Assine já
Análise

Setor terciário diz que 58% dos negócios não são elegíveis para o IVAucher

Com o IVAucher já em aplicação, os profissionais do setor terciários admitem que 26% encerrarão nos próximos três meses, caso a conjuntura económica atual se mantenha

Publituris
Análise

Setor terciário diz que 58% dos negócios não são elegíveis para o IVAucher

Com o IVAucher já em aplicação, os profissionais do setor terciários admitem que 26% encerrarão nos próximos três meses, caso a conjuntura económica atual se mantenha

Publituris
Sobre o autor
Publituris
Artigos relacionados

Os profissionais do setor terciário querem que o Governo isente todos aqueles que apresentaram prejuízos nos seus negócios devido à pandemia, ou no limite, reduzam em 50% a taxa de valor acrescentado (em relação aos períodos de confinamento) até final de 2021, revela a Fixando num inquérito realizado junto de 5.600 prestadores de serviços inscritos na plataforma, entre os dias 31 de maio e 3 de junho.

O inquérito, que visa saber o impacto do IVAucher nos negócios, revela que a medida não vai ter qualquer impacto nos negócios deste setor, e os profissionais consideram insuficientes as medidas do Executivo, revelando que 58% dos negócios não são elegíveis.

Porém, os empresários do setor terciário acreditam que a extensão do IVAucher a todos os prestadores de serviços também não seria significativa, pois o prejuízo registado entre 2020 e 2021 nunca poderia ser compensado com esta medida.

O inquérito conclui, igualmente, que 26% dos empresários terá mesmo que encerrar o seu negócio nos próximos três meses, caso a conjuntura económica atual se mantenha.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Artigos relacionados
Análise

Próxima assembleia da OMT centrada na inovação, educação e retoma do turismo

No final de novembro, a OMT reunirá, em Madrid, para a 24.ª Assembleia-geral. Os temas são diversos e entre eles está o local da próxima reunião, à qual Portugal concorre.

A próxima Assembleia-geral da Organização Mundial do Turismo (OMT) dará ênfase particular à importância da inovação, educação e desenvolvimento rural, bem como ao papel do turismo no crescimento inclusivo, tema do Dia Mundial do Turismo de 2021.

Na reunião magna da OMT, que se realizará pela 24.ª vez, de 30 de novembro a 3 de dezembro de 2021, em Madrid, Espanha, a Assembleia-geral da OMT servirá para os Estados-membros aprovarem os programas de trabalho e orçamento para o próximo biénio (2022-2023).

Além disso, será apresentado aos delegados internacionais o Código para a Proteção de Turistas, um instrumento legal de referência criado para restaurar a confiança nas viagens internacionais.

Outros pontos importantes na agenda da Assembleia-geral incluem as reformas propostas para o Quadro Legal dos Membros Afiliados da OMT, a final da Liga dos Estudantes da OMT e a nomeação do secretário-geral da OMT para o período 2022-2025.

A Assembleia Geral também anunciará os vencedores do concurso “Best Tourism Villages” da OMT.

Paralelamente, e em linha com a ênfase cada vez maior da OMT nas comunicações digitais e na narrativa visual, os vencedores do Concurso de Vídeo de Turismo da OMT 2021, que visa reconhecer vídeos promocionais dos Estados-membros e Membros Afiliados que destacam a resiliência do setor e suas contribuições para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, (ODS) também será anunciado em Madrid.

Reiniciar o turismo juntos
A 24.ª Assembleia-geral da OMT servirá, igualmente, para o secretário-geral apresentar o seu relatório sobre a implementação do Programa de Trabalho da OMT, ações e novas iniciativas implementadas desde a última reunião em 2019. A agenda inclui a seleção dos membros do Conselho Executivo da OMT para 2022, o Comité Mundial de Ética do Turismo, para além de escolher o local e as datas da próxima sessão da Assembleia-geral, estando o Egipto, Portugal e o Uzbequistão dispostos a apresentar propostas.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Análise

Digitalização é fundamental no futuro do turismo sem esquecer as pessoas

Uma das conclusões retiradas da 2.ª edição da Conferência Hotel 4.0 Talks, organizada pela AHRESP, foi que a transformação digital é fundamental no turismo, mas pessoas continuam em primeiro lugar.

Publituris

“Estamos bem posicionados, mas podemos melhorar e proporcionar melhores experiências aos turistas. O digital ajuda-nos a ter experiências fluidas, mas o digital não é o que nós queremos, mas sim o que os clientes querem. Por isso, a transição digital só faz sentido se as pessoas forem as suas beneficiárias”, referiu  Luís Araújo, Presidente do Turismo de Portugal, esta terça-feira, 19 no âmbito da 2.ª edição da Conferência Hotel 4.0 Talks, iniciativa promovida em Coimbra pela AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, e que teve como tema a transição digital como fator de sustentabilidade no turismo.

A progressiva transformação digital da atividade turística, nomeadamente da hoteleira, é verdadeiramente fundamental, mas os empresários não podem nunca esquecer-se de que as pessoas estão em primeiro lugar. Esta foi uma das conclusões da conferência.

“O turismo, e a hotelaria em particular, são setores que, há muito, lideram esta transformação. Mas não podemos ver a tecnologia como um fim em si mesmo. A digitalização ajuda a simplificar as soluções, mas a digitalização não é desumanização: as pessoas serão sempre essenciais no processo. Com esta transformação, estamos a caminhar para um futuro em que as pessoas irão ocupar funções onde realmente acrescentam valor”, explicou Tiago Quaresma, vice-presidente da AHRESP e administrador do grupo O Valor do Tempo.

“Nem tudo precisa de ser digitalizado. É preciso conhecer o cliente e perceber o que ele quer que esteja digitalizado. A digitalização não deve estar à frente das necessidades, mas sim o contrário”, sublinhou Roberto Antunes, Diretor Executivo do Centro de Inovação do Turismo.

Já Luís Ferreira, CEO da Birds & Trees, lembrou que a transformação digital em curso e a recente pandemia alteraram o panorama geral. “O mercado do turismo mudou. O mercado de 2021 não é o mesmo de 2019. Os turistas estão cada vez mais seletivos e autónomos. Hoje, três quartos do tempo da compra de uma viagem são usados sem contacto com empresas, pelo utilizador, sozinho. O turista está, muitas vezes, mais digitalizado que o hotel”, frisou.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Fotos de banco de imagens por Vecteezy
Análise

Universidade Nova de Lisboa lança “NOVA TOHO”

Criar e difundir conhecimento, bem como promover a inovação no turismo e hospitalidade é o da plataforma NOVA TOHO.

Publituris

A Universidade Nova de Lisboa (UNL) apresenta, na próxima quinta-feira, dia 21 de outubro, a Plataforma sobre Turismo e Hospitalidade – NOVA TOHO.

Com a pandemia a trazer novos desafios ao Turismo, designadamente ao nível da saúde e da segurança, e a acelerar transformações que conduzem a uma maior digitalização e sustentabilidade, a NOVA TOHO surge como uma plataforma que visa “criar e difundir conhecimento, bem como promover a inovação nesta área”, refere a UNL em comunicado.

Da gestão aos dados e à informática, da saúde ao património e à sustentabilidade, a NOVA TOHO congrega diferentes áreas do saber, tendo como objetivos “constituir-se como espaço de formação e criatividade ao serviço da comunidade; estabelecer parcerias com a indústria, instituições governamentais e instituições académicas nacionais e internacionais; e contribuir, enquanto centro de excelência, para o desenvolvimento do tecido económico local, regional e global”.

De salientar que, antes da pandemia, o turismo representava 12,5% do PIB nacional, sendo Portugal considerado um dos destinos mundiais mais competitivos e sustentáveis.

Além da apresentação da NOVA TOHO, a sessão contará, também, com um debate sobre o futuro do turismo, numa mesa-redonda que contará com a presença de Magda Antonioli, vice-presidente da European Travel Commission e professora na SDA Bocconi School of Management; Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal; e Marc Stierand, professor e Diretor do Institute of Business Creativity da Escola de Hotelaria de Lausanne.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Análise

‘Adaptar Turismo’ com dotação de 5 milhões de euros para apoios a fundo perdido até 20 mil euros

Criado pelo Governo para “apoiar as empresas do turismo no esforço de adaptação e de investimento nos seus estabelecimentos”, o ‘Adaptar Turismo’ recebe agora uma dotação de cinco milhões de euros.

Publituris

O programa Adaptar Turismo, destinado a micro, pequenas e médias empresas do setor afetadas pela pandemia, conta com uma dotação de cinco milhões de euros para apoios a fundo perdido até 20 mil euros.

De acordo com o despacho publicado em Diário da República, assinado pela secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, o instrumento de apoio é financiado pelo Turismo de Portugal “com recurso às suas receitas próprias anuais, e tem uma dotação orçamental de cinco milhões de euros”.

O Adaptar Turismo foi criado pelo Governo para "apoiar as empresas do turismo no esforço de adaptação e de investimento nos seus estabelecimentos, permitindo ajustar os métodos de organização no trabalho e de relacionamento com clientes e fornecedores ao contexto pós-COVID-19".

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Análise

APECATE apresenta sugestões para OE 2022

A APECATE apresentou um rol de medidas e sugestões ao Grupo Parlamentar do PS para o próximo Orçamento de Estado de 2022.

Publituris

A Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos (APECATE) reuniu-se recentemente com o Grupo Parlamentar do Partido Socialista, tendo apresentado as suas sugestões e posição sobre o Orçamento de Estado, reiterando a defesa dos interesses do setor.

A APECATE considera que os setores da Animação Turística e dos Eventos são “há muito discriminados em relação a outros setores económicos, nomeadamente aos que pertencem ao turismo”.

“O facto de serem mais recentes, não lhe deve retirar a sua importância no mundo do turismo, carecendo da necessidade de terem apoios estruturantes que garantam o seu melhor desenvolvimento, particularmente nesta fase em que estivemos parados e em que é necessário criar condições para a sobrevivência e competitividade deste setor”, afirma a APECATE em comunicado.

“Sem um setor de experiências fortes, vamos ter uma oferta turística sem capacidade de ser competitiva na captação de mais e melhores turistas”, diz a associação, salientando ainda que “nos outros países europeus este subsetor do turismo tem sido apoiado com várias medidas garantindo a sua competitividade”.

Considerando que “todo o setor do turismo necessita de apoios e da criação de condições que lhe permita recuperar e reconstruir saindo ainda mais competitivo”, a APECATE afirma que, esta fase, revestem-se de especial importância “incentivar a procura, quer particular, quer corporativa; trazer equidade fiscal; e incentivar medidas de redução da atividade paralela, via o incentivo de faturação de toda a atividade, traduzindo-se num saldo positivo de receita fiscal”.

A APECATE apresentou ainda algumas propostas de medidas para o Orçamento de Estado do próximo ano. Assim, no que toca ao IVA, a APECTA propõe uma “dedução a 100% do IVA na organização e participação em eventos para as empresas nacionais; redução da taxa de IVA para IVA reduzido (6%) na atividade de Animação Turística (alojamento 6%; táxis e transportes turísticos com TP 6%; TVDE 6%; restauração 13%; animação turística 23%) e na inscrição e bilhetes para eventos e congressos (à semelhança dos bilhetes para eventos culturais – 6%); dedução a 100% do IVA com combustíveis (gasóleo e gasolina)  nos sectores de AT que utilizem viaturas (barcos, tuktuk, viaturas turísticas, …)”.

Já no IRS, a proposta da APECATE contempla uma “dedução em sede de IRS de despesas em AT e Eventos, em equivalência com outras despesas em subsectores do Turismo como a Hotelaria e a Restauração, assim como na Cultura”, bem como a “manutenção, até junho de 2022, dos apoios à retoma visando a manutenção das empresas e dos postos de trabalho”.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Análise

Para 55% dos portugueses, viajar com os animais de estimação é importante

39% dos portugueses defendem que os animais também precisam de férias, diz estudo da eDreams.

Publituris

A  maioria (55%) dos portugueses que possui um animal de estimação afirmou que, se fosse de férias agora, gostaria de se fazer acompanhar deste. Esta é uma das principais conclusões de um novo estudo da eDreams revelado esta terça-feira.

Entre outras conclusões, está o facto dos portugueses acreditarem que os animais também precisam de férias (39%), além de gostarem de conhecer animais de outras pessoas durante as suas viagens (38%). 17% ainda considera que os donos de animais de estimação são mais divertidos do que as outras pessoas. Apenas 7% expressou aversão à ideia de contactar com animais de companhia nas férias, explicitando preferência por alojamentos que não permitem a presença de animais.

Os companheiros de quatro patas já são bem-vindos em muitos locais do mundo, e existem até hotéisspas e cafés pensados especificamente para eles e para os seus donos. Em Roma, Itália, existe uma praia específica para cães, e perto de Munique, na Alemanha, é possível encontrar um resort de luxo destinado ao melhor amigo do Homem.

Para os fãs de caminhadas e desporto de aventura, o destino ideal pode passar por San Diego, nos EUA, onde encontramos atividades de kayak e paddleboard para cães, ou por Londres, capital do Reino Unido, que conta com vários trilhos amigos dos animais.

Para ajudar a viajar com os animais de estimação, a eDreams lançou um guia de apoio.

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Destinos

Governo lança nova linha de 150 milhões para o turismo

No Dia Mundial do Turismo, o ministro da Economia prometeu mais apoios ao setor. O presidente da CTP, Francisco Calheiros, perguntou pelo novo aeroporto.

Victor Jorge

O ministro da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, anunciou durante a Conferência “Retomar o Crescimento”, organizada pela Confederação do Turismo de Portugal (CTP), o lançamento, nos próximos dias, de uma nova linha de crédito de apoio à tesouraria das empresas do turismo no valor de 150 milhões de euros.

No evento que marca o Dia Mundial do Turismo, Siza Viera, admitiu que “estamos conhecer um processo de retoma e o verão foi um exemplo disso”, salientando que “a retoma ainda é escassa, mas é certa”.

O apoio do Governo não se ficará, no entanto, por esta linha, com o ministro responsável pela pasta da economia a admitir que os apoios não se ficam por esta linha.

Referindo a importância que o setor possui para a economia nacional, Siza Vieira salientou que “o sucesso deste setor assenta na capacidade das nossas empresas”, reforçando a ideia de que Portugal “é um dos “, tendo “preservado a sua imagem nos mercados mais relevantes”. Por isso, admitiu, “fez todo o sentido “o esforço que todos fizemos na preservação deste ecossistema”.

Identificando os apoios até agora prestados ao setor do turismo em “mais de três mil milhões de euros”, Siza Vieira admitiu que “não vale a pena traçar quadros cor de rosa. Muitas empresas ficaram pelo caminho e empresários foram impossibilitados de continuar a sua atividade”.

Destaque, igualmente, para os 70.000 empregos que o setor do turismo possui atualmente, face á realidade de 2019 e que “é muito importante serem recuperados”.

Com a aproximação da época baixa, o ministro da Economia reforçou a necessidade de “termos de fazer mais um esforço”, já que, citando uma frase que se vem ouvindo no setor, “não podemos morrer na praia.

Daí Siza Vieira salientar que os apoios mais importantes vão continuar até ao final do ano através dos diversos planos e linhas de apoio – Reforçar e Retomar - que foram anunciadas em maio passado.

Antes do ministro da Economia, Francisco Calheiros, presidente da CTP, já tinha “exigido” a manutenção dos apoios, deixando a certeza que “o setor, do que depende de nós, irá crescer”

Reforçando que o apoio do Governo “é importante e sem ele tudo será mais difícil”, Francisco Calheiros salientou que as empresas estão “numa situação muito difícil e precisam de ajudas rápidas”, deixando algumas críticas no que diz respeito ao código de trabalho e às mexidas que estão pensadas.

Quanto à retoma e ao tempo que esta demorará, o presidente da CTP deixou, a propósito do “tempo” a pergunta direta ao ministro da Economia: “quanto tempo é preciso esperar pelo novo aeroporto”. No discurso do ministro, contudo, não houve resposta.

Certo é que, segundo o presidente da CTP, “a continuação da atual situação é uma ameaça para o turismo nacional”.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

Mais artigos
Análise

Mais de 30% dos portugueses mantém poupança de dinheiro para viagens

O estudo concluiu que as famílias sem filhos (37%) são quem mais poupa para viajar em comparação com as famílias com filhos (26%).

Publituris

Mais de 30% dos portugueses apontaram as viagens como o principal motivo para poupar dinheiro, quando em 2019, antes da pandemia de covid-19, eram 31%, concluiu um estudo da Intrum.

Quando se comemora o Dia Mundial do Turismo, “o European Consumer Payment Report, estudo da Intrum, revelou que, para os portugueses (34%), viajar é uma das principais razões para poupar dinheiro todos os meses”, um valor “superior ao período homólogo de 2019, que atingiu os 31%”, apontou a Intrum.

Para a promotora do estudo, os dados mostram que a “pandemia de covid-19 aumentou a vontade dos portugueses de conhecer o mundo”.

Ainda assim, aquela percentagem já foi mais elevada, registando os 42% nos anos 2017/2018.

Já quando comparado com a média europeia (41%) ou Espanha (40%), Portugal fica a uma distância de sete e seis pontos percentuais, respetivamente.

O estudo da Intrum concluiu ainda que as mulheres (35%) poupam mais para viajar em comparação com os homens (32%) e que o grupo etário dos maiores de 65 anos (46%) é o que mais poupa para viajar.

Seguem-se as faixas etárias dos 18 aos 21 anos e dos 22 aos 37, com uma percentagem de 38%. Em último lugar encontra-se a faixa etária dos 45 aos 54 anos com uma percentagem de 24%.

Por fim, o estudo concluiu que as famílias sem filhos (37%) são quem mais poupa para viajar em comparação com as famílias com filhos (26%).

“A pandemia de covid-19 teve um grande impacto em todas as áreas, ainda assim, o setor da hotelaria e lazer (64%) foi um dos setores em que as margens de lucro foram mais afetadas. Para além disso, 86% dos inquiridos anseia que uma recessão venha a ter um impacto muito negativo na sua empresa”, referiu, em comunicado, o diretor-geral da Intrum Portugal, Luís Salvaterra.

O estudo ECPR - European Consumer Payment Report 2020 tem por objetivo a partilha de informação sobre a vida quotidiana dos consumidores europeus, os seus hábitos de despesa e a capacidade de gerir as suas finanças domésticas mensalmente.

O relatório anual baseia-se num inquérito externo realizado simultaneamente em 24 países na Europa, entre os quais Portugal, com um total de 24.198 consumidores participantes na edição de 2020.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Análise

As propostas para o turismo de Lisboa

Constituindo a principal porta de entrada para os turistas de visita ao nosso país, Lisboa é peça-chave em muitas vertentes do turismo. O Publituris foi ouvir as propostas de quem pretende ocupar o lugar cimeiro da câmara da capital do país.

Victor Jorge

À quarta ronda pelas principais cidades turísticas de Portugal, terminamos na capital do país, Lisboa. No próximo fim de semana, os/as portugueses/as elegem os/as presidentes para as 308 câmaras que compõem o mapa autárquico em Portugal.

Depois de ouvir o que os/as candidatos/as de Albufeira, Funchal e Porto têm a propor para as respetivas cidades, chegou a vez de Lisboa.

Leia as propostas dos/as candidatos/as à Câmara Municipal de Lisboa às eleições do próximo dia 26 de setembro :

  • Carlos Moedas, candidato pelo PSD + CDS-PP + PPM + MPT + Aliança
  • João Ferreira, candidato pela CDU
  • Manuela Gonzaga, candidata pelo PAN
  • Bruno Horta Soares, candidato pela Iniciativa Liberal
  • Nota: O Publituris contactou, igualmente e por diversas vezes, os/as candidatos/as à Câmara Municipal de Lisboa,  Fernando Medina (PS+Livre), Beatriz Gomes Dias (BE), e Nuno Graciano (Chega). Contudo, até ao fecho do artigo não obteve quaisquer respostas por parte das referidas candidaturas.

    Sobre o autorVictor Jorge

    Victor Jorge

    Mais artigos
    Análise

    As propostas de Carlos Moedas, candidato pelo PSD + CDS-PP + PPM + MPT + Aliança

    As propostas do ex-comissário europeu e candidato pelo PSD + CDS-PP + PPM + MPT + Aliança à Câmara Municipal de Lisboa.

    Victor Jorge

    Que importância possui o turismo para a cidade de Lisboa?
    O turismo é fundamental para milhares de lisboetas, para a economia da cidade, para a projeção internacional de Lisboa e para a capacidade de atrairmos investimento que gerem riqueza para os lisboetas. O meu compromisso é relançar o setor do turismo envolvendo os vários agentes do setor.

    Que medidas merecem a sua aprovação e o que foi feito que, sob a sua liderança, não seria realizado? O que teria feito de diferente durante este período pandémico e como antevê o regresso à tão desejada “normalidade” do turismo na cidade de Lisboa e quais os principais desafios esperados?
    O problema desta governação é que mesmo as boas ideias pecam sempre por má execução. A taxa turística seguiu o exemplo de outras cidades muito procuradas, mas não fazia sentido cobrar durante a pandemia, o que dificultou a nossa competitividade num momento complicado. Usar os fundos da taxa turística para reabilitação de património também é uma boa ideia, mas faria mais sentido investir noutras centralidades da cidade, para evitar concentrar todos os turistas da cidade na Rua da Betesga. Não há necessidade nenhuma de ter o turismo histórico, cultural, de diversão noturna e de arte urbana a confluir todo nos mesmos escassos quilómetros quadrados. Para além disso, deixa muitas partes da cidade esquecidas. Para mim, o dinheiro do turismo deve servir para tornar mais partes da cidade atrativas para turistas.

    Questões como a sustentabilidade, overtourism, segurança, digitalização e mobilidade, estão na ordem do dia no turismo. Que propostas tem para estes pontos (e outros) em concreto?
    Percebo a ideia do overtourism, mas a verdade é que estamos longe desse ponto. Uma gestão mais eficaz das centralidades ajudava-nos muito nesse campo. Na sustentabilidade, há uma medida que depende pouco de mim, mas que vejo como muito importante, que é ligar melhor Lisboa à Europa através de caminhos de ferro para evitar que se fizessem tantas viagens de avião. Isso a juntar ao aeroporto complementar da Portela, que podia evitar que os aviões andassem tão em cima da cidade. Fernando Medina ainda é um político muito analógico, em 2021 não podemos continuar a ter responsáveis políticos que não percebam a importância da digitalização.

    O que falta fazer na cidade de Lisboa no que diz respeito ao turismo e que já deveria estar ou ter sido feito?
    Acho que há muito potencial a ser desperdiçado. Temos uma cidade que tem o elétrico como cartão de visita e não investe nele. Que tem Alfama como jóia da coroa, mas está a deixar que o bairro se descaracterize totalmente. Faz falta a Lisboa ser menos uma cidade de iniciativas com nomes estrangeiros e tentativas de uniformização. Não tenho nada contra estrangeirismos, até sou conhecido por eles, mas a cidade, neste momento, precisa de se focar em manter alguma identidade, sob pena de perder a graça que têm bairros como a Graça (‘pun intended’, cá está um estrangeirismo). Serei um presidente focado em não matar a galinha dos ovos de ouro que é a tradição de Lisboa, ao contrário de Fernando Medina, que a quer depenar e por na panela o mais rápido possível.

    Eleito presidente, quais as primeiras e principais medidas a tomar em benefício do e para o turismo da cidade de Lisboa?
    As medidas serão sempre no sentido de melhorar a cidade para os lisboetas ao nível das condições de mobilidade, de investimento no comércio local, de atratividade da cidade. Vou estabelecer um rumo ambicioso para o relançamento do turismo envolvendo os vários agentes do setor. Vou potenciar o crescimento da cidade do ponto de vista turístico, para outras zonas e para a Área Metropolitana de Lisboa, promovendo concertadamente os destinos nos vários municípios da região. Tenho um programa que irá aumentar a estada média de cada visitante, aumentando a oferta de experiências culturais da cidade. A cultura será um dos pontos estruturais e centrais desta nova ambição turística dinamizando a oferta cultural da cidade. Assim como irei potenciar o turismo de negócios e conferências com aumento de infraestruturas, construindo o Novo Centro de Congressos de Lisboa. E tudo farei para manter a identidade bairrista que Lisboa ainda tem e que é um fator de atração único no Mundo.

     

    Sobre o autorVictor Jorge

    Victor Jorge

    Mais artigos

    Toda a informação sobre o sector do turismo, à distância de um clique.

    Assine agora a newsletter e receba diariamente as principais notícias do Turismo. É gratuito e não demora mais do que 15 segundos.

    Navegue

    Sobre nós

    Grupo Workmedia

    Mantenha-se conectado

    ©2021 PUBLITURIS. Todos os direitos reservados.