Tráfego de passageiros dos aeroportos europeus regressam a valores de 1995

Por a 12 de Fevereiro de 2021 as 15:56

A pandemia da COVID-19 teve um efeito devastador na generalidade dos aeroportos europeus. Segundo dados de um relatório da ACI – Associação Europeia de Aeroportos, em 2020, o tráfego aéreo dos aeroportos europeus perderam 1,72 mil milhões de passageiros,  uma diminuição de -70,4% em comparação com o ano anterior.

O relatório, que  inclui todos os tipos de voos comerciais de e  para dentro da Europa (serviço completo, baixo custo, regional, charter, frete completo e outros), aponta que os aeroportos da UE (-73% e 1,32 mil milhões de passageiros perdidos) foram significativamente mais afetados do que os do bloco fora da UE (-61,9% e 400 milhões de passageiros perdidos). Este resultado deve-se, segundo a ACI,   à dimensão e resiliência dos mercados domésticos, principalmente na Rússia, mas também na Turquia, combinados com bloqueios e restrições de viagens menos rígidos em comparação com o mercado da UE.

Olivier Jankovec, Diretor-Geral da ACI EUROPE, sublinha que “com apenas 728 milhões de passageiros em 2020 em comparação com 2,4 mil milhões de passageiros no ano anterior, os aeroportos europeus voltaram aos seus níveis de tráfego de 1995. Nenhuma indústria pode por si mesma suportar tal choque. Embora alguns Estados tenham tomado medidas para apoiar financeiramente os seus aeroportos, apenas 2,2 mil milhões de euros foram até agora reservados para esse fim na Europa. Isso é menos de 8% da receita que os aeroportos perderam no ano passado”.

“Com novas reduções no tráfego nas últimas semanas e nenhuma recuperação à vista, mais precisa de ser feito. Ajudar os aeroportos é essencial para reconstruir a conectividade aérea e apoiar efetivamente as comunidades locais e regionais e o turismo”, alerta.

A dimensão dos mercados domésticos e / ou a extensão dos bloqueios e restrições de viagem também se refletiu no quatro trimestre, com os   aeroportos da Áustria, República Tcheca, Finlândia, Hungria, Irlanda, Eslovênia e Eslováquia ainda com tráfego de passageiros abaixo de -90%, enquanto os aeroportos da Alemanha e do Reino Unido seguiam de perto (-87,9% e -86,6%). No outro extremo,, os aeroportos da Bulgária (-69%), França (-78,1%), Grécia (-72,1%) e Portugal (-77,2%) superaram ligeiramente a média da UE.

Fora da UE, os aeroportos nos maiores mercados russo (-44,2%) e turco (-60,7%) provaram ser os mais resistentes no quarto trimestre, sendo os da Islândia (-96,2%) e da Geórgia (-94,8%) os mais afetados.

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