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Dormidas na Madeira caem 75% em março

O mercado britânico caiu, em março de 2021 face ao mesmo mês de 2020, mais de 93%.

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Dormidas na Madeira caem 75% em março

O mercado britânico caiu, em março de 2021 face ao mesmo mês de 2020, mais de 93%.

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De acordo com a estimativa rápida, em março de 2021, o setor do alojamento turístico na região da Madeira deverá ter registado 19,7 mil hóspedes e 82,1 mil dormidas, correspondendo a variações homólogas, face ao mesmo mês de 2020, de -70,7% e -75,1%, respetivamente (-88,3% e -90% em fevereiro, pela mesma ordem).

Para efeitos de comparabilidade com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) é necessário excluir o alojamento local com menos de 10 camas, sendo que segundo esta lógica de apuramento de resultados, as dormidas do alojamento turístico apresentam um decréscimo de 79,9% relativamente a março de 2020, uma variação mais penalizadora que a verificada a nível nacional (-66,5%).
As dormidas de residentes em Portugal terão diminuído 9,1% (-72,4% em fevereiro) atingindo as 33,1 mil e representando 40,3% do total, enquanto as de não residentes terão decrescido 83,3% (-92,2% no mês anterior), situando-se em 49,1 mil. Os hóspedes entrados com residência no país terão sido 11,5 mil, o que traduz um acréscimo de 7,7% (-67% em fevereiro) estimando-se os hóspedes não residentes em 7,1 mil (recuo homólogo de 82,4%, menos pronunciado que no mês anterior em que foi de 94,4%).

Os principais mercados emissores de não residentes apresentaram quebras bastante significativas nas dormidas no respetivo mês. O mercado britânico foi o que registou a quebra mais acentuada com -93,1% de dormidas (-95,9% em fevereiro), seguido do alemão com -86,8% (-92,2%) e do francês com -72,3% (-89,5% no mês anterior).

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Vila Galé inaugura hotel em Isla Canela com olhos postos em Sevilha e Madrid

O Vila Galé Isla Canela, de 304 quartos, surge de um contrato de gestão com a Saint Croix HI, pretendendo-se que o hotel esteja em operação durante dez meses por ano. Após esta abertura, o grupo hoteleiro afirma que irá “acompanhar de perto” oportunidades de negócio em Sevilha, olhando também com interesse para Madrid.

Carla Nunes

O grupo Vila Galé inaugurou este sábado, 18 de maio, o seu primeiro hotel em Espanha, o Vila Galé Isla Canela, em Huelva, após “muitos anos a desejar entrar em Espanha”. Realizada a inauguração deste hotel com 304 quartos, Jorge Rebelo de Almeida, presidente e fundador do Vila Galé, garante que “não vão ficar por aqui”.

A mais recente unidade hoteleira do grupo surge de um contrato de gestão de um hotel já existente, por um período de dez anos renovável, com a Saint Croix HI, a SOCIMI (Sociedades Anónimas Cotizadas de Inversión Inmobiliaria, na sua designação em espanhol) do grupo Pryconsa.

Foi também o grupo Pryncosa que ficou encarregue do investimento nas obras de remodelação levadas a cabo pelo Vila Galé neste hotel, como Jorge Rebelo de Almeida referiu em conferência de imprensa.

Desta forma, o mais recente Vila Galé Isla Canela abriu portas com todos os espaços públicos renovados, contando com dois restaurantes, o Massa Fina e o Versátil, três bares, Satsanga Spa & Wellness – com piscina interior, piscina de hidromassagem, banho turco, sauna e quatro salas de tratamentos – e piscina de hidromassagem.

No entanto, as renovações não vão ficar por aqui, com o grupo a apontar uma segunda fase de remodelações em novembro deste ano. Esta irá visar os 300 quartos da unidade, para os adaptar à temática que o grupo tem em vista para o hotel, músicos dos anos 60 do século XX, existindo já quatro unidades de alojamento modelo remodelados de acordo com este tema.

Também a zona exterior será renovada este inverno, nomeadamente a fachada, as duas piscinas, com uma dedicada a crianças onde serão acrescentados escorregas, e o bar exterior, que ganhará um novo piso de terraço.

A expectativa do presidente do grupo passa agora por fazer “um esforço comercial” para manter a operação do hotel durante dez meses do ano, ao invés dos anteriores seis meses, trabalhando também o segmento de golfe, dada a existência de dois campos da modalidade nas proximidades.

“Estes hotéis só abriam no final de abril. [Vamos] tentar mudar um pouco este conceito e fazer o mesmo que no Algarve. Queremos colocar a oferta de Isla Canela no topo. Há condições, o destino é bom”, assegura Jorge Rebelo de Almeida.

Grupo vai “acompanhar” oportunidades em Sevilha

Após a entrada do Vila Galé em Espanha pela Andaluzia, Jorge Rebelo de Almeida coloca no horizonte a possibilidade de abrir unidades hoteleiras em Sevilha e Madrid, no entanto, o administrador do Vila Galé afirma que, por enquanto, estes projetos “não passam de uma intenção”, apontando que gostaria de abrir um hotel no Bairro de Santa Cruz, em Sevilha.

“As coisas em Espanha não são muito baratas. Já tivemos várias perspectivas de compra em Sevilha, mas na hora final o preço derrapou um bocadito, e fica difícil. É uma questão de acompanhar. Como já estamos na Andaluzia, creio que será mais fácil acompanharmos de perto as oportunidades de negócio em Sevilha”, explica Jorge Rebelo de Almeida.

O Vila Galé tem atualmente 44 hotéis: 32 em Portugal, dez no Brasil e um em Cuba. No Brasil, o grupo prepara-se para abrir mais dois hotéis – o Vila Galé Collection Sunset Cumbuco, cuja abertura deverá decorrer “ainda este ano”, e o Vila Galé Collection Ouro Preto, que se espera que abra portas “em abril do próximo ano”, de acordo com Jorge Rebelo de Almeida.

Já em Portugal, o administrador do Vila Galé indica que têm em carteiras “uns seis a sete projetos em Portugal”.

Entre eles encontram-se as Casas de Elvas, dedicado “à história da Inquisição”, um projeto que resultará de um investimento de 10 milhões de euros, como anteriormente comunicado pelo grupo. A este soma-se um hotel em Ponte de Lima, e ainda um outro em Miranda do Douro, centrado “na história do humor, em colaboração com Fernando Alvim”. A construção deste último hotel deverá “começar em setembro e possivelmente abrir em abril de 2026”.

A lista de hotéis do grupo em Portugal para os próximos anos fica completa com a abertura de um hotel em Penacova e na Quinta da Cardiga, na Golegã.

*A Publituris Hotelaria viajou até Isla Canela, em Huelva, a convite do grupo Vila Galé.

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Tecnologia

“Future Labs” do NEST já apoiou oito startups de inovação no setor hoteleiro sustentável

O NEST – Centro de Inovação do Turismo continua a promover a inovação no setor hoteleiro sustentável através do “Future Labs”, programa, estabelecido em 2020, que já apoiou oito start-ups, com destaque para a Builtrix, que se encontra atualmente em negociações com hotéis e estabelecimentos de hospitalidade para contratos comerciais.

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A Builtrix viu no programa do NEST uma oportunidade de aprimorar e adaptar o seu produto para atender às necessidades específicas do setor da hotelaria. Ao colaborar com o NEST, a Builtrix conseguiu lançar um projeto-piloto envolvendo vários hotéis em Portugal.

“O NEST proporcionou-nos oportunidades de networking, partilha de conhecimentos, expertise e apoio financeiro. Durante quatro meses, de dezembro de 2023 a março de 2024, trabalhamos em estreita colaboração com diversos parceiros, incluindo os Hotéis Montebello, Parque de Sintra, Hotéis Vila Galé e Alma Lusa Hotéis, para monitorizar 54 localizações em todo o país. Este projeto-piloto resultou na identificação de oportunidades de melhoria da eficiência energética, redução de custos, diminuição das emissões de carbono e promoção da adoção de energias renováveis nos estabelecimentos hoteleiros participantes.”, diz Javad Hatami, Co-Founder e CEO da Builtrix.

Com base no programa “Future Labs”, o NEST ajudou ainda a startup a ajustar a sua estratégia de entrada no mercado. Atualmente, a empresa está em negociações com vários hotéis e estabelecimentos de hospitalidade para a comercialização da sua solução.

Refira-se que o “Future Labs” é um espaço livre para experimentação e aceleração de conhecimento, inovação e tecnologia para o desenvolvimento da indústria do turismo nacional, criado pelo NEST e pela Escola de Hotelaria e Turismo de Setúbal, um projeto à escala nacional que conta com as entidades mais relevantes do setor como o Turismo de Portugal, e parceiros líderes em inovação digital e tecnológica como a Microsoft.

O objetivo é facilitar às startups aderentes a criação de pilotos em quatro áreas prioritárias: sustentabilidade e eficiência operacional de recursos (energia, água, resíduos e desperdício F&B), seamless experience de hóspedes e clientes, recolha de big data e personalização de experiências. Dessa forma, pretende-se levar para o mercado soluções tecnológicas que melhorem a satisfação do cliente final, maximizem vendas diretas e rentabilizem os recursos dos hotéis.

 

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Sofitel Lisbon Liberdade adquirido pela EXTENDAM

A empresa de investimentos de capital privado adquiriu duas unidades hoteleiras da Sofitel, entre elas o Sofitel Lisbon Liberdade, que vai agora passar por um período de remodelações.

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A EXTENDAM, uma empresa de investimentos de capital privado dedicados à hotelaria, adicionou à sua carteira de aquisições o Sofitel Lisbon Liberdade, em Lisboa e o Sofitel Roma Villa Borghese.

Em nota de imprensa a Accor, grupo hoteleiro onde está integrada a marca Sofitel, dá conta de que esta operação “está a ser realizada em paralelo com a DG Invest, uma das parceiras históricas da EXTENDAM”, que ficará encarregue da gestão dos ativos do hotel. Por enquanto, ainda não é conhecido o valor de aquisição destes dois hotéis.

O Sofitel Roma Villa Borghese, com 78 quartos, situa-se num antigo palácio do século XIX entre a Villa Medici, a Via Veneto e os jardins da Villa Borghese, em Roma. Já o Sofitel Lisbon Liberdade, em Lisboa, conta com 163 quartos.

Após esta aquisição, é referido em comunicado que o Sofitel Lisbon Liberdade vai passar por “uma renovação ambiciosa” para o tornar mais sustentável, “atualizado de acordo com os mais recentes padrões da marca Sofitel”.

A aquisição e a renovação do hotel vão ser financiadas com um Green Loan concedido pelo CaixaBank e pelo BPI, não tendo ainda sendo revelado qual o valor de investimento para esta remodelação.

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Elmar Derkitsch esteve 11 anos à frente do Lisbon Marriot Hotel | Créditos: Frame It

Hotelaria

“Os bons hotéis, com boas estruturas, com bons serviços vão sempre sobreviver”

Há 11 anos à frente dos destinos do Lisbon Marriott Hotel, o dia 1 de maio marca a saída de Elmar Derkitsch da direção-geral do hotel. Entre muitas coisas que se passaram pela unidade da maior cadeia hoteleira do mundo, Elmar Derkitsch diz “levar as pessoas que conviveram com ele no Marriott”.

Victor Jorge

Com passagens pela Alemanha, Suíça, Espanha, Áustria, Turquia e Dinamarca, os últimos 11 anos de Elmar Derkitsch foram passados à frente do Lisbon Marriott Hotel. O dia 1 de maio de 2024 marca o final deste ciclo, admitindo que o trabalho feito no Marriott de Lisboa foi marcado pelo “dinamismo”. Quanto a Portugal, país onde permanecerá a residir, Elmar Derkitsch frisa que passou de um destino “perhaps” para um destino “must”.

Assumiu a direção-geral do Lisbon Marriott Hotel em abril de 2013. Que Elmar temos hoje, 11 anos depois, em 2024. Que diferenças existem entre uma pessoa e outra, entre um diretor que assumiu, em 2013, esta responsabilidade e que está agora, em 2024, a acabar esse ciclo?

Bem, quando entrei estávamos em plena crise financeira. Por isso, foi, basicamente, entrar num projeto e recuperar negócio. E desde aí fizemos bastante, principalmente, a partir de 2015-2016. Todo o mercado registou uma grande evolução a partir dessa altura.
Mas pessoalmente, penso não ter mudado muito, além da idade, claro. A energia, a vontade manteve-se sempre e a preocupação passou sempre por melhorar e renovar o hotel.

Em 2014 começámos por renovar os quartos, depois as zonas públicas numa lógica de adaptar o projeto às necessidades dos clientes. Essa estratégia, juntamente com os proprietários do imóvel, funcionou e tem funcionado muito bem.
Depois, como disse, soubemos aproveitar muito bem o crescimento que o turismo em Portugal registou a partir de 2015.

A nível pessoal, comparando com um amigo que se reformou há relativamente pouco tempo e que me dizia que no último ano ou dois não tinha muito para fazer, aqui foi sempre “full power” [risos].

Por isso, conto trabalhar no máximo até ao meu último dia aqui no Marriott, que é dia 1 de maio, por sinal, o Dia do Trabalhador.

Os projetos não param e um hotel é algo dinâmico onde não podemos parar.

E a sua perceção relativamente a Portugal? Como é que ela foi mudando ao longo deste tempo?

Sabe, Portugal em 2013 ainda era o que podemos apelidar de “hidden secret”. Era um segredo muito bem guardado, que só alguns conheciam e queriam conhecer. Depois, a partir de 2015-2016 deu-se um “boom” e foi “full power” para chegarmos onde chegámos. Por isso, estes anos, principalmente, desde 2016, foram espetaculares, de um grande frenesim, de gente de todo o mundo a descobrir e querer descobrir este país, este destino que estava muito “escondido”.

O desafio foi conseguir reposicionar o produto para um mercado que até então não existia. Mas aí não fomos só nós, foi o mercado todo.

Por isso, essa transformação, a partir de 2016, foi um grande trabalho feito por todos e pelo Turismo de Portugal que conseguiu colocar Portugal como um destino “must” e não “perhaps”.

De repente o turismo tornou-se algo importante para Portugal e para a sua economia e começou-se a olhar para este setor de uma forma diferente, mais profissional. As pessoas começaram a perceber a relevância que o turismo poderia ter para toda a economia. De repente os hotéis deixaram de ser locais onde as pessoas simplesmente dormiam e passaram a ser locais de interesse, de experiências.

Além disso, todo este desenvolvimento permitiu, também, que os investidores nacionais e internacionais, mas principalmente internacionais, começassem a olhar para Portugal e para o turismo em Portugal de uma forma diferente e melhor.
Hoje, as maiores cadeias de hotéis estão em Portugal e porquê, porque se tornou um mercado interessante para investir.

O reconhecimento, a perceção de Portugal lá fora melhorou imenso e isso é bem visível.

Antigamente, em termos de restauração, por exemplo, tínhamos restaurantes portugueses, portugueses e portugueses. Hoje, percorremos Lisboa e temos uma panóplia variada de oferta e isso, também, agrada a quem nos visita. Mostra cidades cosmopolitas e adaptadas à procura.

Mas curiosamente ainda existe um estigma por ir ao restaurante de um hotel?

Sim, mas cada vez menos. Repare, aqui no Lisbon Marriott Hotel temos 604 quartos. Quando o hotel está cheio temos mais de 700 ou 800 pessoas e elas precisam de comer nalgum sítio. E muitas vezes, depois de um dia de passeio, de visitas a vários locais, posso dizer-lhe que temos o restaurante cheio. As pessoas estão cansadas e não querem sair, preferem descansar para no dia seguintes estarem prontas para mais uns passeios.

No nosso caso, o facto de não termos porta do restaurante para o exterior pode ser penalizador e aceito que as pessoas não queiram entrar no lobby para descer para o restaurante do hotel.

Mas reconheço que há ofertas muito boas em termos de restaurantes de hotel.

Créditos: Frame It

Quando falamos do Lisbon Marriott Hotel falamos de um hotel …?

Corporate. Esse é o foco. Temos uma equipa altamente profissional que garante preços competitivos. Esse é o ponto. Por outro lado, a transformação do produto também levou a que adaptássemos e atualizássemos o hotel.

O bar do lobby é uma “sucess history”. Antes, em 2013, tínhamos um típico bar de hotel, datado, onde não acontecia nada. Agora não. É, como costumo dizer, um “booming place” e, mais importante que tudo, fazemos dinheiro com o bar.

Isso mostra o dinamismo do hotel?

Sim, claro. Existe um novo espaço para as pessoas estarem, conversarem e fazerem network.

E o tipo de cliente/hóspede mudou muito?

Sim, claro. Ainda relativamente ao bar, quando mudamos o setup da lobby, claro que tivemos alguns clientes antigos que não gostaram. Mas é uma minoria, talvez 5%. Os outros 95% gostaram. E isso é importante, ir ao encontro do que o cliente, o nosso hóspede quer e espera.

À descoberta de um Portugal “secreto”

Mas o Elmar passou por países como a Áustria, Alemanha, Espanha, Turquia, Dinamarca. Olhando para todos esses países, e principalmente para aqueles que são mais concorrentes de Portugal, como Espanha e Turquia, como é que Portugal se posiciona?

É preciso notar que Espanha e Turquia já eram mais conhecidos como destinos turísticos. Portugal, como referi, era um “hidden secret” e isso beneficiou muito o país que agora está na boca de todo o mundo.

Quando olhamos para Espanha, por exemplo, destinos como Benidorm ou Maiorca não evoluíram muito, não se atualizaram. Quando olhamos para a construção nesses locais, felizmente, em Portugal, não houve essa construção desenfreada.

Talvez um pouco no Algarve, mas Portugal tem uma costa lindíssima, com natureza.
Nesse ponto, Portugal tem um pensamento mais amigo do ambiente, onde se conserva melhor a natureza.

E como também já referi, é isto que atrai os investidores internacionais, principalmente, depois daquele período da Troika.

Mas esse olhar dos investidores internacionais está mais centrado em Lisboa e Porto, embora se fale muito agora na descentralização para o Interior. Estamos a crescer demasiado nas grandes cidades?

Para os hotéis existentes, é sempre melhor que a situação fique como está. Mas chega a um ponto que deixa de funcionar, deixa de haver novidade e sabemos como o mercado funciona. Se há procura tem de haver oferta.

Os bons hotéis, com boas estruturas, com bons serviços vão sempre sobreviver e existe sempre espaço.

E a tipologia – em termos de estrelas – qual deve ser?

Existe mercado para todos. Mesmo o Alojamento Local veio dar uma outra e nova dinâmica ao destino e às cidades. É um target diferente e que complementa o que existe. No corporate, por exemplo, o nosso hóspede não quer a oferte de Alojamento Local. Quer chegar a um hotel, ao quarto e ter as coisas feitas, arrumadas, quer um check-in sem complicações, quer estar num sítio onde a Internet funciona, onde há serviço de limpeza. É “come in and go out” sem complicações.

Créditos: Frame It

MICE factor

No caso do Lisbon Marriott Hotel estamos a falar de uma unidade localizada no centro de Lisboa, focada no corporate. É também por aí que deverá passar a aposta, pelo MICE?

Sim, 50 a 60% do nosso negócio é corporate. 40% é lazer. Por isso, temos de olhar também para esse segmento do lazer. Tal como para as tripulações das companhias aéreas que representam 5 a 8% do negócio.

Mas sim, existe uma clara possibilidade de Lisboa, Porto e Algarve crescerem no MICE. Mas coloca-se, também, a questão do que recebemos por parte do Turismo de Lisboa e do Turismo de Portugal.

Quando trabalhei em Dinamarca, em Copenhague, os hotéis fizeram uma parceria, uma Public-Private Partnership com o Turismo de Copenhague. Foi criado um plano de ação, controlado por ambas as partes – cidade e hotéis -, bem como agências de viagens para avançar com o que era necessário para captar esse segmento MICE. E funcionou muito bem. Havia uma estratégia definida. É isso que falta em Lisboa e noutras cidades.

Mas também faltam locais para depois albergar esse segmento MICE. Não existem muitos locais para ter grandes congressos, para ter 7.000 ou 10.000 pessoas.
Não temos espaços para esse número, nem para 2.000 ou 3.000 pessoas. Há falta de espaços e assim é difícil captar esse segmento.

Não podemos somente pensar em espaços para 10.000 ou 15.000 pessoas. Quantas vezes tens esse tipo de eventos? E depois, quando não há? É complicado, porque tens o espaço, mas não tens como preencher.

Créditos: Frame It

Em 2022, quando foi entrevistado para a Publituris Hotelaria, admitia que “os clientes pagam preços bons, os clientes querem qualidade e pagam”. O preço não é o desafio? Essa perceção mantém-se?

Sim, essa perceção mantém-se. O cliente paga, mas cada vez mais é preciso ter serviço e produto. O mercado está pronto para pagar mais. Estamos abaixo de Barcelona, Paris ou Londres. Os preços ainda têm potencial para crescer, mas é preciso acompanhar essa subida de preço com serviço. Não podemos querer cobrar mais e não oferecer mais. É uma troca que o hóspede, se a receber, pagará mais.

E os clientes estão diferentes?

Sim, mas fundamentalmente, o que o cliente, o hóspede quer é serviço e um serviço cada vez mais personalizado. Personalizado e simples. Mas temos de perceber se é um cliente corporate ou leisure. Aqui os serviços a oferecer também têm de ser diferentes e adaptados às necessidades e exigências. Até porque um cliente corporate satisfeito pode tornar-se num cliente leisure.

Vida pós-Marriott

Agora numa vertente mais pessoal, vai deixar a direção-geral do Marriott Lisbon no dia 1 de maio de 2024. Deixa o hotel como gostaria de deixar?

Creio que estamos no bom caminho, mas é como disse, é algo dinâmico.

E é fácil encontrar pessoas para trabalhar neste hotel?

Essa é a parte mais importante e que a pandemia dificultou. Mas também é a parte mais emocional para mim. Conheço todos os funcionários, conheço bastantes histórias e foi triste quando precisámos reduzir o quadro de pessoal durante a pandemia.

Quando o negócio voltou, foi um desafio, tínhamos clientes, mas não tínhamos funcionários. E foi impressionante como os hóspedes aguentaram e compreendiam as dificuldades colocadas pela falta de pessoal.

Os hóspedes entendiam nessa altura, agora já não?

Agora, já não. Aquela “lua-de-mel” já passou. Agora se falhar alguma coisa, o hóspede não fica contente, já não compreende não termos pessoal, de não prestarmos um bom serviço.

Nós saímos da pandemia com 130 ou 140 funcionários. Atualmente, temos 230. O problema está em encontrar pessoas com as qualificações e experiências necessárias. Por isso mesmo, colocámos um grande foco no nosso departamento de recursos humanos que passou de três para cinco pessoas. Além disso, a formação que demos e damos também é muito importante para todos.

Uma marca que o Elmar também deixa no Lisbon Marriott Hotel é a Gala, com um forte impacto social. Esta ligação entre o hotel e a comunidade local é importante?

Essa ligação com a comunidade, de facto, é importante, é essencial. Mas essa é uma filosofia nossa. Temos uma responsabilidade de apoiar e ajudar as comunidades onde estamos. Nós não fazemos só negócio aqui. Nós trabalhamos, vivemos e convivemos aqui.

Por isso, também temos de dar algo em troca às comunidades onde estamos. Não podemos dizer, estou a fazer o meu negócio e não me importa. Não é. Então, nós também fazemos algo pelo local e pelas pessoas onde estamos. Por isso, a Gala é só um tópico, mas temos relações bastante boas.

Temos um programa para integrar pessoas com dificuldades com a ReShape, trabalhamos de perto com a Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica, com a Reefood.

É gratificante ver como essas pessoas crescem e as pessoas reconhecem, de facto, a ajuda que estão a receber.

Créditos: Frame It

Que conselhos dá a quem vem preencher o lugar do Elmar a partir do dia 1 de maio?

Ouvir os funcionários. É importante e gratificante falar com as pessoas, com os funcionários, perceber o que funciona e o que não funciona. É isso que irei levar comigo para sempre, as pessoas que conviveram comigo durante a minha passagem pelo Marriott.

Nós temos reuniões constantes com a Comissão de Trabalhadores. Naturalmente, que não estamos sempre de acordo, mas sabemos que cada um tem o seu papel. Mas falamos e tentamos sempre chegar a um consenso e ao melhor resultados para todos.

E que recordações é que o Elmar leva de Portugal?

Não vou levar nenhumas, porque vou ficar em Portugal.

E o que vai fazer?

Relaxar. Vou dar ajuda numa associação de austríacos, vou continuar a praticar o desporto, fazer natação, andar de bicicleta, fazer o meu jogging. E vou começar a estudar, música e História de Arte, algo que sempre me apaixonou.
E claro, viajar muito.

*Entrevista originalmente publicada em abril na edição n.º 215 da Publituris Hotelaria.

Sobre o autorVictor Jorge

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Nova edição maio: Entrevista a Greg O’Stean, diretor-executivo da United Hospitality Management

Em maio, a Publituris Hotelaria faz capa com Greg O’Stean, que assumiu em fevereiro deste ano a direção da recém-criada United Hospitality Management (UHM), uma empresa de gestão hoteleira apoiada pela United Investments Portugal (UIP).

Carla Nunes

Quando a UHM foi comunicada, em novembro do ano passado, a empresa afirmava pretender expandir-se na Europa e no Médio Oriente com a gestão de 100 hotéis e resorts até 2030. Agora, em entrevista à Publituris Hotelaria, Greg O’Stean dá a conhecer a recém-criada UHM e os planos para Portugal, a par da experiência que aporta para este novo projeto profissional, que assume após ter desempenhado funções na Aimbridge Hospitality.

Já no capítulo “Fala-se”, destaque para os Prémios AHRESP, que este ano celebram a sua 8ª edição e cuja gala terá lugar no Casino Estoril, a 21 de junho. Para esta edição a associação contou com mais de 400 candidaturas, a mais concorrida de sempre, sendo esperados cerca de 600 participantes na gala de entrega dos galardões.

Ainda neste número, os cinco anos de atividade do Vila Foz Hotel & Spa lançaram o mote para uma conversa com Susana Tavares, CCO desta unidade hoteleira, sobre o posicionamento do hotel, os planos para o futuro e a evolução da oferta hoteleira do Porto.

No dossier, dedicado à hotelaria cinco estrelas, falámos com os diretores-gerais das unidades Bela Vista Hotel & Spa, InterContinental Porto – Palácio das Cardosas, Montebelo Vista Alegre Lisboa Chiado Hotel, MS Colection Aveiro – Palacete de Valdemouro e The Reserve. As principais apostas destes hotéis nos seus serviços, mas também a visão que têm sobre o atual panorama da hotelaria cinco estrelas em Portugal, foram algumas das temáticas abordadas.

No especial, este mês focado em mobiliário e decoração, a Cane Line, EPOCA, Ezpeleta, Fermob, La Redoute, Laskasas, Noguitel e Wewood dão conta das novidades que têm disponíveis e das tendências que vão marcar o setor.

A fechar, a rubrica “Palavra de Chef” deste mês dá a conhecer o percurso do chef Gil Fernandes, que assume desde 2018 a chefia do restaurante gastronómico da Fortaleza do Guincho, com uma Estrela Michelin. Este ano, a mais recente renovação do hotel, que também abarcou o espaço do restaurante, lançou o mote para uma nova carta adaptada aos sabores da época e das viagens feitas pelo chef, que incorpora elementos internacionais em pratos onde brilha o produto nacional.

Por fim, brindamos com as escolhas de Diogo Sanches Pereira, Head Sommelier do Maison Albar – Le Monumental Palace.

Os indicadores deste mês cabem à Guestcentric, com o seu Pulse Report Portugal, e as opiniões a Alexandra Ventura (NOVA SBE), Karina Simões (JLL) e Nuno Abranja (ISCE).

*Para ler a versão completa desta edição da Hotelaria – em papel ou digital – subscreva ou encomende aqui.

Sobre o autorCarla Nunes

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Hotelaria

Mais de 1.000 hotéis à venda em Portugal no primeiro trimestre de 2024

Segundo contas feitas pela CASAFARI, nos primeiros três meses de 2024, existiam 1.038 hotéis à venda em Portugal, mais 31% face aos 791 no mesmo período de 2023. Faro Porto e Lisboa lideram as cidades com mais unidades à venda.

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O número de unidades hoteleiras disponíveis para venda e para arrendamento cresceram nos primeiros três meses deste ano face ao período homólogo. Se no primeiro caso (venda), existiam 1.038 hotéis à venda no final do 1.º trimestre de 2024, correspondendo a mais 31% que os 791 de igual período do ano passado, no segundo caso (arrendamento), existiam 62 unidades hoteleiras para arrendar (+48% face aos primeiros três meses de 2023).

Os números são avançados pela CASAFARI, plataforma europeia de dados imobiliários, que revelam as principais conclusões de um estudo feito sobre o mercado hoteleiro em Portugal. A análise foi feita com base nos dados disponíveis na plataforma e comparou o primeiro trimestre de 2024 a igual período do ano anterior, procurando avaliar o comportamento mais recente destes ativos tanto ao nível da venda como do arrendamento.

A nível regional, Faro, Porto e Lisboa apresentavam o maior número de unidades hoteleiras disponíveis para venda (289, 120 e 96, respetivamente). Em sentido contrário, existem várias regiões com apenas uma unidade hoteleira disponível para venda, como Trofa, Penafiel, Paredes, entre outras.

Sintra, Lourinhã e Matosinhos destacam-se como as regiões do país com as maiores subidas percentuais, com a oferta a ser sete vezes maior, por exemplo, em Sintra, enquanto Odivelas, Baião e Coimbra apresentavam variações negativas.

O preço médio por m2 de hotéis para venda em Portugal ascendia a 3.319 euros no primeiro trimestre deste ano, uma subida de +18% face aos 2.818 euros registados em igual período do ano passado. A nível regional, Cascais, Sintra e Lisboa apresentam o preço médio por m2 mais elevado do país (7.213 euros, 6.995 euros e 6.175 euros, respetivamente). Em sentido inverso, Paredes, Amarante e Penafiel apresentavam os preços médios por m2 mais baixos no território nacional.

A nível percentual, Lourinhã, Madeira e Guarda surgem com as maiores subidas. Já Marco de Canaveses, Castelo Branco e Beja apresentam variações negativas do preço médio por m2 no primeiro trimestre de 2024.

Mais oferta no arrendamento, mas a preços mais baixos
Nos primeiros três meses de 2024 existiam 62 hotéis disponíveis para arrendamento, número que representa um aumento de +48% face aos 42 registados em igual período do ano passado.

A nível regional, Lisboa, Faro e Porto apresentavam o maior número de unidades hoteleiras disponíveis para arrendar (18, 12 e 11, respetivamente). Em sentido inverso, Aveiro, Santarém, Viseu, Viana do Castelo, Beja, entre outras, apresentam apenas uma unidade hoteleira disponível para arrendamento.

Cascais, Porto e Lisboa evidenciam-se com as maiores subidas percentuais, enquanto Sintra, Matosinhos e Évora apresentavam variações negativas no primeiro trimestre de 2024.

O preço médio por m2 de hotéis para arrendamento em Portugal ascendia a 24 euros no primeiro trimestre deste ano, uma quebra de -43% face aos 41 euros registados em igual período do ano passado.

A nível regional, Cascais, Leiria e Oeiras são as regiões com o preço médio por m2 mais elevado do país (425 euros, 196 euros e 26 euros, respetivamente). Por outro lado, Bragança, Viseu e Aveiro apresentavam os preços médios por m2 mais baixos.

A nível percentual, Vila Real, Setúbal e Coimbra registaram as maiores subidas. Mas Aveiro, Santarém e Leiria apresentavam variações negativas do preço médio por m2 no período em análise.

Foto: Depositphotos.com
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Steve Horvath substitui Elmar Derkitsch à frente do Lisbon Marriott Hotel

O Lisbon Marriott Hotel tem novo diretor-geral. Após 11 anos à frente da unidade hoteleira, Elmar Derkitsch é substituído por Steve Horvath.

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Steve Horvath é o novo diretor-geral do Lisbon Marriott Hotel. Com larga experiência profissional no setor hoteleiro, iniciou a sua carreira como diretor-geral no Residence Inn by Marriott Vancouver de 2005 a 2007, tendo depois ingressado no Renaissance Vancouver Harbourside Hotel, onde trabalhou como Assistente do diretor-geral (2007-09) e posteriormente “Director of Market Strategy “no Vancouver Marriott & Renaissance Vancouver desde 2009 a 2011.

Licenciado em Gestão na universidade canadiana SFU – Simon Fraser University (1990-95), concluiu um MBA em Gestão Hoteleira e Turismo na University of Guelph, em 2005.

Entre 2011 e 2013, desempenhou o cargo “Area Director Revenue Management” da Europa Oriental e de seguida “Area Diretor Revenue Management” do Reino Unido e Irlanda, entre 2014 e 2019.

Em 2019, assumiu a função de “Area Director Revenue Strategy”, do Sul da Europa e em 2022, ano em que viria a assumir o cargo de “Cluster General Manager” do Delta Hotels by Marriott – Country Clubs & North West.

Na despedida, Elmar Derkitsch referiu que “Steve Horvath é um profissional experiente, reconhecido pelas suas excecionais capacidades e conhecimentos técnicos na área de gestão, e forte capacidade de liderança. Com um historial impressionante, visão estratégica, estamos confiantes de que elevará o nosso sucesso a novos patamares”.

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AHP pede “maior transparência” sobre alocação de taxas turísticas em Albufeira

Após a fase de audição pública relativamente à aplicação de uma taxa turística de dois euros no concelho de Albufeira, além de uma sessão de esclarecimento aos hotéis sobre a cobrança e entrega da taxa, a AHP – Associação da Hotelaria de Portugal reuniu novamente com a Câmara Municipal de Albufeira para pedir explicações e “maior transparência” quanto à cobrança desta taxa.

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A menos de uma semana da data imposta para a aplicação da taxa turística de dois euros no concelho de Albufeira, a 21 de maio, a AHP reuniu esta terça-feira, 14 de maio, com a Câmara Municipal de Albufeira para “sublinhar a necessidade de maior transparência no processo de alocação das taxas”, como refere em nota de imprensa.

Outros dos pontos frisados nesta reunião prenderam-se com a possibilidade da “participação dos hoteleiros no modelo de gestão, designadamente num comité de investimentos”, além da “simplificação do processo de cobrança e respeito pelos contratos de alojamento já fechados”.

No mesmo comunicado a associação afirma que nesta reunião a câmara se comprometeu a que “o sistema de pagamento [da taxa turística] que está pensado – feito pelos hóspedes no check-in em TPA instalado na receção dos hotéis –, correrá a par dos instrumentos que estão em vigor em todos os outros concelhos, ou seja, pagamento aquando da faturação pelos hotéis, e depois por estes entregue à Câmara Municipal de Albufeira”.

Relativamente a reservas já feitas até à entrada em vigor deste regulamento, a 2 de maio, “a taxa não é aplicada”.

A associação recorda que um regulamento publicado a 30 de abril deste ano estipula que cada hóspede maior de 13 anos, nacional ou estrangeiro, pague uma taxa turística de dois euros no concelho de Albufeira caso pernoite num estabelecimento hoteleiro, parque de campismo ou alojamento local até sete dias, de abril a outubro.

De acordo com o regulamento, esse tributo entra em vigor a 21 de maio, “devendo ser entregue pelos estabelecimentos à autarquia”.

AHP aponta para “falta de informação sobre alocação das verbas obtidas”

A AHP explicou em comunicado que “durante a fase de audição pública fez chegar à Câmara Municipal de Albufeira não apenas a sua oposição de princípio por discordar do fundamento económico financeiro invocado para a criação de mais uma taxa”, mas também “a falta de informação sobre a alocação das verbas obtidas e a ausência de participação da hotelaria na governação destes fundos, obtidos sobretudo via hotelaria”.

O momento de audição pública foi também utilizado pela AHP para questionar “a cobrança dos hóspedes no momento do check-in e a falta de respeito pelas negociações já fechadas com os operadores antes da entrada em vigor deste agravamento de valor para os hóspedes”.

Após esta audição pública, “o regulamento foi publicado e entrou em vigor”, seguindo-se uma sessão de esclarecimento com os hotéis sobre as operações de cobrança e entrega da taxa onde, no entender da associação, “constatou-se a total impreparação do modelo e de resposta às dúvidas dos hoteleiros”.

Finda a mais recente reunião com a Câmara Municipal de Albufeira a 14 de maio, a associação afirma ainda estar a aguardar explicações sobre “como é que os hotéis são compensados pelos custos com a cobrança e entrega da taxa ao município”, com a AHP a relembrar que “nos demais casos é devido ao hotéis um fee de 2,5% sobre os valores das taxas”.

A associação coloca ainda em causa “qual será o modelo de governação que garanta a participação e vinculação dos hotéis ao destino do produto das taxas, em investimentos que realmente aproveitem à cidade e ao turismo”.

Leia também: Albufeira promove sessões de esclarecimento sobre aplicação da taxa turística

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Moon & Sun Lisboa | Créditos: DR

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Moon & Sun Lisboa abre portas na Baixa Pombalina

O primeiro hotel da insígnia da MS Group em Lisboa resultou de um investimento de 9,5 milhões de euros e conta com 35 quartos.

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O Moon & Sun Lisboa, localizado no número 200 da Rua Áurea, na Baixa Pombalina, abre portas esta quarta-feira, 15 de maio.

O mais recente hotel de quatro estrelas da insígnia Moon & Sun, do MS Group, resulta de um investimento de 9,5 milhões de euros e localiza-se num edifício histórico da época pombalina de cinco pisos, “onde é possível encontrar detalhes da construção inicial do século XVIII”, como o grupo indica em comunicado.

Com um total de 35 quartos, as tipologias do Moon & Sun Lisboa dividem-se em cinco categorias: “vista cidade”, “vista cidade com varanda”, “pequeno vista cidade”, “pequeno vista cidade com varanda” e “vista interior”. No piso térreo, situa-se o restaurante Pia’donna, onde o destaque vai para as refeições leves e as piadinhas, a especialidade deste espaço.

Quarto do Moon & Sun Lisboa | Créditos: DR

Neste hotel, o MS Group pretende “prestar homenagem à arte e ao design contemporâneo”, através de uma decoração “caracterizada por linhas elegantes e sofisticadas, com apontamentos relacionados à cidade de Lisboa”, como é o caso dos quadros que decoram os quartos. Na receção, destaque para a obra do pintor Pedro Guimarães, que também tem lugar no Moon & Sun Porto.

De momento, os preços da estadia no Moon & Sun Lisboa começam nos 120 euros por noite em quarto duplo. As reservas podem ser feitas através do site ou do email [email protected].

Quarto do Moon & Sun Lisboa | Créditos: DR
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Sesimbra Oceanfront Hotel espera que mercado nacional suporte 50% da ocupação

O antigo Sesimbra Hotel & Spa abriu oficialmente portas como Sesimbra Oceanfront Hotel pelas mãos da Highgate, que investiu mais de um milhão de euros em renovações no hotel e fê-lo subir ao patamar das cinco estrelas. Agora, a expectativa é a de que o hotel capte o mercado nacional, além do norte-americano.

Carla Nunes

Esta terça-feira, 14 de maio, a Highgate inaugurou oficialmente o Sesimbra Oceanfront Hotel, após investir mais de um milhão de euros na renovação da unidade hoteleira, dentro do pacote de 51 milhões de euros que tem previsto investir em renovações nos hotéis sob a sua alçada.

Agora, a perspectiva do diretor-geral da unidade, Tiago Féteira Rodrigues, é a de que o mercado nacional suporte 50% da ocupação do Sesimbra Oceanfront Hotel, com o mercado norte-americano a liderar nos mercados internacionais.

A renovação do hotel, que começou em novembro do ano passado e terminou no final de janeiro deste ano, visou os 92 quartos das alas norte e sul do hotel, mas também a zona de receção e de restaurante, uma mudança acompanhada por um novo conceito de Food & Beverage (F&B) desenhado por Bruno Rocha, responsável pelo desenvolvimento de conceitos de restauração da Highgate.

Após esta renovação, o hotel transitou para as cinco estrelas, tornando-se assim a primeira unidade hoteleira deste segmento em Sesimbra.

Receção do Sesimbra Oceanfront Hotel | Créditos: DR

No entanto, o capítulo de remodelações ainda não terminou. Até ao final de maio, a Highgate espera ter concluída a renovação do spa do Sesimbra Oceanfront Hotel, que contará com sauna, banho turco, hidromassagem vertical e piscina interior, além de um ginásio separado da área de spa. Já até ao final do ano, o hotel deverá fazer uma intervenção da fachada, através da pintura de paredes, polimento dos corrimões e tratamento da pedra exterior, além de um novo sistema “anti-gaivotas”.

Das renovações já terminadas, visíveis na inauguração oficial do hotel, destaque para os quartos, onde os anteriores tons de bordô e cinzento deram lugar ao azul, sendo que as casas de banho passaram a contar com duches ao invés de banheiras e amenities de refill em vez de unidoses – ora da L’Occitane, no caso dos quartos deluxe, ora da Bvlgari, nas suites.

Quarto do Sesimbra Oceanfront Hotel | Créditos: DR

Já na área de restauração, cuja chefia está a cargo de Vera Silva – que após sete anos transita do Palácio do Governador – o destaque vai para o restaurante Mar Luso e o Poké Bar. Aqui, o objetivo da Highgate passou por criar novos conceitos, neste caso inspirados numa figura da região, o navegador Sebastião Rodrigues Soromenho, que no século XVI navegou de Acapulco a Manila, passando por Califórnia, São Francisco e México. Através dessas viagens, Bruno Rocha bebeu inspiração para criar uma oferta de F&B onde a cozinha da América Central é cruzada com os produtos locais no restaurante Mar Luso. Já no Poké Bar, o destaque vai para refeições ligeiras, no conceito culinário havaiano poke.

“A renovação não foi só trocar móveis e decoração, esta pretendeu reposicionar o hotel. Reclassificámos o hotel para fazer dele o primeiro hotel de cinco estrelas de Sesimbra e também para criar novos conceitos no restaurante e no bar. Não queremos só atrair turistas, queremos atrair turistas e mostrar-lhes o que é Sesimbra”, declarou Alexandre Solleiro, CEO da Highgate Portugal, durante a cerimónia de inauguração.

Restaurante Mar Luso | Créditos: DR

Preço será ajustado para criar diferenciação

Com a passagem do hotel para o segmento cinco estrelas, Tiago Féteira Rodrigues, o mais recente diretor-geral da unidade, admite que ainda há “muitos desafios” pela frente, uma vez que “o mindset cinco estrelas não aparece com uma quinta estrela na parede”.

Em entrevista aos jornalistas, o diretor-geral aponta para a necessidade de continuar a apostar em “mercados para a época baixa”, indicando que, neste caso, “o mercado nacional é importante porque vai suportar 50% da nossa ocupação”.

No entanto, Tiago Féteira Rodrigues não coloca de parte o mercado internacional, sobretudo o norte-americano – com o Sesimbra Oceanfront Hotel a constar numa plataforma da Prefered Hotel and Resorts – mas também o mercado do norte da Europa, como o dinamarquês, finlandês, sueco, alemão. Como refere, “é este [último] mercado que procura o sul da Europa em época baixa”.

“Apontamos muito para o mercado internacional, sobretudo o americano, porque sabemos que tem uma capacidade de investimento brutal e que muitas vezes acaba por ser simpático para as equipas nesta questão de gratificar no final do serviço”, afirma o diretor hoteleiro.

Nas perspectivas de ocupação, Tiago Féteira Rodrigues afirma que, “claramente”, nos meses de junho, julho, agosto e setembro “Sesimbra vende-se por si só”, antecipando uma ocupação “a rondar os 85% a 90%”. Aqui, a perspetiva é a de “equilibrar a balança para conseguir prestar um bom serviço sem a necessidade do red line dos 100%”.

“Percebendo que a partir de setembro, outubro e novembro a procura vai reduzir, sabemos que aos fins-de-semana, com bom tempo, Sesimbra vai estar cheio. Mas aí temos de ser mais realistas e perceber que as taxas de ocupação à ronda dos 50% a 55% serão o mais correto”, explica Tiago Féteira Rodrigues.

Poké Bar do Sesimbra Oceanfront Hotel | Créditos: DR

Por enquanto, os preços ainda não estão ajustados ao novo segmento do hotel, uma vez que “o cinco estrelas só foi anunciado agora”. No entanto, o diretor-geral do Sesimbra Oceanfront Hotel aponta já para a necessidade de a unidade hoteleira se diferenciar “dos restantes hotéis da região, como o SANA, o FourPoints, o Hotel do Mar”. Como afirma, “continuam a ser excelentes hotéis, mas nós como cinco estrelas temos de ir a um patamar acima”.

“Esta notícia do cinco estrelas foi maravilhosa para a vila, porque aí [os restantes hotéis] também vão conseguir reposicionar o preço e subir o seu ADR”, termina.

Leia também:
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Sesimbra Hotel & Spa contrata novo diretor
Highgate Portugal investe 1M€ no 5 estrelas Sesimbra Oceanfront Hotel

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