Covid-19: Azul reduz operação em 90% e anuncia medidas extraordinárias

Por a 24 de Março de 2020 as 15:41
Azul

Entre 25 de março e 30 de abril, a Azul vai reduzir a sua operação em cerca de 90%, operando apenas 70 voos diários para 25 cidades brasileiras, anunciou a companhia aérea, que vai também adotar uma série de outras medidas extraordinárias com o objetivo de dar resposta à redução da procura provocada pelo novo coronavírus.

“Acompanhando a desaceleração que estamos vendo na economia brasileira, estamos adotando medidas imediatas para reduzir os nossos custos e preservar a nossa posição de caixa”, destaca John Rodgerson, CEO da Azul, citado num comunicado enviado à imprensa esta terça-feira, 24 de março.

De acordo com a Azul, as “medidas de contenção e quarentena que estão sendo implementadas” no Brasil, têm vindo “a limitar significativamente a mobilidade” dos seus clientes, tornando “inviável a operação de várias rotas” da companhia aérea, motivo pelo qual a transportadora vai apenas operar, entre 25 de março e 30 de abril, 70 voos para 25 cidades no Brasil.

“Estamos trabalhando com o Governo brasileiro para garantir que a infraestrutura de aviação permanece favorável para operarmos uma malha reduzida de maneira confiável, permitindo o movimento critico de pessoas e bens”, explica ainda a Azul, no comunicado divulgado.

Além da redução da operação, a Azul decidiu também adotar outras medidas para reduzir os custos e as despesas com pessoal em cerca de 65%, ao mesmo tempo que procura garantir a liquidez da empresa.

Ao nível da redução de custos e despesas com pessoal, a companhia aérea já colocou 7.500 trabalhadores num programa de licenças não-remuneradas, o que representa “mais de metade” da força de trabalho da companhia aérea.

Paralelamente, a companhia aérea anunciou também que os membros do seu comité executivo vão sofrer uma redução de 50% a nível salarial, enquanto os gerentes da Azul vão ter uma redução de 25%.

Além das medidas com vista à redução dos custos operacionais, a Azul pretende também “fortalecer a sua posição de liquidez”, motivo pelo qual prevê a gestão ativa de todas as despesas de capital de giro, a eliminação de todos os gastos de capital não critico, a negociação de novas condições de pagamento com os seus parceiros e a avaliação de uma nova linha de crédito com instituições financeiras.

“A companhia está confiante de que irá superar o impacto do Covid-19 através do seu modelo de negócios rentável, sua forte posição de caixa e sólido balanço”, conclui a Azul, garantindo que manterá “o mercado informado sobre quaisquer desenvolvimentos relevantes”.

 

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