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“Neste momento, mexer na organização das ERT seria dar um tiro no pé”

Em entrevista ao Publituris, Vítor Silva, novo presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo, fala das prioridades para o atual mandato, mas também dos desafios que o Alentejo vai enfrentar, assim como todo o turismo nacional.

Inês de Matos
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“Neste momento, mexer na organização das ERT seria dar um tiro no pé”

Em entrevista ao Publituris, Vítor Silva, novo presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo, fala das prioridades para o atual mandato, mas também dos desafios que o Alentejo vai enfrentar, assim como todo o turismo nacional.

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Análise

Em entrevista ao Publituris, Vítor Silva, novo presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo, fala das prioridades para o atual mandato, mas também dos desafios que o Alentejo vai enfrentar, assim como todo o turismo nacional.

Na primeira entrevista como presidente do Turismo do Alentejo, cargo que não estava nos seus horizontes, Vítor Silva, que é também presidente da Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo (ARPTA), faz um balanço positivo do último verão, que “foi bom no Alentejo”, apesar da crise que a pandemia provocou e em relação à qual, diz, é preciso preparar já a retoma. Para isso, era importante que o Turismo de Portugal reforçasse a promoção e autorizasse as ARPT a colaborar com as Entidades Regionais de Turismo (ERT) na promoção para o mercado nacional.
Mas, tão importante quanto a promoção, é a estabilidade e, por isso, Vítor Silva defende que este não é o momento para mexer na organização das estruturas regionais, apesar de recear que exista quem entende o contrário e queira colocar as ERT na dependência das CCDR.

É o novo presidente do Turismo do Alentejo, em substituição de Ceia da Silva, que saiu para a CCDR Alentejo. Qual é a sua prioridade e estratégia para este mandato?
É verdade, tomei posse a 23 de novembro e vou complementar o atual mandato, onde já era vice-presidente e que vai até julho de 2023, ou seja, faltam cerca de dois anos e meio.
A prioridade neste primeiro ano é completar o plano de atividades, que é bastante ambicioso. Temos alguns projetos de infraestruturação de produto para acabar, como as Áreas de Serviço e Apoio ao Autocaravanismo e as Redes de Cycling, ambos para terminar até ao fim do ano. Depois, temos um conjunto de projetos novos ou que ainda estão em desenvolvimento, como a infraestruturação no Wi-Fi para o Alentejo Central e Norte, e obviamente também vamos ter algumas candidaturas novas, se o quadro que vai entrar em vigor nos der abertura para isso. Mas vamos continuar a estratégia que já estávamos a seguir e que tem alguns eixos que se cruzam precisamente com os produtos que temos e com as grandes linhas, como o Turismo de Natureza, o Turismo de Património ou o Património UNESCO.
Tenho também como prioridade conseguir melhores sinergias entre a ARPT e a ERT. Não quer dizer que a relação não fosse boa, sempre foi, e sempre fui defensor que não se devem acumular cargos, e continuo a defender. É algo que acontece bastante agora, mas acho que deve existir uma tensão positiva entre as entidades, porque a forma como a ERT olha para o produto turístico não é a mesma da ARPT. Para a ERT, o produto é uma preocupação final, enquanto para a ARPT é a preocupação inicial. E acho que deve haver esses dois olhares.
Pode parecer que estou em contradição ao assumir a presidência do Turismo do Alentejo, mas não, porque esta é uma situação excecional. Não existia outra solução legal decorrente da saída do anterior presidente e é excecional também porque não estava nos meus horizontes profissionais ser presidente do Turismo do Alentejo, mas obviamente é um desafio que encaro com responsabilidade. E já que a situação se põe, gostaria de aproveitar sinergias.

O que é que esse maior aproveitamento das sinergias poderá mudar na promoção do Alentejo, tanto na internacional como na destinada ao mercado doméstico?
Estamos a atravessar uma situação que se vai manter no primeiro semestre de 2021 e em que só o mercado interno pode ajudar o setor a manter-se à tona. Por isso, não me repugnava que, tendo nós necessidade de fazer mais promoção no mercado interno e sob a liderança da ERT, que é quem tem essa competência, pudéssemos ter técnicos da ARPT, que são muito experientes na promoção, a trabalhar o mercado interno. Não me repugna que as agências tenham competências no mercado interno. Existem diferenças sobre o conhecimento de um lado e do outro. O grande conhecimento do produto está na ERT, mas o grande conhecimento sobre a promoção está na agência. O Turismo de Portugal entende de outra maneira, porque o mercado externo é o único que traz divisas para o país e percebo os argumentos. Por isso, não o vamos fazer, mas penso que as agências podiam ter essa competência.

Estamos a atravessar uma pandemia que provocou uma crise sem precedentes no turismo. Além dessa questão da promoção, que desafios espera encontrar enquanto presidente do Turismo do Alentejo?
O maior desafio é conseguir que as empresas se mantenham abertas e mantenham os postos de trabalho, mas este é também o maior desafio para o país. É o primeiro grande desafio. É evidente que nem a agência nem a ERT são grandes financiadores, o que fazemos é transmitir ao Governo aquilo que são as necessidades das empresas, as deficiências dos programas que o Governo e o Turismo de Portugal lançaram e que têm revelado algumas falhas na chegada às empresas. Portanto, este é o grande desafio, manter o setor, sem que as empresas fechem, mas haverá muitas empresas que vão fechar, infelizmente.
Depois, temos outro grande desafio, a nível global, que é estarmos preparados para, logo que haja ocasião, retomarmos a atividade. E estou confiante, já mostrámos que Portugal trabalha o turismo como ninguém. Tal como em 2015, também agora o turismo vai ser o motivo da recuperação económica deste país.

Verão e retoma

Qual é a sua opinião sobre as medidas que têm vindo a ser lançadas para apoiar o setor e que medidas deveriam ser já adotadas para preparar a retoma?
Em primeiro lugar, o apoio às empresas não pode acabar quando os turistas estiverem de volta, tem de existir um período temporal em que se sobreponha o apoio às empresas, já com a retoma a decorrer. Mas percebemos que esta é uma situação inesperada e, neste momento, o último sítio onde gostaria de estar era no Governo.
Por outro lado, é preciso ver que o turismo interno é bom para manter as empresas abertas, mas não traz dinheiro para o país, há apenas uma distribuição de riqueza, mas se vier um estrangeiro, traz dinheiro de fora e isso faz toda a diferença. É isso que explica a separação entre a promoção interna e a promoção internacional. Mas o que temos de ver aqui é que, quando houver retoma, países como Espanha, Itália e França vão investir fortunas na promoção turística e nós temos de ter um plano, uma espécie de plano Marshall, neste caso um plano Siza Vieira ou Rita Marques, para fazer mais do que já fazemos e melhor. Acima de tudo, temos de fazer coisas diferentes.

Em relação às medidas que já foram lançadas para apoiar as empresas, qual foi a importância e a adesão que registaram a nível regional?
A principal medida, indiscutivelmente, foi o lay-off. Quando falo com os empresários, todos me dizem que essa foi a principal, tal como agora o lay-off a 100%. Essa foi, sem dúvida, a medida que fez a diferença para as empresas.

No Alentejo, houve encerramentos? Como é que as empresas estão a aguentar esta fase? Houve poucos, porque até meio de março o ano tinha sido muito bom. Janeiro e fevereiro foram meses fantásticos, no turismo externo subimos 30%, nunca tínhamos visto estes números, e o turismo interno também estava a crescer a dois dígitos, mais de 10%. Portanto, as empresas tiveram dois meses e meio bons, depois, foi preciso aguentar até ao verão. Mas o verão foi bom no Alentejo, não havia um quarto no Alentejo e os preços praticados, então.

O Alentejo foi, aliás, a única região do país onde o preço subiu no verão.
Subiu e de que maneira. Tínhamos sítios onde a semana chegava aos mil euros, as pessoas todas quiseram ir para o Alentejo. O Alentejo tinha poucos casos de COVID-19, é uma região de baixa densidade e tem qualidade.
A ERT lançou até uma campanha nessa altura, que tinha um ‘claim’ muito feliz, que é “Há um lugar…” e, depois, o resto pode-se acrescentar. “Há um lugar seguro”, “há um lugar maravilhoso”, “há um lugar onde se come bem”, o que quisermos. Tínhamos uma segunda fase dessa campanha para lançar agora, para os feriados de dezembro, mas cancelámos, não tinha sentido lançar a campanha quando as pessoas não podem viajar.
Portanto, no verão as empresas aguentaram-se, mas agora, a partir de outubro, é que vêm aí os tempos difíceis e o desafio é ver quem é que aguenta até à Páscoa.

O que é que explica o sucesso que o Alentejo teve este verão? Foi uma surpresa ou é o resultado do trabalho que já vinha a ser feito?
Não, não foi uma surpresa. O Alentejo é uma das marcas mais reconhecidas no mercado internacional pela qualidade e não estou a falar só de turismo. Há 20 anos, quando se falava no Alentejo vinham as anedotas, dizia-se que os alentejanos não queriam fazer nada, mas tudo isso mudou. As pessoas já reconhecem que o Alentejo tem qualidade e que os alentejanos sabem viver a vida. Hoje, o nosso modo de vida mais slow é aquilo a que toda a gente aspira. Não concordo que seja uma moda, porque a moda vai e vem, e a oferta do Alentejo assenta em valores muito seguros e que têm a ver com as nossas características culturais, de autenticidade, paisagísticas, de gastronomia e vinhos. É claro que houve um trabalho árduo de todos para mostrar isso, da agência, dos empresários, das câmaras municipais e dos alentejanos, que ao início achavam os turistas esquisitos, mas que já percebem a importância do turismo e recebem bem os estrangeiros.
E o Alentejo tem qualidade também porque construiu uma oferta para isso. Lembro-me que, há anos, quando me perguntavam o que é que se podia fazer no Alentejo, era difícil encontrar oferta para preencher uma semana. Agora, a questão é que uma semana não chega.
Aqui, quem fez a diferença e, de certo modo, coseu todo este tecido, foram as empresas de animação turística. Neste momento, temos cerca de 400 empresas de animação turística e, quando vim para o turismo, há 17 anos, existiam meia dúzia.

Os turistas portugueses foram, este verão, o mercado que fez a diferença, mas mesmo assim houve estrangeiros. Quais foram as nacionalidades mais representativas no Alentejo?
Houve muito poucos estrangeiros, mas mesmo assim fomos a região que, percentualmente, menos estrangeiros perdeu. Os alemães, franceses e espanhóis foram os mais representativos, com os espanhóis em primeiro lugar, mas vieram muito menos do que pensávamos. Os alemães, pelo contrário, surpreenderam porque não existiam restrições na Alemanha, agora já há. E tínhamos muita esperança no mercado belga e holandês, mas a situação naquela região piorou muito rapidamente e não correspondeu às nossas expetativas, assim como o Reino Unido, que só abriu ali uma semana e os turistas foram todos para o Algarve

E ao nível de mercados mais longínquos, como o brasileiro ou o norte-americano?
Zero. E é preciso notar que o Brasil, juntamente com a Alemanha, é o segundo mercado para o Alentejo. O primeiro mercado é o espanhol e depois vêm a Alemanha e Brasil, temos mais brasileiros a dormir no Alentejo do que ingleses, franceses ou qualquer outro mercado europeu. E os EUA eram o nosso quarto mercado, o que quer dizer que perdemos o segundo e o quarto mercado assim de repente. Por isso, estamos muito agradecidos aos portugueses que aguentaram isto.

Futuro

Qual é a sua expetativa para 2021, já será possível que exista alguma retoma turística e qual é a previsão para o Alentejo?
Não tenho expetativas, tenho palpites e a situação é tão fluida que é difícil fazer previsões. Mas, penso que agora há um fator decisivo, que é o aparecimento da vacina e, contrariamente a algumas previsões mais pessimistas, acredito que no próximo ano já poderá estar disponível. É possível que, até ao verão, a população na Europa e nos países desenvolvidos já esteja vacinada, mas até aí vamos viver do turismo interno. No segundo semestre, no meu palpite, já vamos começar a trabalhar e a ter resultados disso. Os city-breaks vão ser das coisas mais afetadas, mas penso que alguns destinos já consolidados e de sol e praia, como o Algarve, vão recuperar muito rápido.
Mas recuperação a sério, só vai acontecer em 2022. Se no final de 2022, conseguirmos ter 70% do que tivemos em 2019, já estaremos bem. Ou seja, voltamos ao que tínhamos em 2015 ou 2016. Por isso digo que o Turismo de Portugal tem de perceber isto e alavancar mais, nesta fase, a promoção, mesmo que seja só excecionalmente, durante um ano, e depois voltamos para trás. E há outra coisa que pode estar em cima da mesa, porque há forças que querem mexer na estrutura do turismo, nomeadamente das ERT. Sei que há quem gostaria que as ERT desaparecessem e é preciso ter muito cuidado neste momento, porque, na altura em que estamos, é preciso ter as entidades perfeitamente consolidadas.

E de que mudança se estaria a falar e o que é que isso implicaria?
Era colocar as ERT dentro das CCDR. Julgo que, neste momento, não se pode fazer isso. Uma coisa é discutir noutra altura e não me repugna que, quando a situação estiver estabilizada, possamos discutir se as ERT deviam manter a autonomia que têm. Não me repugna que isso se possa discutir, mas não agora. Neste momento, mexer nisso pode ser muito, muito mau. Estas estruturas já mostraram o que valem, porque grande parte do êxito do turismo em Portugal deve-se às estruturas regionais, obviamente que também aos empresários, mas se não houvesse as agências e as ERT, o turismo em Portugal não tinha os números que tem. Neste momento, seria dar um tiro no pé mexer na organização das ERT. Quando a pandemia passar, quando tudo estiver estabilizado, podemos discutir, nada é eterno, mas este não é o momento, o trabalho das ERT é imprescindível para a manutenção do setor do turismo e para a retoma da atividade. Nenhuma região está de acordo com isso e estou convencido que as associações empresariais, incluindo a CTP, também não.

Para concluir, gostava apenas de saber como gostaria que o seu mandato no Turismo do Alentejo fosse recordado?
Gostava de ser recordado como o Newton. Sou engenheiro e a física é um dos meus domínios, e o Newton foi o pai da física. Ele dizia: “se cheguei tão alto foi porque me ergui nos ombros de gigantes”. Traduzido numa linguagem mais pequenina, quero dizer com isto que a ERT chegou a um tal patamar de excelência, que gostaria que, quando eu saísse, pudessem dizer que o Vítor Silva acrescentou qualquer coisa. Era só isso que gostaria.

Leia a entrevista completa na edição digital do Publituris.

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Grupo Onyria duplamente nomeado nos European Excellence Awards 2022

O Grupo Onyria está duplamente nomeado para os European Excellence Awards 2022, onde está a concorrer em shortlist nas categorias Travel & Tourism e Internal Communications.

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O Onyria, grupo de gestão hoteleira com mais de 30 anos, detém o hotel de cinco estrelas Onyria Quinta da Marinha, onde foi desenvolvido o projeto de comunicação interna “Trading Places” (Inverter os papéis) – que valeu as duas nomeações do grupo para este concurso.

O projeto consistiu na ideia de inverter os papéis dos colaboradores do Onyria Quinta da Marinha Hotel, tornando-os hóspedes por um dia.

A iniciativa surgiu no seguimento dos dois anos de pandemia, como forma de compensar a resiliência da equipa. Os colaboradores “transformaram-se em clientes de luxo e carregaram energias para o verão de 2022, o momento de regresso à normalidade”, como o grupo indica em comunicado.

“Não há sucesso em hotelaria sem talento humano e esta foi uma forma de celebrarmos o nosso talento, numa altura decisiva para o turismo em Portugal. Estas nomeações são muito positivas porque vêm demonstrar o nosso empenho para fazer um trabalho de excelência, não só de forma externa, como interna”, afirma o diretor do Onyria Quinta da Marinha Hotel, João Pinto Coelho.

Os vencedores serão conhecidos a 9 de dezembro.

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O futuro das acessibilidades em debate no Congresso da AHRESP

O futuro do aeroporto, não só de Lisboa como das restantes vias aéreas portuguesas, marcou a sessão paralela, onde ainda houve tempo para falar das questões da ferrovia nacional e os problemas de ligação a Espanha.

Carla Nunes

O futuro das acessibilidades em Portugal esteve em debate numa das sessões paralelas do Congresso da AHRESP, que começou esta sexta-feira, 14 de outubro, no Convento de São Francisco, em Coimbra.

A sessão começou com um aviso por parte de Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP): “Se não tivermos rapidamente infraestruturas de mobilidade que respondam às necessidades das pessoas, principalmente um novo aeroporto, mais moderno e em condições de receber mais volume [de pessoas], podemos mais tarde ou mais cedo começar a perder turistas para outros destinos”.

Num discurso pautado pela necessidade de que “não podemos perder mais tempo” em relação ao futuro do aeroporto de Lisboa, Francisco Calheiros coloca os números em cima da mesa.

“Não canso de o dizer: segundo um estudo apresentado pela CTP, a não decisão sobre o novo aeroporto terá no mínimo um custo de quase sete mil milhões euros, menos 28 mil empregos e uma perda de receita fiscal de 2 mil milhões por ano”, frisa.

Os intervenientes da sessão, que contou com a participação de Eugénio Fernandes, CEO da euroAtlantic Airways, José Luís Arnaut, presidente do Conselho de Administração da ANA – Aeroportos de Portugal e Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT procederam desta forma a debater as várias possibilidades para o aeroporto, com Luís Arnaut a referir-se em tom jocoso à procura de localização de aeroportos como “um desporto nacional”.

Para Pedro Costa Ferreira, “uma das poucas cosias que nos aproxima da realidade” passa pela realização de obras no aeroporto da Portela, por considerar que “nesta década não vamos ter solução”.

Lembra ainda que “as acessibilidades aéreas não são só em Lisboa”, reportando-se aos aeroportos de Porto Santo – que afirma não ter condições e precisar de obras – e o da Madeira, “com restrição de operacionais que foram definidas em 1964”.

“A tecnologia melhorou no âmbito da pista [do aeroporto da Madeira], a pista foi aumentada, melhorou nos aviões, melhorou na formação, [mas] mantém-se os mesmos limites, e julgo que é o único aeroporto internacional no mundo em que os limites não são recomendatórios, mas são mandatários. Ninguém toca nisto, e isto fere a região”, explica.

Quanto à solução de aproveitar a infraestrutura de Beja, Eugénio Fernandes lembra que esta “peca por pequenas coisas: não tem abastecimento de combustível, fecha ao fim de semana, não tem serviço 24 horas e se quisermos aterrar passageiros que não são do espaço Schegen, não há SEF”.

Por essa razão, e dada a logística adicional desta opção, o CEO da euroAtlantic Airways defende que “o que for mais rápido é o melhor” – neste caso, “do ponto de vista teórico e sonhador”, uma solução rápida de Portela +1, que sabe “que agora não será possível, estamos num contexto diferente”.

Quanto à opção de Santarém, Pedro Costa Ferreira é taxativo ao assegurar que esta representa “mais 24 anos de diálogo”.

“Se estivermos à procura de uma decisão que não tenha vozes contrárias, não vamos ter mais aviões em Portugal. Fazer políticas é fazer escolhas. Assusta-me que seja necessário um consenso para o aeroporto”, declara.

“O fenómeno do entroncamento”

E porque, como Pedro Costa Ferreira lembra, “os problemas das acessibilidades não são só aéreas” a ferrovia também foi discutida na sessão, tendo sido caracterizada pelo presidente da APAVT como o “fenómeno do entroncamento” dadas as 8h40 necessárias para chegar de Lisboa a Madrid – incluindo, também, uma passagem pelo Entroncamento.

Afirma ainda que “do ponto de vista de sustentabilidade, os voos de curta duração vão ser muito atacados” e que nos encontramos “muito dependentes dos voos curtos nalguns mercados muito importantes para [o país]”. Aliás, José Luís Arnaut precisa que 94% dos turistas que visitam Portugal vêm de avião.

“Somos um país periférico, é obvio que temos de fazer um trabalho grande e estamos atrasados décadas na ligação com comboios rápidos com Espanha”, afirma Arnaut.

A encerrar o tema da ferrovia, Eugénio Fernandes acredita que “se houver uma conectividade grande a Madrid, e uma conectividade boa internamente, vamos conseguir desenvolver muito o turismo e o Interior”.

Numa nota final, reportando-se ao tema do congresso, Francisco Calheiros defende que esta não é “uma questão nem de utopia, nem de sobrevivência, é sim uma necessidade cada vez mais atual que as empresas devem ter em conta”.

“Continuamos a viver tempos desafiantes. O turismo, porém, continua resiliente. É praticamente unânime que se não fossem as receitas do turismo a receita seria muito menor”, termina o presidente da CTP.

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AHRESP revela programa do próximo congresso em Coimbra

O congresso terá cerca de 60 oradores, 12 sessões paralelas e cinco workshops de parceiros, além de duas sessões plenárias.

Carla Nunes

O próximo Congresso da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), que decorre de 14 a 15 de outubro no Convento de São Francisco, em Coimbra, já tem um pré-programa definido.

Sob o tema, “Sustentabilidade: utopia ou sobrevivência?”, o congresso terá cerca de 60 oradores, 12 sessões paralelas e cinco workshops de parceiros, além de duas sessões plenárias.

A primeira sessão plenária, a cargo de Luís Marques Mendes, abre com o tema “Que conjuntura política e social teremos em 2023?”. Já a segunda sessão plenária vai consistir numa conversa entre a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, com as jornalistas Rosário Lira e Rosália Amorim, que serão também moderadoras em várias sessões paralelas.

De destacar ainda a sessão de abertura, que conta com a presença de Carlos Moura, presidente da direção da AHRESP, Pedro Machado, presidente da Turismo do Centro de Portugal, António Costa e Silva, ministro da Economia e do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. A sessão de encerramento, onde serão lidas as conclusões do congresso, ficará a cargo da Secretária de Estado do Turismo, Congresso e Serviços, Rita Marques.

Ao longo dos dois dias de congresso, as sessões paralelas tratarão temas como o futuro das acessibilidades em Portugal, a sustentabilidade económica e ambiental, a influência do digital na vida das empresas, entre outros assuntos, que podem ser consultados no programa disponível no website da AHRESP.

“O Congresso AHRESP surge no momento em que a recessão bate à porta da Europa, o que pode não deixar ninguém imune – nenhum país e nenhuma atividade – nem mesmo aquela que teve indesmentível recuperação no verão, mas insuficiente para fazer face aos desafios que se colocam à economia nacional como um todo e, em casos muito concretos, aos diversos setores da atividade turística”, refere a associação em comunicado.

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“Hospitality Talks” reúnem hoteleiros e empresas tecnológicas para mitigar escassez de mão-de-obra no setor

A iniciativa conjunta da HiJiffy, RM hub, Climber RMS e OTA Insight vai juntar “cerca de uma centena de gestores hoteleiros”.

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A 11 e 13 de outubro, em Lisboa e Porto, respetivamente, hoteleiros e especialistas em tecnologia vão reunir-se nas “Hospitality Talks” para discutir formas de mitigar a falta de trabalhadores no setor.

A iniciativa conjunta da HiJiffy, RM hub, Climber RMS e OTA Insight vai juntar “cerca de uma centena de gestores hoteleiros” com o objetivo de identificar “os contextos em que a adoção de soluções tecnológicas e de revenue management podem funcionar como um trunfo na mitigação desta problemática”, indica a HiJify em comunicado.

As conclusões das Hospitality Talks serão incluídas num plano estratégico, “posteriormente disponibilizado aos diferentes stakeholders”, desde players da indústria, até decisores políticos. O intuito passa por “catalisar um compromisso conjunto no sentido de converter Portugal num exemplo de sucesso a nível a europeu”.

“É fundamental esclarecer que a adoção de soluções tecnológicas não visa eliminar a componente humana, muito pelo contrário. O objetivo passa antes por automatizar tarefas repetitivas e de baixo valor acrescentado, maximizando a eficiência de processos”, sublinha Tiago Araújo, CEO da HiJiffy, no respetivo comunicado.

A mesma mensagem é reforçada pelo CEO da RM Hub, Rudi Azevedo, que explica que “a tecnologia permite que as empresas possam canalizar esforços para as áreas operacionais, podendo desta forma direcionar o seu esforço para melhorar a experiência do cliente externo e interno”.

Evento limitado a 50 participantes por edição

Os hoteleiros interessados em fazer parte das Hospitality Talks devem formalizar a inscrição gratuita na edição de Lisboa, que terá lugar a 11 de Outubro, no NEYA Lisboa Hotel, às 9h00, através deste link.

Por sua vez, os interessados em participar na edição do Porto, que decorre a 13 de outubro no Selina Navis Cowork, às 14h00, poderão fazê-lo gratuitamente através deste link.

O evento será limitado a 50 participantes, “por forma a assegurar um envolvimento ativo de todos os presentes”. No entanto, a HiJiffy sublinha que ainda existem vagas disponíveis.

Além das conclusões resultantes dos diferentes painéis de discussão, os hoteleiros serão também chamados a participar num inquérito final. Todos os insights serão depois plasmados num documento que visa funcionar como um plano estratégico.

“Com a iniciativa ‘Hospitality Talks’ procuramos trazer não só os dados e tendências mais relevantes e atuais do mercado hoteleiro, mas também partilhar dicas de como trabalhar com a falta de staff e manter uma estratégia de sucesso”, remata Joanna Tomaszkiewicz, responsável da OTA Insight.

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Idanha-a-Nova recebe nova unidade de três estrelas

O verão é visto pelo General Manager do Hotel Vila Raia como “a época de eleição para atrair clientes”, devido aos atrativos da zona.

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A zona da Raia acabou de ganhar mais quartos com a abertura do Hotel Vila Raia, em Idanha-a-Nova, Castelo Branco. A unidade de três estrelas acrescenta assim 26 quartos à região, num investimento que já superou um milhão de euros.

Os quartos, todos com twin bed, “seguem um modelo muito utilizado em Espanha, podendo-se juntar as camas sempre que o cliente desejar”, como explica Jorge Humberto, General Manager do Hotel Vila Raia.

Ao alojamento juntam-se valências como uma piscina exterior, sauna e jacuzzi, bem como uma sala de reuniões e estacionamento próprio. O edifício da unidade encontrava-se fechado há oito anos, pelo que foi necessário proceder a restauros, pinturas e à impermeabilização da piscina, de acordo com o General Manager.

O responsável aponta que esta unidade “será mais procurada pelo cliente que  quer fugir da agitação das grandes cidades e procura um sítio calmo e sossegado para carregar baterias”. O verão é visto como “a época de eleição para atrair clientes”, dados os atrativos da zona.

“Temos praias fluviais, aldeias históricas e boa gastronomia perto do hotel. Estamos inseridos numa região rica em eventos e que atraem muita gente de fora”, justifica Jorge Humberto.

Por se tratar de um novo hotel, o responsável afirma que não têm “qualquer historial em que possamos basear a nossa perspetiva [de reservas futuras]”. No entanto, mantém-se otimistas, dadas as reservas realizadas “na primeira e segunda semana de abertura e para a última semana de setembro”.

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Carrís Porto Ribeira contrata Simão Cruz para direção de vendas

O profissional conta com várias experiências na vertente hoteleira, somando passagens pelo Grupo Tivoli e pela Blue & Green Hotels.

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A Carrís Hoteles contratou Simão Cruz para assumir o cargo de diretor de vendas do Carrís Porto Ribeira.

O profissional conta com várias experiências na vertente hoteleira, somando passagens pelo Grupo Tivoli, onde assumiu funções de Corporate Account Manager, e pela Blue & Green Hotels, onde desempenhou o cargo de Iberian Market Manager em todas as vertentes de negócio – Corporate, MICE e Leisure. Posteriormente, Simão Cruz foi responsável pela planificação e reposicionamento do Santa Luzia ArtHotel, em Guimarães, enquanto Sales & Marketing Manager.

A Carrís Hoteles é uma cadeia hoteleira com unidades hoteleiras distribuídas pela Galiza e o Norte de Portugal. Atualmente, dispõe de seis hotéis localizados no Porto (Carrís Porto Ribeira), A Coruña (Carrís Marineda), Ferrol (Carrís Almirante), Santiago de Compostela (Carrís Casa de la Troya e Monte do Gozo) e Ourense (Carrís Cardenal Quevedo).

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Marta Paixão assume funções como Events Manager no Lisbon Marriott Hotel

A profissional iniciou a sua carreira como Groups & Events Coordinator / MICE no Sana Metropolitan Hotel, em 2014.

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O Lisbon Marriott Hotel contratou Marta Paixão para ocupar o cargo de Events Manager na unidade.

Licenciada em Direção e Gestão Hoteleira no ESHTE – Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, bem como mestranda em Ciências Empresariais pelo Instituto Superior de Economia e Gestão em Lisboa (ISEG-UTL), a profissional iniciou a sua carreira como Groups & Events Coordinator / MICE no Sana Metropolitan Hotel, em 2014.

Posteriormente, desempenhou funções como Groups & Events Coordinator na Continental Hotels Portugal, em 2016.

“É com imenso entusiasmo que abraço este novo desafio. Ingressar na Marriott International, a maior cadeia hoteleira a nível mundial, é de facto uma realização profissional. O nosso compromisso será, em conjunto com as equipas operacionais, garantir que o sucesso dos eventos seja uma constante”, afirma Marta Paixão em comunicado.

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Casual Hoteles abre segunda unidade no Porto

O Casual Raízes Porto tem 42 quartos e situa-se na Rua de Santa Catarina. Este é o segundo hotel da marca no Porto e o terceiro em Portugal, juntando-se ao Casual Inca Porto e ao Casual Belle Epoque Lisboa.

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A Casual Hoteles, uma cadeia hoteleira temática valenciana, reforçou a sua presença em Portugal com a abertura da terceira unidade no país, o Casual Raízes Porto. Localizado na Rua de Santa Catarina, o hotel junta-se a uma outra unidade da cadeia na cidade, o Casual Inca Porto, bem como ao Casual Belle Epoque Lisboa, na capital.

O novo hotel é constituído por 42 quartos e um restaurante com terraço exterior, onde são servidos os pequenos-almoços, almoços e jantares. A decoração de interiores ficou a cargo de Raquel Sanjuan, que se inspirou nos ícones do Porto para criar diferentes ambientes no hotel: monumentos como a Igreja de Santo Ildefonso, a Ponte D. Luís I e tradições como a produção de vinho do Porto ganham destaque nos quartos da unidade desta temática.

À semelhança dos restantes hotéis do grupo, o Casual Raízes Porto é pet friendly, assegurando uma cama própria, taças de água e comida e um snack de boas-vindas aos seus hóspedes de quatro patas.

Casual Raízes Porto
Além disso, a unidade disponibiliza quatro packs românticos: o Casual Sense, Casual Love, Casual Bubbles e Casual Sweet, que podem ser consultados no website da cadeia.

“A abertura da Casual Raízes Porto confirma o interesse da nossa cadeia em consolidarmo-nos em Portugal, [principalmente] numa cidade como o Porto, cuja beleza artística e interesse histórico foram uma excelente inspiração para fazermos algo que faz parte do nosso ADN: “tematizar hotéis e juntar o passado dos destinos à estética dos nossos estabelecimentos”, afirma Juan Carlos Sanjuan, presidente e fundador do Casual Hoteles em comunicado.

Com a abertura do Casual Raízes Porto, o portefólio do Casual Hoteles passa a contar com 22 hotéis e 848 quartos em 11 cidades de Espanha (Valência, Bilbao, San Sebastián, Sevilha, Barcelona, Madrid, Benidorm, Cádiz e Málaga) e Portugal. O grupo tem prevista a abertura de mais um hotel em Valência, o Casual Dreams Valencia, com 45 quartos.

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Nova edição Publituris Hotelaria: Entrevista a José Frazão, administrador da ExpoSalão e dinamizador da DecorHotel

Na edição de setembro da Publituris Hotelaria, o destaque vai para a próxima edição da DecorHotel, que este ano regressa ao Porto de 27 a 29 de outubro, depois de uma edição realizada em Lisboa.

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Na edição de setembro da Publituris Hotelaria, o destaque vai para a próxima edição da DecorHotel, que este ano regressa ao Porto de 27 a 29 de outubro, depois de uma edição realizada em Lisboa.

José Frazão, administrador da ExpoSalão e dinamizador da DecorHotel, assegura que contam com uma adesão “superior àquela que conseguimos em Lisboa”. A palavra evolução é, segundo o responsável, “talvez aquela que melhor espelha aquilo que conquistámos ao longo destas edições”, admitindo que “podemos afirmar que a DecorHotel terá já aquilo que percebemos como um evento de cariz internacional”.

A pouco mais de três meses do final de 2022, a pergunta que se coloca é: Estamos perante o melhor ano turístico de sempre em Portugal? A resposta é dada na “Análise CLEVER” assinada por Luís Brites. Combinando os valores de ocupação e receita turística até hoje conseguidos, com a análise de perspetivas de interesse – pesquisa de voos e alojamento – o CEO da CLEVER Hospitality Analytics afirma que “poderemos estar, de facto, em excelente perspetiva de presenciar o melhor ano turístico de sempre”.

Já no Fala-se, fique a conhecer a nova unidade de luxo na Ericeira do grupo hoteleiro Aethos. Localizado numa falésia, a 40 metros  do mar, o Aethos Ericeira abriu a 1 de setembro e inspira-se na natureza envolvente e na vista desafogada para o Oceano Atlântico para melhor se dirigir ao seu público-alvo: os surfistas.

No capítulo das novidades, a edição deste mês é também uma oportunidade de ficar a conhecer o novo projeto da Eurostars Hotel Company, o Eurostars Lisboa Baixa. O futuro quatro estrelas na Rua da Prata tem data de abertura prevista para o final deste ano e é inspirado na tradição e cultura lisboetas, totalizado 57 quartos.

A hotelaria de cinco estrelas é o tema central do dossier de setembro, onde damos a conhecer a oferta atual deste segmento hoteleiro de norte a sul do país, os públicos que pretende captar e as áreas em que aposta para fazer face à procura.  O investimento em tecnologia, na cozinha de autor e na sustentabilidade marcam algumas das medidas adotadas por hotéis como o Six Senses Douro Valley, The Lodge Hotel, The Yeatman, Montebelo Viseu Congress Hotel, The Ivens Hotel, Alentejo Marmòris Hotel & Spa, Vila Joya, Savoy Palace e Grand Hotel Açores Atlântico, com quem falámos para esta edição.

Destaque ainda para o especial Made in Portugal, onde apresentamos as novidades das empresas nacionais. Fique a conhecer as soluções e inovações para o setor hoteleiro de empresas como a EPOCA, Costa Nova, Regoldi, Laskasas, Glammfire e Costa Verde, a par das preferências dos clientes.

Na rubrica Palavra de Chef falámos com Ana Magalhães, a primeira mulher a vencer o concurso Chefe Cozinheiro do Ano em 23 anos. O respeito pelo produto, a importância de valorizar a tradição gastronómica portuguesa e a sustentabilidade na cozinha guiam grande parte da conversa com a sub-chef júnior de 26 anos no Six Senses Douro Valley.

Seguimos para a Inspeção, onde mostramos que “o paraíso só para adultos existe, tem vista para a Ria Formosa” e um lugar cativo no AP Cabanas Beach & Nature, que abriu no verão de 2021.

A fechar, brindamos com as sugestões de Pedro Luz, head sommelier na Garcias Wines & Spirits Boutique – Comporta. As sugestões ficam completas com os novos conceitos de restauração do Domes Lake Algarve, que damos a conhecer nesta edição.

As opiniões pertencem a Sérgio Guerreiro (Nova SBE Westmont); Paulo Mesquita (COO no Dom Pedro  Hotels & Golf Collection);  João Caldeira Heitor (coordenador científico da licenciatura em Gestão do Turismo do ISG – Instituto Superior de Gestão); Francisco Jaime Quesado (economista e gestor especializado em inovação e competitividade); Karina Simões (Head of Hotel Advisory na JLL Portugal); Liliana Conde (consultora) e José Varela Gomes (coordenador da licenciatura em Gestão Hoteleira do ISAG – European Business School).

*Para ler a versão completa desta edição da Hotelaria – em papel ou digital – subscreva ou encomende aqui.

Contacto: Carmo David | [email protected] | 215 825 430 **

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Guestcentric torna-se parceira da nova empresa de gestão de ativos hoteleiros AHM

Atualmente, a AHM gere cinco unidades hoteleiras independentes no norte de Portugal.

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A GuestCentric Systems associou-se a uma nova empresa de gestão de ativos hoteleiros, a ACE Hospitality Management (AHM), “para aumentar o negócio direto da empresa e apoiá-la na sua estratégia de crescimento de portefólio”, como indica em comunicado.

Atualmente, a AHM gere cinco unidades hoteleiras independentes no norte de Portugal. Através desta parceria, a AHM passa agora a contar com a GuestCentric Systems para a ajudar na sua estratégia “ambiciosa” de aumento de ativos. A agência de marketing digital especializada em hotelaria possui uma divisão própria, a Labs, com “uma vasta experiência em ajudar hotéis independentes a aumentar o seu negócio direto e, com isso, a melhorar significativamente a sua rentabilidade global”, asseguram em comunicado.

“Enquanto nova empresa de gestão de ativos hoteleiros, com planos de crescimento ambiciosos, precisávamos de um parceiro tecnológico focado na inovação, em quem pudéssemos confiar para otimizar a nossa presença online, comunicar a proposta de valor da marca e aumentar as vendas diretas” declara Cláudia Alves, Cluster Sales & Marketing Manager da ACE Hospitality Management.

Pedro Colaço, CEO da GuestCentric, acrescenta: “Há mais de 14 anos que a Guestcentric se orgulha de trabalhar ao lado de uma vasta gama de hotéis e de empresas de gestão hoteleira, para otimizar o crescimento do seu negócio direto. É com enorme entusiasmo que vemos a AHM fazer parte do nosso portefólio de clientes, e vemos isso como a confirmação de que nos considera o seu parceiro de eleição, para acompanhá-la na sua trajetória de crescimento sustentado”.

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