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Portugal pede “ação sem demora” para salvar turismo europeu

No âmbito da Presidência Portuguesa da União Europeia (PPUE), Portugal destacou que este é um momento crítico para tomar medidas decisivas a favor do turismo.

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Portugal pede “ação sem demora” para salvar turismo europeu

No âmbito da Presidência Portuguesa da União Europeia (PPUE), Portugal destacou que este é um momento crítico para tomar medidas decisivas a favor do turismo.

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A Presidência Portuguesa da União Europeia (PPUE) instou os Estados-membros e as instituições comunitárias a “agir sem demora” para apoiar o turismo europeu a recuperar da crise, além de uma rápida decisão na implementação do Certificado Verde Digital.

“A crise da COVID-19 colocou o setor sob forte pressão económica e teve um impacto particularmente grave nas pequenas e médias empresas, que constituem a grande maioria das empresas ativas no turismo e, por isso, temos de agir sem demora a fim de fornecer o apoio financeiro necessário para aliviar a falta de liquidez de muitas empresas turísticas, para evitar grandes perdas de postos de trabalho e para ajudar o setor a sair da recessão”, declarou a secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Ana Paula Zacarias.

Falando em representação da presidência portuguesa do Conselho num debate sobre “Salvar a época turística do verão – o apoio da UE ao setor hoteleiro”, na sessão plenária do Parlamento Europeu em Bruxelas, a governante notou que esta discussão “é oportuna” dado este ser “um momento crítico para tomar medidas decisivas a favor do turismo, imediatamente antes do início da época de verão na Europa”.

“Temos de ter em conta que, para o ecossistema turístico, a recuperação da crise levará mais tempo do que para outros setores, uma vez que um grande número das empresas – como disse, na sua maioria PME – não estavam preparadas”, acrescentou Ana Paula Zacarias.

Um dia antes dos eurodeputados discutirem a proposta da Comissão Europeia para o Certificado Verde Digital, a secretária de Estado instou também a assembleia europeia a avançar na criação do livre-trânsito digital comprovativo da recuperação, testagem ou vacinação anticovid-19.

“O Parlamento Europeu tem um papel importante a desempenhar na aprovação, juntamente com o Conselho, do regulamento sobre o certificado verde digital para facilitar a livre circulação de viajantes dentro da UE, o mais rapidamente possível e em condições seguras”, vincou Ana Paula Zacarias.

Recorde-se que a proposta legislativa apresentada pelo executivo comunitário, em meados de março, contempla a criação de um documento bilingue e com código QR que deve entrar em vigor até junho para permitir a retoma da livre circulação na UE no verão.

Os Estados-membros da UE aprovaram, em meados de abril, um mandato para a presidência portuguesa do Conselho negociar com o Parlamento Europeu a proposta que estará em votação na quinta-feira, 29 de abril, para uma possível adoção de uma posição negocial, passo após o qual podem arrancar as negociações interinstitucionais.

“Estou confiante que este certificado, se for devidamente equipado com as necessárias garantias de não discriminação e proteção de dados pessoais, contribuirá grandemente para este objetivo”, afirmou a governante.

Já sobre as restrições às viagens, a secretária de Estado defendeu uma “abordagem coordenada de restrição de viagens dentro da UE e em relação a países terceiros”.

Igualmente crucial para a recuperação do turismo é, segundo Ana Paula Zacarias, a concretização de “rápidos progressos na inversão da situação epidemiológica e na redução da propagação do coronavírus, acelerando o processo de vacinação”.

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Governo italiano prepara-se para procurar alternativa à Lufthansa para a ITA Airways

O Governo italiano está a preparar um plano alternativo para o caso de a aquisição da ITA Airways pela Lufthansa fracassar. Para o efeito, a primeira-ministra Meloni parece querer recorrer a um velho conhecido na corrida à companhia aérea.

O Governo italiano, liderado pela primeira-ministra Geórgia Meloni, está a preparar um plano B caso a aquisição da ITA Airways pela Lufthansa não seja aprovada. De acordo com o jornal “La Repubblica”, Meloni reuniu-se na semana passada com a companhia de cruzeiros MSC.

Na reunião com Gianluigi Aponte, o armador e fundador da MSC garantiu que reconsideraria a aquisição da ITA Airways se os planos de aquisição por parte do grupo alemão falhassem.

A razão das preocupações de Meloni prendem-se com os organismos de controlo anti-trust da União Europeia (UE) iniciaram uma análise mais aprofundada da oferta da Lufthansa. As medidas de correção propostas pela Lufthansa não foram, por conseguinte, suficientes para dissipar as preocupações em matéria de concorrência. Os observadores da concorrência da UE consideraram que a aquisição poderia restringir a concorrência no mercado dos voos de passageiros em várias rotas de curto e longo curso.

A Itália receia agora que as concessões para a planeada aquisição da Lufthansa possam ser demasiado grandes e pouco atrativas.

A MSC não é alheia à corrida ao concurso para a ITA Airways. Inicialmente, a Lufthansa pretendia adquirir a companhia aérea italiana em dificuldades juntamente com a MSC. Contudo, a empresa de cruzeiros tinha anteriormente retirado a sua proposta de aquisição conjunta da ITA Airways e da Lufthansa.

De referir que a MSC tem vindo a tentar entrar no mercado da aviação comercial há já algum tempo.

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Falta 1 semana para terminarem as votações para os “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2024”

Lançadas a 22 de janeiro, as votações para a 12.ª edição dos “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL” terminam dentro de uma semana, a 16 de fevereiro. Há 96 nomeados em 16 categorias.

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Pela 12.ª vez, o jornal Publituris organiza os “Portugal Trade Awards”, iniciativa que se destina a premiar as melhores empresas, instituições, serviços e profissionais que se destacaram no Trade no setor do Turismo.

Neste ano de 2024, voltamos a colocar a votação o que de melhor se fez no trade do setor do Turismo no ano de 2023.

Recorde-se que, face às edições anteriores dos “Publituris Portugal Trade Awards” existem categorias que transitaram para os “Publituris Travel Awards” que se realizarão em julho de 2024.

As categorias que transitaram para os “Publituris Portugal Travel Awards” foram todas as categorias relacionadas com a hotelaria, rent-a-car, cruzeiros, parques temáticos, animação turística e marinas.

A votação online decorre no site dos prémios – https://premios.publituris.pt/trade/2024 – entre os dias 22 de janeiro e 16 de fevereiro de 2024.

Para validar o voto é exigida a introdução do e-mail, que terá de ser idêntico ao de registo na newsletter do Publituris.pt.

Os vencedores resultarão de uma média ponderada entre os votos do júri (45%), dos assinantes do jornal do Publituris (45%) e subscritores da newsletter diária (10%), sendo que os membros do Júri também votam online.

O júri é constituído por diversas personalidades: representantes de associações do setor, ex-secretários de Estado do Turismo, empresários, profissionais.

De referir que, desde 2022, os “Portugal Trade Awards” assumiram a denominação “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL”, numa parceria com a Bolsa de Turismo de Lisboa – BTL.

Os vencedores serão conhecidos no próximo dia 28 de fevereiro de 2024, a partir das 11h00 na BTL 2024, em Lisboa.

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Só metade dos turistas chineses planeia visitar a Europa em 2024

Um recente estudo da European Travel Commission (ETC) apurou que apenas 57% dos turistas chineses contam viajar para a Europa neste ano, o que representa uma forte queda relativamente ao ano passado, quando 71% dos turistas oriundos da China contavam visitar território europeu.

Publituris

A recuperação turística do mercado chinês está atrasada e assim deverá continuar em 2024, pelo menos na Europa, prevê um estudo da European Travel Commission (ETC), que apurou que apenas 57% dos turistas chineses contam viajar para a Europa neste ano.

O estudo da ETC nota que a percentagem de turistas chineses que conta viajar para a Europa este ano sofreu uma queda drástica relativamente à edição do ano passado, quando 71% dos turistas oriundos da China contavam visitar território europeu.

Um dos motivos apontados para a descida da intenção dos turistas chineses em visita a Europa é o facto destes turistas estarem, neste momento, a viajar mais pelos destinos asiáticos, uma vez que vários países desta região do mundo flexibilizaram os requisitos para a atribuição de vistos, a exemplo da Tailândia .

A menor disponibilidade financeira e poucos dias de férias disponíveis também ajudam a explicar a redução das intenções dos turistas chineses em viajarem para a Europa, este ano.

Recorde-se que a China era um mercado vital para vários destinos europeus antes da COVID-19, a exemplo do Reino Unido e Países Baixos, mas tem assistido a uma tímida recuperação desde a reabertura pós-pandemia.

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Aviação

Ryanair não reabre base de Ponta Delgada no verão

Michael O’Leary, CEO do Grupo Ryanair, esteve esta quarta-feira, 7 de fevereiro, em Lisboa e revelou que, devido à subida de 9% nas taxas aeroportuárias, a companhia aérea não vai reabrir, este verão, a base de Ponta Delgada, Açores.

Inês de Matos

A Ryanair não vai reabrir a base de Ponta Delgada, nos Açores, no próximo verão devido ao aumento das taxas aeroportuárias no arquipélago, revelou esta quarta-feira, 7 de fevereiro, Michael O’Leary, CEO do Grupo Ryanair, numa conferência de imprensa em Lisboa.

“Os custos em Ponta Delgada cresceram 9% porque haveria de reabrir a base se tenho outros aeroportos na Europa com custos mais baixos?”, questionou o responsável, em resposta ao Publituris.

Michael O’Leary revelou também que, durante os quatro anos em que a Ryanair operou em Ponta Delgada, a companhia aérea perdeu dinheiro, uma vez que, durante o inverno, a procura pelos voos da companhia aérea para a capital micaelense descia drasticamente, o que se torna incomportável com o aumento de taxas aplicado pela ANA – Aeroportos de Portugal.

“Perco dinheiro em Ponta Delgada se abrir uma base por apenas sete meses por ano. Já perdi muito dinheiro, porque haveria de querer reabrir a base? Até parece que o aeroporto de Ponta Delgada está cheio, mas não está, está vazio”, acrescentou, considerando que não é viável manter a base aberta apenas no verão, uma vez que a Ryanair teria de contratar pessoal para o verão e despedir no inverno.

O CEO do Grupo Ryanair aproveitou também para aprofundar as criticas à ANA – Aeroportos de Portugal, reafirmando que a empresa que gere os aeroportos nacionais só aumenta as taxas porque não tem concorrência, uma vez que, por toda a Europa, são vários os aeroportos que têm descido as taxas por causa da inflação, mas em Portugal está a suceder o contrário.

“Este é o tipo de estragos que a ANA causa, o monopólio francês aeroportuário está a fazer o contrário do que outros fizeram que foi, em tempos de inflação, descer as taxas, mas a ANA aumenta porque pode, não tem concorrência”, afirmou, defendendo que a empresa gestora dos aeroportos nacionais “matou a base” da Ryanair em Ponta Delgada.

Michel O’Leary explicou que a companhia aérea ainda não tomou uma decisão em relação à base do Funchal, que no inverno já teve apenas um avião baseado, apesar de admitir que, tal como em Ponta Delgada, também na Madeira a Ryanair pode deixar de ter aviões baseados.

“No Funchal, mantemos um avião, mas também pode ir para zero no fim do verão. Ainda não temos a certeza”, acrescentou o responsável, considerando que “este é o tipo de estragos que a ANA causa”, uma vez que, no aeroporto madeirense, as taxas subiram, este ano, 6%.

 

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Transportes

Tribunal-Geral da UE anula auxílio dos Países Baixos de 3,4 MM€ à KLM

O Tribunal-Geral da União Europeia anulou a aprovação de um auxílio de Estado dos Países Baixos no montante de 3,4 mil milhões de euros a favor da KLM dado em 2020.

Victor Jorge

O Tribunal-Geral da União Europeia acaba de tomar uma decisão relativamente à aprovação de um auxílio de Estado dos Países Baixos no montante de 3,4 mil milhões de euros a favor da KLM dado em 2020 no contexto da COVID-19 anulando a mesma.

“Quando existem motivos para recear os efeitos na concorrência de uma acumulação de auxílios estatais no âmbito de um mesmo grupo, cabe à Comissão exercer uma vigilância especial no exame das relações entre as empresas pertencentes a esse grupo”, pode ler-se na decisão publicada esta quarta-feira, dia 7 de fevereiro, pelo referido tribunal.

Recorde-se que, em 2020, a Comissão Europeia aprovou um auxílio estatal neerlandês a favor da KLM, que consistia numa garantia estatal para um empréstimo bancário e um empréstimo estatal. O orçamento total do auxílio foi de 3,4 mil milhões de euros. O objetivo da medida consistia em fornecer à KLM com liquidez temporária no contexto da pandemia de Covid-19.

No entanto, em 2021, o Tribunal-Geral da União Europeia anulou a decisão da Comissão com o fundamento de falta de fundamentação no que respeita à determinação do beneficiário da medida em causa. Além disso, o tribunal decidiu suspender os efeitos da anulação até à adoção de uma nova decisão pela Comissão.

Posteriormente, em 16 de julho de 2021, a Comissão adotou uma nova decisão, na qual considerou que o auxílio estatal era compatível com o mercado interno e que a KLM e as suas filiais eram os únicos beneficiários do auxílio, excluindo as outras empresas do grupo Air France-KLM.

No âmbito do recurso interposto pela companhia aérea Ryanair, que já veio saudar a decisão, o Tribunal-Geral anula novamente, através do acórdão proferido, a aprovação do auxílio em causa.

O Tribunal-Geral considera que a Comissão cometeu “um erro ao definir os beneficiários do auxílio de Estado concedido, ao excluir destes beneficiários a holding Air France-KLM e a Air France, duas sociedades que fazem parte do grupo Air France-KLM”.

A este respeito, o Tribunal de Justiça examina as relações de capital, orgânicas, funcionais e económicas entre as sociedades do grupo do grupo Air France-KLM, o quadro contratual com base no qual a medida em causa foi concedida, bem como o tipo de medida de auxílio concedida e o contexto em que foi concedida.

Conclui, nesta base, que “a holding Air France-KLM e a Air France estavam em condições de beneficiar, pelo menos indiretamente, da vantagem concedida pelo auxílio estatal em causa”.

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Victor Jorge

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Turismo

Pedro Nuno Santos garante “não perder um segundo” relativamente ao aeroporto

O secretário-geral do Partido Socialista e candidato a primeiro-ministro, Pedro Nuno Santos, garantiu, no almoço-debate, organizado pela Confederação do Turismo de Portugal (CTP), que “à primeira oportunidade, não vou perder mais um segundo” relativamente à decisão para o novo aeroporto.

Victor Jorge

Pedro Nuno Santos, secretário-geral do Partido Socialista (PS) e candidato a primeiro-ministro de Portugal, deixou a certeza de que, a ser eleito líder do próximo Governo, saído das eleições de 10 de março, que “o país não pode mais dar-se ao luxo de desperdiçar a vinda de turistas”, uma vez que “não somos propriamente um país rico que se pode dar ao luxo de desperdiçar aquilo em que tem vantagens. E nós temos vantagens claras no nosso posicionamento geográfico em fazer a ligação entre o Atlântico e a Europa. Nós temos feito isso, mas temos feito isso numa condição altamente precária”, admitiu o candidato do PS a primeiro-ministro no primeiro almoço-debate organizado pela Confederação do Turismo de Portugal (CTP), e que no dia 15 de fevereiro terá Luís Montenegro, líder do Partido Social Democrata, como convidado.

“É com a certeza de que, à primeira oportunidade, não vou perder nem mais um segundo”, frisou Pedro Nuno Santos (PNS) no que diz respeito a uma decisão relativamente à localização e construção do novo aeroporto para Lisboa.

“É que são décadas desperdiçadas e que apenas traduzem esta cultura nacional que temos, a incapacidade de conseguir decidir uma localização para o novo aeroporto”. Uma incapacidade que, segundo PNS, “custou ao país, ao longo de décadas, milhares de milhões de euros, porque o contador que a CTP colocou na 2.ª Circular, quando foi colocado, não contabiliza o que já se perdeu”.

“Temos um aeroporto com uma pista esgotada, sem as melhores condições para receber os nossos turistas”, admitiu PNS, considerando que, “quantos dos nossos turistas que ainda não saíram do aeroporto já estão a dizer mal da cidade de Lisboa e do país? O aeroporto é o primeiro contacto com o território, o primeiro contacto com o país”. “E não é só uma má experiência, como todos os anos negamos a possibilidade de milhares de pessoas visitarem o nosso país”.

Por isso, Pedro Nuno Santos também colocou as suas perguntas e questionou “como chegamos até aqui. Como é que não somos ainda mais desenvolvidos e não somos aquilo que poderíamos ser?”, considerando que esta questão está espelhada na “dificuldade em tomarmos decisões como nesta matéria do aeroporto”.

Para Pedro Nuno Santos, de resto, nenhuma localização a ser escolhida terá apoio maioritário. “Não vai haver consenso quanto à localização, mas não podemos estar indefinidamente a arrastar os pés, a adiar. São 50 anos. Os primeiros estudos são de 1972. Já passaram 50 anos, já se estudaram cerca de 19 localizações. O que é que Portugal está à espera?.”

E a decisão sobre o novo aeroporto tem, para o secretário-geral do PS duas razões. Uma delas é “prática. Precisamos de avançar o quanto antes”.

A segunda é “simbólica”, porque é ”passar uma mensagem clara ao país de que o país tem de avançar, não pode estar a arrastar, não pode estar parado, não pode ter medo”.

Por isso, “decidir é para mim tão importante quanto a necessidade prática de ter o aeroporto. É passar uma mensagem para o país de que nós, de facto, não podemos continuar a adiar decisões”, frisou Pedro Nuno Santos para “concluir o capítulo” aeroporto.

O segundo tema, como não podia deixar de ser, foi a TAP Air Portugal. Neste caso em particular, Pedro Nuno Santos admitiu que “foi um processo difícil” e que será “uma mochila que carrego e carregarei para o resto da minha vida”, fazendo referência a uma empresa que “estava no chão, com capitais próprios negativos, falida. Portanto, já tinha problemas antes da pandemia e nós decidimos. O governo decidiu e participei na decisão de intervencionar a empresa, com muito gosto”, disse Pedro Nuno Santos.

Reconhecendo que o processo “teve erros, teve falhas”, o secretário-geral do PS reforçou a ideia de que a empresa, na altura, “tinha cerca de 500 milhões de euros de capitais próprios negativos, que não tinha atividade, que já dava prejuízo antes da pandemia de 100 milhões de euros por ano”.

“Pegámos na empresa, decidimos intervencioná-la, fizemos um plano de reestruturação, fomos negociar a Bruxelas, numa negociação muito difícil e toda a gente em Portugal dizia que íamos sair de lá com uma TAPzinha”.

A história contada por PNS aponta para um “plano de reestruturação aprovado, a contratação de uma administração que pôs a empresa a funcionar e a dar dinheiro. Uma empresa cronicamente deficitária que nos primeiros nove meses do ano 2023 deu 200 milhões de euros de lucro”, destacou Pedro Nuno Santos. “E ao fim deste tempo todo, continua a ser um tema usado contra mim”, rematou ainda, referindo que “pusemos a empresa a servir a economia nacional e a dar dinheiro”.

Pedro Nuno Santos recordou ainda que a TAP não foi a única companhia aérea em Portugal resgatada. “Mas só esta é que atraiu atenção e só os políticos que decidiram intervencionar a empresa é que são criticados politicamente. Mas temos outra companhia aérea que foi alvo de intervenção pública, a SATA. E já agora, não foi por um Governo do PS, foi por um Governo PSD CDS-PP, apoiado pela Iniciativa Liberal e pelo Chega”.

“Eu defenderia a intervenção na SATA. Só que é este dualismo, esta incoerência que caracteriza a política em Portugal, infelizmente, que nos impede de olhar para os temas como eles devem ser olhados”.

Ainda no capítulo SATA, PNS recordou que a intervenção na companhia açoriana “correspondeu a 10% do PIB regional dos Açores. A intervenção na TAP pesou 1,5% para o Continente. Para percebermos a dimensão da intervenção que foi feita na SATA nos Açores, do qual ninguém se queixa, da qual ninguém diz nada”.

Pedro Nuno Santos também lembrou que, no caso da TAP, “estamos a falar de uma empresa que irá chegar aos quatro mil milhões de euros de faturação, em 2023. É disso que estamos a falar. Uma empresa que exporta como praticamente mais nenhuma em Portugal, uma empresa que contrata a mais de 1.000 empresas nacionais, cerca de 1.300 milhões de euros por ano”.

Além da questão aérea, Pedro Nuno Santos também fez referência ao trabalho feito na ferrovia, considerando-a “um instrumento muito importante também para o turismo. A ferrovia tem um potencial brutal que permite ao setor do turismo expandir-se pelo território, apresentar mais território aos turistas”, reconhecendo que “esse é um trabalho que ainda está por explorar no próprio setor turístico nacional”, já que “o turismo ferroviário é um turismo de alto valor acrescentado”.

No final do almoço-debate não foi possível à imprensa ouvir as questões colocadas pelos agentes do setor do turismo presentes ao candidato do PS a primeiro-ministro nem as respostas dadas por Pedro Nuno Santos.

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SATA tem de ser privatizada até final de 2025 para cumprir plano de reestruturação, avisa DBRS

Apesar do aviso, a DBRS reconhece pontos positivos para a privatização da companhia aérea e aponta, desde logo, “o crescimento da atividade de voo decorrente do turismo”, que tem ajudado a empresa a “melhorar o seu desempenho operacional, o que deverá ajudar a manter o interesse dos dois compradores”.

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O novo Governo Regional dos Açores vai ter de lidar com vários desafios orçamentais em 2024 e privatizar a SATA no ano seguinte, avisa a DBRS, que realizou uma análise aos resultados das eleições regionais do último domingo, 4 de fevereiro, nas quais a Aliança Democrática (AD) se sagrou vencedora.

A DBRS começa por avisar que, com o resultado das eleições, que foram ganhas pela AD mas sem maioria absoluta, o mais provável é que tenham de existir negociações e acordos para a formação de governo, sendo o Chega o partido em melhor posição para vir a apoiar um governo de centro-direita nos Açores.

No entanto, a DBRS não se mostra preocupada com o impacto económico do impasse eleitoral nos Açores e diz mesmo que “não espera que os resultados
tenham um efeito material na política fiscal da região nem nas condições de crédito”.

A agência de notação financeira mostra-se, no entanto, mais preocupada com a privatização da SATA e diz que “o desinvestimento na SATA precisa de ser retomado e concluído antes do final de 2025 para cumprir o atual plano de reestruturação assinado com a Comissão Europeia”.

Segundo a DBRS, a privatização da SATA ficou parada com a queda do anterior Governo Regional dos Açores, o que se seguiu à não aprovação do orçamento regional, mas deve ser retomada o quanto antes.

A agência de notação financeira reconhece, no entanto, pontos positivos para a privatização da companhia aérea e aponta, desde logo, “o crescimento da atividade de voo decorrente do turismo”, que tem ajudado a empresa a “melhorar o seu desempenho operacional, o que deverá ajudar a manter o interesse dos dois compradores”.

A DBRS diz que vai continuar a monitorizar a implementação do plano de reestruturação da SATA e a avaliar qualquer “potencial impacto negativo
financeiro no perfil de crédito da região decorrente da SATA”.

Recorde-se que, em julho de 2023, o concurso para a privatização da Azores Airlines, a companhia aérea do Grupo SATA que realiza voos internacionais, recebeu duas propostas, que foram apresentadas pelo Atlantic Consortium e pelo consórcio Newtour/MSAviation.

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Os 10 mercados mais bem conectados a nível internacional em 2024

Os Estados Unidos da América (EUA) lideram o ranking dos 10 mercados mais bem conectados a nível internacional para 2024, com um crescimento superior a 14% face ao ano anterior. O maior crescimento pertence, contudo, à China que cresce quase 140%.

Victor Jorge

Os dados sobre os 10 principais países com a melhor conectividade aérea internacional durante o primeiro semestre de 2024, publicados recentemente pela Mabrian, apontam os Estados Unidos da América (EUA) como líder deste ranking.

A análise abrange datas de viagem de 1 de janeiro a 30 de junho de 2024, em comparação com o mesmo período em 2023, refletindo o potencial de viagens de saída destes mercados, posicionando-os como mercados-alvo chave no panorama global de viagens.

A análise, baseada em horários de voos, revela uma evolução significativa no panorama da conectividade, com o total de lugares aéreos para estes 10 países a ascender a 482.102.279, contribuindo para 42% dos lugares aéreos internacionais globais no primeiro semestre do ano.

Os EUA aparecem em primeiro lugar, com 83,5 milhões de lugares para este primeiro semestre de 2024, um crescimento de 14,12% face ao mesmo período de 2023.

Os lugares seguintes revelam o Reino Unido em segundo lugar, seguido da Alemanha. Se no caso britânico as estimativas apontam para 72,8 milhões de lugares nestes primeiros seis meses (+8,37%), já no caso germânico o crescimento é maior (+13,29%) para 53,7 milhões de lugares.

Mas em termos de crescimento, o grande destaque vai para a China que, face ao primeiro semestre de 2023, cresce 138,56% para 35,1 milhões de lugares, em 2024.

No âmbito dos mercados geográficos, destaca-se um avanço notável na conectividade entre a Europa e a China. Especificamente, países europeus como Espanha, França, Itália, Reino Unido e Holanda, que já não exigem um visto de turista para viajar para a China, estão a registar um aumento notável na conectividade, oferecendo coletivamente 1,98 milhões de lugares. Isto representa um aumento impressionante de 190% em comparação com o primeiro semestre de 2023 (quando eram apenas 682.000 lugares).

Este aumento é apoiado por uma medida recente anunciada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês para incentivar o regresso do turismo europeu. Esta medida permite que os cidadãos de cinco países da União Europeia entrem na China sem visto para estadias até 15 dias.

“Antecipar o potencial dos mercados de origem em relação à sua conectividade aérea de saída é um fator chave para identificar onde estará a procura turística e as oportunidades mais relevantes para os destinos globais e empresas de turismo. No entanto, é essencial analisar cada destino especificamente”, refere Carlos Cendra, CMO da Mabrian.

É visível um aumento de lugares do outro lado do Atlântico para a Europa. Os robustos mercados emissores do Reino Unido e da Alemanha também estão a registar um crescimento significativo de lugares e ligações, à medida que recuperam fortemente da pandemia. O ressurgimento da China, com um número substancial de rotas e lugares, é prometedor e, se este crescimento continuar, 2024 poderá ultrapassar 2019 como o ano com o maior número de ligações internacionais. Além disso, a influência da Emirates e da Etihad é evidente nos consideráveis lugares internacionais oferecidos através dos EAU, destacando Dubai e Abu Dhabi como hubs globais que facilitam as viagens para e através da região”, destaca ainda Gavin Eccles, diretor da GE Consulting, uma empresa especializada em conectividade aérea.

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Victor Jorge

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Bestravel cresce a 21% neste início de ano

A Bestravel termina 2023 com crescimento de 20% face a 2022, +17% comparativamente a 2019 e até esta data já cresce a 21% em vendas. Por isso, Carlos Baptista, administrador da Bestravel diz-se “otimista” para este ano em que a rede de agência aumentará para 48 pontos de venda.

Victor Jorge

Com o tema “Customer-Centric”, a XIX Convenção da Bestravel, que teve como cenário a cidade algarvia de Lagos, de 1 a 4 de fevereiro, foi palco para a rede de agência de viagens do grupo Newtour dar a conhecer os resultados alcançados em 2023, revelando Carlos Baptista, administrador da Bestravel, que, face a 2022, o crescimento foi de 20%, para, relativamente, a 2019, esse aumento se cifrar nos 17%, admitindo que, “já no ano passado tínhamos atingido, praticamente, a paridade e superámos já largamente aquilo que tinha sido o melhor ano de sempre”.

Estes valores foram atingidos com 44 agências, quando, em 2019, a rede era composta por 54 agências, ou seja, mais 10 pontos de venda, validando, segundo o mesmo, “ainda mais aquilo que é o modelo e aquilo que é o crescimento que tivemos”.

Portanto, “se formos analisar individualmente os nossos franchisados, tivemos crescimentos exponencias, fazendo com que os negócios sejam francamente rentáveis Esse é o nosso objetivo, ter negócios de médio e longo prazo”.

Salientando que “não abrimos franquias, abrimos negócios”, Carlos Baptista frisou que a venda média foi “muito simpática”, revelando que “o crescimento do valor médio por ponto de venda rondou os 30%”.

Quanto a números, foi possível saber que metade (22) da rede Bestravel obteve uma produção superior a um milhão de euros, considerando Carlos Baptista que, “quando falamos de micro e pequenas empresas, uma produção de milhão de euros, já é uma produção satisfatória”, sendo que 13 pontos de venda ficaram acima dos dois milhões e outros dois superaram os três milhões de euros, destacando o administrador da Bestravel que “estamos abertos a quem quer ter um negócio rentável”.

Para o presente exercício, Carlos Baptista está “otimista”, até porque, assinalou, “até esta data as vendas estão 21% acima do mesmo período de 2023”, frisando ainda que “parte do crescimento deve-se à inflação”, admitindo que o incremento de preço “rondará os 7%. Por isso, estamos com um crescimento efetivo para este arranque de ano”.

Além da inflação, também o “aumento dos custos de estrutura por causa dos recursos humanos”, foi destacado por Carlos Baptista, considerando que, olhando para o panorama nacional, “estamos à beira do pleno emprego, o que dificulta o recrutamento e aumento o salário médio”.

Assim, “por toda a dinâmica que estamos a criar como marca, como ponto de venda em termos de franquias e o posicionamento que a rede Bestravel temos vindo, paulatinamente, e ano após ano a incrementar a posição no mercado”, assinalou Carlos Baptista.

O administrador da Bestravel admitiu ainda que, “depois da pandemia – altura realmente complicada – estamos muito satisfeitos com aquilo que atingimos, não só do ponto de vista de vendas como do ponto de rentabilidade e isso é o que valida o nosso modelo. No pós-pandemia tomámos uma decisão estratégica que foi investir na atividade e estamos muito satisfeitos com o objetivo que atingimos”.

“Do ponto de vista financeiro, o master franchise perdeu dinheiro nestes dois anos, ou seja, investiu na atividade para pôr o projeto para cima”, salientando que “estamos a atingir o ponto de maturação e esperamos, já a partir do próximo ano, que as coisas estejam equilibradas”, frisou.

Quanto ao futuro, partindo do princípio “de que, nem todos os pontos de venda crescem ao mesmo ritmo”, Carlos Baptista destacou que “é para isso que o master franchise cá está, para apoiar esses e todos os pontos de venda”.

De referir que até ao final de 2024, a rede de agências Bestravel irá crescer para 48 pontos de venda. A primeira abertura aconteceu em Belas, com a segundo a estar programada para Vila Real, pertencendo a um franchisado que já detém um ponto de venda na Lousada, e as restantes a acontecerem em Lisboa (Lumiar) e Graciosa, tratando-se esta última de uma reconversão, concluindo Carlos Baptista que “90% das agências pertencem a pessoas que vieram de fora do trade”.

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NDC: Ameaça ou Oportunidade? É uma realidade!

O NDC foi um dos temas de arranque da XIX Convenção da Bestravel no painel “O futuro da distribuição aérea”. Vista por uns como uma ameaça, por outros como uma oportunidade, o facto é que se trata “simplesmente” de uma realidade.

Victor Jorge

“O futuro da distribuição aérea” foi o tema de arranque da XIX Convenção da Bestravel, que se realiza de 1 a 4 de fevereiro, em Lagos (Algarve). Nelson Almeida, Country Manager da Travelport Portugal; Pablo Canivell, CMO & Co-founder da Lleego; e Joshua Minett, Distribuition and NDC Manager da TAP Air Portugal, tomaram a palavra para debater algo que é incontornável no setor da aviação mundial.

Nelson Almeida começou por referir que o NDC (New Distribution Capability) é uma “inevitabilidade” e que se trata de “uniformizar os conteúdos para que não exista perda de tempo e para dar uma resposta o mais rapidamente possível”.

No fundo, considerou o Country Manager da Travelport Portugal, trata-se de um processo que terá, ou melhor, “tem o foco no agente” que implica este ter “uma maior capacidade para personalizar o conteúdo para o cliente”.

O mesmo chamou a atenção para o facto de, atualmente, ainda se estar à procura de um “modelo standard” a aplicar, realidade que ainda não existe, “mas que terá de existir”.

Para a TAP Air Portugal, companhia aérea que está a afinar o processo NDC desde 2023 e cuja implementação deverá ocorrer no ano 2025, Joshua Minett admitiu que se trata de uma tecnologia que “beneficiará todos”. No caso da TAP, o Distribuition and NDC Manager da companhia aérea nacional frisou que o NDC permitirá “estreitar relação com o utilizador”, realidade que acontecia, até esta data, com os GDS, mas que, com o NDC, “dá-nos a possibilidade de interagir mais com o nosso cliente”.

“O NDC implica termos conteúdo disponível que ainda não existe”, considerando Joshua Minett que “temos de ter uma estratégia de conteúdo certa para o utilizador, de modo a cativá-lo”.

Já Pablo Canivell frisou que o papel de uma empresa como a Lleego é “homogeneizar a tecnologia e o conteúdo”, tratando-se, segundo o mesmo, de um “modelo muito complexo”, admitiu, no entanto, que “não há dúvidas de que todas as companhias aéreas irão ter NDC”.

De resto, o CMO & Co-founder da Lleego assinalou que “esta transformação tecnológica ou digital trouxe, igualmente, uma transformação comercial”, frisando que a grande vantagem está no facto de as companhias aéreas terem a oportunidade de “personalizar conteúdo específico e para o seu cliente e utilizador”.

Nelson Almeida referiu ainda que “foram as lowcost o grande ‘driver’ na fragmentação do conteúdo proposto pelas companhias aéreas, com um modelo disruptivo com a desagregação dos serviços”.

Para o responsável da Travelport, trata-se, de resto, de uma “jornada que já começou e que não volta para trás”, destacando que “não nos podemos limitar à venda de bilhetes e bagagem”.

Nesse sentido, o Distribuition and NDC Manager da TAP admite que a companhia “espera crescer com novas funcionalidades”, frisando “o aumento das vendas em serviços auxiliares, melhoria do merchadising, promoção e branding”. Ou seja, “Dar ao cliente aquilo que ele procura ao preço que ele pode pagar”. Nesse sentido, referiu Joshua Minett, “a tecnologia não servirá somente a venda, mas sim criar uma jornada com maior ligação com o cliente”, passando pela disponibilização de “vídeo e conteúdos chave para o cliente”.

Quanto à ameaça que o NDC pode ser, Pablo Canivell deixou claro que “como todas as transformações tecnológicas e digitais, há oportunidades que são criadas, mas há que saber utilizá-las”.

Joshua Minett quis deixar claro que “o NDC é uma oportunidade para tornar a ligação com as agências melhor, pior ou deixá-las igual. Nós na TAP queremos melhorá-las”. Por isso, disse, “é face a esta grande mudança, é preciso comunicar de forma aberta, antecipada e transparente”.

Quanto a uma possível possibilidade de termos uma Amazon a vender viagens, Nelson Almeida não refutou essa possibilidade, considerando-a “um risco, mas também uma oportunidade”. Até porque o Country Manager da Travelport Portugal concluiu que “o papel do agente não é vender ao preço mais barato, mas sim vender ao melhor preço e, fundamentalmente, acrescentar valor”.

Finalmente, quanto aos custos e a uma eventualmente sobretaxa a aplicar pela TAP, Joshua Minett admitiu que a companhia ainda não tem definido nada relativamente a esta matéria, mas que “servirá para recuperar alguns custos. Não queremos cobrar mais por algo que não ofereça um serviço melhorado”.

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