Portugal regista 27 milhões de hóspedes

Por a 14 de Fevereiro de 2020 as 11:37

Em 2019, os estabelecimentos de alojamento turístico registaram 27 milhões de hóspedes e 69,9 milhões de dormidas, a que corresponderam aumentos anuais de 7,3% e 4,1%, respectivamente, segundo dados preliminares do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelados esta sexta-feira.

Dos 27 milhões de hóspedes registados em 2019, há que salientar que 10,7 milhões correspondem a hóspedes residentes em Portugal e 16,3 milhões a hóspedes residentes no estrangeiro. O mercado interno contribuiu com 21,1 milhões de dormidas, mais 6,2%, e os mercados externos com 48,8 milhões de dormidas, um aumento de 3,3%.

Os dados do INE analisam ainda as dormidas por categorias de alojamento turístico, destacando que a hotelaria nacional, que representa 82,9% do total das dormidas neste ano, verificou um crescimento de 2,4% nas dormidas. Já as dormidas em Alojamento Local tiveram um aumento de  dois dígitos, concretamente de 14,9%, seguido pelo crescimento do turismo no espaço rural e de habitação, que cresceu 6,7%. No que diz respeito às dormidas em hostels, estas registaram um crescimento de 23,7%, representando 22,9% das dormidas em alojamento local e 3,3% do total de dormidas no setor do alojamento turístico neste ano.

Segundo o INE, o Reino Unido manteve-se como o principal mercado emissor em 2019, representando 19,2% das dormidas de não residentes. Neste ano, os hóspedes britânicos aumentaram 5,9% e as dormidas cresceram 1,5%.

Ainda nos mercados emissores, o mercado alemão recuou 6,7% em 2019 e apresentou um peso relativo de 12%. Já as dormidas de hóspedes espanhóis representaram 10,7% do total de dormidas e cresceu 7,4%. Por sua vez, o mercado brasileiro (8,4% do total) apresentou um crescimento de 13,5% no ano 2019. Já o mercado francês (7,2% do total) apresentou um recuo de 1,3% no ano passado. Desde o início do ano, o realce vai para os mercados norte-americano (+20,2%) e chinês (+16,0%).

Dormidas por regiões

No que diz respeito às dormidas por região, o INE revela que, no conjunto do ano de 2019, todas as regiões apresentaram aumentos nas dormidas, com exceção da Região Autónoma da Madeira que apresentou uma descida de 3,7%. Com performance positiva foi o Norte de Portugal que sobressaiu ao verificar um crescimento de 9,7%, seguindo-se o Alentejo com mais 7,6% e a Região Autónoma dos Açores com um aumento de 7,5%. No entanto, é o Algarve que continua a concentrar maior percentagem total de dormidas com 30%, seguido pela Área Metropolitana de Lisboa com 26,4%.

O INE indica ainda que no ano passado, as maiores variações relativas das dormidas de residentes registaram-se na RA Açores (+12,3%) e Alentejo (+10,8%), enquanto as de não residentes sobressaíram no Norte (+12,3%), AM Lisboa (+5,5%) e RA Açores (+4,0%).

Quanto às receitas de 2019, os proveitos totais aumentaram 7,3%, para 4,276 mil milhões de euros, e os de aposento 7,1%, para 3,206 mil milhões de euros, resultados que, segundo o INE, “refletem uma desaceleração face a 2018”. Nos 12 meses de 2019, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) aumentou 2% para 49,4 euros, enquanto o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 88,7 euros, aumentando 1,9%.

Para a secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, os dados divulgados, esta sexta-feira, são “motivo de orgulho pelo trabalho feito por todos que revelam resultados, mais uma vez, históricos”.  “O turismo em Portugal continua a crescer nas vertentes interna e internacional e a ritmo bastante superior ao crescimento da procura mundial. Os resultados também continuam a demonstrar uma clara tendência de diversificação de mercados, com crescimentos exponenciais nos EUA e na China”, segundo Rita Marques.

Com os resultados de 2019, acrescentou a secretária de Estado, em comunicado. continua-se a demonstrar o crescimento sustentável dada a “redução contínua dos níveis de sazonalidade, ao mesmo tempo que o setor consolida a posição de maior atividade exportadora do país”.

Por outro lado, o Turismo emprega hoje mais de 400 mil pessoas, correspondente a 9% do total do emprego nacional. “O turismo em Portugal é, hoje, uma atividade que se estende por todo o território, ao longo de todo o ano, pelo que a atração de recursos qualificados para esta atividade reveste uma prioridade”, sublinhou.

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