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Standard & Poor’s desce rating da TAP

Esta quinta-feira, 19 de março, também a Moody’s baixou vários ratings e a perspetiva da TAP, incluindo o de probabilidade de incumprimento.

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Esta quinta-feira, 19 de março, também a Moody’s baixou vários ratings e a perspetiva da TAP, incluindo o de probabilidade de incumprimento.

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A agência de notação Standard & Poor’s desceu o ‘rating’ da TAP para B, num contexto de crise para o setor dos transportes aéreos, devido ao surto de covid-19, avança a Lusa, que cita um comunicado da TAP enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

De acordo com o comunicado da TAP, a agência “anunciou hoje [sexta-feira, 20 de março] a sua decisão de atribuição de ‘rating’ de crédito de emitente de longo prazo à TAP de B [abaixo do nível de recomendação de investimento] (CreditWatch negativo)”.

Além disso, a Standard & Poor’s “procedeu também à atribuição do ‘rating’ da emissão de B às obrigações ‘senior unsecured’ no montante de 375 milhões de euros, com maturidade em 2024”, informou a TAP.

A companhia aérea recordou que a Standard & Poor’s tinha atribuído, em novembro do ano passado, “um ‘rating’ de crédito de emitente preliminar à TAP e à referida emissão de obrigações de BB-”.

A TAP explicou que “esta revisão de ‘rating’ insere-se num contexto sem precedentes de imposição de restrições governamentais à mobilidade das populações e rápida deterioração da conjuntura económica a nível mundial” em resultado da pandemia de Covid-19, que “afeta de forma particular todo o setor do transporte aéreo”.

A Lusa diz que também a Moody’s baixou, esta quinta-feira, 19 de março, vários ‘ratings’ e a perspetiva da TAP, incluindo o de probabilidade de incumprimento, citando a exposição ao Brasil, Estados Unidos e Europa como agravante em pleno surto de covid-19.

“A Moody’s desceu os ‘ratings’ de Probabilidade de Incumprimento e de Família Empresarial da TAP para Caa1-PD e Caa1, de B2-PD e B2, respetivamente. Concordantemente, a agência baixou a Avaliação Base de Crédito para Caa2, de B3, e o ‘rating’ associado a obrigações seniores sem garantia, de 375 milhões de euros, para Caa2, de B2. A perspetiva é negativa”, aponta o comunicado da agência, que a Lusa divulga.

Segundo a Moody’s, “a fraqueza no perfil de crédito da TAP, incluindo a sua exposição ao Brasil, aos Estados Unidos e à Europa deixou-a vulnerável a mudanças no sentimento do mercado, nestas condições de operação sem precedentes, e a TAP continua vulnerável à continuação do surto [de Covid-19]”.

“A Moody’s antecipa também que a indústria da aviação vá requerer apoio aprofundado e continuado de reguladores, governos nacionais e representantes laborais para aliviar pressões na alocação de faixas horárias, providenciar apoio financeiro direto ou indireto e gerir os custos de base das companhias aéreas”, pode também ler-se na nota.

 

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Guestcentric torna-se parceira da nova empresa de gestão de ativos hoteleiros AHM

Atualmente, a AHM gere cinco unidades hoteleiras independentes no norte de Portugal.

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A GuestCentric Systems associou-se a uma nova empresa de gestão de ativos hoteleiros, a ACE Hospitality Management (AHM), “para aumentar o negócio direto da empresa e apoiá-la na sua estratégia de crescimento de portefólio”, como indica em comunicado.

Atualmente, a AHM gere cinco unidades hoteleiras independentes no norte de Portugal. Através desta parceria, a AHM passa agora a contar com a GuestCentric Systems para a ajudar na sua estratégia “ambiciosa” de aumento de ativos. A agência de marketing digital especializada em hotelaria possui uma divisão própria, a Labs, com “uma vasta experiência em ajudar hotéis independentes a aumentar o seu negócio direto e, com isso, a melhorar significativamente a sua rentabilidade global”, asseguram em comunicado.

“Enquanto nova empresa de gestão de ativos hoteleiros, com planos de crescimento ambiciosos, precisávamos de um parceiro tecnológico focado na inovação, em quem pudéssemos confiar para otimizar a nossa presença online, comunicar a proposta de valor da marca e aumentar as vendas diretas” declara Cláudia Alves, Cluster Sales & Marketing Manager da ACE Hospitality Management.

Pedro Colaço, CEO da GuestCentric, acrescenta: “Há mais de 14 anos que a Guestcentric se orgulha de trabalhar ao lado de uma vasta gama de hotéis e de empresas de gestão hoteleira, para otimizar o crescimento do seu negócio direto. É com enorme entusiasmo que vemos a AHM fazer parte do nosso portefólio de clientes, e vemos isso como a confirmação de que nos considera o seu parceiro de eleição, para acompanhá-la na sua trajetória de crescimento sustentado”.

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Aethos Ericeira
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Aethos Ericeira já abriu e acrescenta mais um hotel de luxo à região

Localizado numa falésia, a 40 metros do mar, o novo hotel constituído por 46 quartos e quatro suites é dirigido “à nova geração de viajantes de luxo”.

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O grupo hoteleiro Aethos abriu a sua mais recente unidade na Ericeira a 1 de setembro. O hotel, dirigido “à nova geração de viajantes de luxo”, como se pode ler em comunicado, tinha abertura prevista para julho deste ano.

Localizado numa falésia, a 40 metros do mar, o novo hotel é constituído por 46 quartos e quatro suites, inspirando-se na natureza envolvente e na vista desafogada para o Oceano Atlântico para melhor se dirigir ao seu público-alvo: os surfistas.

Com estes clientes em mente, o Aethos Ericeira dispõe de um espaço individual para armazenar pranchas e fatos, além de um concierge de surf, que indica os melhores locais para surfar à distância de uma notificação no telemóvel. Estão ainda incluídas aulas diárias de surf, bem como aulas adicionais para famílias ou grupos, com um instrutor privado, mediante reserva numa plataforma dedicada para o efeito.

Aethos Ericeira

Focado no bem-estar físico e mental, a unidade conta com um spa com piscina de água salgada aquecida, sauna, jacuzzi hammam, salas de tratamento e um ginásio com produtos orgânicos da marca sueca “Under Your Skin”. O conceito fica completo com aulas de diárias de yoga e meditação e a disponibilização de bicicletas e buggies para explorar a propriedade, a par de refeições saudáveis servidas no ONDA, o restaurante do Aethos Ericeira, cujos menus assinados pelo chef Afonso Blazquez privilegiam ingredientes locais e saudáveis.

O projeto de arquitetura e design de interiores ficou a cargo do Astet Studio, um gabinete de Barcelona, e do arquiteto português Luís Pedra Silva. Os profissionais juntaram-se para criar um espaço harmonioso com a natureza envolvente, fazendo uso de materiais como madeiras, peles, veludos, tapetes e mármore. O objetivo passou por criar “um projeto de design de interiores descontraído”, dirigido a uma comunidade jovem de “nómadas que adoram surfar, mas também apreciam um luxo descomplicado”, explica Ala Zreigat, um dos fundadores do Astet Studio, em comunicado.

“Um dos grandes desafios foi fazer com que o espaço funcionasse em todas as estações do ano, e não só no verão, mas acho que conseguimos resolver esse desafio ao propor um diálogo entre materiais frios e quentes”, afirma Ala Zreigat.

As tarifas de abertura do Aethos Ericeira começam nos 200 euros e as reservas podem ser feitas para o email [email protected] ou para o telefone 261244510.

Experiências como aulas de grupo ou privadas de surf, yoga, meditação, piqueniques, workshops de mixologia, provas de vinhos e massagens estão apenas disponíveis para hóspedes e mediante marcação.

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Hospitality Education Awards
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Hospitality Education Awards abrem votações para a Melhor Carreira Jovem

Paralelamente, os prémios dão a conhecer os finalistas das restantes categorias a concurso.

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Os Hospitality Education Awards (HEA), também conhecidos como os Prémios da Formação Turística em Portugal, abrem as votações online para o vencedor da categoria Melhor Carreira Jovem. Paralelamente, os prémios dão a conhecer os cinco finalistas das restantes seis categorias a concurso.

A iniciativa “tem como principal objetivo valorizar os setores da Formação, do Turismo e da Hospitalidade e dar reconhecimento, através da premiação dos seus intervenientes”, como indicado em comunicado de imprensa.

A primeira fase dos HEA 2023 começou em maio deste ano, com a fase de candidaturas e re-candidaturas através do website por parte de formadores, projetos e entidades com relevância para o setor. Foi ainda nesta altura que decorreu a fase de nomeações, “em que o público pôde valorizar, mais uma vez, formadores ou ex-formadores, projetos e entidades que considerassem ter um impacto positivo para a formação e/ou turismo”.

Ao todo, os HEA são constituídos por oito categorias, nomeadamente: Melhor Projeto Educacional; Melhor Projeto de Inovação; Melhor Carreira de Docente no Ensino Superior; Melhor Carreira de Docente no Ensino Profissional; Melhor Stakeholder; Prémio Fórum Turismo; Melhor Carreira Jovem e Melhor Professor/Formador no Digital.

Nesta fase, o júri fez a seleção de cinco finalistas para cada categoria a concurso, tendo-se apurado os seguintes profissionais:

Melhor Projeto Educacional: Cocktail Team Bartender School, “Comunidades Sustentáveis – o caso de Alferce”, Feed the Future, Westmont Institute of Tourism & Hospitality e Workshop Internacional de Turismo Religioso;

Melhor Projeto de Inovação: IT-AMGABAlgarve – Inovação Tecnológica na Arte de Maridar e Gestão de Alimentação e bebidas do Algarve, Mezze-Escola, Reanimar a Literatura – Jantar no Ramalhete, Stellae – Centro de Interpretação dos Astros na Serra da Estrela e Viana do Castelo “Destino de Qualidade”;

Melhor Carreira de Docente no Ensino Superior: Cláudia Seabra, Eduardo Sarmento, Nuno Abranja, Paulo Almeida e Sérgio Teixeira;

Melhor Carreira de Docente no Ensino Profissional: Daniela Silvestre, Jorge Santos, Ricardo Dias, Sérgio Teixeira e Tânia Pereira;

Melhor Stakeholder: Host Hotel Systems, InterContinental Porto – Palácio das Cardosas, Plateform e PortoBay Hotels & Resorts;

Melhor Professor/Formador no Digital: Francisco Copeto, Guilherme Cortes, João Freitas, Marco Gouveia, Sandra Vasconcelos;

Melhor Carreira Jovem: Afonso Magalhães, Albano Pereira, Hélder Lopes, João Freitas e Paulo Araújo. Categoria com votações online do público.

Prémio Fórum Turismo: Prémio atribuído no dia da cerimónia a um profissional do ensino (não no ativo) que se tenha destacado pelo seu percurso profissional.

A categoria de “Melhor Carreira Jovem” é a única em que o público contribui para a indicação do vencedor, cujo prémio reconhece um jovem profissional com uma carreira até aos 35 anos de idade, analisando a totalidade do percurso profissional nas áreas de turismo e hotelaria. As votações para esta categoria já estão oficialmente abertas online até 10 de setembro, através do website dos HEA.

Os HEA são uma iniciativa da Associação Fórum Turismo em conjunto com o Turismo de Portugal, I.P, a Associação Nacional de Escolas Profissionais (ANESPO), o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e a Rede de Instituições Públicas do Ensino Superior com Cursos na área do Turismo (RIPTUR) e em colaboração com a Organização Mundial do Turismo (OMT).

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Atualidade

“Os desafios da retoma do Turismo” motivam debate na Universidade Europeia

A mesa-redonda terá lugar na próxima quinta-feira e reúne os diretores editoriais dos principais meios do setor.

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Esta quinta-feira, 8 de setembro, a Universidade Europeia organiza uma mesa-redonda onde serão discutidos “Os desafios da retoma do Turismo”, na perspetiva da imprensa especializada.

A sessão terá lugar às 15h00, na sala L02 do Campus Lispolis, e reúne os diretores editoriais dos principais meios do setor, como é o caso de Carina Monteiro (TNews), Conceição Antunes (Expresso), José Luís Elias (Turisver), Luís Conto (Presstur), Pedro Chenrim (Ambitur) e Victor Jorge (Publituris). A moderação fica a cargo de Sofia Almeida, coordenadora da área de Turismo e Hospitalidade.

Na mesa serão debatidas “as principais ameaças, mas também o aparecimento de inúmeras oportunidades” no turismo, após dois anos de pandemia, como se pode ler no website da instituição de ensino. Temas como a “capacidade de carga dos aeroportos, nomeadamente do aeroporto de Lisboa; a falta de recursos humanos no Turismo e na Hotelaria e o problema da guerra e os seus impactos diretos e indiretos” estarão no centro da discussão entre os profissionais do trade.

O evento será aberto a toda a comunidade académica.

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Restauração

AHRESP apela por programas de apoio à eficiência energética para o canal HORECA

A associação defende que eventual redução dos horários de funcionamento será “fortemente penalizadora” para o setor.

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Em comunicado de imprensa, a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) defende a disponibilização de programas de apoio à eficiência energética “especificamente direcionados para os setores da restauração, similares e do alojamento turístico”, de acesso direto e simplificado. O pedido surge no seguimento “dos compromissos assumidos pelo Estado Português para a redução de 7% nos consumos de energia”.

Por se prever a “eventual redução dos horários de funcionamento” dos estabelecimentos, a AHRESP sugere que sejam disponibilizados os respetivos programas de acordo, uma vez que é da opinião de que “a eventual redução dos horários de funcionamento seria uma medida despropositada e fortemente penalizadora para as atividades da restauração, similares e do alojamento turístico”.

“Os desafios que o Canal HORECA ainda atravessa, como a pressão inflacionista, subida das taxas de juro e escassez de trabalhadores, são fatores críticos que não se coadunam com medidas restritivas ao funcionamento das empresas”, afinca a associação em comunicado.

Defende ainda que as empresas pertencentes à associação “há muito que têm implementado medidas de redução do consumo de energia com o apoio da AHRESP”, enumerando exemplos como “a realização de auditorias energéticas e, mais recentemente, uma campanha de substituição dos motores elétricos convencionais dos sistemas de refrigeração por motores de comutação eletrónica”.

“Após dois anos de pandemia, com impactos acrescidos no Canal HORECA, o momento é de intensa laboração. A época trouxe o tão desejado pico na atividade das nossas empresas, mas que está a revelar-se insuficiente para a recuperação das tesourarias, pois o contexto inflacionista e de aumento galopante dos custos está a esmagar as margens de negócio”, afirma.

Numa nota final, a associação mostra-se “totalmente disponível para trabalhar com o Governo e outros parceiros, no sentido contribuir ativamente para o Plano de Poupança de Energia e Eficiência Hídrica”.

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Miguel Bombarda

Créditos: Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa.

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Hospital psiquiátrico Miguel Bombarda vai dar lugar a hotel

O edifício do antigo Convento de Rilhafoles, onde funcionou o hospital psiquiátrico Miguel Bombarda, será transformado em hotel, adianta o Diário de Notícias.

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Os terrenos do antigo hospital psiquiátrico Miguel Bombarda, em Lisboa, vão dar lugar a um hotel, três lotes de habitação destinados a arrendamento acessível, uma escola básica e uma nova rua. A informação foi adiantada pelo Diário de Notícias (DN), que consultou a proposta de loteamento dos serviços camarários.

Nesta está prevista a construção de um estabelecimento hoteleiro no edifício do antigo Convento de Rilhafoles, onde funcionou o hospital psiquiátrico de 1848 até 2011, que marcou o encerramento definitivo da instituição. No lote onde se encontrava a antiga cozinha será atribuído um uso comercial, “previsivelmente de restauração”, como aponta o órgão de comunicação social.

Acrescem “três novos lotes de habitação com seis a oito pisos, destinados a arrendamento acessível”, para os quais são apontados 248 fogos em tipologias inferiores a T3, com uma área média de 90 metros quadrados. Para esta operação urbanística estão previstos “um mínimo de 128 e um máximo de 185 lugares de estacionamento de uso público”. De acordo com informações confirmadas pelo DN junto do Ministério das Infraestruturas, os lotes habitacionais do empreendimento “serão exclusivamente afetos à promoção pública”.

Prevê-se ainda que uma parte dos terrenos que pertencem ao Estado sejam cedidos à CML para a construção de uma escola básica 123, dedicada aos três ciclos de ensino básico, com capacidade para mil alunos, divididos por 12 turmas de 1.º ciclo e 25 de 2.º e 3.º ciclo. O projeto engloba também um Jardim Infantil para 75 crianças, que será instalado num edifício existente que deverá ser reabilitado.

Dos 42.255 metros quadrados que integram esta operação, 18.693 metros quadrados integram parcelas a “ceder ao município”.

O conjunto classificado como de interesse público em 2010, no qual estão incluídos o Balneário D. Maria II e o Pavilhão Panótico – uma construção em círculo que funcionou como enfermaria/prisão – serão requalificados como “equipamentos culturais/museológicos”.

Miguel Bombarda
Terrenos que vão ser alvo de intervenção. Créditos: Arquivo DN.

O mesmo não acontecerá com o Laboratório do hospital e várias oficinas e anexos, que se prevê serem demolidos para dar lugar a uma nova via de ligação entre a Rua Gomes Freire e a Rua Gonçalves Crespo, que atravessará o complexo.

A operação resulta de um protocolo entre a secretaria de Estado da Habitação e a Câmara Municipal de Lisboa. A proposta de loteamento para os terrenos do Miguel Bombarda está a ser desenvolvida pelos próprios serviços camarários, embora se mantenha na propriedade da Fundiestamo, empresa que gere parte do património imobiliário do Estado.

Projeto hoteleiro poderá ter entre três a cinco pisos

Atualmente, o processo encontra-se na fase de Pedido de Informação Prévia (PIP), nos serviços da Câmara Municipal de Lisboa (CML), aguardando a conclusão dos pareceres técnicos dos serviços da autarquia. Posteriormente, será submetido à apreciação dos vereadores, pelo que pode vir a sofrer alterações.

A zona do antigo hospital psiquiátrico tem vindo a ser debatida desde 2019, quando o Hospital Miguel Bombarda se tornou um dos imóveis do Estado integrados no Fundo Nacional de Reabilitação do Edificado (FNRE), afetado à habitação para arrendamento acessível. Por enquanto, e como o Diário de Notícias aponta, “as intenções ainda não saíram do papel”, mas já existe um esboço de como ficará o hospital e os terrenos adjacentes.

Se muito se adianta sobre as várias valências previstas para este terreno, pouco é avançado sobre o estabelecimento hoteleiro – aponta-se apenas para um lote de três a cinco pisos, sem adiantar o número de camas. De acordo com o DN, o facto de a rentabilidade dos projetos do Fundo Nacional para a Reabilitação do Edificado terem de chegar, obrigatoriamente, aos 4%, explicará a previsão deste estabelecimento.

“O edifício do antigo convento de Rilhafoles, sendo um edifício de valor patrimonial, a recuperar, com uma estrutura funcional específica, prevê-se que venha a acomodar um programa hoteleiro, conforme indicação da Fundiestamo”, indica o documento consultado pelo DN.

Agora, a proposta de loteamento terá de passar pela vereadora do urbanismo, seguindo-se a aprovação da maioria da vereação da autarquia. Por se tratar de um trabalho prévio dos próprios serviços da câmara, mas também por ser um projeto complexo que envolve património classificado, o DN aponta que um dos cenários possíveis seja uma aprovação condicionada, sujeita a alterações: “Mesmo avançando para a fase de licenciamento do projeto, é expectável que o resultado final demore vários anos”, pode ler-se na notícia.

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Emprego e Formação

Instituto Politécnico de Castelo Branco abre novo curso de Turismo e Hotelaria

O Curso Técnico Superior Profissional (CTeSP) em Turismo e Hotelaria será ministrado na Escola Superior de Gestão, em Idanha-a-Nova. As candidaturas para a primeira fase estão abertas até 31 de agosto.

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A Escola Superior de Gestão em Idanha-a-Nova, do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB), vai dar início a um novo Curso Técnico Superior Profissional (CTeSP) em Turismo e Hotelaria no próximo ano letivo 2022/2023.

Alguns dos objetivos gerais do curso passam pela “coordenação, organização e avaliação das atividades realizadas em diferentes áreas em unidades ou cadeias hoteleiras”, bem como pelo “planeamento, promoção e venda de produtos e serviços turísticos, de modo a garantir um serviço de qualidade e a satisfação dos clientes”, como se pode ler no website da instituição.

O curso em regime diurno, no formato presencial, é composto por 120 ECTS e começa a 19 de setembro. Tem a duração de dois anos e divide-se em quatro semestres, sendo que o último será dedicado a um estágio na área.

Algumas das unidades curriculares deste CTeSP, que conta com a coordenação de George Ramos, incluem disciplinas como “Gestão Financeira e Orçamental”, “Técnicas de Receção e de Alojamento Hoteleiro”, “Gestão de Comidas e Bebidas”, “Desenvolvimento de Produtos Turísticos” e “Enogastronomia”, entre outras.

As candidaturas para as 25 vagas disponíveis estão abertas até 31 de agosto de 2022, sendo necessário o pagamento de uma taxa de candidatura de 35 euros, no caso dos estudantes nacionais, ou 50 euros, para os estudantes internacionais. Já a segunda fase decorre de 26 de setembro a 4 de outubro.

A frequência do CTeSP tem uma propina anual de 650 euros para estudantes nacionais e 800 euros para estudantes internacionais, podendo ser paga em mensalidades.

O curso é elegível para candidatos com o 12.º ano completo ou curso profissional de nível 4; maiores de 23 anos, após a realização de provas “especialmente adequadas” e titulares de um CET ou outro grau de ensino superior. Caso os candidatos não possuam disciplinas aprovadas nas áreas relevantes para acesso ao CTeSP, terão de realizar uma prova de conhecimentos. Os detalhes de acesso podem ser consultados no website do IPCB.

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Créditos: IP Património

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Estação de comboios de Viana do Castelo vai ser transformada em hotel mas mantém serviços

Fonte da IP adiantou à Lusa que “o projeto propõe a criação de 41 quartos no edifício de passageiros e de 15 quartos no antigo armazém de materiais, resultando num total de 56 quartos com capacidade total de 112 utentes”.

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O presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo disse esta terça-feira, 9 de agosto, que a estação de comboios da cidade, construída no século XIX, vai ser transformada em hotel por um investidor local e que o projeto está em fase de licenciamento, de acordo com informação adiantada pela agência Lusa.

Em declarações aos jornalistas, no final da reunião camarária de terça-feira, durante a qual foi questionado sobre o projeto, pela bancada do PSD e da CDU, Luís Nobre adiantou que “a Infraestruturas de Portugal (IP), proprietária do imóvel, entendeu dar uso a um espaço que está devoluto há mais de uma década”.

O autarca socialista garantiu que as funções e serviços atualmente a funcionar na estação de caminhos-de-ferro “não vão desaparecer, mas serão transferidos para outro local”.

“A bilheteira, o bar e outros serviços, vão manter-se. Não podia ser de outra forma. Ninguém ia fazer um investimento de 90 milhões de euros na modernização da Linha do Minho para depois prejudicar esse investimento”, sustentou.

Segundo Luís Nobre, o empresário, que já tem uma unidade hoteleira na cidade, “propôs à IP a refuncionalização do edifício em unidade hoteleira, tendo concretizado essa intenção, sendo que, “posteriormente, o município foi informado do projeto”.

“O município concorda. Faz sentido refuncionalizar aquele imóvel histórico, desde que se garanta e, foi dada essa segurança, que as atuais funções da estação não são prejudicadas. No fundo, trata-se de uma valorização de um edifício que passará a ter uma função dinamizadora, não só da atividade hoteleira, mas também das sinergias que vai criar e na revitalização de toda a envolvente”, especificou.

Contrato de subconcessão da IP celebrado com a Turilima

A agência Lusa contactou a IP relativamente ao contrato de cedência do imóvel e das características do investimento em causa, sendo que esta sublinhou que “o serviço de transporte ferroviário não vai sofrer alterações e a área destinada aos passageiros vai ser beneficiada”.

“Os serviços ferroviários serão mantidos, embora relocalizados em diversas zonas do piso 0 do edifício de passageiros e antigas instalações sanitárias, nomeadamente as bilheteiras e salas de apoio, a sala de estar e sala de refeições para o pessoal da CP, a sala de telecomunicações, a sala de comando, a sala do inspetor e, o espaço para a vigilância humana”, especificou a fonte da IP.

A mesma fonte adiantou que a IP “celebrou um contrato de subconcessão com a Turilima – Empreendimentos Turísticos do Vale do Lima SA, que prevê a construção de um hotel ocupando parcialmente três edifícios da estação de Viana do Castelo”.

“O projeto propõe a criação de 41 quartos no edifício de passageiros e de 15 quartos no antigo armazém de materiais, resultando num total de 56 quartos com capacidade total de 112 utentes”.

A Lusa tentou, sem sucesso, falar com a administração da Turilima, a empresa que detém os hotéis Axis de Viana do Castelo, de Ofir, em Esposende, no distrito de Braga, entre outros empreendimentos.

Antigo edifício dos CTT na mira para unidades de habitação

Após a reunião camarária, o autarca adiantou que “o município tem estado a acompanhar o processo de licenciamento [da estação de comboios de Viana do Castelo], juntamente com a Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN)”.

“O projeto inicial está a ser alterado porque inicialmente previa algumas alterações ao nível da cobertura. A DRCN e a Câmara entenderam que não podiam ser efetuadas. O objetivo é manter a fachada e as características históricas do imóvel”, referiu.

Luís Nobre adiantou que “as unidades hoteleiras criadas em contexto histórico são temáticas e apelam à memória, às experiências da cidade onde se instalam”.

“Neste caso há um elemento muito forte que é toda a mística da atividade ferroviária no concelho e, naquele local em concreto, que se vai perpetuar”.

Questionado sobre o montante do investimento, Luís Nobre disse desconhecer o mesmo, adiantando apenas que a nova unidade hoteleira “terá sempre que ter mais de 40 quartos, caso contrário não será sustentável”.

“A cidade precisa daquele espaço revitalizado, com dinâmicas que atraiam novos visitantes”, frisou.

O autarca adiantou existir uma “manifestação de interesse de um empresário de Viana do Castelo para a aquisição do edifício dos CTT, na principal avenida da cidade.

O investidor, que já contribuiu em regeneração urbana na mesma avenida, pretende transformar o imóvel dos CTT para unidades de habitação.

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“Be Our Guest”
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Hospitalidade em ambientes complexos teve destaque na terceira sessão “Be Our Guest”

A terceira sessão de conversas da ADHP “Be Our Guest” contou com a presença de Nuno Neves, General Manager do InterContinental Luanda.

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A terceira edição das conversas “Be Our Guest”, organizadas pela ADHP – Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal, decorreu a 25 de julho com a presença de Nuno Neves, General Manager do InterContinental Luanda.

Em debate estiveram as questões relacionadas com a hospitalidade em ambientes complexos, numa sessão em que o profissional partilhou a experiência na direção de uma unidade do Grupo IHG na capital angolana.

Para Nuno Neves, a capacidade de adaptação à mentalidade e à cultura local é parte fundamental no processo de transição entre mercados e no desafio de manter funcional a operação hoteleira num ambiente complexo, exigindo “força mental” e “espírito de missão”.

Além dos fatores pessoais, como a distância do país de origem e da família, o General Manager do InterContinental Luanda destacou desafios práticos que se colocam em mercados caracterizados por ambientes de trabalho complexos, como problemas no abastecimento de água e eletricidade. Para lidar com estas questões, o profissional sublinhou a importância de cultivar nos profissionais da hotelaria a tenacidade, confiança e paciência, mas também uma capacidade de resposta e planeamento para os momentos de adversidade.

“Para tudo o que uma pessoa faz em prol do hotel ou em decisões importantes, [deve haver] um plano A, B e C. [Devemos] estar sempre dispostos para que nada seja uma surpresa”, considerou o profissional.

Nuno Neves deu também destaque ao papel central da formação no funcionamento de uma unidade hoteleira em contextos adversos, designadamente através da repetição de processos. A existência de mentalidades “abertas”, bem como o facto de os profissionais não se prenderem a “hábitos antigos”, foram algumas características apontadas pelo General Manager como comuns nestes mercados, referindo que os gestores hoteleiros podem tirar proveito destas para incutir conhecimentos formativos.

Para Raúl Ribeiro Ferreira, responsável pela moderação da sessão, o trabalho dos profissionais da hotelaria em contextos de maior adversidade carece de valorização em mercados como o europeu.

“Infelizmente, o trabalho feito nestes países não é muito valorizado quando se chega à Europa, injustamente por isso: porque mais do que a parte técnica, são precisos todos esses componentes que foram abordados e que fazem com que não seja apenas necessário saber servir, saber fazer os rácios, conquistar clientes. É preciso, depois, saber coisas tão simples como isso: como é que se tem água, como é que se tem eletricidade”, referiu o vice-presidente da ADHP.

Quando questionado sobre as diferenças entre os três mercados em que já trabalhou, o General Manager do InterContinental Luanda realçou a importância de “ter ‘jogo de cintura’ entre a religião e os hábitos” no mercado do Médio Oriente e lamentou que na Europa exista uma “cultura de cost control, cost cutting, cost effectiveness” e uma “gestão diária de recursos online para o hotel sobreviver” que retiram ao gestor hoteleiro o “contacto com o cliente”.

Já no mercado africano, o profissional considera existir uma elevada versatilidade na operação, o que permite que o contacto com o cliente seja frequente, e um sentimento de contribuição para a profissionalização e o estabelecimento de novos padrões na hotelaria da região.

Sobre o panorama da hotelaria em Angola, Nuno Neves destacou a existência de uma nova geração de jovens angolanos que estão a entrar no setor e a ser formados em unidades como o InterContinental Luanda, além de cidadãos de dupla nacionalidade que se formaram e estagiaram em Portugal e estão a regressar ao país com o objetivo de trabalhar ou abrir negócios próprios.

A iniciativa “Be Our Guest” promove conversas informais com diretores de hotéis de referência sobre as suas experiências profissionais, a hotelaria e o setor do turismo. As conversas decorrem sempre nas últimas segundas-feiras de cada mês, às 19h. A iniciativa “Be Our Guest” será interrompida durante o mês de agosto, retomando a 26 de setembro, na última segunda-feira desse mês.

A gravação da terceira sessão das conversas “Be Our Guest” encontra-se disponível no canal de YouTube da ADHP.

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Literario

Vitrine do “Lisboa Pessoa Hotel”. Créditos: Fernando Bagnola.

Emprego e Formação

Instituto Politécnico do Porto cria pós-graduação em Turismo Literário

A pós-graduação da Escola Superior de Hotelaria e Turismo começa a 17 de outubro.

Carla_Nunes

A Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Instituto Politécnico do Porto (ESHT – P.Porto) abre as portas ao ano letivo 2022/2023 com uma nova pós-graduação em Turismo Literário.

O objetivo passa por “desenvolver competências na área do Turismo Literário, privilegiando uma perspetiva ao nível do desenvolvimento e implementação de roteiros literários como produto de dinamização dos destinos turísticos”, como se pode ler na brochura deste novo curso.

Dirigida a quem já exerce a atividade profissional em Turismo Literário, mas também a quem pretende iniciar o percurso nesta área, a pós-graduação começa a 17 de outubro de 2022, em regime pós-laboral e formato B-learning.

A segunda fase de inscrições para as 25 vagas disponíveis decorre de 16 de agosto a 2 de setembro, existindo ainda a possibilidade de uma terceira fase de inscrições, de 28 de setembro a 9 de outubro.

Algumas das unidades curriculares desta pós-graduação incluem temáticas como a “Conceção de Eventos Literários”, “Implementação de Produtos Turísticos em Turismo Literário” e “Desenho de Roteiros Literários”. O plano de estudos contempla dois semestres e 60 ECTS, num conjunto de dez disciplinas.

A professora-adjunta convidada da ESHT Ana Ferreira assume a coordenação da nova pós-graduação. Doutorada em Turismo pela Universidade de Vigo, a profissional tem desenvolvido trabalho de investigação focado na área de turismo literário e de eventos, elaborando roteiros com base na vida e obra de Camilo Castelo Branco, adaptados à cidade do Porto.

Em entrevista à Publituris Hotelaria em maio deste ano, Ana Ferreira ressalvou como o turismo literário “pode combater de forma determinante a sazonalidade associada a outros tipos de turismo”, já que este turista “não se desloca apenas numa época do ano”.

A pós-graduação em Turismo Literário tem um valor de 1.750 euros, sendo que o pagamento pode ser realizado numa única prestação, no ato da matrícula, ou em dez vezes.

Os interessados devem candidatar-se através do link de acesso e ingresso do IPP, sendo condição necessária de acesso uma das seguintes valências: título do grau de licenciatura ou equivalente legal; título de um grau superior estrangeiro, conferido na sequência de um 1.º ciclo de estudos organizado de acordo com os princípios do processo de Bolonha por um Estado aderente a esse processo; título de um grau académico superior estrangeiro que seja reconhecido como satisfazendo os objetivos do grau de licenciado pelo Conselho Técnico-Científico da ESHT ou a detenção de um currículo académico, científico e/ou profissional que seja reconhecido pelo Conselho Técnico-Científico da ESHT, como atestando capacidade para a realização com êxito deste curso.

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