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Nova associação apela às “reais preocupações” dos sócios gerentes das agências de viagens

O que começou com um grupo informal numa rede social rapidamente ganhou força e adesão para a criação de uma associação que defendesse, “legitimasse e formalizasse” a voz dos sócios-gerentes das agências de viagens e turismo que vivem atualmente “uma situação dramática”.

Raquel Relvas Neto
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Nova associação apela às “reais preocupações” dos sócios gerentes das agências de viagens

O que começou com um grupo informal numa rede social rapidamente ganhou força e adesão para a criação de uma associação que defendesse, “legitimasse e formalizasse” a voz dos sócios-gerentes das agências de viagens e turismo que vivem atualmente “uma situação dramática”.

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Chamar a atenção para a atual realidade em que vivem os sócios-gerentes das agências de viagens e turismo foi o que motivou a criação, no passado dia 28, da mais recente associação do setor turístico: a ASGAVT – Associação de Sócios Gerentes das Agências de Viagens e Turismo.
O que começou com um grupo informal numa rede social rapidamente ganhou força e adesão para a criação de uma associação que defendesse, “legitimasse e formalizasse” a voz dos sócios-gerentes das agências de viagens e turismo que vivem atualmente “uma situação dramática” devido aos constrangimentos causados pela pandemia da COVID-19.

“Queremos ser parte da solução, e vamos trabalhar na prossecução do objetivo comum do setor, tendo por base as reais preocupações dos sócios gerentes das agências de viagens e turismo”, afirma Elsa Santos, presidente da comissão instaladora.

“As agências de viagens têm especificidades muito próprias, que não estão a ser completamente atendidas pelas atuais medidas de apoio ao setor do turismo em Portugal. Este é um problema nacional, não se restringindo a determinadas zonas do país”, salienta a representante.

“Completo abandono”

Ao Publituris, a  presidente da comissão instaladora  esclarece que as agências de viagens, sobretudo as focadas no ‘outgoing’, notam um “completo abandono” por parte das entidades oficiais, no que aos apoios dizem respeito. A responsável esclarece que “desde que aconteceu esta situação da pandemia que se ouve falar do turismo exclusivamente falando do mercado interno. Não estamos na situação de enviar clientes para fora, porque isso não é possível por uma questão de insegurança, mas dentro do turismo interno também deveria haver a participação das agências e o que se nota é um completo abandono”.

E aponta várias exemplos concretos que não têm contribuído para aligeirar a situação complicada que as agências de viagens vivem, como o recente lançamento da campanha Tu Podes pelo Turismo de Portugal, que ” induz e influencia o cliente a reservar diretamente. Não há uma alusão às agências de viagens. Teremos de perguntar ao Turismo de Portugal o porquê de ter criado uma campanha que não coloca as agências de viagens como intermediários”.  A associação sugere que esta plataforma que fomenta à reserva direta por parte do cliente poderia ter alguma alusão para estes reservarem através das agências de viagens e estas poderem assim “ter algum trabalho e algumas vendas”.

A responsável recorda ainda a realidade empresarial destas agências de viagens que são constituídas, na sua maioria, apenas por sócios-gerentes que não viram, por exemplo, reduzida a Taxa Social Única (TSU),  que tiveram de pagar na sua totalidade ao Estado durante estes últimos meses em que não registaram quase nenhuma ou nenhuma atividade económica. “Posso dizer que há colegas sócio-gerentes em situações dramáticas, porque não conseguindo pagar aquilo que têm para trás de segurança social também não têm direito a receber nada. Nem que fosse reduzir para metade, por exemplo, já seria uma ajuda”.

Para Elsa Santos é essencial  “manter as agências de viagens, porque os clientes vão voltar a procurarmos e vão voltar a viajar. Não viajam agora por causa das circunstâncias que existem, agora é preciso que tenhamos condições para nos mantermos”. A representante da associação alude ainda ao facto de existirem sócios-gerentes que têm o seu único sustento no negócio da sua agência de viagem.

Para já, a ASGAVT já solicitou encontros com as entidades oficiais, como o Turismo de Portugal e a Secretaria de Estado do Turismo, para exporem na primeira pessoa os problemas com que os sócios-gerentes das agências de viagens e turismo vivem, complementando que todo o grupo de trabalho da associação é constituído por sócios-gerentes.

Questionada acerca da representatividade associativa que já existe no âmbito das agências de viagens e turismo, Elsa Santos clarifica que a ASGAVT “não é nenhuma concorrência à APAVT. No fundo ambas as associações têm uma filosofia comum: defender as agências de viagens. Simplesmente esta tem um objetivo mais específico que tem a ver única e exclusivamente com os sócios-gerentes das agências de viagens e turismo”.

“A APAVT é realmente a associação oficial das agências de viagens e turismo, e muito temos que agradecer todo o trabalho que foi feito. Não está em causa não terem defendido as agências de viagens, acontece é que esta associação [ASGAVT] tem um objeto muito específico: os sócios-gerentes. Sendo os sócios gerentes de agências muito pequenas, muitas delas nem são sócias da APAVT, nem sabem o que se passa na APAVT. É precisamente para estas que é importante também haver uma entidade que lhes dê voz”, conclui a responsável.

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4 operadores turísticos juntos em voo especial para Maceió na Páscoa

Os operadores turísticos Solférias, Exoticoonline, Sonhando e Alto Astral, acabam de anunciar ao mercado o lançamento de um voo especial para Maceió-Brasil, para a Páscoa.

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Atentos aos desejos dos viajantes, quatro operadores do mercado português – Solférias, Exoticoonline, Sonhando e Alto Astral, vão dar continuidade ao sucesso que foram as duas operações especiais de fim de ano para o Brasil, com o lançamento de um voo especial para Maceió numa data tão procurada pelos viajantes: a Pascoa.

O voo direto de Lisboa será operado pela companhia aérea SATA, tem partida marcada para o dia 7 de abril e regresso no dia 16, num programa de 9 noites / 10 dias, desde 1.798 euros por pessoa em duplo, no Hotel Vila Galé Alagoas, em regime de tudo-incluído.

A Solférias, Sonhando e Exoticoonline, numa estreita colaboração com todos os seus parceiros no destino, comercializam o voo a partir de Portugal, enquanto a comercialização da rota inversa estará a cargo da Alto Astral.

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Grupo Ávoris apresenta novidades para 2023 em roadshow

O roadshow do Grupo Ávoris decorre entre 31 de janeiro e 8 de fevereiro, conta com a participação dos operadores turísticos do grupo e vai visitar “várias cidades do país”.

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O Grupo Ávoris anunciou que, entre 31 de janeiro e 8 de fevereiro, vai promover um roadshow para apresentar as novidades da programação dos seus operadores turísticos para 2023.

Num comunicado enviado à imprensa, o grupo turístico revela que o roadshow vai passar por “várias cidades do país” e conta com a participação dos operadores turísticos Jolidey, LePlan, Nortravel, LeSki, Travelplan, Rhodasol, Marsol e Catai Portugal.

Por enquanto, o Grupo Ávoris não adianta mais informações sobre o roadshow ou sobre as cidades que a iniciativa vai visitar, garantindo apenas que “brevemente” serão fornecidos mais detalhes sobre o evento.

 

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Lusanova lança catálogo “Circuitos Europeus” para 2023/2024

Acessível no seu website, o operador turístico Lusanova acaba de lançar o catálogo “Circuitos Europeus” para a temporada 2023/2024.

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Tradicionalmente constituído por duas categorias de Circuitos Europeus – os Clássicos e os Seleção, o catálogo para 2023/2024 apresenta itinerários totalmente novos, como o “Alemanha Encantada”, “Cores da Provença”, “As novas jóias dos Balcãs”, “Saga Nórdica”, e “Islândia Mágica” nos Seleção; e o “Itália Dolce Vita” nos Clássicos.

Tiago Encarnação, diretor de operações da Lusanova, indica que os Circuitos Europeus Clássicos são operados pelo operador turístico, com guias em língua portuguesa e “indicados para os clientes que pretendem conhecer as grandes cidades da Europa e aprofundar o seu conhecimento nos principais destinos europeus”, acrescentando que são também circuitos que permitem uma maior flexibilidade e personalização do itinerário.

Já no que refere aos Seleção, tratam-se de circuitos mais inclusivos, este ano com mais partidas com guias em português, e destinam-se “a quem procura conhecer em pormenor regiões menos percorridas e experiências mais autênticas, com mais refeições e visitas”, refere ainda Tiago Encarnação.

Os circuitos Europeus incluem toda a programação de circuitos regulares para a Europa da Lusanova, com partidas garantidas ao longo de toda a temporada e reservas disponíveis online no site do operador turístico.

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Solférias apresenta nova brochura 2023/2024 da Disneyland Paris

A programação da Disneyland Paris para 2023/2024 acaba de ser disponibilizada ao mercado pelo operador turístico Solférias em formato de brochura, que pode ser consultada em Solferias.pt.

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O operador turístico Solférias acaba de comunicar ao mercado que já tem disponível a novíssima brochura para a Disneyland Paris, com validade até 27 de março de 2024.

Segundo a Solférias, a brochura Disneyland Paris é, para além de um manual de vendas para todos os agentes de viagens, “uma fonte de inspiração que é por si só um excelente argumento para a decisão dos clientes poderem, imediatamente, entrar neste mundo mágico”, parque temático muito apreciado pelos portugueses.

Com o prolongamento do 30.º aniversário da Disneyland Paris até 30 de setembro de 2023, a brochura reúne informação privilegiada “que comprova que a magia está programada para brilhar ainda mais forte”, indica o operador turístico em nota de imprensa.

 

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Viagens Tempo promovem Cairo e Hurghada para a Páscoa

As Viagens Tempo lançaram uma proposta para a Páscoa no Egito, num pacote de sete noites para o Cairo e Hurghada, que apresenta preços desde 1.695 euros por pessoa e que conta com partida do Porto, a 3 de abril.

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As Viagens Tempo lançaram uma proposta para a Páscoa no Egito, num pacote de sete noites que apresenta preços desde 1.695 euros por pessoa e que conta com partida do Porto, a 3 de abril.

O pacote das Viagens Tempo para a Páscoa no Egito conta com duas noites de alojamento no Cairo, capital do Egito, no hotel de cinco estrelas Steigenberger Cairo Pyramids, e outras cinco noites em Hurghada, uma das principais estâncias turísticas egípcias no Mar Vermelho, onde o alojamento será no Marriott Hurghada Beach Resort, também de cinco estrelas.

Além do alojamento, o pacote das Viagens Tempo para a Páscoa no Egito inclui também sete refeições, assim como visita de dia inteiro às Pirâmides, Esfinge e Museu do Cairo, com guia local em português ou espanhol, e voos de ida e volta pela Turkish Airlines, via Istambul, na Turquia.

A proposta para a Páscoa contempla ainda taxas, transferes entre o aeroporto e o hotel, bem como seguro de viagem, incluindo condições especiais para cancelamento antecipado e interrupção de viagem e cobertura complementar COVID-19.

Já o visto de entrada no Egito não está incluído, assim como as bebidas às refeições, gastos pessoais e gratificações a guias e motoristas.

O pacote é válido para um mínimo de 10 participantes e conta com lugares garantidos mas limitados, devendo os participantes possuírem passaporte com uma validade mínima de seis meses.

Além da saída do Porto, o operador turístico disponibiliza também voos desde Lisboa, devendo os interessados contactar as Viagens Tempo.

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Greve da TAP pode provocar alteração da data da Convenção da Airmet na Madeira

A anunciada greve de tripulantes da TAP marcada entre os dias 25 e 31 de janeiro pode provocar a alteração da data da 19ª Convenção da Airmet marcada para 27 a 29 deste mês, no Pestana Casino Park Hotel, no Funchal (Madeira), com o lema “Green’it possible – The Game Changer”, comunicou a rede de gestão de agências de viagens.

Numa comunicação dirigida aos participantes do evento e assinada pelo diretor geral da Airmet, Luís Henriques, a rede refere que “este constrangimento afetará, de forma muito significativa” a realização da Convenção, uma vez que as datas são coincidentes.

Segundo o responsável, “temos colegas que estão integrados nos voos “Airmet”, mas temos igualmente colegas que compraram voos TAP diferentes dos que demos como opção o que faria com que a participação, que à data está nas 320 pessoas (tornando esta convenção na maior de sempre) fosse largamente reduzida”.

O comunicado da Airmet avança que “estamos em contacto com a TAP, que nos tem dado informações importantes e necessárias à nossa tomada de posição, e contamos igualmente com a sempre preciosa ajuda da APA Madeira e do Grupo Pestana”, mas “consideramos que não teremos condições para realizar a convenção nas datas iniciais caso a greve se mantenha”.

No entanto, “todos acreditamos que a greve será levantada o que nos permitirá realizar a convenção nas datas inicialmente previstas”, indica a comunicação do diretor geral da Airmet, que acrescenta que “estamos a acompanhar a situação a acreditamos que no decorrer da próxima semana estaremos em condições de tomar a decisão se mantemos a data, caso haja cancelamento da greve, ou alteramos a mesma tendo já um “plano B” para a realização da convenção”.

Luís Henriques destaca que a rede está a trabalhar para que o evento seja um sucesso e caso seja necessário alterar as datas estamos totalmente preparados para tal tendo já, conforme indicado, um plano B que nos permitirá ter a nossa convenção sem custos adicionais para as agências de viagens”.

 

Sobre o autorCarolina Morgado

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Soltour Travel Partners e WebBeds criam o ‘BedBank da Soltour powered by WebBeds’

O ‘BedBank da Soltour powered by WebBeds’ e pretende disponibilizar uma cobertura alargada de hotéis a todas as suas agências.

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A Soltour Travel Partners inicia uma nova parceria com a WebBeds, já a partir deste mês de janeiro, para criar o ‘BedBank da Soltour powered by WebBeds’, um fornecedor de alojamentos com o objetivo de proporcionar uma maior cobertura de hotéis a todas as agências.

Com este acordo, e graças “à forte capacidade da empresa para fornecer todos estes serviços a nível mundial”, a Soltour considera, em comunicado, que “aumentará exponencialmente a sua capacidade comercial para oferecer uma vasta gama de hotéis a partir de 2023”.

Durante os últimos meses do ano passado, a Soltour Travel Partners dedicou grande parte dos seus esforços à assinatura de novos acordos e alianças com diferentes parceiros do setor, a fim de oferecer os melhores produtos e serviços às agências de viagens. Com estas alianças, a empresa alargou o seu catálogo de produtos e melhorou a qualidade dos mesmos.

De referir que a WebBeds é um dos principais fornecedores mundiais de serviços de alojamento e distribuição de produtos terrestres para a indústria de viagens, diferenciando-se pela escala global e oferecendo aos seus clientes o melhor site de reservas. A empresa surgiu em 2013 com serviços no Médio Oriente e, desde então, construiu uma rede de distribuição global significativa. Em 2018, deu o salto, unificando as suas marcas B2B sob o nome de WebBeds.

A empresa fornece serviços B2B de qualidade através de mais de 430.000 hotéis distribuídos por todo o mundo, em mais de 16.000 destinos. Desta forma, a WebBeds tem contratos diretos com mais de 31.000 hotéis independentes e mais de 62.000 hotéis que fazem parte de cadeias globais. Trabalha atualmente com mais de 44.000 clientes e mais de 1.500 profissionais de viagens em mais de 50 países do mundo inteiro. Desde maio de 2022, as reservas da WebBeds superaram os 100% dos níveis pré-pandémicos.

“A razão que nos levou a estabelecer esta aliança com a WebBeds e dar origem ao BedBank baseia-se no valor acrescentado que esta empresa oferece aos seus clientes no serviço de camas e que nos permitirá também oferecer a partir de agora. Na Soltour seremos responsáveis pela sua representação comercial a nível global e a WebBeds tornar-se-á o nosso fornecedor preferencial para este BedBank, disponibilizando uma oferta global e muito competitiva no mercado de bed banks”, refere Tomeu Bennasar, CEO da Soltour Travel Partners.

Anders Kjong, presidente da WebBeds Europa, considera, por sua vez, que o trabalho conjunto com a Soltour, “poderá agora ser reconhecido e atingir um público-alvo muito maior do que aquele a que chegava antes de assinarmos este acordo.”

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Distribuição aponta 2023 como ano da incerteza

Se 2022 foi o ano de recuperação das mazelas que a pandemia provocou ao setor das viagens e turismo, 2023 é apontado como o ano da incerteza por razões que vários players da área da distribuição explicaram ao Publituris.

“A única certeza, já sabemos, é a incerteza”. É assim que o presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira perspectiva, para o turismo, o ano que agora começou, isto porque, “a guerra é uma desolação com efeitos negativos em todos e a inflação pode gerar retração no consumo de viagens”. No entanto, conforme refere, comparando com o ano passado em que num trimestre, o primeiro, “estivemos todos fechados, não encontramos ainda retração efetiva na procura”.

Mesmo assim, Pedro Costa Ferreira julga que no final será “um ano positivo. Se pior ou melhor que 2022, eu esperaria pior, mas é verdade que tenho dialogado com gente absolutamente credível que, exatamente pelo facto de termos tido, em 2022, um trimestre perdido, ainda espera uma performance em 2023 muito semelhante a 2022”.

Já em relação aos principais desafios que o setor do turismo enfrentará em 2023, o presidente da APAVT destaca “a gestão da incerteza”, e interroga: “Para onde vai a guerra? Quais os efeitos da subida das taxas de juro? Como vão responder as empresas, ainda notoriamente fragilizadas, aos desafios da capitalização?”.

No entanto, sublinha que “como sempre, resta-nos esperar o melhor e prepararmo-nos sempre, como pessoas e como empresas, para o pior”.

Também Tiago Encarnação, diretor Operacional da Lusanova refere-se a um ano “cheio de incertezas e sabemos que as perspectivas não são tão otimistas”, apontando que “todos temos consciência que vai existir um abrandamento na procura no setor, motivado pela conjuntura económica”, mas acredita que o turismo conseguirá superar esta nova realidade.

O diretor Operacional da Lusanova relembra que, “por esta altura em 2021, também todos nós enfrentávamos incertezas. Claramente não as mesmas, mas certamente o mesmo estado de dúvida e de insegurança face ao futuro”.

Dificuldades geram oportunidades
Tendo em conta que o setor se mostrou resiliente e extremamente inovador no passado, “tenho esperança que continuará a sê-lo no futuro. Nesse sentido, procuro sempre ser otimista e mesmo com uma quebra na procura, acredito que dificuldades geram sempre oportunidades e novos desafios”, salientou, para acrescentar que “hoje o Turismo tem novas prioridades e para as entender é necessário perceber que não podemos voltar ao “velho normal” e esse será o principal desafio como sector”.

Para onde vai a guerra? Quais os efeitos da subida das taxas de juro? Como vão responder as empresas, ainda notoriamente fragilizadas, aos desafios da capitalização, Pedro Costa Ferreira (APAVT)

Na opinião de Tiago Encarnação, “se em 2022 o desafio era a retoma da confiança em viajar, em 2023 será a adaptação a esta nova normalidade, mais instável e exigente, mas também mais desafiante ao nível dos modelos de negócios”. Neste sentido, “a internacionalização das empresas e a procura de novos mercados serão fundamentais para que as empresas nacionais ganhem a economia de escala necessária para superar os desafios que se colocam”, realçou.

O responsável da Lusanova não esquece “as necessidades de qualificação dos recursos humanos, a retenção de talentos nas empresas, a promoção do património histórico e cultural e a sustentabilidade, que serão cada vez mais importantes se as empresas quiserem continuar a acrescentar valor aos seus serviços e se diferenciarem dos demais”.

Com os olhos postos na mensagem do último congresso da APAVT, “em 2023 temos de olhar para o lado positivo e “Fazer”! É necessário criar, ser autor desta nova realidade e o Turismo, pela importância que tem, não tem só essa necessidade, mas também obrigação de liderar este novo normal”, frisou Tiago Encarnação.

Para a rede de agências de viagens Airmet, segundo o seu diretor geral, Luís Henriques “temos todos a certeza de que será um ano totalmente incerto. Não sabemos de todo o que podemos esperar”, mas sendo um fervoroso otimista, julga que será igualmente um ano que “ajudará na recuperação do prejuízo que este mercado teve durante a pandemia”.

Luís Henriques acredita que a venda se fará mais perto da data de partida pois “toda a incerteza que paira na confiança dos consumidores assim ditará”. O diretor geral da Airmet sublinha que as viagens são já um bem de primeira necessidade, mas “com certeza que as famílias terão de avaliar o seu orçamento para poderem viajar”.

Prevemos um ano que nos vai colocar grandes desafios ao nível das empresas, Adriano Portugal (Mercado das Viagens)

Desafios para 2023 há muitos: “desde o aumento generalizado dos preços, à menor oferta aérea (que fez com que os preços aumentem também devido a este facto), à incerteza económica do país, à dificuldade de recrutamento que as empresas enfrentam…Será com certeza um ano difícil, mas como este setor já nos habitou, conseguiremos ultrapassar as dificuldades e os desafios que o ano nos trará”, frisou Luís Henriques.

Preparados para o que aí vem
É com alguma cautela que Álvaro Vilhena, General Manager do operador turístico Viajar Tours olha para 2023. No entanto, acredita que “continuará a haver muita procura, que a oferta será muitíssimo superior, mas a atual crise económica poderá servir de travão, e que a tendência será para a contratação de viagens menos dispendiosas, o que poderá condicionar os resultados globais”.

Refere que “uma família que não viajou durante dois anos e que gastou três ou quatro mil euros para ir de férias em 2022, irá certamente repensar o seu budget para as férias de 2023”, daí, adiantou, ser necessário ter todos estes fatores em consideração “e ajustar a nossa programação de forma a que a nossa oferta corresponda ao que os clientes procuram. Esperamos mais um ano atípico, mas também estamos mais bem preparados do que nunca”, apontou Álvaro Vilhena.

Adriano Portugal, diretor geral da rede Mercado das Viagens disse que “prevemos um ano que nos vai colocar grandes desafios ao nível da gestão das empresas e que vai implicar, no que se refere aos gastos destinados ao turismo e numa perspectiva mais macro-económica, uma maior taxa de esforço económico às famílias de uma forma geral”. Isto porque, “com a inflação que se tem vindo a verificar e o rendimento disponível a diminuir, o consumo destinado a produtos e serviços que satisfazem necessidades mais complementares como o turismo e o lazer pode traduzir-se em produções não tão interessantes como aquelas que verificamos no ano que agora termina”.

A atual crise económica poderá servir de travão e a tendência será para contratação de viagens menos dispendiosas, o que poderá condicionar os resultados globais, Álvaro Vilhena (Viajar Tours)

O diretor geral do Mercado das Viagens quer, todavia, manter um espírito otimista, considerando que o turismo apesar disso tudo tem vindo cada vez mais a aproximar-se do nível das necessidades básicas para o ser humano”.

Espera-se, por isso, “que continue a haver espaço para as férias e para as viagens de negócio, incentivos, congressos e outros tipos de turismo, onde cada orçamento deverá ser ajustado à necessidade do momento”, defendeu o responsável.

Balanço 2022 – a recuperação
Ao fazer o balanço de 2022, o presidente da APAVT classifica-o de “mais do que positivo”, realçando que “quer no outgoing como no incoming, a palavra-chave foi «recuperação» e, mesmo sabendo que o mercado incorpora respostas assimétricas, de um modo geral os resultados de 2019 «estão aí» outra vez”.

Para as agências de viagens, segundo Pedro Costa Ferreira, 2022 “trouxe ainda um momento significativo de credibilização do sector, o processo de reembolso dos vouchers. Foi possível validar todos os passos que foram dados em direção à satisfação dos direitos dos consumidores e à sobrevivência das empresas”.

Hoje o turismo tem novas prioridades e para as entender é necessário perceber que não podemos voltar ao ‘velho normal’ e esse será o principal desafio como setor”, Tiago Encarnação (Lusanova)

Álvaro Vilhena, General Manager do operador turístico Viajar Tours, considera que 2022 foi, à semelhança de 2020 e 2021, um ano atípico, mas por motivos diferentes. Refere que “os primeiros meses do ano seguiram a tendência dos anos anteriores, com uma procura ainda muito residual e muitas incertezas, até que são levantadas as restrições mais “pesadas” e entramos numa nova fase: a procura ultrapassa largamente a oferta”.

Esta disparidade, precisou, “refletiu-se não só em termos de procura de clientes / oferta disponível no mercado, mas também na falta de recursos humanos nas empresas turísticas. Esta falta foi uma das principais causas do cancelamento de centenas, se não mesmo de milhares de voos (e numa altura em que as frequências de voos ainda estavam claramente abaixo dos valores de 2019), do facto de muitos hotéis e restaurantes não estarem a operar a 100%, ou de haver autocarros parados por falta de motoristas. A procura disparou, mas a capacidade de resposta – que poderia ter contribuído para uma retoma gradual do nosso setor – foi claramente insuficiente, desequilibrada e desajustada”, explicou.

Custo das viagens disparou
Reconhece que as vendas, em termos de volume de faturação, dispararam e, em alguns casos, para números próximos de 2019, mas tal “deveu-se muito mais ao preço das viagens, do que propriamente ao número de viagens contratadas. Os custos anormalmente elevados, reflexo de uma oferta claramente insuficiente, e da tentativa – que em alguns casos classificaria quase como “descarada” – por parte de alguns fornecedores em tentarem recuperar durante estes últimos meses aquilo que não conseguiram produzir durante os últimos dois anos, inflacionaram o valor de venda, mas acabaram por ser os responsáveis por uma capacidade de resposta inferior ao desejável”.

Tiago Encarnação considera que o setor está de parabéns. “Depois de dois anos de pandemia, e a despeito de muitas dificuldades que os trabalhadores e empresas tiveram de ultrapassar, o sector mostrou que é resiliente, sólido e mais do que nunca unido”, declarou o diretor Operacional da Lusanova, defendendo que, numa indústria com players tão diversos, a crise sanitária acabou por impulsionar a integração necessária para que a recuperação fosse uma realidade que representa mais de 15% da riqueza gerada no país”.

Com certeza que as famílias terão de avaliar o seu orçamento para poderem viajar, Luís Henriques (Airmet)

Não esquece que existiram muitos desafios ao longo deste período. “Muitos destinos continuaram fechados, outros foram abrindo as suas fronteiras gradualmente e não nos podemos esquecer da guerra da Ucrânia, que para além de todo o drama humanitário, teve um impacto imediato em outros destinos europeus”, destacou.

No entanto, mesmo assim, segundo este responsável, “a procura não parou de crescer ao longo de 2022 e mesmo que os números de 2019 não tenham sido alcançados, a verdade é que o saldo foi claramente positivo”.

Por sua vez, Luís Henriques, diretor geral da Airmet apontou que o ano de 2022 “foi realmente surpreendente”. Iniciou de uma forma muito tímida, em sua opinião, mas “após o primeiro trimestre foi bastante generoso com um setor que estava completamente sedento de atividade”. E conclui que, mesmo com todas as dificuldades decorrentes da inflação e da guerra da Ucrânia, como o aumento do preço dos combustíveis, “o ano acabou por ser um espetacular tónico para as dificuldades que todos antecipamos para 2023”.

Adriano Portugal explicou que a marca “Mercado das Viagens” finalizou o exercício com um balanço muito positivo e de acordo com as previsões feitas internamente no início de 2022. Embora os três meses iniciais se tenham pautado por alguma incerteza de como se iriam processar as vendas, mercê da possibilidade de novos surtos de Covid19 e um possível novo confinamento e depois o início da guerra na Ucrânia, “o mercado respondeu bem àquilo que eram as expectativas de todos para o período de retoma, e depois de um período muito negro e inaudito para todos os sectores da atividade económica”, evidenciou.

“Notamos que a “Mercado das Viagens” esteve acima dos números verificados em 2019, mas há fatores importantes a ter em conta nesta análise que nos permitiu chegar a conclusões muito interessantes: houve menos produto e também, mas não menos importante nesta análise, menos pessoas a viajar. Isto permitiu-nos concluir que o rácio de rentabilidade por venda pautou-se por um incremento muito positivo, o que resultou em melhorias óbvias nas contas de resultados da nossa rede”, explicou o diretor geral da rede.

Sobre o autorCarolina Morgado

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Soltour vai à FITUR para apresentar novidades para 2023

A Soltour Travel Partners marca presença na FITUR com uma agenda completa de iniciativas. O Soltour Travel Partners Summit será palco de 13 iniciativas que, além de um olhar sobre o futuro do turismo, mostrará, também, os quatro destinos prioritários para 2023.

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A Soltour Travel Partners vai marcar presença na FITUR – Feria Internacional del Turismo, que tem lugar de 18 a 22 de janeiro, em Madrid, prometendo uma agenda cheia de iniciativas, tendo em vista debater o futuro, novidades, preocupações e soluções da indústria.

Para os três dias dedicados ao público profissional (18, 19 e 20 de janeiro), a Soltour Travel Partners irá organizar atividades e apresentações diversas na sua Soltour Travel Partners Summit.

Durante os três primeiros dias profissionais da feira, a empresa vai organizar um total de 13 atividades e conferências, segmentando-as em mesas-redondas, palestras, conferências e atividades diversas que contarão com a presença de diferentes especialistas de cada setor.

Em comunicado, a empresa refere que o compromisso da Soltour Travel Partners passa por “disponibilizar às agências de viagens conteúdos de elevada qualidade e utilidade, sob temáticas diferenciadas e atuais – como a importância dos hotéis para descobrir e conhecer a cultura dos destinos, a especialização da operação turística, os novos desafios que as companhias aéreas enfrentam em matéria de sustentabilidade, o papel das redes sociais e o futuro das agências de viagens”.

No que diz respeito ao futuro das agências de viagens, a mesa-redonda incidirá o seu foco na digitalização do setor turístico, a sua progressiva recuperação económica e os desafios – e soluções – que enfrentam hoje as agências de viagens.

Os novos parceiros da empresa também estarão em destaque durante a FITUR. Por um lado, a Guest Incoming especializa-se na costa portuguesa e na costa espanhola e, há alguns meses, trabalha intensamente com a Soltour Travel Partners para desenvolver uma nova área de negócio focada nas zonas costeiras.

A Europamundo, por sua vez, destaca-se pelo seu profundo conhecimento dos circuitos de viagens personalizados e flexíveis, enquanto a Luxotour é expert em circuitos de viagens no norte de África e no Oriente. A esta nova lista juntar-se-á um novo parceiro especializado, que oferecerá um bed bank através de uma nova ligação comercial à Soltour Travel Partners.

Para Tomeu Bennasar, CEO de Soltour Travel Partners, “estas novas alianças vão permitir que sejamos muito mais competitivos, reforçando o nosso compromisso de oferecer às agências de viagens produtos e soluções inovadoras, diversificando ainda mais a nossa oferta e dotando as agências de maior competitividade, enquanto melhoramos a experiência dos nossos serviços e das nossas viagens”.

Além disso, serão levadas a cabo diversas conversas que abordarão diferentes aspetos-chave do setor turístico, dos quais se destaca o Metaverso. Silvia Leal, comunicadora de ciência e especialista internacional em tecnologia e tendências do futuro, explicará o que é e como funciona o metaverso, as suas aplicações concretas e todas as possibilidades que esta ferramenta em crescimento pode oferecer ao turismo.

A somar a outros encontros promovidos como, por exemplo, entre Encarna Piñero (CEO do Grupo Piñero) e Gabriel Escarrer (Vice-Presidente Executivo e CEO da Meliá Hotels International), que vão debater os desafios do turismo em 2023, a Soltour Travel Partners apresentará ainda os seus quatro destinos prioritários para 2023 com importantes novidades: Riviera Maya, República Dominicana e Cabo Verde.

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Airmet já tem estatuto de empresa sustentável

Com esta certificação, o grupo “reforça o seu empenho na construção de valores fundamentais para o futuro do planeta, sendo que é cada vez mais importante integrar esta visão na nossa rede”, diz Luís Henriques, diretor-geral da Airmet.

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O Grupo Airmet foi reconhecido pela Biosphere Sustainable Lifestyle como empresa sustentável, tornando-se no primeiro Grupo de Gestão em Portugal a possuir este certificado.

Esta certificação de sustentabilidade é destinada a entidades de intermediação turística e agências de viagens e o seu objetivo principal é melhorar o desempenho e reduzir os impactos negativos do desenvolvimento da atividade empresarial. Tal apenas é possível quando se assegura um adequado equilíbrio entre as dimensões económicas, socioculturais e ambientais, segundo a Biosphere.

Na sequência do recentemente já anunciado compromisso de futuro mais verde pela Airmet, Luís Henriques, diretor-geral do Grupo refere que, com esta certificação, a Airmet “vem demonstrar que só é possível ser uma empresa com futuro apostando em políticas sustentáveis não só ao nível ambiental mas também económico e social“.

Luís Henriques salienta ainda que o Grupo Airmet “reforça, desta forma, o seu empenho na construção de valores fundamentais para o futuro do planeta, sendo que é cada vez mais importante integrar esta visão na nossa rede”, concluindo que, com esta certificação “aumenta ainda mais a nossa responsabilidade, enquanto grupo de gestão, para apoiar e conduzir as nossas agências a assumirem igualmente este compromisso”.

Recorde-se que a Airmet realiza a sua 19.ª convenção anual da Madeira, de 27 a 29 de aaneiro justamente sob o tema da sustentabilidade com o mote “Green’it Possible – The game changer”.

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