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“Há uma grande fidelidade do turista luso por Espanha e vice-versa”

O Publituris falou com Yolanda Martínez Cano-Cortés, Conselheira de Turismo da Embaixada de Espanha em Portugal, para saber que estratégia possuem “nuestros hermanos” para o nosso país.

Victor Jorge
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“Há uma grande fidelidade do turista luso por Espanha e vice-versa”

O Publituris falou com Yolanda Martínez Cano-Cortés, Conselheira de Turismo da Embaixada de Espanha em Portugal, para saber que estratégia possuem “nuestros hermanos” para o nosso país.

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Portugal e Espanha têm no turismo um dos eixos principais para as suas economias. O Publituris falou com Yolanda Martínez Cano-Cortés, Conselheira de Turismo da Embaixada de Espanha em Portugal, para saber que estratégia possuem “nuestros hermanos” para o nosso país.

Os pratos da balança colocam Portugal em vantagem quando comparado com a vizinha Espanha, quer em hóspedes, dormidas e receitas. Com o turismo doméstico e regional/proximidade a ser dado, por muitos, como aquele que mais rapidamente e, em primeiro lugar, será alvo de retoma, falar com a responsável pelo turismo espanhol no nosso país é obrigatório. Com o ano de 2020 a mostrar quebras superiores a 70% em praticamente todas as alinhas, Portugal poderá representar um eixo importante para as contas do turismo em Espanha.

O mundo inteiro tem estado em sobressalto há mais de um ano devido à COVID-19. É sabido das dificuldades que diversos países têm atravessado, com destaque para a indústria do turismo desses mesmos países. Que impacto efetivo teve e tem tido esta crise pandémica no turismo em Espanha?
A pandemia teve um importante impacto no turismo em Espanha, à semelhança de outros países, pois limitou seriamente a mobilidade e as chamadas deslocações não essenciais como podem ser as turísticas. As entradas de turistas decresceram 77%, em 2020, face ao ano anterior, e as receitas turísticas desceram, também, 77%. Como se pode constatar o impacto foi muito forte.

Espanha deixou de estar no radar de quem viaja?
Acho importante referir que estes factos não afetaram nem a marca turística Espanha, nem a vontade de viajar ao nosso destino de qualquer mercado em geral e particularmente o português. Entende-se que a dificuldade em viajar não se deve a defeitos estruturais da oferta turística, mas sim a um problema de saúde pública mundial, pelo que estamos certos que haverá uma recuperação das viagens para Espanha do mercado emissor português tão depressa seja possível viajar novamente. Na realidade, já estamos a observar um aumento na procura de viagens para o nosso destino para a temporada de verão e, inclusivamente, para o outono.

“Já estamos a observar um aumento na procura de viagens para o nosso destino para a temporada de verão e, inclusivamente, para o outono”

É só fazer contas
Mas fazendo contas, em quanto é que a economia espanhola foi impactada com este ano de pandemia COVID-19? Quanto pesa, efetivamente, a indústria do turismo no PIB espanhol? E em receitas, turistas, dormidas, empregos, etc.?
O ponto de referência para estas magnitudes foi 2019, com 83,7 milhões de turistas internacionais e uma receita de 92.337 milhões de euros. Nesse ano, o turismo contribuiu com 2,4 milhões de afiliados para a Segurança Social, o que representou um crescimento de 3,2% em termos relativos, e 75.026 trabalhadores. Em 2019, o turismo aportou 23,3% ao PIB e 12,7% do emprego em Espanha.

Em 2020, todos estes parâmetros sofreram uma descida na linha do que já referi, mas estamos num ano crítico que não pode ser tratado como referência quanto ao peso do turismo em Espanha nem em nenhum outro país. O turismo recuperará quando a mobilidade o faça e poderemos chegar a ter magnitudes similares a de anos prévios à pandemia.

Mas quanto tempo julga ser necessário até o turismo em Espanha regressar a números de 2019?
Todos gostaríamos de ter uma resposta a essa pergunta, mas, infelizmente, neste momento, não é possível, pois depende da evolução da pandemia e das campanhas de vacinação que não são assuntos estritamente turísticos, mesmo tendo uma repercussão na indústria das viagens.

Por outro lado, a pandemia provocará, provavelmente, mudanças na forma de viajar, mas ainda é cedo para saber quais serão. Neste momento, observamos mudanças como as viagens de proximidade e a preferência no consumo por produtos de natureza ou a utilização de transporte individual, mas ainda é cedo para saber quais deles são conjunturais e quais poderão ser considerados o início de uma tendência que perdurará no tempo. Estas alterações, uma vez se consolidem, incidirão também na recuperação do turismo de uma forma que ainda não sabemos. A flexibilidade da oferta para se adaptar às mudanças e a capacidade de resposta das políticas públicas turísticas serão igualmente decisivas na recuperação.

Há relativamente pouco tempo, a Comissão Europeia deu luz verde para o “Certificado Verde Digital”. Espanha já se tinha posicionado com um projeto-piloto nesse sentido e alarga agora às Baleares e Canárias. Que passos estão a dar nesse sentido e como olha para esta decisão da UE?
A Comissão Europeia aprovou a criação de um certificado de vacinação COVID, uma espécie de passaporte que servirá para saber se uma pessoa em concreto já foi vacinada, se já foi testada com um teste PCR ou conhecer qualquer outro vínculo relacionado com o Coronavírus. A temporada de verão é muito importante e as autoridades espanholas trabalham para que esteja disponível nessas datas, com o objetivo de conseguir uma mobilidade mais segura.

O vizinho do lado
Como é que Espanha olha para o vizinho Portugal no que toca ao turismo? Quanto pesa Portugal no turismo espanhol? E será esta a oportunidade do Turismo Espanhol aumentar a sua influência junto dos operadores portugueses?
O turismo português é importante para Espanha. Em 2019, foi o oitavo mercado emissor de turistas para Espanha e, em 2020, com todas as suas peculiaridades, foi o sexto mercado emissor. Mesmo nesse ano, com tantas limitações, e em que as entradas de portugueses desceram 68%, tivemos mais de 762.000 entradas desde Portugal, o que representou uma quota de 4% do total de entradas de turistas internacionais. Mas a importância do mercado português não se traduz só em números.

Traduz-se numa boa vizinha?
Há uma grande fidelidade do turista luso por Espanha e vice-versa. Os portugueses conhecem Espanha e repetem uma e outra vez. Para além da proximidade geográfica existe uma proximidade cultural e, inclusivamente, a língua tão percetível que faz que os portugueses se sintam confortáveis e entendam o património cultural, as tradições e o estilo de vida. Interessam-se pelas praias do Mediterrâneo, mas, sobretudo, interessam-se pelo património cultural, pelas cidades, pela gastronomia e as compras.

“O desejo de viajar não é suficiente, há que poder comprar os elementos que configuram uma viagem”

Nesse aspeto, que importância pos­suem os operadores turísticos?
Os operadores turísticos são fundamentais para canalizar as viagens e pela sua função de prescritores, razão pela qual a Delegação Oficial do Turismo Espanhol mantém uma estreita e permanente colaboração com todos eles desde há muitos anos.

O desejo de viajar não é suficiente, há que poder comprar os elementos que configuram uma viagem e poder deslocar-se e para isso é imprescindível que existam operadores turísticos. É importante que uma vez superada a crise, se mantenha a ligação e os canais de compra das viagens, isto é, manter de pé o tecido produtivo da indústria de viagens para que possamos reativar os fluxos.

Como atrair o turista português?
Que ações de promoção vão ser realizadas pelo Turismo de Espanha em Portugal?
A promoção turística de Espanha em Portugal vai realizar-se basicamente através de três linhas de atuação: a promoção através de meios de comunicação, dando a conhecer ao público em geral os produtos e des­tinos espanhóis; a promoção mediante campanhas de publicidade de Espanha como destino turístico; e, em terceiro lugar, a colaboração com operadores para aumentar e melhorar a presença dos destinos espanhóis dentro da sua oferta.

Para a promoção de produtos e destinos concretos teremos que esperar que se abra a possibilidade de viajar de forma cómoda e segura. No entanto, Espanha já implementou desde o final de 2020, a campanha “Travel Safe” na qual informamos o turista da situação da mobilidade em Espanha, em cada Comunidade Autónoma, através do site spain.info. Neste momento, não há viagens turísticas, mas queremos que logo que sejam retomadas, Espanha seja considerada um destino no qual se cumprem as normas de saúde pública em termos de viagens.

“A pandemia provocará, provavelmente, mudanças na forma de viajar”

Em sua opinião, os “primeiros pas­sos” na retoma do turismo serão dados na vertente doméstica e regional a recuperar primeiro?
Tanto em Espanha como em todos os outros países, o turismo interno será o primeiro a recuperar, seguido pelos mercados internacionais de proximidade. Neste sentido, acreditamos que Portugal mostrará uma rápida recuperação nas viagens relativamente a Espanha, logo que estas sejam possíveis.

A falta de viagem a Espanha não se deve a um problema de oferta, mas sim a limitações de mobilidade por razões sanitárias, pelo que a presença do turismo português em Es­panha recuperar-se-á logo que seja possível viajar e será quase ao mesmo ritmo e tempo do que as viagens dos espanhóis pelo seu próprio país.

A FITUR está aí à porta. Que papel poderá ter a feira, anunciada para maio, nessa estratégia de promoção de Espanha?
A celebração da FITUR é uma boa notícia, porque permite mostrar ao mundo que Espanha continua a ser um destino de qualidade e seguro, mesmo nas atuais circunstâncias.

Acresce que a FITUR será uma montra global para debater iniciativas como os passaportes sanitários, os corredores turísticos, as provas de diagnóstico, etc.. Mas ao mesmo tempo, representa, também, um marco para o setor turístico que encara 2021 com otimismo pela chegada das vacinas que oferecem um horizonte para a reativação das viagens.

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IPDT: Inflação é o grande desafio que se vai colocar ao Turismo no próximo ano

A 67ª edição do Barómetro do Turismo do IPDT- Turismo e Consultoria prevê que, apesar da rápida recuperação do setor do turismo em Portugal, a inflação poderá comprometer esta tendência de crescimento em 2023.

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Esta é a opinião de 45% dos membros que responderam ao inquérito. Por sua vez, para 33%, ainda é difícil prever que impactos poderá ter a subida de preços no desempenho do setor.

A análise indica ainda que o nível de confiança médio no desempenho do turismo atingiu, em setembro de 2022, os 82,4 pontos: um aumento de 1,3 pontos face ao último registo de maio de 2022.

Segundo alguns membros do painel, Portugal continua a ser um destino com boa imagem internacional e muito procurado, beneficiando da conjuntura geopolítica internacional, que desvia procura do leste da Europa para o destino. Subsistem, no entanto, algumas dúvidas relacionadas com o contexto económico internacional e o possível impacto da inflação sobre a procura.

​Comparando com o período homólogo do ano anterior, a atividade do turismo, o número de pessoas empregadas no setor, a procura turística a nível externo e o endividamento das empresas são os indicadores que deverão aumentar nos próximos meses. De acordo com os membros do painel, o investimento público e a carga fiscal devem manter-se próximos da dinâmica do primeiro semestre de 2022.

​No que se refere aos mercados interno e externo, é expectável que se mantenha a tendência de crescimento em todos os indicadores (turistas, dormidas, receitas e RevPar).

O Barómetro do IPDT revela, por outro lado, que anunciado aumento das tarifas das companhias aéreas poderá conduzir a uma diminuição do número de pessoas a viajar, com 63% das respostas, enquanto cerca de metade dos inquiridos acreditam que o aumento das tarifas da aviação vai afetar o desempenho do turismo e 45% apostam num aumento da procura por transportes alternativos, nomeadamente a ferrovia.

​Sendo a falta de mão de obra no turismo uma das principais dificuldades assumidas pelos empresários do setor, o Barómetro inquiriu o painel no sentido de compreender quais as principais medidas que podem ajudar a colmatar o défice de mão de obra no turismo em Portugal. Melhorar as condições de trabalho (35%), desenvolver uma estratégia de captação de RH externos (18%), apostar e reforçar a formação e qualificação profissional (17%) e reconhecimento dos colaboradores, através de políticas de retenção de talentos (9%), foram as principais ações propostas pelos membros que participaram no Barómetro.

 

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Negócios globais no turismo caem 32% em agosto face a mês anterior

Pelo segundo mês consecutivo, a GlobalData indica quebras na atividade de negócios no setor do turismo em viagens.

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A atividade de negócios globais no setor do turismo registou uma quebra de 31,6% no mês de agosto de 2022, face ao mês anterior de julho, revela a GlobalData.

De acordo com a consultora, no oitavo mês de 2022 realizaram-se 54 negócios quando em julho deste ano esse número ascendeu a 79, verificando-se que este é o segundo mês consecutivo que a atividade negocial no setor do turismo e viagens a nível global regista uma quebra.

Aurojyoti Bose, Lead Analyst na GlobalData, refere, em nota de imprensa, que “as depressões económicas registadas em diversas partes do mundo parecem estar a afetar o interesse em realizar negócios no setor do turismo e viagens com a maioria dos mercados a assinalarem uma desaceleração”.

São vários os mercados que registaram esta quebra, destacando a GlobalData o Reino Unido, Japão, Índica, Espanha, Austrália e Alemanha no campo negativo no mês de agosto de 2022, enquanto EUA e China são as exceções a esta realidade.

De resto, a consultora avança que o volume de negócios manteve-se estável nos EUA, enquanto na China se registou um ligeiro aumento.

Em agosto de 2022, o anúncio de fusões e aquisições (Mergers and Acquisitions – M&A, em inglês) caiu 28%, indicando a GlobalData para o financiamento de risco e negócios de private equity quebras de 23,5% e 58,3%, respetivamente, face ao mês anterior de julho.

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Sustentabilidade na mira da política das viagens corporativas na EMEA

Um estudo da SAP Concur revela que, embora 99% das empresas da zona da EMEA pretendam contemplar a sustentabilidade na sua política de viagens corporativas, apenas 36% dispõe, internamente, de um departamento que se dedique a encontrar soluções para tornar as deslocações mais amigas do ambiente.

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Realizado na zona da EMEA, entre fevereiro e março de 2022 junto de 700 decisores de 12 países, o inquérito conclui que as viagens de negócios voltaram a estar nas agendas das empresas, para registos pré-pandemia, com 83% das organizações a recuperar, nas viagens domésticas, e 63% nas viagens internacionais.

Outro dado relevante é o facto da sustentabilidade, nos programas de viagens corporativas, ser uma prioridade para os decisores, uma vez que apenas 1% dos entrevistados não tem intenção de considerar o tema.

Contudo, e à medida que as organizações procuram alinhar-se com os objetivos da ONU 2030, a maioria assume ter dificuldades para se tornar “mais verde” – apenas 36% têm uma função dedicada, como seja um diretor de sustentabilidade ou similar, e só 10% dispõe de uma equipa dedicada a esta temática, no seio da organização.

No entanto, segundo o estudo da marca mundial de soluções integradas de gestão de viagens e despesas corporativas, os decisores estão cientes de que este tópico deve ser uma prioridade – 69% acredita que a sua política de viagens tem de ser melhorada, mas sabem que enfrentam desafios para a sua concretização. Mais de um terço (37%) refere a falta de orçamento como barreira para o desenvolvimento de um colaborador com uma postura mais sustentável no que às suas viagens de negócio diz respeito.

A análise deixa algumas recomendações. Uma vez que 44% dos entrevistados estão conscientes que devem apostar na mudança das suas políticas de sustentabilidade, mas não sabem como o executar, “há sem dúvida uma clara necessidade de ferramentas tecnológicas que facilitem a medição e a implementação de programas de viagens corporativas mais sustentáveis”. Enquanto, 46% já possui ferramentas de software para oferecer apoio nas viagens corporativas, 86% ainda não as considera, referem as respostas.

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Turismo não chega para travar quebra da economia

A economia portuguesa cresceu 7,1% entre abril e junho deste ano, face ao mesmo período do ano passado, altura em que se viviam ainda os efeitos da pandemia, mas estagnou em relação ao primeiro trimestre do ano e o turismo voltou a ser o motor da economia. No entanto, o turismo “não deverá ser suficiente” para conter o enfraquecimento económico.

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O Fórum para a Competitividade apontou que tendo em conta os indicadores disponíveis no 3.º trimestre, a economia deverá desacelerar, sobretudo, no consumo privado, e, em Portugal, o turismo não será suficiente para travar esta quebra.

“Os indicadores disponíveis do 3.º trimestre apontam para uma desaceleração da economia, mais nítida no caso do consumo privado, a componente da procura que está a ser mais afetada pela forte subida de preços e concomitante redução do poder de compra”, lê-se numa nota de conjuntura do Fórum para a Competitividade, citada pela Agência Lusa.

O grupo de economistas sublinhou ainda, de acordo com notícia da Lusa, que a subida das taxas de juro ainda não foi “inteiramente sentida” pelas famílias, sendo que deverá acentuar-se nos próximos trimestres, tendo por base as últimas indicações do Banco central Europeu (BCE).

Esta análise aponta também que “quase todos os riscos” de desaceleração internacional se agravaram, nomeadamente, com os indicadores europeus em território negativo no início do 2.º semestre, a que se somam a inflação, preços da energia, taxas de juro e riscos geopolíticos.

“Para os próximos meses, também se espera um agravamento, desde logo pela promessa dos bancos centrais de serem muito mais duros no combate à inflação, deixando entender que não evitarão provocar uma recessão se isso for necessário para controlar a subida de preços”, acrescenta o documento ainda citado pela Agência Lusa

 

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Os “novos” hábitos dos turistas no pós-pandemia

Com a vontade de viajar em alta, uma recente análise da TravelBoom indica que os custos crescentes estão a afetar os planos de viagem dos turistas.

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Os resultados de um estudo recente da TravelBoom, agência de marketing digital orientada por dados para hotéis, resorts e empresas de alojamento local, revelam mudanças no planeamento de viagens e no comportamento de reservas à medida que se anteveem os impactos causados pelo aumento dos custos.

O estudo examina a mentalidade e o comportamento dos viajantes desde o início da ideia de realizar uma viajar até como interagem com os destinos escolhidos antes, durante e depois da estadia.

Entre as conclusões, o estudo destaca os custos crescentes que estão a afetar os planos de viagem. 36% dos viajantes referiram que podem cancelar as férias planeadas devido a preocupações com o orçamento.

Outros dos “novos” aspetos é que os viajantes estão a realizar cada vez mais pesquisas online, salientando que o viajante médio consulta 5,5 sites durante o processo de reserva.

Outro dos fatores que afetam os planos de viagem estão relacionados com os custos de transporte, comodidades e programas de fidelidade que poderão afetar a decisão de um viajante.

A COVID-19 também continua a influenciar as viagens, verificando-se que 55% da população ainda considera a pandemia antes de reservar viagens. Por exemplo, apenas 13,5% dos viajantes de lazer americanos dizem que a COVID-19 é uma grande influência nas viagens, em comparação com 45% dos viajantes canadenses, concluindo-se que a pandemia continua a causar um impacto significativo nas viagens internacionais.

Já as avaliações nunca foram tão importantes para os viajantes que escolhem onde ficar. 82% dos viajantes não reservam uma estadia sem primeiro ler as avaliações.

Finalmente, os sites de alojamento local estão a concorrer com as agências de viagens online, destacando-se os crescimentos de plataformas como a VRBO ou Airbnb.

Pete DiMaio, COO da TravelBoom, considera que “as viagens de lazer continuam a ser uma das indústrias mais impactadas no período pós-pandemia e os consumidores estão muito conscientes da inflação, persistentes preocupações com a COVID-19, juntamente com altas expectativas para destinos e alojamentos”.

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Negócios no setor das viagens e turismo cai 39% em julho

O mês de julho foi negativo para a atividade negocial no setor das viagens e turismo, apontando a GlobalData quebras de dois dígitos face a junho de 2022.

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Um total de 73 negócios foram anunciados no setor global das viagens e turismo em julho de 2022, representando um decréscimo de 39,2% em relação aos 120 negócios anunciados em junho de 2022, de acordo com a GlobalData.

A consultora internacional revela que muitos dos principais mercados globais do setor das viagens e turismo testemunharam uma desaceleração nas atividades de negócios em julho de 2022. Mercados como os EUA e o Reino Unido testemunharam uma quebra de 51,3% e 42,1% no volume de negócios em julho de 2022 em comparação com junho de 2022, respetivamente, salientando a GlobalData que a atividade de negócios também permaneceu moderada noutros mercados, como Índia, Espanha, China, França e Alemanha.

Aurojyoti Bose, analista da GlobalData, refere que a atividade de negociação no setor das viagens e turismo permaneceu “inconsistente ao longo de 2022”, com alguns meses a registarem uma “melhoria seguida de um declínio”, frisando que essa tendência é “predominante em vários mercados importantes”.

Os dados mostram que os anúncios de fusões e aquisições (M&A), financiamento de risco e negócios de private equity diminuíram em julho. O número de negócios de M&A caiu 42,9%, financiamento de risco 37,5% e private equity 16,7% em julho em relação a junho de 2022.

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Empresas do turismo apontam ESG, geopolítica e COVID como fatores de maior pressão em 2022

Mais do que a geopolítica e a pandemia, as questões relacionadas com a ESG estão entre as maiores preocupações das empresas do setor do turismo, indica a GlobalData.

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geopolíticaAs questões relacionadas com o Ambiente, Social e Governança Empresarial (Environmental, Social and Corporate Governance – ESG, em inglês), geopolítica e COVID-19 são os três temas destacados pelas empresas do turismo na Europa e que mais pressão exercem sobre a indústria turística europeia em 2022, segundo avança uma análise da GlobalData.

Para Hannah Free, analista de viagens e turismo da GlobalData, “a lei da UE exige que muitas empresas de grande porte divulguem informações sobre a maneira como operam e gerem os desafios sociais e ambientais. Muitos viajantes agora também exigem maior transparência das empresas e estão cada vez mais cautelosos com as tentativas de ‘greenwashing’”, salientando que “este escrutínio por parte de legisladores e consumidores forçou as empresas de viagens de todos os tamanhos a colocar as questões ESG no centro das suas operações.”

A análise da GlobalData mostra que as questões relacionadas com a geopolítica atingiram o pico em março de 2022, um aumento de 338% face ao mês anterior de fevereiro a admitindo o relatório que tal aconteceu à medida que “inúmeras empresas reagiram ao conflito na Ucrânia”.

Contudo, a análise frisa que o conflito teve um impacto “limitado” nas empresas de viagens e procura turística dentro da Europa, fazendo referência ao inquérito realizado pela European Travel Commission (ETC) que indicara que perto de 44% dos europeus inquiridos referira que “o conflito não tinha afetado os planos para as férias”, e somente 4% tinha cancelado completamente quaisquer férias.

Hannah Free refere ainda que o inquérito realizado pela GlobalData mostra que 66% dos europeus estão “extremamente” ou “algo” preocupados com “o impacto da inflação nos seus rendimentos”, admitindo mesmo que “as perspectivas do turismo podem ser ameaçadas pelas repercussões, pois a consequência final é a erosão dos rendimentos disponíveis”.

Segundo Free, “resta saber como as famílias em toda a Europa (especialmente as de baixo rendimento) farão uma compensação em termos de gastos com viagens”. Assim, enumera várias possibilidades: “os turistas podem optar por não viajar, podem viajar no país em vez de irem para fora, viajar para um destino que consideram mais acessível ou negociar, por exemplo, ficar num hotel económico em vez de preço médio”.

Naturalmente que a pandemia de COVID-19 manteve-se como tema principal ao longo deste ano de 2022, embora de janeiro a junho deste ano, as menções à pandemia tenham decrescido em 54%, sugerindo que “deixa de estar nas preocupações dos europeus”.

Os dados resultantes do estudo da GlobaData mostram que 53% dos inquiridos “não estão preocupados” ou “estão menos preocupados” com o alastramento da COVID-19 à medida que “se flexibilizam as restrições nas viagens e aumentam as taxas de vacinação”.

Por isso, Free conclui que, “embora a COVID-19 provavelmente continue a ser um item nos registos da empresa no futuro próximo, há motivos para ser cautelosamente otimista”, prevendo que “as partidas internacionais de países europeus aumentarão 125% de 2021 a 2022”. Assim, “as empresas do setor do turismo que sejam capazes de orientar com sucesso esses temas com recursos a investimento, gestão e estratégia permanecerão ou emergirão como líderes do setor”.

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Desejo de viajar dos portugueses supera a média europeia, revela a TLN

Um estudo da Travel Lifestyle Network (TLN) revela, que o desejo de viajar dos portugueses está acima da média europeia e o comportamento de compra de viagens do mercado português encontra-se ligeiramente acima do de outros mercados.

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Encomendado este ano pela principal rede de agências de comunicação especializadas no setor do turismo e das viagens, Travel Lifestyle Network, e desenvolvido pelo ‘think tank’ britânico Thrive e pela empresa de ‘market intelligence’ AudienceNet, o relatório analisa os principais fatores que influenciam a escolha de destinos dos portugueses e de consumidores oriundos de outros 27 países.

Mais de 179 mil pessoas em 28 países, incluindo Portugal, foram inquiridas pelo Global Web Index durante o primeiro trimestre de 2022. A amostra no nosso país foi constituída por 2.354 inquiridos.

Por outro lado, o estudo indica que a relação custo-benefício constitui o principal fator na escolha de um destino de férias, numa altura em que os portugueses revelam uma assinalável avidez de descobrir o mundo.

Assim, este fator surgiu em primeiro lugar com um total de 54%, em comparação com os 26% dos seus equivalentes europeus. Para 36% dos portugueses, a meteorologia/época do ano é um fator importante, enquanto 22% procura uma experiência cultural, 18% uma experiência relaxante e 17% uma experiência única na vida.

Entretanto, as boas infraestruturas para crianças/famílias e poder visitar amigos/família reúnem 15% das preferências, e 13% dos inquiridos procura ofertas especiais/promoções.

O estudo conclui também que 61% dos portugueses considera as viagens como um “interesse pessoal” – valor superior à média dos restantes países analisados, que foi de 46%. 52% dos portugueses identifica-se com a frase “Gosto de explorar o mundo”, em comparação com os 46% globais.

Enquanto 11% dos inquiridos a nível global, nos últimos três a seis meses, adquiriu férias para o estrangeiro, 24% preferiu dentro do próprio país. Em Portugal, 12% dos inquiridos fê-lo para o estrangeiro no período homólogo e 25% optou por ficar no país, reforçando a tendência crescente de turismo doméstico.

Para Ruben Obadia, CEO da Message in a Bottle, agência de comunicação portuguesa especializada em turismo e membro da Travel Lifestyle Network, as conclusões do estudo da TLN são simples: “a percentagem de portugueses que veem as viagens como um interesse pessoal (61%) está acima da média global (46%)”.

Além disso, reforça que “os resultados refletem um claro desejo de viajar, o que é natural neste clima pós-Covid e, de certa forma, faz parte do ADN explorador dos portugueses”. Contudo, o responsável da agência membro da TLN salienta que “os resultados alertam para a necessidade de ter em conta a relação custo-benefício, que em 2022 se tornou um fator de escolha determinante para 54% dos inquiridos nacionais”.

O inquérito revelou ainda que, nos próximos 3 a 6 meses, 20% dos portugueses planeia adquirir férias no estrangeiro e 29% tenciona permanecer em território nacional.

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Nova edição: A (in)decisão do aeroporto, Cabo Verde, DP Tours Plus e BTL 2023

A indefinição quanto ao novo aeroporto de Lisboa e as perdas daí resultantes, dossier Cabo Verde, os planos da DP Tours Plus, lançamento da BTL 2023, Check-in e opiniões compõem a última edição do Publituris para o mês de julho.

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A última edição do mês de julho do Publituris, faz capa com a “velha” questão da localização do aeroporto para a região de Lisboa. A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) apresentou, recentemente, um estudo realizado pela EY, que aponta não para a escolha de uma das localizações estudadas (e já lá vão 17), mas para as perdas que o setor do turismo e economia portuguesa sofrerão.

O cenário mais pessimista aponta para uma perda de receitas superior a 21 mil milhões de euros. Daí pedir-se urgência numa decisão.

Além disso, trazemos um dossier especial dedicado a Cabo Verde que, mais do que um destino, é o destino de férias dos portugueses. Sónia Regateiro, COO da Solférias fez uma viagem virtual por um destino onde existe uma oferta que vai para além do sol e praia.

Em entrevista, Jorge Spencer Lima, presidente da Câmara do Turismo de cabo Verde (CTCV), passa em revista os grandes desafios que se colocam aos empresários do país, admitindo que “a promoção no mercado português passa por uma maior agressividade e presença nos media como forma de se transmitir uma mensagem de um destino seguro e amigo do turista português”.

Marcos Rodrigues, presidente da Câmara do Comércio do Sotavento (CCS), por sua vez, admite-se “convicto” que Cabo Verde tem ainda um grande potencial por descobrir e que “é importante e há que fazer mais para atrair muitos mais portugueses na área do investimento”.

Para além dos produtos sol e mar, já sobejamente conhecidos em Cabo Verde, surge a necessidade de se divulgar outros locais com características que se enquadram nas novas tendências da procura turística. Neste contexto, Santo Antão tem forte potencial por causa das suas características singulares e tem dados passos com vista a tornar-se num grande destino de turismo de natureza e ambiental.

Finalmente, Carlos Salgueiral, administrador-delegado da Cabo Verde Airlines, admite que a companhia quer voltar a ser parceiro da operação turística em Portugal.

Nos “Transportes”, fomos conhecer a nova oferta da DP Tours Plus. Diamantino Pereira, fundador e diretor-geral da empresa, faz um balanço positivo do arranque e revelou alguns planos para o futuro que, apesar dos desafios, passam pelo crescimento.

No “Meeting Industry”, e após um regresso em 2022, a BTL do próximo ano pretende reforçar a aposta na internacionalização e deu a conhecer os melhores stands da última edição.

Além do “Check-in”, as opiniões pertencem a Carlos Torres (jurista e professor da ESHTE), Jaime Quesado (economista e gestor) e António Paquete (economista).

Boas leituras!

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Perfis mais procurados no Turismo são chefes de cozinha, de receção e de sala

São os chefes de cozinha, de receção e de sala os perfis mais procurados no setor do Turismo, que se vê a braços com a falta de profissionais, revela o “Guia Laboral do Mercado Laboral 2022”, elaborado pela Hays Portugal, e que apresenta as tendências de emprego e salários, numa perspetiva de compreender o mercado de trabalho no nosso país.

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Os dados e opiniões aqui apresentados neste guia baseiam-se nos resultados dos inquéritos realizados e nos conhecimentos de mercado dos consultores da Hays, realizados de outubro de 2021.

O setor do Turismo e Lazer foi um dos mais afetados pela pandemia, com os últimos dois anos marcados pela forte instabilidade, levando a que muitos profissionais tivessem que abandonar o setor e hoje, muitos mostram-se receosos em regressar a este mercado.

Este cenário, segundo Benedita Lencastre, Consultant na Hays Portugal, “levou à grande dificuldade em recrutar perfis de operação, tendo em conta que grande parte destes profissionais mudaram de área ou abandonaram o setor”, obrigando as empresas a “se adaptar e recrutar perfis de outros setores”.

Como principal tendência do setor verifica-se uma movimentação de perfis de chefes de cozinha, chefe de receção e chefe de sala. A especialista, citada em nota de imprensa, explica ainda que, na zona de Lisboa, a abertura de novas unidades hoteleiras levou à continua aposta no investimento em perfis de marketing digital, com foco em CRM, “numa ótica de fidelizar e atrair novos clientes”, enquanto na zona do Grande Porto, a tendência é para uma movimentação de perfis seniores de F&B e comerciais “consequência também da abertura de vários hotéis na região”, acrescenta.

Seguindo a tendência de anos anteriores, o perfil de cozinheiro foi um dos mais solicitados, embora nem sempre fácil de encontrar, tendo em conta as caraterísticas que os recrutadores procuram – perfil especializado com capacidades de trabalho em equipa e gestão de stress, revela a responsável, para destacar que o mesmo se verifica com o perfil de responsável de restaurante, onde “a incerteza do mercado, levou estes profissionais a mudar de setor durante a pandemia”.

Por outro lado, a redefinição e diminuição de equipas nas estruturas destes grupos levaram a que a posição de chefe de receção fosse umas das mais afetadas, “fazendo com que este profissionais passassem a acumular novas funções”. No entanto, com a perspetiva de aumento do volume de negócios, “tem sido necessário reestabelecer esta posição” realçou.

Para este ano, e com a chegada do verão, a análise perspetiva um grande movimento em várias posições operacionais, ao mesmo tempo que a retoma do turismo em massa irá requerer que as empresas aumentem as equipas. “O foco no Marketing Digital, numa ótica de retenção e atração de clientes, será também uma tendência”, revela Benedita Lencastre.

“Em termos de oferta salarial e benefícios, a incerteza de mercado e escassez de profissionais com experiência consolidada poderá levar a uma adaptação por parte das empresas, obrigando a um aumento salarial e melhoria dos benefícios do trabalhador. A retoma das unidades hoteleiras, que estão gradualmente a crescer e a reforçar as equipas, poderá levar a uma maior atração por parte dos candidatos”, conclui.

A primeira parte desta edição conta com uma análise das motivações de profissionais e empresas através de um inquérito anónimo com base nas respostas de 2.864 profissionais qualificados e 901 empregadores, que incidiu sobre as regiões do Norte, Centro e Sul de Portugal. A segunda parte conta com uma análise das dinâmicas de recrutamento em áreas e setores de mercado específicos.

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