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Luz verde para o “certificado COVID-19 da UE”

Com o objetivo de “salvar” o verão, o Parlamento Europeu deu o aval para as negociações para o “certificado COVID-19 da UE”.

Victor Jorge
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Luz verde para o “certificado COVID-19 da UE”

Com o objetivo de “salvar” o verão, o Parlamento Europeu deu o aval para as negociações para o “certificado COVID-19 da UE”.

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Depois de a Comissão Europeia ter admitido haver uma "réstia de esperança" sobre a retoma do turismo na União Europeia (UE) este verão, vincando que "quanto mais rápido a vacinação avançar, maior será a probabilidade de haver férias", o Parlamento Europeu (PE) deu luz verde para a negociação de um certificado com o objetivo de reestabelecer a livre circulação na Europa durante a pandemia.

Os eurodeputados concordaram que o novo “certificado COVID-19 da UE” - em vez do Certificado Verde Digital, conforme proposto pela Comissão - deve vigorar durante apenas 12 meses.

O documento, que pode ser em formato digital ou papel, “atestará que uma pessoa foi vacinada contra o coronavírus, teve um resultado negativo num teste recente ou recuperou da infeção”, refere o PE na nota de imprensa final após a sessão. No entanto, “os certificados COVID-19 da UE não servirão como documento de viagem nem se tornarão uma condição prévia para o exercício do direito à livre circulação”, defendem os eurodeputados.

A proposta legislativa que abrange os cidadãos da UE foi aprovada com 540 votos a favor, 119 contra e 31 abstenções, enquanto a proposta relativa aos nacionais de países terceiros foi aprovada com 540 votos a favor, 80 contra e 70 abstenções.

Testes de COVID-19 gratuitos e viagens sem restrições adicionais
Os titulares de um certificado COVID-19 da UE não devem estar sujeitos a restrições de viagem adicionais, como quarentena, autoisolamento ou testes, de acordo com o Parlamento. Os eurodeputados também sublinham que, para evitar a discriminação dos não vacinados e por razões económicas, os países da UE devem “assegurar testes universais, acessíveis, rápidos e gratuitos”.

Compatível com iniciativas nacionais
O Parlamento quer ainda garantir que o certificado da UE funcione em conjunto com qualquer iniciativa dos Estados-membros, respeitando um quadro jurídico comum.

Os Estados-membros devem aceitar certificados de vacinação emitidos em outros Estados-membros para pessoas inoculadas com uma vacina autorizada para uso na UE pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA) (atualmente Pfizer-BioNTech, Moderna, AstraZeneca e Janssen), dizem os eurodeputados.

Caberá às autoridades nacionais decidir se também aceitam certificados de vacinação emitidos em outros Estados-membros para vacinas listadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para uso de emergência.

 Proteção de dados
No que diz respeito à proteção de dados, os certificados serão verificados para evitar fraudes e falsificações, assim como a autenticidade dos selos eletrónicos incluídos no documento. Os dados pessoais obtidos a partir dos certificados não podem ser armazenados nos Estados-membros de destino e não existirá uma base de dados central estabelecida a nível da UE. A lista de entidades que vão processar e receber dados será pública para que os cidadãos possam exercer os seus direitos de proteção de dados ao abrigo do Regulamento Geral de Proteção de Dados.

 

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Turismo de Portugal lança plataforma para facilitar investimento estrangeiro

Nova plataforma visa afirmar Portugal “como destino de investimento” no turismo, assim como “maximizar contactos com potenciais investidores”.

O Turismo de Portugal lançou a plataforma Invest In Tourism com o objetivo de "reforçar a competitividade internacional de um setor estruturante para a economia nacional, através da afirmação do país como destino de investimento".

De acordo com um comunicado enviado à imprensa, a nova plataforma pretende "acrescentar valor a um conjunto de atividades económicas ligadas ao turismo, reforçar a notoriedade internacional de produtos e serviços nacionais e a perceção de qualidade da Marca Portugal", assim como "maximizar contactos com potenciais investidores, dinamizar processos de recrutamento de talento, divulgar oportunidades de negócio no turismo e criar ambientes favoráveis ao nascimento de novos negócios turísticos".

Disponível em português e em inglês, a nova plataforma está dividida em quatro áreas, concretamente 'Portugal de relance'; 'Começar um negócio'; 'Procurar uma oportunidade' e 'Opções de financiamento', onde é fornecida "toda a informação sobre o país, caracterização do setor e como começar um negócio em Portugal, sendo ainda apresentados casos de sucesso".

"São também disponibilizadas análises sobre talento, empreendedorismo e inovação, sustentabilidade, macroeconomia, estratégia, IDE, desempenho turístico, investimento e financiamento, benefícios fiscais, turismo residencial e tendências, bem como, informação sobre negócios recentes, principais transações e aberturas e número de projetos em pipeline", acrescenta o Turismo de Portugal.

Para apoiar o processo de investimento, o Turismo de Portugal disponibiliza ainda uma equipa dedicada a esta área e que vai atuar nos "domínios das oportunidades de investimento, financiamento, licenciamento, recursos humanos, empreendedorismo, estatísticas e parcerias, contando também com o contributo das equipas do Turismo de Portugal que atuam no estrangeiro".

“Portugal já é um dos destinos europeus mais atrativos para o investimento estrangeiro”, considera Rita Marques, secretária de Estado do Turismo, defendendo, no entanto, que é necessário "continuar a trabalhar para se promover o investimento e financiamento para a sustentabilidade do turismo, desenvolvendo competências e melhorando a coordenação de ações nas diferentes áreas de política, incluindo o empreendedorismo ou a inovação".

Para a governante, a nova plataforma "Invest in Tourism passará a ser a montra das oportunidades de investimento no turismo em Portugal".

Além do Turismo de Portugal, o Invest in Tourism conta com uma rede alargada de parceiros, onde se inclui a Abanca, Bankinter, BPI, Banco Português de Gestão, Banco Montepio, Crédito Agrícola, Caixa Geral de Depósitos, Eurobic, GoParity, Novo Banco, Novo Banco dos Açores, Millennium BCP, Santander, Capital Partners, Quadrantis, Portugal Ventures e Turismo Fundos, estes dois últimos do Grupo Banco Português de Fomento.

A nova plataforma foi lançada durante o Resort & Residential Hospitality Forum, o maior encontro internacional de investidores, decisores e operadores líderes no segmento Resort e Residencial, que se encontra a decorrer em Vilamoura, Algarve, terminando esta quarta-feira, 27 de outubro.

Na informação divulgada, o Turismo de Portugal lembra que Portugal está no Top10 dos destinos europeus mais atrativos para o investimento estrangeiro, de acordo com o estudo “Attractiveness Survey 2021” (EY), que detalha que 70% dos investidores são europeus e 30% originários de outros países, com destaque para os EUA, Espanha, França, Alemanha, Reino Unido e Bélgica.

O país é também o 12.º destino turístico mais competitivo do mundo, segundo o Fórum Económico Mundial, e pretende posicionar-se como "destino de investimento e polo de referência internacional na inovação, no empreendedorismo e na produção de bens e serviços para o turismo, conforme designado na Estratégia Turismo 2027".

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Lisboa entre as cidades mais seguras para visitar

Lisboa aparece bem classificada no ranking das melhores cidades do mundo para visitar. Destaque para os lugares conseguidos na segurança das infraestruturas e pessoal.

Lisboa está entre as cidades mais seguras, segundo diversos parâmetros analisados pelo “Índice de Cidades Seguras 2021, publicado pelo “The Economist” e que lista as 60 cidades mais seguras do mundo para visitar.

A capital de Portugal aparece em 28.º lugar na análise global de segurança, parâmetro considerado alto, com 70,1 pontos em 100 possíveis. Já no que toca à segurança digital, Lisboa mantém o 28.º lugar, mas baixa na pontuação, atingindo 64,3 pontos.

O maior “trambolhão” é dado quando analisada a segurança sanitária ou saúde, ocupando Lisboa a 49.ª posição, atrás de cidades como Nova Deli, Bogotá, Bombaim, Jacarta, Riade, Taipe ou Quito.

A melhor pontuação de Lisboa é atingida na segurança das infraestruturas, ocupando o 28.º lugar, mas com 77,4 pontos, o que coloca a cidade no parâmetro “muito alto”.

A melhor posição, contudo, é conseguida na análise referente à segurança pessoal, em que Lisboa sobe para o 9.º lugar, com 76,9 pontos.

Finalmente, na segurança ambiental, Lisboa, volta a ocupar a 28.ª posição, com 74,3 pontos.

De referir que o ranking global é liderado pela cidade de Copenhaga/Dinamarca (82,4 pontos). Nas análises segmentadas, aparecem Sidnei/Austrália a liderar a segurança digital (83,2 pontos); Tóquio/Japão na segurança sanitária e saúde (com 87,7 pontos); Hong Kong/China na segurança das infraestruturas (93,4 pontos); Copenhaga/Dinamarca na segurança pessoal (86,4 pontos); e, finalmente, Wellington/Nova Zelândia na segurança ambiental (91,7 pontos).

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NOVA SBE INAUGURA WESTMONT HOSPITALITY HALL

Com este novo espaço, a Nova SBE está agora preparada para desenvolver e promover uma educação de gestão avançada e de excelência em hospitalidade e turismo, assente nos valores da sustentabilidade e inovação.

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Criar e preparar os líderes e empreendedores de amanhã nas áreas de hospitalidade e turismo. Este é o objetivo do Westmont Institute of Tourism & Hospitality (WiTH) fundado pela Nova SBE em parceria com o Westmont Hospitality Group.

A inauguração decorre esta segunda-feira, 25, no campus de Carcavelos, com a presença do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e do Príncipe Amyn Aga Khan.

Com este novo espaço, a Nova SBE está agora preparada para acolher o ecossistema de professores, alunos, investigadores e parceiros focados em desenvolver e promover uma educação de gestão avançada e de excelência em hospitalidade, turismo e todas as indústrias orientadas para o serviço, assente nos valores da sustentabilidade e inovação.

“No futuro, digital e tecnologia serão fundamentais, sim, mas mais do que isso teremos que saber cuidar do consumidor, elevar os padrões de serviço, criar experiências únicas com impacto emocional nos nossos clientes. Será um fator de sucesso decisivo”, refere Daniel Traça, Dean da Nova SBE, reforçando que “a parceria com o Westmont Hospitality Group e agora a inauguração do Westmont Hospitality Hall, permite trazer para a Nova SBE, de forma inovadora, todas as competências e recursos da indústria hoteleira para que possamos aprofundá-las, desenvolver inovação e levá-las a outras áreas: retalho, banca, saúde, entre outras.”

Entre o leque de projetos e ofertas já disponibilizadas pelo instituto, existe uma Área de Especialização no Mestrado em Gestão, dedicada à hospitalidade e gestão de serviços, mas também estão disponíveis cursos de formação de executivos pensados para preparar os participantes para liderar a recuperação e transformação dos negócios num contexto atual de disrupção, com foco na experiência do cliente, na inovação e na sustentabilidade, alicerçada pela cultura e mentalidade da Hospitality.

Complementarmente, o WiTH pretende afirmar-se como espaço de reflexão neste domínio, promovendo diversas iniciativas como conferências, debates, talks e encontros informais, potenciando a ligação dos alunos com o mundo empresarial e o desenvolvimento de projetos concretos. O Westmont Hospitality Hall ganha agora protagonismo assumindo-se como o palco privilegiado para receber estes eventos, um espaço aberto à comunidade e onde os alunos terão um papel importante na sua dinamização.

Este novo espaço, para além de estar  disponível para os estudantes desenvolverem os seus projetos, representa uma nova centralidade no campus de Carcavelos e o local ideal para co-construir com as empresas novas soluções de melhoria da experiência dos seus clientes.

Sendo um projeto vocacionado para criar um futuro melhor, o WiTH está neste momento a desenvolver com o Nova SBE Data Science Knowledge Center um ambicioso projeto de criação de uma plataforma de dados e de conhecimento que possa melhorar de forma significativa o contexto de tomada de decisão de projetos de desenvolvimento turístico em África, numa ótica de sustentabilidade, criando condições para fazer do turismo um veículo de criação de riqueza na região e de geração de novas oportunidades de emprego.

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Comunicação é um dos pontos-chave na retoma do turismo

Embora todos reconheçam vários aspetos a ter em conta na retoma do turismo, a comunicação é chave. Por isso, os players da área têm de estar muito bem preparados, admitindo-se que “o agente tem de saber mais do que o passageiro que pesquisa tudo na internet”.

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*texto Beatrice Teizen

O segundo painel do seminário luso-brasileiro, promovido pela Airmet Brasil e Portugal, que teve no Panrotas Brasil e Publituris os media partners e moderadores, abordou o tema distribuição e as principais mudanças nas relações e desafios na nova era para o turismo após o início da pandemia de COVID-19. Um dos pontos-chave levantados foi a importância da comunicação – clara – com os consumidores.

“Percebemos que a questão da comunicação iria mudar inevitavelmente. Havia muito uma cultura em Portugal de as lojas de shopping, de rua etc., terem um funcionamento um pouco inflexível. E, do dia para noite, tudo mudou. Passamos a sentir uma proximidade muito maior com os clientes e, por mais afastados que estivéssemos do ponto de vista físico, na tecnologia estávamos muito próximos. No Brasil é diferente, os relacionamentos são muito mais calorosos. Temos que começar a desenvolver competências nessa área. Temos todo o conhecimento, expertise, todas as condições para prestar um serviço de excelência, mas temos muita dificuldade em comunicar isso. Mudámos a nossa forma de nos relacionar”, afirmou o diretor-geral da Airmet Brasil e Portugal, Luís Henriques.

Informação e capacitação
O atendimento dos agentes também foi transformado, e, mais do que nunca, o agente tem de possuir todas as informações e respostas às dúvidas dos passageiros na ponta da língua. Para isso, capacitações, profissionalização e disseminação de conhecimento são fundamentais.

“Precisamos de estar muito mais atualizados e lembrar que informação nem sempre é conhecimento. Estamos na era digital, mas percebemos que existia muito mais informação do que conhecimento e prática. Por isso, a capacitação e preparação da equipa e dos parceiros devem ser evidenciadas. Além disso, a cultura organizacional, junto à empatia e necessidade desse mercado devem ser um tripé que precisa ser muito bem trabalhado”, afirmou Fabiana Lima, CEO e fundadora da Club Turis.

O diretor da Lusanova Brasil, Daniel Marchante, destacou, por sua vez, a necessidade do mercado proporcionar webinars com informações sobre os destinos, por exemplo, para que os agentes de viagens estejam munidos de todas as informações necessárias.

“O agente tem de estar muito bem preparado e informação é a palavra-chave. O agente precisa saber mais do que o passageiro que pesquisa tudo na internet. Se não, pode perder esse viajante para o on-line. Ter o conhecimento do destino, do produto, é fundamental até para o futuro do nosso negócio e mercado, considerou Marchante.

“Parceirar”
Com a pandemia, surgiu um novo consumidor e, também, por que não, uma nova palavra. “Parceirar” quer dizer que, sem parcerias, o mercado não consegue caminhar e é muito mais demorado e difícil para se chegar ao objetivo.

“Escolher os nossos parceiros é um sucesso muito mais acertado. Colaboração, ‘parceirar’ e contar com o apoio vai fazer toda a diferença. Precisamos de bons parceiros, bons profissionais, melhorar a nossa comunicação”, salientou Fabiana Lima.

Para finalizar, a CEO da Club Turis admite que “é muito mais do que tecnologia, estamos a caminhar para um atendimento próximo, uma cultura humanizada. Além de recursos tecnológicos, precisamos de empatia, operação consultiva. E ‘parceirar’ significa isso, essas escolhas assertivas”, concluiu Fabiana Lima.

Finalmente, Aroldo Schultz, diretor da Schultz Brasil e Portugal, considerou que “o sentimento de trabalhar em conjunto para prosperar é o mesmo”, referindo ainda que “quem conseguiu se manter, respeitar os agentes, o consumidor, selecionar os fornecedores certos, vai ter muito futuro”.

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Portugal arrecada 26 prémios na gala europeia dos World Travel Awards

Portugal conquistou 26 prémios na gala europeia dos ‘Óscares do turismo’, que decorreu esta sexta-feira, 22 de outubro, e na qual Algarve, Madeira e Açores foram destaque.

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Na última edição da gala europeia dos World Travel Awards (WTC), considerados os óscares do turismo, Portugal arrecadou 26 galardões, com destaque para o Algarve, Madeira e Açores, que foram considerados os melhores destinos de praia, insular e de aventura da Europa, respetivamente.

A cerimónia de atribuição dos prémios, que distinguem o melhor do turismo na Europa a cada ano, decorreu à meia-noite desta sexta-feira, 22 de outubro, e voltou a colocar Portugal em destaque, já que também o Porto de Lisboa foi eleito, pela sétima vez consecutiva, como o melhor porto de cruzeiros da Europa.

Já a TAP foi distinguida como melhor a melhor companhia aérea nas ligações entre a Europa e a América do Sul, assim como entre a Europa e África; o Turismo de Portugal foi eleito como o melhor organismo oficial de turismo e o Dark Sky Alqueva recebeu um prémio de Turismo Sustentável.

Nos cruzeiros, a DouroAzul ganhou na categoria de melhor empresa europeia de cruzeiros e os Passadiços do Paiva também voltaram a ser distinguidos, vencendo nas categorias de melhor atração turística da Europa e melhor projeto de desenvolvimento turístico.

Na hotelaria, os prémios também foram vários e distinguiram unidades de norte a sul, começando logo na Amazing Evolution, que foi considerada o melhor operador de hotéis boutique da Europa.

Já o Pestana CR7 Lisboa ganhou na categoria de melhor hotel lifestyle da Europa, categoria em que também o Conrad Algarve foi distinguido ao nível dos resorts, enquanto o Valverde Hotel foi considerado o melhor boutique hotel de luxo e o Vila Vita Parc arrecadou o galardão de melhor hotel com villas de luxo.

Destaque ainda para o The Lake Resort, que ganhou o prémio enquanto melhor resort lifestyle de luxo, e o Dunas Dourada Beach Club, que foi considerado o melhor espaço de resort e villas de luxo.

O Cascada Wellness Resort foi ainda distinguido como melhor resort europeu para o segmento desportivo, o Hotel 1908 Lisboa foi considerado o melhor hotel de design da Europa e o Club Med da Balaia foi eleito o melhor resort 'tudo incluído'.

Finalmente, na família Savoy Signature, o Saccharum foi distinguido com o prémio de "Leading Island Resort 2021”, enquanto o Savoy Palace recebeu o galardão de "Portugal's Leading Luxury Hotel 2021”.

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BTL 2022 arranca dentro de 145 dias

De acordo com Pedro Braga, diretor-geral Adjunto da Fundação AIP, a BTL 2022 assentará em quatro vetores: internacionalização, reforço da representação nacional, formação e o BTL LAB. Além disso, também a venda direta ao consumidor final será “mais abrangente”.

Victor Jorge

A 145 dias do arranque do evento, foi apresentada a mais importante feira do setor do turismo em Portugal. A Bolsa Turismo Lisboa 2022 terá lugar na Feira Internacional de Lisboa (FIL) de 16 a 20 de março, num evento que, segundo o presidente da Fundação AIP, Jorge Rocha de Matos, será “forçosamente diferente”, mas que assume, “enquanto Fundação AIP temos a responsabilidade e o desafio de dar o apoio a todos os setores de atividade da nossa economia, neste caso particular, ao turismo”.

O presidente da Fundação AIP reconheceu, durante a apresentação oficial da BTL 2022 que “temos uma maratona pela frente”, admitindo que “temos de vencê-la”.

Certo é que “os negócios fazem-se de forma direta e de olhos nos olhos”, salientando Rocha de matos que “vamos voltar a colocar o turismo no local que merece”.

Do lado mais operacional, Pedro Braga, diretor-geral adjunto da Lisboa FCE – Feiras, Congressos e Eventos, empresa que gere a FIL e o Centro de Congressos de Lisboa e entidade organizadora da BTL, começou por referir que a BTL “é a montra do turismo nacional”, querendo afirmá-la, desde já, como “o marketplace do turismo em Portugal”.

Certo é que a BTL 2022 assentará em quatro vetores. O primeiro é a internacionalização, ficando Pedro Braga o objetivo de “não ter o maior programa de buyers na Europa, mas sim o melhor e de maior valor acrescentado”, referindo que “conta com a ajuda de todos para cumprir esse objetivo”.

Para já, será colocada no terreno uma campanha de promoção, ou melhor, de notoriedade que, segundo a organização, “terá como finalidade atrair novos países”.

De resto, o objetivo principal é, “no prazo de 10 anos, colocar a BTL a ser considerada como uma das maiores feiras internacionais do turismo”.

Admitindo que o pretendido é ter “uma forte representação presencial”, até porque, segundo Pedro Braga, “não nos revemos no digital, apesar de sabermos da sua importância”, o responsável salienta que “nada substitui o face-to-face”.

Como segundo vetor aparece o reforço da representação nacional, apostando-se na diversificação e diferenciação, apresentando Pedro Braga como terceiro vetor a formação, numa altura em que os recursos humanos assumem uma importância capital. Finalmente, o reforço do BTL LAB foi exposto como o quarto vetor, havendo um último ou adicional que coloca um reforço extra na venda direta ao consumidor final, oferta essa que, segundo Pedro Braga terá de ser “mais abrangente”.

De resto, a BTL 2022 apresenta Anadia como município convidado, enquanto Porto e Norte será o destino nacional convidado. A nível internacional, o destino convidado da edição de 2022 será a República Dominicana.

 

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CEO da United Airlines antevê subida do preço dos bilhetes devido ao custo do combustível

O CEO da United Airlines, Scott Kirby, alerta que “os preços mais altos do combustível da aviação levam a preços mais altos nos bilhetes”.

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O CEO da United Airlines, Scott Kirby, considera que a subida do preço dos combustíveis deverá levar a um aumento do preço dos bilhetes na aviação e admite que também a companhia aérea norte-americana deverá "passar por isso".

"Os preços mais altos do combustível da aviação levam a preços mais altos nos bilhetes”, afirmou o responsável esta quarta-feira, 20 de outubro, em entrevista à televisão norte-americana CNBC.

De acordo com o responsável, o preço do combustível está a bater todos os recordes e, no caso da aviação, ultrapassou mesmo, esta terça-feira, os 2,32 dólares por galão, bastante acima dos 2,02 dólares que eram pagos no quatro trimestre de 2019, antes da COVID-19, ou dos 2,14 dólares por galão no terceiro trimestre deste ano.

Apesar da subida, Scott Kirby diz que é "normal" que os preços subam com o aumento da procura, embora se mostre preocupado com o impacto deste aumento de preços nos resultados da aviação.

Ainda assim, o CEO da United Airlines acredita na recuperação do setor, até porque se espera um aumento das reservas para o fim-do-ano e em resultado do alivio das restrições às viagens nos EUA.

Scott Kirby mostra-se também confiante nos resultados da United Airlines, uma vez que a companhia aérea norte-americana conta reduzir, em 2022, os custos face a 2019, com exceção dos custos com o combustível.

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Nova vaga alastra na Europa sobretudo em regiões com menos vacinação

Tudo indica que uma nova vaga da COVID-19 está a ganhar terreno na Europa, destacando-se os países com taxas de vacinação mais baixas.

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Uma nova vaga da COVID-19 está a ganhar terreno em toda a Europa e a atingindo sobretudo os países com taxas de vacinação baixas, mas também os jovens, e obrigando os governos a reimpor restrições.

A situação é sentida com mais impacto no centro e leste europeu, onde os níveis de vacinação seguem o cenário russo e se mantêm baixos.

Naquela zona, a Ucrânia, a Letónia, a Roménia, a Bulgária, a República Checa, a Polónia, a Sérvia e a Croácia são os países onde o aumento das infeções está a pressionar mais os sistemas de saúde e a alarmar o resto da Europa.

Ucrânia 
Na terça-feira, 19 de outubro, a Ucrânia, onde apenas 16% da população está vacinada, registou um recorde de 538 mortes e 15.579 novos infetados em 24 horas.

Desde o início da pandemia, mais de 61.000 pessoas morreram oficialmente devido ao coronavírus na Ucrânia, pelo que o país, onde vivem 45 milhões de habitantes, é proporcionalmente um dos que mais mortes apresenta na Europa.

O Governo de Kiev decidiu, face à situação, voltar a adotar restrições em eventos públicos e salas de espetáculos.

Letónia
Também a Letónia, um dos países com menor taxa de vacinação na União Europeia, decidiu voltar ao confinamento – durante cerca de um mês – e ao recolhimento obrigatório face ao agravamento do número de infeções por COVID-19.

Na segunda-feira, 18 de outubro, o Centro de Prevenção e Controlo de Doenças da Letónia avançou que a taxa de incidência da doença no país é de 864 pessoas por cada 100.000 habitantes, constituindo atualmente uma das mais altas do mundo.

Roménia
A Roménia, que até agora só conseguiu vacinar um terço dos seus 19 milhões de habitantes, apresenta atualmente a segunda taxa mais alta do mundo em termos de mortes por tamanho de população, registando 18 vítimas mortais por cada milhão de pessoas.

Bulgária 
A baixa taxa de vacinação também está a afetar a Bulgária que, na terça-feira, 19 de outubro, registou quase 5.000 novas infeções em 24 horas, o maior número desde março passado, enquanto 214 pessoas morreram de COVID-19 num único dia.

A Bulgária continua no último lugar da lista de países da União Europeia em termos de população vacinada, com apenas 23,9% das pessoas com o esquema completo.

Por isso, o Governo admitiu estar a ponderar a introdução de novas restrições, como limitar o acesso a eventos desportivos, culturais e de lazer apenas a pessoas vacinadas, curadas ou com um teste de coronavírus negativo.

República Checa 
A República Checa foi também atingida por um aumento acentuado do número de infetados, contabilizando, na terça-feira, 19 de outubro, 3.246 novos casos em 24 horas, o que representa mais do dobro dos casos diários na semana anterior.

O valor constituiu um recorde desde 20 de abril e levou o Governo a reintroduzir medidas restritivas para controlar a pandemia, como o uso obrigatório de máscaras faciais em locais de trabalho e escolas.

Polónia 
Mais drástico foi o ministro da Saúde da Polónia que, perante a duplicação do número de novos casos em 24 horas registada na quarta-feira, 20 de outubro, propôs que a polícia passe a emitir multas em vez de “simplesmente repreender os cidadãos que não cumpram as restrições”.

Segundo o ministro, Adam Niedzielski, a Polónia está a viver uma “explosão pandémica”, com 5.559 novos infetados e 75 mortos entre terça e quarta-feira, o que, alertou, “vai obrigar a tomar medidas drásticas”.

A campanha de vacinação na Polónia está estagnada há alguns meses e apenas 52% dos polacos têm o esquema já completo.

Sérvia 
Após várias semanas a ultrapassar os vários milhares de novas infeções diárias e as cerca de 50 mortes por dia, a Sérvia decidiu, na quarta-feira, 20 de outubro, adotar os passes covid-19 para locais de entretenimento fechados, como restaurantes, bares e discotecas.

A primeira-ministra sérvia, Ana Brnabic, disse que a nova medida entra em vigor no sábado e será aplicada a partir das 22h00.

A decisão foi também tomada na sequência de vários pedidos de especialistas médicos para que as autoridades imponham restrições severas face às baixas taxas de vacinação no país.

A Sérvia já soma mais de 1 milhão de infetados e quase 10.000 mortes no país desde o início da pandemia, mas só cerca de metade dos adultos estão vacinados.

Croácia 
As infeções pelo coronavírus SARS-Cov-2 também têm aumentado na Croácia, onde foram registados, na quarta-feira, mais de 3.000 novos casos em 24 horas, atingindo o maior número dos últimos meses.

O número representa uma subida de cerca de 1.000 doentes em relação à média diária contabilizada na semana passada.

A Croácia também tem uma taxa de vacinação de cerca de 50% de sua população adulta, mas, segundo a imprensa local, as pessoas começaram, na quarta-feira, a fazer filas nos locais de vacinação da capital, Zagreb, após a divulgação do aumento mais recente do número de novos infetados.

Rússia 
A nova vaga no leste da Europa parece refletir o que se passa na Rússia, onde os números associados à pandemia continuam a bater recordes diários, com o país a registar mais de mil mortes diárias causadas pela COVID-19.

Até ao momento, 47,2 milhões de russos receberam as duas doses da vacina contra a COVID-19 em todo o país, ou seja, menos de um terço da população, tendo o organismo de saúde pública do país defendido, esta semana, a necessidade de adotar aquilo que chamou “dias não úteis”, ou seja, sem trabalho, para combater os contágios.

Em Moscovo, a cidade onde a situação é mais grave, serão, pela primeira vez, adotados confinamentos para aqueles com mais de 60 anos e ainda não vacinados.

Reino Unido
O Reino Unido registou, na terça-feira, 19 de outubro, 223 mortes por COVID-19 em 24 horas, o maior número diário desde março e que confirmou o aumento sustentado das últimas semanas.

O surto está concentrado nos menores de 20 anos não vacinados, mas está a espalhar-se também para os seus pais de meia-idade, aumentando gravemente as hospitalizações.

O diretor executivo da confederação do NHS (o serviço inglês de saúde pública), Matthew Taylor, pediu na quarta-feira ao Governo britânico que restabeleça restrições face ao aumento contínuo de casos e consequente pressão sobre os hospitais, sobretudo numa altura em que está a chegar o inverno.

Perante os indícios de nova vaga de COVID-19, o Governo britânico admitiu ter se de preparar para “um inverno difícil”, mas afastou a possibilidade de voltar a adotar as restrições já suspensas.

A Irlanda, por seu lado - que já vacinou quase 90% das pessoas com mais de 12 anos - decidiu adiar o levantamento, agendado para a próxima semana, de algumas medidas de restrição e manter a obrigação de usar máscara em espaços interiores, como discotecas, lojas e transportes públicos.

Países Baixos
Outro país da Europa ocidental que está a viver um ressurgimento da COVID-19 é os Países Baixos, que registou um crescimento de 44% no número de novos infetados na semana passada.

As autoridades sanitárias locais registaram 25.750 novos casos de COVID-19 nos últimos sete dias, face aos 17.850 contabilizados na semana anterior, aumento que aconteceu sobretudo nas regiões de maioria calvinista, onde as taxas de vacinação são muito mais baixas.

Para já, não estão a ser ponderadas novas medidas restritivas de combate ao surto. (Lusa)

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Agosto faz disparar receitas turísticas mas ainda longe dos valores de 2019

Segundo o Banco de Portugal (BdP), em agosto, as receitas turísticas dispararam e cresceram 48,3%, somando 2.014,00 milhões de euros, mas ainda ficam 32,5% abaixo de igual mês de 2019.

Inês de Matos

As receitas turísticas dispararam em agosto e cresceram 48,3%, somando 2.014,00 milhões de euros, valor que, no entanto, continua 32,5% abaixo dos 2.982,98 milhões de euros apurados em igual mês de 2019, quando a pandemia ainda não se fazia sentir, de acordo com os dados divulgados esta quarta-feira, 20 de outubro, pelo Banco de Portugal (BdP).

Os dados do BdP mostram que, em agosto, as receitas turísticas, que se encontram pelos gastos dos turistas estrangeiros em Portugal, subiram 74,8% face ao valor apurado no mês anterior, quando este indicador se tinha ficado pelos 1.152,38 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 861,62 milhões de euros.

"O crescimento das exportações de viagens e turismo (48,3%) foi o que mais contribuiu para o aumento do excedente da balança de serviços", indica o BdP, no comunicado divulgado com os números de agosto.

Tal como as exportações, também as importações turísticas, que resultam dos gastos dos portugueses no estrangeiro, aumentaram em agosto e cresceram 46,7%, passando de um total de 338,65 milhões de euros no oitavo mês do ano passado para 496,66 milhões de euros em agosto de 2021.

Face a agosto de 2019, continua, no entanto, a existir uma quebra nas importações do turismo e que chega aos 17,3%, uma vez que, no oitavo mês do último ano antes da pandemia, as exportações somavam 600,98 milhões de euros, o que indica uma descida de 104,32 milhões de euros.

A subir esteve também o saldo da rúbrica Viagens e Turismo, que chegou aos 1.517,33 milhões de euros, num aumento de 48,8% face aos 1.019,78 milhões de euros apurados em agosto de 2020. Ainda assim, em comparação com agosto de 2019, também o saldo desta rubrica continua a apresentar uma descida, que chegou aos 36,3%, uma vez que, nessa altura, o montante do saldo era de 2.382,00 milhões de euros.

O BdP diz ainda que "as receitas de turistas provenientes de França, Espanha e Reino Unido, os três principais países de origem das receitas de turistas não residentes, apesar de continuarem aquém dos níveis pré-pandemia (agosto de 2019), aumentaram em relação a julho de 2021 e a agosto de 2020".

No caso de França, as receitas turísticas somaram 615,27 milhões de euros, enquanto as receitas provenientes de turistas espanhóis alcançaram os 320,87 milhões de euros e o mercado do Reino Unido gerou receitas de 223,6  milhões de euros.

No acumulado do ano até agosto, as receitas turísticas somam 5.554,12 milhões de euros, valor que já ultrapassa o registado em igual período de 2020, quando este indicador ficou nos 5428,41 milhões de euros, o que traduz um aumento modesto de 2,3%.

No entanto, em comparação com o acumulado até agosto de 2019, a descida continua a ser bastante expressiva e traduz uma quebra de 56,1%, já que, nessa altura, o valor acumulado das receitas turísticas chegava aos 12,662,77 milhões de euros.

 

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Rui Alves (Flytour Gapnet): “A experiência negativa dos consumidores com o suporte na venda on-line levou a uma valorização do papel do intermediário”

Para o diretor da consolidadora brasileira Flytour Gapnet, Rui Alves, a previsão passa por “um retorno aos modelos de uso de ‘hubs’ para receção de voos longos e distribuições regionais com mais escalas, tudo em nome de maior produtividade”.

Victor Jorge

Rui Alves, diretor da consolidadora brasileira Flytour Gapnet, não prevê tempos fáceis e admite um “redesenho de oferta de voos e uma busca de melhoria de performance, de modo a alcançar economia de custos”. Certo é que foi dado ao agente de viagens “um papel relevante de consultor e solucionador de problemas não só para os passageiros, como também para as próprias companhias aéreas”.

Conhecido o impacto que a pandemia teve no setor da aviação, que preocupações passaram a ter as companhias aéreas que anteriormente não tinham ou que eram secundárias? Mais segurança, mais proximidade, mais e melhores serviços, mais rotas, aviões mais sustentáveis, etc.?
Entendo que a indústria de aviação ao mesmo tempo que teve de encontrar alternativas de sobrevivência neste duro período da pandemia, teve ainda de olhar para dentro e repensar o negócio no momento em que começou a existir alguma retoma de atividade. A mudança do perfil de comprador com predominância do passageiro de lazer e com advance purchase curto, deixa a indústria com a difícil tarefa de refazer o seu preço que, na maioria dos players, contava com o passageiro corporativo como determinante na sua receita.

O cenário inverte-se e projeta uma diminuição do segmento corporativo em viagens. Alguns falam em quebras de 25 a 30%, mas pouco se sabe ainda de como será o hábito de compra deste segmento. Nalguns mercados existe mesmo a projeção de um cenário de 50% de passageiros de lazer e 50% de passageiros corporativos o que levará a um redesenho de oferta de voos e a uma busca de melhoria de performance, de modo a alcançar economia de custos. Não prevejo mais rotas, mas sim um retorno aos modelos de uso de hubs para receção de voos longos e distribuições regionais com mais escalas, tudo em nome de maior produtividade. Um bom exemplo desta tendência foram os recentes aproveitamentos dos A380 que estavam condenados a serem encostados.

Como vê o futuro da consolidação aérea depois da pandemia?
Vejo espaço na continuidade da consolidação aérea com as companhias norte-americanas como principais players, pois estão a sair em primeiro do momento mais crítico e fortalecendo-se graças a retoma do seu mercado doméstico. Na Europa, parece ser mais difícil esta tendência, agora com a maior presença do Estado como investidor. Já as companhias do Médio Oriente e Ásia encontram-se num momento de redefinição dos seus projetos.

Que mudanças espera no e para o turismo de forma geral e quais são, efetivamente, os maiores ensinamentos que retira desta crise para o futuro da sua atividade e negócio?
A experiência negativa dos consumidores com o suporte na venda on-line, seja das OTA´s, seja das próprias companhias aéreas durante o período da pandemia, levou a uma valorização do papel do intermediário, reforçando o Agente de Viagens, dando-lhe um papel relevante de consultor e solucionador de problemas não só para os passageiros, mas para as próprias companhias aéreas que muito e bem viram e compreenderam esta atuação dos agentes.

Talvez isto seja uma tendência daqui para a frente, com mais projetos de distribuição omnichannel e atendimento mais humanizado pelas OTA’s.

 

*Para participar no webinar de dia 20 de outubro, basta inscrever-se aqui.

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