Assine já
Homepage

Pandemia dá nova vida às agências de viagens

Ao longo dos anos, foram várias as alterações no mercado que vaticinavam o fim assumido das agências de viagens tradicionais. A verdade é que, ano após ano, estas têm-se ajustado às realidades e contribuído para a criação de valor e segurança na hora de reservar uma viagem.

Raquel Relvas Neto
Homepage

Pandemia dá nova vida às agências de viagens

Ao longo dos anos, foram várias as alterações no mercado que vaticinavam o fim assumido das agências de viagens tradicionais. A verdade é que, ano após ano, estas têm-se ajustado às realidades e contribuído para a criação de valor e segurança na hora de reservar uma viagem.

Sobre o autor
Raquel Relvas Neto
Artigos relacionados
Incerteza provocada pela pandemia obriga a maior prudência na operação
Distribuição
SET: Linha de crédito para agências de viagens “resolverá problema” dos reembolsos
Homepage
Novas necessidades nas viagens potenciam procura pelas agências de viagens
Distribuição
Nova edição: Futuro das agências de viagens, FITUR e marketing digital
Homepage

Ao longo dos anos, foram várias as alterações no mercado que vaticinavam o fim assumido das agências de viagens tradicionais. A verdade é que, ano após ano, estas têm-se ajustado às realidades e contribuído para a criação de valor e segurança na hora de reservar uma viagem.

Em março de 2020, a Organização Mundial de Saúde declarava a COVID-19 como pandemia e o mundo fechou fronteiras, tendo deixado muitos turistas apeados nos países mais longínquos. Muitos tinham viajado por sua conta e risco, tendo realizado as suas reservas em plataformas online, mas na hora de os trazer de volta, as agências de viagens trataram de igual forma do repatriamento destes e dos seus clientes. Esta foi uma das provas que as agências de viagens são “um porto seguro”, como chegou a dizer na altura o presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT).
Um ano depois, as fragilidades financeiras e de tesouraria das agências de viagens são muitas, sobretudo numa altura em que se está a proceder ao reembolso dos vouchers, estando inclusive a recorrer à Linha de Apoio à Economia COVID-19: Agências de Viagens e Operadores Turísticos criada para apoiar as empresas nestes reembolsos.
Numa fase em o turismo se prepara para retomar atividade, com as pessoas ávidas por viajar, quisemos saber o que esperam as agências de viagens em Portugal, quais os desafios que identificam, mas sobretudo de que forma se adaptaram a esta nova realidade e consequentes exigências dos consumidores.
A esta altura, início de maio, as agências de viagens têm sentido procura nos seus balcões, com os pedidos de orçamento a começarem a mexer, contudo, como refere Susana Fonseca, diretora operacional do grupo Airmet, “sente-se ainda algum receio na finalização da reserva antecipadamente”. Opinião partilhada por Maria José Silva, CEO da RAVT: “Começa a existir alguma procura, mais de pedidos de informações e orçamentos, mas ténue e fraca em reservas efetivas”.
No universo do Grupo GEA Portugal, Paulo Mendes identifica que também se tem sentido procura, mas a mesma é “muito reduzida para a marcação de viagens”. O diretor de contratação da GEA realça que se está a verificar, porém, “um crescimento gradual, mas tímido com o passar do tempo, tendo em conta o desconfinamento da população a nível nacional”.
Na Viagens Abreu, Pedro Quintela, diretor de vendas e marketing, afirma que quanto mais se aproxima o período de verão mais a procura se começa a acentuar, apesar de admitir que esta, até ao momento, tem sido “ainda reduzida” e com “fases de maior pico dependendo da temporada. No entanto, a ansiedade que as pessoas têm por voltar a viajar dá algum alento à empresa. As expectativas de vendas para este verão ainda são tímidas, mas os responsáveis acreditam que esta vai ser uma época estival melhor do que a de 2020. “Esperamos um verão com uma procura superior à existente em 2020”, começa por prognosticar a responsável da Airmet. Susana Fonseca acredita que “com o aumento do número de pessoas vacinadas a cada dia que passa, aliado à vontade de viajar e retomar um pouco a normalidade das suas vidas, vão ser muitos os portugueses que vão colocar de lado os seus receios e vão acabar por viajar”.
Paulo Mendes observa que é necessária “uma harmonização das regras de viagens para que a procura dispare ainda a tempo do verão”. Por outro lado, refere, “mesmo com as restrições atuais e pouca oferta turística para oferecer aos clientes, estimamos que o grupo atinja valores de faturação entre os 50% e os 55% face ao volume de negócios de 2019”.
Na Viagens Abreu, que realizou recentemente o seu ponto alto de vendas anual – o Mundo Abreu -, as expectativas também apontam para “resultados acima de 2020”. Pedro Quintela indica que os destinos portugueses devem concentrar novamente a maior procura, seguindo- -se as Caraíbas, Grécia, Cabo Verde e lhas Espanholas. “À medida que as ligações aéreas são retomadas e o processo de vacinação avança, as expectativas também aumentam”, sustenta.
Também na RAVT as expectativas são de um crescimento um pouco superior ao de 2020, “seja com o regresso de agências associadas que se desvincularam temporariamente, seja em produção de produtos e serviços turísticos”, realça Maria José Silva.

Papel do agente

A opinião é unânime quando nos referimos ao aumento da importância do agente de viagens para o cliente. Os responsáveis consideram que esta pandemia reforçou o seu papel, fruto da contribuição na altura dos repatriamentos, como já referido em cima, mas também “na ajuda na agilização dos processos de cancelamento e reembolsos”. Susana Fonseca acredita que “os clientes vão certamente optar por comprar as suas viagens nas agências de viagem”.
“Apesar de todo o impacto causado pela pandemia nas agências de viagens, esta veio mostrar aos consumidores o porquê da necessidade imperiosa de ter os agentes de viagens com balcão físico do seu lado, não apenas pelo factor preço, mas também pelo valor que lhes é intrínseco e que agregam ao viajante. Antes, durante e depois da viagem”, começa por dizer Nuno Tomaz, diretor comercial da GEA. O fator humano revelou-se importante no início da pandemia, recorda, sublinhando que os agentes de viagens foram responsáveis pelo repatriamento de 27.500 portugueses. “Incluem- -se nestes números muitos clientes que fizeram a compra das suas viagens em OTA’s (agências de viagens online), e que naquele momento se viram sem apoio e, por conseguinte, sem soluções por parte dessas empresas cujo apport de valor foi praticamente nulo, pois apenas comercializaram os serviços sem, no entanto, apresentarem soluções para os problemas que depois advieram”, clarifica. Porém, o responsável da GEA considera que as agências de viagens só vão beneficiar desta imagem de “porto seguro” para os clientes “consoante os atores deste sub-setor consigam capitalizar no futuro esse ativo conseguido e manter na memória dos viajantes este ‘input’ de valor agregado, assim como as vantagens óbvias que o facto de recorrerem a especialistas representa”.
Pedro Quintela também manifesta a mesma opinião, justificando que a pandemia “levantou diversas questões a quem viaja sem qualquer apoio e, ao mesmo tempo, trouxe enormes desafios aos agentes de viagens que, mais do que nunca, têm a oportunidade de mostrar as suas mais-valias como conselheiros, gestores de reservas, como transmissores qualificados de informação sempre em atualização, como solucionador de problemas e imprevistos”.
Já Maria José Silva demonstra-se mais céptica quanto à procura pelas agências de viagens neste período de retoma turística, sobretudo pelas condições que ainda se vivem no mercado. Para a responsável da RAVT, o esperado é “uma maior procura e reconhecimento das mais- -valias de proteção e apoio dado nas agências de viagens”, mas identifica três fatores que estão a contribuir para desviar a procura pelas agências. O primeiro fator tem que ver com o pedido de serviços soltos, como estada num país ou apenas um ‘city-break’ pela Europa e que muitas vezes acabam por serem desviados para reservarem diretamente ao invés da intermediação pela agência de viagens. “Os serviços de hotelaria local incitam, também com algumas atitudes menos simpáticas para com os agentes, a compras diretamente nas unidades de alojamento e com descontos estranhos, impossíveis e incompreensíveis”, adverte. A procura reduzida ainda por produtos de grupos ou as viagens longínquas que implicam custos mais elevados, sobretudo pelos testes de PCR exigidos que a encarecem ainda mais, são um fator negativo apontado pela responsável.

Futuro do setor

Os desafios, além dos já mencionados, são muito diversos, mas todos interligados num propósito e futuro comum: a sobrevivência das agências de viagens. Para o grupo GEA Portugal, Paulo Mendes aponta que a situação sanitária é o desafio prioritário face ao crescimento económico e à liberdade de circulação de pessoas”. A “capitalização de empresas, reembolso dos vouchers Covid, normalização do transporte aéreo e a falta de uma política duradoura que permita uma maior segurança e menos restrições nas deslocações das pessoas, são para nós os principais desafios a curto prazo para as agências de viagens”, enumera.
Também Susana Fonseca aponta que fazer com que os clientes utilizem os vouchers emitidos será um dos desafios, devido à “instabilidade dos destinos e cancelamentos de operações por parte de fornecedores”. A diretora operacional da Airmet refere ainda que este período vai ser um teste à capacidade comercial das agências de viagens incentivarem os seus clientes a viajar.
Para o diretor de marketing e vendas da Viagens Abreu a “atenção e os cuidados que as agências de viagens têm de ter neste período têm de ser redobrados”. Este alerta deve-se ao facto de considerar que a “assimilação e gestão de informação”, assim como lidar com imprevistos, são os principais desafios que identifica, especialmente numa época em que um destino pode fechar de um dia para o outro, bem como uma unidade hoteleira.
Conseguir encontrar produto que se adeqúe às maiores exigências do cliente, “que está mais inseguro”; ter fornecedores “mais estáveis e capazes de corresponder com o produto e serviço mais exigente, a preço acessível e justo”; “voltar a motivar equipas”; responder à procura que voltou a ser mais em cima da hora; selecionar parceiros mais fiáveis; ou “encontrar equilíbrio entre o excesso de medo, excesso de zelo, excesso de restrições, e a necessidade de vender, viver, sentir, produzir, pagar contas e aguentar empresas, equipas, economias, destinos” são alguns dos muitos desafios que Maria José Silva reconhece que as agências de viagens vão ter pela frente. Contudo, o maior de todos tem sido “aguentar empresas abertas, equipas operacionais, manter custos fixos que nada alteraram e nem tiveram dó nem piedade, com insuficientes apoios (obviamente) que consigam aliviar tamanho tsunami”, admite.

O constante prenúncio do fim

Foram muitos os momentos de turbulência que as agências de viagens passaram nos últimos anos, seja pelo surgimento da Internet e consequentes plataformas de reserva online, seja pelas crises financeiras, aumento de reservas diretas, entre outros. A verdade, é que, com o passar do tempo, estas têm prevalecido. “A eterna conversa sobre o eventual “fim” das agências de viagens é um tema já velho de décadas, e que agora com a pandemia esbarrou de frente com a resiliência e a tremenda capacidade de adaptação dos profissionais deste sub-sector”, recorda Nuno Tomaz. A percepção crescente do valor do agente de viagens por parte do cliente é algo que saiu beneficiado desta pandemia. Para o responsável comercial, foi “dado um novo ênfase ao trabalho destes profissionais que muitas vezes viram o seu trabalho a ser menosprezado, criticado e vilipendiado. E que muitas vezes se viram subtraídos, por oposição aos novos canais de venda online, que se apresentaram agressivamente ao mercado do ponto de vista comercial e de marketing, sustentados essencialmente na variável “preço””. E sendo o turismo um setor de serviços de pessoas para pessoas, “onde se transacionam bens intangíveis e onde o paradigma P2P (person to person – agente/pessoa to cliente/ pessoa) é a palavra de ordem”, a cultura de serviço e atendimento são para Nuno Tomaz “um imperativo”. Como tal, o diretor comercial da GEA acredita que o futuro das agências e dos agentes de viagens “se pode considerar assegurado”.
Como também recorda Maria José Silva, as agências de viagens são “um setor habituado a imensas irregularidades pelo mundo, a cada ano, e sabem bem lidar com a pressão, são muito resistentes, resilientes, digerem bem mudanças, estão habituadas a muita diversidade, são flexíveis, habituadas a “dobrar” mas não a quebrar”. No entanto, a CEO da RAVT aconselha que é necessário reanalisar toda a estrutura da agência de viagens, desde procedimentos a aprendizagens. “Reajustar como sempre à nova realidade, novas técnicas, novas ferramentas, novos procedimentos, reaproveitar tendências que já surgiam timidamente antes, novos produtos, novas formas de vender, novas formas de comprar, novos e diferentes desejos, novas formas e regras para viajar”, destaca.
Uma das bandeiras das agências de viagens que saiu reforçada desta pandemia é a confiança que estas transmitem aos seus clientes na hora das reservas das suas viagens. Neste sentido, Susana Fonseca considera que a “comunicação é um ponto chave que merece uma especial adaptação por parte das agências para com os seus clientes, assim como o marketing digital”. São estes dois pontos-chave que a responsável da Airmet defende que vão “permitir que o cliente não se esqueça da sua existência e relevância a longo prazo e, consequentemente, a preferir o seu agente de viagens a um computador na hora de escolher onde fazer as suas reservas”. Acresce ainda a especialização em determinado produto/serviço por parte da agência, sem descurar os restantes.
No mercado desde 1840, a Viagens Abreu já passou pelas mais diversas crises. Quase 200 anos depois e perante uma crise pandémica, a agência de viagens mais antiga do país continua a acreditar na prevalência das agências de viagens, que “terão um papel fundamental como verdadeiros consultores de viagens”. Pedro Quintela considera que, atualmente, as pessoas “procuram recuperar o “tempo perdido” com qualidade, em segurança e com total transparência em relação aos serviços que adquirem”. É por isso que destaca o papel fundamental que as agências têm na venda e no serviço de “qualidade, antes, durante e depois da viagem”. Por fim, o responsável da Viagens Abreu considera que nas viagens, “e ainda que o relacionamento possa até ser à distância, a pandemia veio evidenciar a mais-valia de um atendimento humanizado e qualificado, que traga conforto e segurança ao passageiro”.

Sobre o autorRaquel Relvas Neto

Raquel Relvas Neto

Mais artigos
Artigos relacionados
Homepage

The Vintage Hotel & Spa Lisboa entra no portfólio da Small Luxury Hotels of the World

A marca é constituída por uma comunidade de hotéis independentes e conta com 520 pequenos hotéis em todo o mundo, com uma média de 50 quartos por unidade.

Publituris

O The Vintage Hotel & Spa Lisboa, unidade de cinco estrelas gerida pela Bomporto Hotels, passa a constar no portfólio da Small Luxury Hotels of the World (SLH), uma marca de luxo que reúne unidades hoteleiras com características únicas e de carácter independente. A primeira unidade do grupo Bomporto a integrar a marca foi o The Lumiares Hotel & Spa Lisboa, em novembro de 2019.

O Small Luxury Hotels of the World (SLH) é constituído por uma comunidade de hotéis independentes e conta com 520 pequenos hotéis em todo o mundo. Com uma média de 50 quartos por unidade, as propriedades SLH “têm características únicas, com os mais altos padrões de luxo e bem-estar”, como indicado em comunicado.

“A integração da nossa segunda unidade hoteleira na SLH vem reforçar a estratégia de desenvolvimento de negócio e a notoriedade no segmento de luxo. É um selo de qualidade e uma afiliação de renome e prestígio que contribui para a promoção das nossas unidades a nível internacional. ” afirma Nick Roucos, diretor-geral da Bomporto Hotels.

Localizado entre o Príncipe Real e a Avenida da Liberdade, o The Vintage Hotel & Spa Lisboa, boutique hotel de cinco estrelas, é composto por 56 quartos com uma decoração assente no design vintage e traços contemporâneos.  Combinando peças únicas de mobiliário vintage, produzidas especialmente para o hotel, e algumas reproduções feitas à medida, a estética do espaço reflete uma decoração contemporânea e simultaneamente apresenta o melhor do design dos anos 50, 60 e 70.

A unidade oferece diferentes atmosferas em cada um dos espaços que o compõem, tanto no rooftop bar, com um jardim vertical e vista para a capital, como nas diferentes áreas lounge, salas de estar e no spa.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Homepage

Eurostars Santa Luzia 4* integra portefólio da Eurostars Hotel Company

O hotel localizado em Guimarães funciona em regime de aluguer e conta com 99 quartos, bem como uma área de bem-estar com spa e piscina.

Publituris

A Eurostars Hotel Company integrou um novo hotel no portefólio, o Eurostars Santa Luzia 4*, em Guimarães.

O antigo Santa Luzia Art Hotel, que agora pertence à carteira da Eurostars Hotel Company, funciona em regime de aluguer e contabiliza 99 quartos, totalmente equipados e decorados “em tons quentes”, como indicado em comunicado.

As instalações, que prometem “satisfazer as necessidades dos mais diversos tipos de turistas”, incluem uma cafetaria, um restaurante de cozinha portuguesa e internacional, ginásio e uma área de bem-estar, com spa, sauna, banhos turcos, piscina e zona de massagens e tratamentos. Inclui ainda uma piscina exterior no telhado, localizada no terceiro andar, bem como quatro salas de diferentes capacidades para a realização de eventos.

“Temos orgulho em continuar a avançar na expansão internacional da Eurostars Hotel Company e, ao mesmo tempo, consolidar a nossa posição num mercado como o português, tão estratégico para nós e com grandes expectativas de crescimento”, afirma o presidente do Grupo Hotusa, Amancio López Seijas.

Com a integração desta unidade, a cadeia hoteleira do Grupo Hotusa passa a gerir 23 estabelecimentos e mais de 1800 quartos em Portugal.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Alojamento

José Arnaut é o novo diretor de F&B do Real Hotels Group

O profissional conta com 19 anos de experiência profissional na indústria hoteleira de luxo, tanto em Portugal como em Espanha.

Publituris

O Real Hotels Group anunciou em comunicado de imprensa a contratação de um novo diretor de F&B do grupo, José Arnaut.

Com 19 anos de experiência profissional na indústria da hoteleira de luxo, o profissional fez parte de unidades como o Tivoli Liberdade Lisboa, o EPIC SANA Lisboa, o Sheraton Lisboa Hotel & Spa e o Palácio Estoril Hotel & Golf. Em Espanha, também deu cartas no Le Meridien Barcelona, no Alfonso XIII Luxury Collection Hotel e no Gran Meliá Palácio de Isora, entre outros.

Começou a formação em Business Management na Universidade Lusíada, tendo posteriormente feito a licenciatura em Gestão Turística e Hoteleira na Universidade Internacional, apostando em várias formações em cozinha e gestão de comidas e bebidas.

Conquistou um certificado de Foodservice Management da Cornell University e, na mesma instituição, realizou o General Manager Program. Em 2021 adquiriu o grau de Executive Master’s em Gestão Hoteleira Internacional, na Les Roches Marbella.

“O novo desafio no Real Hotels Group constitui mais um passo na minha carreira, na medida em que será a primeira vez que vou trabalhar para 16 hotéis em simultâneo. Quero trazer a estas unidades a minha experiência em hotelaria de luxo e elevar a fasquia do serviço, ultrapassando os desafios que a pandemia nos trouxe”, afirma o profissional em comunicado.

O Real Hotels Group resulta da fusão, em 2020, de dois grupos hoteleiros nacionais, os detentores da marca REAL e a NEWPALM, operadora Holiday Inn Express da IHG – o que se traduz em 16 hotéis, num conjunto de 2.100 quartos distribuídos por Lisboa, Porto e Algarve.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Homepage

PortoBay Rio de Janeiro é alvo de remodelação no valor de 2M€

A fachada do edifício fez parte de um dos elementos remodelados.

Publituris

O hotel de quatro estrelas PortoBay Rio de Janeiro foi alvo de várias remodelações, num investimento de 2M€.

Estas decorreram no âmbito de um conjunto de remodelações levadas a cabo nos hotéis do grupo, de acordo com informação adiantada em comunicado.

A unidade aproveitou o último ano para proceder às obras que alteraram o exterior do PortoBay Rio de Janeiro para “uma imagem sofisticada em tons claros, integrado na paisagem cultural urbana da orla de Copacabana”.

Questões como a sustentabilidade e a eficiência energética tiveram peso no planeamento da intervenção, segundo o grupo, que explica que “todo o material retirado foi entregue para reciclagem ou reutilização”, por forma a reduzir o impacto ambiental da obra.

Para otimizar o rendimento energético da nova fachada, foram utilizados elementos maioritariamente feitos em vidro, alumínio e alumínio compósito (ACM).

“A escolha do tipo de vidro foi adequada às condições climatéricas da zona, permitindo limitar a troca térmica entre o interior e o exterior e, dessa forma, reduzir a necessidade de uso do sistema de ar condicionado do hotel e o impacto no consumo energético e na pegada de carbono inerente”, explica Cláudio Santos, CEO do PortoBay no Brasil.

O projeto de remodelação do PortoBay Rio de Janeiro contemplou ainda uma obra de manutenção profunda na zona da cobertura, onde está a situada a piscina. Acresce a reestruturação da rede elétrica do prédio, bem como a readequação do sistema de ar condicionado nas zonas públicas.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Hotelaria

“Be Our Guest” debate “hospitalidade em ambientes complexos” a 25 de julho

A terceira sessão decorre a 25 de julho, às 19h00, com a presença de Nuno Neves, General Manager do Intercontinental Luanda.

Publituris

A terceira sessão da “Be Our Guest”, uma iniciativa de conversas promovida pela ADHP – Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal, vai discutir “a hospitalidade em ambientes complexos” a 25 de julho, às 19h00.

Desta vez, a sessão conta com a presença de Nuno Neves, General Manager do Intercontinental Luanda, numa conversa moderada por Raúl Ribeiro Ferreira, vice-presidente da ADHP.

À semelhança das conversas anteriores, a sessão terá lugar em ambiente digital, via Zoom, sendo necessária inscrição através de um formulário. Em comunicado de imprensa, a associação alerta que as inscrições são limitadas.

Com formação em Gestão Hoteleira pela Alpina School of Hotel Management, na Suíça, e pela Cornell School of Hotel Administration, nos Estados Unidos, Nuno Neves é General Manager do InterContinental Luanda. No currículo, conta ainda com passagens pela direção de F&B do Meliá Milano, de unidades do Radisson em Roma e Bordéus, e do Hilton Vilamoura.

Antes de assumir a direção do InterContinental na capital angolana, foi General Manager do Océana Palace Hotel (Hammamet, Tunísia), do Radisson Blu Mammy Yoko Hotel (Freetown, Serra Leoa), do Radisson Blu Hydra Hotel (Argel, Algéria) e dos Park Inn by Radisson em Mascate e Duqm (Omã).

Raúl Ribeiro Ferreira é diretor da Estalagem Muchaxo Hotel desde 2003. Assumiu durante nove anos a presidência da ADHP, tendo sido eleito recentemente para um novo mandato como vice-presidente.

É professor na Universidade Lusófona, na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar do Instituto Politécnico de Leiria e na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, responsável por unidades curriculares relacionadas com a gestão hoteleira e a gestão de restauração.

Tem formação em Gestão Hoteleira pelo Instituto Superior Politécnico Internacional e pela Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre, para além de um doutoramento em Gestão de Turismo pela Universidade de Lisboa.

A iniciativa “Be Our Guest” promove conversas informais com diretores de hotéis de referência sobre as suas experiências profissionais, a hotelaria e o setor do turismo, decorrendo sempre nas últimas segundas-feiras de cada mês, às 19h00.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Homepage

Tarrafal Alfândega Suites é a nova unidade hoteleira da Oásis Atlântico em Cabo Verde

A inauguração terá lugar na próxima sexta-feira, 1 de julho, no novo empreendimento.

Publituris

O grupo Oásis Atlântico vai inaugurar esta sexta-feira, 1 de julho, um novo empreendimento, o Tarrafal Alfândega Suites.

Localizado na Baía do Tarrafal, na Ilha de Santiago, em Cabo Verde, o edifício da antiga alfândega foi agora transformado numa unidade de 20 apartamentos, “todos com vista para o mar”, como indicado pelo grupo em comunicado.

O projeto turístico pretende “valorizar o património cultural, local e nacional, estimulando a economia da região”. Por essa razão, os detalhes arquitetónicos da traça original do edifício histórico foram preservados.

Para além dos apartamentos, o Tarrafal Alfândega Suites dispõe de um espaço de restauração, o “Restaurante Malagueta”, com terraço com vista para o mar e uma ementa que promete “refeições ligeiras e saudáveis”.

O cocktail de inauguração deste empreendimento contará com a presença do primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, bem como de diversas entidades institucionais.

O grupo Oásis Atlântico tem um portefólio de oito hotéis, nomeadamente: Hotel Belorizonte e Hotel Salinas Sea (Ilha do Sal, Cabo Verde); Hotel Praiamar (Santiago, Cabo Verde); Hotel Porto Grande (S.Vicente, Cabo Verde); Hotel Fortaleza e Hotel Imperial, no Brasil, e os hotéis Hotel Saidia Palace & Hotel Blue Pearl, em Marrocos.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Sem categoria

HiJiffy lança sistema operativo “Aplysia OS” para facilitar interações entre hóspedes e hotéis

A tecnologia utiliza inteligência artificial para acompanhar todas as fases da jornada do hóspede no hotel, desde a pré reserva até ao pós-estadia. O objetivo passa por facilitar ações como “o processo de reserva, o check-in antecipado ou a reserva de uma mesa no restaurante”, de acordo com a HiJiffy.

Carla_Nunes

A HiJiffy acaba de lançar um novo sistema operativo de comunicação com hóspedes, o Aplysia OS.

Esta tecnologia utiliza Inteligência Artificial (IA) para criar interações entre os hotéis e os clientes em todas as fases da jornada do hóspede, desde a pré reserva até ao pós-estadia, de acordo com informação enviada em comunicado pela empresa.

Desta forma, a Aplysia permite conectar os hóspedes e hotéis “24 horas por dia, sete dias por semana”, sem a necessidade de interação humana”.

O objetivo passa por facilitar ações como “o processo de reserva, o check-in antecipado ou a reserva de uma mesa no restaurante”, de acordo com a HiJiffy.

A empresa explica que este sistema foi treinado nos últimos seis anos “com milhões de questões exclusivamente relacionadas com a indústria hoteleira”, pelo que possui recursos de autoaprendizagem para analisar dados em bruto e não etiquetados e classificá-los por si só.

Isto permite que a IA “aprenda de forma quase autónoma, tornando o processo de aprendizagem mais rápido face às soluções treinadas manualmente por humanos”.

Para além disso, a Aplysia consegue “entender as emoções por detrás das conversas”, através da análise semântica e de sintaxe.

O sistema consegue reconhecer se a conversa é negativa, neutra ou positiva, reagindo de acordo com esta análise – ou seja, dá prioridade e encaminha automaticamente as mensagens para o departamento certo.

Por exemplo, se a conversa for classificada pelo sistema como positiva, “o hóspede poderá seguir um fluxo de atendimento normal, eventualmente até sem qualquer interação com um agente humano”, tal como explica Tiago Araújo, CEO da HiJiffy, à Publituris Hotelaria.

Se, por outro lado, o tom da conversa for negativo, o “hóspede poderá ser imediatamente redirecionado para a equipa do front-office, por exemplo, ou então diretamente para o diretor do hotel”.

A Aplysia OS é baseada na cloud e possui uma consola acessível através de desktop, browser e aplicações para Android e iOS.

Esta solução funciona apenas para os produtos da HiJiffy e não poderá ser comprada para ser usada para outros fins, tal como indica a empresa.

De momento, a tecnologia já está disponível “para todos os clientes da HiJiffy com muitos recursos já totalmente funcionais”, como adianta a empresa.

Funcionalidades em beta testing, que de momento só estão disponíveis para um número restrito de hotéis, serão alargadas a todos os clientes “em breve”.

Sobre o autorCarla_Nunes

Carla_Nunes

Mais artigos
Homepage

Sleep & Nature Hotel dinamiza terapias do sono em Montemor-o-Novo

A unidade abre em regime soft opening esta quinta-feira, 30 de junho.

Publituris

Esta quinta-feira, 30 de junho, o Sleep & Nature Hotel, em Montemor-o-Novo, abre em regime de soft opening, prometendo aos hóspedes “um sono repousante”, tal como indicado em comunicado.

A unidade de quatro estrelas gerida pela Amazing Evolution localiza-se no Monte do Vagar, freguesia de Lavre, e pretende oferecer “mais do que um sítio para descansar” rodeado pela natureza.

Isto porque o conceito do hotel passa por aproveitar o ambiente envolvente, numa zona calma, para influenciar o bem-estar dos hóspedes, incentivando o contacto com a natureza como forma de melhorar as práticas de sono, através de terapias não-médicas.

Teresa Paiva, especialista em neurologia, é a responsável pelo conceito e desenvolvimento deste projeto. Chama a atenção para o facto de o sono ser “um dos cinco pilares da saúde”, influenciando o risco de “cancro, doenças autoimunes, depressão, demência e doenças cardiovasculares”.

Com uma oferta direcionada para as perturbações relacionadas com o sono e stress, a unidade disponibiliza um ginásio, piscinas interior e exterior, spa, biblioteca e restaurante.

O hotel rural contará com 32 unidades de alojamento, incluindo 8 quartos duplos, 12 quartos duplos com pátio, 7 suites e 5 suites familiares com terraço. Existem também quartos para pessoas com mobilidade condicionada.

A sua localização no Monte Vagar dá o nome ao restaurante desta unidade, com opções que pretendem “revigorar o corpo”, tendo em conta “os sabores da região”.

Da carta fazem parte opções como Polvo à lagareiro com batata a murro e espinafres salteados; Sopa de Cação; Borrego confecionado a baixa temperatura, com texturas de ervilha e hortelã Lombinhos de porco preto grelhados com migas de espargos, enchidos e ameijoas salteadas.

Os alojamentos estão disponíveis a partir de 108 euros e as reservas podem ser realizadas através do website da Sleep and Nature  ou do email [email protected].

A responsável pelo projeto, Teresa Paiva, formou-se em medicina em 1969 e especializou-se em neurologia.

É pioneira na investigação e tratamento de problemas relacionados com o sono, sendo considerada a maior especialista de medicina do sono em Portugal.

O seu trabalho clínico na medicina do sono começou em 1983 no Hospital de Santa Maria e, após uma longa experiência, começou em 1998 o Centro de Medicina e Sono (CENC).

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Hotelaria

RIU inaugura segundo hotel em Zanzibar

O hotel RIU Jambo tem 461 quartos e encontra-se no terreno adjacente ao hotel RIU Palace Zanzibar.

Publituris

A cadeia RIU apostou numa segunda unidade hoteleira em Zanzibar, com a inauguração do hotel RIU Jambo.

O novo hotel de quatro estrelas tem um edifício principal de seis andares e um total de 461 quartos, onde disponibiliza o serviço “Tudo Incluído 24h”, característico do grupo.

Localizada na zona norte de Unguja, a ilha principal de Zanzibar, e junto à praia de Nungwi, a unidade encontra-se no terreno adjacente do hotel RIU Palace Zanzibar, remodelado em 2019.

O novo estabelecimento encontra-se nas antigas instalações do hotel La Gema dell’Est, adquirido pela RIU em 2019. Alguns dos elementos originais foram mantidos, como foi o caso da palafita em frente à unidade.

O edifício principal do RIU Jambo alberga a receção e a maior parte dos quartos, cuja fachada bebe inspiração “na cultura africana”, através de “máscaras que adornam as torres” da unidade.

Do total de quartos, 93 encontram-se no rés-do-chão de forma escalonada, de frente para o mar, para não ocultar a vista para a paisagem.

Para a decoração dos quartos apostou-se nos tons de terra, dando protagonismo às aplicações em madeira.

De acordo com informação enviada em comunicado, “os fatores de sustentabilidade e eficiência energética também estão presentes neste edifício”, dada a utilização de “materiais naturais” no mobiliário, decoração, pavimentos e revestimentos.

A unidade refere ainda que “o hall de entrada é um espaço completamente aberto, com ventilação natural cruzada e profusão de luz natural através dos vários vãos presentes”.

No que diz respeito à restauração, a unidade oferece dois restaurantes temáticos na zona de palafita: o Italiano “il Panzotto” e o “Kulinarium”, bem como o bar “Bahari”.

Para além destes, os clientes podem ainda desfrutar no edifício principal do restaurante asiático “Yunnan” e do “Maisha”, com esplanada e cozinha internacional.

A oferta de F&B estende-se ao bar com esplanada “Bongo Flava”, ao bar-piscina “Hakuna Matata” e ao snack-bar na praia “Rafiki”.

Na zona exterior, os clientes do hotel têm à disposição cinco piscinas, uma das quais para crianças.

Já na parte do entretenimento, a unidade disponibiliza o clube infantil RiuLand, com uma zona de RiuArt e com uma área de RiuFit. Além disso, os hóspedes podem descontrair na zona de spa junto ao ginásio, bem como praticar desportos aquáticos com a Scuba Caribe.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Homepage

Portugal entre os destinos mais procurados para miniférias dos britânicos nas celebrações do Jubileu da rainha de Inglaterra

Portugal está entre os destinos mais procurados pelos britânicos para os dias de férias em virtude das celebrações do Jubileu do reinado da rainha Isabel II.

Publituris

Com o Jubileu de Platina da rainha Isabel II, em comemoração aos 70 anos de reinado, a aproximar-se (celebrações que decorrem de 2 a 5 de junho), são muitos os britânicos que aproveitam esses dias para umas miniférias.

Portugal aparece na listagem de destinos mais pesquisados pelos britânicos na Europa, segundo indica uma análise da Mabrian que mede o impacto das viagens outbound no Reino Unido.

Segundo a consultora, a recente pesquisa por bilhetes de avião do Reino Unido para destinos como Espanha, Itália, Turquia, Grécia e Portugal, mostra um claro pico na procura no fim de semana que antecede a data das celebrações e feriados, seguido de uma queda em todos os destinos.

Na medição da procura efetuada pela Mabrian, Portugal aparece atrás da Espanha, Itália, Turquia e Grécia. Espanha é a escolha clara de destino para os britânicos que desejam viajar, com 12,09 por milhão de todas as pesquisas efetuadas, seguida de Itália com 5,37, Turquia, Grécia e Portugal com 4,44, 4,30 e 4,16 respetivamente.

Esta procura por estes destinos não está, segundo a Mabrian, estar diretamente ligada aos preços médios dos quartos, com a Itália a revelar o preço médio mais elevado com 133,84€, seguida pela Grécia com 120,65€, Espanha logo atrás com 119,28€, Portugal não muito distante com 118,23€ e Turquia significativamente mais barato com 82,45€.

Carlos Cendra, diretor de Vendas e Marketing da Mabrian, refere na análise que a consultora efetua, que, “normalmente, nesta época do ano, há um aumento constante na procura semana a semana por destinos europeus de sol e praia por parte dos britânicos à medida que as temperaturas ficam mais quentes e a temporada de verão começa adequadamente”.

Contudo, diz o responsável, “o mega feriado de fim de semana deste ano, graças às comemorações do 70.º aniversário da rainha Isabel, criou um impulso pontual na procura, com uma clara preferência dos viajantes em tirar a semana inteira de férias e beneficiar de nove dias em vez de apenas três”.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se conectado

©2021 PUBLITURIS. Todos os direitos reservados.