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Reportagem| São Petersburgo: A cidade dos grandes Czares da Rússia

Três séculos depois de ter sido fundada por Pedro, O Grande, São Petersburgo preserva o seu caráter monumental.

Carina Monteiro
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Reportagem| São Petersburgo: A cidade dos grandes Czares da Rússia

Três séculos depois de ter sido fundada por Pedro, O Grande, São Petersburgo preserva o seu caráter monumental.

Carina Monteiro
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Desde 1 de outubro de 2019, a cidade de São Petersburgo passou a disponibilizar um visto eletrónico para 53 países, incluindo Portugal. Gratuito e válido por 30 dias, o visto permite a visita à cidade e à região de Leningrado por um período de oito dias. Num incentivo claro ao aumento do turismo, nos primeiros dois meses em que a medida entrou  em vigor (outubro e novembro de 2019) foram aprovados 60 mil vistos, segundo os dados do comité de turismo de São Petersburgo. Mas, como não há bela sem senão, a plataforma apresenta ainda alguns erros que as autoridades de São Petersburgo esperam vir a corrigir até 2021. Anterior ao visto eletrónico, o número de turistas que visitou a cidade cresceu desde 2011, atingindo os 8,3 milhões em 2019. Nos primeiros noves meses de 2019, 8.306 portugueses visitaram o destino, mais 52% do que em 2018, ano em que São Petersburgo foi também palco do Mundial de Futebol.
As autoridades turísticas acreditam que este acontecimento potencioua procura pelo destino, que está no imaginário de muitos turistas e não faltam motivos para isso. Desde a sua história, intimamente ligada aos maiores czares da Rússia, até aos seus edifícios imponentes, passando pela sua imensa oferta cultural, com mais de 300 museus e 100 teatros, que fazem dela a capital cultural da Rússia.
São Petersburgo é normalmente visitada pelos turistas entre maio e setembro, período em que ocorre o fenómeno das noites brancas, ou seja, D não anoitece durante este período. O fenómeno deve-se à proximidade do Círculo Polar Ártico. As noites brancas começam aproximadamente a 20 de maio e estendem-se até às duas primeiras semanas de julho e são um dos principais motivos de visita à cidade. Mas o nosso grupo viajou em pleno mês de dezembro a convite da Air Baltic. Apesar do frio, comprovámos que a cidade é igualmente atrativa nos meses de inverno.
Para isso, também terá contribuído a nossa guia Natália. Natural de São Petersburgo, não se cansou de enumerar os motivos pelos quais se deve visitar a cidade fora da época alta. Guia há 20 anos, Natália tem assistido nos últimos anos à “invasão” dos turistas chineses a São Petersburgo.
Chega a mostrar sinais de irritação quando fala das enchentes de turistas que visitam as principais atrações da cidade, sobretudo o Museu Hermitage (um dos maiores do mundo) ou o Grande Palácio de Peterhof. “Para quem visita a cidade por causa dos museus, o verão não é a época ideal. A melhor época é até maio”, avisa, num português quase imaculado. Sabe que está a falar para um grupo de agentes de viagens e prontifica-se a dar as melhores dicas de viagem. “É desaconselhável visitar o Hermitage em certos dias do verão, porque é um autêntico banho turco, com milhões de chineses e de cruzeiristas”, brinca.
As dicas de viagem vão surgindo à medida que a cidade nos vai sendo dada a conhecer num tour de autocarro. Apesar de plana, São Petersburgo é uma cidade grande, com edifícios monumentais e avenidas com áreas generosas  A cidade foi fundada em 1703 pelo czar Pedro I, O Grande, que mandou construir uma fortaleza na foz do rio Neva. Pedro prontificou-se a tornar São Petersburgo a capital do império russo. À primeira vista é difícil imaginar por que razão o czar quis fundar uma cidade onde poucos imaginariam construir
algo, já que o clima era frio e a área pantanosa. Mas a razão está na posição estratégica que São Petersburgo ocupa, entre o Lago Ladoga e o Golfo da Finlândia. O Neva era a artéria que ligava o lago ao golfo e foi durante muitos anos uma rota mercante. Também é preciso lembrar que nesse período, o Império Russo travava a Guerra do Norte contra a Suécia. Pedro é uma figura incontornável da história da Rússia. Apesar da sua fisionomia alta, o cognome foi atribuído muito mais pelas suas obras reformistas, que aproximaram a Rússia do mundo ocidental e São Petersburgo é a prova disso mesmo. Foi um dos czares que mais tempo governou, a par de outras duas figuras, curiosamente mulheres, que também figuram na história de São Petersburgo e da Rússia. A sua filha Isabel, que governou entre 1741 e 1761, entrou na história da Rússia como a gastadora. Deixou 15 mil vestidos mas, mais importante, deixou palácios com salas adornadas a talha dourada, de que são exemplo a Sala Ambar, no Grande Palácio de Catarina, o Grande Palácio de Peterhof e as salas mais douradas do Palácio de Inverno do Museu Hermitage. A terceira monarca a destacar-se foi Catarina II, A Grande, cuja história inspira livros,
filmes e séries até hoje. De origem alemã, casou-se com o herdeiro do trono russo, Pedro III, neto de Pedro, O Grande. Pedro III governou apenas três meses, tendo sido destronado pela esposa, que era ambiciosa e inteligente. Mesmo não sendo de nacionalidade russa, Catarina teve o apoio da guarda russa e da igreja. Tomou a coroa em 1762 e governou durante 34 anos. Catarina ficou conhecida como grande legisladora e reformadora. Dizem que trocava correspondência com os filósofos franceses. “Vou morrer ou vou reinar neste país”, terá escrito no seu diário. Na verdade, teria acabado num convento se não subisse ao trono, porque era esse o desejo do marido. O dia da sua subida ao trono está ilustrado numa pintura exposta no Grande Palácio de Peterhof.
A obra mais icónica de Catarina, A Grande, é o famoso monumento a Pedro I, o “Cavaleiro de Bronze”, na praça do Senado de São Petersburgo. Catarina foi a última czarina da Rússia, uma vez que o filho Paulo I, assim que se tornou czar, depois da morte da mãe, mudou as leis de sucessão, proibindo a subida ao trono de mulheres. Esta medida tão radical de Paulo é explicada pelo ressentimento de ter aguardado durante 34 anos pela tomada da coroa. A história da Rússia e de São Petersburgo está repleta de intrigas palacianas, conspirações, amantes, às quais os palácios deram berço. Por isso, é aconselhável a visita com guia aos museus e palácios.

Museu Hermitage

São Petersburgo tem uma grande oferta cultural, com destaque para igrejas, praças, museus e teatros. A esta oferta acrescem ainda os palácios e jardins localizados nos subúrbios, que são igualmente obrigatórios, pelo menos a visita a um deles.
A maior atração cultural de São Petersburgo é o Museu Hermitage. Um dia pode ser pouco para conhecer o segundo maior museu do mundo, a seguir ao Louvre, em Paris. A fachada mais célebre do museu é a do Palácio de Inverno e fica virada para a não menos grandiosa Praça do Palácio. Porém, o Hermitage é constituído por cinco edifícios construídos em diferentes épocas: o Palácio
de Inverno, o Pequeno Hermitage, o Antigo Hermitage, o Novo Hermitage e o Teatro Hermitage. O Palácio de Inverno foi mandado construir pela czarina Isabel, mas só foi concluído em 1762, já depois da morte da monarca. É o expoente máximo do estilo barroco em São Petersburgo, como demonstrado na grande escadaria, nos salões de baile ou na capela do palácio. No entanto, o Hermitage, enquanto museu, surgiu da vontade de Catarina II, A Grande, que decidiu passar as obras da sua coleção pessoal guardadas em salas secretas do palácio para um edifício designado de Hermitage. O acervo foi sendo enriquecido pelas obras adquiridas pelos czares que sucederam a Catarina e, já depois do fim da monarquia, em 1917, muitas obras foram confiscadas pelos bolcheviques e adicionadas à coleção do museu. Atualmente, o Hermitage detém cerca de três milhões de peças, entre as quais 16 mil quadros e 12 mil estátuas. Há obras de artistas italianos, holandeses e espanhóis, mas ainda hoje são destacadas as obras compradas por Catarina II, como é o caso da escultura do italiano Miguel Ângelo, The Crouching Boy, única no museu, o quadro “Filho Pródigo” de Rembrant, e o relógio Pavão. As obras dos autores europeus do século XX (Como Matisse ou Picasso) estão expostas no edifício do Estado Maior, que também pertence ao Museu Hermitage. A vantagem da visita ser acompanhada por um guia é a deste indicar os principais destaques do museu, evitando que o visitante se perca entre as várias salas e pisos. O Hermitage encerra às segundas-feiras, mas está aberto até às 21h, às quartas e sextas, o que é uma boa sugestão para quem quer visitar o museu em época alta. No inverno, as visitas são tranquilas em qualquer dia da semana.
No Hermitage não há obras de autores russos, uma vez que essas obras são exibidas no Museu Nacional de Arte Russa que ocupa o palácio do príncipe Mikhail, neto de Catarina II, localizado na Praça das Belas Artes.
Nesta praça encontra-se também o Teatro Mikhailovsky, uma boa opção para ver o afamado ballet russo, logo a seguir ao mais célebre teatro de São Petersburgo, o Teatro de Mariinsky. Este último está aberto no inverno e, no verão, apenas durante as noites brancas.

Fortaleza e igrejas

Dos museus passamos para as ruas de São Petersburgo. A Nevsky, a avenida principal de São Petersburgo, tem 4,5 quilómetros e foi construída em 1710, o que exemplifica a visão reformista de Pedro, O Grande, tendo em conta que as cidades europeias somente começaram a ter avenidas largas no século XIX. Normalmente, uma viagem a São Petersburgo inclui também a visita à Fortaleza de Pedro e Paulo, o berço histórico da cidade. A fortaleza foi iniciada no dia 27 de maio de 1703, data em que se comemora o aniversário de São
Petersburgo. Mandada construir por Pedro, O Grande, nunca desempenhou o papel militar para a qual foi construída, porque os inimigos suecos nunca aqui chegaram. A partir de 1718 foi utilizada como prisão política até ao fim do império em 1918. Hoje em dia esta prisão é um museu, mas poucos grupos a visitam. “Tem muita energia negativa”, comenta a guia. A fortaleza alberga também a catedral de São Pedro e São Paulo onde está enterrada a dinastia Romanov, a última dinastia imperial da Rússia. Desde Pedro, O Grande, até ao último Czar, Nicolau II. Muitas agências de incoming proporcionam city tours com visita à fortaleza, mas nem sempre incluem a igreja conhecida
como do Salvador no Sangue Derramado, onde foi assassinado Alexandre II, pelos anarquistas, em 1881. No entanto, este é um dos monumentos imperdíveis de São Petersburgo. A arquitetura de estilo neo-bizantino é muito parecida à catedral de S. Basílio em Moscovo, com as suas pequenas cúpulas multicolores e detalhes peculiares da arquitetura moscovita. Até 2025 a fachada encontra-se em obras de restauro. Vale a pena a visita ao interior desta igreja ortodoxa, que funciona como museu desse 1997 e, por isso, a entrada é paga. É difícil imaginar que o edifício, de extrema beleza interior e exterior, tenha servido de armazém de legumes na época dos bolcheviques, mas este
foi o destino dado a muitas igrejas e palácios depois da revolução de 1917.
Outras das igrejas de visita frequente dos turistas é a Catedral de Nossa Senhora de Kazan. Com entrada gratuita, a catedral está localizada na avenida Nevsky e é um dos edifícios mais monumentais da cidade. Foi mandada construir por Paulo I, filho de Catarina, A Grande, em homenagem à virgem e ao menino de Kazan. Durante o período comunista funcionou como Museu do Ateísmo, só voltando a funcionar como igreja depois do fim da União Soviética.
É preciso lembrar que a história de São Petersburgo não está apenas ligada à grandiosidade da época imperial dos czares. Ao longo do século XX, a cidade passou por revoluções e guerras, que provocaram danos, dos quais levou tempo a recuperar. A queda da União Soviética em 1991 alterou a vida da cidade, que recuperou o seu nome de origem. Muitas igrejas reabriram e levou-se a cabo a recuperação de vários edifícios históricos.
Em 2003, quando foram assinalados os 300 anos da fundação da cidade e foram igualmente feitas muitas reabilitações que ajudaram a restabelecer a grandiosidade de São Petersburgo.

Como ir?
A airBaltic, companhia líder de mercado nos Países Bálticos representada em Portugal pela ATR, voa duas vezes por semana entre Lisboa
e Riga (terças e sextas). Da capital da Letónia, a companhia oferece voos diretos para muitos destinos na Rússia, incluindo São Petersburgo, que está apenas a uma hora de voo. Só são servidas refeições a bordo mediante pagamento, mas é possível fazer a reserva antecipada das mesmas através do site da companhia. Como referido no artigo, é necessário um visto electrónico para visitar São Peterburgo.
Desde 1 de outubro o e-visa pode ser obtido gratuitamente através do preenchimento do formulário no portal http://electronic-visa.kdmid.ru/.  É aconselhável confirmar com atenção se os dados do e-visa estão de acordo com o passaporte, uma vez que poderão ocorrer erros na plataforma. Como empresa de recetivo, contámos nesta viagem com o apoio da Primiera Travel, uma DMC que opera em várias cidades russas, oferece serviços que vão desde a organização de tours para grupos ou individuais até transferes.

**Viajou a convite da airBaltic, representada em Portugal pela ATR

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75% dos portugueses diz que próximas férias vão ser em Portugal, revela estudo da Bloom Consulting

Estudo da consultora Bloom Consulting apurou que 44% dos portugueses conta gozar um período de descanso ainda este ano e que apenas 27% deixa para o próximo ano os planos de férias.

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Para 75% dos portugueses, as próximas férias vão ser passadas em território nacional, apurou um estudo da Bloom Consulting, que revela também que, apesar da pandemia, 44% dos portugueses conta gozar um período de descanso ainda este ano e que apenas 27% deixa para o próximo ano os planos de férias.

Ainda assim, diz a Bloom Consulting num comunicado divulgado esta sexta-feira, 17 de setembro, “ma grande fatia da população inquirida afirmou ainda não estar decidida quanto à sua próxima viagem de lazer (22%), sendo que apenas 5,8% afirma que apenas viajará em 2023”.

“Os dados do estudo são reveladores de algo que a indústria turística portuguesa já tem vindo a sentir_ uma maior movimentação dos portugueses em viagens de lazer. Com o avançar da vacinação e aproximação à tão desejada imunidade de grupo, é expectável que alguns destes portugueses vão progressivamente alterando a sua posição em relação ao turismo sendo no entanto irrealista pensar que a situação reverterá para as tendências registadas em 2019 num futuro próximo”, considera Filipe Roquette, diretor geral da Bloom Consulting Portugal.

O estudo mostra também que, quanto mais jovens os inquiridos, maior a disposição para viajar ainda este ano, com a Bloom Consulting a revelar que, “o grupo de 54 ou mais anos é o mais conservador e também o mais indeciso nesta matéria”.

Quanto a destinos, o mercado nacional é o que sai a ganhar, até porque, dos 75% dos portugueses que conta fazer férias em destinos nacionais, em 60% dos casos nem são consideradas outras hipóteses. Ainda assim, há 14% de portugueses que dizem não saber onde vão passar as próximas férias, enquanto 11% descarta férias no território nacional e só pensa em férias no estrangeiro.

“Entre os que afirmam que o seu próximo destino será em território nacional, o Algarve é a região mais referida com 20% do total de menções. Seguem-se as regiões autónomas dos Açores e da Madeira com 18% e 16% respetivamente. Também com 16% estão o Alentejo e a região do Porto e Norte de Portugal. O Centro de Portugal com 8% e a Região de Lisboa são as regiões sob as quais recaem menos intenções de visitação por parte dos portugueses num futuro próximo”, indica o comunicado.

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Iberia mantém voos para as Maldivas no inverno

Depois do sucesso no verão, a Iberia vai manter a operação para as Maldivas este inverno, com dois voos por semana, e, em Portugal, tem planos para aumentar a capacidade nas rotas de Lisboa e Porto.

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A Iberia vai manter os voos para as Maldivas, que arrancaram no início de julho, também  durante a temporada de inverno, com a companhia aérea espanhola a revelar que a decisão foi tomada na sequência do “bom funcionamento desta rota nos meses de verão” e que, na época baixa, os voos decorrem entre dezembro e fevereiro, com duas ligações por semana. Já para Lisboa e Porto, está previsto um aumento para o triplo dos voos diários, ao longo dos próximos meses.

“Entre as principais novidades, destaca-se a incorporação do destino estrela do verão, as Ilhas Maldivas. Após o bom funcionamento da rota nos meses de verão, a companhia aérea decidiu retomar os voos a partir de dezembro com duas frequências diretas por semana, que vão até fevereiro de 2022”, lê-se na informação divulgada pela companhia aérea sobre o plano de rotas para este inverno.

Além das Maldivas, a Iberia vai manter também no inverno os voos para Cali, na Colômbia, outra das rotas que a companhia aérea também operou este verão e que, no inverno vai contar com três frequências por  semana, entre dezembro e março.

Neste inverno, a Iberia vai ainda aumentar o número de voos disponíveis na ponte aérea entre Madrid e Barcelona, que em setembro já tinha sido aumentada em 32%, mas que, segundo a Iberia, vai ainda conhecer novos aumentos este inverno, até um total de 68 voos por semana, o que totaliza 11 voos por dia em cada trajeto.

Na informação divulgada, a Iberia explica que os aumentos previstos para a ponte aérea visam a reativação das viagens de negócios, motivo pelo qual a transportadora vai também reforçar a operação em alguns destinos europeus, a exemplo de Paris, para onde a Iberia conta disponibilizar até sete voos por dia em cada sentido, mas também de Londres, que passa a contar com até cinco voos por dia e por trajeto, enquanto cidades como Lisboa, Porto, Frankfurt, Bruxelas, Genebra, Milão, Roma, Zurique, Dusseldorf, Munique, Veneza, Lyon e Marselha vão chegar aos três voos por dia, ao longo deste inverno. Já Frankfurt, vai contar com um aumento até 18 frequências por semana.

Na rede de longo curso, e além das Maldivas e de Cali, a Iberia vai também aumentar a sua oferta para a América Latina e EUA, estimando voar para 23 cidades em 17 países, num total de 280 voos por semana, à partida de Madrid. Apenas na América Latina, a companhia aérea vai operar para 17 destinos em 15 países, superando os 200 voos por semana.

“Os mercados com maiores taxas de crescimento são o México – que já conta com dois voos diários -, a República Dominicana – com mais três voos semanais, até 13 frequências – e a Colômbia, com mais três frequências para Bogotá, chegando a 10; e Cali, para onde a Iberia voa três vezes por semana”, indica a transportadora.

Além disso, acrescenta a Iberia, vai ser também aumentada a capacidade para a América do Centro e Caraíbas, em concreto para o Panamá, Costa Rica e Guatemala/El Salvador, que passam a contar com mais um voo por semana, até seis frequências semanais no caso do Panamá e Costa Rica, enquanto a Guatemala/El  Salvador passa a contar com cinco ligações semanais.

Para San Juan de Porto Rico, a Iberia vai passar de três para quatro frequências por semana, enquanto o Uruguai passa a seis voos diretos por semana. Já Buenos Aires, Lima, São Paulo e Santiago do Chile mantêm um voo diário, ainda que, no caso da capital argentina, a operação esteja ainda sujeita a aprovação governamental.

Já nos EUA, onde a Iberia diz estar ainda dependente da reabertura turística, a companhia tem planos para recuperar as frequências que oferecia antes da pandemia, e conta operar 10 voos por semana para Nova Iorque e Miami, ou seja, mais três que no verão, e espera manter ainda as ligações a Chicago, Boston e Los Angeles.

Este inverno, a Iberia conta ainda com uma campanha especial que pretende estimular a procura ao longo dos próximos meses e que oferece tarifas especiais para reservas até 22 de setembro e que se aplica a viagens até 9 de junho de 2022.

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Operadores retomam operação de Fim-de-Ano para Salvador e Natal

Os charters dos operadores Solférias, Exoticoonline e Sonhando têm partida programada para 26 e 27 de dezembro.

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Os operadores turísticos Solférias, Exoticoonline e  Sonhando voltam a juntar-se para lançar uma operação especial de Fim-de-Ano com destino a Salvador da Bahia e Natal no Brasil, com partidas de Lisboa e Porto.

 Esta operação especial de Réveillon em Salvador, com saída a 26 de dezembro e regresso a 2 de janeiro, terá partida de Lisboa via Porto. 

Para a cidade de Natal, a saída será dia 27 de dezembro e regresso dia 3 de janeiro e também com partida de Lisboa via Porto. 

No sentido inverso, estas operações estão ser comercializadas pelo operador Alto Astral, em parceria com Lusanova e outros parceiros locais.

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Ryanair abre nova rota entre o Porto e Clermont-Ferrand no inverno

Companhia aérea vai realizar dois voos por semana entre o Porto e a cidade francesa de Clermont-Ferrand, a partir de novembro.

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A Ryanair anunciou a abertura de uma nova rota entre o Porto e a cidade francesa de Clermont-Ferrand no próximo inverno, operação que vai contar com dois voos por semana e que, segundo comunicado da companhia aérea low cost, arranca em novembro.

“Estamos encantados por anunciar esta nova rota do Porto para Clermont-Ferrand com dois voos semanais, a partir de novembro. A Ryanair continua empenhada em reconstruir a industria turística em Portugal e em reforçar a conetividade, à medida que continua a crescer na Europa e as viagens regressam aos níveis pré-COVID-19”, congratula-se Jason McGuinness, diretor Comercial da Ryanair.

Para assinalar o lançamento da nova rota de inverno, a Ryanair lançou uma promoção com preços desde 19,99 euros, para viagens que decorram até março de 2022 e cujas reservas sejam realizadas até à meia-noite do próximo sábado, 18 de setembro, através do site da companhia aérea,  em  www.Ryanair.com

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Altis Grand Hotel reabre dia 18

Com esta reabertura, todos os hotéis do grupo Altis voltam a estar simultaneamente em funcionamento.

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 1 de outubro é a data escolhida para reabertura oficial do Altis Grand Hotel, o primeiro hotel do grupo que irá completar este ano 48 anos. Depois de estar fechado desde abril do ano passado, o emblemático hotel lisboeta   reabrirá, enquanto a cidade espera receber de volta mais turistas.

Para Raul Martins, presidente do Conselho de Administração do Grupo Altis, “o Altis Grand Hotel é um hotel com história desde a sua abertura, temos empresas e gerações de clientes que estão ligados a este hotel, aqui vieram pela mão dos avós ou dos pais, e é uma enorme satisfação poder voltar a recebê-los. Toda a equipa está ansiosa e motivada”.

Desde o inicio da pandemia, o grupo manteve sempre pelo menos um hotel em funcionamento e, com esta reabertura, todos os hotéis do grupo Altis voltam a estar simultaneamente em funcionamento, uma  decisão tomada  com base nas “boas perspetivas de ocupação para o último trimestre do ano e para o próximo ano”.

“Para 2022, o grupo espera atingir uma ocupação anual média de 60%, sendo que em 2019, fechou o ano com uma ocupação de 80%”, perspetiva Diogo Fonseca e Silva, diretor-geral de operações do Grupo Altis Hotels.

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American Airlines compra 5,2% da Gol e anuncia codeshare exclusivo

Negócio prevê a criação do maior programa de fidelidade do continente americano, assim como a ampliação do acordo de codeshare que as duas transportadoras já mantinham.

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A American Airlines adquiriu 5,2% da Gol, atualmente a maior companhia aérea brasileira, o que vai dar origem a uma “parceria exclusiva”, que prevê a criação do maior programa de fidelidade do continente americano, assim como a ampliação do acordo de codeshare que as duas transportadoras já mantinham, num negócio que visa a afirmação da companhia norte-americana no Brasil.

De acordo com a imprensa brasileira, o negócio prevê um investimento de 200 milhões de dólares, já que a American Airlines compra 22,2 milhões de ações preferenciais da Gol, assim como a junção dos programas de fidelidade das duas companhias, o Aadvantage e o Smiles, numa fusão que vai dar origem ao maior programa de milhas do continente americano.

Mas o principal destaque vai mesmo para a ampliação do acordo de codeshare, o que vai permitir aumentar a presença da American Airlines na América do Sul, principalmente no Brasil.

“A American é, há muito tempo, a companhia aérea líder entre os Estados Unidos e a América do Sul, e esta parceria mais forte com a Gol solidifica essa posição de liderança”, afirma Robert Isom, presidente da American Airlines, considerando que a rede da transportadora norte-americana “combina perfeitamente” com a rede da Gol no Brasil.

“Juntos, seremos capazes de oferecer aos clientes que voam para, através e do Brasil acesso à maior rede com as taxas mais baixas e o melhor e maior programa de fidelidade de viagens conjunto da América”, acrescenta o responsável.

Com a ampliação do acordo de venda compartilhada, os clientes da Gol passam a ter acesso a mais de 30 destinos da American Airlines nos EUA, à partida dos hubs da Gol em São Paulo (GRU) e no Rio de Janeiro (GIG), assim como a outras 34 rotas brasileiras e internacionais, nomeadamente na América Latina.

“O acordo de codeshare exclusivo entre duas das principais empresas aéreas das Américas combina malhas altamente complementares e oferece aos clientes uma experiência de viagem superior, proporcionada pelo maior número de voos e destinos nas Américas do Norte e do Sul”, destaca Paulo Kakinoff, CEO da Gol, considerando que este acordo “fortalecerá ainda mais a presença da Gol nos mercados internacionais” e vai contribuir para o crescimento da transportadora.

O negócio, que prevê também que a American Airlines passe a indicar um dos membros do Conselho de Administração da Gol, não está, no entanto, ainda completamente concluído e, segundo a imprensa brasileira, aguarda a confirmação de algumas condições, incluindo assinatura e entrega da documentação definitiva, entre outras condições usuais de operações deste nível.

Recorde-se que a American Airlines voa atualmente para 17 destinos na América do Sul, incluindo São Paulo (GRU) e Rio de Janeiro (GIG), a partir das suas bases em Dallas-Fort Worth (DFW), Miami (MIA) e Nova York (JFK), enquanto a Gol conta com ligações aéreas para 63 destinos no Brasil, assim como para várias das principais cidades da América Latina.

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Primeiros turistas da SpaceX já iniciaram viagem

A cápsula da SpaceX partiu para uma viagem de três dias no espaço, sem nenhum astronauta profissional a bordo.

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Quatro turistas norte-americanos já descolaram do Centro Espacial Kennedy, na Florida, nos Estados Unidos, a bordo de uma cápsula da SpaceX, para uma viagem de três dias no espaço, sem nenhum astronauta profissional a bordo.

O foguetão Falcon 9, transportando a cápsula Dragon, ambos da empresa privada SpaceX, descolou à hora prevista, 20:02 horas locais de quarta-feira (23:02 em Portugal), do Centro Espacial Kennedy, na Florida, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).

Minutos depois, o foguetão separou-se da cápsula com sucesso, levando a bordo, pela primeira vez, apenas civis como tripulantes, que permanecerão três dias no espaço.

“Poucos lá foram e muitos vão seguir-se. A porta abre-se agora”, disse o multimilionário Jared Isaacman, de 38 anos, que fretou o “cruzeiro espacial” e comanda a missão.

Isaacman, de 38 anos, fundador e presidente da empresa Shift4 Payments, amante da aviação, financiou a travessia espacial dos outros três tripulantes, com um custo que não foi divulgado, mas que deverá rondar as dezenas de milhões de dólares, segundo a AFP.

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Ilha do Sal vai ter charter no Fim-de-Ano

Esta operação é promovida pelos operadores turísticos Solférias, Soltrópico e Viagens Abreu.

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Os operadores turísticos Solférias, Soltrópico e Viagens Abreu juntaram-se para realizar uma operação charter para a ilha do Sal, em Cabo Verde, na época festiva do Fim-de-Ano.

Com partidas de Lisboa e do Porto em voos operados pela SATA no dia 26 de dezembro 2021 e regresso a 02 de Janeiro de 2022 (o voo parte do Sal na madrugada de 03 de Janeiro), os pacotes disponibilizados, neste caso pela Soltrópico, incluem estadas de  sete dias, a partir de 1388 euros como preço base, por pessoa, em quarto duplo standard, em regime de Tudo Incluído, no 4-estrelas, Oásis Belorizonte, e 1547 euros, por pessoa, em quarto standard, em regime de Tudo Incluído no 5-estrelas, Oásis Salinas Sea.

O programa inclui passagem aérea em voo TAP Lisboa ou Porto / Sal / Lisboa ou Porto, em classe S1, com direito a 20 kg de bagagem; estadia de 7 noites no hotel e regime escolhidos; transfers aeroporto/hotel/aeroporto; Taxa de Segurança Aeroportuária; Seguro de viagem Global Extra; Taxas de aeroporto segurança e combustível (223€ – sujeito a alterações legais até emissão dos bilhetes).

Segundo Nuno Paixão, Diretor Comercial da Newtour, onde a Soltrópico se integra, “tendo em conta a retoma de procura pelo destino Sal e tendo em conta o sucesso das operações antes da pandemia, para a Soltrópico faz todo o sentido voltar a apostar neste destino de Sol e de proximidade para os portugueses que preferem passar o Réveillon 21/22 num destino quente.”

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Certificado europeu mais perto de se tornar ‘standard’ global

Desde que foi colocado em prática, em junho deste ano, que foram emitidos mais de 420 milhões de certificados da UE.

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Albânia, Andorra, Ilhas Faroé, Israel, Mónaco, Marrocos e Panamá são os países e territórios mais recentes a adoptar  o sistema europeu do certificado  COVID Digital da União Europeia.

A Comissão Europeia anunciou que os  certificados COVID-19 emitidos pelos países referidos são equivalente ao Certificado COVID Digital da União Europeia.

Desde que foi colocado em prática, em junho deste ano, que foram emitidos mais de 420 milhões de certificados da UE, existindo atualmente 42 países, incluindo os 27 Estados-membros, que integram o sistema europeu, o que o está a converter num ‘standard’ internacional.

Didier Reynders, comissário da Justiça, destacou que esta situação  permite que todos ganhem: “os cidadãos podem desfrutar do seu direito de livre circulação e as empresas, assim como o setor dos transportes, podem começar a compensar as perdas dos últimos meses”.

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“Turismo e mobilidade sustentável” em debate no Algarve

Debate “Turismo e Mobilidade Sustentável” está inserido no ciclo “Conversas com Futuro”, decorre a 17 de setembro, e pretende ser um contributo para a Conferência sobre o Futuro da Europa.

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O Centro Europe Direct Algarve, em parceria com a CCDR Algarve e a Região de Turismo do Algarve (RTA), promovem na próxima sexta-feira, 17 de setembro, o debate “Turismo e Mobilidade Sustentável”, inserido no ciclo “Conversas com Futuro”, que pretende ser um contributo para a Conferência sobre o Futuro da Europa.

Num comunicado enviado à imprensa, a organização do evento explica que “esta será uma oportunidade única para debater os desafios e as prioridades do Algarve, de Portugal e da Europa no âmbito do turismo e da mobilidade sustentável, mas sobretudo para ouvir e responder às perguntas do público que estará a assistir à conversa em direto”.

“Com o mote da Conferência sobre o Futuro da Europa, que até à primavera de 2022 vai ouvir os cidadãos europeus sobre o futuro que pretendem para a União Europeia, o Centro Europe Direct Algarve organiza este fórum de discussão, abrindo o diálogo à região do Algarve e a todos os que nela vivem, com o objetivo de aumentar o nível de conhecimento sobre o projeto europeu”, lê-se no comunicado divulgado pela organização.

Com a participação de João Fernandes, presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA),  da eurodeputada  Cláudia Monteiro de Aguiar, de João Ferreira, da DG MOVE da Comissão Europeia, José Apolinário, da CCDR Algarve, e Rodrigo Soares, da Erasmus Student Network, o debate vai decorrer entre as 11h00 e as 13h00, e pode ser acompanhado através da página de Facebook da RTA.
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