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Análise

“Plano ambicioso” para o turismo será apresentado pelo Governo ainda em maio

Reconhecendo que o turismo “não necessita de uma transformação estrutural, mas antes de uma aceleração”, a secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, revelou que “dentro de dias” será conhecido um plano ambicioso para o setor.

Victor Jorge
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“Plano ambicioso” para o turismo será apresentado pelo Governo ainda em maio

Reconhecendo que o turismo “não necessita de uma transformação estrutural, mas antes de uma aceleração”, a secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, revelou que “dentro de dias” será conhecido um plano ambicioso para o setor.

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No dia em que foi disponibilizada a Linha de Apoio à Economia COVID 19 – Médias e Grandes Empresas do Turismo, com uma dotação de 300 milhões de euros, o setor do turismo conhecerá, durante o mês de maio, um “plano ambicioso” para a retoma da atividade, plano esse que será apresentado pelo ministro da Economia, Pedro Siza Vieira “dentro de dias”.

Esta foi a certeza deixada pela secretária de Estado do Turismo (SET), Rita Marques, durante o webinar da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), com o tema “Plano de Recuperação e Resiliência: E o Turismo?”, que teve como media partner o jornal Publituris.

Esta novidade deixada pela SET veio depois de Raúl Martins, vice-presidente da CTP, deixar fortes críticas à ausência do setor do turismo no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) apresentado, recentemente, por Portugal a Bruxelas, sendo o nosso país, de resto, o primeiro a ter apresentador o plano às instituições europeias.

Sabendo-se que o PRR não contém medidas específicas para o turismo, mas tem várias gavetas onde as empresas podem ir buscar fundos europeus, nomeadamente, para a formação profissional e transição digital e climática, Raúl Martins disse que “o Governo menosprezou a importância do turismo para a economia e o plano [Plano de Recuperação e Resiliência – PRR] não reflete qualquer estratégia para a atividade turística”.

O vice-presidente da CTP referiu ainda que, “se o PRR vai ser o instrumento principal de resposta às principais necessidades imediatas do país e pretende aumentar a sua competitividade, não conta com o seu principal aliado”, perguntando se o país está em condições de “prescindir da maior atividade económica exportadora e desperdiçar 8,7% do PIB nacional”.

Deixando a certeza de que as medidas de apoio do Governo “são sempre bem-vindas”, Raúl Martins frisou que estas “chegam tarde, muito tarde para muitas empresas e, em muitos casos, ficam aquém das suas reais necessidades”.

Por isso, concluiu o vice-presidente da CTP, o Governo “terá de fazer o que lhe compete para salvar um setor que tantas vezes salvou a economia nacional e que, certamente, voltará a ser importante na recuperação económica do país”.

Rita Marques começou por dizer que o PRR é um instrumento que visa as reformas e, portanto, de intervenções estruturais e, por isso, disse a SET, “o objetivo deste PRR é justamente acelerar de forma absolutamente decisiva e estrutural a transformação da economia portuguesa, de modo a proporcionar o tão desejado salto qualitativo”.

Falando num “pacote ambicioso de ações”, Rita Marques questionou se, de facto, o setor do turismo necessita desta transformação estrutural, respondendo ela própria com factos, fazendo referência ao Fórum Económico Mundial que classifica Portugal como o 12.º destino turístico mais competitivo do mundo e que “está muito acima do ranking que a própria economia portuguesa ocupa neste mesmo ranking”. Fez ainda referência a outros dados, da OCDE, que dizem que 1 euro gasto no turismo nacional gera 80 cêntimos de valor acrescentado na economia nacional.

Por isso, a secretária de Estado do Turismo questionou se o setor do turismo, “não precisará antes de uma aceleração de modo a garantir que, face a esta situação pandémica que vivemos, passa rapidamente retomar a rota de crescimento que estava a calcorrear”.

Reconhecendo que esta é, de facto, uma “oportunidade absolutamente irrepetível para transportar o turismo para outro patamar de desenvolvimento”, a secretária de Estado do Turismo deixou a certeza de que, “quando apresentarmos o nosso plano ambicioso iremos identificar não só os objetivos, mas também as fontes de financiamento a que recorreremos, chegando a uma soma de todas as necessidades de financiamento e que responderão as expectativas de todos os empresários e trabalhadores do sector”.

O plano em si e os valores em causa serão conhecidos e divulgados “nos próximos dias” pelo ministro da Economia, sendo certo que o “plano tem como objetivo claro a concretização de todas as metas que estavam estabelecidas no ET 2027 [Estratégia Turismo 2027]”, recordando que um dos objetivos era, precisamente, concretizar “27 mil milhões de euros de receitas turísticas, de forma sustentável”.

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Análise

Europa domina turismo, mas será ultrapassada pela Ásia – revela o WTTC

As cidades da Europa continuam a ser os destinos preferidos dos turistas de todo o mundo, mas, a curto prazo, a Ásia vai destronar o velho continente como potência turística, estima afirmou o World Travel Tourism Council (WTTC).

Segundo um estudo apresentado pela entidade em Madrid, no decorrer da Fitur – Feira Internacional de Turismo, o WTTC indica que a capital francesa era o principal destino urbano mundial, mas este ano será superada por Pequim.

O WTTC lembrou que a pandemia de Covid-19 teve um impacto devastador no setor das viagens e turismo, sobretudo nas grandes cidades, uma vez que os governos nacionais tomaram a decisão de fechar as fronteiras para fazer face à crise sanitária.

Assim, um bom número de viajantes trocou as visitas das cidades por destinos menos massificados, tanto no litoral como nas áreas rurais, mas com a abertura das fronteiras, as grandes cidades voltaram a ser o foco das atenções para as férias.

“Paris assume a coroa como o destino urbano mais poderoso do mundo, com um setor de viagens e turismo no valor de quase 36 mil milhões de dólares em 2022, em termos de contribuição direta do PIB para a cidade”, mencionou o WTTC, que destacou que, nos próximos 10 anos a capital de França deverá cair para o terceiro lugar, embora o seu valor suba para mais de 49 mil milhões de dólares.

A organização observou que Pequim, na China, é atualmente o segundo maior destino urbano do mundo, com um setor de viagens e turismo avaliado em quase 33 bilhões mil milhões de dólares. No entanto, “ultrapassará Paris nos próximos 10 anos, crescendo para impressionantes 77 mil milhões de dólares”, assumiu.

No continente americano, Orlando, nos Estados Unidos, foi avaliado em 31 mil milhões de dólares em 2022 e ocupa o terceiro lugar, seguido por Xangai, Las Vegas e Nova Iorque.

“Grandes cidades como Londres, Paris e Nova Iorque continuarão a ser potências globais, mas nos próximos anos Pequim, Xangai e Macau subirão na lista dos principais destinos urbanos”, disse Julia Simpson, presidente e CEO do WTTC.

A executiva observou que os turistas sempre terão cidades favoritas para onde voltar, mas “à medida que outros países priorizam viagens e turismo, veremos destinos novos e emergentes a desafiar os favoritos tradicionais”.

 

Sobre o autorCarolina Morgado

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Transportes

Transportes mostram-se otimistas para 2023, apesar da guerra, inflação e incerteza

O setor dos transportes turísticos faz um balanço positivo de 2022, que acabou por ser um ano de regresso à normalidade e mostra-se entusiasmado quanto ao futuro, apesar dos muitos desafios que deverão marcar 2023, com destaque para os aumentos nos preços dos combustíveis, a que os transportes estão particularmente expostos.

Inês de Matos

Por vezes, muita coisa muda em muito pouco tempo e o ano de 2022 é a prova provada disso mesmo. Há um ano, a grande ameaça à atividade turística continuava a ser a COVID-19. A pandemia que parou o mundo em 2020 e restringiu as viagens um pouco por todo o lado no ano seguinte, continuava, no início do ano passado, a ser vista como o principal desafio que o setor do turismo precisava de ultrapassar para regressar à normalidade.

No entanto, menos de dois meses depois do arranque do ano, estalou uma guerra na Ucrânia, com a invasão da Rússia ao país vizinho, num evento a que a Europa não assistia havia mais de sete décadas e que veio, mais uma vez, destabilizar a economia e, consequentemente, as empresas do setor do turismo, com especial destaque para as que se dedicam aos transportes, que passaram a lidar, também em consequência da guerra, com aumentos quase diários nos preços dos combustíveis, entre outras subidas de custos ditadas pela escalada da inflação.

Além da pandemia, que ainda não está completamente ultrapassada, da guerra e consequente inflação, as empresas de transportes turísticos têm de lidar ainda com a escassez de recursos humanos, que surgiu durante a pandemia e se agravou com a guerra, num cenário repleto de incerteza que torna difícil traçar expectativas concretas para 2023.

A todos estes problemas, é preciso juntar ainda a escassez de viaturas disponíveis no rent-a-car, assim como os desafios inerentes à sustentabilidade que, este ano, promete voltar a estar na linha da frente enquanto uma das principais preocupações dos transportes.

Mais uma vez o setor foi posto à prova e respondeu de forma positiva, Paulo Geisler (RENA)

Ainda assim, o otimismo parece estar em alta, uma vez que os clientes mantêm a vontade de viajar e isso tem-se vindo a traduzir no aumento das faturações e da rentabilidade nas várias áreas dos transportes turísticos em Portugal. Saiba que balanço de 2022 e que expectativas para 2023 traça a aviação, os cruzeiros, o rent-a-car e os autocarros de turismo.

Aviação
Na aviação, 2022 acabou por ser um ano “desafiante”, diz ao Publituris Paulo Geisler, presidente da RENA, associação que representa as companhias aéreas que operam em Portugal. “Mais uma vez o setor foi posto à prova e respondeu de forma positiva”, diz o presidente da RENA, considerando que, apesar dos problemas que a aviação enfrentou em 2022, este setor “mais uma vez deu mostras de preparação e resiliência”.

De acordo com o responsável, 2022 acabou por ser um ano positivo, como mostram “os números globais do turismo” e que provam que este é já “um sector fundamental para a economia portuguesa”, considerando que também a “união dos diversos operadores” foi um dos aspetos mais positivos do ano que agora terminou.

Tal como a RENA, também a easyJet faz um balanço favorável de 2022, com José Lopes, country manager da companhia para Portugal, a explicar que o ano foi “bastante positivo” porque a easyJet fechou “este ano fiscal com o melhor resultado de sempre em Portugal” no número de passageiros transportados. No total, a easyJet chegou aos 7.431.928 passageiros nas 71 rotas que realiza de e para o país, valor que, segundo José Lopes, “ultrapassa os níveis de 2019 e que se traduz num crescimento de 174%”. “Estamos a viver agora o inverno mais movimentado da nossa história em Portugal e somos a primeira escolha de passageiros que viajam entre Portugal e França, Portugal e Suíça e Portugal e o Reino Unido”, acrescenta.

Somos a companhia de aviação que mais vai investir e crescer em Portugal em 2023, José Lopes (easyJet)

José Lopes destaca os 18 slots conseguidos no aeroporto de Lisboa como um dos momentos mais positivos de 2022, desde logo porque isso permitiu que a transportadora se tornasse na segunda maior operadora no aeroporto da capital. Com esses slots, a easyJet abriu várias rotas em Lisboa, num total de 33 no conjunto dos aeroportos onde opera, incluindo a primeira ligação para fora da Europa desde Portugal, com destino a Marraquexe, em Marrocos, e os voos para o Porto Santo, desde Lisboa e Porto, “acabando com o monopólio nessas rotas”.

O aumento de capacidade em várias rotas, a passagem para o terminal 1 do aeroporto da capital e o aumento dos aviões baseados em Portugal foram também, segundo José Lopes, momentos positivos para a easyJet em 2022.

As expetativas para 2023 também são positivas, com José Lopes a mostrar-se convicto de que o ano será “de forte investimento e crescimento de capacidade da easyJet em Portugal”. “Continuaremos a estimular o mercado, para que as pessoas voltem a voar e a conhecer mais destinos. Fazer isto num momento em que ainda estamos a sair da pandemia, adicionalmente ao impacto da guerra nos custos de energia e combustível, é um desafio”, diz José Lopes, que acredita que a relação qualidade/preço oferecida pela easyJet será valorizada. “Somos a companhia de aviação que mais vai investir e crescer em Portugal em 2023. Daqui a um ano, estaremos de novo aqui a falar de mais um ano com resultado recorde”, acredita o responsável, indicando que a companhia vai continuar a investir na sustentabilidade.

Tal como a easyJet, também a RENA se mostra otimista, ainda que Paulo Geisler prefira chamar-lhe “otimismo (moderado)”, uma vez que se prevê que exista, ao longo deste ano, algum “crescimento sustentado”. No entanto, diz o responsável, o “cenário macroeconómico e inflação vão desempenhar um papel importante” para a aviação em 2023, “a par da guerra na Ucrânia” e também da sustentabilidade. “A expectativa é que o setor do transporte continue a recuperar e que haja uma preocupação maior com sustentabilidade e incentivos para que o setor possa avançar rumo ao “Net-zero””, conclui o presidente da RENA.

Rent-a-car
No rent-a-car, o balanço de 2022 é igualmente positivo, com Joaquim Robalo de Almeida, secretário-geral da ARAC – Associação Nacional dos Locadores de Veículos, que representa 96% das empresas de rent-a-car em Portugal, a considerar que 2022 foi “um ano memorável”.

A performance das empresas de rent-a-car em foi foi excelente, Joaquim Robalo de Almeida (ARAC)

No rent-a-car, acrescenta, foram atingidos “valores recorde de rentabilidade”, o que leva a que se perspetive que, “também nesta atividade, 2022 seja o seu melhor ano de sempre”, com uma faturação a rondar os 800 milhões de euros.

Apesar da escassez de viaturas que se mantém, por culpa da crise dos semicondutores, e que levou a que a frota de pico em 2022 tenha ficado 32 mil viaturas abaixo do que acontecia em 2019, Joaquim Robalo de Almeida revela que a procura esteve em alta, traduzindo um aumento da rentabilidade. “Apesar da frota disponível para aluguer ter sido menor, se tivermos em atenção a subida de preços operada pela forte procura, ter-se-á registado um crescimento da faturação face a 2019, que assim gerou uma melhor rentabilidade”, explica, sublinhando que “a performance das empresas de rent-a-car em 2022 foi excelente” e o seu “desempenho foi dos melhores de sempre”. Contudo, o aumento da rentabilidade foi acompanhado pela subida da inflação, que se traduziu num crescimento generalizada dos custos, que “atingiram valores nunca antes vistos”, acrescenta.

A somar à inflação, no ano passado, o rent-a-car teve também de lidar com a falta de recursos humanos e com uma fiscalidade automóvel que é “das mais elevadas da Europa”, o que leva a que o rent-a-car em Portugal perca competitividade face a outros países europeus. Por isso, a ARAC volta a insistir na “redução dos impostos aplicáveis ao automóvel”, a exemplo do ISV e do IUC, mas também do IVA para os 13%.

Foi um ano muito bom para a marca e, felizmente, os pontos positivos sobrepõem-se aos negativos, Paulo Pinto (Europcar)

E se 2022 acabou por ser mais positivo do que se previa, Joaquim Robalo de Almeida espera que também o próximo ano “venha na sua continuidade”, apesar da urgência na construção do novo aeroporto de Lisboa e dos desejos que a ARAC gostaria de ver realizados: o fim da guerra na Ucrânia e a continuação do combate às alterações climáticas.

E também a Europcar, uma das principais empresas de rent-a-car em território nacional, diz que 2022 foi um “ano muito positivo”, com Paulo Pinto, Head of Portugal do Europcar Mobility Group (EMG), a explicar que o grupo solidificou a sua posição, até porque “houve alguma renovação da estrutura” em Portugal, a exemplo da nomeação do próprio como responsável pela operação no país. Em Portugal, merece também destaque a transformação da estação da Maia em ‘hub profissional’ e a abertura da estação em Vila Real, investimento que deu “início a uma ambiciosa estratégia de expansão, com grande foco no Norte do país”.

A nível global, 2022 fica marcado pela integração do EMG na Green Mobility Holding, que veio trazer à empresa “novas perspetivas e um ciclo de expansão e inovação”. “Fazer parte deste consórcio está a ser um grande impulso do ponto de vista financeiro, o que está a permitir acelerar os projetos tecnológicos”, explica Paulo Pinto.

Apesar de positivo, Paulo Pinto admite que 2022 foi um ano “com muita instabilidade”, com um primeiro trimestre marcado pela pandemia e o início de uma guerra na Europa, que deu origem a “uma subida da inflação que ainda não estagnou e se perspetiva como um fator negativo também em 2023”, sendo mesmo vista pela empresa como o “maior desafio” que se deverá colocar ao rent-a- car. “Tem impacto direto nos orçamentos das empresas e das famílias, condicionando em larga medida a atividade económica”, explica Paulo Pinto, prevendo que os “condicionamentos na produção automóvel” voltem a dar dores de cabeça.

Paulo Pinto diz que “a verdade é que, mesmo com estas condicionantes, este foi um ano “muito bom para a marca e, felizmente, os pontos positivos sobrepõem-se aos negativos”.

A Europcar diz que “vai continuar focada em manter a liderança em mobilidade sustentável”: “Impulsionada pela inovação, tecnologia, dados e colaboradores, com uma frota ajustada às necessidades, que será cada vez mais “verde”, 2023 vai ser um ano decisivo”, conclui.

Cruzeiros
Nos cruzeiros, o balanço de 2022 volta a ser positivo, com Marie-Caroline Laurent, diretora-geral da CLIA – Associação Internacional de Companhias de Cruzeiros para a Europa, a explicar que “2022 foi um ano crucial de recuperação para a indústria” e que marcou o regresso a praticamente “100% de atividade”, o que demonstra a “força coletiva” dos cruzeiros.

Apesar da volatilidade da economia, podemos dizer que atingimos os objetivos a que nos tínhamos proposto, Eduardo Cabrita (MSC Cruzeiros)

Na CLIA, 2022 foi marcado pela sustentabilidade, pois, no início do ano, a associação estabeleceu o “compromisso de, até 2050, alcançar a meta de emissões carbónicas nulas” nas viagens de cruzeiros. A diretora da CLIA diz que a “indústria está a fazer progressos concretos para alcançar as suas ambições climáticas”, o que é visível pelo maior número de navios equipados para se ligarem à eletricidade em terra, enquanto “uma quantidade enorme de recursos está a ser investida” na viabilidade de combustíveis sustentáveis.

As preocupações com a sustentabilidade vão continuar a marcar este ano, com a responsável a explicar que as prioridades da associação para 2023 são a sustentabilidade e o envolvimento das comunidades. “Teremos de articular uma abordagem abrangente de sustentabilidade que mostre que estamos a tomar medidas práticas que já estão a fazer uma diferença real”, afirma, explicando, contudo, que estas ações “não se limitam aos navios”, pois estão a ser adotadas “práticas sustentáveis em terra para apoiar o turismo sustentável nos locais” visitados.

Além da sustentabilidade, a CLIA aponta como desafios as “incertezas relacionadas com a guerra” e “o preço da energia e a escassez de oferta” que, diz a responsável, “também podem afetar a capacidade de obter combustíveis alternativos”. Além disso, é preciso não esquecer que ainda há destinos com restrições devido à pandemia, nomeadamente na Ásia, o que leva a que as companhias tenham de trabalhar para garantir a “retoma segura” das operações.

Conseguimos estimular a antecipação do negócio a níveis ligeiramente superiores a 2019, Francisco Teixeira (Melair Cruzeiros)

Também as companhias se mostram satisfeitas com 2022 e confiantes para 2023. No caso da Melair, que representa em Portugal a Royal Caribbean International e a Celebrity Cruises, 2022 acabou por ser “bastante positivo, apesar das incertezas durante o primeiro trimestre”. Segundo Francisco Teixeira, director-geral da Melair, “a procura comportou-se muito bem”, o que levou a que toda a frota das companhias representadas pela empresa tenha regressado à operação. Além disso, acrescenta, a Melair conseguiu lançar para venda os cruzeiros para 2023 ainda no ano passado, “tendo já concretizado 37% do objetivo de negócio para este ano”. “Conseguimos estimular a antecipação do negócio, a níveis ligeiramente superiores a 2019”, revela.

O regresso da frota à operação foi, segundo o diretor-geral da Melair, o aspeto mais positivo para a empresa em 2022, enquanto o mais negativo foram as dificuldades de recrutamento.

E também a MSC Cruzeiros faz um balanço positivo, ainda que Eduardo Cabrita, diretor-geral da companhia para Portugal, diga que 2022 foi “desafiante” porque os primeiros meses foram de incerteza devido à pandemia e à guerra na Ucrânia. “Tivemos dois meses com uma incerteza tremenda, entre fevereiro e abril, ninguém sabia o que iria acontecer e o mundo parou perante esta atrocidade. Isso fez com que a inflação disparasse”, explica, revelando que só a partir de abril a companhia notou “algo muito mais positivo”. A partir daí, a MSC Cruzeiros viveu “três meses” de “vendas muito fortes e estimulantes para o verão”, que ditaram que 2022 tenha sido “um ano muito positivo”, praticamente em linha com 2019 nos passageiros.

Teremos de articular uma abordagem abrangente de sustentabilidade que mostre que estamos a tomar medidas práticas, Marie-Caroline Laurent (CLIA)

A ajudar ao balanço do ano, esteve ainda o lançamento do MSC World Europa, o primeiro navio da MSC Cruzeiros movido a GNL, que foi inaugurado em novembro, no Qatar, assim como os cruzeiros com partida e chegada a Lisboa que, pela primeira vez, a companhia promoveu no verão, entre junho e novembro, ao contrário do que acontecia noutros anos. “Apesar da volatilidade da economia, podemos dizer que atingimos os objetivos a que nos tínhamos proposto, agora está ainda mais consolidado e vamos para o segundo ano de cruzeiros em Lisboa, com este período de tempo”, explica Eduardo Cabrita, que espera que 2023 já seja um “ano bastante dinâmico e saudável” e “muito melhor que 2019”, até porque os recentes estudos da CLIA mostram que continua a existir predisposição para este tipo de viagem, já que 84% dos passageiros que já fizeram um cruzeiro querem voltar, enquanto 67% dos inquiridos que ainda não fizeram nenhum cruzeiro querem fazer, o que traduz aumentos face ao período pré-pandemia. “Estas são grandes notícias para o setor”, considera.

Quanto a desafios, para o responsável, a “economia mundial e a inflação continuam a ser dos aspetos mais difíceis de prever” e que podem afetar a dinâmica dos cruzeiros, ainda que acredite que vai ser possível “ultrapassar estes ventos menos favoráveis”, até porque, em maio, chega o MSC Euribia, o segundo navio a GNL da companhia.

Confiante está ainda a Melair, com Francisco Teixeira a revelar que “o objetivo para 2023 é voltar com as dinâmicas comerciais e marketing pré-pandemia, e conseguir elevar o volume de negócio face a 2019”, apesar de também a Melair estar preocupada com o impacto da guerra e do aumento das energias, entre outros desafios que podem “reduzir os fluxos da procura”.

Autocarros de turismo
Nos autocarros de turismo, o ano de 2022 começou com “um otimismo moderado”, diz Amaro Correia, diretor de Marketing e Comunicação da Iberobus, explicando que este sentimento levou a empresa a repensar a sua estratégia, ajustando o Plano de Marketing e de Negócios.

O responsável diz que a Iberobus apostou, em 2022, na formação interna e na oferta de experiências inesquecíveis nos seus autocarros, o que beneficiou a experiência do cliente.

O aumento exponencial dos combustíveis está a atingir o coração da empresa, Amaro Correia (Iberobus)

O ano ficou marcado pela certificação enquanto Biosphere Sustainable Life Style, que comprova que a empresa cumpre integralmente as práticas sustentáveis na indústria do turismo. “Foi uma aposta visionária e importante, até porque, cada vez é mais importante o turismo sustentável”, defende, considerando que 2022 foi ainda o ano da “reativação do mercado em força”, que existe “um forte potencial de crescimento para 2023” e para o “aumento do número de vendas efetivas”.

Como aspetos menos positivos, o responsável destaca os recursos humanos, que estão cada vez mais escassos, assim como a carga fiscal e o “aumento exponencial dos combustíveis”, que está a atingir o “coração da empresa”. Amaro Correia pede, por isso, que a tutela tome “soluções rápidas e sem dor”, sob pena de se alienarem, em pouco tempo, os ganhos de 2022.

Apesar de tudo, a Iberobus diz que as expectativas para 2023 são “positivas se a guerra acabar”, uma vez que, apesar da empresa já ter um aumento de 35% nas marcações prévias, em circuitos e viagens para 2023, as indefinições económicas ditadas pelo conflito armado são uma ameaça e trazem incerteza à gestão da empresa.

Para tomar o pulso ao mercado, a Iberobus vai participar na FITUR 2023, integrada no stand do Turismo do Porto e Norte de Portugal e, ao longo do ano, pretende apostar na inovação e tecnologia, assim como numa comunicação com “fluxos mais rápidos e simples” e num serviço “pós-venda útil e assertivo”, estratégias que visam “manter os clientes fidelizados”.

 

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Portugueses entre os mais preocupados com o aumento do custo de vida

De acordo com o Eurobarómetro do Parlamento Europeu, o aumento do custo de vida é a maior preocupação para 93% dos europeus e 98% dos portugueses, seguido pela ameaça de pobreza e exclusão social (82% e 95%, respetivamente).

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Em todos os Estados-Membros da União Europeia, mais de sete em cada dez inquiridos estão preocupados com o aumento do custo de vida, com resultados máximos na Grécia (100%), Chipre (99%), Itália e Portugal (ambos com 98%), revela o Eurobarómetro do Parlamento Europeu, recentemente publicado. A subida dos preços, incluindo da energia e da alimentação, faz-se sentir em todas as categorias sociodemográficas, tais como género e idade, bem como em todos os níveis de escolaridade e socioprofissionais.

A segunda preocupação mais referida pelos europeus e também pelos portugueses (82% e 95%, respetivamente) é a ameaça de pobreza e exclusão social, seguida pelas alterações climáticas e pela propagação da guerra na Ucrânia a outros países, igualando-se no terceiro lugar com 81% na média europeia. 92% dos portugueses identificam também as alterações climáticas e 91% a propagação da guerra.

O estudo Eurobarómetro indica também que o apoio à UE permanece estável num nível elevado e que os europeus esperam que as instituições continuem a trabalhar em soluções para mitigar os efeitos das crises. Apenas um terço dos europeus estão satisfeitos com as medidas tomadas pelos governos nacionais e pela UE para lidar com os aumentos do custo de vida.

Dificuldades económicas
Olhando para a situação financeira dos cidadãos, o inquérito mostra que as consequências das crises se fazem sentir cada vez mais. Quase metade dos inquiridos (46%) diz que o seu padrão de vida já foi reduzido devido às consequências da pandemia de Covid-19, aos efeitos da guerra da Rússia à Ucrânia e à crise do custo de vida. Em Portugal, 57% dos inquiridos identifica-se com esta situação. A nível europeu, 39% ainda não viram o seu padrão de vida reduzido, mas esperam que esse seja o caso no próximo ano, criando uma perspetiva pessimista para 2023.

Outro indicador revelador do impacto da situação económica é o aumento de cidadãos que enfrentam dificuldades em pagar as suas contas “na maior parte do tempo” ou “algumas vezes”, com uma subida de nove pontos (de 30% para 39%) desde o outono de 2021, a nível europeu. Em Portugal, este indicador está nos 65%.

As perspetivas para o futuro também não são animadoras para os portugueses. 61% dos inquiridos afirma que, no prazo de um ano, a situação económica do país tenderá a caminhar numa direção errada. Por consequência, 49% perspetiva o mesmo a acontecer na sua própria vida.

“As pessoas estão, compreensivelmente, preocupadas com o aumento do custo de vida, pois cada vez mais famílias têm dificuldades em pagar as suas contas. Agora é a hora de atuarmos; controlar as contas, conter a inflação e fazer as nossas economias crescerem. Devemos proteger os mais vulneráveis nas nossas sociedades”, refere a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola.

Pertencer à UE é “uma coisa boa”
Por outro lado, crises recentes, das quais se destaca a guerra da Rússia contra a Ucrânia, estão a fortalecer o apoio dos cidadãos à União Europeia: 62% veem a adesão como uma “coisa boa” (77% no caso dos portugueses). Dois terços dos europeus (66%) consideram importante a adesão do seu país à UE e 72% acreditam que o seu país beneficia de ser membro da UE. Em Portugal este valor ascende a 87%.

Neste contexto, a “paz” regressa ao pensamento dos cidadãos como uma das razões fundamentais e fundadoras da União Europeia: 36% dos europeus consideram que o contributo da UE para a manutenção da paz e o reforço da segurança são os principais benefícios da adesão para o seu país, o que representa um aumento de seis pontos desde o outono de 2021. Além disso, os europeus também pensam que a UE facilita uma melhor cooperação entre os Estados-Membros (35%) e contribui para o crescimento económico (30%). Em Portugal, o destaque vai para o crescimento económico, com 38% dos inquiridos a defendê-lo como o principal benefício da adesão à UE.

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IPDT estima aumento da procura externa e da atividade turística este ano em Portugal

As previsões avançadas na 68ª edição do Barómetro do Turismo do IPDT em relação ao turismo nacional em 2023 são otimistas, embora a incerteza perante o cenário atual reserve algumas cautelas. Estima-se um aumento da procura externa e da atividade turística no país.

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António Jorge Costa, presidente do IPDT considera que “os resultados globais desta edição do Barómetro são positivos e reforçam a dinâmica do setor, permitindo-nos encarar o futuro com confiança, apesar dos constrangimentos e obstáculos com que o turismo se vai deparar ao longo deste ano”.

Apesar deste ambiente de otimismo moderado, o nível de confiança médio no desempenho do turismo atingiu, em dezembro de 2022, os 80,9 pontos no Barómetro, o que corresponde a um ligeiro decréscimo face aos 82,4 registados em setembro do ano passado.

Para alguns membros do painel, Portugal continua a ser um destino com elevado apelo, e a conjuntura geopolítica tende em favorecer a procura para esta zona da Europa, em detrimento das regiões a Leste. No entanto, mantem-se algumas dúvidas relacionadas com o contexto económico internacional e o possível impacto da inflação sobre a procura.

No que se refere à evolução de indicadores turísticos para os próximos meses, e comparando com o período homólogo do ano anterior, a previsão da 68ª edição do Barómetro do IPDT é que a atividade do turismo, a procura a nível externo e o investimento privado deverão aumentar nos próximos meses, enquanto se poderá assistir-se a uma diminuição da procura por parte do mercado interno.

As preocupações dos membros do painel passam pela carga fiscal, o investimento público, o endividamento das empresas, o número de pessoas empregadas no setor e a rentabilidade das empresas.

Por outro lado, 34% dos inquiridos aponta que as empresas e destinos podem contar com alguns desafios em 2023, sobretudo no plano económico, com a inflação e o aumento dos custos energéticos e das taxas de juro, enquanto na opinião de 36% dos membros do painel que responderam, a boa imagem de o destino Portugal goza atualmente: um destino seguro, sustentável, com qualidade e value for money, são as grandes oportunidades.

O IPDT convidou os membros do Batómetro a dar o seu contributo para o desenvolvimento de uma agenda turística para 2023, em cinco áreas distintas. Assim, no plano ambiental, as preocupações prendem-se com o reforço da aposta em energias alternativas (16%), no económico, o reforço do combate à inflação e à subida das taxas de juro são prioridade para 31% dos inquiridos, enquanto na vertente cultural, 16% defende a aposta na diversidade cultural do país, respeitando a identidade local dos territórios.

No que se refere ainda à agenda turística para este ano, no plano social, as grandes metas devem ser o reforço da responsabilidade, estabilidade, colaboração, justiça e combate à exclusão (22%) e cerca de 35% dos membros que responderam, referem a estabilidade, igualdade, qualidade e credibilidade política como grandes objetivos a nível político.

No âmbito das tendências, salientam-se a escolha de destinos seguros, e de maior proximidade (17%), o bleisure (14%), e o regresso aos city-breaks (13%), como os principais comportamentos que vão marcar o ano de 2023.

 

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Otimismo cauteloso

O Publituris ouviu Eduardo Santander, diretor-executivo da European Travel Commission (ETC), e Julia Simpson, CEO e presidente do World Travel & Tourism Council (WTTC), que fizeram um balanço positivo relativamente a 2022, com as devidas “cautelas” para 2023.

Victor Jorge

Com o final de 2022 a ditar uma recuperação do turismo a nível internacional, embora ainda longe dos números de 2019, o gradual levantamento das restrições referentes à COVID-19 fizeram com que “o mundo regressasse às viagens”.

Eduardo Santander, diretor-executivo da European Travel Commission (ETC), admite que “o turismo europeu enfrentou com sucesso os desafios que foram sendo colocados”, salientando que muitos destinos na Europa registaram “uma forte recuperação”, indicando que o Velho Continente deverá ficar, em 2022, “a 75% dos volumes de 2019”. Contudo, admite que “este ainda foi um ano difícil para o setor”, com a recuperação a ser impactada pela “guerra na Ucrânia, falta de pessoal e aumentos nos custos de vida”.

A Europa tem de reconstruir um setor que coloque as comunidades locais e o ambiente no centro do desenvolvimento, Eduardo Santander (ETC)

Também Julia Simpson, CEO e presidente do World Travel & Tourism Council (WTTC), destaca “o bom ano de 2022 para o setor do turismo e viagens”, referindo que, com algumas exceções, “o mundo voltou a viajar”. No entanto, frisa que “a pandemia ensinou-nos que não podemos descansar sob os bons resultados obtidos”, sendo necessários “planos sustentáveis para construir uma resiliência a longo prazo”. Assim, admite que o setor do turismo e das viagens está “ciente das suas responsabilidades quando se trata de sustentabilidade”, até porque considera que “a nossa atividade depende de pessoas a visitar locais bonitos, sendo que o nosso futuro está inextricavelmente ligado”.

Recuperação mais lenta
Quanto ao futuro, mais concretamente, ao ano de 2022, Eduardo Santander diz-se “otimista, mas cauteloso”, admitindo que a recuperação na Europa “continuará, mas a um ritmo mais lento”, já que questões como a inflação poderá influenciar os gastos do consumidor e na procura turística na Europa”.

No entanto, é “encorajador ver que os europeus ainda continuam ansiosos para viajar, apesar das preocupações financeiras”, salientando que a ETC espera que “as viagens de curta distância sejam uma tábua de salvação para o setor, já que mais viajantes podem escolher viagens mais curtas e próximas”. Isso pode até ser “benéfico” para a Europa, já que as férias dentro da Europa e domésticas “tendem a ser mais baratas do que as alternativas distantes”, salientando ainda que “as viagens dos EUA, impulsionadas pelo dólar forte e maior conectividade, também continuarão a apoiar os destinos europeus”.

Do lado do WTTC, o fim das restrições às viagens é apontado como um fator crucial, embora reconheça que países como a China continuem a limitar essas mesmas viagens e que, por isso, “impeçam uma recuperação mais acelerada”.

A pandemia ensinou-nos que não podemos descansar sob os bons resultados obtidos, Julia Simpson (WTTC)

Catalisador de mudança
Para 2023, Julia Simpson indica que o setor deverá a utilizar a sua posição única para produzir “ações positivas para restaurar a natureza e ser um catalisador de mudança”. A responsável pelo WTTC destaca que “as viagens e a natureza estão intimamente ligadas”, já que milhões de pessoas viajam para explorar essa mesma natureza, frisando os “mais de 340 mil milhões de dólares (cerca de 320 mil milhões de euros) e 21 milhões de empregos que este tipo de turismo sustenta a nível mundial”.

Do lado europeu, Eduardo Santander salienta que o principal desafio passa por “incentivar destinos e empresas na Europa a manter a sustentabilidade em mente”. Assim, conclui que, “à medida que continuamos a navegar pelos riscos trazidos pela incerteza global, é crucial cumprir as promessas feitas durante o COVID-19. A Europa tem de reconstruir um setor que coloque as comunidades locais e o ambiente no centro do desenvolvimento. O turismo deve esforçar-se para ser uma força para o bem de todos – viajantes, trabalhadores e cidadãos”, termina.

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As 10 +lidas no site do Publituris em 2022

Durante o ano de 2022, foram muitas as notícias produzidas e publicadas em www.publituris.pt. Fica a lista das 10 + lidas durante o ano passado.

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Das mais de 2,4 milhões de visualizações no www.publituris.pt ao longo de 2022, estas foram as notícias mais lidas ao longo dos 365 dias:

1 – E os vencedores dos Publituris Portugal Travel Awards 2022 são …
19 de outubro

2 – Voos da TAP para a Madeira passam a custar 25 euros
7 de abril

3 – Fotogaleria RoadShow das Viagens do Publituris – Porto
12 de abril

4 – Fotogaleria RoadShow das Viagens – Lisboa
13 de abril

5 – Marrocos elimina teste PCR para entrar no país
3 de março

6 – “Este é um período de poucas certezas absolutas porque estamos a passar por algo novo”, Mário Ferreira (NAU)
8 de fevereiro

7 – Vila Galé abre recrutamento para contratar 170 colaboradores para novos hotéis
9 de novembro

8 – Portugal entre os destinos mais procurados para miniférias dos britânicos nas celebrações do Jubileu da rainha de Inglaterra
20 de maio

9 – Ryanair diz ter “solução” para o problema dos “voos fantasma” da Lufthansa
12 de janeiro

10 – Grupo Pestana regressa aos lucros com 23 milhões de euros
18 de maio

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Viajar é uma prioridade para mais da metade dos brasileiros

Mais de metade (53%) da população brasileira pretende viajar em 2023, segundo o estudo “Turismo -2023” realizado pela Hibou – empresa de pesquisa de mercado e consumo.

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O estudo “Turismo – 2023”, que identificou os comportamentos e expectativas de viagens a partir de um painel digital com mais de 1.200 brasileiros, indica que 53% da população pretende viajar em 2023, mas 19% ainda não decidiu, 21% sente vontade de viajar, mas não vai, enquanto 8% não quer e nem pretende sair de casa.

Muitos participantes do inquérito querem já deixar as malas prontas no primeiro semestre de 2023, e 67% dos brasileiros gostariam de viajar entre dezembro deste ano a julho do próximo ano.

A Europa está na mira e é uma preferência para 23% dos inquiridos. Os demais destinos citados foram América do Norte (11%), América Latina (7%). África, Austrália/Oceânia e Ásia (3%, cada).

No entanto, a situação financeira é uma preocupação no momento de organizar uma viagem e foi apontada por 60%; outros fatores como a economia atual do país (21%) e a cotação do dólar (17%) também estão no radar.

Como herança da Covid-19, há 14% que temem a pandemia e outras doenças que têm surgido em menor escala. Assim, os viajantes consideram importante que as empresas sigam os protocolos de segurança.

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Atividade de negócios no turismo cai 3% até novembro a nível global

O impacto dos crescentes preços do petróleo, inflação e tensões geopolíticas, bem como a incerteza do ambiente de negócios fizeram com que, até novembro deste ano, o mercado registasse uma quebra de 3% na atividade negocial. EUA, Reino Unido e Japão foram os mercados que mais cresceram, enquanto China, Índia e Austrália foram os que mais caíram.

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No decorrer dos primeiros 11 meses de 2022, a atividade de negócio no setor do turismo e viagens registou uma quebra de 3% face a igual período de 2021, revela os dados mais recentes da GlobalData

Segundo as contas da consultora, foram realizados 912 negócios a nível global até novembro de 2022, correspondendo a uma quebra de 3% face aos 940 efetivados no mesmo período de 2021.

Aurojyoti Bose, Lead Analyst na GlobalData, refere que esta quebra na atividade de negócios no setor do turismo e viagens “indica o impacto dos crescentes preços do petróleo, inflação e tensões geopolíticas, bem como a incerteza do ambiente de negócios na realização e efetivação de negócios”.

A quebra no volume de negócios em mercados como a China, Índia e Austrália levou a um declínio geral na atividade global de negócios para o setor. China, Índia e Austrália testemunharam uma queda no volume de negócios em 20,8%, 23,5% e 31,6% durante janeiro a novembro de 2022 em comparação com o mesmo período de 2021, respetivamente, indicam os dados recolhidos pela GlobalData.

Entretanto, nos EUA, Reino Unido e Japão registaram um aumento na atividade de negócios, com crescimentos de 2,5%, 10,8% e 9,8%, respetivamente. Contudo, esta melhoria não foi suficiente para contrariar o impacto da quebra registada noutros mercados.

A atividade de negócios, incluindo transações de financiamento de risco e transações de private equity, também registaram uma quebra no volume de 26% e 17,8% durante janeiro a novembro de 2022 em comparação com o mesmo período de 2021, respetivamente, enquanto o número de transações de fusões e aquisições aumentou 12,9%.

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Compra de seguros de viagens sobe mais do dobro dos níveis pré-pandemia

A necessidade de flexibilidade incentiva as intenções de compra de seguros de viagem para mais do dobro dos níveis pré-Covid, destaca o State of Mind Travel Report publicado pela Allianz Partners, que avalia o estado atual e futuro das viagens e a indústria do turismo.

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As tendências revelam uma mudança de mentalidade nos consumidores, que enfrentam uma experiência de viagem cada vez mais complexa.

Com base nas perceções dos principais especialistas do setor, bem como os dados das tendências dos próprios clientes da Allianz Partners, o relatório destaca o aumento dos fatores de stress enfrentados pelos viajantes atualmente.

Além de avaliar as preocupações relacionadas à saúde, os viajantes enfrentam agora perturbações geopolíticas, elevada inflação e incertezas económicas mais amplas, o que está a levar a uma nova atitude em relação às viagens, em que a flexibilidade integrada e a proteção contra os “e se” são ainda mais importantes, indica o documento.

No que diz respeito aos cinco principais mercados europeus avaliados (Bélgica, França, Alemanha, Itália e Reino Unido), os dados da Allianz Partners revelam que a procura viu um aumento substancial nas intenções dos clientes comprarem seguros de viagem, de 21% em 2019 para 55% em 2022 para viagens internacionais e de 12% para 26% para viagens nacionais. Em linha com a crescente procura, a Allianz Partners registou o seu maior nível de pedidos de reembolso pós-embarque em 2022.

O relatório apresenta também informações e a análise de dois especialistas importantes do setor do turismo: Joe Mason, diretor de Marketing de Viagens da Allianz Partners, e Luís Araújo, presidente da European Travel Commission (ETC).

Segundo Joe Mason, “o setor dos seguros está agora a prestar serviços a um consumidor mais exigente e mais bem informado, que tem uma maior consciência do que é um bom serviço e do que pode correr mal. Portanto, há muito mais pressão para enfrentar no setor do turismo”, para acrescentar que “soluções flexíveis e integradas para cobrir todos os hipotéticos cenários são agora essenciais para a oferta”.

Já Luís Araújo, acrescentou que “embora os setores de hotelaria e das viagens tenham começado a criar flexibilidade e adaptabilidade nos seus modelos operacionais, isso agora precisa ser replicado noutras partes do ecossistema das viagens”. Neste sentido apontou que “atrações, museus e eventos são apenas algumas das áreas que precisam começar a pensar em disponibilizar mais opções aos viajantes que procuram limitar o risco de deceção ou perda financeira se enfrentarem perturbações”.

O presidente da ETC concluiu que “se diferentes partes da indústria puderem trabalhar em conjunto para tornar toda a experiência de viagem positiva, melhor ela estará preparada para o futuro”.

 

 

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Portugueses gastam mais 60% em viagens de curta distância face a período pré-pandemia, revela estudo da Mastercard

A diferença entre os gastos efetuados com viagens de curta e longa distância é assinalável, com o estudo da Mastercard a destacar o teletrabalho, a mudança para o digital e a pressão de preços como principais fatores de impacto.

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Os gastos dos portugueses com viagens de curta distância registaram um aumento de 60% em agosto, comparativamente com o mesmo mês de 2019, aponta um estudo realizado pelo Mastercard Economics Institute, indicando ainda que este valor está “substancialmente acima” do aumento dos gastos com viagens de longo curso (16%).

O “Shifting Wallets” revela que os hábitos dos consumidores estão a “alterar-se e que as tendências de teletrabalho estão a influenciar a forma como vivemos e quando gastamos”, salientando que o “fim de semana” começa agora mais cedo.

As reservas de voos registadas a nível global neste verão (maio-agosto) ficaram 15% acima dos níveis de 2019, apesar dos desafios logísticos e das pressões de preços existentes, com os voos de curta distância a impulsionar a maior parte deste crescimento global de gastos com viagens (representando +20% face aos de longo curso).

O estudo “Shifting Wallets” recorreu a uma análise exaustiva de dados económicos públicos e anonimizados com o objetivo de oferecer uma visão global sobre a forma como as recentes alterações económicas estão a impactar as escolhas que os consumidores estão a fazer relativamente ao que gastam, onde e quando.

Segundo o estudo da Mastercard, os preços mais altos estão a pressionar os consumidores a nivelarem os seus gastos diários e com bens essenciais, apesar dos gastos com refeições fora de casa manterem-se como prioridades.

O teletrabalho e a mudança para o digital implicaram alterações ao nível dos dias em que são feitos os gastos, com impactos significativos na cadeia de abastecimento para retalhistas, restaurantes e outras empresas e na composição de equipas de trabalho.

Bricklin Dwyer, economista-chefe da Mastercard e chefe do Mastercard Economics Institute, sublinha que “as mudanças nas preferências de gastos ocorrem à medida que os consumidores se adaptam a um novo ritmo”. E conclui que, “apesar do aumento dos preços, das taxas de juros e da crescente incerteza económica, os consumidores continuam a avaliar os seus hábitos de consumo de acordo com o que faz sentido para as suas vidas”.

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