado.

Medidas para um destino seguro

Apesar destes desafios que dizem respeito à população do país, naquela que é chamada a bolha turística, que se concentra nos principais destinos de férias, o cenário é seguro, diz o governo. Desde logo, porque todos os trabalhadores da hotelaria e turismo foram já totalmente vacinados bem como as respetivas famílias que vivem no mesmo agregado. Esta foi uma medida implementada pelo Governo de Luis Abinader, que levou a cabo um plano de vacinação para os 40 mil trabalhadores atualmente ativos desta indústria como mote para a retoma rápida do turismo no país.

O sucesso da campanha de vacinação justificou a dispensa da apresentação de testes PCR aos turistas que chegam ao país, à exceção de viajantes provenientes de destinos como Brasil, África do Sul e Índia. Contudo, nos aeroportos são realizados testes rápidos aleatórios de despiste à COVID-19 aos passageiros que aterram em solo dominicano.
O segundo grande trunfo do governo local é a oferta de um seguro de saúde a todos os turistas que entrem no país por via aérea e que fiquem hospedados num hotel. O chamado ‘Plano de Assistência Turismo Seguro’ está em vigor até ao próximo dia 31 de julho, sendo que já foi prorrogado cinco vezes desde a sua implementação, em setembro de 2020. No total, a medida custou ao Governo 1,4 milhões de dólares (1,2 milhões de euros).

O seguro inclui a cobertura de emergências médicas, incluindo COVID-19, fornecimento de medicamentos, hospitalização, transporte médico de emergência, despesas com internamento, mudança de voo por motivos médicos, extensão da estadia e assistência jurídica. “As medidas de combate à COVID-19 vão sendo ajustadas, conforme vão mudando as necessidades. Somos dos poucos países que mantém um seguro de saúde gratuito para os turistas há mais de seis meses. Com todos os protocolos que temos implementado, com todos os funcionários vacinados, temos a garantia de que não há necessidade de fazer mais do que estamos a fazer. Os casos de COVID-19 que temos não são alarmantes mas é bom manter o controlo porque dependemos do turismo e temos de preservá-lo por todas as vias”, atesta um porta-voz do MITUR.

A República Dominicana tem

70 grupos hoteleiros no país

100 companhias aéreas com acordos

500 cidades do mundo de onde chegam os turistas aos aeroportos

Oferta Hoteleira
As praias de areia fina e água morna cristalina são um dos principais atrativos para os turistas que escolhem Punta Cana com o intuito de desfrutar de uns dias de descanso num cenário onírico. Mas a experiência na região não se esgota nesta premissa. O alojamento assume uma importância determinante no resultado final da viagem.

Esta tónica ganha ainda mais relevo na atual conjuntura. Devido às restrições impostas pelo governo por causa da pandemia, o recolher obrigatório é obrigatório às 17h00, como referido, e é também proibido o consumo de bebidas alcoólicas na via pública. Com mais tempo para usufruir do resort, uma escolha acertada é sinónimo de melhor qualidade de F&B – podem ser consumidas bebidas até às 23h00 nos hotéis – bem como mais opções de entretenimento.

Outro dos aspetos a ter em consideração é o facto de Punta Cana estar em época de sargaço. As águas salgadas do azul celeste postal assumem agora uma roupagem entre o verde e o castanho o que acaba por ser, amiúde, mote de desilusão de muitos turistas que por ali param. É por isto, também, que a escolha de um hotel com qualidade vai fazer toda a diferença. As unidades são responsáveis pela limpeza das respetivas praias e há uma distinção musculada entre os vários hotéis. Numas unidades os esforços resultam em praias mais limpas e nadáveis enquanto noutras o menor cuidado por parte do hotel leva a que o sargaço se acumule impedido a utilização do mar.

Com uma oferta de 46 mil quartos espalhados pelos 123 hotéis e resorts regulados, Punta Cana é o palco do ‘all inclusive’. A praça hoteleira está bem desenvolvida e há opções para todos os segmentos e carteiras. Dos hotéis de luxo aos resorts familiares, dos ‘adult only’ às unidades perfeitas para grupos, não escasseiam propostas.
Do portefólio da Jolidey em Punta Cana, constam 23 marcas que representam mais de 60 hotéis, ou seja, metade da oferta da região. Nesta famtrip houve a possibilidade de conhecer uma dezena de insígnias que se dividem consoante o propósito e a categoria.

Um destaque imediato é dirigido ao Complexo Royal Beach, localizado na praia da Bávaro. Sob a alçada do grupo AM Resorts, a oferta é bidimensional. De um lado, o Secrets Royal Beach Punta Cana, um refúgio sublime só para adultos. E, do outro, um pequeno paraíso para famílias e grupos, o Dreams Royal Beach Punta Cana. Há uma distinção imediata e evidente entre este complexo e a restante oferta de Punta Cana. Não só pela beleza e elegância de todos os espaços – as suites do Secrets com piscina privada são um ‘must see’- mas pelo cuidado transversal a todos os pormenores. A hotelaria rima, em qualquer parte do mundo, com serviço e com detalhe e é nestes dois mantras que a AM Resorts se posiciona à frente, de forma indiscutível. A atenção do staff está num nível superior à média dos demais hotéis. O nível de serviço e a simpatia dos funcionários é bastante volátil e pode divergir abruptamente entre hotéis. As propostas de F&B, seja em comidas ou bebidas e cocktails, é, também, surpreendente e diferenciadora.

Outro apontamento é feito ao Hotel Meliá Caribe Beach Resort (famílias) e ao Hotel Meliá Punta Cana Beach Resort (adultos). O complexo foi recentemente renovado e sobressai pela decoração contemporânea e minimalista, elegante e moderna. O ‘healthy’ é o conceito anfitrião das unidades e revela-se nas opções alimentares servidas bem como nas atividades. Nos quartos há tapetes de yoga disponíveis e os duches têm uma bomba de ‘vitamina C’ incorporada. Apesar não termos experienciado nem o serviço nem o F&B, o conceito e a apresentação merecem elogios.
Na lista de boas opções, numa oferta padrão enquadrada nas expetativas, estão também os complexos dos grupos RIU e Barceló, que apesar de maiores e mais movimentados, apresentam boas propostas de atividades, espaços comuns, F&B, alojamento e praias. São escolhas seguras dentro do universo ‘all inclusive’ que não desiludem o público deste tipo de resorts.

Por outro lado, o Hotel Impressive é um exemplo de que em Punta Cana a classificação nem sempre se coaduna com a oferta. As infraestruturas do hotel, embora não estejam enquadradas num cinco estrelas, não carecem de grandes reparos, situando-se dentro do razoável. Os quartos são espaçosos e a decoração é sóbria. Contudo, o serviço medíocre e desprimoroso, transversal do staff à oferta gastronómica, pode vetar a experiência idílica no destino.

O luxo urbano e discreto em Santo Domingo
Com a praia a alguns quilómetros de distância, na cidade de Santo Domingo voltamos a ser surpreendidos pela oferta hoteleira. A capital do país exige, naturalmente, um conceito distinto do dos resorts e é exatamente isso que encontrámos no ‘El Embajador, a Royal Hideaway Hotel’, que pertence ao grupo Barceló. A unidade, sóbria e discreta por fora, revela uma oferta de padrão elevado por dentro. Este é um hotel corporate de luxo capaz de agradar aos diversos mercados internacionais deste segmento. Contudo, a restante oferta de facilidades, como a piscina, spa, gastronomia e os bonitos espaços exteriores permitem que a unidade seduza outro tipo de cliente. Seja para lazer ou eventos como casamentos, o El Embajador acompanha, com mérito, qualquer propósito sendo uma escolha acertada se a viagem à República Dominicana incluir um desvio até à capital

Da beleza das águas límpidas à floresta selvagem

A lista de afazeres em Punta Cana pode ir além da praia e do resort e há várias atividades ao dispor que se enquadram nos mais diversos propósitos. A excursão à Isla Saona é uma excelente aposta, principalmente nesta época de sargaço que o destino enfrenta. Esta pode ser das poucas oportunidades para mergulhar num mar límpido e turquesa. O passeio catamarã dura um dia e inclui uma paragem no meio das piscinas naturais para beber um cocktail e observar as estrelas do mar. É importante verificar os preços e condições uma vez que, devido à pandemia e ao recolher obrigatório, o passeio acaba por ser mais curto do que o habitual.

Para os mais destemidos, o La Hacienda Park, no Parque Empresarial de Bávaro, sugere um dia de atividades radicais como slide, passeios de buggies na lama, um pequeno safari e passeio a cavalo. O preço de 99 dólares (83 euros) inclui o dia com todas as atividades e almoço.

O amanhã tem mais além de sol e mar
A adaptação dos pólos turísticos da República Dominicana à nova realidade pós-pandemia foi bem concretizada, na opinião do Governo e dos vários players. O turista tem dado sinais de se sentir seguro o que se repercute no aumento da procura e na concretização de novas rotas aéreas por parte das várias companhias mundiais que operam no destino.

Os protocolos implementados são equivalentes aos de tantos outros destinos do mundo o que ajuda a transmitir familiaridade e conforto a quem já está ambientado às novas normas. Mas, mais do que uma mudança nas rotinas de segurança e higiene, esta é uma nova era na forma como se faz turismo e como se promove o destino no futuro. Na opinião do MITUR, é hora de estender a oferta, captar novas rotas e chegar a diferentes mercados. “Vamos fazer uma maior aposta promoção e na diversificação turística. A República Dominicana aproveitou a pandemia para se relançar como um destino que é mais do que sol e mar. As pessoas já não querem chegar a um destino e ter só sol e praia. As pessoas querem ir a um lugar e fazer turismo de natureza, ‘mindfulness’, ‘slow food’, ‘slow travel’. O turista mudou com a pandemia. Temos de nos adaptar a todas as necessidades do turista”, assegura fonte ligada ao gabinete do ministro do Turismo David Collado, que acredita que o turista é, a partir de agora, o centro das atenções na estratégia de promoção.

“Os destinos têm de se adaptar. Antes partíamos do destino para a oferta turística e para as excursões e, só no fim, o turista. Agora a promoção começa no turista, e do turista e das suas necessidades é que é desenhada oferta hoteleira, as excursões, etc. O turista é o centro e nunca foi. É um bom narcisismo turístico”, adianta.

O governo desenhou uma aposta noutras vertentes da oferta como o turismo religioso, cultural, de aventura, gastonómico e enoturismo. Regiões como San Cristóbal, Peravia, Ocoa, Azua, Monseñor Nouel, Santiago, Monte Plata ou Hato Mayor, entre outros, fazem parte do leque de apostas que o MITUR quer vender.
Em oposição à praia, ‘a magia do campo dominicano’ é o mote que tem amparado uma nova estratégia de comunicação do país, que quer dar a conhecer um lado rural, numa aposta com a gastronomia de fundo, onde seduzem os queijos, o café, o cacau, a cana de açúcar e o vinho.

Como ir

A Ávoris tem voos  no novo avião da Iberojet, o A330-900neo com partida de Lisboa às segundas-feiras pelas 15h40. A operação de Madrid acontece às teças, quintas, sábados e domingos e, em breve, deverá iniciar a ligação a partir do Porto às terças-feiras, pelas 15h30.

*A jornalista viajou a convite da Ávoris e do MITUR.

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Mercado alemão recupera níveis pré-pandémicos até 2024, aponta GlobalData

A GlobalData estima que, daqui a dois anos, cerca de 117,9 milhões de alemães já tenham voltado a procurar o transporte aéreo para viajar, ultrapassando os 116,1 milhões contabilizados em 2019.

O mercado alemão já está de regresso às viagens internacionais e, até 2024, deverá recuperar para níveis pré-pandémicos, avança a GlobalData, que estima que, daqui a dois anos, cerca de 117,9 milhões de alemães já tenham voltado a procurar o transporte aéreo para viajar.

O número de 117,9 milhões de turistas alemães que devem voltar a viajar para fora do país até 2024 ultrapassa mesmo o total de 2019, quando eram 116,1 milhões os alemães que tinham viajado para fora do país.

Os dados divulgados esta semana pela GlobalDalta constam do relatório ‘Alemanha Source Tourism Insight, 2022 Update’, que analisa a recuperação do turismo na Alemanha, depois dos anos de quebra de 2020 e 2021, quando as restrições devido à COVID-19 e a falta de confiança dos consumidores levou a procura turística dos alemães para mínimos históricos.

“A pandemia da COVID-19 teve um enorme impacto nas viagens internacionais da Alemanha. Os números do turismo de outbound encolheram para uma fração do que eram em 2019, registrando um declínio anual de 64,5%, de 116,1 milhões de viajantes em 2019 para 41,2 milhões em 2020, antes de um declínio adicional em 2021 para 40,4 milhões”, resume Megan Cross, analista de viagens e turismo da GlobalData.

No entanto, com a melhoria da situação pandémica e o consequente alívio das restrições relacionadas com a COVID-19, a confiança dos consumidores alemães parece estar de regresso, o que permite perspetivas “muito mais brilhantes” para os próximos anos, numa recuperação que, segundo Megan Cross, deverá funcionar com um “impulso” para turismo mundial, já que o mercado alemão é “um importante mercado de origem no cenário global.”

Apesar de estar a assistir a uma recuperação do mercado alemão, a GlobalData alerta para algumas tendências que se começam a identificar neste mercado, nomeadamente no que diz respeito aos preços, que têm vindo a subir, o que está a levar os turistas alemães, que por norma sempre procuraram soluções de férias económicas, a escolher voos mais baratos. Neste sentido, diz a GlobalData, 55% dos entrevistados neste relatório procura companhias aéreas low cost, a exemplo da Ryanair, easyJet, Eurowings, Air Berlin, TUIfly e Condor.

“Muitos viajantes europeus interessados ​​em manter os seus planos de férias podem simplesmente reduzir o valor que gastam em produtos e serviços antes e durante a viagem. Por exemplo, os viajantes que geralmente ficam em hotéis de média gama, agora devem escolher formas económicas de alojamento para manter os custos baixos. Isso certamente ajudará as empresas que já têm como alvo os viajantes com orçamento limitado”, acrescenta Megan Cross.

Tendência é também o recurso a agências de viagens online para reservar as férias, com mais de um quarto dos entrevistados (29%) a revelar que normalmente é esta a escolha para reservar as viagens, enquanto 16% diz preferir a reserva direta e 15% opta por reservar com um agente de viagens presencial na loja.

Já os motivos para a viagem prendem-se, na maior parte dos casos, com visitas a amigos e familiares, com 29% dos inquiridos a apontar esse como o principal motivo da viagem, enquanto no outro extremo da escala o motivo menos apontado foi as férias gastronómicas, o que a GlobalData diz que poderá ainda estar relacionado com o receio da pandemia, já que apenas 17% dos alemães disse não estar preocupado com a COVID-19.

Quanto a destinos, a Áustria, pela proximidade, disponibilidade de ligações e ligação histórica entre os dois países, parece ser o destino preferido, ainda nos últimos anos a Áustria tenha visto o número de turistas alemães cair drasticamente, passando de 14,4 milhões de turistas alemães em 2019 para 8,6 milhões em 2020 e 5,8 milhões em 2021.

Contudo, até 2024, as perspetivas da GlobalData são positivas, uma vez que se espera que o país volte a ver um aumento do número de  turistas alemães, chegando aos 14,5 milhões de alemães nos dois próximos anos.

“A falta de turistas alemães durante a pandemia impactou muitos países, especialmente na Europa. Destinos que podem responder às necessidades específicas dos alemães vão ver os seus prazos de recuperação encurtados nos próximos anos”, conclui analista de viagens e turismo da GlobalData..

 

 

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CTP receia que burocracia atrapalhe vinda de trabalhadores estrangeiros para o Turismo

Apesar de aplaudir a alteração da lei, a CTP manifesta “algumas reservas sobre a capacidade que as autoridades públicas terão, ao abrigo desta legislação, para agirem de forma desburocratizada e célere” na atração de trabalhadores estrangeiros.

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A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) acredita que a legislação que veio alterar o regime jurídico de entrada e permanência de estrangeiros em território nacional pode contribuir para atrair a necessária mão-de-obra para o setor do turismo, mas mostra-se preocupada com a excessiva burocracia, que pode impedir as autoridades de atuarem de forma célere e atrasar o recrutamento.

Num comunicado enviado à imprensa esta quarta-feira, 10 de agosto, a CTP manifesta “algumas reservas sobre a capacidade que as autoridades públicas terão, ao abrigo desta legislação, para agirem de forma desburocratizada e célere com vista a que mais estrangeiros reforcem o mercado de trabalho e assumam a plena integração na nossa sociedade”.

Apesar disso, a CTP considera que a nova lei, que já foi promulgada pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vem criar “as condições procedimentais e legais para que o Estado português possa agir de forma célere e eficaz com vista a serem implementados acordos de mobilidade migratória para o mercado de trabalho em especial, e com maior relevância para o Turismo, com os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa”.

“Para a CTP é importante que este processo venha a ser efetivo já que pode vir a permitir atrair mais mão de obra para o Turismo, num momento em que há escassez de pessoas para trabalhar na atividade turística, mesmo numa situação favorável como aquela em que nos encontramos onde as condições salariais e de trabalho são atrativas e em linha com uma contratação coletiva que tem dado boas respostas aos problemas existentes”, acrescenta a informação divulgada.

No comunicado enviado à imprensa, Francisco Calheiros, presidente da CTP, lembra que a contratação de estrangeiros, nomeadamente provenientes da CPLP – Comunidade de Países de Língua Portuguesa, era uma das propostas que já vinham a ser apresentadas para colmatar a falta de mão-de-obra no turismo.

“A contratação de estrangeiros, nomeadamente provenientes dos países da CPLP, é uma das propostas que a Confederação do Turismo tem apontado como fazendo parte da solução para a falta de mão de obra no Turismo. Os empresários do Turismo estão desde já disponíveis para acolher os estrangeiros que desejem vir trabalhar no Turismo em Portugal, oferecendo-lhes todas as condições de trabalho, de formação profissional específica, assim como apoio na sua inserção profissional e pessoal”, afirma o responsável.

A CTP recorda ainda que, apesar do turismo estar a ser fortemente afetado pela falta de trabalhadores, não é o único setor a enfrentar esta escassez, uma vez que este é “um problema transversal à generalidade das atividades económicas”.

Na opinião da CTP, o Turismo é, contudo, um setor que, atualmente, oferece “condições de trabalho atraentes” e paga “salários acima da contratação coletiva”, em resultado de um processo negocial que não é unilateral, ou seja, é negociado “entre sindicatos e entidades empregadoras”.

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Antiga garagem Joalpi em Guimarães vai dar lugar a hotel Meliá

As obras para a nova unidade de quatro estrelas deverão começar em 2023, prevendo-se que estejam concluídas em 2024.

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As antigas instalações da garagem Joalpi, em Guimarães, vão ser transformadas num hotel de quatro estrelas do Grupo Meliá Hotéis. Desta forma, a zona do Parque das Hortas passará a contar com uma “construção moderna”, tal como avançado em notícia pelo Guimarães Digital.

A nova unidade de quatro estrelas terá 129 quartos e o projeto de arquitetura ficará a cargo do Pitágoras Group. As obras de construção deverão começar em 2023, estimando-se que fiquem concluídas até ao final de 2024.

O negócio foi levado a cabo pelo empresário vimarense Vítor Abreu, proprietário da Endutex – e, por conseguinte, das instalações da antiga garagem – que chegou a acordo com o grupo hoteleiro.

Além do espaço da Joalpi, a nova unidade vai abranger um edifício adjacente à propriedade, adquirido recentemente para o efeito.

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Transavia prolonga rota entre o Porto e Brest ao inverno

Companhia aérea de baixo custo do Grupo Air France/KLM vai manter a rota entre o Porto e Brest até março de 2023, com até duas ligações aéreas por semana.

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A Transavia vai manter, ao longo do inverno, a rota que liga o Porto a Brest, em França, devido ao sucesso alcançado pelas ligações aéreas que arrancaram este verão, avança a companhia aérea de baixo custo do grupo Air France/KLM, em comunicado.

De acordo com a Transavia, a rota entre o Porto e Brest vai contar, no período de inverno, com até dois voos por semana, realizados às sextas-feiras e domingos, e os preços dos bilhetes começam nos 34 euros para voos de ida.

“Após uma abertura promissora este verão, estávamos desejosos de aproveitar esse sucesso. Estamos muito satisfeitos por os nossos clientes poderem juntar-se a família e amigos e planearem as suas próximas férias na Bretanha até março de 2023”, afirma Nicolas Hénin, Chief Commercial Officer of Transavia France.

Localizada a 1h40 do Porto, a cidade portuária de Brest, na Bretanha, França, é um destino ideal para quem procura atrações naturais, culturais e gastronómicas.

 

 

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Ryanair multada na Hungria em 764 mil euros por “enganar consumidores”

Apesar da multa aplicada, a Ryanair já disse que vai recorrer da decisão, indicando mesmo que está disposta a recorrer à justiça comunitária.

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O gabinete húngaro de Defesa do Consumidor multou a Ryanair em 764 mil euros por “enganar os consumidores”, acusando a companhia aérea de baixo custo de ter aumentado os preços devido a um imposto extraordinário sobre as grandes empresas lançado pelo Governo do país.

“O Gabinete de Defesa do Consumidor concluiu hoje que a Ryanair praticou práticas comerciais desleais ao enganar os consumidores”, disse Judit Varga, ministra da Justiça da Hungria, que é citada pela Lusa.

De acordo com a governante, a Ryanair está a ser investigada desde 10 de junho, depois de ter anunciado que iria aumentar os preços em resposta ao novo imposto, que o presidente executivo da companhia aérea, Michael O’Leary, considerou mesmo ser “idiota” e um “assalto”.

Apesar da multa aplicada, a Ryanair já disse que vai recorrer da decisão, indicando mesmo que está disposta a recorrer à justiça comunitária, de acordo com o portal económico húngaro Portfolio.hu.

A Ryanair vai recorrer desta coima injustificada levantada pelo Gabinete de Defesa do Consumidor”, disse a empresa, que referiu que ainda não recebeu a notificação oficial sobre este processo.

Recorde-se que o diferendo entre as autoridades húngaras e a Ryanair começou em junho, depois do primeiro-ministro da Hungria, Viktor Órban, ter anunciado uma série de novos impostos sobre bancos, empresas de energia, seguradoras e companhias aéreas para compensar a subida da inflação.

De imediato, a Ryanair afirmou-se contra este imposto, considerando que nem as companhias aéreas nem as famílias o conseguiriam suportar, até porque o setor do turismo na Hungria está ainda a recuperar da pandemia da COVID-19.

 

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Solférias, Soltrópico e Abreu reforçam programação para Cabo Verde com charters no fim do ano

Operadores turísticos vão disponibilizar duas operações charter à partida de Lisboa e Porto, em novembro e dezembro, bem como com voos extra no réveillon.

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A Solférias, a Soltrópico e a Abreu anunciaram um reforço da programação para Cabo Verde no fim do ano, que vai contar com duas operações charter à partida de Lisboa e Porto, em novembro e dezembro, bem como com voos extra no réveillon.

“Dando continuidade a bem-sucedidas colaborações anteriores, a Solférias, em colaboração com os operadores Soltrópico e Abreu, volta a juntar esforços no reforço de operações em voos especiais para um dos destinos favoritos dos Portugueses – Cabo Verde – no período de final de ano”, lê-se num comunicado conjunto dos operadores turísticos.

 No caso do Porto, os voos diretos são operados pela Smartwings, entre 28 de novembro e 2 de janeiro (data do último regresso), estando disponíveis pacotes com sete noites de alojamento no destino.

Já os voos diretos desde Lisboa são operados pela SATA, entre 27 de novembro e 18 de dezembro, contando com pacotes de sete noites de alojamento, ainda que estejam também disponíveis partidas da capital portuguesa a 18 e 26 de dezembro, para oito e sete noites de alojamento, respetivamente.

Além destes voos, os operadores turísticos vão ainda disponibilizar partidas especiais de Lisboa a 27 de dezembro, cujo regresso acontece a 3 de janeiro, neste caso, em voo direto da SATA.

“A Solférias e os seus parceiros acreditam que estes novos voos vão ao encontro das necessidades sentidas pelos agentes de viagem portugueses em dar resposta à crescente procura dos viajantes nacionais para um destino tão fantástico como Cabo Verde, reforçando o seu compromisso de apresentar, atempadamente, as melhores ofertas para os melhores destinos”, acrescenta o comunicado divulgado pelos operadores turísticos.

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Hotelaria algarvia superou números de 2019 em julho

Segundo a AHETA, o “Algarve superou, em julho, os números de 2019, o melhor ano turístico de sempre”, depois de registar uma taxa de ocupação de 87,7%, valor que ficou 4,3 pontos percentuais acima de igual mês pré-pandemia.

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No passado mês de julho, a hotelaria algarvia registou uma taxa de ocupação/quarto de 87,7%, valor que ficou 4,3 pontos percentuais acima de igual mês de 2019, o que leva a Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) a sublinhar que o “Algarve superou, em julho, os números de 2019, o melhor ano turístico de sempre”.

De acordo com os dados provisórios divulgados esta sexta-feira, 5 de agosto, pela associação, a taxa de ocupação/quarto de julho também superou o valor registado em julho de 2021, ficando 37,5 pontos percentuais acima do registado em julho do ano passado.

Por mercados, o destaque vai para o doméstico e para o americano, que apresentaram, em julho, subidas de 4,3 pontos percentuais e 1,1 pontos percentuais, respetivamente, e afirmando-se como “os que mais contribuíram para a subida verificada”.

Em sentido contrário estiveram os mercados britânico e alemão, que apresentaram descida de 2,2 pontos percentuais e 1,8 pontos percentuais, respetivamente, sendo mesmo aqueles que “apresentaram as maiores descidas”  no sétimo mês do ano.

Por zonas geográficas, as maiores subidas ocorreram nas zonas Vilamoura/Quarteira/Quinta do Lago, que assistiram a um aumento de 13,1 pontos percentuais, seguindo-se Monte Gordo/VRSA, onde a subida foi de 9,4 pontos percentuais, e Carvoeiro/Armação de Pêra, com um crescimento de 9,1 pontos percentuais.

Já a zona de Albufeira, que é considerada a principal zona turística do Algarve, “registou uma ocupação idêntica à verificada em 2019”, indica ainda a AHETA no comunicado enviado à imprensa.

Em julho, o volume de vendas dos hotéis e empreendimentos turísticos do Algarve cresceu ainda 17,2 por cento face ao mesmo mês de 2019.

Já no acumulado desde janeiro, a AHETA diz que a taxa de ocupação/quarto regista uma descida de 6,2% face a 2019, o que corresponde a uma subida de 194% face a 2021.

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Nova Edição: Os nomeados dos Publituris “Portugal Travel Awards” 2022

Nesta edição do Publituris, o destaque vai para os nomeados dos Publituris “Portugal Travel Awards” 2022. São 104 nomeados em 15 categorias. Mas há mais: conclusões do estudo da TLN, turismo rural, Gerês, airBaltic e Pulse Report.

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A primeira, e única edição, de agosto do Publituris faz capa com os “Portugal Travel Awards” 2022, prémios que irão distinguir o que de melhor se fez (e continua a fazer) em 2021.

Três anos depois da última edição, os vencedores dos Publituris “Portugal Travel Awards” 2022 serão desvendados no dia 18 de outubro de 2022, numa cerimónia a realizar na Quinta da Pimenteira, em Lisboa.

São 104 os nomeados divididos por 15 categorias, a que acresce o Prémio Carreira Belmiro Santos, entregue diretamente pela redação do Publituris.

As votações, a realizar num site dedicado exclusivamente aos Publituris “Portugal Travel Awards” 2022, decorrerão de 2 de setembro a 7 de outubro de 2022.

Para validar o voto é exigida a introdução do e-mail que terá de ser idêntico ao de registo na newsletter diário do publituris.pt.

Os vencedores resultam de uma média ponderada entre os votos do júri (45%), assinantes do jornal Publituris (45%) e subscritores da newsletter diária (10%).

Mas há mais para ler nesta edição. A começar pelas conclusões de um estudo encomendado pela principal rede de agências de comunicação especializadas no setor do turismo e viagens, Travel Lifestyle Network (TLN). O estudo revela que, depois de dois anos de pandemia e o início de uma guerra na Europa, o desejo de viajar não diminui.

Portugal, ou melhor, os portugueses aparecem bem posicionados no que diz respeito ao interesse e desejo de viajar, com os resultados a indicarem que estão acima da média global. Contudo, o estudo conclui que a relação custo-benefício constitui, atual e futuramente, o principal fator na escolha de um destino de férias, com a preocupação dos preços, devida à inflação e aumento dos preços a pesar numa futura opção.

O “dossier” desta edição é dedicado ao Turismo Rural. Durante a pandemia, e Portugal não foi exceção, a procura de turistas nacionais e internacionais esteve mais centrada no turismo rural e de natureza, em territórios de interior e de baixa densidade. Esta tendência mantém-se, hoje que o mundo quase todo reabriu para as mil e uma motivações de fazer turismo? É um pouco esta resposta que queremos dar, com a opinião de vários intervenientes diretamente ligados ao turismo rural e de natureza.

No “dossier” contamos, igualmente, com entrevistas ao presidente da Casas Açorianas – Associação de Turismo em Espaço Rural, Gilberto Vieira, bem como a Sara Duarte, presidente da Associação Portuguesa de Turismo em Espaços Rurais e Naturais (APTERN).

O Publituris visitou, também, o Parque Nacional da Peneda-Gerês. A conjugação do verde da floresta, do azul da água, das cores da gastronomia e do som da tranquilidade continuam lá, e são a poção mágica para retemperar as forças e desligar-se completamente do rebuliço das grandes cidades.

Nos “Transportes” damos a conhecer a estratégia da ariBaltic. Satisfeita com o desempenho da rota entre Riga e Lisboa, que existe desde 2018, a airBaltic decidiu manter, este verão, os voos que ligam Portugal e a Letónia duas vezes por semana cujo resultado, indica a companhia aérea ao Publituris, em sido positivo, uma vez que a capital portuguesa é um destino que agrada aos turistas dos Países Bálticos.

Além do Pulse Report, parceria entre o Publituris e a GuestCentric para divulgar dados quantitativos do mercado de hotelaria independente em Portugal, as opiniões da única edição de agosto do Publituris pertencem a Jaime Quesado (economista), Sílvia Dias (Savoy Signature), João Caldeira Heitor (ISG), Joaquim Robalo de Almeida (ARAC), e António Paquete (economista).

Boas leituras, votos de umas excelentes férias. Voltamos em setembro!

Leia a edição aqui.

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Edição Digital: Os nomeados dos Publituris “Portugal Travel Awards” 2022

Nesta edição do Publituris, o destaque vai para os nomeados dos Publituris “Portugal Travel Awards” 2022. São 104 nomeados em 15 categorias. Mas há mais: conclusões do estudo da TLN, turismo rural, Gerês, airBaltic e Pulse Report.

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A primeira, e única edição, de agosto do Publituris faz capa com os “Portugal Travel Awards” 2022, prémios que irão distinguir o que de melhor se fez (e continua a fazer) em 2021.

Três anos depois da última edição, os vencedores dos Publituris “Portugal Travel Awards” 2022 serão desvendados no dia 18 de outubro de 2022, numa cerimónia a realizar na Quinta da Pimenteira, em Lisboa.

São 104 os nomeados divididos por 15 categorias, a que acresce o Prémio Carreira Belmiro Santos, entregue diretamente pela redação do Publituris.

As votações, a realizar num site dedicado exclusivamente aos Publituris “Portugal Travel Awards” 2022, decorrerão de 2 de setembro a 7 de outubro de 2022.

Para validar o voto é exigida a introdução do e-mail que terá de ser idêntico ao de registo na newsletter diário do publituris.pt.

Os vencedores resultam de uma média ponderada entre os votos do júri (45%), assinantes do jornal Publituris (45%) e subscritores da newsletter diária (10%).

Mas há mais para ler nesta edição. A começar pelas conclusões de um estudo encomendado pela principal rede de agências de comunicação especializadas no setor do turismo e viagens, Travel Lifestyle Network (TLN). O estudo revela que, depois de dois anos de pandemia e o início de uma guerra na Europa, o desejo de viajar não diminui.

Portugal, ou melhor, os portugueses aparecem bem posicionados no que diz respeito ao interesse e desejo de viajar, com os resultados a indicarem que estão acima da média global. Contudo, o estudo conclui que a relação custo-benefício constitui, atual e futuramente, o principal fator na escolha de um destino de férias, com a preocupação dos preços, devida à inflação e aumento dos preços a pesar numa futura opção.

O “dossier” desta edição é dedicado ao Turismo Rural. Durante a pandemia, e Portugal não foi exceção, a procura de turistas nacionais e internacionais esteve mais centrada no turismo rural e de natureza, em territórios de interior e de baixa densidade. Esta tendência mantém-se, hoje que o mundo quase todo reabriu para as mil e uma motivações de fazer turismo? É um pouco esta resposta que queremos dar, com a opinião de vários intervenientes diretamente ligados ao turismo rural e de natureza.

No “dossier” contamos, igualmente, com entrevistas ao presidente da Casas Açorianas – Associação de Turismo em Espaço Rural, Gilberto Vieira, bem como a Sara Duarte, presidente da Associação Portuguesa de Turismo em Espaços Rurais e Naturais (APTERN).

O Publituris visitou, também, o Parque Nacional da Peneda-Gerês. A conjugação do verde da floresta, do azul da água, das cores da gastronomia e do som da tranquilidade continuam lá, e são a poção mágica para retemperar as forças e desligar-se completamente do rebuliço das grandes cidades.

Nos “Transportes” damos a conhecer a estratégia da ariBaltic. Satisfeita com o desempenho da rota entre Riga e Lisboa, que existe desde 2018, a airBaltic decidiu manter, este verão, os voos que ligam Portugal e a Letónia duas vezes por semana cujo resultado, indica a companhia aérea ao Publituris, em sido positivo, uma vez que a capital portuguesa é um destino que agrada aos turistas dos Países Bálticos.

Além do Pulse Report, parceria entre o Publituris e a GuestCentric para divulgar dados quantitativos do mercado de hotelaria independente em Portugal, as opiniões da única edição de agosto do Publituris pertencem a Jaime Quesado (economista), Sílvia Dias (Savoy Signature), João Caldeira Heitor (ISG), Joaquim Robalo de Almeida (ARAC), e António Paquete (economista).

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Procura internacional dita aumento de 76,2% no tráfego aéreo global de junho

Apesar da recuperação face a junho de 2021, o tráfego aéreo global destes mês ficou ainda a 70,8% dos níveis registados em 2019, antes da chegada da COVID-19, avança a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).

Inês de Matos

O tráfego aéreo global aumentou 76,2% em junho face a igual mês de 2021, muito por culpa do aumento da procura internacional, avança a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA),  que divulgou esta quinta-feira, 4 de agosto, os dados relativos ao transporte aéreo global de junho.

Segundo os dados da IATA, apesar da recuperação face a junho de 2021, o tráfego aéreo global destes mês ficou ainda a 70,8% dos níveis registados em 2019, antes da chegada da COVID-19.

Em junho, o tráfego doméstico subiu 5,2% face a mês homólogo de 2021, com a IATA a indicar que esta evolução trouxe “melhorias na maioria dos mercados”, o que, combinado com “a flexibilização de algumas restrições de bloqueio relacionadas com a Ómicron no mercado doméstico chinês”, permitiu o crescimento do tráfego doméstico.

Tal como no tráfego global, também o tráfego doméstico continua ainda abaixo do registado em  junho de 2019, já que em junho apenas foram atingidos 81,4% dos níveis apresentados antes da pandemia.

Mais positivo é o crescimento do tráfego internacional que, em junho, aumentou 229,5% face ao mesmo mês do ano passado, com a IATA a sublinhar que o “levantamento das restrições de viagem na maior parte da Ásia-Pacífico está a contribuir para a recuperação”. Já o tráfego internacional atingiu 65,0% dos níveis de junho de 2019.

“A procura por viagens aéreas continua forte. Após dois anos de bloqueios e restrições nas fronteiras, as pessoas estão a aproveitar a liberdade de viajar para onde puderem”, afirma Willie Walsh, diretor-geral da IATA.

Por regiões, foi na Ásia-Pacífico que o tráfego internacional mais subiu em junho, num aumento que chegou aos 492.0% face a junho de 2021, enquanto a capacidade disponibilizada subiu 138.9% e o load factor aumentou 45.8 pontos percentuais, fixando-se nos 76.7%, com a IATA a sublinhar que “a região está agora relativamente aberta a visitantes estrangeiros e ao turismo, o que está a ajudar a promover a recuperação”.

As boas notícias continuam no Médio Oriente, onde o tráfego aumentou 246.5% em junho, enquanto a capacidade subiu 102.4% e o load factor cresceu 32.4 pontos percentuais, para 78.0%.

Na Europa, o aumento do tráfego de junho foi de 234.4% face a mês homólogo de 2021, enquanto a capacidade subiu 134.5% e o load factor cresceu 25.8 pontos percentuais, fixando-se nos 86.3%, com a IATA a destacar que, a nível europeu, o tráfego internacional “está acima dos níveis pré-pandemia em termos ajustados sazonalmente”.

Na América do Norte, o aumento do tráfego aéreo chegou aos 168.9%, enquanto a capacidade subiu  95.0% e o load factor cresceu 24.1 pontos percentuais, para 87.7%, naquele que foi o load factor mais elevado entre todas as regiões.

Já na América Latina houve um aumento de 136.6% no tráfego face a junho de 2021, com a capacidade a subir 107.4% e o load factor a aumentar 10.3 pontos percentuais, para 83.3%, naquele que foi o terceiro load factor mais elevado, depois desta região ter liderado na ocupação ao longo de 20 meses.

Em África, o tráfego subiu 103.6% em junho, enquanto a capacidade aumentou 61.9% e o load factor cresceu 15.2 pontos percentuais, passando para 74.2%, naquele que voltou a ser o load factor mais baixo entre todas as regiões, ainda que a IATA revele que o “tráfego internacional entre África e as regiões vizinhas está próximo dos níveis pré-pandemia”.

Apesar das  melhorias, a IATA mostra-se preocupada com as perturbações que se têm registado nos aeroportos europeus e dos EUA, motivo pelo qual a associação volta a insistir no adiamento do regresso às regras dos slots, defendendo que, no imediato, essa decisão é “prematura”.

“Basta olhar para os problemas que as companhias aéreas e os seus passageiros em alguns aeroportos centrais estão a enfrentar. Esses aeroportos não conseguem suportar a sua capacidade declarada, mesmo com o limite atual de 64% de slots”, alerta Willie Walsh, que considera que “a flexibilidade ainda é essencial para apoiar uma recuperação bem-sucedida”.

 

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