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Turismo internacional manteve quebra mas confiança aumentou no primeiro trimestre, diz OMT

As chegadas internacionais desceram 83% no 1.º trimestre, indica a Organização Mundial do Turismo (OMT), que culpa a manutenção de restrições às viagens pelo fraco desempenho turístico.

Inês de Matos
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Turismo internacional manteve quebra mas confiança aumentou no primeiro trimestre, diz OMT

As chegadas internacionais desceram 83% no 1.º trimestre, indica a Organização Mundial do Turismo (OMT), que culpa a manutenção de restrições às viagens pelo fraco desempenho turístico.

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Fotos de banco de imagens por Vecteezy

As chegadas internacionais de turistas desceram 83% no primeiro trimestre do ano, devido à manutenção das restrições às viagens em grande parte do mundo, que não impediu, no entanto, que se tenha registado uma recuperação  ao nível da confiança, que “mostra sinais de um lento aumento”, indica a Organização Mundial do Turismo, divulgou esta quarta-feira, 2 de junho, os dados relativos ao período entre janeiro e março de 2021.

No primeiro trimestre do ano, os destinos em todo o mundo contabilizaram menos 180 milhões de chegadas internacionais que em igual período de 2020, uma vez que a pandemia da COVID-19 apenas se começou a fazer sentir em março do ano passado.

Ao nível dos resultados, o pior desempenho, diz a OMT, continuou a verificar-se nas regiões da Ásia e do Pacifico, onde a descida das chegadas internacionais chegou aos 94%, seguindo-se a Europa, onde se registou a segunda maior quebra, com uma descida de 83%. Já em África, as chegadas internacionais caíram 81% e 78% no Médio Oriente, enquanto na América houve uma quebra de 71%.

Estes resultados, lembra a OMT, seguem-se ao desempenho negativo de 2020, que, devido à pandemia da COVID-19, foi considerado o pior ano de sempre para a atividade turística, e ao longo do qual as chegadas internacionais de turismo caíram 73%.

Apesar do fraco desempenho se ter mantido no primeiro trimestre de 2021, devido às restrições às viagens, o certo é que o índice de confiança da OMT mostra sinais de recuperação, num sinal positivo que, segundo Zurab Pololikashvili, secretário-geral da OMT, se deve ao processo de vacinação.

“Há uma procura reprimida significativa e vemos a confiança a regressar lentamente. A vacinação será fundamental para a recuperação, mas devemos melhorar a coordenação e a comunicação, tornando os testes mais fáceis e acessíveis, se quisermos ver uma recuperação para a temporada de verão no hemisfério norte”, defende o responsável.

Perspetivas para o verão

Com a melhoria da confiança, melhoram também as perspetivas para o verão e, segundo o mais recente estudo do Painel de Especialistas em Turismo da OMT, “as perspectivas para o período de maio a agosto estão a melhorar ligeiramente”, devido ao aumento da vacinação, assim como ao lançamento de políticas que visam a retoma da atividade em segurança, como o Certificado Digital Europeu COVID-19.

De acordo com o estudo, 60% dos especialistas do painel “esperam uma recuperação no turismo internacional apenas em 2022”, percentagem que representa um aumento face à pesquisa de janeiro, quando 51% estimavam a recuperação no próximo ano, enquanto os 40% restantes perspetivam a recuperação já para 2021, embora a OMT alerte que esse número fica “um pouco abaixo da percentagem de janeiro”.


No entanto, quase metade dos especialistas “não vê um retorno aos níveis de turismo internacional de 2019 antes de 2024 ou depois, enquanto a percentagem de entrevistados que indica um retorno aos níveis pré-pandémicos em 2023 diminuiu um pouco (37%), em comparação com a pesquisa de janeiro”.

As restrições às viagens e a falta de coordenação nos protocolos de viagens e saúde são, de acordo com o especialistas do painel da OMT, “o principal obstáculo para a recuperação do setor”.

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Há um novo espaço para eventos especiais no centro de Lisboa

Composta por duas salas, cada uma com capacidade máxima para 20 pessoas, podendo ser transformadas num anfiteatro para 60 pessoas sentadas, a CAVE é o novo espaço para acolher uma multiplicidade de eventos especiais de pequena dimensão do universo Delta.

O grupo Delta inaugurou esta quinta-feira, 17 de novembro, um novo espaço para eventos especiais no centro de Lisboa: a CAVE. Localizado na Avenida da Liberdade, na Delta The Coffee House Experience há uma passagem secreta para um espaço que prima pela versatilidade e capacidade de adaptação a diferentes eventos.

A CAVE é composta por duas salas, cada uma com capacidade máxima para 20 pessoas, podendo ser transformadas num anfiteatro para 60 pessoas sentadas. As salas estão equipadas com soluções de audiovisuais e de multimedia e o acompanhamento é feito por uma equipa de profissionais que privilegia um serviço de qualidade ímpar.

Contando com uma localização privilegiada, a CAVE é um espaço totalmente preparado para acolher uma multiplicidade de eventos especiais de pequena dimensão, desde reuniões, workshops, eventos corporativos, apresentações, teambuildings, exposições, lançamentos, entre outros.

Para Clara Melícias, diretora de Lojas Delta The Coffee House Experience, a CAVE prima pela “simplicidade de um espaço em que tudo foi pensado ao pormenor e pretende surpreender todos aqueles que querem fazer a diferença na hora de reunir, inspirando e despertando para momentos inesquecíveis”.

A CAVE é ainda complementada para Delta The Coffee House Experience, localizada no piso superior, que oferece um serviço especializado de cafetaria, para coffee breaks e almoços.

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Aumento dos custos e falta de pessoal são os maiores problemas para a indústria dos cruzeiros

Além das questões relacionadas com a sustentabilidade e os impactos ambientais, o aumento dos custos e a falta de trabalhadores estão a a afetar a indústria dos cruzeiros.

A 12.ª edição do International Cruise Summit (ICS), realizada nos dias 15 e 16 de novembro, em Madrid, colocou o foco nos problemas globais relativos ao aumento dos custos e na falta de trabalhadores que estão a afetar a indústria dos cruzeiros.

Com a indústria dos cruzeiros a registar uma recuperação da atividade em 2022, embora os níveis de ocupação ainda tenham ficado abaixo do período pré-pandémico, nos últimos três anos foram incorporados novos navios de grande capacidade com as últimas tecnologias no que diz respeito ao meio-ambiente, substituindo navios mais antigos, pequenos e ineficientes, de forma a dar espaço para as novas unidades.

Apesar dos níveis de ocupação não terem recuperado totalmente e de haver mais lugares disponíveis, as companhias de navegação estão empenhadas em não baixar os preços, o que, segundo as conclusões a que se chegou no ICS, “desvalorizaria um produto que oferece uma relação qualidade/preço excecional, e que também enfrenta uma subida de custos de combustível nunca antes vistos”.

Assim, combater os mitos que prejudicam a reputação dos navios de cruzeiro é um objetivo de curto e médio prazo, destacando não apenas a sua segurança sanitária, mas também o compromisso com a redução do impacto ambiental e o valor para os destinos, onde cada passageiro de cruzeiro produz uma despesa de 750 dólares (cerca de 720 euros) numa semana de cruzeiro.

Outras das conclusões retiradas da cimeira diz respeito à falta de voos ou frequências em determinadas rotas que se mantém, optando-se por mais portos de embarque, bem como pelo transporte de passageiros em comboio ou mesmo autocarro.

O fenómeno da escassez ocorre, de resto, em várias áreas da cadeia de fornecimento, desde a escassez de autocarros, motoristas e guias turísticos para excursões, à dificuldade em encontrar pessoal que queira trabalhar a bordo e nas operações portuárias. No entanto, a indústria espera que a normalidade seja restabelecida à medida que a atividade económica continua a evoluir.

A sustentabilidade, “um autêntico mantra” para as empresas de cruzeiros, levou-as mesmas a construírem navios com as últimas tecnologias em redução de emissões, purificação de água, programas de redução de plásticos descartáveis, papel e separação para reciclagem, tendo ampliando a sua influência, inclusivamente, aos próprios escritórios das empresas, mas também nos destinos, onde se procura uma abordagem holística que inclua não só as boas práticas ambientais ao nível do porto, mas também ao longo da cadeia de valor do destino, ou seja, nos operadores turísticos, transportes, locais a visitar ou empresas de atividade.

Além disso, as companhias estão também a investir na pesquisa de novas fontes de energia, como hidrogénio, amónia ou metanol, com protótipos projetados para entrar em operação nos próximos anos.

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Parceria entre Iberia e Allianz prolongada até final de 2025

A parceria entre a Iberia e a Allianz Partners, prolongada por mais três anos, contempla proteção para cancelamento da viagem, atraso na viagem, conexões perdidas, benefícios médicos de emergência premium no estrangeiro e para a bagagem, entre outros.

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A Iberia e a Allianz Partners prolongaram a parceria existente por mais três anos, terminando, assim, em dezembro de 2025, disponibilizando soluções de seguro de viagem aos clientes da Iberia residentes em 13 mercados europeus.

Para residentes de outros países, inclusivamente na LATAM, a Allianz refere, em comunicado, que “serão disponibilizadas em breve soluções de proteção de viagem para 2023”, adiantando que “proteção para cancelamento da viagem, atraso na viagem, conexões perdidas, benefícios médicos de emergência premium no estrangeiro e para a bagagem serão alguns dos benefícios incluídos”.

Nalguns países, os clientes também beneficiam de serviços de teleconsulta e estarão protegidos contra doenças relacionadas com a COVID-19 durante uma viagem, incluindo cobertura para emergências médicas, quarentena pessoal obrigatória e recusa de embarque devido a uma suspeita de doença, disponibilizando a Allianz Partners uma linha de assistência de viagem 24 horas por dia, sete dias por semana aos clientes.

Os produtos e serviços de proteção de viagem são fornecidos pela Allianz Partners diretamente quando os clientes da Iberia reservam o seu bilhete de avião no website da companhia aérea, através da aplicação móvel ou do serviço de call center da Iberia.

Relativamente a esta parceria, Jean-Marc Paihol, diretor de Parcerias Estratégicas Globais e Membro do Conselho de Administração da Allianz Partners, refere que ela “confirma o nosso compromisso em apoiar as principais companhias aéreas em todo o mundo e demonstra mais um passo importante na nossa posição como parceiro líder de seguros para o setor das companhias aéreas”.

Já Ignacio Valeros, diretor de Revenue Management da Iberia, salienta que o objetivo é “oferecer uma experiência holística aos nossos clientes, com todos os serviços que podem acompanhá-los na sua jornada de voo”, destacando que a parceria com a Allianz Partners permite que os clientes “viajem com facilidade, sabendo que antes ou durante a viagem estão protegidos por um parceiro de confiança”.

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Centro de operações da Turkish Airlines recebe certificação LEED

Com esta certificação o objetivo passa por melhorar os desempenhos de energia, água e qualidade interior para diminuir permanentemente os efeitos sob o ambiente.

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A Turkish Airlines recebeu, recentemente, o certificado Leed v4.1 pelo Centro de Operações – Terminal para Tripulação de Voo no aeroporto de Istambul.

A atribuição deste certificado – LEED v4.1 O+M: EB Certificate -, diz a companhia, “continua a provar o valor que a Turkish Airlines atribui à humanidade e ao meio ambiente com trabalhos voltados para a produtividade energética”.

Com a conclusão do processo do Centro de Operações da Turkish Airlines – Terminal para Tripulação de voo, a companhia aérea de bandeira tornou-se a primeira companhia aérea da Europa e a terceira do mundo a ter certificado de platina.

Relativamente â obtenção do certificado, Abdulkerim Çay, Chief Human Resources Officer da Turkish Airlines, refere que “continuamos a aprimorar as nossas operações ecológicas não apenas com os nossos voos, mas também com os nossos espaços de trabalho”. O responsável adianta ainda que, “tornar-se a primeira companhia aérea na Europa a obter o certificado de platina, mais alto do sistema de classificação Leed, é um indicador valioso”.

O centro de operações da Turkish Airlines está localizado no aeroporto de Istambul e distingue-se pelas características ambientais, tratando-se de um edifício de escritório e terminal de classe A capaz de acomodar aproximadamente 2.000 funcionários de escritório e cerca de 1.000 tripulantes de cockpit e 4.500 tripulantes de cabine durante os dias de maior movimento. A seção do terminal da tripulação permite que os pilotos e a tripulação de cabine se preparem para os voos e passem o tempo com outros membros da tripulação para fazer os preparativos necessários. Também permite passar o tempo livre na área lounge de 14.500 m2, que oferece acesso direto à aeronave e um restaurante aberto 24 horas por dia, 7 dias por semana. Considerando o número de tripulações que atende, a capacidade deste edifício excede 36 aeroportos em Türkiye e possui certificado LEED v4.1 O+M: EB, que é a versão mais atual para instalações aéreas.

Com o certificado LEED v4.1 O+M: EB Platinum, o objetivo é melhorar os desempenhos de energia, água e qualidade interior para diminuir permanentemente os efeitos sob o ambiente. A melhoria da eficiência energética, da água e da qualidade interior permite a diminuição dos custos operacionais do terminal, ao mesmo tempo que abre caminho para os objetivos de sustentabilidade. Além disso, os objetivos da transportadora de incluem adotar os critérios determinados durante o processo de certificação como um todo e aplicar a todos os seus edifícios.

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GBTA prevê recuperação das viagens de negócios em 2023

À medida que as restrições relacionadas com a pandemia se vão aligeirando, a Global Business Travel Association (GBTA) mostra expectativas de recuperação para as viagens de negócios em 2023.

Victor Jorge

Embora as viagens de negócios ainda registem uma recuperação mais lenta, ficando aquém dos níveis pré-pandêmicos, uma análise da Global Business Travel Association (GBTA) mostra expectativas de recuperação em 2023, com 78% dos gerentes de viagens a estimar que as empresas farão mais viagens de negócios no próximo ano. Já do lado dos agentes de reservas de viagens de negócios, 85% prevê a existência de mais reservas em geral.

A análise da GBTA refere ainda que as viagens de negócios domésticas estão em 63% dos níveis vistos antes do COVID-19, e as viagens internacionais estão em 50% dos totais anteriores.

“Continuamos a ver um progresso à medida que as viagens de negócios voltam a ser uma indústria global de 1,4 bilião de dólares como era antes da pandemia”, refere Suzanne Neufang, CEO da GBTA, em nota de imprensa.

A pesquisa conclui que a pandemia está a diminuir como um fator que impacta as viagens, com a maioria dos fornecedores de viagens a destacar as condições económicas como fator que pode limitar as viagens de negócios no próximo ano, embora 75% dos compradores de viagens admitam que não há planos atualmente para limitar as viagens devido à economia.

A maioria dos inquiridos confirmou modelos de trabalho híbridos ou totalmente remotos para as suas empresas, com 72% dos entrevistados a afirmar que o trabalho remoto não mudaria o número de viagens de negócios feitas pelos funcionários e 14% acreditando que os acordos de trabalho remoto aumentariam o número de viagens de negócios.

Ao mesmo tempo, quem gere as de viagens relata “um aumento nas solicitações de viagens combinadas que incluem atividades de trabalho e lazer ou algum período de férias”. Acordos de trabalho híbrido e remoto podem encorajar viagens, já que muitos inquiridos confirmaram que as suas empresas permitem que os funcionários vivam fora da sua base por longos períodos, mesmo incluindo locais internacionais enquanto continuam a trabalhar remotamente.

27% indicaram ainda que estão disponíveis reembolsos para despesas de trabalho remoto na respetiva empresa, enquanto 42% dizem que esses reembolsos não são oferecidos.

Quando se trata de viagens internacionais, 74% dos entrevistados confirmaram que viagens internacionais não essenciais são permitidas pelas empresas.

“Também é importante entender o contexto da recuperação global das viagens de negócios. A Ásia ainda está a abrir fronteiras, as viagens internacionais de negócios em geral começaram a aumentar apenas no início deste ano em todo o mundo, e os EUA só permitiram viagens irrestritas desde junho”, acrescentou Neufang.

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Marrocos passa a fazer parte da programação da Icárion

Numa primeira fase, o operador disponibiliza três circuitos regulares disponíveis com guia espanhol e uma duração de 7 noites.

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A Icárion possui um novo destino na sua programação – Marrocos – disponível no site do operador a partir desta quinta-feira, 17 de novembro.

Em comunicado, a Icárion refere que “o lançamento de novos destinos faz parte da estratégia do operador que procura sempre responder às necessidades do mercado, às tendências dos viajantes e ao mesmo tempo acompanhar de perto os pedidos das agências de viagem para que encontrem uma diversidade de destinos únicos com serviços de qualidade”.

Numa primeira fase, o operador disponibiliza três circuitos regulares disponíveis com guia espanhol e uma duração de 7 noites, fazendo parte da programação as Jóias de Marrocos, Cidades Vermelhas de Marrocos e Caminhando com Berberes e Tuaregues. As apostas do operador têm como base não só os circuitos mais clássicos do destino como também, no caso do programa Caminhando com Berberes e Tuaregues um programa em 4×4 e alojamentos em tendas típicas marroquinas durante o circuito.

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Gastos com cartões estrangeiros em Portugal no 3.º trimestre 55% acima de 2019

As compras efetuadas com cartões por estrangeiros no 3.º trimestre, em Portugal, ultrapassou os valores de 2019 em termos de número de transações e valor gasto. No alojamento, foram os americanos que mais gastaram, ultrapassando os tradicionais europeus.

Victor Jorge

A utilização de cartões bancários estrangeiros durante o 3.º trimestre de 2022 ultrapassou todos os anteriores registos em períodos homólogos, e praticamente duplicou o número de utilizações de cartões verificados em 2021.

De acordo com os dados da SIBS, no 3.º trimestre de 2022, número de transações efetuadas com cartões estrangeiros no nosso país ascendeu a 52,1 milhões, correspondendo a uma subida de 95% face a igual período de 2021 e mais 82,5% relativamente ao mesmo trimestre de 2019.

No que diz respeito ao valor de compras, os números mostram que totalizaram 2.480 milhões de euros, ficando 85,9% acima de período homólogo de 2021. Quando comprado com o 3.º trimestre de 2019, os dados da SIBS indicam uma variação positiva de 55,2%. Já quanto à transação média no período de julho a setembro, verifica-se que esta rondou os 48 euros, menos 4,7% relativamente ao mesmo trimestre de 2021 e 4,8% abaixo de igual período de 2019.

Em termos da distribuição regional do número de operações, a Região de Lisboa liderou destacadamente com 19,4 milhões de transações, significando tal uma quota de 37%. Em segundo lugar aparece o Algarve com 12,3 milhões de transações, correspondendo a uma quota de 23,4%, com a Região Norte a fechar o top 3 com 10,8 milhões de transações e 20,7% da quota global.

Em termos de mercados, França lidera com 10,4 milhões de transações (19,9% do total), seguindo-se Reino Unido com 7,6 milhões de transações (14,6%) e Espanha com cinco milhões de transações (11,5%). Significativo é o 4.º lugar dos E.U.A. em resultado do nítido crescendo de presença de turistas norte-americanos.

Já quando se analisam os gastos com cartões estrangeiros em Portugal, mas por valor de compras, a liderança continua a pertencer a França com 485,5 milhões de euros, seguindo-se o Reino Unido, com 333,9 milhões de euros. O maior destaque vai, contudo, para os EUA que, com os 261 milhões de euros, suplantaram mercados tradicionalmente mais relevantes, como o espanhol e alemão.

Americanos lideram nos gastos com alojamento
No 3.º trimestre de 2022, os gastos em compras com cartões bancários estrangeiros no alojamento foram sempre superiores aos meses homólogos dos anos anteriores, tendo atingido o valor máximo no mês de agosto, com 247,5 milhões de euros, correspondendo a uma subida de 46% face ao valor do mesmo mês de 2019.

Mas também julho, com 221,7 milhões de euros, e setembro, com 176,7 milhões de euros, ficaram acima dos mesmos meses de 2019, com variações positivas de 48,8% e 38,2%, respetivamente.

Mais uma vez a região de Lisboa lidera os gastos feitos com cartões por estrangeiros com mais de 214 milhões de euros (32,7%) de quota, aparecendo o Algarve em segundo lugar a curta distância, com 211 milhões de euros (32,1%), com o Norte de Portugal a registar ainda gastos de 3 dígitos, com 105,3 milhões de euros (16%).

No que diz respeito ao mercado estrangeiro mais gastador no alojamento, a distribuição dos consumos evidencia uma inédita liderança dos EUA com 87,8 milhões de euros (13,6% de quota), secundados de perto pelo Reino Unido, com 81,1 milhões de euros (12,6%) e superando claramente os restantes maiores mercados europeus: Espanha (64,3 milhões de euros e uma quota de 10%), França (52,5 milhões de euros e quota de 8,1%) e Alemanha (35,9 milhões de euros e quota de 5,6%).

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1.º Roadshow do Enoturismo Atlântico Bairrada Lisboa com 20 expositores e 250 agentes

Dirigido a agentes de viagens, o 1.º Roadshow do Enoturismo Atlântico Bairrada Lisboa é organizado pelo jornal Publituris, em parceria com as Comissões Vitivinícolas da Bairrada e de Lisboa, e vai decorrer em Lisboa e no Porto, a 23 e 24 de novembro, respetivamente.

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O 1.º Roadshow do Enoturismo Atlântico Bairrada Lisboa, que vai decorrer em Lisboa e no Porto, a 23 e 24 de novembro, respetivamente, conta já com a confirmação de cerca de duas dezenas de produtores, em representação das regiões de Lisboa e da Bairrada, e 250 agentes de viagem.

Organizado pelo jornal Publituris, o evento é criado e promovido pelas Comissões Vitivinícolas da Bairrada e de Lisboa, sendo 1.º Roadshow do Enoturismo Atlântico Bairrada Lisboa dirigido a agentes de viagens e contará com a presença de produtores com a Adega Cooperativa da Lourinhã, Adega Mãe, Manzwine, Quinta do Gradil, Quinta do Sanguinhal, Quinta das Carrafouchas, Quinta de Almiara, Quinta da Boa Esperança, Quinta dos Capuchos, Quinta do Monte d’Oiro, Caves Velhas, Caves São João, Caves Do Solar de São Domingos, Luís Pato, Quinta das Bageiras, Prior Lucas, Caves Messias, Regateiro e António Marinha.

Presentes no evento estarão Turismo de Portugal, Turismo do Centro de Portugal, CCDR Centro, Comissões Vitivinícolas da Bairrada e Lisboa, Rota da Bairrada, Comunidade Intermunicipal do Oeste, Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, Comunidade Intermunicipal de Aveiro, Escolas de Hotelaria e Turismo de Coimbra e do Oeste, IPL-ESTM, Entidade Regional do Turismo de Lisboa, entre outras.

O 1.º Roadshow do Enoturismo Atlântico Bairrada Lisboa decorre no dia 23 de novembro no Altis Grand Hotel, a partir das 18h00, enquanto no Porto tem lugar, no dia 24 de novembro, no Hotel HF Ipanema Park, também com início pelas 18h00. Nas duas iniciativas, está ainda incluído o jantar.

Ao longo do evento os agentes de viagens vão ter a oportunidade de conhecer novos projetos de enoturismo, seja para momentos em família, casais, grupos em ‘stopover’ ou para eventos corporate, nos quais a cultura vinhateira se assume como uma mais‐valia na diferenciação da oferta turística comercializada.

As inscrições para o 1.º Roadshow do Enoturismo Atlântico Bairrada Lisboa podem ser realizadas aqui.

Mais informações pelo e-mail [email protected] ou pelo número de telefone +351 913256261.

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Ryanair em parceria com fundo sustentável do Citi

A parceria entre a Ryanair e o Citi servirá para apoiar diferentes projetos de financiamento sustentável, como energia renovável, conservação de água, saúde e educação em mercados emergentes.

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A Ryanair acaba de anunciar uma parceria com o Citi, instituição bancária, para se tornar na primeira companhia aérea europeia a depositar fundos na nova Solução de Depósito Sustentável, lançada no início deste ano.

Esta parceria possibilita a Ryanair investir o excesso de caixa para apoiar diferentes projetos de financiamento sustentável do portfólio do Citi, como energia renovável, conservação de água, saúde e educação em mercados emergentes.

A iniciativa apoia a agenda de sustentabilidade da Ryanair, com os fundos a serem canalizados para financiar ou refinanciar ativos numa carteira de projetos elegíveis de finanças verdes e/ou sociais, com base nos critérios estabelecidos no Citi Green Bond Framework, Social Finance Framework e Social Bond for Affordable Housing Framework.

Thomas Fowler, diretor de Sustentabilidade da Ryanair, refere que esta parceria “não só ajudará a administrar as nossas finanças de maneira mais sustentável, mas também impulsionará ainda mais a nossa agenda de sustentabilidade como um todo, pois apoiamos vários projetos de sustentabilidade em todo o portfólio do Citi, desde a conservação da água até habitação acessível e muito mais.”

Do lado do Citi, David Tsui, chefe de Produtos de Depósito e Investimento de Sustentabilidade Global (ESG) do Citi, salienta que a entidade bancária está a oferecer a “oportunidade de apoiar projetos ambientais e sociais elegíveis nos portfólios do Citi”, referindo que o Citi tem o compromisso de “financiar e facilitar um bilião de dólares em finanças sustentáveis até 2030 como parte da meta de acelerar ainda mais a economia sustentável de baixo carbono”.

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United Airlines investe em refinaria de biofuel

Com mais este investimento, a United Airlines pretende ser pioneira no primeiro voo 100% SAF.

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A United Airlines anunciou um investimento estratégico na produção de combustível de aviação sustentável (Sustainable Aviation Fuel – SAF) numa parceria com a NEXT Renewable Fuels, o que resultará na construção de uma refinaria de biofuel em Port Westward no Estado de Oregon, que deverá iniciar a produção no início de 2026.

A NEXT irá produzir, em velocidade cruzeiro, cerca de 50.000 barris por dia de SAF, gasóleo renovável ou outros combustíveis renováveis, sendo que a United Airlines poderá investir mais de 37,5 milhões de dólares, desde que, como anuncia em comunicado, a NEXT cumpra os requisitos definidos pela companhia aérea.

“Atualmente, uma das maiores barreiras para aumentar a oferta e reduzir os custos de combustível sustentável é que não temos a infraestrutura para transportá-lo com eficiência, mas a localização estratégica e os ativos da NEXT resolvem esse problema e fornecem um plano para instalações futuras. que precisam ser construídos”, admite Michael Leskinen, presidente da United Airline Ventures.

O executivo reconhece que este investimento “não apenas reforçará as ambições da NEXT e criará soluções de curto prazo para expandir o nosso fornecimento de SAF, mas também demonstrará o nosso compromisso em produzir SAF na escala necessária para descarbonizar o setor de aviação”.

Do lado da NEXT, Christopher Efird, CEO e presidente da companhia, refere que “a indústria de combustíveis limpos está a descolar e o nosso acesso a matérias-primas, distribuição multimodal e grandes ‘players’ do setor posiciona-nos como um fornecedor líder de SAF na costa Oeste”, concluindo que o investimento da United na NEXT “fortalece a nossa determinação de ser um dos líderes em combustíveis limpos no setor de transporte”.

Este anúncio por parte da United marca o quinto investimento em tecnologia relacionada com SAF da companhia aérea e seu primeiro investimento diretamente numa biorefinaria.

A United pretende, de resto, realizar o primeiro voo de passageiros do mundo usando 100% de SAF, tendo lançado, recentemente, o programa “Eco-Skies Alliance”, que, entre os 30 participantes corporativos, comprou coletivamente mais de 7 milhões de galões de combustível de aviação sustentável.

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