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“A transição digital está na cabeça de todos os empresários”

A pandemia provocou um terramoto no rent-a-car e nem a Europcar escapou às perdas. Mas as épocas de crise costumam ser alturas de reinvenção, caminho que também a maior rent-a-car do país está a fazer, com forte aposta nas tecnologias.

Inês de Matos
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A pandemia provocou um terramoto no rent-a-car e nem a Europcar escapou às perdas. Mas as épocas de crise costumam ser alturas de reinvenção, caminho que também a maior rent-a-car do país está a fazer, com forte aposta nas tecnologias.

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A pandemia provocou um terramoto no rent-a-car e nem a Europcar escapou às perdas. Mas as épocas de crise costumam ser alturas de reinvenção, caminho que também a maior rent-a-car do país está a fazer, com forte aposta nas tecnologias.


Em entrevista ao Publituris, o diretor-geral da Europcar Portugal, a maior rent-a-car a operar em território nacional, faz um balanço negativo do verão, que trouxe poucas boas surpresas, e fala das atuais restrições à circulação adotadas para conter a COVID-19, mas que estão a provocar novos cancelamentos, num setor que pode não aguentar sem novos apoios. No caso da Europcar Portugal, esta altura de menor procura está a ser aproveitada para lançar e testar produtos ligados ao digital, porque, como diz Paulo Moura, as apps e estas novas ferramentas “são o futuro”, também no turismo e no rent-a-car. Mas, para o futuro, importante é também construir o aeroporto do Montijo, essencial para melhorar o serviço aeroportuário na capital e para que, quando a procura regressar – o que o diretor geral da Europcar Portugal estima que aconteça em 2023 – o país esteja preparado para voltar a receber turistas.

Este ano, houve muitas expetativas em relação ao verão, mas acabaram por ser algo frustradas, porque o verão não trouxe a retoma esperada. Na Europcar, como é que correu o verão, ao nível do turismo?
Não sei se podemos dizer que houve realmente uma retoma, porque ficámos muito aquém dos níveis de 2019. Francamente, não tínhamos uma enorme expetativa em relação ao verão. Há uma parte do nosso negócio que tem a ver com o ‘long haul’, como os mercados emissores dos EUA, Brasil ou Canadá, que já esperávamos que se mantivesse suprimida ou quase inexistentes e foi o caso. Nos mercados com origem na Europa, alguns correram dentro da nossa expetativa, como o Reino Unido, que com aquelas questões de abre e fecha corredor aéreo, não correu particularmente bem. Mas houve mercados onde as coisas correram até francamente melhor do que esperávamos, como a França, Bélgica e a Suíça, que tiveram um comportamento muito interessante e muito aceitável durante este verão. Portanto, obviamente que se compararmos com 2019, foi um verão fraquíssimo, mas até talvez um pouco acima das nossas expectativas iniciais.

Estamos a falar numa quebra de quanto? A ARAC, associação que representa o rent-a-car, tem vindo a falar numa quebra de 60%. No caso da Europcar, corresponde?
Não é igual para todo o rent-a-car, depende dos segmentos em que se opera. É evidente que há operadores que estão 100% focados no segmento do turismo e, para esses, há um impacto muitíssimo maior. Não é dessa ordem de grandeza a nossa quebra, porque temos também o negócio corporativo, dos carros comerciais. Se considerarmos uma quebra de 40 a 45%, não deveremos andar longe da realidade.

Em que segmentos de automóveis se registou maior procura no verão?
Aqui houve um retrocesso. Nos últimos anos, tínhamos vindo a melhorar aquilo a que chamamos o ‘mix’ do negócio, que tem a ver com a tipologia dos carros alugados. O negócio tem tido, claramente, uma tendência para o low cost, com opção por carros de gamas mais baixas, o que já acontecia antes da pandemia, mas que se agravou, porque as pessoas estão preocupadas, mesmos as que optaram por fazer férias, fazem-no com preocupação em relação ao futuro e nós notamos isso. Também tem a ver com outro aspeto, que é a faixa etária que tivemos este verão, que era mais baixa, porque os turistas seniores foram os que mais se retraíram de viajar devido à doença.

E qual é a posição da Europcar face às novas medidas de combate à COVID-19, que preveem restrições à circulação, o que, obviamente, tem impacto no turismo?
Nestas duas últimas semanas, estamos a registar uma quebra enormíssima nas reservas, maior do que a quebra expectável em novembro, que é o pior mês de atividade no rent-a-car e no turismo em geral. A quebra que se está a registar é muito acima do normal e tem a ver com essas restrições, com as que houve no fim-de-semana dos Finados, que normalmente é uma data que tem um pico de atividade no turismo, porque muitos dos nossos compatriotas estão a trabalhar fora e vêm visitar a família nessa altura. Isso não se verificou este ano, houve essa quebra e continua-se a notar um retrocesso nas reservas, com muitos cancelamentos. Prevejo, pelo menos, três meses muito complicados. Não quero ser pessimista ao ponto de achar que vamos voltar aos níveis de abril, mas é um facto que se deverá aproximar.

Medidas e apoios

O governo tem procurado combater a crise da COVID-19 com medidas de apoio às empresas. Que avaliação faz a Europcar das medidas para o rent-a-car, se é que existem medidas concretas para o rent-a-car?
São muito poucas, para o setor do rent-a-car são quase inexistentes. Tanto a ARAC, como a Confederação do Turismo de Portugal, manifestaram o seu agrado pela forma rápida como o Governo respondeu à pandemia no início. Isto é, as medidas tomadas no início foram acertadas, como o lay-off simplificado, que foi essencial para as empresas do turismo ultrapassarem a fase crítica do confinamento. Também as moratórias de crédito foram essenciais. Diria que sem estas duas medidas, provavelmente teríamos assistido a muitas falências no setor do turismo, não quero dizer em particular no rent-a-car, mas certamente também no rent-a-car. Esta atividade tem uma dependência enormíssima do turismo e é, simultaneamente, uma atividade de capital intensivo e mão-de-obra intensiva. Portanto, se não houvesse as medidas que nos permitiram conter custos durante a fase crítica, provavelmente muitas empresas não teriam sobrevivido. Mas estamos a entrar numa nova fase idêntica à que vivemos anteriormente e, se não houver medidas mais robustas, não vejo forma das empresas a ultrapassarem sem profundas reestruturações, com efeitos no emprego. Não há possibilidade de lidar com as quebras da magnitude que estamos a registar – e que nalguns casos são de 60% e noutros de 50% – sem ajustar custos, ou terão de haver medidas do Estado. Mas também precisamos de medidas que nos permitam relançar a economia, temos de nos preparar para uma nova fase. As preferências dos nossos clientes estão a alterar- -se, as pessoas têm hoje preocupações muito maiores na questão do contacto físico e, por isso, tudo o que tem a ver com o digital, com serviços que impliquem o mínimo contacto possível, é hoje uma necessidade. Quem não investir na tecnologia, provavelmente está a perder o barco, porque a preferência de boa parte dos clientes vai nesse sentido. Mas para isso é preciso capital, é preciso investir e temos de nos preparar para concorrer num mercado que há de vir, porque a pandemia não vai durar para sempre.

A ARAC reivindicava a descida do ISV, do IUC e queria a redução do IVA para a taxa intermédia, mas o Orçamento do Estado para 2021 não contempla nenhuma dessas medidas. O que é que preciso que o rent-a-car faça para ser ouvido, pois é um setor com muito peso económico, mas que não viu nenhuma destas medidas atendida?
Temos vindo a manifestar-nos nos fóruns a que temos acesso e procuramos alertar o Governo através da ARAC – cuja atuação do secretário- -geral tem sido incansável nos contactos com o Governo, no sentido de alertar para os problemas do setor e para entender porque razão é que, estando no mesmo setor de atividade, não beneficiamos dos mesmos apoios que outros -, assim como através da Confederação do Turismo, que tem tido igualmente uma atuação importantíssima e através da qual temos pressionado de forma construtiva o Governo, para conseguirmos os apoios necessários. Mas também percebemos que o Governo tem recursos limitados, somos um país de parcos e escassos recursos, onde não é possível atender a todos, mas procuro sempre alertar que o rent-a-car contribui indiretamente para muitos outros setores. Por exemplo, nós compramos 40% dos carros que se vendem em Portugal, o que quer dizer que se o rent-a- -car cair 50%, o mercado automóvel cai 20% ou mais. Isto é algo que, às vezes, não é claro, mas que procuramos demonstrar ao Governo.

Digital

Apesar da pandemia, as alturas de crise costumam trazer inovação, como a maior aposta no digital, de que falou há pouco. A Europcar, que já vinha a apostar em novos produtos digitais antes da COVID-19, tem previstas novidades a este nível?
É verdade e estamos, de facto, a conduzir alguns testes. Tenho o orgulho de que Portugal tenha sido escolhido para conduzir esses testes-piloto para o Europcar Mobility Group, todos na área do digital. Alguns desses testes têm a ver com a conexão da frota, os Connected Cars, que serão uma forma de implementar novos serviços e ofertas, precisamente naquele sentido que referia anteriormente de dar acesso direto ao carro, sem qualquer interação física. Isto é, os clientes fazem a reserva no site e recebem um e-ticket – como recebemos das companhias aéreas – e, depois, com o smartphone ou numa máquina onde se registam, recebem a chave ou um código de acesso direto à viatura, que está num determinado parque. Estamos a implementar esta experiência nas nossas marcas, nomeadamente na Goldcar, que já tem esta oferta a funcionar também em Portugal. Temos uns dispensadores que funcionam nos aeroportos, denominados ‘Key&Go’, onde os clientes se dirigem, levantam as chaves no parking do aeroporto e seguem para a viatura, sem interação humana. Este serviço vai ser estendido também à Europcar e contamos ainda ter estações virtuais, ou seja, estações abertas 24h e sete dias por semana, para levantamento e entrega das viaturas.
É este negócio de proximidade que pretendemos alargar. Na Europcar, classificamos a atividade em três segmentos: profissional, que é o negócio corporativo; o lazer, que são os resorts, aeroportos e o verão; e o negócio de proximidade, que são as estações de cidade. Temos 82 estações em todo o país e estamos em todas as capitais de distrito, em algumas com mais que uma estação, e são estes pontos de contacto de proximidade com os clientes que queremos alargar, disponibilizando estes serviços de forma mais fácil, sem esperas e sem grandes burocracias, para que os clientes possam, cada vez mais, optar pelos nossos serviços como uma alternativa ao carro próprio, porque cada vez faz menos sentido ter viatura própria para quem vive nos centros urbanos. Por isso, se houver soluções de mobilidade que sejam fáceis de ativar, as pessoas acabam por aderir.

Esse projeto já estava em andamento, mas foi acelerado com a pandemia?
Exatamente. É um processo que já estava em andamento, já tínhamos iniciado os projetos-piloto e estamos agora a acelerar, porque faz todo o sentido, já fazia antes e agora ainda mais. Estas tecnologias, as apps, são o futuro e acredito que o turismo acabará por ser complementado com este tipo de serviços, em que o rent-a-car tem um papel importante com o carsharing ou com o aluguer de curto prazo.

Quando é que vai estar operacional na Europcar em Portugal?
Nos próximos meses. Sem dúvida no próximo verão, vamos ter máquinas ‘Key&Go’ em vários pontos.

A Europcar tem a expetativa que este projeto possa influenciar outras iniciativas, até de outros setores, que tirem partido deste lado positivo da tecnologia, que se está a revelar agora tão importante?
Acho que sim. A transição digital, neste momento, está na cabeça de todos os empresários e gestores, todos têm consciência que é necessário investir no digital e temos, aliás, visto uma evolução enormíssima nas nossas vidas. Se pensarmos que, há uns anos, todas estas funcionalidades que usamos hoje – como as apps que usamos para nos deslocarmos – não existiam, percebemos a importância destas ferramentas, que hoje estão acessíveis através do digital. Hoje, o digital é fundamental para qualquer negócio.

Aeroporto

 As épocas de crise também são, normalmente, aproveitadas para se reavaliar investimentos, e parece ser isso que está a acontecer com o aeroporto do Montijo, pois o Governo já admite que o projeto perdeu urgência porque a pandemia reduziu o tráfego aéreo em Lisboa. Concorda que esta visão?
Discordo completamente porque estamos décadas atrasados. Esta não é, de todo, altura para adiar uma decisão que já devia estar assente porque Lisboa precisa desse aeroporto. Só se acreditássemos que a pandemia iria durar indefinidamente é que podíamos aceitar isso. Talvez não acabe já em 2021, mas é possível que isso aconteça em 2022 ou em 2023. Portanto, se em 2023 regressarmos aos números de 2019, Lisboa vai ser um pandemónio em termos de serviços aeroportuários, como era no ano passado. Toda a demora assumida neste processo vai ter repercussões e vai-se traduzir em perdas de milhões de euros de receita para Lisboa. Por isso, acho que não é, de todo, altura de perdermos mais tempo a discutir o aeroporto, foi assim que este processo se arrastou 40 anos.

Em relação ao aeroporto do Montijo, as rent-a-car já foram ouvidas sobre as condições de que vão dispor na nova infraestrutura?
Temos uma relação próxima e aberta com a ANA – Aeroportos e já discutimos o tema do novo aeroporto. Eles ouviram as nossas opiniões e assumimos inclusive que, se o novo aeroporto tivesse sido uma realidade durante o prazo da corrente concessão, o que não será muito possível, porque a obra vai demorar três ou quatro anos – e esta é mais uma razão pela qual não faz sentido adiar mais a decisão -, as rent-a-car teriam obviamente um espaço no futuro aeroporto. Nem faria sentido se não fosse assim, apesar de, para nós, isso partir em dois a nossa operação na cidade de Lisboa. Mas creio que não há outra solução e é sempre uma melhor solução do que oferecer o péssimo serviço que se presta no aeroporto atual, que atingiu o limite da sua capacidade.

Futuro

A pandemia torna difícil fazer previsões, mas ainda há pouco disse que, talvez em 2023, já exista retoma. Como vê o futuro do turismo e do rent-a-car?
Quando falo em 2023, é em voltar a atingir a performance de 2019, em que tivemos níveis altos de turismo, mas acho que já haverá uma franca recuperação em 2022. Talvez em 2021 seja cedo, porque isto tem a ver com a confiança das pessoas. Logo que se consiga eliminar a incerteza e o medo, a recuperação será rápida, porque as pessoas estão desejosas de viajar. Quando houver confiança, tudo será rápido. Por isso, acredito que 2021 será ainda cedo para que exista recuperação, porque não há ainda uma vacina ou cura, e as pessoas ainda não se habituaram a viver com esta situação. Mas no futuro, com ou sem vacina ou até que tudo isto se torne normal nas nossas vidas, haveremos de recuperar os níveis do passado.

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75% dos portugueses diz que próximas férias vão ser em Portugal, revela estudo da Bloom Consulting

Estudo da consultora Bloom Consulting apurou que 44% dos portugueses conta gozar um período de descanso ainda este ano e que apenas 27% deixa para o próximo ano os planos de férias.

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Para 75% dos portugueses, as próximas férias vão ser passadas em território nacional, apurou um estudo da Bloom Consulting, que revela também que, apesar da pandemia, 44% dos portugueses conta gozar um período de descanso ainda este ano e que apenas 27% deixa para o próximo ano os planos de férias.

Ainda assim, diz a Bloom Consulting num comunicado divulgado esta sexta-feira, 17 de setembro, “ma grande fatia da população inquirida afirmou ainda não estar decidida quanto à sua próxima viagem de lazer (22%), sendo que apenas 5,8% afirma que apenas viajará em 2023”.

“Os dados do estudo são reveladores de algo que a indústria turística portuguesa já tem vindo a sentir_ uma maior movimentação dos portugueses em viagens de lazer. Com o avançar da vacinação e aproximação à tão desejada imunidade de grupo, é expectável que alguns destes portugueses vão progressivamente alterando a sua posição em relação ao turismo sendo no entanto irrealista pensar que a situação reverterá para as tendências registadas em 2019 num futuro próximo”, considera Filipe Roquette, diretor geral da Bloom Consulting Portugal.

O estudo mostra também que, quanto mais jovens os inquiridos, maior a disposição para viajar ainda este ano, com a Bloom Consulting a revelar que, “o grupo de 54 ou mais anos é o mais conservador e também o mais indeciso nesta matéria”.

Quanto a destinos, o mercado nacional é o que sai a ganhar, até porque, dos 75% dos portugueses que conta fazer férias em destinos nacionais, em 60% dos casos nem são consideradas outras hipóteses. Ainda assim, há 14% de portugueses que dizem não saber onde vão passar as próximas férias, enquanto 11% descarta férias no território nacional e só pensa em férias no estrangeiro.

“Entre os que afirmam que o seu próximo destino será em território nacional, o Algarve é a região mais referida com 20% do total de menções. Seguem-se as regiões autónomas dos Açores e da Madeira com 18% e 16% respetivamente. Também com 16% estão o Alentejo e a região do Porto e Norte de Portugal. O Centro de Portugal com 8% e a Região de Lisboa são as regiões sob as quais recaem menos intenções de visitação por parte dos portugueses num futuro próximo”, indica o comunicado.

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Iberia mantém voos para as Maldivas no inverno

Depois do sucesso no verão, a Iberia vai manter a operação para as Maldivas este inverno, com dois voos por semana, e, em Portugal, tem planos para aumentar a capacidade nas rotas de Lisboa e Porto.

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A Iberia vai manter os voos para as Maldivas, que arrancaram no início de julho, também  durante a temporada de inverno, com a companhia aérea espanhola a revelar que a decisão foi tomada na sequência do “bom funcionamento desta rota nos meses de verão” e que, na época baixa, os voos decorrem entre dezembro e fevereiro, com duas ligações por semana. Já para Lisboa e Porto, está previsto um aumento para o triplo dos voos diários, ao longo dos próximos meses.

“Entre as principais novidades, destaca-se a incorporação do destino estrela do verão, as Ilhas Maldivas. Após o bom funcionamento da rota nos meses de verão, a companhia aérea decidiu retomar os voos a partir de dezembro com duas frequências diretas por semana, que vão até fevereiro de 2022”, lê-se na informação divulgada pela companhia aérea sobre o plano de rotas para este inverno.

Além das Maldivas, a Iberia vai manter também no inverno os voos para Cali, na Colômbia, outra das rotas que a companhia aérea também operou este verão e que, no inverno vai contar com três frequências por  semana, entre dezembro e março.

Neste inverno, a Iberia vai ainda aumentar o número de voos disponíveis na ponte aérea entre Madrid e Barcelona, que em setembro já tinha sido aumentada em 32%, mas que, segundo a Iberia, vai ainda conhecer novos aumentos este inverno, até um total de 68 voos por semana, o que totaliza 11 voos por dia em cada trajeto.

Na informação divulgada, a Iberia explica que os aumentos previstos para a ponte aérea visam a reativação das viagens de negócios, motivo pelo qual a transportadora vai também reforçar a operação em alguns destinos europeus, a exemplo de Paris, para onde a Iberia conta disponibilizar até sete voos por dia em cada sentido, mas também de Londres, que passa a contar com até cinco voos por dia e por trajeto, enquanto cidades como Lisboa, Porto, Frankfurt, Bruxelas, Genebra, Milão, Roma, Zurique, Dusseldorf, Munique, Veneza, Lyon e Marselha vão chegar aos três voos por dia, ao longo deste inverno. Já Frankfurt, vai contar com um aumento até 18 frequências por semana.

Na rede de longo curso, e além das Maldivas e de Cali, a Iberia vai também aumentar a sua oferta para a América Latina e EUA, estimando voar para 23 cidades em 17 países, num total de 280 voos por semana, à partida de Madrid. Apenas na América Latina, a companhia aérea vai operar para 17 destinos em 15 países, superando os 200 voos por semana.

“Os mercados com maiores taxas de crescimento são o México – que já conta com dois voos diários -, a República Dominicana – com mais três voos semanais, até 13 frequências – e a Colômbia, com mais três frequências para Bogotá, chegando a 10; e Cali, para onde a Iberia voa três vezes por semana”, indica a transportadora.

Além disso, acrescenta a Iberia, vai ser também aumentada a capacidade para a América do Centro e Caraíbas, em concreto para o Panamá, Costa Rica e Guatemala/El Salvador, que passam a contar com mais um voo por semana, até seis frequências semanais no caso do Panamá e Costa Rica, enquanto a Guatemala/El  Salvador passa a contar com cinco ligações semanais.

Para San Juan de Porto Rico, a Iberia vai passar de três para quatro frequências por semana, enquanto o Uruguai passa a seis voos diretos por semana. Já Buenos Aires, Lima, São Paulo e Santiago do Chile mantêm um voo diário, ainda que, no caso da capital argentina, a operação esteja ainda sujeita a aprovação governamental.

Já nos EUA, onde a Iberia diz estar ainda dependente da reabertura turística, a companhia tem planos para recuperar as frequências que oferecia antes da pandemia, e conta operar 10 voos por semana para Nova Iorque e Miami, ou seja, mais três que no verão, e espera manter ainda as ligações a Chicago, Boston e Los Angeles.

Este inverno, a Iberia conta ainda com uma campanha especial que pretende estimular a procura ao longo dos próximos meses e que oferece tarifas especiais para reservas até 22 de setembro e que se aplica a viagens até 9 de junho de 2022.

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Operadores retomam operação de Fim-de-Ano para Salvador e Natal

Os charters dos operadores Solférias, Exoticoonline e Sonhando têm partida programada para 26 e 27 de dezembro.

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Os operadores turísticos Solférias, Exoticoonline e  Sonhando voltam a juntar-se para lançar uma operação especial de Fim-de-Ano com destino a Salvador da Bahia e Natal no Brasil, com partidas de Lisboa e Porto.

 Esta operação especial de Réveillon em Salvador, com saída a 26 de dezembro e regresso a 2 de janeiro, terá partida de Lisboa via Porto. 

Para a cidade de Natal, a saída será dia 27 de dezembro e regresso dia 3 de janeiro e também com partida de Lisboa via Porto. 

No sentido inverso, estas operações estão ser comercializadas pelo operador Alto Astral, em parceria com Lusanova e outros parceiros locais.

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Ryanair abre nova rota entre o Porto e Clermont-Ferrand no inverno

Companhia aérea vai realizar dois voos por semana entre o Porto e a cidade francesa de Clermont-Ferrand, a partir de novembro.

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A Ryanair anunciou a abertura de uma nova rota entre o Porto e a cidade francesa de Clermont-Ferrand no próximo inverno, operação que vai contar com dois voos por semana e que, segundo comunicado da companhia aérea low cost, arranca em novembro.

“Estamos encantados por anunciar esta nova rota do Porto para Clermont-Ferrand com dois voos semanais, a partir de novembro. A Ryanair continua empenhada em reconstruir a industria turística em Portugal e em reforçar a conetividade, à medida que continua a crescer na Europa e as viagens regressam aos níveis pré-COVID-19”, congratula-se Jason McGuinness, diretor Comercial da Ryanair.

Para assinalar o lançamento da nova rota de inverno, a Ryanair lançou uma promoção com preços desde 19,99 euros, para viagens que decorram até março de 2022 e cujas reservas sejam realizadas até à meia-noite do próximo sábado, 18 de setembro, através do site da companhia aérea,  em  www.Ryanair.com

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Altis Grand Hotel reabre dia 18

Com esta reabertura, todos os hotéis do grupo Altis voltam a estar simultaneamente em funcionamento.

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 1 de outubro é a data escolhida para reabertura oficial do Altis Grand Hotel, o primeiro hotel do grupo que irá completar este ano 48 anos. Depois de estar fechado desde abril do ano passado, o emblemático hotel lisboeta   reabrirá, enquanto a cidade espera receber de volta mais turistas.

Para Raul Martins, presidente do Conselho de Administração do Grupo Altis, “o Altis Grand Hotel é um hotel com história desde a sua abertura, temos empresas e gerações de clientes que estão ligados a este hotel, aqui vieram pela mão dos avós ou dos pais, e é uma enorme satisfação poder voltar a recebê-los. Toda a equipa está ansiosa e motivada”.

Desde o inicio da pandemia, o grupo manteve sempre pelo menos um hotel em funcionamento e, com esta reabertura, todos os hotéis do grupo Altis voltam a estar simultaneamente em funcionamento, uma  decisão tomada  com base nas “boas perspetivas de ocupação para o último trimestre do ano e para o próximo ano”.

“Para 2022, o grupo espera atingir uma ocupação anual média de 60%, sendo que em 2019, fechou o ano com uma ocupação de 80%”, perspetiva Diogo Fonseca e Silva, diretor-geral de operações do Grupo Altis Hotels.

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American Airlines compra 5,2% da Gol e anuncia codeshare exclusivo

Negócio prevê a criação do maior programa de fidelidade do continente americano, assim como a ampliação do acordo de codeshare que as duas transportadoras já mantinham.

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A American Airlines adquiriu 5,2% da Gol, atualmente a maior companhia aérea brasileira, o que vai dar origem a uma “parceria exclusiva”, que prevê a criação do maior programa de fidelidade do continente americano, assim como a ampliação do acordo de codeshare que as duas transportadoras já mantinham, num negócio que visa a afirmação da companhia norte-americana no Brasil.

De acordo com a imprensa brasileira, o negócio prevê um investimento de 200 milhões de dólares, já que a American Airlines compra 22,2 milhões de ações preferenciais da Gol, assim como a junção dos programas de fidelidade das duas companhias, o Aadvantage e o Smiles, numa fusão que vai dar origem ao maior programa de milhas do continente americano.

Mas o principal destaque vai mesmo para a ampliação do acordo de codeshare, o que vai permitir aumentar a presença da American Airlines na América do Sul, principalmente no Brasil.

“A American é, há muito tempo, a companhia aérea líder entre os Estados Unidos e a América do Sul, e esta parceria mais forte com a Gol solidifica essa posição de liderança”, afirma Robert Isom, presidente da American Airlines, considerando que a rede da transportadora norte-americana “combina perfeitamente” com a rede da Gol no Brasil.

“Juntos, seremos capazes de oferecer aos clientes que voam para, através e do Brasil acesso à maior rede com as taxas mais baixas e o melhor e maior programa de fidelidade de viagens conjunto da América”, acrescenta o responsável.

Com a ampliação do acordo de venda compartilhada, os clientes da Gol passam a ter acesso a mais de 30 destinos da American Airlines nos EUA, à partida dos hubs da Gol em São Paulo (GRU) e no Rio de Janeiro (GIG), assim como a outras 34 rotas brasileiras e internacionais, nomeadamente na América Latina.

“O acordo de codeshare exclusivo entre duas das principais empresas aéreas das Américas combina malhas altamente complementares e oferece aos clientes uma experiência de viagem superior, proporcionada pelo maior número de voos e destinos nas Américas do Norte e do Sul”, destaca Paulo Kakinoff, CEO da Gol, considerando que este acordo “fortalecerá ainda mais a presença da Gol nos mercados internacionais” e vai contribuir para o crescimento da transportadora.

O negócio, que prevê também que a American Airlines passe a indicar um dos membros do Conselho de Administração da Gol, não está, no entanto, ainda completamente concluído e, segundo a imprensa brasileira, aguarda a confirmação de algumas condições, incluindo assinatura e entrega da documentação definitiva, entre outras condições usuais de operações deste nível.

Recorde-se que a American Airlines voa atualmente para 17 destinos na América do Sul, incluindo São Paulo (GRU) e Rio de Janeiro (GIG), a partir das suas bases em Dallas-Fort Worth (DFW), Miami (MIA) e Nova York (JFK), enquanto a Gol conta com ligações aéreas para 63 destinos no Brasil, assim como para várias das principais cidades da América Latina.

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Primeiros turistas da SpaceX já iniciaram viagem

A cápsula da SpaceX partiu para uma viagem de três dias no espaço, sem nenhum astronauta profissional a bordo.

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Quatro turistas norte-americanos já descolaram do Centro Espacial Kennedy, na Florida, nos Estados Unidos, a bordo de uma cápsula da SpaceX, para uma viagem de três dias no espaço, sem nenhum astronauta profissional a bordo.

O foguetão Falcon 9, transportando a cápsula Dragon, ambos da empresa privada SpaceX, descolou à hora prevista, 20:02 horas locais de quarta-feira (23:02 em Portugal), do Centro Espacial Kennedy, na Florida, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).

Minutos depois, o foguetão separou-se da cápsula com sucesso, levando a bordo, pela primeira vez, apenas civis como tripulantes, que permanecerão três dias no espaço.

“Poucos lá foram e muitos vão seguir-se. A porta abre-se agora”, disse o multimilionário Jared Isaacman, de 38 anos, que fretou o “cruzeiro espacial” e comanda a missão.

Isaacman, de 38 anos, fundador e presidente da empresa Shift4 Payments, amante da aviação, financiou a travessia espacial dos outros três tripulantes, com um custo que não foi divulgado, mas que deverá rondar as dezenas de milhões de dólares, segundo a AFP.

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Ilha do Sal vai ter charter no Fim-de-Ano

Esta operação é promovida pelos operadores turísticos Solférias, Soltrópico e Viagens Abreu.

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Os operadores turísticos Solférias, Soltrópico e Viagens Abreu juntaram-se para realizar uma operação charter para a ilha do Sal, em Cabo Verde, na época festiva do Fim-de-Ano.

Com partidas de Lisboa e do Porto em voos operados pela SATA no dia 26 de dezembro 2021 e regresso a 02 de Janeiro de 2022 (o voo parte do Sal na madrugada de 03 de Janeiro), os pacotes disponibilizados, neste caso pela Soltrópico, incluem estadas de  sete dias, a partir de 1388 euros como preço base, por pessoa, em quarto duplo standard, em regime de Tudo Incluído, no 4-estrelas, Oásis Belorizonte, e 1547 euros, por pessoa, em quarto standard, em regime de Tudo Incluído no 5-estrelas, Oásis Salinas Sea.

O programa inclui passagem aérea em voo TAP Lisboa ou Porto / Sal / Lisboa ou Porto, em classe S1, com direito a 20 kg de bagagem; estadia de 7 noites no hotel e regime escolhidos; transfers aeroporto/hotel/aeroporto; Taxa de Segurança Aeroportuária; Seguro de viagem Global Extra; Taxas de aeroporto segurança e combustível (223€ – sujeito a alterações legais até emissão dos bilhetes).

Segundo Nuno Paixão, Diretor Comercial da Newtour, onde a Soltrópico se integra, “tendo em conta a retoma de procura pelo destino Sal e tendo em conta o sucesso das operações antes da pandemia, para a Soltrópico faz todo o sentido voltar a apostar neste destino de Sol e de proximidade para os portugueses que preferem passar o Réveillon 21/22 num destino quente.”

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Certificado europeu mais perto de se tornar ‘standard’ global

Desde que foi colocado em prática, em junho deste ano, que foram emitidos mais de 420 milhões de certificados da UE.

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Albânia, Andorra, Ilhas Faroé, Israel, Mónaco, Marrocos e Panamá são os países e territórios mais recentes a adoptar  o sistema europeu do certificado  COVID Digital da União Europeia.

A Comissão Europeia anunciou que os  certificados COVID-19 emitidos pelos países referidos são equivalente ao Certificado COVID Digital da União Europeia.

Desde que foi colocado em prática, em junho deste ano, que foram emitidos mais de 420 milhões de certificados da UE, existindo atualmente 42 países, incluindo os 27 Estados-membros, que integram o sistema europeu, o que o está a converter num ‘standard’ internacional.

Didier Reynders, comissário da Justiça, destacou que esta situação  permite que todos ganhem: “os cidadãos podem desfrutar do seu direito de livre circulação e as empresas, assim como o setor dos transportes, podem começar a compensar as perdas dos últimos meses”.

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“Turismo e mobilidade sustentável” em debate no Algarve

Debate “Turismo e Mobilidade Sustentável” está inserido no ciclo “Conversas com Futuro”, decorre a 17 de setembro, e pretende ser um contributo para a Conferência sobre o Futuro da Europa.

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O Centro Europe Direct Algarve, em parceria com a CCDR Algarve e a Região de Turismo do Algarve (RTA), promovem na próxima sexta-feira, 17 de setembro, o debate “Turismo e Mobilidade Sustentável”, inserido no ciclo “Conversas com Futuro”, que pretende ser um contributo para a Conferência sobre o Futuro da Europa.

Num comunicado enviado à imprensa, a organização do evento explica que “esta será uma oportunidade única para debater os desafios e as prioridades do Algarve, de Portugal e da Europa no âmbito do turismo e da mobilidade sustentável, mas sobretudo para ouvir e responder às perguntas do público que estará a assistir à conversa em direto”.

“Com o mote da Conferência sobre o Futuro da Europa, que até à primavera de 2022 vai ouvir os cidadãos europeus sobre o futuro que pretendem para a União Europeia, o Centro Europe Direct Algarve organiza este fórum de discussão, abrindo o diálogo à região do Algarve e a todos os que nela vivem, com o objetivo de aumentar o nível de conhecimento sobre o projeto europeu”, lê-se no comunicado divulgado pela organização.

Com a participação de João Fernandes, presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA),  da eurodeputada  Cláudia Monteiro de Aguiar, de João Ferreira, da DG MOVE da Comissão Europeia, José Apolinário, da CCDR Algarve, e Rodrigo Soares, da Erasmus Student Network, o debate vai decorrer entre as 11h00 e as 13h00, e pode ser acompanhado através da página de Facebook da RTA.
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