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Portugal é o melhor país a visitar na Europa em 2021

Depois da cidade de Braga, é Portugal que ganha um prémio no ‘European Best Destinations’, liderando o ranking à frente de França e Grécia.

Victor Jorge
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Depois da cidade de Braga, é Portugal que ganha um prémio no ‘European Best Destinations’, liderando o ranking à frente de França e Grécia.

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Depois de Braga ter ganho a distinção de Melhor Destino Europeu para visitar em 2021, é agora a vez de Portugal a ser considerado como o Melhor País a visitar em 2021.

De acordo com o ranking do ‘European Best Destinations’, visitado por mais de seis milhões de viajantes por ano,  os turistas ouvidos para o inquérito, realizado recentemente, colocam o nosso país à frente de França (2.º), Grécia (3.º), Itália (4.º) ou Croácia (5.º).

Na descrição que acompanha o anúncio deste prémio, é destacado, além do prémio já atribuído a Braga, fazendo da cidade um “must-see”, outras cidades como Porto ou Cascais, os arquipélagos da Madeira e Açores ou, por fim, o, Algarve.

De resto, a ‘European Best Destinations’ conclui que “Portugal é o país mais pesquisado nos meses mais recentes e, por isso, lidera o ranking dos países a visitar em 2021”.

O top 10 deste ranking é composto ainda pela Espanha (6.º), Alemanha (7.º), Áustria (8.º), Turquia (9.º) e Irlanda (10.º).

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Turismo

Promoção, parcerias e criação de sinergias apontados como ingredientes para afirmação do Enoturismo em Portugal

Promoção lá fora e cá dentro e desenvolvimento de parcerias que visam a obtenção de maiores sinergias, são alguns dos ingredientes apontamos por Lídia Monteiro, vogal do Conselho Diretivo do Turismo de Portugal; Pedro Valle Abrantes, Managing Partner da TryPor; Alexandra Leroy Maçanita, Events & Wine Tourism Manager da Fita Preta; Luís Santos, General Manager do Palácio Ludovice Wine Experience Hotel; e Ana Maria Lourenço, Public Relations do World of Wine (WoW), para a afirmação do Enoturismo em Portugal.

“Enoturismo – Um mundo de experiências” foi o título da conferência que o jornal Publituris co-organizou em parceria com a Bolsa Turismo de Lisboa – BTL 2024, que decorreu na tarde desta quinta-feira, em Lisboa, no âmbito da Feira.

Todos os intervenientes desta conferência reconheceram a importância deste segmento, que já é histórico no nosso país, tem grandes tradições, mas só há pouco tempo começou a ser olhado com maior atenção pelo valor acrescentado que traz ao destino Portugal, passando a ser considerado como um produto turístico que ajuda a incorporar o equilíbrio territorial e que permite um turismo ao longo do ano, esbatendo assim a sazonalidade, para além de atrair um público mais exigente, com maior poder de compra, e de países como os Estados Unidos, Canadá ou Brasil, para além dos europeus.

Numa altura em que se fala cada vez de um turismo de experiências, os participantes no debate realçaram que o Enoturismo será de facto o segmento que mais jus faz a este facto, uma vez que proporciona um cem número de emoções e experiências a quem visita as vinhas, as adegas e prova os vinhos portugueses, diferentes de região para região.

Neste sentido, e conforme foi dito, as parcerias entre os vários intervenientes deste setor com vista à obtenção de maiores sinergias, a relação entre o Enoturismo e o destino, também são fundamentais, até porque “o vinho é história, é cultura, é paisagem, é natureza, é gastronomia” e vale a pena comunicar essas conjugações”.

Autenticidade é o que ganha sempre, foi igualmente apontado. A inovação na promoção e a necessidade de busca de um público mais jovem, foram outros temas considerados relevantes, tendo todos os participantes defendido que, no Enoturismo, Portugal “tem uma oferta de grande qualidade que rivaliza com qualquer outro país”.

Ainda na tarde desta quinta-feira, o jornal Publituris lançou, na BTL, a primeira edição do Book de Enoturismo, que contou com o apoio do Turismo de Portugal e com a colaboração de Pedro Valle Abrantes – CEO & Founder da Trypor e André Villa de Brito – Sommelier e Tour Guide.

Os pormenores desta conferência sobre o Enoturismo poderão ser lidos na próxima edição do Publituris.

Sobre o autorCarolina Morgado

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Prémios

E os vencedores dos “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2024” são:

Foi no primeiro dia da BTL 2024 que foram conhecidos os 17 vencedores dos “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2024”. Destaque para o prémio de “Personalidade do Ano” entregue a Luís Rodrigues, CEO da TAP Air Portugal.

Publituris

Os vencedores dos “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2024” foram conhecidos no arranque do primeiro dia, 28 de fevereiro, da Bolsa de Turismo de Lisboa – BTL 2024.

O evento que contou com a presença do secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Nuno Fazenda; presidente do Turismo de Portugal, Carlos Abade; presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), Francisco Calheiros; presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), Pedro Costa Ferreira, presidente e vice-presidente executiva da Associação da Hotelaria de Portugal, Bernardo Trindade e Cristina Siza Vieira, respetivamente; vogal do Conselho Diretivo do Turismo de Portugal, Lídia Monteiro; entre outros, deu a conhecer os vencedores nas 16 categorias que estavam a votação, bem como a “Personalidade do Ano”.

Luís Rodrigues, CEO da TAP Air Portugal, foi a “Personalidade do Ano 2023”, prémio que não esteve sob votação e foi atribuído diretamente pela redação do Publituris.

Nas outras categorias, os vencedores foram:

MELHOR OPERADOR TURÍSTICO             
Solférias

MELHOR AGÊNCIA CORPORATIVA
Cosmos

MELHOR CONSOLIDADOR
Consolidador.com

MELHOR DMC
Abreu Events

MELHOR DISTRIBUIDOR B2B
Abreu online

MELHOR GSA AVIAÇÃO
ATR

MELHOR SISTEMA GLOBAL DE DISTRIBUIÇÃO
Amadeus

MELHOR EMPRESA DE TRANSFERS
CM Private Luxury Tours

MELHOR EMPRESA GESTÃO HOTELEIRA
Unlock Boutique Hotels

MELHOR EMPRESA SOFTWARE DE GESTÃO HOTELEIRA (PMS)
GuestCentric

MELHOR STARTUP
merytu

MELHOR CONSULTORIA E ASSESSORIA TURISMO
Neoturis

MELHOR FORMAÇÃO TURISMO
Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril

MELHOR SEGURADORA DE VIAGENS
AGEAS

MELHOR EMPRESA DE ORGANIZAÇÃO DE EVENTOS
GR8

MELHOR VENUE PARA EVENTOS E CONGRESSOS
Altice Arena

PERSONALIDADE DO ANO
Luís Rodrigues, CEO TAP Air Portugal

*Pode rever os melhores momentos dos “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2024” na próxima edição do jornal Publituris.

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Edição Digital

Edição Digital: O Turismo nas eleições, os vencedores dos “Portugal Trade Awards”, as tendências dos mercados emissores, entrevistas Cabo Verde, BTL e easyJet, NDC e Turismo Cultural

A edição do jornal Publituris que marca o 56.º aniversário da publicação está recheada de temas diversos.

Publituris

A próxima edição do jornal PUBLITURIS é especial. Especial porque é uma edição que estará na Bolsa de Turismo de Lisboa – BTL 2024. Especial porque traz uma perspectiva sobre o que vale o Turismo para os diversos partidos, com representação parlamentar, nas eleições de 10 de março. Especial porque divulga os vencedores dos “Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2024”.

A começar, em plena campanha eleitoral, trazemos a importância do setor do Turismo nos diversos programas eleitorais dos partidos, com representação parlamentar. Procurámos o que os oito programas trazem em termos de referência ao “Turismo”, “TAP” e “Aeroporto”.

Aproveitando a presença na FITUR 2024, que se realizou de 24 a 28 de janeiro, em Madrid, o jornal Publituris analisa as principais tendências dos mercados emissores mais relevantes. Na conferência da UN Tourism (antiga Organização Mundial do Turismo – OMT), China, Índia, Médio Oriente, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Espanha, EUA e Canadá deram a conhecer como é que os respetivos habitantes irão viajar em 2024.

Nesta edição, divulgamos os vencedores da 12.ª edição dos “Portugal Trade Awards”. Assim, os vencedores são: Solférias – “Melhor Operador Turístico”; Cosmos – “Melhor Agência Corporativa”; Consolidadro.com – “Melhor Consolidador”; Abreu – “Melhor DMC”; Abreu online – “Melhor Distribuidor B2B”; ATR – “Melhor GSA Aviação”; Amadeus – “Melhor Sistema Global de Distribuição”; CM Private Luxury Tours – “Melhor Empresa de Transfers”; Unlock Boutique Hotels – “Melhor Empresa Gestão Hoteleira”; GuestCentric – “Melhor Empresa de Software de Gestão Hoteleira (PMS)”; Merytu – “Melhor Startup”; Neoturis – “Melhor Consultoria e Assessoria em Turismo”; Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril – “Melhor Formação em Turimso”; Ageas – “Melhor Seguradora de Viagens”; Gr8 Events – “Melhor Empresa de Organização de Eventos”; MEO Arena – “Melhor Venue para Eventos e Congressos”; e, por último, a “Personalidade do Ano 2023”, prémio entregue a Luís Rodrigues, CEO da TAP Air Portugal.

Na “Distribuição”, damos a conhecer a oferta da Solférias para o verão de 2024. O operador turístico, através do evento “Oficina de Ideias, promoveu ações de formação sobre os destinos que constam da sua programação charter para o verão, designadamente, as ilhas do Sal e da Boavista, em Cabo Verde, Porto Santo, Hurgada (Egito), Monastir e Djerba (Tunísia), Saidia (Marrocos), Senegal e Zanzibar (Tanzânia).

Nos “Destinos”, entrevistámos o ministro do Turismo e Transportes de Cabo Verde, Carlos Santos, que admitiu que o destino ainda tem espaço para crescer em Portugal, mercado emissor que faz parte do top 5. Por isso, foi escolhido coo destino internacional convidado da edição 2024 da BTL.

Ainda nos “Destinos”, falámos com Luís Pedro Martins, presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), a propósito da nova marca e conceito da e para a região. De resto, Luís Pedro Martins salientou que a região “está no bom caminho para ter mais turismo e, muito importante, melhor turismo”.

No âmbito das comemorações dos 50 anos do 25 de abril de 1974, o jornal Publituris traz “Capas que fazem História”. Nesta edição mostramos a capa de 1 de março de 1974, edição essa que marcou o 6.º aniversário da publicação.

Com a realização da BTL 2024, de 28 de fevereiro a 3 de março, ficámos a saber que a grande ambição do maior evento do setor do turismo, em Portugal, passa “pelo mundo se mostrar em Portugal na BTL”. Pedro Braga, diretor-geral adjunto da FCE Lisboa – Feiras Congressos e Eventos, deixou a referência de que a BTL “tem a ambição de fazer regressar o Turismo de Portugal, apresentar um Conselho Estratégico e abrir a BTL ao mundo”.

Nos “Transportes”, José Lopes, country manager da easyJet Portugal, disse, em entrevista, que “Portugal continua a ter oportunidades interessantes para crescimento no futuro”. Isto, depois de a easyJet ter registado, em 2023, um ano histórico, e estimar voltar a crescer mais 6%, em 2024.

Ainda nos “Transportes”, depois de, em 2023, ter feito uma forte aposta nas Caraíbas, a World2Fly, companhia aérea do Grupo World2Meet (W2M) volta a disponibilizar, este verão, uma extensa oferta de voos para Cuba, República Dominicana e México. Além das Caraíbas, o grupo tem já no mercado uma vasta programação, com destaque para destinos com a Albânia ou Zanzibar.

Na “Tecnologia”, o tema é NDC. Para tal, entrevistámos um especialista na área da aviação comercial, Mário Almeida, desvendamos, em primeira pessoa, a estratégia da TAP sobre a matéria, e damos a conhecer a APG Platform NDC.

Para finalizar, o “Dossier” desta edição é dedicado ao Turismo Cultural e Industrial. Num país onde, queiramos ou não, a cultura é vista (infelizmente) como um parente pobre, o turismo literário tem conseguido combater este cenário. Contudo, a tarefa não é fácil e o Turismo de Portugal tem-se esforçado por colocar o Turismo Literário – e não só – no mapa de diversificação da oferta turística, para dentro e para fora.

Já no Turismo Industrial, na vila mineira no Baixo Alentejo, é possível recuar 5000 anos para encontrar os primeiros indícios de mineração na área de Aljustrel. Constituindo ainda uma das minas em atividade mais antigas do mundo, nasceu, recentemente, o Parque Mineiro de Aljustrel, revelando Marcos Aguiar, coordenador deste projeto, tratar-se de um produto “muito genuíno e com alicerces históricos muitos robustos”.

Tudo isto além do Check-in, e das opiniões de Francisco Jaime Quesado (Economista e gestor); Ana Jacinto (AHRESP); Carlos Torres (Jurista), Pedro Castro (SkyExpert); Joaquim Robalo de Almeida (ARAC); e Jan-Erik Ringertz (Highgate Portugal).

Leia aqui a edição.

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Turismo

Sol & Praia? Portugal tem muito mais para oferecer, referem especialistas na “Visit Portugal Conference 2024”

A 2.ª edição da conferência “Visit Portugal Conference”, organizada pelo Turismo de Portugal, serviu para explorar as mais recentes tendências do turismo global, descobrir as novidades sobre alguns mercados internacionais, segmentos no turismo, mas também sobre a perceção que os mercados emissores possuem sobre Portugal. Uma coisa ficou certa: Portugal tem muito, mas mesmo muito para oferecer ao turista internacional.

Victor Jorge

Pelo segundo ano, o Turismo de Portugal organizou a “Visit Portugal Conference”, desta vez para com o propósito de entregar valor e informação útil às empresas do setor, beneficiando do conhecimento in loco das equipas de turismo nos mercados externos, foram vários os especialistas que deixaram a sua opinião sobre o que está a acontecer, mas fundamental, quais as tendências no turismo global.

Dirk Herber, Global Head of Thought-Leadership da Dentsu, as 12 tendências que irão moldar o turismo do future. Assim, para o responsável da Dentsu, sustentabilidade, inclusão, ativismo universal, a economia dos mais idosos, o “bleisure”, as mulheres, o equilíbrio entre o ‘overtourism’ e o ‘undertourism’, o turismo virtual, a relação com as marcas, novas tribos, os guardiões digitais e o conteúdo imersivo, irão estar no centro do que será o turismo no futuro.

Para Dirk Herbert há que ter em atenção que, em 2030, o mundo terá 8,5 mil milhões de habitantes, sendo que as regiões com maior crescimento populacional estarão na África Subsariana, Sudeste asiático e Médio Oriente. Além disso, há que notar que, em 2030, existirão mais de mil milhões de pessoas com mais de 65 anos de idade, o equivalente a 12% da população mundial e que a classe média será constituída por cerca de 5,3 mil milhões de pessoas. Para finalizar, a última chamada de atenção quanto à questão populacional, é que, em 2030, será mais de cinco mil milhões as pessoas a viver em cidades.

Por isso, questões como as alterações climáticas, a maior transferência de riqueza na história da humanidade, bem como a evolução e poder da Inteligência Artificial farão parte do “novo normal”.

Todas estas questões terão de ser tidas em conta pelo universo do turismo a nível global, referindo Dirk Herbert que, “quem as assumir mais rapidamente e se adaptar a esta transformação, mais capacidade de resposta e melhor posicionado estará para responder às exigências dos turistas”.

Já Lapo Elkann, diretor Criativa da Italia Independent, profissional que passou por algumas das mais icónicas marcas italianas, salientou que “o que falta a Portugal é massa critica e um trabalho em conjunto”. Dando o exemplo de produtos que cumprem os mais altos standards de qualidade mundial – vinho, gastronomia, cortiça, têxtil, entre outros – Elkann frisou que, “agora é preciso trabalhar em conjunto para o bem de todos, ou seja, de Portugal e criar marcas fortes que consigam transmitir a qualidade que o vosso país tem para oferecer ao mundo”.

De resto, o vinho e a gastronomia estiveram em foco nesta conferência do Turismo de Portugal onde se destacou, de facto, a importância que estes segmentos poderão e deverão ter na afirmação a nível global.

Mas também o Turismo Literário e a ligação de Portugal com o mar e a natureza foram referenciados como produtos e segmentos onde Portugal deve apostar para se afirmar num mundo turístico cada vez mais concorrencial e competitivo.

Sheree Mitchell, presidente da Immersa Global, frisou que “Portugal terá de ter cuidado quando refere uma oferta de luxo. Quando se posiciona num mercado como os EUA, por exemplo, a noção de luxo é completamente diferente e poderá levar o consumidor ao engano”. Por isso, segundo Sheree Mitchell, “é melhor apostar e promover a qualidade e o serviço do que está a colocar tudo no mesmo saco do luxo”. Até porque, segundo a mesma, “muitas vezes palavra luxo “até poderá afastar muitas pessoas, já que julgam, à partida, que se trata de algo inatingível. Mas todos gostam de qualidade e de um serviço de excelência”.

Da Alemanha, por exemplo, veio a sugestão da autenticidade e de “quererem mais do que podem suportar”, uma vez que, na opinião de Oliver Zahn, Chairman do DRV Outbound Tourism Committee, “isso poderá subverter tudo o que até agora foi conquistado por Portugal”.

Porque, no final, ficou a certeza: Portugal tem muito mais para oferecer do que Sol & Praia.

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Victor Jorge

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Açores: Associação de Municípios do Triângulo veio a Lisboa mostrar oferta diferenciada dos três destinos

Com o seu slogan e imagem de marca – “Uma viagem, três destinos” – a Associação de Municípios do Triângulo (AMT) açoriano, que agrupa as ilhas do Faial, Pico e São Jorge, e os municípios da Horta, Lajes, Madalena, São Roque, Calheta e Velas, veio a Lisboa mostrar a oferta turística diferenciada dos três destinos no contexto do Arquipélago dos Açores.

Num almoço com jornalistas, esta terça-feira, em Lisboa, o presidente da Associação de Municípios do Triângulo (AMT) açoriano e também presidente da Câmara Municipal de Velas (ilha de São Jorge), Luís Silveira, explicou porque é que vale a pena visitar o Triângulo açoriano: “Nas três ilhas e nos seis concelhos temos uma coisa em comum que é o bem receber dos açorianos, mas depois temos três paisagens diferentes, gastronomias diferentes, uma cultura diferente, e isso, porventura, será uma das melhores experiências para quem visita os Açores”.

Luís Silveira lembrou que com o dinheiro de uma viagem é possível visitar três ilhas que formam o Triângulo, porque estando numa delas, com cerca de 20 euros conseguimos deslocarmos às outras duas, daí este slogan, que é a nossa imagem de marca “Uma viagem, três ilhas”.

A grande proximidade entre estas três ilhas possibilita o desenvolvimento de um produto turístico muito particular: as boas ligações permitem aos visitantes conhecer facilmente as três ilhas numa mesma viagem, enquanto os contrastes lhes oferecem três cenários diferentes dentro do destino agregador que é o Triângulo açoriano.

De facto, conforme disse, pese a sua proximidade geográfica, as ilhas do Triângulo são muito distintas, com atributos naturais, culturais e económicos próprios.

O dirigente realçou, na sua intervenção a importância do turismo interno do continente, “que é determinante para nós e que está cada vez mais em ascendência para um destino que se diz estar na moda, que é os Açores”, reforçando, no entanto, que “o Triângulo é um produto muito forte”. Além de estar presente na BTL, a Associação pretende promover este triângulo nomeadamente através da organização de presstrips.

Para este mercado do continente chegar ao Triângulo dos Açores têm duas portas de entrada com voos diretos de Lisboa: Aeroporto da Horta, no Faial, e Aeroporto do Pico, na ilha do Pico. A ligação entre as ilhas é realizada por via marítima, com custo reduzido, conforme referido, permitindo uma conexão rápida e cómoda entre os três destinos. No entanto, também, ligações aéreas entre ilhas (inclusivamente, fora do Triângulo), embora algumas com escala.

No entanto, as ilhas do Triângulo têm recebido turistas internacionais, sobretudo dos países europeus com climas mais frios, mas acolhem também cada vez mais italianos e espanhóis.

Refira-se que a AMT surge como uma entidade agregadora dos interesses dos seis municípios, procurando potenciar o desenvolvimento económico e sociocultural das ilhas que compõem o Triângulo e contribuir para a sua afirmação como polo de valor para a Região Autónoma.

Em declarações ao Publituris, o presidente explicou que a promoção e dinamização do Triângulo enquanto destino turístico é um eixo central deste projeto de desenvolvimento, em que a natureza assume um papel de destaque.

Sublinhou que com a cada vez maior tendência do viajante procurar tirar o maior proveito possível de uma viagem, a possibilidade de oferecer três experiências distintas, mas complementares, numa só visita afigura-se como um forte atrativo do Triângulo.

Luís Silveira destacou que, embora o objetivo da Associação seja o desenvolvimento do Triângulo nos setores primários, agricultura, pescas ou na vertente social, mas “tem uma forte aposta no turismo porque é um dos setores que está em franco crescimento” nas três ilhas e nos seis concelhos.

“Para a nossa sustentabilidade económica e ambiental, é importante o turismo e há aqui uma grande aposta para promover o destino Triângulo dentro do destino Açores e em que envolve, como não podia deixar de ser, o setor privado”, apontou o dirigente.

A oferta está a crescer, assegurou o presidente da AMT, tanto na hotelaria tradicional como no alojamento local, turismo rural e turismo de habitação “com muita qualidade, boa restauração, e tudo que advém do turismo como empresas de rent-a-car, de animação turística, sobretudo ligada à natureza. Oferecemos muitos percursos pedestres, e programas no mar para avistar golfinhos e baleias, e cada vez há mais oferta de desportos radicais”, mas alertou, “há uma coisa que está intrínseca nos açorianos em geral e também destas três ilhas: é manter o destino sustentável em termos ambientais”. defendeu Luís Silveira em declarações ao Publituris.

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Alojamento

Hotelaria vive “efeito pêndulo” no pós-pandemia e atinge níveis sem precedentes de preços

De acordo com a mais recente análise das tendências de preços dos hotéis em Portugal da BEONx, depois de uma descida de 17,8% no ADR em 2020, o setor “não só recuperou, como experimentou um efeito de pêndulo, atingindo níveis sem precedentes”.

Publituris

Após um período sem precedentes marcado pela pandemia, em que a hotelaria assistiu a descidas dramáticas, os preços dos hotéis estão a subir, graças a um “efeito pêndulo” que, neste período pós-pandemia, tem levado o ADR dos hotéis nacionais para níveis sem precedentes, apurou um estudo da BEONx, fornecedor de sistemas de gestão de receitas hoteleiras.

De acordo com a mais recente análise das tendências de preços dos hotéis em Portugal da BEONx, depois de um descida de 17,8% no ADR em 2020, o setor “não só recuperou, como experimentou um efeito de pêndulo, atingindo níveis sem precedentes”.

O estudo da BEONx mostra que o ADR registou um crescimento notável de 42% de 2021 a 2023, com variações regionais distintas, sendo que o Norte, a zona de Lisboa e o Algarve registaram os maiores aumentos neste indicador.

“Os valores da ADR ultrapassaram os níveis pré-pandémicos em 2022, alinhando-se com o pico do Índice de Preços no Consumidor (IPC) em Portugal. Como a economia de Portugal depende fortemente do turismo, o aumento da procura levou à inflação, com impacto nos custos do setor hoteleiro”, lê-se num comunicado enviado à imprensa pelo fornecedor de sistemas de gestão de receitas hoteleiras.

A BEONx considera que o ressurgimento do turismo após a pandemia pode ser atribuído à procura reprimida, o que se deve também aos esforços dos hotéis para recuperar das perdas de receitas.

“Na BEONx, estamos empenhados numa análise profunda e na compreensão da dinâmica do mercado hoteleiro. O ‘Efeito Pêndulo’ a que temos assistido nos preços dos hotéis em Portugal, que apresentamos na BTL, tem sido um fenómeno único e desafiante. Como líder em soluções tecnológicas, reconhecemos a importância de nos adaptarmos a estas mudanças para fornecer ferramentas eficientes ao setor”, refere Álvaro Ponte, VP de Dados da BEONx.

Recorde-se que, em 2022, Portugal recebeu 1,27 milhões de hóspedes, aproximando-se dos níveis pré-pandémicos de 1,37 milhões de hóspedes contabilizados em 2019.

 

 

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Distribuição

Solférias já vendeu mais 59% face ao mesmo período de 2023 e procura reforçar capacidade para alguns destinos em charter

“Em período homólogo de 2023, estamos 59% acima do que diz respeito às vendas”, revelou Sónia Regateiro, diretora de Operações da Solférias, no encerramento, em Lisboa, do roadshow de apresentação da sua programação aos agentes de viagens, que percorreu também as cidades do Porto e Coimbra. Assim, o operador turístico está a tentar reforçar a capacidade para alguns destinos em charter, mas o problema são os limitações do aeroporto de Lisboa.

Sem contar com o “boom” de vendas que nos últimos anos se tem verificado na BTL, Sónia Regateiro, diretora de Operações da Solférias, disse aos jornalistas, no encerramento, esta segunda-feira, em Lisboa, do roadshow de apresentação da sua programação 2024 aos agentes de viagens, que até este momento, as vendas estão 59% acima do período homólogo de 2023.

Esclareceu que a operação de Djerba, à saída de Lisboa está praticamente esgotada, e já há também partidas do Porto para o Senegal esgotadas em agosto, ou seja, “já existem muitos voos sem disponibilidade para as vendas na BTL”, apontou a responsável do operador turístico.

No entanto, Sónia Regateiro assegurou que “estamos a fazer todos os esforços para conseguir lançar mais novidades ao nível do aumento de capacidade dos nossos destinos charter, porque tudo o que foi a campanha antecipadas correu bem”, acrescentando que “os portugueses têm cada vez mais antecipado as suas compras, e mesmo no ‘Black Friday’, que aconteceu em novembro, nunca houve tanta procura de verão como aconteceu o ano passado”, para ainda acentuar que “tem sido uma perfeita loucura a antecipação das vendas”. Este aumento de lugares será, predominantemente, nas partidas do Porto e possivelmente um de Lisboa, mas não avançou mais pormenores.

Os destinos mais vendidos, segundo a diretora de Operações da Solférias, não têm mudado muito. Já o ano estiveram no topo Cabo Verde, Disneyland Paris, Tunísia e o Senegal, o que tem acontecido nesta altura de 2024 em número de passageiros.

A respeito do roadshow, Sónia Regateiro indicou que “este formato lançado o ano passado, de salas decoradas, este conceito imersivo e agradável para os agentes de viagens que, depois de um dia de trabalho ainda se dispõem a vir ter conosco e com os nossos parceiros, foi um sucesso”. Assim, este ano “tentámos superar ao nível dos espaços e, com o patrocínio da Disneyland Paris à entrada dos eventos, conferiu alguma magia, e a adesão foi fantástica. É um conceito que queremos repetir e continuar porque achamos que são eventos que prestigiam o turismo em geral no nosso país, até porque há muito poucos desta grandiosidade e desta dimensão”, enalteceu.

No Porto compareceram 444 agentes de viagens, em Coimbra 200, e em Lisboa estiveram inscritos 468, que tiveram a oportunidade não só de tomar contacto com todos os destinos programados pela Solférias para 2024, sejam os charters como em voos regulares garantidos, como contactar com 78 parceiros do operador turístico, contra cerca de 42 presentes em 2023.

A oferta charter da Solférias em 2024 ultrapassa, de longe a existente no período pré-pandemia, destacou, tendo afirmado que “é a maior de sempre”. E disse que “se o aeroporto de Lisboa deixasse seria ainda muito mais”. A responsável realçou que por esta razão, “sentimos um estrangulamento gigante de crescimento”.

É também por esta razão que a Solférias não apresenta este ano ao mercado novos destinos em operações charter, tendo apostado em consolidar os repetentes e olhando sempre para os mais recentes como é Zanzibar lançado em 2023, e o Senegal, em 2022. “O aeroporto de Lisboa não nos permite grandes invenções nem apostar em grandes novidades. Estamos sempre limitados até em relação aos destinos que habitualmente fazemos e com dificuldades de aprovação de slots”, explicou.

Assim, as novidades do operador turístico assentam em programação em voos regulares, tendo inclusivamente relançado Moçambique, destino que deixou de ser operado antes da pandemia, “até pela retoma dos voos da LAM, além dos da TAP”, frisou, indicando que “tem despertado muito interesse”.

“Abrimos também mais destinos na Ásia como o Vietname, Camboja, Laos e Polinésia Francesa, e estamos a reabrir as vendas para os Estados Unidos”, contou-nos Sónia Regateiro, que concluiu que o preço dos pacotes turísticos, face a 2023, aumentaram este ano entre os 6% e os 10%.

 

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Carolina Morgado

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Destinos

Portugal entre os destinos com melhor performance em 2023, dizem dados da UN Tourism

O Barómetro Mundial do Turismo das Nações Unidas monitoriza regularmente as tendências do turismo a curto prazo para fornecer às partes interessadas do turismo mundial uma análise atualizada do turismo internacional. Neste barómetro que analisa as melhores performances dos destinos, Portugal aparece em destaque.

Victor Jorge

Publicado quatro vezes por ano, incluindo uma análise dos dados mais recentes sobre destinos turísticos (inbound) e mercados de origem (outbound), Barómetro Mundial do Turismo das Nações Unidas (UN Tourism) coloca as Ilhas Turcas e Caicos com a melhor performance no ano 2023 face a 2019, com um crescimento de 127%.

Neste barómetro, Portugal aparece destacado com um crescimento de 11%, sendo que na região da Europa, somente Albânia (+53%), Andorra (+31%), Lichtenstein (+16%) e Sérvia (+15%) aparecem à frente de Portugal.

O barómetro estima que 1286 milhões de turistas internacionais (dormidas) foram registados em todo o mundo em 2023, um aumento de 34% em relação a 2022, correspondendo a mais 325 milhões.

Segundo as contas, o turismo internacional recuperou 88% dos níveis pré-pandémicos em 2023, apoiado por uma forte procura reprimida.

O Médio Oriente liderou a recuperação por regiões em termos relativos, sendo a única região a superar os níveis pré-pandémicos com chegadas 22% acima de 2019.

A Europa atingiu 94% dos níveis pré-pandémicos em 2023, enquanto a África recuperou 96% e as Américas 90%.

A Ásia e o Pacífico atingiram 65% dos níveis pré-pandémicos, com uma recuperação gradual desde o início de 2023.

Quatro sub-regiões: Norte de África, América Central (ambas +5%), Europa do Sul Mediterrânica e Caraíbas (ambas +1%) excederam os níveis pré-pandémicos em 2023.

Já as receitas totais das exportações do turismo (incluindo o transporte de passageiros) estão estimadas em 1,6 biliões de dólares em 2023 (cerca de 1,48 biliões de euros), quase 95% dos 1,7 biliões de dólares (1,57 biliões de euros) registados em 2019.

As estimativas preliminares do Produto Interno Bruto Direto do Turismo (PIBDT) apontam para 3,3 biliões de USD em 2023 (pouco mais de 3 biliões de euros), ou seja, 3% do PIB mundial, o mesmo nível de 2019, impulsionado pelas viagens nacionais e internacionais.

“Após uma forte recuperação em 2023, espera-se que o turismo internacional recupere totalmente os níveis pré-pandémicos em 2024, com estimativas iniciais que apontam para um crescimento de 2 % acima dos níveis de 2019 nas chegadas de turistas internacionais”, refere a UN Tourism.

As perspetivas positivas para o setor estão refletidas no último inquérito do Índice de Confiança do Turismo da ONU, com 67 % dos profissionais do turismo a indicarem perspetivas melhores ou muito melhores para 2024 em comparação com 2023.

“Espera-se que o desencadeamento da restante procura reprimida, o aumento da conectividade aérea e uma recuperação mais forte dos mercados e destinos asiáticos sustentem uma recuperação total até ao final de 2024”, admite o relatório da UN Tourism.

Os desafios económicos e geopolíticos continuam a representar desafios significativos para a recuperação sustentada do turismo internacional e dos níveis de confiança.

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ANA tem 30 dias para começar a negociar qualidade do serviço nos aeroportos

A Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) determinou à ANA – Aeroportos de Portugal que inicie, no prazo de 30 dias, um processo negocial de modo a ajustar os níveis de qualidade de serviço nos aeroportos.

Victor Jorge

Depois de uma consulta anual por parte da ANA e, tendo em conta “o teor dos comentários produzidos pelos utilizadores [transportadoras aéreas e empresas de ‘handling’]”, e as respostas ou posição da concessionária, a ANAC concluiu que é necessário rever “o acordo assinado em 2014/2015 entre a ANA e os utilizadores”.

Segundo a entidade reguladora, “a ANA tem apresentado situações de incumprimento sistemático, em alguns dos indicadores sujeitos a RQSA [Regime de Qualidade de Serviço Aeroportuário], em particular no que diz respeito aos indicadores de entrega da primeira bagagem, à chegada nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, e na entrega da última bagagem no aeroporto de Lisboa”, lê-se no comunicado da ANAC.

Além disso, “no âmbito das auditorias realizadas ao sistema de gestão de bagagem nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, a ANAC tem vindo a identificar oportunidades de melhoria nas infraestruturas”.

Segundo a ANAC, “a avaliação da qualidade do serviço por parte dos passageiros, tem-se vindo consecutivamente a deteriorar (numa base homóloga)” e os “números de reclamações de passageiros têm vindo a ser mais expressivos”.

O regulador disse ainda que “os aumentos de taxas verificados não têm sido acompanhados de revisões em alta dos níveis de qualidade de serviço, demonstrando um desajuste entre os níveis das taxas aplicadas e a qualidade do serviço prestado”.

Por tudo isto, a “ANAC determinou à ANA que, no prazo de 30 dias, inicie um processo negocial com os utilizadores dos aeroportos nacionais de modo a ajustar os níveis de qualidade de serviço nos mesmos, à atual realidade”.

A ANA “remeteu à ANAC, em 27 de dezembro de 2023, a decisão final do processo de consulta sobre os níveis mínimos de serviço associados aos indicadores do Regime de Qualidade de Serviço Aeroportuário (RQSA), para vigorar a partir de 1 de abril de 2024”, explicou o regulador.

Este processo, anual, passa por uma consulta por parte da concessionária “aos utilizadores dos aeroportos abrangidos pelo RQSA no sentido de acordarem os níveis mínimos de serviço para cada um dos indicadores definidos” no contrato de concessão.

“A métrica final do RQSA foi aprovada pelas transportadoras aéreas representativas de 65% do tráfego de passageiros servidos nos aeroportos abrangidos pelo RQSA, em 2015, na sequência de negociações com a ANA”, lembrou.

De acordo com o regulador, a decisão da concessionária “respeitante ao RQSA, a vigorar a partir de 01 de abril de 2024, preconiza a manutenção da métrica, bem como dos níveis mínimos de serviço de 2023”, sendo que a ANA fundamenta a sua decisão final referindo que os atuais níveis de serviço e respetiva métrica “são adequados para assegurar uma correta representatividade e monitorização dos processos e garantem um bom nível de serviço às companhias aéreas e passageiros”, referiu a ANAC.

“O Decreto-Lei n.º 254/2012 estabelece claramente que os níveis de serviço aeroportuários devem estar relacionados com o nível das taxas praticado”, garantiu a ANAC, indicando que o “acordo alcançado entre a ANA e os utilizadores em 2014 e 2015 não tem caráter vitalício, devendo o mesmo ser alterado, de modo a refletir as alterações ocorridas, ao longo do tempo, nos aeroportos explorados pela ANA, especialmente no que tange às alterações inerentes à estrutura tarifária aplicável e vigente, e aos aumentos de tráfego e de passageiros”.

Por fim, o “regime legal vigente prevê que a ANA deve promover negociações com os utilizadores, devendo atender ao sistema e à estrutura tarifária aplicável, bem como ao nível de serviço a que os utilizadores têm direito como contrapartida das taxas”, disse o regulador, fundamentando a sua decisão.

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Fátima reafirma-se como “coração” do turismo religioso mundial

A presidente da ACISO, Purificação Reis, e todos os oradores da sessão de abertura dos XI Workshops Internacionais de Turismo Religioso (IWRT), esta quarta-feira, em Fátima, evento que, este ano coincidiu com a realização da 20 edição do Congresso Internacional de Turismo Religioso e Sustentável (CITRyS), realçaram que Fátima reafirma-se como “coração” do Turismo Religioso Mundial.

“Assumimos que o Workshop do Turismo Religioso é uma referência mundial para o trade deste segmento de turismo, e temos trabalhado para que este evento se assuma como um acelerador da operação turística para Portugal no âmbito do turismo religioso”, afirmou a presidente da ACISO, Purificação Reis.

A presidente da ACISO recordou que Portugal registou, em 2023, um ano excecional para o Turismo Religioso, tendo tido o privilégio de receber o Papa Francisco e a Jornada Mundial da Juventude, “evento único que inundou o país de juventude, cor e alegria e que nos deixou esperançados com o potencial futuro do turismo religioso”. Contudo realçou que “vivemos tempos verdadeiramente desafiantes tanto no âmbito internacional como nacional” e que “o turismo está a enfrentar novos paradigmas e exigências”.

Purificação Reis avançou, na sua intervenção que, em 2023, Fátima teve 6,8 milhões de peregrinos registados no Santuário, contando com uma oferta hoteleira que disponibiliza mais de 80 estabelecimentos de alojamento turístico, dos quais 50 são hotéis. Referiu ainda que, neste pequeno território contabilizam-se mais de um milhão de dormidas anuais, 70% das quais são internacionais e com grande expressão em mercados de longa distância.

Por sua vez, na sessão de abertura dos XI Workshops Internacionais de Turismo Religioso (IWRT), o padre Carlos Cabecinhas, reitor do Santuário de Fátima pediu, que o turismo religioso “continue a receber do poder político a merecida atenção”. Na sua intervenção, referiu que “o atual momento político, em Portugal, com a proximidade de eleições legislativas, com as inevitáveis mudanças que trará, provoca sempre alguma incerteza. Resta-me desejar que o turismo religioso, independentemente da solução governativa, continue a receber do poder político a merecida atenção”, disse.

O católico disse que o ano de 2023 ficou marcado pela recuperação do número de peregrinos e visitantes a Fátima. Considerou que “as nossas expectativas apontavam para uma recuperação mais lenta, depois da quebra brutal provocada pela pandemia de Covid 19, mas não foi isso que se verificou”. No entanto, alertou, “precisamos de verificar até que ponto se trata de um crescimento sustentado, excluído o efeito da Jornada Mundial da Juventude e do seu impacto ao nível do turismo religioso, nomeadamente aqui, em Fátima”. Porém, “as expectativas para o presente ano, relativamente ao afluxo de visitantes, são moderadamente otimistas”, sublinhou.

O padre Carlos Cabecinhas lembrou que não podemos igualmente ignorar o contexto internacional e as ameaças à paz, que condicionam necessariamente o turismo. “A paz é desígnio maior que não podemos ignorar e o sofrimento das vítimas não nos deixa indiferentes”, disse, para avançar que, praticamente dois anos do início da guerra na Ucrânia e com quase cinco meses de guerra em Israel e Palestina, “é fundamental afirmarmos o turismo como instrumento de paz e de concórdia entre povos e nações”.

O presidente do Turismo de Portugal, Carlos Abade, sublinhou que, face aos números da atividade turística em 2023, já conhecidos, “o nosso objetivo é muito claro, é continuarmos a crescer, mas de uma forma responsável, sustentável e de uma forma cada vez mais inteligente”, que passa pela valorização das pessoas porque “só pessoas qualificadas e com talento podem acrescentar valor àquilo que é o crescimento do setor, mas também crescimento assente em propostas que valor, que sejam cada vez mais diferenciadoras e inovadoras”.

Assim, Carlos Abade reconheceu que “não há maior diferenciação do que aquela que é possível acrescentar quando utilizamos aquilo que são os nossos recursos, da nossa história e da nossa cultura, e aí dimensão do turismo religioso ganha uma expressão extraordinária”, reforçando que este segmento tem sio uma fonte de captação de turismo para Portugal”.

Os XI Workshops Internacionais de Turismo Religioso (IWRT) decorrem em Fátima, até sexta-feira e seguem para a cidade da Guarda, no sábado.

Os IWRT contam com 131 buyers e 131 suppliers de 40 nacionalidades e cerca de cinco mil contactos de negócios, só em Fátima, os quais acrescem os números do Workshop de Turismo de Herança Judaica, este sábado, na Guarda.

A edição deste ano tem o Paraguai como destino convidado. Para tal, o país da América Latina fez-se representar pela ministra do Turismo, Angie Duarte de Melillo, Javier Ramirez, diretor geral da Secretaria Nacional de Turismo, Esterfania Aderete, representante da DTP Tour Operador, e Olga Fisher, representante da Câmara de Turismo das Missões Jesuítas, que tiveram a oportunidade de apresentar as potencialidades do país como destino de turismo religioso, ainda pouco conhecido em Portugal.

Em defesa do novo aeroporto no Centro e em nome da coesão 

Praticamente todas as intervenções na sessão de abertura destes workshops sobre turismo religioso saíram em defesa do novo aeroporto de Lisboa, no Centro de Portugal, apoiando, de forma inequívoca o projeto de Santarém. “O futuro aeroporto em Santarém seria uma verdadeira solução para a coesão do país e contribuiria em muito para afirmar Fátima no mundo”, destacou a presidente da ACISO.

Purificação Reis observou que “rezam as crónicas que já nos anos 30 o bispo de Leiria fundador do Santuário, D. José Alves Correia da Silva, antevendo a dimensão e alcance da devoção de Fátima, sonhou com a construção dum aeroporto que a pudesse servir”.

Por sua vez, Anabela Freitas, vice-presidente da Turismo Centro de Portugal, apontou que um aeroporto na região Centro é o que melhor defende os interesses do país, sendo a única hipótese que reforça a coesão social.

“O turismo é uma alavanca importante para a coesão territorial, para a fixação de pessoas no território. A decisão do novo aeroporto é fundamental para o desenvolvimento deste setor. Defendemos que essa estrutura aeroportuária deveria ser construída na região Centro, em Santarém, não só para alavancar aquilo que é a economia, e em particular o turismo, mas sobretudo para promover a coesão territorial”, considerou Anabela Freitas.

Também Pedro Machado, presidente da Agência Regional de Promoção Turística do Centro de Portugal, focou o tema do novo aeroporto. “Fátima integra uma rede de Cidades Santuário, quase todas elas servidas por aeroportos de proximidade, à exceção desta. Não se deve construir uma nova estrutura aeroportuária onde já existe uma carga elevada de pessoas e de infraestruturas, como acontece em Lisboa, mas sim num local que contribua para o reforço da coesão territorial, como é o caso de Santarém”, afirmou.

Para além da questão do aeroporto, Pedro Machado acentuou que turismo religioso “é um elemento-chave que, em particular nesta região do Médio Tejo, complementa e dá visibilidade a outros produtos turísticos e aproxima os territórios”.

O presidente da Câmara Municipal de Ourém, Luís Albuquerque, que também interveio na sessão de abertura, deixou votos de que os decisores políticos governativos “olhem para o país como um todo, complementar”, capaz de gerar novas centralidades, criação de emprego e valorização dos ativos estratégicos, afirmando que “importa valorizar o muito que Fátima tem para oferecer”, enquanto plataforma turística de eleição para milhões de visitantes anuais, mas, simultaneamente, “preservar a autenticidade espiritual e cultural, qualificando a oferta, reforçando a criação de infraestruturas que respondam aos fluxos de visitantes, avaliando e respeitando a capacidade de carga a cada momento”, indicou.

Sobre o autorCarolina Morgado

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