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“As pessoas não voltarão a viajar simplesmente porque os governos dizem ‘agora pode viajar’”

Em entrevista ao Publituris, Taleb Rifai, ex-secretário-geral da Organização Mundial do Turismo (OMT), destaca que a indústria terá de se adaptar a um novo consumidor, mais digital, mas, também, perceber que a retoma começará, em primeiro lugar, pelo turismo doméstico e regional.

Victor Jorge
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“As pessoas não voltarão a viajar simplesmente porque os governos dizem ‘agora pode viajar’”

Em entrevista ao Publituris, Taleb Rifai, ex-secretário-geral da Organização Mundial do Turismo (OMT), destaca que a indústria terá de se adaptar a um novo consumidor, mais digital, mas, também, perceber que a retoma começará, em primeiro lugar, pelo turismo doméstico e regional.

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A crise pandémica da COVID-19 veio impactar de forma brutal a indústria do turismo. Se antes as preocupações poderiam parecer triviais, um vírus invisível veio trazer um cenário, até agora, inimaginável. Certo é que, como em muitas indústrias e setores, nada será como antes e haverá sempre um pré e um pós-COVID.

Em entrevista ao Publituris, Taleb Rifai, ex-secretário-geral da Organização Mundial do Turismo (OMT), destaca que a indústria terá de se adaptar a um novo consumidor, mais digital, mas, também, perceber que a retoma começará, em primeiro lugar, pelo turismo doméstico e regional.

Há quatro anos, em entrevista ao Publituris, a primeira pergunta colocada foi: “Como define o momento atual do turismo, considerando os últimos acontecimentos relacionados com o terrorismo, o Brexit e a eleição de Trump?”. Hoje começo por perguntar-lhe, como define o momento atual do turismo, considerando a crise pandémica que se vive há mais de um ano?

Há quatro anos, ninguém esperava a crise da COVID-19 e o impacto que teria, ou melhor, tem na indústria de viagens, em particular.

Em resposta direta à sua pergunta, acredito que este é um momento definido na história da humanidade no seu todo. Tudo irá mudar.

Há quatro anos, lembro-me de ter dito que, o terrorismo, o Brexit e a eleição de Donald Trump para Presidente dos EUA iriam afetar a indústria de viagens negativamente e de diferentes formas e graus. Mas o turismo, como sabemos, recuperou e conseguiu-o em menos anos.

Hoje não recuperaremos, mas iremos dar um salto em frente, para um novo mundo, para novas normas. Em meu entender, um mundo melhor e mais sustentável.

Por isso, estou muito otimista, mas não por ir ou voltar ao estado em que nos encontrávamos, mas antes por avançarmos para uma forma de crescimento mais sustentável.  As pessoas continuarão a viajar, até talvez mais, mas irão fazê-lo de uma forma mais sustentável.

O setor do turismo, de modo geral, sofre há um ano com quebras nunca antes vistas. Em seu entender, haveria alguma forma de qualquer país preparar-se para este “desastre”?

O setor de viagens é um dos setores mais afetados pela COVID-19. A única forma de qualquer país fazer melhor, teria sido por uma melhor coordenação das suas ações e procedimentos, desde logo, com seus países vizinhos. O truque, se me é permitida a expressão, não é fazer um trabalho perfeito sozinho, mas sim por conseguir concordar com procedimentos mínimos, começando com os destinos que fazem fronteira com o nosso país até alcançarmos um nível internacional. Necessitamos de um novo sistema multilateral, um sistema mais harmonizado, justo e equitativo, porque não é importante o sucesso de cada país per si, se depois não for possível viajarmos de um lado para o outro. Esta é a natureza de viajar, ligar pessoas e lugares.

Confiança

A vacinação é fulcral para que o setor do turismo regresse a um “novo” normal. Quanto tempo julga ser necessário até regressarmos a uma normalidade vivida pré-pandemia?

A este ritmo, vacinar 70% da população mundial demorará cinco anos. A indústria das viagens só recuperará para uma nova norma, quando o mundo inteiro estiver pronto para viajar sob um sistema unificado. A natureza da viagem é a de enviar pessoas e receber pessoas. Por isso, não será aconselhável depender somente da vacinação, se o que queremos é uma recuperação rápida. Podemos e devemos começar por avançar, imediatamente, com um sistema de testes harmonizado, tornando-o mais disponível e acessível para todos. É mais fácil e rápido.

 

Confiança é a palavra-chave para um regresso a essa nova norma?

Absolutamente, não haverá recuperação do turismo até as pessoas terem uma paz de espírito e confiança num sistema. Sistema esse que terá de ser um sistema internacional. As pessoas não voltarão a viajar simplesmente porque os seus governos dizem “agora pode viajar“.

 

Com a vacinação vem agora a vontade de se aplicar um “certificado/passaporte sanitário ou de vacinação”. Esta aplicação é, em seu entender, a melhor forma de garantir a segurança sanitária para países e viajantes e dar-lhes confiança?

Sinceramente, espero que isso não se torne o caso. Não é justo nem equitativo, no mundo de hoje, para os países e pessoas que não possuem vacinas ou não consigam vacinar a maioria da sua população. Não queremos transformar isto num jogo político dos que têm e dos que não têm. Os testes acessíveis, de forma harmonizada, são muito mais lógicos para uma recuperação mais rápida e imediata.

 

Em seu entender, estas medidas poderão levar a uma eventual discriminação involuntária para quem ainda não teve oportunidade de ser vacinado?

Esse é exatamente o ponto fulcral. Mas o mais importante é perceber, se isso acontecer, que todos perderemos, aqueles que vacinaram e os que conseguiram vacinar. Ninguém viajaria para um destino não estando vacinado, e nenhum destino com a população vacinada aceitaria receber pessoas de um destino não vacinado. No fundo, viajar é conectar todos em todos os lugares. Por isso, nada disto funcionará até que todos estejam vacinados. E isso demorará muito tempo.

Europa (des)unida

No caso da União Europeia, que deveria, por exemplo, funcionar como “una” e existir uma política harmonizada, verifica-se que existem países que estão a criar os seus próprios corredores turísticos e outros não. Isso poderá criar problemas ou ser entendido como concorrência desleal?

Com certeza, e essa situação já está a ocorrer. Não será possível ter um país que insista na quarentena, enquanto o seu país vizinho exige um passaporte de vacinação e um terceiro exija simplesmente um teste de 72 horas antes da chegada ou nos pontos de entrada. A UE é um bom exemplo desta falha do sistema multilateral. Até mesmo os Estados Unidos da América já não são “unidos”. Cada Estado está a agir por conta própria, tal como o sistema global da ONU. Todos falharam. Precisamos de reconstruir um novo sistema de raiz, peça por peça.

 

Com a falta de segurança sentida pelos turistas, as viagens de proximidade serão as primeiras a conhecer uma possível recuperação, segundo a maioria dos analistas. Também é essa a sua perceção?

Com certeza que os grandes vencedores desta crise serão o turismo doméstico e o turismo regional. É verdade que o turismo doméstico não traz receitas nem contribui para o equilíbrio do comércio da mesma forma, mas ajuda a manter vivos negócios e empregos, o que é algo positivo, especialmente para países em desenvolvimento onde um turista é simplesmente um estrangeiro, uma pessoa loura de olhos azuis. Nenhum país que não seja apreciado e visitado pelos próprios nacionais pode ou deve ser apreciado por um visitante externo. Para mim, esta é uma questão de princípio. Não se trata somente de uma necessidade atual ou temporária devido a uma crise.

“Nenhum país que não seja apreciado e visitado pelos próprios nacionais pode ou deve ser apreciado por um visitante externo”

Que alterações estruturais poderá esta crise sanitária trazer ao setor do turismo a nível global? Poderemos estar perante o desaparecimento, fusões, compras e vendas de players, destinos, companhias, etc.?

Irá mudar tudo. Só aqueles que compreendem que estamos a rumar em direção a uma nova norma, uma nova realidade, sobreviverão.

E que nova realidade é essa?

Existe um novo mundo em construção, um novo mundo mais justo, equitativo e, portanto, mais sustentável. Todos terão de se ajustar.

Infelizmente, a indústria do turismo não é a melhor quando se fala em ajustes ou pensar de forma inovadora. Lembremo-nos somente disto: fomos capazes de colocar um homem na Lua antes de colocar duas rodas numa mala de viagem. Isto demonstra o nosso conservadorismo e confirma que esta nossa indústria é lenta.

 

Portugal conquistador

No caso de Portugal, as expectativas eram de que 2020 seria o melhor ano para a indústria do turismo. A pandemia veio trazer precisamente o inverso, não se sabendo quando poderá chegar a tão aguardada e falada retoma. Em 2017 referia que Portugal era um grande facilitador do turismo e que o grande ativo do país eram as pessoas. “São as pessoas que fazem a diferença e as pessoas em Portugal são muito especiais”. São essas mesmas pessoas que poderão fazer a diferença para a retoma do turismo em Portugal?

Diria que sim, absolutamente. Ainda acredito fortemente nas pessoas de Portugal, essa pequena nação de grande coração. Para conseguir a retoma e unir o mundo, comecem com o vosso vizinho, depois a Europa, o norte da África e, por fim, o resto do mundo. Alguém tem que assumir a liderança. Vocês já o fizeram há muito tempo. Todos os continentes do mundo têm, hoje, um país e pessoas que falam português. Por isso, vocês poderão fazê-lo outra vez. Não admira que o Secretário-geral das Nações Unidas seja português.

 

Estimando que as pessoas não quererão fazer viagens muito longas numa primeira fase, quem serão os grandes “concorrentes” de Portugal? Os países europeus, os países do norte de África ou pensa que os diversos confinamentos a que as pessoas foram sujeitas as levará a querer viajar para destinos mais exóticos?

No turismo não há concorrência entre vizinhos. Geralmente, o que é bom para o meu vizinho é bom para mim. É semelhante ao princípio dos “souk”, onde todos os que vendem especiarias ou ouro estão na mesma rua. Um cliente traz outro. A concorrência está apenas na qualidade dos serviços.

Quanto mais pessoas viajarem para Espanha ou para o norte de África, mais virão para Portugal.  Tal como já referi, será o turismo doméstico e regional a recuperar primeiro.

 

Saída a 3 tempos

Companhias aéreas, hotéis, restaurantes, estes foram stakeholders que sofreram quebras significativas. Quem sofrerá maiores problemas de adaptação na esperada recuperação?

Estão todos no mesmo barco. Todos têm de se ajustar. As companhias aéreas devem comunicar mais confiança na limpeza e higiene e devem ter uma política de reserva e cancelamento mais flexível. No caso dos hotéis, terão de reconhecer que os clientes nacionais e regionais serão os primeiros a chegar, seguidos, eventualmente, dos nómadas digitais, que requererão reservas especiais de longo prazo. Assim, terão de surgir novas e ofertas especiais. Os restaurantes, por sua vez, vão ter de entender que terão de apostar no delivery e ajustar os lugares, adaptando os espaços ao distanciamento social, com mais lugares no exterior.

Por isso, para além de todas as mudanças e alterações, tudo terá de transmitir uma ideia e confiança de limpeza e higiene.

 

No que toca às ajudas que os diversos governos/países e entidades têm dado à indústria do turismo, em sua opinião, estas ajudas serão suficientes para uma recuperação rápida? Existiriam ou existirão outras medidas e apoios que deveriam ter sido postos em prática ou introduzidos a partir de agora?

Existem três estágios para uma recuperação. Em primeiro, manter os negócios vivos, o que requer apoios diretos ou empréstimos por parte dos governos só para garantir que os negócios tenham tempo suficiente para adaptar-se à nova realidade e sobreviver.

Em segundo lugar, concentrar-se no turismo doméstico e regional, o que exige que o setor privado se ajuste rapidamente às novas realidades de tais viajantes, e disponibilize novas ofertas. Só assim e depois os governos poderão parar os apoios diretos.

Em terceiro e último, viagens internacionais, que devem começar pelos jovens nómadas digitais, e apólices de seguro especiais para estrangeiros que exigem soluções e pacotes especiais do setor do alojamento, bem como apoio governamental na ligação com seguradoras, promoções, vistos e questões fiscais para estadias mais longas dos tais nómadas digitais.

 

Com ex-Secretário-geral da OMT, haveria algo que a organização poderia ter feito ou essa é uma responsabilidade exclusiva dos respetivos países?

Sinceramente, esperava-se que a OMT, como qualquer outra organização governamental multinacional da ONU, fosse capaz de trabalhar em formas para que os governos do mundo concordassem num sistema mínimo, como já expliquei.

 

O “novo” viajante

Como também já referiu, é global a noção de que o mundo será mais digital e, forçosamente, com maiores preocupações ao nível da sustentabilidade e questões climáticas. Como é que a indústria do turismo poderá adaptar-se a estas novas exigências?

O mundo está a tornar-se cada vez mais digital. Nós simplesmente temos de adaptar-nos e fazer o melhor uso da tecnologia. Para pensar fora da caixa, a indústria do turismo deve reconhecer que tudo pode tornar-se digital e virtual, não apenas reuniões e conferências, mas também eventos públicos, como concertos ou grandes reuniões, atividades de ginásio e mesmo eventos pessoais. Eu, por exemplo, assisti ao casamento da minha filha, no Dubai, via Zoom. Eu estava em Amã, Jordânia, com o pai do noivo, e ela e o futuro marido estavam no Dubai, com o sacerdote noutra linha. Só temos de ser imaginativos e usar a tecnologia disponível ao máximo.

Também o consumidor, viajante, turista modificou-se. Estamos perante um público mais jovem, com maior conhecimento, mais digital, mais exigente, menos fiel, etc.. De que forma é que o turismo terá de lidar com este novo público?

Tem toda a razão. Primeiro temos de reconhecer as mudanças, compreendê-las e admiti-las. Depois, teremos de pensar de forma imaginativa nas mudanças necessárias, através da tecnologia, sustentabilidade e campanhas e promoções inovadoras, honestas e transparentes, sempre tendo em mente e adaptadas ao novo consumidor digital e bem informado.

Que ensinamentos é que a indústria do turismo poderá ou deverá retirar desta atual crise?

Muitas lições, tais com o valor e a importância de viajar em conjunto, em particular nas viagens domésticas e regionais, que se tornaram mais importantes.

Por outro lado, a importância e prominência da tecnologia digital, as regras sanitárias e de segurança das novas normas e, finalmente, a necessidade de reter a nossa força de trabalho, de forma a ajustar-se a todos os anteriores pontos, com o objetivo de passar a usar o tempo ideal disponível.

Que mensagem teria para a indústria do turismo global, caso ainda exercesse as funções de Secretário-geral da OMT?

Juntem-se. Só conseguiremos fazer isto juntos. Nenhum governo pode fazer isto sozinho, independente da qualidade do plano adotado para a retoma do turismo.

Existem oportunidades que surgem em todas as crises, não percamos esta. Lembremo-nos que, em chinês, a palavra crise e a palavra oportunidade são uma única.

 

 

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75% dos portugueses diz que próximas férias vão ser em Portugal, revela estudo da Bloom Consulting

Estudo da consultora Bloom Consulting apurou que 44% dos portugueses conta gozar um período de descanso ainda este ano e que apenas 27% deixa para o próximo ano os planos de férias.

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Para 75% dos portugueses, as próximas férias vão ser passadas em território nacional, apurou um estudo da Bloom Consulting, que revela também que, apesar da pandemia, 44% dos portugueses conta gozar um período de descanso ainda este ano e que apenas 27% deixa para o próximo ano os planos de férias.

Ainda assim, diz a Bloom Consulting num comunicado divulgado esta sexta-feira, 17 de setembro, “ma grande fatia da população inquirida afirmou ainda não estar decidida quanto à sua próxima viagem de lazer (22%), sendo que apenas 5,8% afirma que apenas viajará em 2023”.

“Os dados do estudo são reveladores de algo que a indústria turística portuguesa já tem vindo a sentir_ uma maior movimentação dos portugueses em viagens de lazer. Com o avançar da vacinação e aproximação à tão desejada imunidade de grupo, é expectável que alguns destes portugueses vão progressivamente alterando a sua posição em relação ao turismo sendo no entanto irrealista pensar que a situação reverterá para as tendências registadas em 2019 num futuro próximo”, considera Filipe Roquette, diretor geral da Bloom Consulting Portugal.

O estudo mostra também que, quanto mais jovens os inquiridos, maior a disposição para viajar ainda este ano, com a Bloom Consulting a revelar que, “o grupo de 54 ou mais anos é o mais conservador e também o mais indeciso nesta matéria”.

Quanto a destinos, o mercado nacional é o que sai a ganhar, até porque, dos 75% dos portugueses que conta fazer férias em destinos nacionais, em 60% dos casos nem são consideradas outras hipóteses. Ainda assim, há 14% de portugueses que dizem não saber onde vão passar as próximas férias, enquanto 11% descarta férias no território nacional e só pensa em férias no estrangeiro.

“Entre os que afirmam que o seu próximo destino será em território nacional, o Algarve é a região mais referida com 20% do total de menções. Seguem-se as regiões autónomas dos Açores e da Madeira com 18% e 16% respetivamente. Também com 16% estão o Alentejo e a região do Porto e Norte de Portugal. O Centro de Portugal com 8% e a Região de Lisboa são as regiões sob as quais recaem menos intenções de visitação por parte dos portugueses num futuro próximo”, indica o comunicado.

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Iberia mantém voos para as Maldivas no inverno

Depois do sucesso no verão, a Iberia vai manter a operação para as Maldivas este inverno, com dois voos por semana, e, em Portugal, tem planos para aumentar a capacidade nas rotas de Lisboa e Porto.

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A Iberia vai manter os voos para as Maldivas, que arrancaram no início de julho, também  durante a temporada de inverno, com a companhia aérea espanhola a revelar que a decisão foi tomada na sequência do “bom funcionamento desta rota nos meses de verão” e que, na época baixa, os voos decorrem entre dezembro e fevereiro, com duas ligações por semana. Já para Lisboa e Porto, está previsto um aumento para o triplo dos voos diários, ao longo dos próximos meses.

“Entre as principais novidades, destaca-se a incorporação do destino estrela do verão, as Ilhas Maldivas. Após o bom funcionamento da rota nos meses de verão, a companhia aérea decidiu retomar os voos a partir de dezembro com duas frequências diretas por semana, que vão até fevereiro de 2022”, lê-se na informação divulgada pela companhia aérea sobre o plano de rotas para este inverno.

Além das Maldivas, a Iberia vai manter também no inverno os voos para Cali, na Colômbia, outra das rotas que a companhia aérea também operou este verão e que, no inverno vai contar com três frequências por  semana, entre dezembro e março.

Neste inverno, a Iberia vai ainda aumentar o número de voos disponíveis na ponte aérea entre Madrid e Barcelona, que em setembro já tinha sido aumentada em 32%, mas que, segundo a Iberia, vai ainda conhecer novos aumentos este inverno, até um total de 68 voos por semana, o que totaliza 11 voos por dia em cada trajeto.

Na informação divulgada, a Iberia explica que os aumentos previstos para a ponte aérea visam a reativação das viagens de negócios, motivo pelo qual a transportadora vai também reforçar a operação em alguns destinos europeus, a exemplo de Paris, para onde a Iberia conta disponibilizar até sete voos por dia em cada sentido, mas também de Londres, que passa a contar com até cinco voos por dia e por trajeto, enquanto cidades como Lisboa, Porto, Frankfurt, Bruxelas, Genebra, Milão, Roma, Zurique, Dusseldorf, Munique, Veneza, Lyon e Marselha vão chegar aos três voos por dia, ao longo deste inverno. Já Frankfurt, vai contar com um aumento até 18 frequências por semana.

Na rede de longo curso, e além das Maldivas e de Cali, a Iberia vai também aumentar a sua oferta para a América Latina e EUA, estimando voar para 23 cidades em 17 países, num total de 280 voos por semana, à partida de Madrid. Apenas na América Latina, a companhia aérea vai operar para 17 destinos em 15 países, superando os 200 voos por semana.

“Os mercados com maiores taxas de crescimento são o México – que já conta com dois voos diários -, a República Dominicana – com mais três voos semanais, até 13 frequências – e a Colômbia, com mais três frequências para Bogotá, chegando a 10; e Cali, para onde a Iberia voa três vezes por semana”, indica a transportadora.

Além disso, acrescenta a Iberia, vai ser também aumentada a capacidade para a América do Centro e Caraíbas, em concreto para o Panamá, Costa Rica e Guatemala/El Salvador, que passam a contar com mais um voo por semana, até seis frequências semanais no caso do Panamá e Costa Rica, enquanto a Guatemala/El  Salvador passa a contar com cinco ligações semanais.

Para San Juan de Porto Rico, a Iberia vai passar de três para quatro frequências por semana, enquanto o Uruguai passa a seis voos diretos por semana. Já Buenos Aires, Lima, São Paulo e Santiago do Chile mantêm um voo diário, ainda que, no caso da capital argentina, a operação esteja ainda sujeita a aprovação governamental.

Já nos EUA, onde a Iberia diz estar ainda dependente da reabertura turística, a companhia tem planos para recuperar as frequências que oferecia antes da pandemia, e conta operar 10 voos por semana para Nova Iorque e Miami, ou seja, mais três que no verão, e espera manter ainda as ligações a Chicago, Boston e Los Angeles.

Este inverno, a Iberia conta ainda com uma campanha especial que pretende estimular a procura ao longo dos próximos meses e que oferece tarifas especiais para reservas até 22 de setembro e que se aplica a viagens até 9 de junho de 2022.

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Operadores retomam operação de Fim-de-Ano para Salvador e Natal

Os charters dos operadores Solférias, Exoticoonline e Sonhando têm partida programada para 26 e 27 de dezembro.

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Os operadores turísticos Solférias, Exoticoonline e  Sonhando voltam a juntar-se para lançar uma operação especial de Fim-de-Ano com destino a Salvador da Bahia e Natal no Brasil, com partidas de Lisboa e Porto.

 Esta operação especial de Réveillon em Salvador, com saída a 26 de dezembro e regresso a 2 de janeiro, terá partida de Lisboa via Porto. 

Para a cidade de Natal, a saída será dia 27 de dezembro e regresso dia 3 de janeiro e também com partida de Lisboa via Porto. 

No sentido inverso, estas operações estão ser comercializadas pelo operador Alto Astral, em parceria com Lusanova e outros parceiros locais.

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Ryanair abre nova rota entre o Porto e Clermont-Ferrand no inverno

Companhia aérea vai realizar dois voos por semana entre o Porto e a cidade francesa de Clermont-Ferrand, a partir de novembro.

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A Ryanair anunciou a abertura de uma nova rota entre o Porto e a cidade francesa de Clermont-Ferrand no próximo inverno, operação que vai contar com dois voos por semana e que, segundo comunicado da companhia aérea low cost, arranca em novembro.

“Estamos encantados por anunciar esta nova rota do Porto para Clermont-Ferrand com dois voos semanais, a partir de novembro. A Ryanair continua empenhada em reconstruir a industria turística em Portugal e em reforçar a conetividade, à medida que continua a crescer na Europa e as viagens regressam aos níveis pré-COVID-19”, congratula-se Jason McGuinness, diretor Comercial da Ryanair.

Para assinalar o lançamento da nova rota de inverno, a Ryanair lançou uma promoção com preços desde 19,99 euros, para viagens que decorram até março de 2022 e cujas reservas sejam realizadas até à meia-noite do próximo sábado, 18 de setembro, através do site da companhia aérea,  em  www.Ryanair.com

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Altis Grand Hotel reabre dia 18

Com esta reabertura, todos os hotéis do grupo Altis voltam a estar simultaneamente em funcionamento.

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 1 de outubro é a data escolhida para reabertura oficial do Altis Grand Hotel, o primeiro hotel do grupo que irá completar este ano 48 anos. Depois de estar fechado desde abril do ano passado, o emblemático hotel lisboeta   reabrirá, enquanto a cidade espera receber de volta mais turistas.

Para Raul Martins, presidente do Conselho de Administração do Grupo Altis, “o Altis Grand Hotel é um hotel com história desde a sua abertura, temos empresas e gerações de clientes que estão ligados a este hotel, aqui vieram pela mão dos avós ou dos pais, e é uma enorme satisfação poder voltar a recebê-los. Toda a equipa está ansiosa e motivada”.

Desde o inicio da pandemia, o grupo manteve sempre pelo menos um hotel em funcionamento e, com esta reabertura, todos os hotéis do grupo Altis voltam a estar simultaneamente em funcionamento, uma  decisão tomada  com base nas “boas perspetivas de ocupação para o último trimestre do ano e para o próximo ano”.

“Para 2022, o grupo espera atingir uma ocupação anual média de 60%, sendo que em 2019, fechou o ano com uma ocupação de 80%”, perspetiva Diogo Fonseca e Silva, diretor-geral de operações do Grupo Altis Hotels.

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American Airlines compra 5,2% da Gol e anuncia codeshare exclusivo

Negócio prevê a criação do maior programa de fidelidade do continente americano, assim como a ampliação do acordo de codeshare que as duas transportadoras já mantinham.

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A American Airlines adquiriu 5,2% da Gol, atualmente a maior companhia aérea brasileira, o que vai dar origem a uma “parceria exclusiva”, que prevê a criação do maior programa de fidelidade do continente americano, assim como a ampliação do acordo de codeshare que as duas transportadoras já mantinham, num negócio que visa a afirmação da companhia norte-americana no Brasil.

De acordo com a imprensa brasileira, o negócio prevê um investimento de 200 milhões de dólares, já que a American Airlines compra 22,2 milhões de ações preferenciais da Gol, assim como a junção dos programas de fidelidade das duas companhias, o Aadvantage e o Smiles, numa fusão que vai dar origem ao maior programa de milhas do continente americano.

Mas o principal destaque vai mesmo para a ampliação do acordo de codeshare, o que vai permitir aumentar a presença da American Airlines na América do Sul, principalmente no Brasil.

“A American é, há muito tempo, a companhia aérea líder entre os Estados Unidos e a América do Sul, e esta parceria mais forte com a Gol solidifica essa posição de liderança”, afirma Robert Isom, presidente da American Airlines, considerando que a rede da transportadora norte-americana “combina perfeitamente” com a rede da Gol no Brasil.

“Juntos, seremos capazes de oferecer aos clientes que voam para, através e do Brasil acesso à maior rede com as taxas mais baixas e o melhor e maior programa de fidelidade de viagens conjunto da América”, acrescenta o responsável.

Com a ampliação do acordo de venda compartilhada, os clientes da Gol passam a ter acesso a mais de 30 destinos da American Airlines nos EUA, à partida dos hubs da Gol em São Paulo (GRU) e no Rio de Janeiro (GIG), assim como a outras 34 rotas brasileiras e internacionais, nomeadamente na América Latina.

“O acordo de codeshare exclusivo entre duas das principais empresas aéreas das Américas combina malhas altamente complementares e oferece aos clientes uma experiência de viagem superior, proporcionada pelo maior número de voos e destinos nas Américas do Norte e do Sul”, destaca Paulo Kakinoff, CEO da Gol, considerando que este acordo “fortalecerá ainda mais a presença da Gol nos mercados internacionais” e vai contribuir para o crescimento da transportadora.

O negócio, que prevê também que a American Airlines passe a indicar um dos membros do Conselho de Administração da Gol, não está, no entanto, ainda completamente concluído e, segundo a imprensa brasileira, aguarda a confirmação de algumas condições, incluindo assinatura e entrega da documentação definitiva, entre outras condições usuais de operações deste nível.

Recorde-se que a American Airlines voa atualmente para 17 destinos na América do Sul, incluindo São Paulo (GRU) e Rio de Janeiro (GIG), a partir das suas bases em Dallas-Fort Worth (DFW), Miami (MIA) e Nova York (JFK), enquanto a Gol conta com ligações aéreas para 63 destinos no Brasil, assim como para várias das principais cidades da América Latina.

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Primeiros turistas da SpaceX já iniciaram viagem

A cápsula da SpaceX partiu para uma viagem de três dias no espaço, sem nenhum astronauta profissional a bordo.

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Quatro turistas norte-americanos já descolaram do Centro Espacial Kennedy, na Florida, nos Estados Unidos, a bordo de uma cápsula da SpaceX, para uma viagem de três dias no espaço, sem nenhum astronauta profissional a bordo.

O foguetão Falcon 9, transportando a cápsula Dragon, ambos da empresa privada SpaceX, descolou à hora prevista, 20:02 horas locais de quarta-feira (23:02 em Portugal), do Centro Espacial Kennedy, na Florida, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).

Minutos depois, o foguetão separou-se da cápsula com sucesso, levando a bordo, pela primeira vez, apenas civis como tripulantes, que permanecerão três dias no espaço.

“Poucos lá foram e muitos vão seguir-se. A porta abre-se agora”, disse o multimilionário Jared Isaacman, de 38 anos, que fretou o “cruzeiro espacial” e comanda a missão.

Isaacman, de 38 anos, fundador e presidente da empresa Shift4 Payments, amante da aviação, financiou a travessia espacial dos outros três tripulantes, com um custo que não foi divulgado, mas que deverá rondar as dezenas de milhões de dólares, segundo a AFP.

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Ilha do Sal vai ter charter no Fim-de-Ano

Esta operação é promovida pelos operadores turísticos Solférias, Soltrópico e Viagens Abreu.

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Os operadores turísticos Solférias, Soltrópico e Viagens Abreu juntaram-se para realizar uma operação charter para a ilha do Sal, em Cabo Verde, na época festiva do Fim-de-Ano.

Com partidas de Lisboa e do Porto em voos operados pela SATA no dia 26 de dezembro 2021 e regresso a 02 de Janeiro de 2022 (o voo parte do Sal na madrugada de 03 de Janeiro), os pacotes disponibilizados, neste caso pela Soltrópico, incluem estadas de  sete dias, a partir de 1388 euros como preço base, por pessoa, em quarto duplo standard, em regime de Tudo Incluído, no 4-estrelas, Oásis Belorizonte, e 1547 euros, por pessoa, em quarto standard, em regime de Tudo Incluído no 5-estrelas, Oásis Salinas Sea.

O programa inclui passagem aérea em voo TAP Lisboa ou Porto / Sal / Lisboa ou Porto, em classe S1, com direito a 20 kg de bagagem; estadia de 7 noites no hotel e regime escolhidos; transfers aeroporto/hotel/aeroporto; Taxa de Segurança Aeroportuária; Seguro de viagem Global Extra; Taxas de aeroporto segurança e combustível (223€ – sujeito a alterações legais até emissão dos bilhetes).

Segundo Nuno Paixão, Diretor Comercial da Newtour, onde a Soltrópico se integra, “tendo em conta a retoma de procura pelo destino Sal e tendo em conta o sucesso das operações antes da pandemia, para a Soltrópico faz todo o sentido voltar a apostar neste destino de Sol e de proximidade para os portugueses que preferem passar o Réveillon 21/22 num destino quente.”

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Certificado europeu mais perto de se tornar ‘standard’ global

Desde que foi colocado em prática, em junho deste ano, que foram emitidos mais de 420 milhões de certificados da UE.

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Albânia, Andorra, Ilhas Faroé, Israel, Mónaco, Marrocos e Panamá são os países e territórios mais recentes a adoptar  o sistema europeu do certificado  COVID Digital da União Europeia.

A Comissão Europeia anunciou que os  certificados COVID-19 emitidos pelos países referidos são equivalente ao Certificado COVID Digital da União Europeia.

Desde que foi colocado em prática, em junho deste ano, que foram emitidos mais de 420 milhões de certificados da UE, existindo atualmente 42 países, incluindo os 27 Estados-membros, que integram o sistema europeu, o que o está a converter num ‘standard’ internacional.

Didier Reynders, comissário da Justiça, destacou que esta situação  permite que todos ganhem: “os cidadãos podem desfrutar do seu direito de livre circulação e as empresas, assim como o setor dos transportes, podem começar a compensar as perdas dos últimos meses”.

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“Turismo e mobilidade sustentável” em debate no Algarve

Debate “Turismo e Mobilidade Sustentável” está inserido no ciclo “Conversas com Futuro”, decorre a 17 de setembro, e pretende ser um contributo para a Conferência sobre o Futuro da Europa.

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O Centro Europe Direct Algarve, em parceria com a CCDR Algarve e a Região de Turismo do Algarve (RTA), promovem na próxima sexta-feira, 17 de setembro, o debate “Turismo e Mobilidade Sustentável”, inserido no ciclo “Conversas com Futuro”, que pretende ser um contributo para a Conferência sobre o Futuro da Europa.

Num comunicado enviado à imprensa, a organização do evento explica que “esta será uma oportunidade única para debater os desafios e as prioridades do Algarve, de Portugal e da Europa no âmbito do turismo e da mobilidade sustentável, mas sobretudo para ouvir e responder às perguntas do público que estará a assistir à conversa em direto”.

“Com o mote da Conferência sobre o Futuro da Europa, que até à primavera de 2022 vai ouvir os cidadãos europeus sobre o futuro que pretendem para a União Europeia, o Centro Europe Direct Algarve organiza este fórum de discussão, abrindo o diálogo à região do Algarve e a todos os que nela vivem, com o objetivo de aumentar o nível de conhecimento sobre o projeto europeu”, lê-se no comunicado divulgado pela organização.

Com a participação de João Fernandes, presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA),  da eurodeputada  Cláudia Monteiro de Aguiar, de João Ferreira, da DG MOVE da Comissão Europeia, José Apolinário, da CCDR Algarve, e Rodrigo Soares, da Erasmus Student Network, o debate vai decorrer entre as 11h00 e as 13h00, e pode ser acompanhado através da página de Facebook da RTA.

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