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“Manifesto” do turismo pede aos governos europeus plano para o verão

Mais de 60 organizações de viagens e turismo apresentaram hoje (quinta-feira) recomendações concretas para a reabertura das viagens e do setor do turismo na Europa, incluindo a criação de uma “task force”, liderada pela Comissão Europeia, para restaurar a liberdade de movimentos. A aliança European Tourism Manifesto, um grupo de mais de 60 organizações públicas… Continue reading “Manifesto” do turismo pede aos governos europeus plano para o verão

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“Manifesto” do turismo pede aos governos europeus plano para o verão

Mais de 60 organizações de viagens e turismo apresentaram hoje (quinta-feira) recomendações concretas para a reabertura das viagens e do setor do turismo na Europa, incluindo a criação de uma “task force”, liderada pela Comissão Europeia, para restaurar a liberdade de movimentos. A aliança European Tourism Manifesto, um grupo de mais de 60 organizações públicas… Continue reading “Manifesto” do turismo pede aos governos europeus plano para o verão

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Mais de 60 organizações de viagens e turismo apresentaram hoje (quinta-feira) recomendações concretas para a reabertura das viagens e do setor do turismo na Europa, incluindo a criação de uma “task force”, liderada pela Comissão Europeia, para restaurar a liberdade de movimentos.

A aliança European Tourism Manifesto, um grupo de mais de 60 organizações públicas e privadas de viagens e turismo, entre as quais a ECTAA na qual a APAVT está representada, e voz do setor na Europa, expuseram uma série de recomendações conjuntas aos Estados-Membros da UE sobre como relançar as viagens e o turismo na Europa a tempo para o verão de 2021. No centro das recomendações está o desenvolvimento de um roteiro da UE para restaurar com segurança as viagens, assim que os países saírem de bloqueios nacionais, a ser desenvolvido e implementado em estreita cooperação com a indústria e os parceiros sociais.

Um “Grupo de Trabalho da Comissão” dedicado ao restabelecimento da livre circulação de pessoas lideraria o desenvolvimento e implementação do roteiro, fornecendo avaliações contínuas com base no risco e nos dados científicos mais recentes. O objetivo seria “identificar as condições e cenários sob os quais as atuais restrições às viagens internacionais poderiam ser reduzidas e, em última instância, levantadas em toda a Europa e no resto do mundo”, referem os responsáveis por esta proposta. Como resultado, o roteiro “precisará de ser ágil e atualizado regularmente”, admitem.

As recomendações conjuntas estabelecidas pela aliança European Tourism Manifesto foram compartilhadas com os governos da UE antes de duas discussões cruciais – uma videoconferência dos líderes europeus a 25 e 26 de fevereiro e uma reunião extraordinária dos Ministros do Turismo a 1 de março. As recomendações exortam a “task force”, liderada pela Comissão, “a acompanhar o progresso e o impacto das campanhas de vacinação em curso, bem como as medidas de mitigação, como testes e quarentena, com base nos níveis de risco na UE e a nível internacional”.

“O nosso objetivo é que a Europa volte ao seu lugar de principal destino turístico do mundo – e um destino seguro. À medida que os programas de vacinação da UE progridem e protegem os cidadãos mais vulneráveis, temos de nos preparar conjuntamente para o reinício das viagens. Simplesmente não há tempo a perder – os preparativos para uma abordagem comum devem começar agora, a fim de restaurar a confiança do público até o verão”, salientam os autores do documento.

As recomendações do European Tourism Manifesto detalham um caminho conjunto para restaurar as viagens e turismo e a liberdade de movimentos em nome dos cidadãos europeus. “Esperamos trabalhar com os líderes da UE para colocar este plano em ação o mais rápido possível”, conclui o documento.

 

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Congresso APAVT: “O turismo só cresceu nestes anos, porque o Estado não se meteu”

O cenário da não aprovação do Orçamento de Estado esteve em debate no 46.º Congresso da APAVT, no qual as as palavras mais ouvidas foram “despesa”, “receita” (ou falta dela) e “dívida”.

Victor Jorge

No painel que debateu as consequências de Portugal estar sem Orçamento de Estado [aprovado], o painel liderado pelo jornalista Camilo Lourenço, com a participação de João Duque, professor do ISEG, e Sandra Maximiano, professora associada também do ISEG, durante o 46.º Congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), as palavras mais ouvidas foram “despesa”, receita” e “dívida”.

Na opinião de João Duque, “prefiro que venha um bom Orçamento de Estado (OE) mais tarde do que ter um rápido e mau”, reconhecendo que “OE não tem uma estratégia para o país, tem uma estratégia para manter o poder”.

O professor catedrático do ISEG afirmou ainda que “o turismo só cresceu nestes anos, porque o Estado não se meteu”, criticando ainda o “desaparecimento” de dados para análise do setor, nomeadamente, da ANAC e da TAP e que, por isso, é impossível te ruma previsão sobre o que está e pode vir a acontecer, de modo a conseguir-se tomar decisões, e tudo para “não haver possibilidade de existirem desmentidos”.

Uma das decisões que João Duque, porém, tomaria, já que “o OE deve ser orientado para a produtividade e eficiência”, era a de “cortar metade do número de ministros”.

Ainda quanto ao tema principal do painel – Orçamento de Estado (ou a falta dele) – João Duque afirmou que “aumentamos a despesa mais do que a receita e isso é um problema grande e grave a longo prazo”, sugerindo a existência de um acompanhamento permanente por parte de uma agência internacional independente que acompanhasse o desenvolvimento das políticas económicas do país indicadas no documento.

Devia de existir uma agência internacional independente a estudar e analisar os gastos/receitas

Chamou ainda à atenção para o facto do “crescimento de população não ativa e idosa que não corresponde ao crescimento da população ativa”, população não ativa e idosa essa que “custa mais do que a população nos primeiros cinco anos”.

Mostrando-se “preocupada” com o OE, Sandra Maximiano, destacou, por sua vez, o “tempo para se decidir e executar que é longo em Portugal”, admitindo “não acreditar em algo melhor” no que concerne o OE, “mas há que ter esperança”, reconhecendo, contudo, que o futuro quadro político será “diferente, não sei se melhor”.

Certo é que para esta economista, existe um “desincentivo ao mérito e à produtividade” e que “em vez de se estar a discutir a alocação de dinheiro, devia estar a discutir-se estratégia”, uma vez que “a despesa que temos será para gerações futuras pagarem”.

Quanto uma possível baixa de impostos, a resposta dos três participantes do painel foi unanime – “não” -, reconhecendo todos que “o impacto de qualquer medida não pode ser feito apenas em função do ano seguinte, mas sim a cinco ou dez anos”, com Camilo Lourenço a dar o exemplo da Irlanda que traçou uma estratégia económica e fiscal, precisamente a uma década. E vejam onde está a Irlanda agora”, terminou.

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Receitas do turismo internacional devem ficar a menos de metade de 2019

Embora o terceiro trimestre indique uma subida nas receitas do turismo internacional, as mais recentes notícias sobre novas variantes de Coronavírus voltam a trazer incertezas para o setor. Garantida está uma quebra significativa nas receitas.

Victor Jorge

De acordo com a mais recente edição do Barómetro Mundial do Turismo da Organização mundial do Turismo (OMT), as receitas do turismo internacional podem chegar a 800 mil milhões de dólares (ligeiramente acima dos 700 mil milhões de euros), em 2021, uma pequena melhoria em relação a 2020, mas menos de metade dos 1,7 biliões de dólares (cerca de 1,5 biliões de euros) registados em 2019.

A OMT adianta ainda que a contribuição económica do turismo é estimada em 1,9 biliões de dólares em 2021 (cerca de 1,7 biliões de euros) – medido produto interno bruto direto -, bem abaixo do valor pré-pandémico de 3,5 biliões de dólares (acima dos três biliões de euros).

Embora a OMT refira que as chegadas de turistas internacionais aumentaram 58% no período entre julho e setembro deste ano, em comparação com o mesmo período de 2020, estes números ficam ainda 64% abaixo dos níveis de 2019.

A Europa registou o melhor desempenho relativo no terceiro trimestre, com chegadas internacionais 53% abaixo do mesmo período de três meses de 2019, sendo que, em agosto e setembro, as chegadas foram menos 63% em relação a 2019, os melhores resultados mensais desde o início da pandemia.

Entre janeiro e setembro de 2021, ou seja, no acumulado do ano 2021, as chegadas de turistas internacionais em todo o mundo ficaram 20% abaixo do mesmo período de 2020, uma melhoria clara em relação aos primeiros seis meses do ano (-54%).

Em algumas sub-regiões – Europa do Sul e Mediterrâneo, Caribe, América do Norte e Central – os dados da OMT mostram que houve um aumento nos primeiros nove meses de 2021 face ao mesmo período de 2020, indicando, ainda que algumas ilhas do Caribe e do Sul da Ásia, bem como alguns destinos no Sul e Europa Mediterrânica registam os melhores desempenhos no terceiro trimestre de 2021, com as chegadas a ficarem perto ou, às vezes, excedendo os níveis pré-pandémicos.

Embora estes dados não contemplem qualquer indicação ou previsão relativamente à nova variante do Coronavírus – Omicron – o secretário-geral da OMT, Zurab Pololikashvili, admite que, à luz do aumento de casos e do surgimento de novas variantes, “não podemos baixar a guarda e precisamos continuar os esforços para garantir a igualdade de acesso às vacinas, coordenar os procedimentos de viagem, fazer uso de certificados de vacinação digital para facilitar a mobilidade e continuar a apoiar o setor.”

O aumento na procura por viagens foi impulsionado pelo aumento da confiança dos viajantes devido ao rápido progresso nas vacinações e na flexibilização das restrições de entrada em muitos destinos. Na Europa, o Certificado Digital Covid da UE ajudou a facilitar a livre movimentação dentro da União Europeia, libertando uma procura reprimida significativa após muitos meses de restrições. As chegadas em janeiro-setembro de 2021 ficaram apenas 8% abaixo do mesmo período de 2020, mas ainda 69% abaixo de 2019. As Américas, por sua vez, registaram os resultados mais fortes em janeiro-setembro, com chegadas a aumentarem 1% em comparação a 2020, mas ainda 65% abaixo dos níveis de 2019.

Ritmo de recuperação lento e desigual
“Apesar da melhora observada no terceiro trimestre do ano, o ritmo de recuperação permanece lento e desigual nas regiões do mundo”, admite a OMT. Enquanto a Europa (-53%) e as Américas (-60%) tiveram uma melhora relativa durante o terceiro trimestre de 2021, as chegadas na Ásia e no Pacífico caíram 95% em comparação com 2019, pois muitos destinos permaneceram fechados para viagens não essenciais.

Já África e o Oriente Médio registaram quedas de 74% e 81%, respetivamente, no terceiro trimestre em relação a 2019. Destinos como Croácia (-19%), México (-20%) e Turquia (-35%) apresentaram os melhores resultados em julho-setembro de 2021, conforme informações disponíveis atualmente.

Os dados sobre as receitas do turismo internacional mostram uma melhoria semelhante no terceiro trimestre de 2021. O México registou os mesmos ganhos de 2019, enquanto a Turquia (-20%), a França (-27%) e a Alemanha (-37%) registaram quedas comparativamente menores em relação ao anterior no ano. Nas viagens internacionais, os resultados também foram moderadamente melhores, com a França e a Alemanha a registar quebras de 28% e 33%, respetivamente, nas despesas de turismo internacional durante o terceiro trimestre.

Do lado positivo, os gastos com turismo por viagem aumentaram significativamente devido à grande poupança e procura reprimida, amenizando os impactos nas economias. A receita internacional passou de uma média de 1.000 dólares, em 201,9 para 1.300 dólares, em 2020, estimando a OMT que possa ultrapassar os 1.500 dólares, em 2021. No entanto, o aumento dos gastos também é resultado de estadias mais longas, aumento dos preços dos transporte e hospedagem.

Apesar das melhorias recentes, as taxas de vacinação desiguais em todo o mundo e as novas variantes da COVID-19 podem afetar a recuperação “já lenta e frágil”, admite a OMT. “A pressão económica causada pela pandemia também pode pesar sobre a procura por viagens, agravada pela recente alta nos preços do petróleo e interrupções nas cadeias de abastecimento”, afirma ainda a OMT na nota que divulgou.

Assim, de acordo com os dados mais recentes da OMT, espera-se que as chegadas de turistas internacionais permaneçam 70% a 75% abaixo dos níveis de 2019 em 2021, um declínio semelhante ao de 2020.

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Portugal em situação de calamidade a partir de 1 de dezembro

Portugal volta a fechar. Não totalmente, mas parcialmente. O país entra em estado de calamidade a 1 de dezembro e terá uma semana de “contenção de contactos” de 2 a 9 de janeiro.

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Portugal continental vai entrar em situação de calamidade devido à pandemia de covid-19, a partir de a 01 de dezembro, anunciou o primeiro-ministro, António Costa, no final do Conselho de Ministros desta quinta-feira, 25 de novembro, no qual foram decididas novas medidas para conter a pandemia..

“O Conselho de Ministros aprovou elevar o nível de alerta para o nível de calamidade a partir do próximo dia 01 de dezembro de forma a que estejamos habilitados com o quadro legal necessário para podermos adotar as medidas adequadas e proporcionais ao risco”, disse António Costa.

Portugal Continental regressa, assim, à situação de calamidade pela segunda vez este ano, depois de ter estado neste nível entre 01 de maio e 30 de setembro.

A situação de calamidade é o nível de resposta a situações de catástrofe mais alto previsto na Lei de Base da Proteção Civil, depois da situação de alerta e de contingência.

Outra das medidas é o uso de máscara obrigatório em todos os espaços fechados que não sejam em excecionados pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo o primeiro-ministro, a medida é um dos três principais instrumentos para conter a pandemia da COVID-19, juntamente com o reforço da testagem e da utilização do certificado digital.

Finalmente, a semana de 2 a 9 de janeiro será de “contenção de contactos”, com o teletrabalho a ser obrigatório, recomeço das aulas adiado para 10 de janeiro, e encerramento das discotecas.

O Presidente da República já se pronunciou, considerando as medidas decretadas pelo Governo para mitigar a propagação da pandemia “muito equilibradas” , possibilitando a existência de restrições adicionais em janeiro, se necessário, apesar de serem “indesejáveis”.

“Pareceram-me muito equilibradas as medidas. Muito equilibradas naquela via que tinha apontado, que era equilíbrio entre, de um lado a precaução, e do outro não fechar a sociedade, nem fechar a economia”, sustentou Marcelo Rebelo de Sousa.

Exemplos do equilíbrio descrito pelo Presidente da República são “o teletrabalho” e “aquela ‘semana de nojo’ entre o fim do ano e o recomeço da atividade, quer escolar, quer lúdica, quer de trabalho presencial”.

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Viagens entre as prendas mais pedidas pelos portugueses

Mais de 38% dos portugueses afirma que gostaria de receber uma viagem como prenda de Natal.

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Para o Natal de 2021, os desejos dos portugueses incluem as viagens, revela o estudo “Hábitos e Tendências Natal 2021”, efetuado online numa base de dados de utilizadores registados na plataforma da multidados.com.

Na realidade, as viagens (38,4%) aparecem entre os presentes mais desejados pelos portugueses, depois da roupa e calçado (52,8%), dinheiro (51,7%) e livros (43,8%).

Em termos de orçamento, os portugueses (71,1%) vão gastar entre 51 e 300 euros em presentes, o que corresponde a quase metade do orçamento total para o Natal.

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Fusões, aquisições e outros negócios crescem 22% nas viagens e turismo em outubro, diz GlobalData

Segundo a GlobalData, em outubro, registaram-se 72 negócios no setor das viagens e turismo, incluindo fusões aquisições, negócios de private equity e financiamento de risco.

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Em outubro, registaram-se 72 negócios no setor das viagens e turismo, incluindo fusões aquisições, negócios de private equity e financiamento de risco, o que representa um aumento de 22% face às 59 transações anunciadas em setembro, avança a GlobalData, destacando que outubro foi o segundo mês do ano com subida neste indicador.

“Este é o segundo mês consecutivo de crescimento nos negócios no setor. Como vários países abrandaram as restrições às viagens e estão a promover a vacinação de reforço, o clima negocial parece estar a melhorar”, refere Aurojyoti Bose, analista líder da GlobalData, realçando, no entanto, que “um aumento dos casos de COVID-19 em alguns dos principais mercados pode trazer mais desafios e alterar o sentimento dos investidores nos próximos meses”.

De acordo com a GlobalData, em outubro, a operações de financiamento de risco aumentaram 61,5%, enquanto as fusões e aquisições tiveram um crescimento de 33,3% face ao mês anterior. Ainda assim, as operações de private equity diminuíram, tendo descido 31,3%.

“A atividade de negócios melhorou em mercados importantes como os EUA, Austrália, Japão, França e Coreia do Sul em outubro em comparação com o mês anterior, enquanto mercados como China e Índia testemunharam declínio na atividade de negócios”, acrescenta Aurojyoti Bose.

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Comissão Europeia prolonga auxílios estatais de apoio à recuperação económica até junho de 2022

Com as incertezas provocadas pelo agravamento de casos na Europa, a Comissão Europeia decidiu prorrogar até 30 de junho de 2022 o Quadro Temporário relativo aos auxílios estatais e, assim, dar maior impulso à recuperação com a introdução de duas novas medidas de apoio.

Victor Jorge

A Comissão Europeia (CE) decidiu prorrogar até 30 de junho de 2022 o Quadro Temporário relativo aos auxílios estatais (cujo termo está atualmente previsto para 31 de dezembro de 2021). A fim de dar maior impulso à recuperação, a Comissão decidiu igualmente introduzir duas novas medidas para criar incentivos diretos ao investimento privado orientado para o futuro e apoiar a solvabilidade, que vigorarão durante um período limitado adicional.

A vice-presidente executiva Margrethe Vestager, responsável pela política de concorrência, afirma, em nota oficial que, “desde o início da pandemia, o Quadro Temporário relativo aos auxílios estatais permitiu que os Estados-Membros prestassem um apoio específico e proporcionado às empresas necessitadas, criando simultaneamente salvaguardas para preservar condições de concorrência equitativas no mercado único”.

Este prolongamento por mais seis meses, até ao final de junho do próximo ano, “torna possível uma eliminação progressiva e coordenada das medidas de crise, evitando um fim abrupto dos apoios, e reflete a forte recuperação prevista da economia europeia”, salienta Vestager.

Por outro lado, a responsável pela política de concorrência admite “continuar a acompanhar de perto o aumento das infeções por COVID-19 e outros riscos para a recuperação económica”, destacando a introdução de dois novos instrumentos “a fim de relançar a economia e atrair investimento privado tendo em vista uma recuperação mais rápida, mais ecológica e mais digital”.

Apoio ao investimento e solvabilidade
Entre os dois novos instrumentos agora introduzidos estão “medidas de apoio ao investimento”, a fim de ajudar os Estados-Membros “a colmatar o défice de investimento causado pela crise”. Desta forma, os Estados-Membros podem “criar incentivos para os investimentos realizados pelas empresas e utilizar este instrumento para acelerar as transições ecológica e digital”, lê-se no documento da Comissão Europeia. Para evitar “distorções indevidas da concorrência”, este instrumento inclui “salvaguardas” tais como a “obrigação de as medidas se dirigirem a um vasto grupo de beneficiários e de os montantes do auxílio terem uma dimensão limitada”. O instrumento está à disposição dos Estados-Membros até 31 de dezembro de 2022; e

Outro dos instrumentos introduzidos são “medidas de apoio à solvabilidade”, a fim de “mobilizar fundos privados e disponibilizá-los para investimentos em pequenas e médias empresas (PME)”, incluindo empresas em fase de arranque e pequenas empresas de média capitalização. Os Estados-Membros podem conceder garantias a intermediários privados, criando “incentivos ao investimento nestes tipos de empresas e proporcionando-lhes um acesso mais fácil a esse financiamento por capitais próprios”, diz a CE, reconhecendo que este é “muitas vezes difícil de atrair individualmente”. Isto é particularmente relevante à luz do aumento do endividamento das empresas durante a crise, encontrando-se este instrumento à disposição dos Estados-Membros até 31 de dezembro de 2023.

Além disso, entre outras alterações, a Comissão: i) prolongou, de 30 de junho de 2022 até 30 de junho de 2023, a possibilidade de os Estados-Membros converterem instrumentos reembolsáveis (por exemplo, garantias, empréstimos, adiantamentos reembolsáveis) concedidos ao abrigo do Quadro Temporário noutras formas de auxílio, tais como subvenções diretas, ii) adaptou proporcionalmente à duração prolongada os montantes máximos de certos tipos de auxílios, iii) clarificou a utilização das disposições excecionais de flexibilidade das orientações da Comissão relativas aos auxílios de emergência e à reestruturação e iv) prolongou a lista ajustada de países com riscos não negociáveis, no contexto do seguro de crédito à exportação em operações garantidas a curto prazo (STEC), por um período adicional de 3 meses (de 31 de dezembro de 2021 a 31 de março de 2022).

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Ministros do Turismo da UE definem caminho para uma transformação verde e digital do ecossistema do setor até 2030

A recuperação do ecossistema do turismo na União Europeia passa, segundo os ministros responsáveis, pela transição verde e digital, mas também educação e formação.

Victor Jorge

Os ministros do Turismo da União Europeia (UE) reuniram-se, soba a presidência atual da Eslovénia, para discutir as principais ações para preparar um conjunto concreto de medidas para a recuperação do ecossistema do turismo. Estas medidas irão, refere o comunicado final, facilitar o “caminho de transição para a recuperação”, com foco na promoção da transição verde e digital do ecossistema do turismo.

A reunião, presidida pelo ministro do Desenvolvimento Económico e Tecnologia, Zdravko Počivalšek, abriu com a afirmação de que a União Europeia conseguiu tomar as primeiras medidas de emergência em 2020 e 2021 para ajudar a indústria do turismo na sequência da pandemia da COVID- 19. “Isso ajudou o ecossistema do turismo a superar o primeiro choque. No entanto, é fundamental que essas medidas de curto prazo sejam seguidas por outras de longo prazo”, enfatizou Počivalšek.

“O ecossistema do turismo precisa ser transformado de uma forma que o torne mais resiliente, sustentável e pronto para os novos desafios do mercado e para a mudança dos padrões de comportamento dos consumidores do turismo”, salientou o ministro esloveno.

No encontro, no qual participou a secretária de Estado do Turismo de Portugal, Rita Marques, os ministros concordaram que a recuperação do turismo deve estar no centro da transição verde e digital e que “precisamos construir um ecossistema de turismo sustentável e resiliente”.

Neste contexto, sublinharam a necessidade de “reforçar a resiliência das empresas e da indústria europeias”, também à luz de futuras crises. Além disso, chamaram a atenção para a “necessidade de restaurar as viagens turísticas seguras” e de reconstruir a confiança do consumidor. Recordaram a importância de “um mercado único aberto e em bom funcionamento que garanta rotas de transporte abertas” e sublinharam a importância de “financiar a recuperação do setor do turismo”.

Além disso, os responsáveis pela pasta do turismo dos vários Estados-Membros destacaram ainda a importância da “educação e formação”, bem como a necessidade de re-skilling e up-skilling do ecossistema do turismo. Isto é importante para garantir que as pessoas tenham as habilitações certas para enfrentar os desafios da digitalização e da transição verde.

Uma parte importante da recuperação e da transição dupla é o fornecimento de dados comuns para partilha. “A inovação para o ecossistema do turismo precisa ser fortalecida e os processos de negócios precisam ser acelerados”, referiram os ministros, apelando, ainda, a que sejam tidas em consideração as “diferenças de desenvolvimento entre os Estados-Membros e as regiões da UE”, uma vez que as regiões remotas e insulares são um tipo específico de região que também requerem “soluções sustentáveis e digitais”. Os ministros também apelaram ao envolvimento de todas as partes interessadas no processo de recuperação a todos os níveis ao enfatizar a importância da “partilha das melhores práticas e a necessidade de garantir tempo suficiente para preparar as medidas de recuperação”.

Os ministros concordaram que o caminho de transição fornece uma boa base para a preparação da Agenda Europeia do Turismo 2030–2050. Em conclusão, o ministro presidente da reunião afirmou ser “essencial que a UE também embarque na dupla transição, se pretendemos manter a competitividade global da Europa e ser o destino turístico número um do mundo”.

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Turismo europeu mostra sinais de recuperação no verão 2021

Os sinais dados pelo turismo na União Europeia, no verão deste ano, parecem ser animadores. Falta saber se conseguem manter-se em crescendo com os últimos crescimentos de casos na Europa.

Victor Jorge

No verão de 2021, o turismo europeu mostrou sinais de recuperação após a atual pandemia da COVID-19, revela o Eurostat.

O mês de agosto de 2021 apresentou os sinais de recuperação mais promissores para os valores pré-COVID em termos do número dormidas em estabelecimentos de alojamento turístico na UE (hotéis, alojamentos de férias e outros alojamentos de curta duração e parques de campismo).

Portugal aparece, em agosto de 2020, como nono país com uma maior subida no número de dormidas em estabelecimentos de alojamento turístico face ao ano anterior.

Contudo, o mês de agosto de 2021 mostra uma queda de 20% em comparação com agosto de 2019, enquanto a quebra verificada em agosto de 2020 face ao mesmo mês de 2019 foi de 30%. Esses sinais de recuperação também foram observados em julho (-29% em 2021; -40% em 2020) e em junho (-51%; -70%).

No outro extremo da escala, ao longo de 2021, abril registou a maior queda no número de dormidas em alojamentos turísticos (-81% face a abril de 2019). No entanto, abril de 2020 teve um declínio de 95% em comparação com abril de 2019.

Durante os três meses de verão, de junho a agosto de 2021, 856 milhões de noites foram passadas em alojamentos turísticos da UE, uma queda de 31% em comparação com o verão cobiçado de 2019. O número de dormidas em estabelecimentos de alojamento turístico diminuiu em todos os Estados-membros em julho-agosto de 2021 em comparação com 2019, variando de -48% na Grécia a -5% na Holanda. O declínio foi de mais de 25% em 10 dos 24 Estados-Membros com dados disponíveis. Portugal ocupa o quinto lugar nos países com quedas mais acentuadas.

Em comparação com 2020, porém, o número de pernoitas em estabelecimentos de alojamento turístico em junho-agosto de 2021 aumentou em quase todos os Estados-Membros com dados disponíveis. Apenas a Leónia apresentou queda (-16%).

Em junho-agosto de 2021, a diminuição do número de dormidas em alojamento turístico foi mais forte nos hóspedes internacionais (-54% face a igual período de 2019) do que nos domésticos (-10%).

 

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61% dos turistas americanos preferem comprar seguros de viagem através de agências

Os seguros de viagem relacionados com a pandemia da COVID-19 registaram aumentos significativos. Nos EUA, por exemplo, quase 2/3 dos turistas admitem que preferem comprar o seguro no agente de viagens.

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Uma pesquisa recente indica, realizada pela seguradora Cover Genius e Momentive.ai (pertencente ao universo da SurveyMonkey) indica que 61% dos viajantes dos EUA preferem comprar um seguro de viagem por meio do seu consultor de viagens ou agente de viagens do que por conta própria. Além disso, os inquiridos aferiram, igualmente, que tiveram uma experiência melhor em fazer reclamações por meio de seguradoras de viagens escolhidas pelos seus consultores.

Além disso, a pesquisa revela, também, que 42% dos viajantes dos EUA planeiam mudar o seu canal de seguro de viagem atual devido à insatisfação com a cobertura e experiências de sinistros, verificando-se que os 61% que preferem comprar diretamente ao agente de viagens corresponde a um crescimento de 35% aos últimos 18 meses.

Ao comparar as compras recentes com as preferências de compra futura de seguros de viagem, 69% das pessoas que adquiriram seguros ao agente de viagens fariam-no novamente, enquanto 44% dos viajantes que adquiriram proteção anteriormente através de uma seguradora online, admitem mudar para outro fornecedor de seguros da próxima vez.

Para aqueles que fizeram seguro por meio do cartão de crédito, 45% indicou a preferência por mudar para outro fornecedor. As conclusões desta pesquisa mostram, igualmente, que, enquanto 34% dos viajantes dos EUA obtiveram seguro de viagem para se protegerem de problemas relacionados com a pandemia desde março de 2020, mais de um quarto (27%) desses viajantes viram as suas reclamações rejeitadas.

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Proveitos do turismo nos nove meses de 2021 superam totalidade de 2020, mas ficam 50% abaixo de 2019

Apesar dos valores estarem acima dos registados no ano passado, os proveitos de 2021 ainda estão a metade do ano recorde de 2019.

Victor Jorge

Os proveitos no alojamento turístico em Portugal, nos primeiros nove meses de 2021, ascenderam a um valor total de 1.630 milhões de euros, sendo 1.245 milhões de euros são relativamente a aposentos, revela o Instituto Nacional de Estatística (INE). Isto compara com proveitos homólogos totais de 2020 de 1.222 milhões de euros e 3.470 milhões em 2019. Já no campo dos aposentos, os valores são de 920 milhões e 2.633 milhões respetivamente.

Segundo a análise do INE, nos primeiros nove meses do ano, os proveitos registaram crescimentos de 33,3% no total e 35,3% relativos a aposento, face ao mesmo período de 2020. Já comparando com o mesmo período de 2019, os proveitos totais recuaram 53% e os relativos a aposento diminuíram 52,7%.

O INE demonstra, no entanto, que os proveitos registados nos primeiros nove meses de 2021 já superaram os valores registados para a totalidade do ano de 2020.

Por região e relativamente aos primeiros três trimestres deste ano, o INE revela que os proveitos do Algarve ascenderam a 603,5 milhões de euros no total, sendo 470 milhões relativos a aposentos. Este valor fica bem longe do alcançado pela segunda região deste ranking (Lisboa) que totalizou 278,9 milhões de proveitos, sendo que 216,8 milhões foram em aposentos, e do último lugar do pódio ocupado pela região do Norte que registou 231 milhões de euros de proveitos totais, nos primeiros nove meses de 2021, sendo que 177 milhões estão na alínea dos aposentos.

Entre janeiro e setembro de 2021, considerando a generalidade dos meios de alojamento (estabelecimentos de alojamento turístico, campismo e colónias de férias e pousadas da juventude), registaram-se 11,1 milhões de hóspedes e 30,2 milhões de dormidas, correspondendo a crescimentos de 14,5% e 18,7%, respetivamente.

Estes valores equiparam-se aos 9,7 milhões de hóspedes e 25,5 milhões de dormidas de 2020 e a 23,4 milhões de hóspedes e 63 milhões de dormidas de 2019, indicam os dados do INE.

Quanto aos estabelecimentos de alojamento turístico, estes registaram, nos primeiros nove meses do ano, 9,8 milhões de hóspedes e 25,8 milhões de dormidas, correspondendo a aumentos de 14,4% e 19,5%, respetivamente, relativamente ao mesmo período de 2020, ficando, contudo, bem longe dos 21,4 milhões de hóspedes e 56 milhões de dormidas de 2019.

Já quanto à origem dos hóspedes e dormidas nos primeiros nove meses de 2021, os dados do INE mostram que 7,2 milhões de hóspedes são residentes, enquanto 3,9 milhões são não residentes, refletindo um aumento de 28,7% nas dormidas de residentes e de 9,4% nas de não residentes face ao mesmo período de 2020. Comparando, contudo, com o mesmo período de 2019, as dormidas diminuíram 54% (-14,4% nos residentes e -71,2% nos não residentes).

Relativamente ao mês de setembro de 2021, o setor do alojamento turístico registou 2,1 milhões de hóspedes e 5,6 milhões de dormidas, correspondendo a aumentos de 52,3% e 58,4%, respetivamente (+35,5% e +47,9% em agosto, pela mesma ordem). Os níveis atingidos em setembro de 2021 foram, no entanto, inferiores aos observados em setembro de 2019, tendo diminuído o número de hóspedes e de dormidas, 28,9% e 26,6%, respetivamente.

Os dados do INE demonstram, igualmente, que, em setembro, o mercado interno contribuiu com 2,6 milhões de dormidas e aumentou 26,8%, continuando a superar os níveis do período homólogo de 2019 (+15,6%). As dormidas de não residentes duplicaram face a setembro de 2020 (+100,7%) e totalizaram três milhões de dormidas, mas foram cerca de metade das registadas em setembro de 2019 (-43,9%).

Os proveitos registados no nono mês de 2021 nos estabelecimentos de alojamento turístico atingiram 355,5 milhões de euros no total e 268,6 milhões de euros relativamente a aposento. Comparando com setembro de 2019, os proveitos totais diminuíram 29,1% e os relativos a aposento decresceram 29,8%.

Neste mês, o Algarve concentrou 33,5% das dormidas, seguindo-se a região de Lisboa (19%), o Norte (15%) e a Madeira (12,4%).

Finalmente, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) situou-se em 47,9 euros em setembro (71,9 euros em agosto). O rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 92 euros em setembro (116,2 euros em agosto). Em setembro de 2019, o RevPAR foi 66,3 euros e o ADR 97,2 euros.

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