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Reestruturação da TAP leva a despedimento coletivo de 124 colaboradores

Em causa está a saída de 35 pilotos, 28 tripulantes de cabina, 38 trabalhadores da área de manutenção e engenharia em Portugal e 23 trabalhadores na sede da TAP.

Victor Jorge
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Reestruturação da TAP leva a despedimento coletivo de 124 colaboradores

Em causa está a saída de 35 pilotos, 28 tripulantes de cabina, 38 trabalhadores da área de manutenção e engenharia em Portugal e 23 trabalhadores na sede da TAP.

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A TAP iniciou esta quinta-feira, 8 de julho, o processo de despedimento coletivo, decorrente da restruturação da companhia aérea, no qual estão abrangidos 124 colaboradores.

Segundo a companhia, “as medidas voluntárias e consensuais, incluindo os acordos temporários de emergência, permitiram à companhia aérea reduzir em 94% o número de colaboradores abrangidos por despedimento coletivo”, refere em comunicado. Até porque, no passado mês de fevereiro, as estimativas apontavam para “cerca de 2000 colaboradores a virem a ser integrados no processo de redimensionamento laboral inscrito e exigido pelo Plano de Restruturação da TAP, em apreciação pela Comissão Europeia”, lê-se no documento enviado às redações.

De acordo com uma comunicação à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a companhia liderada por Christine Ourmières-Widener informa que serão dispensados 35 pilotos (por comparação com o número inicial de 458); 28 tripulantes de cabina (o número inicial era de 747); 38 trabalhadores da área de manutenção e engenharia em Portugal (contra 450 anteriormente previstos); 23 trabalhadores na sede da TAP (número inicial de 300).

Este processo vem na prossecução da execução do plano de reestruturação do grupo TAP que o Estado português submeteu à Comissão Europeia no dia 10 de dezembro de 2020 (“Plano de Reestruturação”), e que ainda se encontra em apreciação por parte da Comissão Europeia.

Além disso, lê-se na comunicação à CMVM que, “no seguimento da celebração de Acordos Temporários de Emergência com todos os Sindicatos e da declaração da TAP como empresa em situação económica difícil (nos termos da Resolução do Conselho de Ministros n.º 3/2021, de 14 de janeiro de 2021), a TAP implementou, entre fevereiro e junho de 2021, um conjunto de medidas laborais de cariz voluntário e consensual para os seus colaboradores, nomeadamente rescisões por mútuo acordo, reformas antecipadas, pré-reformas, trabalho a tempo parcial, licenças sem vencimento, bem como candidaturas a vagas disponíveis na Portugália – Companhia Portuguesa de Transportes Aéreos, S.A. (‘Portugália’)”.

Admitindo que este despedimento coletivo é o resultado de um “esforço extraordinário”, Christine Ourmières-Widener, presidente executiva da TAP, salienta que, “a principal prioridade sempre foi promover e encorajar medidas voluntárias e, no caso das saídas, com compensações mais elevadas do que as previstas na lei”.

A nova responsável máxima pela companhia aérea nacional refere ainda que, “globalmente, estes esforços extraordinários reduziram significativamente o objetivo inicial de redução de efetivos no plano de reestruturação”.

 

“Temos de assumir um compromisso firme com o plano de reestruturação. A sobrevivência e recuperação sustentável da TAP depende da implementação efetiva do plano”

 

De referir que o Plano de Reestruturação atualmente em curso visa “ajustar a capacidade e estrutura de custos” da TAP à realidade operacional atual e às projeções para os próximos anos.

Reconhecendo que, após 15 meses decorridos desde o início da pandemia, a indústria da aviação está a voar “cerca de 50% em comparação com os níveis de 2019”, esta realidade “forçou as várias companhias aéreas a tomarem fortes medidas de reestruturação a nível mundial”, admitindo que “a TAP não é exceção”.

Certo é que as previsões da TAP, em função do atual quadro macroeconómico e inerentes projeções, apontam para uma recuperação “particularmente lenta da procura, não se prevendo que os níveis de 2019 regressem antes de 2024/25”, embora saliente que esta estimativa ainda está dependente da “evolução futura da pandemia e da eficácia da vacinação”.

Christine Ourmières-Widener reconhece, no final do comunicado que, “temos de assumir um compromisso firme com o plano de reestruturação”, já que “a sobrevivência e recuperação sustentável da TAP depende da implementação efetiva do plano”, termina a presidente executiva da TAP.

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Portugal no Top 10 do ranking da ICCA

Portugal volta a figurar no Top 10 do ranking da ICCA relativamente aos países e cidades que organizaram eventos em 2022. Já Lisboa aparece em 2.º lugar, mas há outras cidades portuguesas listadas no ranking de 2022.

Num ano em que, segundo as contas da International Congress and Convention Association (ICCA), se realizaram mais de 10.500 eventos e congresso em todo o mundo, a análise feita a 2022 indica que 85% concretizaram-se de forma presencial (correspondendo a 9.042), o que, de acordo com o CEO da associação, Senthil Gopinath, mostra “uma tentativa de regresso à normalidade”, referiu durante a conferência de imprensa realizada na IMEX 2023, em Frankfurt (Alemanha).

Portugal figura na 7.ª posição, com 294 eventos/congressos realizados ao longo de 2022 de forma presencial.

À frente de Portugal surgem EUA (690 evento/congressos), Espanha (528), Itália (522), Alemanha (484), França (472) e Reino Unido (449), respetivamente. A fechar o Top 10, surgem Países Baixos (253), Bélgica (234) e Canadá (233), com El Salvador, Mónaco e Omã a fecharem o ranking com cinco eventos cada ao longo do ano 2022.

Numa análise às cidades, Lisboa surge em 2.º lugar, somente atrás de Viena (Áustria). Enquanto a capital austríaca foi palco de 162 eventos/congressos, Lisboa foi a cidade escolhida para 144 eventos/congresso ao longo de 2022.

O Top 10 do ranking elaborado pela ICCA, no que diz respeito às cidades, é ainda composto por Paris (134), Barcelona (133), Praga (129), Madrid (128), Berlim (113), Atenas (109), Bruxelas (108) e Londres (106).

Neste ranking das cidades surgem ainda outras cidades portuguesas: Porto, em 27.º lugar com 54 eventos/congressos; Cascais, em 129.º lugar com 16 eventos/congressos; Braga, em 153.ª posição com 13 eventos/congressos; Coimbra, em 164.º lugar com 12 eventos/congressos; Aveiro, em 173.º lugar com 11 eventos/congressos; Vilamoura/Algarve, em 256.º lugar com 7 eventos/congressos; Guimarães, na 292.ª posição com 6 eventos/congressos; e Funchal/Madeira, em 326.º lugar com 5 eventos/congressos organizados em 2022.

No ranking europeu, com a saída dos EUA, Portugal sobe ao 6.º lugar com os 294 eventos e congressos realizados em território nacional.

Na análise referente ao total de eventos/congressos que foram planeados para Portugal, alguns deles, depois não se concretizaram, a ICCA revela que o número foi de 310, ou seja, Portugal “perdeu” 16 eventos/congressos em 2022.

Já a cidade de Lisboa, que no ranking das cidades aparece em 2.º lugar, com 144 eventos/congressos realizados ao longo de 2022, a ICCA indica que estavam planeados 153 para a capital portuguesa, não se tendo realizado, assim, nove eventos.

No caso da cidade do Porto, em 27.º lugar, com um total de 54 eventos/congressos realizados, a ICCA diz que, originalmente, estavam planeados 59 eventos/congressos, ou seja, não se concretizaram cinco.

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Tribunal Geral da UE anula decisão da Comissão Europeia relativamente a ajudas a companhias aéreas italianas

Depois da Lufthansa é a vez das ajudas dadas pelo Governo italiano às companhias aéreas do país ser anulado pelo Tribunal Geral da UE. Quanto ao caso da TAP, o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Paolo Gentiloni, diz que o caso pode vir a ser “discutido no futuro”.

Depois de ter anulado a decisão da Comissão Europeia (CE) que aprovou a recapitalização da Lufthansa levada a cabo pelo Governo da Alemanha, no montante de seis mil milhões de euros, no contexto da pandemia de Covid-19, o Tribunal Geral da União Europeia (TGUE) vem agora anular a mesma decisão da CE que aprovou uma medida de auxílio que consistia em subvenções pagas pela Itália a companhias aéreas italianas através de um fundo de indemnização no valor de 130 milhões de euros.

Esta medida visava reparar os danos sofridos pelas companhias aéreas elegíveis em razão das restrições de deslocação e de outras medidas de confinamento adotadas no âmbito da pandemia de Covid-19.

Em conformidade com uma das condições de elegibilidade previstas pela medida em causa, para poderem beneficiar da mesma, as companhias aéreas deviam aplicar aos seus funcionários cuja base de afetação era em Itália, bem como aos funcionários de outras empresas que participam na sua atividade, uma remuneração igual ou superior à remuneração mínima fixada pela convenção coletiva nacional aplicável ao setor dos transportes aéreos, celebrada pelas organizações patronais e sindicais consideradas como as mais representativas a nível nacional.

O TGUE salienta que, na decisão impugnada, Comissão” afirmou simultaneamente que a exigência de remuneração mínima estava indissociavelmente ligada à medida em causa, e que esta exigência não era inerente ao objetivo da referida medida, sem, contudo, revelar, de forma clara e inequívoca, o raciocínio que a levou a essa dupla afirmação.

Por outro lado, o Tribunal constata que “a conclusão da decisão impugnada, segundo a qual a exigência de remuneração mínima não era contrária a ‘outras disposições do direito da União’ além dos artigos 107.° e 108.° TFUE, também padece de falta de fundamentação”.

Recorde-se que a Ryanair também contestou o apoio dado pelo Governo português à TAP, indicando Polo Gentiloni, comissário europeu dos Assuntos Económicos, durante a sua passagem por Lisboa, que, relativamente à companhia aérea nacional “as questões de concorrência são tratadas caso a caso” e que “não há um documento único para estas questões”.

“Imagino que o caso da TAP seja discutido no futuro”, concluiu Paolo Gentiloni.

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Arranca a IMEX com 64 expositores portugueses

Durante três dias, Frankfurt (Alemanha) será o centro da indústria do MICE. Portugal está presente com 64 expositores na IMEX, numa das maiores participações de sempre.

Victor Jorge

Arrancou esta terça-feira, 23 de maio, a IMEX Frankfurt (Alemanha), a principal feira para a indústria global de congressos, incentivos e eventos.

Portugal está presente com 64 expositores, no que Joaquim Pires, Head of MiCE do Turismo de Portugal, diz ser “uma das maiores representações de Portugal neste evento”. Na realidade, a área de exposição de Portugal teve de sofrer alterações, sendo necessário diminuir a área técnica, para dar espaço aos expositores que pretendiam estar presentes, numa clara demonstração da importância deste segmento de mercado e desta feira para o mercado MICE em Portugal.

A IMEX 2023 está dividida em seis áreas – Tecnologia e Inovação; Pessoas e Planeta; Práticas de Negócios; Design de Experiência, Marketing de Eventos e Pesquisa de Tendências. Além disso, ao longo dos três dias de feira, haverá programas especializados que incluem AVoice4All, She Means Business, Association Focus, Exclusively Corporate, Agency Directors Forum.

Os novos CoLabs do Google Experience Institute (Xi) na IMEX convidam os participantes para mini sprints de pensamento de design destinados a explorar e revelar as “curiosidades atuais” da comunidade Xi global. Cada CoLab é uma sessão de ideias e brainstorming de 20 minutos em ritmo acelerado, centrada nos principais temas que surgiram nos últimos dois anos de pesquisa e trabalho no Google.

Carina Bauer, CEO do grupo IMEX, referiu, no início da feira, que “num mundo pós-pandémico, ainda existem muitas pressões enfrentadas por todos os setores da indústria. No entanto, todos os sinais apontam para que durante esta semana se gerem negócios saudáveis e um aumento oportuno de confiança para muitos”.

Destaque, nesta edição de 2023, para a presença asiática que, após o levantamento das restrições devido à pandemia, está claramente voltar à forma internacional, com presenças como Indonésia, Taiwan, Índia, Sri Lanka, Tailândia, Malásia e Hong Kong.

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Receitas da atividade turística voltam a subir e somam valor mais elevado de sempre em março

As receitas da atividade turística somaram 1.635,85 milhões de euros em março, valor que traduz um aumento de 36,1% face a igual mês do ano passado e que estabelece um novo recorde para o terceiro mês do ano, segundo os dados divulgados esta segunda-feira, 22 de maio, pelo Banco de Portugal (BdP).

Inês de Matos

As receitas provenientes da atividade turística somaram 1.635,85 milhões de euros no passado mês de março, valor que traduz um aumento de 36,1% face a igual mês do ano passado e que estabelece um novo recorde para o terceiro mês do ano, indicam os dados revelados esta segunda-feira, 22 de maio, pelo Banco de Portugal (BdP).

Os dados do BdP mostram que, em março, as receitas da atividade turística, que se encontram pelos gastos dos turistas estrangeiros em Portugal, ficaram 433,51 milhões de euros acima do apurado em igual mês do ano passado, quando os primeiros meses ainda tinham sido marcados pela variante Ómicron da COVID-19.

Numa comparação com o mesmo mês de 2019, que tinha sido o melhor ano de sempre em receitas turísticas até ao ano passado, as receitas cresceram 46,4%, num aumento de mais de 518 milhões de euros.

Tal como as receitas turísticas, também as importações relativas à atividade turística, que se encontram pelos gastos dos turistas portugueses no estrangeiro, apresentaram um aumento e somaram 300,67 milhões de euros, numa subida mais modesta que chegou aos 18% ou mais 45,86 milhões de euros que em igual mês de 2022.

O valor das importações do turismo continua, no entanto, abaixo do registado em março de 2019, mantendo-se 3,2% aquém dos 310,86 milhões de euros apurados no terceiro mês de 2019, o que indica que as viagens dos portugueses ao estrangeiro ainda não recuperaram para o mesmo patamar registado em março do último ano pré-pandemia.

A subir esteve ainda o saldo da rubrica Viagens e Turismo, que somou 1.335,18 milhões de euros, valor que ficou 41% acima dos 947,53 milhões de euros apurados em março de 2022, o que corresponde a um aumento de 387,65 milhões de euros.

Face a março de 2019, o saldo da rubrica Viagens e Turismo cresceu 65,6%, uma vez que no terceiro mês desse ano anterior à pandemia o valor desde indicador tinha ficado nos 806,39 milhões de euros, o que traduz um aumento de 528,79 milhões de euros.

O BdP realça que o crescimento das exportações do turismo contribuiu para o “incremento das exportações” da balança de serviços, uma vez que as “exportações de viagens e turismo totalizaram 1.636 milhões de euros, o valor mais elevado da série para um mês de março”.

Trimestre também positivo

Os dados do BdP permitem também perceber que, no primeiro trimestre do ano, as exportações do turismo somam já 4.145,3 milhões de euros, valor que fica 47,7% ou 1.338,11 milhões de euros acima do registado nos três primeiros meses de 2022.

Comparando o primeiro trimestre de 2023 com o mesmo período de 2019, a subida é ainda mais expressiva, uma vez que nos três primeiros meses do último ano pré-pandemia este indicador somou 1.876,71 milhões de euros, o que traduz um aumento de 120,9% ou de 2.268,59 milhões de euros.

No que diz respeito às importações do turismo, há também uma forte subida a assinalar, uma vez que, nos três primeiros meses de 2023, este valor soma já 890,01 milhões de euros, enquanto no mesmo período do ano passado contabilizava 666,78 milhões de euros, num aumento de 33,5% ou de 223,23 milhões de euros.

Face a período homólogo de 2019, as importações do turismo apresentam uma subida mais ligeira, que chega apenas aos 4,5% nos três primeiros meses de 2023, num crescimento de 37,93 milhões de euros face ao apurado entre janeiro e março de 2019.

No que diz respeito ao saldo da rubrica Viagens e Turismo, a situação volta a ser positiva no acumulado do ano, uma vez que este indicador soma 3.255,29 milhões de euros no primeiro trimestre, o que traduz um crescimento de 52,1% face aos 2140,41 milhões de euros que tinham sido registados nos mesmos meses de 2022.

Já numa comparação com o mesmo período pré-pandemia, o saldo da rubrica Viagens e Turismo apresenta uma evolução ainda mais positiva e cresce 60,8% ou 1.230,66 milhões de euros.

 

 

 

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Ryanair está “cautelosamente otimista” para o verão depois de lucro recorde

A Ryanair registou, até 31 de março, um lucro anual de 1.428 milhões de euros, um valor recorde que leva a transportadora aérea low cost a mostrar-se “cautelosamente otimista” para o verão.

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A Ryanair registou, até 31 de março, um lucro anual de 1.428 milhões de euros, um valor recorde que leva a transportadora aérea low cost a mostrar-se “cautelosamente otimista” para o verão.

De acordo com um comunicado divulgado esta segunda-feira, 22 de maio, a Ryanair apresentou também um forte aumento do tráfego, que subiu 74%, chegando aos 168,6 milhões de passageiros, num subida que foi acompanhada pelo crescimento das receitas, nomeadamente em Itália, Espanha e no Reino Unido.

Com a subida das receitas, a Ryanair viu subir também a sua faturação em 124%, para 10.780 milhões de euros, enquanto as receitas acessórias cresceram 78%, para 3.844 milhões de euros, com um custo médio por passageiro de 23 euros.

Os bons resultados do último ano fiscal deixam a Ryanair animada para 2023, com a transportadora a estimar um aumento de 10% no tráfego deste ano, para cerca de 185 milhões de passageiros, que deverá compensar a fatura da transportadora com combustível, que ronda os mil milhões de euros.

Apesar do otimismo, a Ryanair admite que os atrasos na entrega dos novos aviões Boeing podem “empurrar” parte do crescimento previsto para 2023 para o segundo semestre do ano, o que poderá “reduzir ligeiramente” a meta da transportadora.

No entanto, a Ryanair reconhece que na procura está forte e que as tarifas de pico estão “em alta” em relação ao ano passado e têm atingido valores “significativamente mais altos” que no primeiro trimestre do ano passado, o que também se deveu ao facto da Páscoa se ter comemorado em abril.

 

 

 

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Jet2.com passa a voar para Faro e Madeira desde Liverpool

Os voos na nova base da Jet2.com em Liverpool arrancam a 28 de março de 2024 e incluem uma ligação por semana exclusiva para a Madeira e quatro voos semanais para Faro, Algarve.

Inês de Matos

A Jet2.com vai passar a voar semanalmente para a Madeira e quatro vezes por semana para Faro, Algarve, operações que fazem parte do calendário da companhia aérea britânica para o verão de 2024, a partir da nova base que a transportadora inaugurou em Liverpool.

Num comunicado divulgado esta semana no seu website, a Jet2.com explica que o Aeroporto John Lennon, em Liverpool, é o 11.o no Reino Unido onde a companhia aérea opera e vai contar com voos para 20 destinos, de forma a dar resposta “à enorme procura de clientes e agentes de viagens em toda a região”.

A companhia aérea britânica conta iniciar os voos no aeroporto de Liverpool a 28 de março de 2024, a tempo das férias da Páscoa, disponibilizando até 54 voos por semana, incluindo 12 voos para as Ilhas Canárias e Ilhas Baleares, em Espanha, mas também para o território continental espanhol, assim como para a Grécia, Turquia, Bulgária, Portugal e Chipre, num total de perto de 565.000 lugares.

Dois desses destinos são portugueses, concretamente Madeira e Faro, sendo que, no caso do arquipélago madeirense, a rota operada pela Jet2.com desde Liverpool é exclusiva, assim como outras seis rotas anunciadas desde Liverpool, concretamente Gran Canaria, Menorca, Rodes, Zante, Paphos e Bourgas (Bulgária).

No caso da Madeira, a Jet2.com vai disponibilizar voos semanais, realizados às segundas-feiras, enquanto a operação para Faro, Algarve, vai contar com quatro voos por semana, realizados às terças, quintas, sábados e domingos.

A base da Jet2.com em Liverpool conta com quatro aviões baseados.

 

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Mário Matos e Maria João Cardoso integram Comissão Executiva da TAP

A Comissão Executiva da TAP passou a contar com mais dois vogais, depois da entrada de Mário Matos e Maria João Cardoso, que foram escolhidos por deliberação do Estado português, que é atualmente o único acionista da companhia aérea de bandeira nacional.

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A Comissão Executiva da TAP passou a contar com mais dois vogais, depois da entrada de Mário Matos e Maria João Cardoso, que foram escolhidos por deliberação do Estado português, que é atualmente o único acionista da companhia aérea de bandeira nacional.

“Por deliberação unânime por escrito do acionista único da TAP tomada a 17 de maio de 2023, foram eleitos o Sr. Comandante Mário Chaves e a Sr.ª Eng.ª Maria João Cardoso como vogais do Conselho de Administração da TAP, para exercer funções no período remanescente do mandato em curso de 2021/2024”, lê-se numa nota publicada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e citada pela Lusa.

Com a entrada de Mário Chaves e Maria João Cardoso, a Comissão Executiva da TAP passa a contar com quatro vogais, em vez dos cinco que compunham atualmente este órgão, numa deliberação do Conselho de Administração da TAP, que decidiu “reconfigurar a Comissão Executiva da TAP para o período remanescente do mandato em curso de 2021/2024”.

A Comissão Executiva da TAP passa a ser composta pelo presidente Luís Rodrigues, contando com os vogais Silvia Mosquera González, Gonçalo Neves da Costa Monteiro Pires, Sofia Lufinha, Mário Chaves e Maria João Cardoso.

No entanto, visto que Silvia Mosquera González é demissionária, a Comissão Executiva será depois reduzida a quatro vogais a partir de 23 de junho.

 

 

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Europamundo acredita que tem tudo para crescer em Portugal

O operador turístico de origem espanhola, Europamundo Vacaciones, credita que tem tudo para crescer no mercado português ao abrigo do acordo de parceria com a Soltour Travel Partners. Já estão a entrar as primeiras reservas e um volume de consultas muito elevado.

Carlos González, diretor para o mercado espanhol da Europamundo Vacaciones disse ao Publituris que o operador turístico está muito satisfeito com o acordo de parceria celebrado com a Soltour Travel Partners, em finais do ano passado, no que ao mercado português diz respeito.

“Com esta parceria podemos combinarmos e criar uma sinergia muito importante para aportar mais circuitos à Soltour, uma das marcas líderes em Portugal, muito potente, muito reconhecida e muito bem aceite no mercado português.  Estamos, assim, de mãos dadas com alguém que aposta muito nas agências de viagens independentes e nós temos o máximo de interesse nisso e foi por isso que fizemos essa união”, destacou o diretor da Europamundo.

Referiu que “estamos muito satisfeitos com a parceria, até porque a Soltour tem uma excelente equipa comercial que nos está a ajudar na comercialização dos nossos circuitos em Portugal”.

Neste sentido, Carlos González sublinhou que “temos neste momento tudo para crescer em Portugal e estamos já a ver porque estão a entrar as primeiras reservas e um volume de consultas muito elevado”, isto também porque “temos um tipo de produto que nem toda a gente tem em Portugal, e bastante especializado”.

Concretamente, no nosso país “a equipa comercial da Soltour vai promover os produtos da Europamundo nas agências de viagens e nós, através dos escritórios centrais, encarregaremos de realizar todos os sistemas de reservas, mas sempre em comunicação com essas equipas. Para nós vai ser muito bom porque eles conhecem muito bem as agências de viagens”, defendeu.

Recorde-se que, com o objetivo de oferecer mais produtos às agências de viagens, a Soltour Travel Partners e a Europamundo aliaram-se para promover as viagens em circuitos internacionais.  Desta forma, a Soltour centra-se em viagens experimentais sob a forma de circuitos, um tipo de viagem exigido por um setor mais feminino da população, entre os 50 e 75 anos de idade, com grande interesse cultural, um poder de compra médio e médio-alto, e um interesse em experiências enriquecedoras.

Mais de 142 mil passageiros por ano
A Europamundo, que faz parte do Grupo JTB, fundado no Japão há mais de 110 anos, tem circuitos próprios em todos os continentes, exceto na Antártida, com 1.972 tours diferentes em 2022, 142 mil passageiros por ano (provenientes de 83 países) e 1.200 pontos de venda na Península Ibérica.

O Japão, o Médio Oriente, a Europa e os Estados Unidos são apenas alguns dos destinos onde a Europamundo oferece opções de circuitos com possibilidade de personalização, permitindo aos viajantes descobrir a essência e a cultura de cada lugar de uma forma mais pessoal e exclusiva.

A nova temporada trouxe algumas novidades para os viajantes, tais como as rotas exclusivas em Marrocos, que complementam a oferta consolidada da empresa, e uma grande aposta na Arábia Saudita, com 80 novas rotas concebidas exclusivamente para o efeito.

A empresa conta com 190 profissionais nos escritórios de Madrid, mais de 300 guias e pessoal destacado no Brasil, Argentina, Índia, Tailândia, Peru, Japão e nas principais cidades europeias.

Com um volume de negócios líquido de 101 milhões de euros em 2022, a empresa se caracteriza por oferecer produtos flexíveis com viagens de três a 36 dias, dependendo das preferências de cada viajante, recorrendo à sua própria tecnologia que tem sido remodelada e melhorada ao longo dos anos.

Com uma vasta experiência na Europa, com viagens que vão desde as cidades imperiais à Itália, Alemanha, França e Inglaterra, a empresa oferece às agências uma série de vantagens. A opção de personalização ou a alternativa da Carta de Viagem, através da qual os viajantes podem continuar a sua viagem numa região mais específica depois de completarem a rota, são outros grandes diferenciais da marca Europamundo.

Um mundo de circuitos
“Somos um operador turístico com mais de 30 anos no mercado que vem de outra empresa que se chamava Mundojovem. Dedicada ao tema circuitos, iniciámos com circuitos na Europa e hoje em dia oferecemos circuitos em autocarro que saem de todos os pontos do mundo, em cinco continentes, exceto na Antártida”, começou por referir o diretor do operador turístico para o mercado espanhol.

Trabalhamos exclusivamente com as agências de viagens, não recusamos dar informações ao cliente final, que pode também informar-se de todos os nossos produtos e preços através da nossa página web, aberta ao consumidor final, mas não permitimos a reserva direta

O responsável adiantou que “trabalhamos nesse formato desde sempre, mas em alguns casos incluímos o avião para permitir que os nossos passageiros cheguem ao ponto de partida das viagens. Por exemplo, em Portugal e Espanha somos muito fortes nos circuitos no Japão e nesse caso temos de incluir o aéreo de Lisboa ou do Porto, Madrid ou Barcelona”, explicou.

Apesar de o core business ser os circuitos em autocarro, durante a pandemia, como não se podiam colocar muitos passageiros nos autocarros, “começámos também a realizar circuitos em minibus ou automóveis”, disse, realçando que “também temos muitos circuitos combinados que permitem percorrer várias cidades em diferentes países numa mesma viagem. Temos rotas de todo o tipo”.

O cliente em Portugal que queira fazer um circuito, não tem necessariamente de iniciar em território português, exemplificou Carlos González. Pode ir de avião até ao ponto de partida onde se inicia o circuito, mas também há alguns circuitos que começam em Lisboa e percorrem várias cidades europeias, para terminar na capital portuguesa. “Normalmente não vendemos o avião, mas se o passageiro pede à agência de viagens e este nos solicita, como somos IATA, podemos vender, mas nunca obrigamos a contratar o aéreo”.

O responsável apontou que a empresa dispõe de autocarros em Lisboa e muitos passam por Portugal. Normalmente, por semana, “temos um mínimo entre 10 e 12 autocarros em Portugal porque há um movimento muito forte de turismo”, frisou.

Caraterísticas diferenciadoras
Outra caraterística da Europamundo Vacaciones é que “trabalhamos exclusivamente com as agências de viagens, não recusamos dar informações ao cliente final, que pode também informar-se de todos os nossos produtos e preços através da nossa página web, aberta ao consumidor final, mas não permitimos a reserva direta”.

Embora os picos aconteçam entre abril e outubro, a Europamundo opera circuitos durante todo o ano, incluindo em locais onde no inverno há pouca luz, por exemplo, nas cidades imperiais (Praga, Viena e Budapeste).

O que diferencia também a empresa em relação a outras que estão no mesmo segmento, “é que os nossos passageiros podem ver coisas que normalmente não se encontram quando as viagens são através de autoestradas. Nós vamos sempre por estradas, vemos pequenas aldeias e zonas que de outra forma seria impossível conhecer e que outros operadores não oferecem. São esses pequenos pormenores que atraem cada vez mais os clientes finais”, destacou Carlos Gonzáles, indicando ainda que a maioria (55%) dos seus clientes são mulheres, um pouco mais de 30% são homens e as restantes são crianças.

Sobre os destinos rainhas, o responsável aponta o Japão. “A venda para este destino é muito importante para o mercado em Espanha, já sentimos que também está a acontecer em Portugal, e estamos convencidos que vai ter uma saída fortíssima particularmente este ano”, deu conta, lembrando que a Europamundo incorporou a Arábia Saudita este ano, um destino pouco conhecido porque estava fechado ao turismo. “Com a reabertura do país fizemos um investimento muito importante com 78 diferentes circuitos, grande parte só na Arábia Saudita e outra que são combinados com os Emirados Árabes, com Jordânia ou com Cairo e com Israel, ou seja, dá-nos muitas possibilidades e permite-nos criar pacotes muito interessantes”.

A média de circuitos que faz parte da oferta do operador turístico em Portugal e Espanha é de sete a 10 dias. Mas a empresa comercializa este tipo de viagens desde três dias a 36 dias de duração.

O nosso entrevistado explicou ainda que “os nossos circuitos incluem alojamento e pequeno-almoço em hotéis de quatro estrelas nas cidades, mas nunca no centro porque manejamos com autocarros muito grandes, com 15 metros de cumprimentos e por isso, difíceis de manejar nos centros das cidades. O habitual é que os passageiros possam chegar ao centro da cidade em 15/20 minutos em transporte público desde o hotel, até porque ficamos sempre alojados em sítios onde existem muitos transportes públicos. É esta a nossa filosofia de trabalho, além de estarem incluídas muitas excursões. O que propomos são circuitos culturais e gostamos de mostrar o que há de melhor neste setor aos nossos clientes. Por isso tentamos espremer o tempo o máximo possível para que os clientes saiam satisfeitos e conheçam o mais profundamente o destino”.

“Os nossos circuitos não são os mais baratos no mercado e nem aspiramos a que assim o seja, mas garantimos uma relação qualidade-preço muito boa”, precisou Carlos González,

Concluiu que os principais mercados emissores de produtos da Europamundo são a Argentina e o Brasil, seguidos do México, EUA, Espanha e “pretendemos, dentro de pouco tempo que Portugal faça parte desse ranking, pois tem potencial elevado e acreditamos que é um país que pode conseguir um bom nível de vendas. Não temos pressa. Como vendemos bem no Brasil, todos os nossos produtos são em português, os nossos guias falam o português perfeitamente bem.

 

 

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Carolina Morgado

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Cabo Verde precisa de diversificar o turismo ainda muito baseado no sol e praia e no ‘all inclusive’

O Programa Operacional do Turismo de Cabo Verde (POT 2022-2026), orçado em cerca de 200 milhões de euros e já aprovado pelo governo preconiza nova estratégia: diversificação de produtos e mercados, desconcentração do turismo pelas diferentes ilhas, e melhoria da conectividade, revelou o administrador do Instituto do Turismo de Cabo Verde (ITCV), Francisco Martins.

O turismo em Cabo Verde não foi exceção. A pandemia causou um forte impacto no setor económico mais importante para o país, e que representa mais de 25% do PIB. Em 2019, o seu melhor ano de sempre, o destino acolheu 820 mil visitantes internacionais, mas o Covid-19 viria obrigar a um decréscimo de cerca de 75%.

Em entrevista concedida ao Publituris, o administrador do Instituto do Turismo de Cabo Verde (ITCV), Francisco Martins assegurou que “o governo esteve muito bem porque a retoma dependia muito daquilo que eram as decisões necessárias a tomar para manter a segurança sanitária do país”.

Assim, “conseguimos implementar um plano de vacinação, diria excecional, com uma taxa em algumas ilhas a ultrapassar os 90%, e hoje em dia temos uma taxa das mais altas em África”, avançou.

Tendo dado essa resposta em termos de segurança sanitária, disse ainda, “conseguimos rapidamente que o nosso principal mercado emissor, o Reino Unido, tirasse Cabo Verde da Lista Vermelha, e começámos a ter procura, e agora, com um enorme crescimento não só dos britânicos como do próprio mercado português que no verão teve uma procura altíssima principalmente no último agosto”.

Na opinião de Francisco Martins “a retoma está a correr bem, temos novos mercados a chegarem a Cabo Verde sobretudo da Europa de Leste – Polónia, República Checa e Hungria. Há já um conhecimento no exterior do destino de uma forma positiva. É verdade que continuamos a depender muito do mercado europeu, nomeadamente da Europa Ocidental – Reino Unido, Alemanha, França, Portugal, Espanha, Países Baixos, mas o objetivo agora é aproveitar esta retoma, aproveitar que Cabo Verde consegue garantir segurança não só ao nível da proteção de pessoas e bens, mas também sanitária (indicador que se tornou importante) para aliciar novos mercados e diversificar o turismo que está muito baseado no sol e praia e no sistema all inclusive”.

A retoma está a correr bem, temos novos mercados a chegarem a Cabo Verde sobretudo da Europa de Leste – Polónia, República Checa e Hungria. Há já um conhecimento no exterior do destino de uma forma positiva

Linhas mestras do POT 2022-2026
Estas são, aliás, as linhas mestras que norteiam o Programa Operacional do Turismo de Cabo Verde (POT 2022-2026) aprovado pelo governo e orçado em cerca de 200 milhões de euros. Conforme explicou o administrador do ITCV, nesta primeira fase, que já começou a ser implementada, vão ser investidos cerca de 80 milhões de euros, parte do empréstimo do Banco Mundial e parte do governo através do Fundo do Turismo.

Á luz deste programa “vamos investir muito na requalificação das localidades, na melhoria dos acessos, no desenvolvimento e melhoria da conetividade e focar no turismo ligado à natureza”, apontou, adiantando que “Sal e Boa Vista são destinos já conhecidos e consolidados, mas temos outras ilhas que podem oferecer muito daquilo que é procurado ao nível do trekking, do trailing e caminhadas. Neste caso estou a falar das ilhas de Santo Antão, São Nicolau, Santiago, Fogo e Brava”.

Segundo o responsável, “o desenvolvimento do turismo cultural e de eventos é uma aposta para São Vicente que tem esta vocação natural e que, no fundo, está a conseguir dar resposta com uma procura grande de investidores que querem construir novos hotéis na ilha. Até final deste ano vamos duplicar o número de camas, passando a totalizar mais de 2.500, estamos a construir o Terminal de Cruzeiros em São Vicente que vai ficar concluído dentro de um ano. O governo também já anunciou a construção do aeroporto em Santo Antão, tudo isto para permitir que Cabo Verde possa atrair novos mercados, nomeadamente, na América Latina, América do Norte, na Europa de Leste e no continente africano. Detetámos é que o país pode aproveitar melhor o mercado regional, que está a hora e meia de distância de avião”.

Neste sentido, resumiu Francisco Martins, “a diversificação de produtos e mercados, desconcentração do turismo pelas diferentes ilhas, e melhoria da conectividade para permitir que qualquer pessoa que visita Cabo Verde e em qualquer uma das ilhas pode, rapidamente, se precisar, sair para o seu destino de origem”, são as grandes apostas do POT.

Melhor a conectividade é fundamental
Defendeu que esta questão da conectividade “não é uma publicidade, é um facto e já está a ser implementado. Estamos a trabalhar com várias companhias aéreas europeias para ver se é possível ter voos a custos mais atrativos ou mesmo low cost”. Lembrou que a Vueling ligou Barcelona à ilha do Sal no verão passado, e vai retomar na época alta, e “várias outras empresas aéreas estão alinhadas neste propósito”.

Além disso, garantiu que “estamos a trabalhar para criar condições para que a Cabo Verde Airlines retome os destinos habituais que eram Boston, Brasil e o continente africano. Temos ligações para Lisboa, mas a partir de julho pretendemos retomar Boston e, eventualmente, algumas cidades brasileiras, como é o caso de Fortaleza, que já era uma rota bastante conhecida e que permitia um fluxo da Europa para o Brasil e vice-versa, com stopover em Cabo Verde para uns dias de férias em condições atrativas”.

Pela sua importância no desenvolvimento económico a estratégia do governo de Cabo Verde sustenta no turismo, mas não só. O administrador referiu que devido à própria localização geográfica do país “queremos que seja também uma plataforma de serviços a nível digital, de fornecimento de serviços, e de realização de provas ligadas aos desportos náuticos, pois como se sabe, Cabo Verde tem-se desenvolvido muito ao nível do kitesurf com vários campeões mundiais”.

Estamos a trabalhar com várias companhias aéreas europeias para ver se é possível ter voos a custos mais atrativos ou mesmo as low cost

Cultura como complemento do turismo
No que diz respeito à cultura, Francisco Martins considerou que vai passar “por uma forte aposta no nosso Carnaval de São Vicente, produto já bastante conhecido, e também em outras manifestações culturais”, para lembrar que Cabo Verde “tem grandes escritores, artesanato, teatro, cinema e o seu DNA mais conhecido que é a música, que podem ser complementos ao turismo”.

Igualmente, pretende-se “dinamizar mais um elemento valioso – a Cidade Velha, distinguida pela UNESCO como património mundial da humanidade, portanto são elementos que, trabalhados a nível de valorização do património cultural construído e do imaterial podem levar a que Cabo Verde seja um destino multifacetado”, sustentou.

O Instituto do Turismo de Cabo Verde é responsável pela promoção do destino no exterior, regulação e fiscalização. A área de promoção e captação do investimento é gerida pela Cabo Verde Trade Invest, mas “obviamente é um trabalho que tem de ser feito de uma forma articulada, porque uma coisa leva à outra. Há essa intenção de podermos estar em vários eventos e destinos em simultâneo para criar mais sinergias e potenciar as presenças”.

Balanço positivo da BTL
“O mercado português é muito importante, é o que tem mais força no verão em Cabo Verde e aprecia o destino também pela nossa ligação histórica e cultural”, destacou o nosso entrevistado, que apela também aos cabo-verdianos residentes em Portugal que vejam Cabo Verde não só como destino de férias, mas também de investimento. Nesse sentido, “estamos também muito focados na promoção do nosso país junto da diáspora que é enorme não só em Portugal como em vários países europeus e do mundo”. Este foi também um dos objetivos da presença de Cabo Verde na BTL.

“A nossa presença em feiras será de forma estruturada e bem planeada. É um elemento importante para a promoção, mas a nossa aposta vai ser marketing digital. Com alguns parceiros, inclusivamente com o Turismo de Portugal, fazer um maior investimento no marketing digital para que, a partir de Cabo Verde, e via as plataformas digitais, possamos chegar a todo o mundo”, disse.

Por outro lado, “queremos desenvolver um novo nicho de mercado – nómadas digitais. Lançámos o programa Remote Working Cabo Verde e, está em vias de aprovação o visto de trabalho remoto, o mesmo que muitos países europeus estão a fazer, inclusive Portugal.

Entretanto, de regresso ao seu país, o administrador ITCV, fez um balanço “muito positivo” da participação do destino na Bolsa de Turismo de Lisboa, que decorreu de 01 a 05 de março.

À imprensa cabo-verdiana, Francisco Martins disse que foi possível dar a conhecer ainda mais o destino Cabo Verde, uma vez que que os próprios turistas que visitaram o ‘stand’ ficavam a questionar sobre as outras ilhas, para além de Sal e Boa Vista, como Santiago, São Vicente, Santo Antão ou Fogo.

“O balanço que fazemos da participação de Cabo Verde na Bolsa de Turismo de Lisboa é muito positivo. Os próprios operadores cabo-verdianos que participaram ficaram muito satisfeitos com os resultados”, afirmou o administrador.

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Governo disponibiliza 35M€ nas primeiras linhas de apoio da Agenda do Turismo para o Interior

A Linha + Interior Turismo, com uma dotação de 20 milhões de euros, e a Linha de Microcrédito Turismo, com 15 milhões de euros, já se encontram disponíveis para candidaturas, no âmbito da Agenda do Turismo para o Interior.

Publituris

As duas primeiras linhas de apoio financeiro no âmbito da Agenda do Turismo para o Interior, que foi apresentada pelo Governo a 9 de maio, na Covilhã, já se encontram disponíveis, contando com uma dotação orçamental no valor de 35  milhões de euros, informou o Ministério da Economia e do Mar, em comunicado.

De acordo com a informação avançada, estas novas linhas de apoio de “acesso simplificado” destinam-se a “entidades que visem contribuir para o desenvolvimento socioeconómico dos territórios de baixa densidade, através do Turismo”.

Concretamente, a partir desta quarta-feira, 17 de maio, passa a estar disponível a Linha + Interior Turismo, que visa a “preservação e reforço da atratividade turística dos territórios” e conta com uma dotação orçamental de 20 milhões de euros.

A Linha + Interior Turismo destina-se a apoiar “projetos que contribuam para o desenvolvimento turístico sustentável destes territórios, potenciando novas estratégias de valorização dos respetivos recursos, ativos e agentes, gerando maiores níveis de atratividade turística e promovendo a sua dinamização social e económica”.

Disponível a partir desta quarta-feira está também a Linha de Microcrédito Turismo, que dispõe de 15 milhões de euros para apoiar “projetos de investimento de micro e pequenas empresas do setor, e que contribuam para o reforço da sua competitividade e sustentabilidade”.

 A Linha de Microcrédito Turismo aplica-se também, segundo o Ministério da Economia e Mar, aos “projetos a desenvolver nos Territórios de Baixa Densidade”, abrangendo as “micro e pequenas empresas que tenham por atividade principal a exploração de lojas com história e os estabelecimentos que promovam a venda de produtos locais e regionais, nomeadamente certificados ou com selo de autenticidade”.

“O apoio, ao abrigo desta linha de microcrédito, ascende a 90% do investimento, com o limite máximo de 30 mil euros, prevendo a possibilidade de concessão de um prémio de realização no montante correspondente a 30% do financiamento (conversão a fundo perdido)”, acrescenta a informação divulgada.

Segundo Nuno Fazenda, secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, estas linhas visam contribuir para “impulsionar, diferenciar e concretizar projetos para afirmar o turismo no Interior, enquanto fator de coesão territorial e social”.

“Estamos a passar da estratégia à ação, cumprindo com a mobilização de apoios para o interior. Outros se seguirão”, garante o governante, citado no comunicado divulgado pelo Ministério da Economia e Mar.

A apresentação de candidaturas aos apoios destas duas linha deve ser formalizada junto do Turismo de Porto, entidade responsável pela gestão das linhas via fundos próprios.

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