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Ilhéu das Rolas, São Tomé e Príncipe

Destinos

São Tomé e Príncipe. Um tesouro à espera de ser descoberto

O paraíso na terra existe e chama-se São Tomé e Príncipe, um destino que é um autêntico tesouro ainda à espera de ser descoberto e que, apesar da pandemia, o Publituris foi conhecer a convite da STP Airways.

Inês de Matos

Ilhéu das Rolas, São Tomé e Príncipe

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São Tomé e Príncipe. Um tesouro à espera de ser descoberto

O paraíso na terra existe e chama-se São Tomé e Príncipe, um destino que é um autêntico tesouro ainda à espera de ser descoberto e que, apesar da pandemia, o Publituris foi conhecer a convite da STP Airways.

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O paraíso na terra existe e chama-se São Tomé e Príncipe, um destino que é um autêntico tesouro ainda à espera de ser descoberto e que, apesar da pandemia, o Publituris foi conhecer a convite da STP Airways.

Ilhéu das Rolas, São Tomé e Príncipe

Por muitos anos que viva, não vou esquecer a sensação que senti na primeira vez que pisei a linha do equador. É um sentimento quase mágico, de omnipresença, como se conseguíssemos alcançar o mundo inteiro enquanto estamos ali, sobre a linha imaginária que divide o mundo, pé direito no hemisfério Norte e esquerdo no Sul. Damos por nós a saltar de um lado para o outro desta linha fictícia, como se o facto de a ultrapassarmos num pulo nos levasse, num ápice, de um extremo ao outro do globo.
A linha do equador atravessa 13 países no mundo e um desses países é São Tomé e Príncipe, que o Publituris visitou, entre 9 e 16 de janeiro, a convite da STP Airways, que levou um grupo de três jornalistas a conhecer um destino que “tem um enorme potencial para o turismo, mas que ainda precisa trabalhar e construir infraestruturas para se afirmar”, como nos disse, logo à chegada, João Cardoso, um empresário da construção português, que vive em São Tomé há mais de 40 anos e que tem assistido ao crescimento do turismo no país.
Em São Tomé e Príncipe, a linha do equador atravessa o Ilhéu das Rolas, uma das ilhas mais pequenas que compõem este arquipélago localizado no Golfo da Guiné, descoberto pelos portugueses no século XV e que é um país independente desde 1975. No local, existe um monumento que é composto por um marco que assinala a posição de São Tomé e Príncipe no grau 0 de latitude, num mapa de mosaicos desenhado no chão. Enquanto me entretinha a saltar a linha do equador de um lado para o outro, com uma vista deslumbrante para São Tomé, pensava que este destino é mesmo um tesouro à espera de ser descoberto, com todas as pedras e metais preciosos que esperaríamos encontrar em qualquer tesouro.
Venha com o Publituris descobrir as muitas jóias de São Tomé e Príncipe, país que conta com praias de areias douradas e águas turquesa, florestas tropicais de profundos tons esmeralda, e um povo amistoso que será, talvez, a jóia mais preciosa deste tesouro.

História e capital

Ponta Baleia, São Tomé e Príncipe

Chegámos a São Tomé, capital e maior cidade do arquipélago, na manhã de sábado, 9 de janeiro, e seguimos para o Pestana São Tomé Ocean & Spa Hotel, o único dos três hotéis do grupo Pestana no país que se encontra em funcionamento devido ao impacto da pandemia da COVID-19 e que foi o nosso ‘quartel-general’ durante a semana que passámos em São Tomé.
De imediato, resolvemos sair do hotel e partir à descoberta da cidade. São Tomé e Príncipe é um país seguro, com uma baixa taxa de criminalidade e, por isso, não sentimos qualquer receio em nos aventurarmos pelas ruas de São Tomé, desertas de turistas estrangeiros por consequência da pandemia. Começámos por percorrer a avenida marginal que liga o Pestana São Tomé ao centro da cidade e, num ápice, estávamos no antigo mercado, que apesar de fechado, continua a reunir em seu redor todo o tipo de comércio e a fazer soar os pregões das vendedoras. Foi o primeiro contacto com a comunidade local e serviu para percebermos que o povo são-tomense é gentil, curioso por contactar com os turistas e, regra geral, gosta de pousar para as fotografias. Apesar viverem de forma humilde, os são-tomenses têm sempre um sorriso na cara e mostram-se disponíveis para ajudar à mínima solicitação.
Percorremos um total de oito quilómetro neste primeiro passeio, que nos levou também a passar junto ao Palácio Presidencial e à Sé Catedral, uma pequena mas bem preservada igreja do século XV, até à Baia Ana Chaves, uma das maiores do arquipélago.
A aula de história ficaria, no entanto,  para outro dia, quando visitámos o Forte de São Sebastião, que foi construído pelos portugueses em 1575 para proteger a ilha de ataques piratas e onde se encontra instalado o Museu Nacional de São Tomé. Ali é possível conhecer melhor toda a história do arquipélago, desde os tempos da descoberta das ilhas até aos dias da independência, sem esquecer o período colonial.
Ponto de visita foi ainda o mercado Bobo Forro, o novo mercado da cidade, um local de passagem obrigatório para que os turistas conheçam in loco, e antes de chegarem à panela, muitos dos produtos locais, como a jaca, a fruta-pão, o mata-bala ou o afrodisíaco micocó, iguarias que haveríamos de provar ao longo da semana que passámos em São Tomé e Príncipe.

Roças

Falar da história de São Tomé e Príncipe é também falar das roças, as antigas explorações de café e cacau, que chegaram no século XIX, quando os portugueses levaram as plantações para o país depois da independência do Brasil. O primeiro contacto que tivemos foi com a Roça de São Nicolau, na zona central da ilha, quando participámos, com a associação Ajudar a Amparar, na distribuição dos donativos transportados pela STP Airways.
Perdida no meio da floresta, esta antiga roça é hoje habitada por uma comunidade carenciada e encontra-se desativada e profundamente degradada. A Roça de São Nicolau está, contudo, longe de ser um exemplo, já que por toda a ilha existem várias roças recuperadas e organizadas para receber turistas. É o caso da Roça Monte Café, uma bonita propriedade do século XIX, igualmente na zona central da ilha, que foi requalificada e que, em 2013, inaugurou um interessante museu que nos transporta para os tempos áureos do café na região. Hoje, esta roça é explorada por uma cooperativa e o café ali produzido é vendido em França e Itália, sob a marca gourmet ‘O Monte’. Infelizmente, a marca não tem exportação para Portugal, mas quem visitar a roça pode sempre comprá-lo na loja local.
Perto da Roça Monte Café fica a Roça da Saudade, outro exemplo de reconversão bem-sucedida. Esta roça tem a particularidade de ter sido o local onde nasceu o escritor e artista plástico Almada Negreiros, curiosidade que ajuda a atrair o turismo e que está patente na decoração do restaurante que nasceu com a recuperação da casa principal. Mas talvez o melhor exemplo seja a Roça de São João dos Angolares, no sul da ilha, onde também tivemos oportunidade de almoçar. Além de uma casa colonial bem preservada e decorada, que atravessamos para encontrar um convidativo alpendre com uma vista deslumbrante para a praia, a comida do chef João Carlos Silva é motivo mais que suficiente para justificar a visita. Este conhecido chef são-tomense, que protagonizou o programa televisivo ‘Na Roça com os Tachos’, continua tão carismático quanto no passado e mantém-se à frente da cozinha da roça, onde prepara pratos requintados com produtos são-tomenses. Quem quiser pode também dormir na Roça de São João dos Angolares e viver a experiência completa, já que é possível participar em workshops de culinária, que começam com a ida à horta para colher os produtos a usar na refeição.

Paraíso natural

A cultura, história, gastronomia e povo são, sem dúvida, das jóias mais valiosas que São Tomé e Príncipe possui. Mas este arquipélago africano foi ainda abençoado pela natureza. Por estar localizado sobre a linha do equador, São Tomé e Príncipe possui um clima quente e húmido, o que aliado ao solo vulcânico e fértil dá origem a exuberantes florestas tropicais que se estendem das praias às mais altas montanhas são-tomenses. Por toda a ilha, a paisagem exibe distintos tons de verde, como diferentes pedras preciosas de esmeralda ou jade, fruto das muitas espécies de árvores, plantas e outros tipos de vegetação que por ali predominam.
As zona central e sul de São Tomé são, por excelência, paraísos naturais, são zonas montanhosas, onde a vegetação é quase sufocante e onde não raramente se encontram cascatas deslumbrante, muitas das quais inacessíveis. Uma das que é acessível aos turistas é a cascata de São Nicolau, um bom exemplo da beleza que podemos encontrar nas paisagens são-tomenses. A uma queda de água com seguramente mais de duas dezenas de metros de altura, junta-se uma moldura verde proporcionada pela vegetação, que contrasta com o negro da rocha vulcânica que está na origem do arquipélago.
Ali perto, fica ainda o Jardim Botânico do Bom Sucesso, um espaço de 10 mil metros quadrados, localizado a 1150 metros de altitude, incluído no Parque Natural d’Ôbo, onde é possível conhecer a flora são-tomense e a partir do qual é possível realizar caminhadas até ao Pico do Cão Grande, a montanha mais característica de São Tomé e Príncipe devido à sua forma aguda, que se eleva a 663 metros acima do mar.

Praias douradas e turquesa

Mas se há cartão-postal em São Tomé e Príncipe, esse título pertence às praias, que nos arrebatam com as areias douradas e águas cristalinas e mornas, sempre acima dos 25 graus, de tons que variam entre turquesa e safira, e que são outra das valiosas jóias do arquipélago.
Ao longo da semana, descobrimos algumas das praias mais bonitas de São Tomé e Príncipe, mas foi no dia em que fomos ao Ilhéu das Rolas, que nos obrigou a uma viagem de duas horas até Ponta Baleia, no Sul, onde apanhámos o barco para o ilhéu, que percebemos a diversidade de praias deste país. A praia das Sete Ondas, ideal para a prática do surf; a praia Jalé, com bungalows mesmo em cima da água; a Praia dos Tamarindos, rodeada de árvores do fruto homónimo; ou a Praia Piscina, cujas formações rochosas formam uma piscina natural, são algumas das mais conhecidas e todas justificam um mergulho.
Mas foi no Ilhéu das Rolas que nos apaixonámos realmente pelas praias de São Tomé e Príncipe. Esta pequena ilha, que está concessionada ao Grupo Pestana, possui algumas das mais deslumbrantes praias do planeta. A Praia Bateria, por exemplo, é qualquer coisa de inenarrável de tão exuberante beleza. O contraste entre o azul-turquesa do mar, o negro da rocha vulcânica e o dourado da areia, enquadrado por um cenário verde onde se destacam os coqueiros que se amontoam até à beira da água, deixam-nos sem palavras. Como o mar estava picado, não arriscámos mergulhar, optámos por dar a volta ao ilhéu e fotografar ao longe estas praias dignas de qualquer cartão-postal, mas normalmente os turistas têm a oportunidade de passar um dia inteiro na ilha. Antes da pandemia, o Grupo Pestana disponibilizava a viagem de barco até ao ilhéu, numa opcional que incluía a visita ao marco do equador, tempo livre nas praias e regresso no final do dia. Mas, com a pandemia e com o Pestana Ilhéu das Rolas fechado para renovações, a opção foi suspensa. No nosso caso, a visita apenas aconteceu por cortesia do Grupo Pestana.
Além do ilhéu, devo mencionar ainda a Lagoa Azul, uma baía na zona norte de São Tomé, popular para a prática de mergulho e cujas águas são de um azul-turquesa tão intenso que nos custa acreditar que não há ali intervenção do Photoshop e que aquela beleza é mesmo natural.
Antes da despedida, passámos ainda pela Boca do Inferno, zona que, como o nome indica, é semelhante à Boca do Inferno portuguesa e que, reza a lenda, quem ali mergulhar só sai em Cascais. Como era a despedida, ainda pensámos comprovar o mito, mas achámos melhor não arriscar, até porque ninguém estava com pressa de regressar a casa.

Como ir e onde ficar

A STP Airways voa semanalmente entre Lisboa e São Tomé, aos sábados. Os voos têm a duração de cerca de seis horas e chegam a São Tomé ao início da manhã de sábado. Devido à pandemia, é preciso realizar um teste à COVID-19 antes da partida para São Tomé e Príncipe, assim como outro no destino, antes do regresso.
No que diz respeito ao alojamento, ficámos no Pestana São Tomé Ocean & Spa Resort, unidade de cinco estrelas na capital do país, que conta com 115 quartos, piscina exterior, restaurante e bar. Além deste, o grupo hoteleiro português dispõe também do Pestana Miramar e do Pestana Ilhéu das Rolas, ambos encerrados atualmente devido à pandemia. No entanto, o alojamento em São Tomé e Príncipe tem vindo a crescer e, hoje, já é possível ficar hospedado em muitas roças, assim como em pequenas unidades, como o Mucumbli, na zona norte da ilha, que dispõe de 10 bungalows e restaurante de inspiração italiana.
Já o programa de viagem foi definido pela Mistral Voyages, recetivo são-tomense que conta com diversas opções de programas para visitar as ilhas do arquipélago e cujo guia Hilário Graça de Sousa nos acompanhou ao longo da semana que passámos em São Tomé.
Quanto à alimentação, e apesar de estamos alojados em Pensão Completa, optámos por experimentar alguns restaurantes locais. O Papa-Figo, especializado em produtos do mar, ou o restaurante Dona Tete, em que somos servidos no quintal da casa da própria Dona Tete, prometem ser agradáveis surpresas.

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Nova edição: Entrevistas APAVT, SETCS, TPNP, FITUR, Emirates e Réveillon

A próxima edição do jornal Publituris publica neste número várias entrevistas. A primeira é ao presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira, a poucos dias do 47. Congresso da associação. Entrevistados foram, também, Rita Marques, na altura ainda SETCS, e Luís Pedro Martins, presidente do TPNP, por altura do WTM London, bem como Maria Valcare, diretora da FITUR, e David Quito, country manager da Emirates. O dossier desta edição é dedicado ao “Réveillon”.

Publituris

A próxima edição do jornal Publituris faz capa com uma entrevista a Pedro Costa Ferreira, presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagem e Turismo (APAVT), a poucos dias do arranque do 47.º Congresso da associação que se realiza nos Açores, de 8 a 11 de dezembro.

Ao Publituris, Pedro Costa Ferreira admitiu não acreditar que 2023 acompanhe o crescimento do setor do turismo registado em 2022, até porque “incerteza” é a palavra-chave para o ano que vem. Também para 2023 não é esperada uma decisão relativamente ao novo aeroporto, embora saliente que, antes de uma primeira reunião da Comissão de Acompanhamento, a localização já esteja decidida, uma vez que há que defenda Alcochete.

No que diz respeito à TAP, o presidente da APAVT diz que o que a associação “precisa, é de uma TAP que consiga desenvolver o processo de crescimento e que consiga segurar o ‘hub’ português”, além de “ter êxito no processo de recuperação”.

O Publituris marcou presença, enquanto Media Partner, no World Travel Market London 2022. Nas inúmeras conferências realizadas durante o evento, não faltaram temas como os recursos humanos, tecnologia, sustentabilidade, os “novos” turistas” e o “novo” turismo. Contudo, a palavra “incerteza” esteve presente em todos os painéis num evento marcado pela necessidade de “repensar o turismo”.

Entrevistada imediatamente após o final da Conferência dos Ministros do Turismo, durante o World Travel Market London 2022 (WTM), a agora ex-secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços (SETCS), Rita Marques, entretanto substituída por Nuno Jorge Cardona Fazenda de Almeida, admitiu que “em momento algum identificamos a necessidade, depois de dois anos volvidos de pandemia, de melhorar ou alterar substancialmente a nossa estratégia”. Por isso, o otimismo para 2022 é grande e a possibilidade de se atingir os 20 mil milhões de euros em receitas é ainda maior.

Provavelmente na última entrevista que deu enquanto SETCS, Rita Marques salientou que, “mais do que ‘rethink tourism’, o que temos de fazer é execute the strategy’. Agora será outro a executá-la.

Também durante o WTM 2022, falámos com Luís Pedro Martins, presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), que admitiu que o turismo está “finalmente de regresso”. A poucos dias de receber o prémio ‘Gold Trophy’ pelo filme promocional ‘The Majestic Adventures of Ofelia de Souza’, nos New York Festival TV & Film Awards, salientou que, sem guerra a região estaria a crescer a “números incríveis”. Contudo reconhece que “é importante não esquecer a necessidade de manter um plano B, porque não havendo uma pandemia, há uma guerra e haverá uma retração de muitas economias”.

Ainda na seção “Meeting Industry”, e a menos de dois meses do arranque do evento que dá o pontapé de saída no universo das feiras de turismo no mundo, Maria Valcare, diretora da FITUR, diz que “o fio condutor comum a tudo o que a FITUR mostra, é o crescimento sustentável”. Com várias FITUR dentro da FITUR, a novidade da edição de 2023 está na aposta no turismo desportivo com a FITUR Sports.

O “dossier” desta edição é dedicado ao Réveillon, momento alto para o turismo, que começa a ressentir-se do aumento dos preços provocado pela inflação, mas não no que à venda de viagens de Fim de Ano diz respeito. O Publituris conversou com oito operadores turísticos e agências de viagens, que garantem o crescimento da procura por programas nesta época muito desejada para destinos como a Madeira, Brasil e Cabo Verde. Num contexto de crise, o setor torna-se mais competitivo, mas “continua a existir mercado para todo o tipo de produtos”.

Constrangido por “limitações económicas e pandémicas”, o viajante português manifesta preocupação pelos grandes fluxos de passageiros nos aeroportos, taxas de ocupação das companhias aéreas e dos hotéis e, especialmente, pela questão da segurança sanitária (e agora também física) dos destinos a eleger. Agências e operadores “reajustam a oferta à procura expectável”, em função da “disponibilidade e necessidades dos clientes” que, “mais seletivos e exigentes”, não dispensam a celebração com jantar e festa caraterística do Réveillon.

E a um mês da grande festa que celebra a Passagem de Ano em quase todo o mundo, a Publituris reúne algumas das melhores programações turísticas que para o Réveillon 2022.

Nos “Transportes”, a comemorar uma década em Portugal, a Emirates está a viver um período positivo e a registar taxas de ocupação elevadas na rota de Lisboa, que volta a contar com dois voos diários.

David Quito, country manager da Emirates para Portugal, admite que “Portugal é, hoje, um destino fundamental para a Emirates, apesar do período negro da pandemia”.

Além dos “Check-in”, as opiniões desta edição pertencem a Jaime Quesado (economista e gestor), Miguel Mello do Rego (Allianz Partners Portugal), Sílvia Dias (Savoy Signature), Pedro Castro (SkyExpert), contando ainda com o “Observatório”, de António Paquete (economista e consultor de empresa), e de uma “Análise” de Luiz S. Marques (Dreams – Universidade Lusófona).

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Edição digital: Entrevistas APAVT, SETCS, TPNP, FITUR, Emirates e Réveillon

A próxima edição do jornal Publituris publica neste número várias entrevistas. A primeira é ao presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira, a poucos dias do 47. Congresso da associação. Entrevistados foram, também, Rita Marques, na altura ainda SETCS, e Luís Pedro Martins, presidente do TPNP, por altura do WTM London, bem como Maria Valcare, diretora da FITUR, e David Quito, country manager da Emirates. O dossier desta edição é dedicado ao “Réveillon”.

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A próxima edição do jornal Publituris faz capa com uma entrevista a Pedro Costa Ferreira, presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagem e Turismo (APAVT), a poucos dias do arranque do 47.º Congresso da associação que se realiza nos Açores, de 8 a 11 de dezembro.

Ao Publituris, Pedro Costa Ferreira admitiu não acreditar que 2023 acompanhe o crescimento do setor do turismo registado em 2022, até porque “incerteza” é a palavra-chave para o ano que vem. Também para 2023 não é esperada uma decisão relativamente ao novo aeroporto, embora saliente que, antes de uma primeira reunião da Comissão de Acompanhamento, a localização já esteja decidida, uma vez que há que defenda Alcochete.

No que diz respeito à TAP, o presidente da APAVT diz que o que a associação “precisa, é de uma TAP que consiga desenvolver o processo de crescimento e que consiga segurar o ‘hub’ português”, além de “ter êxito no processo de recuperação”.

O Publituris marcou presença, enquanto Media Partner, no World Travel Market London 2022. Nas inúmeras conferências realizadas durante o evento, não faltaram temas como os recursos humanos, tecnologia, sustentabilidade, os “novos” turistas” e o “novo” turismo. Contudo, a palavra “incerteza” esteve presente em todos os painéis num evento marcado pela necessidade de “repensar o turismo”.

Entrevistada imediatamente após o final da Conferência dos Ministros do Turismo, durante o World Travel Market London 2022 (WTM), a agora ex-secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços (SETCS), Rita Marques, entretanto substituída por Nuno Jorge Cardona Fazenda de Almeida, admitiu que “em momento algum identificamos a necessidade, depois de dois anos volvidos de pandemia, de melhorar ou alterar substancialmente a nossa estratégia”. Por isso, o otimismo para 2022 é grande e a possibilidade de se atingir os 20 mil milhões de euros em receitas é ainda maior.

Provavelmente na última entrevista que deu enquanto SETCS, Rita Marques salientou que, “mais do que ‘rethink tourism’, o que temos de fazer é execute the strategy’. Agora será outro a executar essa estratégia.

Também durante o WTM 2022, falámos com Luís Pedro Martins, presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), que admitiu que o turismo está “finalmente de regresso”. A poucos dias de receber o prémio ‘Gold Trophy’ pelo filme promocional ‘The Majestic Adventures of Ofelia de Souza’, nos New York Festival TV & Film Awards, salientou que, sem guerra a região estaria a crescer a “números incríveis”. Contudo reconhece que “é importante não esquecer a necessidade de manter um plano B, porque não havendo uma pandemia, há uma guerra e haverá uma retração de muitas economias”.

Ainda na seção “Meeting Industry”, e a menos de dois meses do arranque do evento que dá o pontapé de saída no universo das feiras de turismo no mundo, Maria Valcare, diretora da FITUR, diz que “o fio condutor comum a tudo o que a FITUR mostra, é o crescimento sustentável”. Com várias FITUR dentro da FITUR, a novidade da edição de 2023 está na aposta no turismo desportivo com a FITUR Sports.

O “dossier” desta edição é dedicado ao Réveillon, momento alto para o turismo, que começa a ressentir-se do aumento dos preços provocado pela inflação, mas não no que à venda de viagens de Fim de Ano diz respeito. O Publituris conversou com oito operadores turísticos e agências de viagens, que garantem o crescimento da procura por programas nesta época muito desejada para destinos como a Madeira, Brasil e Cabo Verde. Num contexto de crise, o setor torna-se mais competitivo, mas “continua a existir mercado para todo o tipo de produtos”.

Constrangido por “limitações económicas e pandémicas”, o viajante português manifesta preocupação pelos grandes fluxos de passageiros nos aeroportos, taxas de ocupação das companhias aéreas e dos hotéis e, especialmente, pela questão da segurança sanitária (e agora também física) dos destinos a eleger. Agências e operadores “reajustam a oferta à procura expectável”, em função da “disponibilidade e necessidades dos clientes” que, “mais seletivos e exigentes”, não dispensam a celebração com jantar e festa caraterística do Réveillon.

E a um mês da grande festa que celebra a Passagem de Ano em quase todo o mundo, a Publituris reúne algumas das melhores programações turísticas que para o Réveillon 2022.

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Além dos “Check-in”, as opiniões desta edição pertencem a Jaime Quesado (economista e gestor), Miguel Mello do Rego (Allianz Partners Portugal), Sílvia Dias (Savoy Signature), Pedro Castro (SkyExpert), contando ainda com o “Observatório”, de António Paquete (economista e consultor de empresa), e de uma “Análise” de Luiz S. Marques (Dreams – Universidade Lusófona).

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1.º Roadshow do Enoturismo aposta na diferenciação da oferta turística (c/ fotogaleria)

No 1.º Roadshow do Enoturismo Atlântico Bairrada Lisboa, organizado pelo jornal Publituris, em parceria com as CVR da Bairrada e de Lisboa, dezenas de produtores apresentaram novos projetos de enoturismo a agentes de viagens e operadores turísticos e vários representantes de organismos dos setores vitivinícola e do turismo.

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O 1.º Roadshow do Enoturismo Atlântico Bairrada Lisboa, organizado jornal Publituris, em parceria com as Comissões Vitivinícolas de Bairrada e de Lisboa, realizou-se a 23 e 24 de novembro em Lisboa e no Porto, respetivamente no Altis Grand Hotel e no Hotel HF Ipanema Park, na presença de dezenas de produtores que apresentaram novos projetos de enoturismo a agentes de viagens e operadores turísticos e vários representantes de organismos dos setores vitivinícola e do turismo.

Foi o caso da Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa, incluindo o seu presidente, Francisco Toscano Rico; da Comissão Vitivinícola da Bairrada, com a presença também do presidente, José Pedro Soares; do Turismo de Portugal, representado por Lídia Monteiro, Senior Director of Sales and Marketing do Turismo de Portugal; e do Turismo Centro de Portugal, cujo presidente, Pedro Machado participou também no Roadshow que teve lugar no Altis Grand Hotel, em Lisboa.

Reunindo quase duas dezenas de expositores, em representação das regiões de Lisboa e da Bairrada, a iniciativa permitiu às centenas de agentes de viagens presentes fazer networking e conhecer os vários projetos de enoturismo desenhados para momentos em família, casais, grupos, em stopover ou eventos corporate, dos produtores representados: Adega Cooperativa da Lourinhã, Adega Mãe, Manzwine, Quinta do Gradil, Quinta do Sanguinhal, Quinta das Carrafouchas, Quinta de Almiara, Quinta da Boa Esperança, Quinta dos Capuchos, Quinta do Monte d`Oiro, Quinta de Chocapalha, Quinta do Porto Nogueira, Caves Velhas, pertencentes às região vitivinícola de Lisboa, bem como Caves São João, Caves dos Solar de São Domingos, Luís Pato, Quinta das Bágeiras, Prior Lucas, Caves Messias, da região vitivinícola da Bairrada e, por fim, o Turismo do Centro.

Esta foi a 1.ª edição deste Roadshow que divulga o Enoturismo das Regiões Vinhateiras da Bairrada e Lisboa, tendo sido promovido pelas Comissões Vitivinícolas da Bairrada e de Lisboa. Apoiado pelo Turismo de Portugal, através do Programa de Qualificação da Oferta Enoturística da Região Centro, com recurso ao “Programa Valorizar ‐ Linha de Apoio à Valorização Turística do Interior”, conta ainda com apoio institucional do Turismo do Centro de Portugal, e com a organização do Jornal Publituris.

A Publituris acompanhou, em reportagem, o 1.º Roadshow do Enoturismo Atlântico Bairrada Lisboa e dará conta ao leitor, na sua próxima edição, da perspetiva de produtores de vinho, agentes turísticos e organismos oficiais sobre o potencial do enoturismo no setor.

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Portugal volta a ser o melhor país do mundo para os leitores da Condé Nast Traveler

Com uma classificação de 91,22, Portugal arrecadou o prémio de ‘Best Country in the World’, liderando um ranking de 20 países eleitos como os melhores para visitar em 2022.

Inês de Matos

Portugal voltou a vencer os Readers’ Choice Awards para melhor país do mundo, com os leitores da prestigiada publicação de viagens Condé Nast Traveler a elegerem o país pela segunda vez consecutiva, principalmente pela simpatia do povo português.

Com uma classificação de 91,22, Portugal arrecadou o prémio de ‘Best Country in the World’, liderando um ranking de 20 países eleitos como os melhores para visitar em 2022.

“É fácil ver porque é que Portugal ficou em primeiro lugar nesta lista – os melhores hotéis em Portugal são alguns dos lugares mais surpreendentes para ficar, e as praias douradas espalhadas por toda a costa são um colírio para os olhos”, refere a Condé Nast Traveler sobre Portugal, na informação publicada no website da publicação.

A publicação destaca ainda a gastronomia portuguesa, considerando que Lisboa “é um paraíso gastronómico”, enquanto o interior do país conta com “alguns retiros incríveis”.

Sobre a hotelaria nacional, a Condé Nast Traveler destaca ainda que a oferta está “em constante evolução” e propõe uma lista de hotéis em Lisboa e no Porto ideais para visitas a ambas as cidades, assim como os “melhores hotéis familiares” do país.

Além de Portugal, o pódio é composto pelo Japão e pela Tailândia, com a Condé Nast Traveler a destacar que a gastronomia destes países foi um dos principais motivos para que o Japão e a Tailândia ficassem no segundo e terceiro lugares, respetivamente.

Singapura, Índia, Grécia, Dinamarca, Reino Unido, Itália, Nova Zelândia, Espanha, Países Baixos, Irlanda, Croácia, Marrocos, Suécia, Sri Lanka, Israel, Turquia e África do Sul são os restantes países que também foram destacados nos Readers’ Choice Awards, prémios que são atribuídos com base na votação dos leitores da Condé Nast Traveler.

A publicação diz que o desejo de viajar reprimido com a pandemia da COVID-19 e de recuperar o tempo perdido esteve na base das escolhas dos leitores, motivo pelo qual a Nova Zelândia ou os países asiáticos, a exemplo do Japão, constam desta lista, apesar de só terem reaberto ao turismo no verão.

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Nuno Fazenda de Almeida substitui Rita Marques na Secretaria de Estado do Turismo, Comércio e Serviços

Nuno Jorge Cardona Fazenda de Almeida substitui Rita Marques à frente da Secretaria de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, estando a tomada de posse marcada para 2 de dezembro.

Victor Jorge

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, aceitou esta terça-feira, 29 de novembro, as propostas do primeiro-ministro de exoneração de três secretários de Estado: dos Assuntos Fiscais, da Economia, e do Turismo, Comércio e Serviços.

Rita Marques deixa, assim, a secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços (SETCS), cargo que ocupava desde outubro de 2019, sendo substituída por Nuno Jorge Cardona Fazenda de Almeida.

O novo secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços tem uma licenciatura em Turismo, um Mestrado em Gestão e Políticas Ambientais e um doutoramento em Planeamento Regional e Urbano.

Técnico Superior e professor Universitário de profissão, conforme se pode ler na biografia no site do Parlamento, o novo SETCS foi deputado nas XIV e XV legislaturas, pelo círculo de Castelo Branco tendo ocupado o cargo de diretor do Departamento de Gestão de Programas Comunitários no Turismo de Portugal.

Recorde-se que Rita Marques ocupava a Secretaria de Estado do Turismo desde outubro de 2019 (acumulando a partir da tomada de posse do XXIII Governo as pastas do Comércio e Serviços), tendo substituído Ana Mendes Godinho que na altura subiu a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Antes de ocupar o lugar de secretária de Estado do Turismo, Rita Marques era CEO da Portugal Ventures.

Nas restantes secretarias de Estado, António Mendonça Mendes ocupará o cargo de secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro, enquanto, Pedro Jorge Cilínio passa a ser o novo secretário de Estado da Economia

A posse dos novos titulares terá lugar na próxima sexta-feira, 2 de dezembro, pelas 12h00, no Palácio de Belém.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

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Transportes

LATAM Airlines lança NDC a partir de 1 de maio de 2023

Novo sistema de distribuição da LATAM Airlines para as agências de viagens entra em vigor a 1 de maio de 2023 e, até lá, decorre um período de transição.

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A LATAM Airlines anunciou que, a partir de 1 de maio de 2023, o seu atual modelo de distribuição vai mudar, passando o conteúdo a companhia aérea a ser disponibilizado através do NDC by LATAM, uma nova ferramenta que recorre à tecnologia New Distribution Capability (NDC) para disponibilizar o portefólio da transportadora às agências de viagens.

De acordo com um comunicado da companhia aérea sul-americana, um dos grandes desafios tecnológicos atuais passa por conseguir “entregar conteúdo e serviços de venda e pós-vendas de alta qualidade” através dos canais da LATAM Airlines, pelo que a companhia aérea optou por desenvolver uma solução com base na mesma arquitetura dos seus canais diretos, o NDC by LATAM.

“Apresentamos o NDC by LATAM, uma nova ferramenta que utiliza a tecnologia New Distribution Capability (NDC) que permite acessar o nosso portefólio de produtos ampliados e o melhor conteúdo para agências, sem cobrança adicional na tarifa, com uma experiência única, dinâmica, num só lugar e em tempo real”, explica a LATAM Airlines.

Até 1 de maio de 2023, a LATAM Airlines vai passar por uma fase de transição do modelo de distribuição, período ao longo do qual espera que existam dúvidas por parte das agências de viagens, convidando, por isso, os agentes a contactarem a companhia aérea para esclarecer todos os detalhes.

“Estamos seguros que esta nova ferramenta nos levará a uma nova forma de acesso ao nosso conteúdo mediante a qual poderemos alcançar os nossos objetivos”, reafirma a LATAM Airlines, que remete mais detalhes sobre a mudança para uma data posterior e mais próxima do dia 1 de maio de 2023.

Até lá, os agentes de viagens podem ficar a conhecer melhor o novo NDC by LATAM através do site da companhia aérea para o trade, disponível aqui, ou através de contacto direto com o seu responsável de vendas.

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Destinos

WTTC revela que viagens internacionais estão no pico mais alto desde o início da pandemia

Os australianos aparecem como os turistas mais gastadores, sendo que o estudo do WTTC aponta para viajantes cada vez mais social e ambientalmente responsáveis.

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Aproveitando a abertura da 22.ª edição do Global Summit, em Riade (Arábia Saudita), o World Travel & Tourism Council (WTTC) revela que as viagens internacionais estão no pico mais alto desde o início da pandemia.

Segundo os dados, mais de um quarto (27%) dos consumidores prevê realizar três ou mais viagens em 2023, com os australianos a liderarem este ranking em termos de gastos, destacando-se, igualmente, os viajantes do Canadá, Arábia Saudita e Filipinas.

Este novo estudo, realizado junto de 26.000 consumidores em 25 países pelo YouGov para o WTTC, analisa o interesse pelas viagens internacionais, indicando que 63% dos inquiridos planeiam efetuar uma viagem nos próximos 12 meses.

O estudo revela que o interesse por viagens não mostra sinais de desaceleração, com a Arábia Saudita a aparecer destacada no que diz respeito à atratividade e impressão positiva num destino que continua a crescer, registando as pontuações mais altas relativamente a todos os países da região do Golfo, a par da Índia, Malásia e Tailândia.

Julia Simpson, president e CEO do WTTC, refere que os resultados do estudo mostram, igualmente, “a crescente importância das viagens sustentáveis entre os consumidores”.

Quase dois terços dos entrevistados (61%) afirmaram preferir marcas e destinos mais sustentáveis, enquanto quase metade (45%) admitiu só gastar dinheiro com marcas social e ambientalmente responsáveis.

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Meeting Industry

Filme promocional do TPNP ganha prémio de melhor filme de Turismo do mundo

Esta é a primeira vez que Portugal arrecada este prémio. “The Majestic Adventures of Ofelia de Souza” ficou em primeiro lugar, num circuito onde concorreu com 34 outros filmes promocionais estrangeiros, na categoria “Tourism Products”.

Victor Jorge

O filme promocional do Turismo do Porto e Norte de Portugal “The Majestic Adventures of Ofelia de Souza”, para o segmento de Meeting & Industry, ganhou o título de World’s Best Tourism Film, na categoria “Tourism Products”, promovido pelo International Committee of Tourism Film Festivals (CIFFT).

Com a melhor pontuação entre todas as categorias a concurso, “The Majestic Adventures of Ofelia de Souza” ficou em primeiro lugar neste ranking graças aos pontos conquistados na sequência dos prémios recebidos nos dez festivais que compõem o circuito mundial do CIFFT, circuito onde concorreu com 34 outros filmes promocionais estrangeiros, na categoria “Tourism Products”.

Estreado em outubro de 2021, o filme, com pouco mais de três minutos de duração, tem como estrela principal Ofelia de Souza, uma experiente e extravagante organizadora de eventos e epicurista de 72 anos, que fielmente acompanhada dos seus assistentes (“Ofelier” e “Ofeliette”), partilha dicas e segredos para escolher e aproveitar um dos melhores destinos de turismo de negócios do mundo.

Para Luís Pedro Martins, presidente do TPNP, este “é o corolário de um trabalho incrível de posicionamento da região, que nos permitiu aumentar a nossa notoriedade e posicionamento”, num prémio nunca conquistado por Portugal”.

Presente na cerimónia da 34.ª edição dos World’s Tourism Film Awards, em Valencia (Espanha), Luís Pedro Martins salientou que “esta vitória é mais um incentivo para todos os parceiros do Porto e Norte, que após dois duros anos, com o seu esforço, permitiram o regresso fulminante do setor a valores pré-pandemia”.

Além disso, o presidente do TPNP considera que “os prémios conquistados pelo filme ‘Ofélia de Souza’ comprovam a aposta feita numa comunicação muito disruptiva, criativa, original e de certa forma arriscada, no segmento de Turismo de Negócios, no qual a região tem um potencial muito elevado quer pela qualidade dos espaços aqui existentes, quer pela oferta existente na vertente social no pré e pós-eventos”.

O sucesso do filme começou, em março deste ano, no Japan World’s Tourism Film Festival, onde o filme conquistou o Grand Prix do festival e o primeiro lugar na categoria “Tourism Products”. Seguiram-se as vitórias no New York Festivals TV & Film Awards, em abril, onde conquistou o Gold Trophy, na categoria “Corporate Image – Tourism”, e em Cape Town, no International Tourism Film Festival Africa, em maio, onde recebeu o Grand Prix, na categoria “Tourism International” e o Gold Award em “Tourism Products”.

Em setembro, o filme foi um dos vencedores do Terres Travel Festival, em Barcelona, tendo recebido o Gold Award na categoria “Tourism Products – MICE”, e, em outubro, foi premiado nos festivais Zagreb TourFilm Festival, Cannes Corporate Media & TV Awards e ART&TUR – International Tourism Film Festival.

Em Zagreb, o filme levou para casa o prémio de “Best Event Film”; em Cannes o Gold Trophy na categoria “Tourism Products”; e, em Ourém, foi o mais premiado do festival, tendo conquistado o Grand Prix na competição nacional e internacional, o prémio “Best Promotional Film ART&TUR 2022” e o primeiro lugar na categoria “MICE’, também na competição nacional e internacional.

Por fim, no Amorgos Tourism Film Festival, o festival grego que fechou o circuito do CIFFT, o filme promocional do Turismo do Porto e Norte conquistou ainda o segundo prémio na categoria “Tourism Products”.

O presidente do TPNP recorda, em comunicado, que tem sido feita uma aposta “muito forte de promoção da região nos mercados externos e, em particular, nos países emissores que nos são mais próximos e que representam a maior fatia de turistas que visitava a região até ao início de 2020”.

“O trabalho foi muito meritório e os resultados já têm reflexos nos índices de procura da região, tendo fechado o ano com um recorde absoluto de turistas”, sublinha Luís Pedro Martins, recordando que “em 2019 foram contabilizadas quase 11 milhões de dormidas na região, num registo que patenteia um crescimento histórico de 9,7%, o maior a nível nacional”.

Os últimos números indicam que, entre janeiro e setembro de 2022, “já ultrapassámos o número de hóspedes de 2019, em 2,4%. E mesmo em termos de dormidas, tendo em conta que nos primeiros três meses de 2022 o número de turistas no país ainda era muito reduzido, devido às restrições impostas pela pandemia, os dados são muito animadores”, concluindo Luís Pedro Martins que, “comparando o acumulado entre janeiro e setembro, estamos também à frente de 2019, com mais 6,1% de dormidas”.

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Meeting Industry

Convento do Beato reabre num investimento de 6M€

Dada a escassez de espaços que consigam receber até 5.000 pessoas, o reabilitado Convento do Beato torna-se num local atrativo para a realização de eventos de grande dimensão, além de estar inserido numa zona da cidade com grande potencial de desenvolvimento.

Victor Jorge

O Convento do Beato reabriu portas, após um investimento de seis milhões de euros realizado pelo grupo Grupo Larfa Properties, que visou modernizar um dos locais para eventos mais emblemáticos de Lisboa.

Segundo a empresa imobiliária privada especializada em aquisição, desenvolvimento e propriedade de longo prazo, o principal objetivo desta intervenção foi dotar o Convento do Beato de “todas a condições e infraestruturas capazes de transformar o local num dos melhores espaços para eventos não só da capital, mas da Europa; sempre com a preocupação máxima de manter as suas características próprias que fazem dele uma referência nessa área”.

Além de uma componente mais técnica, relacionada com a substituição das instalações de telecomunicações, energia e segurança, a reabilitação da cozinha, a alteração de vãos e guardas, entre outros, o projeto de renovação do Convento do Beato incluiu, também, uma componente mais criativa, relacionada com o desenho do edifício administrativo, dos pátios, das novas instalações sanitárias e de determinados elementos especiais, como os passadiços para as saídas de emergência da biblioteca.

No exterior, esta remodelação contemplou ainda a construção de uma nova área de estacionamento, com cerca de 80 lugares, a poente da igreja, numa zona anteriormente ocupada por armazéns devolutos.

Stéphane Delplancq, CEO do Grupo Atrya e Larfa Properties, refere que o objetivo é “posicionar o Convento do Beato como um local moderno e atrativo para receber qualquer tipo de evento. Para isso, instalamos novos equipamentos e implementámos os melhoramentos necessários para o seu funcionamento, sem, contudo, descaracterizar espaços absolutamente notáveis do ponto de vista patrimonial e arquitetónico”.

Em termos de reabilitação, a transformação mais importante, segundo o CEO do grupo, “ocorreu no claustro cuja cobertura foi totalmente substituída, apresentando-se agora com características mais contemporâneas que valorizam o espaço, o que nos permitiu também melhorar o sistema de climatização”.

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Transportes

TAP cancela 360 voos devido à greve e estima perda de 8M€ em receitas

Apesar da greve ainda não estar totalmente garantida, a TAP não acredita que a mesma seja desconvocada e decidiu já cancelar perto de metade dos voos previstos para 8 e 9 de dezembro.

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A TAP vai cancelar um total de 360 voos nos dias 8 e 9 de dezembro, devido à greve dos tripulantes de cabine, decisão que afeta cerca de 50 mil passageiros e que, estima a companhia aérea de bandeira nacional, deverá levar a uma perda de receita de oito milhões de euros.

Numa conferência de imprensa que decorreu na tarde desta quarta-feira, 23 de novembro, Christine Ourmières-Widener, CEO da TAP, revelou que o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), responsável pelo agendamento da greve, “decidiu manter a assembleia no dia 06 de dezembro, dois dias antes da greve”, considerando, no entanto, que independentemente do resultado e devido à dimensão da TAP, “será tarde para fazer algo devidamente organizado”.

Por isso, e apesar de não ter sido fácil, acrescentou a responsável da TAP, a companhia aérea tomou já “a decisão de cancelar 360 voos, nos dias 8 e 9 de dezembro”, o que corresponde a menos de metade dos cerca de 500 voos previstos para esse período.

Segundo Christine Ourmières-Widener, o cancelamento antecipado de grande parte dos voos programados para 8 e 9 de dezembro permite que a TAP possa  trabalhar com parceiros para encontrar alternativas para os clientes que tinham voos marcados para os dias de greve.

A CEO da TAP adiantou ainda que não acredita que o SNPVAC venha a desconvocar a greve agendada na assembleia de 6 de dezembro e revelou que a paralisação vai ter um “grande custo” para a empresa, prevendo-se que a companhia aérea perca cerca de oito milhões de euros em receitas.

Christine Ourmières-Widener revelou também que cerca de 25% dos passageiros com voos agendados para os dias da greve já procederam à alteração das suas viagens  “sem qualquer penalização e sem alteração de tarifa, para datas entre 28 de novembro e 19 de dezembro”.

Recorde-se que a greve agendada para 8 e 9 de dezembro deverá contar com uma oferta de serviços mínimos limitada, que não deverá abranger, nomeadamente, as ligações aéreas para as ilhas da Madeira e Açores, uma vez que o sindicato defende que existem alternativas asseguradas por outras companhias aéreas.

O SNPVAC considera que os voos de regresso diretamente para o território nacional para Lisboa e Porto, voos de emergência, voos militares e voos de Estado, nacional ou estrangeiro são considerados “como serviços mínimos a assegurar a satisfação das necessidades sociais impreteríveis, no período decretado de greve”.

 

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