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“Turismo investe muito pouco em tecnologia”

Normalização da linguagem utilizada, orçamento específico para investimento em tecnologia e as mais-valias da transformação dos destinos em ‘smart destinations’ são alguns temas que Pedro Seabra, CEO e partner da Viatecla, empresa que desenvolve software para o turismo, reconhece que precisam de ser aprofundados, mas para os quais a empresa que lidera já tem soluções.

Raquel Relvas Neto
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“Turismo investe muito pouco em tecnologia”

Normalização da linguagem utilizada, orçamento específico para investimento em tecnologia e as mais-valias da transformação dos destinos em ‘smart destinations’ são alguns temas que Pedro Seabra, CEO e partner da Viatecla, empresa que desenvolve software para o turismo, reconhece que precisam de ser aprofundados, mas para os quais a empresa que lidera já tem soluções.

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Normalização da linguagem utilizada, orçamento específico para investimento em tecnologia e as mais-valias da transformação dos destinos em ‘smart destinations’ são alguns temas que Pedro Seabra, CEO e partner da Viatecla, empresa que desenvolve software para o turismo, reconhece que precisam de ser aprofundados, mas para os quais a empresa que lidera já tem soluções.
Nos dias-de-hoje, a tecnologia no Turismo é algo inevitável. O desenvolvimento turístico não existe sem o desenvolvimento tecnológico. Contudo, apesar desta relação intrínseca, a percepção do valor da tecnologia é complexa e pouco reconhecida por grande parte dos palyers do Turismo nacional. “É uma área onde ainda se investe muito pouco em tecnologia, sendo um setor que hoje depende totalmente da tecnologia e isso é um contra-senso”. Pedro Seabra dá como exemplo áreas como a banca ou a distribuição, nas quais existe “sempre um orçamento avultado e nesta área [Turismo] as pessoas continuam a não entender quanto é crítico soluções fortes e a necessidade de investimento, porque é contínuo”.
A inexistência de standards, ou seja, de normas na linguagem tecnológica utilizada, dificulta e, consequentemente, encarece as soluções tecnológicas no Turismo. Este é “um negócio que depende muito da interoperabilidade, que é claramente o que descreve o Turismo – trabalhar em rede, estar interligado em tempo real – e isso exige que os sistemas tenham interoperabilidade entre eles ou que as empresas conversem entre elas, mas não há qualquer preocupação em olhar para standards e formatar as mensagens que são tratadas de uma forma normalizada”. Dando o exemplo da banca, onde existem normas, “se quero falar com o banco A, B ou C falo sempre da mesma maneira”, indica. O que já não acontece, por exemplo, na distribuição turística, onde “um operador faz o seu sistema para partilhar informações com outros e inventa a forma como partilha os dados e não se preocupa em ver o que são as normas”. Segundo o CEO da Viatecla, as normas de linguagem existem, “mas ninguém as cumpre, infelizmente nem os GDS as cumprem e, por isso, este setor traz um ponto crítico: com cada parceiro que tenho de me interligar, tenho de falar a língua dele. (…) Se todos os operadores portugueses, por exemplo, falassem a mesma língua tornavam as coisas muito mais simples. Os sistemas eram todos normalizados e falavam muito mais facilmente uns com os outros”.
Contudo, o responsável reconhece que este problema tem uma dependência muito mais global, pois cada ‘broker’ internacional de hotelaria “tem esse mesmo problema”. E exemplifica: “Um hotel não tem um identificador único, ao contrário de outro tipo de produtos que são comercializados noutros setores. Um hotel é identificado de forma distinta por cada ‘broker’ e, por isso, existe o desafio de ter que o mapear”.
Porém, “podíamos dar esse passo”, defende. “Se não forem os players que têm o poder negocial do produto a impor e a ter essa sensibilidade, nunca há uma mudança [na normalização da linguagem]”, refere.
Pedro Seabra considera que, de facto, “a tecnologia no Turismo é um desafio bastante grande e extremamente complexo. Temos a tendência de desprezar ou simplificar a complexidade. O negócio do Turismo tem regras muito complexas e funciona em tempo real, por isso tem um peso muito grande, mas é isso que estamos a fazer e onde nos especializámos e julgo que o mercado tem nos reconhecido por o fazermos bem”.

Smart Destination

Mas não é só o setor da distribuição turística enfrenta desafios a nível tecnológico. No que diz respeito aos destinos turísticos em si, o responsável defende que deve ser criada uma plataforma de ‘smart destination’ que permita colocar os diferentes ‘stakeholders’ de determinado destino a trabalhar em rede, mas também a partilhar informação na mesma. A utilização da plataforma traz mais-valias para a gestão de um destino, a começar pela gestão de fluxos de turistas, permitindo distribuí-los pelos vários equipamentos ou pontos de interesse ao longo do dia. Aqui, o responsável dá como exemplo a cidade de Amesterdão, na Holanda, “um exemplo de ‘smart destination’ e de mobilidade e controlo de massas” onde, através da colaboração com os operadores móveis, envia mensagens para os turistas sugerindo-lhes a visita a determinada atração onde o tempo de espera é menor.
A monitorização é também uma mais-valia que pode ser feita em colaboração “com alguns ‘players’ que são chave no controlo da movimentação  dos turistas”, como sejam as operadoras móveis e os operadores de cartões de crédito. Esta informação vai permitir “ter dados concretos do que é que o destino recebe”, indica, permitindo assim “apresentar métricas para que os empresários possam, de uma forma consciente, decidir não por percepção mas por realidade”.
Permitir a partilha de informação entre os diferentes ‘satkeholders’ que comunicam um destino para garantir a qualidade do mesmo é também um dos objetivos da criação de uma plataforma deste género. “Muitas vezes as entidades que comunicam o destino criam uma marca, um conceito e promovem-no interna ou externamente, ou para mercados-chaves para esse destino, mas, muitas vezes, o ‘trade’ local não está em sintonia com a comunicação que é feita para o exterior”, exemplifica, justificando assim a necessidade de “trabalhar em rede de uma forma ativa e de haver plataformas que ponham todos estes ‘stakeholders’ a falar entre eles e a partilha, não só informação, mas também oportunidades”. Pedro Seabra dá como exemplo a realização de um congresso em determinado destino: “Se puder comunicar ao trade local esse evento de uma forma mais focada, provavelmente presto um melhor serviço a quem nos visita e posso extrair o máximo de oportunidades com isso”.
A Viatecla já encetou vários contactos internacionais com destinos como a Catalunha ou Singapura. No que refere aos destinos portugueses, Pedro Seabra aguarda que, com o novo ciclo de fundos comunitários, “as regiões coloquem isso na sua agenda”. “Hoje, temos uma plataforma capaz de juntar as duas coisas, por um lado, a gestão de informação, por outro lado, a parte transaccionável, onde temos um mecanismo para o fazer de forma muito ágil”.

Soluções renovadas

Uma das principais soluções da Viatecla é o já conhecido Keyfortravel, uma ferramenta modular que abrange não só os vários produtos verticais de Turismo – aviação, hotelaria, pacotes de férias, seguros, produtos especiais, mas que cobre também várias formas de operar seja no B2B – incoming e outgoing, seja no corporate, ou no B2B dos operadores. E esta tem sofrido melhorias a vários níveis.
A versão mobile é uma das abrangidas por estas melhorias recentes e conta com uma nova versão. Com uma oferta tanto para B2C como para o corporate, a solução mobile conta com melhorias sobretudo “na lógica do serviço”. “Acreditamos que o mobile é muito mais utilizado na lógica do apoio ao cliente”, dando um serviço onde este encontra o seu itinerário, os vouchers da viagem e onde tem acesso a toda a documentação, mas através da qual também pode-se ir fazendo ‘cross selling’ de produtos adicionais. “Mas também tenho todos os motores de negócio onde posso pesquisar um voo, hotel um pacote de férias e fazer a transacção”.
Quanto à solução corporate, esta sofreu um redesenho para “responder às necessidades do mercado com várias vertentes, nomeadamente um apoio 100% em termos do mobile”. Esta passa a ser “um instrumento do dia-a-dia do agente, no sentido em que é o canal de comunicação direto com o cliente. Ao cliente permite-lhe ter acesso às suas viagens realizadas e por realizar”. Mas, explica o responsável, esta melhoria na solução mobile para o corporate traz sobretudo “instrumentos muito poderosos para a gestão do dia-a-dia dependendo da organização, seja nas políticas de viagens, seja nos fluxos de aprovação e seja no controlo dos centros de custo. O Keyfortravel passou a suportar múltiplos centros de custo por passageiro num ‘file’ com vários passageiros”. “Esta solução é também para empresas em si, como multinacionais, ou seja, uma organização pode ter o Keyfortravel e usá-lo como ferramenta de ‘procurement’ e de gestão das suas viagens; ou para uma TMC, uma agência corporate que tem os seus clientes e define essas regras por cada cliente”, indica.
Já há 20 anos no mercado, o Keyfortravel vai contar também com um novo ‘frontoffice’, que vai fornecer mecanismos mais ágeis para que o agente se foque “em dar as melhores soluções ao seu cliente e prestar um bom serviço e não estando na burocracia”. “Passámos a dar um conjunto de ferramentas que são diferenciadoras no sentido em que permite à agência prestar um serviço premium independentemente do agente que está a servir e isso passa pelas checklist em que posso definir regras em função do tipo de viagens, do tipo de produto ou destino”, esclarece. Às check lists acrescem os classificadores, que permite a cada agência “customizar o tipo de atributos que quer para cada file e tipo de produto, e por isso ter informação adicional para além do que é norma nos sistemas, o que vai permitir aumentar a sua competitividade”. A própria documentação que a plataforma emite também foi a renovada, apresentando agora “um layout mais actual e moderno, mas com toda a informação relevante para o negócio e de uma forma muito mais explícita para o passageiro”, evitando, por exemplo, a entrega dos bilhetes electrónicos emitidos pelos GDS com toda os seus códigos que pode baralhar o passageiro.
No que refere ao também inevitável NDC – New Distribution Capability, standard das companhias aéreas que já está a mexer com o setor da distribuição turística, a Viatecla está também a desenvolver soluções de forma a que os respetivos clientes possam “munir-se de ferramentas” para responder a este desafio. “Do ponto de vista tecnológico, vem aí um desafio muito grande, mas há outra coisa, o que o NDC traz ou promete do ponto de vista de serviço é proporcionar a promessa de uma oferta personalizada a cada passageiro. O objetivo do NDC é dar um serviço personalizado da companhia aérea àquele passageiro e isso é uma mudança de paradigma cada vez maior em relação à realidade da operação”. Para Pedro Seabra, todos os players devem preparar-se para também eles prestarem um serviço personalizado aos seus clientes. Pois, “o NDC foi claramente criado para que as companhias consigam começar a ter um ‘revenue’ focado nos serviços adicionais, porque a tarifa foi muito esmagada com a lógica das low cost e de acompanhar isso. É preciso entender que a promessa do NDC tem a ver cada vez mais com a companhia ter a informação do cliente do lado dela, que com este argumento de prestar um bom serviço vão ficar cada vez mais elas guardiãs do cliente e não a agência. Por isso a agência distrai-se com a questão do acesso ao produto, etc, mas o foco da questão está em prestar cada vez mais um serviço personalizado ao cliente. Que toda a agência vai dizer que é isso que ela já faz, mas na verdade não é bem assim”.
No que diz respeito ao NDC, o CEO da Viatecla explica ainda que, quando se fala em NDC, “temos uma preocupação extrema do ponto de vista tecnológico: Vamos conseguir ligar a todas as companhias aéreas? Certamente que não, provavelmente vamos ligar às companhias que são relevantes para o cliente que temos, que tenha essa preocupação, e outras usaremos agregadores. Já estamos a trabalhar nisso”, indica, realçando que “há aqui um foco de negócio que não deve ser descurado”.

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OS PRÉMIOS COMUNICAÇÃO M&P

O M&P vai premiar, pelo nono ano, a excelência na Comunicação

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Como já é tradição os Prémios Comunicação M&P vão distinguir os melhores trabalhos de consultoras de comunicação e relações públicas, projectos de comunicação, acções de sustentabilidade levadas a cabo pelas organizações, eventos e acções feitas em conjunto com os media. Também aberto aos Mercados Externos, a concurso temos 11 grandes categorias: Sectores de Actividade, Digital/Social/Influenciadores, Branded Content, Eventos e Patrocínios, Comunicação Interna, Reputação e Public Affairs, Sustentabilidade e Responsabilidade Social Corporativa, Comunicação Institucional, Comunicação Integrada e Assessoria de Imprensa.

A escolha dos vencedores, que serão revelados em Dezembro, está a cargo de António Mendes (RFM), António Costa (Eco), António Cunha Vaz (CV&A), Bruno Batista (grupo GCI), Elgar Rosa (Pure), Inês Mendes da Silva (Notable) Isabel Rodrigues (Cofina Media), Jorge Magalhães (Grupo Stellantis Portugal), José Franco (Corpcom), Maria Domingas Carvalhosa (Wisdom Consulting e APECOM), Maria João Soares (JLM & Associados), Pedro Cruz (TSF), Rui Piteira (Tabaqueira), Teresa Figueira (Central de Informação), Tiago Ferreira (Grupo Nabeiro-Delta Cafés) e Tiago Simões (Sonae MC e APAN).

Recorde aqui aqui os vencedores de 2020 e consulte aqui toda a informação sobre a 9ª edição dos Prémios Comunicação M&P.

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Autêntica Costa Amalfitana : descubra as páginas do livro que ainda não leu

As três vilas históricas da Costa Amalfitana.

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Desde a mais pequena vila da Itália, à arte como veículo de espiritualidade. As vilas históricas da Costa de Amalfi 

Uma viagem às antigas aldeias da Costa Amalfitana onde o tempo parece ter parado, mas na tranquilidade a história tem sido capaz de continuar a viver, inovando-se, graças à contribuição e à habilidade dos seus habitantes.

Amalfi by night (photo-Salvatore-Guadagno)

Atrani (photo Vito Fusco)

Atrani: a aldeia mais pequena de Itália.

É o mais pequeno município italiano. A apenas 800 metros de Amalfi, em Atrani parece que o tempo parou. Um lugar rico em história que relembra de forma impecável o esplendor da antiga República Amalfitana. Em Atrani, cada vislumbre oferece momentos preciosos de descoberta entre perspectivas espetaculares ou recantos decorados com colunas e capitéis romanos e medievais (que datam dos séculos XII a XIII).

Aqui as angústias da vida dissolvem-se, dando lugar ao suspiro do mar. Um vínculo, aquele com o mar, tão intenso e visceral que o município inaugurou recentemente um novo museu ao ar livre: "Vasi d'a ... mare". O projeto reúne os vasos confeccionados por mestres oleiros locais, entre eles Lucio Liguori, Francesco Raimondi, Vincenzo Caruso, Sasà Mautone, Pasquale Liguori (Azul infinito), todos instalados em suportes moldados à mão pelo artista-ferreiro Giovanni Spada. Dispostas ao longo do Largo Marinella, as obras celebram a cultura pesqueira local e a ligação com o mar. Do Largo Marinella chegamos ao centro nevrálgico da vila, a sugestiva Piazza Umberto I. Aqui nos encontramos para momentos de festa, para um café ou um aperitivo com os amigos. E é num dos bares dessa praça que nasceu o Lemon Spritz, feito com o Sfusato Amalfitano. A partir da praça entrevê-se a Igreja de San Salvatore de Birecto, cuja torre sineira marca as horas do dia como antigamente. Fundada no século X, é um dos mais antigos monumentos do patrimônio cultural e espiritual da Costa Amalfitana.

Diz-se que a cerimónia de investidura do duque de Amalfi teve lugar aqui. Foi precisamente essa relação sutil entre o sagrado e o profano, entre jogos impercetíveis de geometrias que fascinou e influenciou as obras visionárias de uma das personalidades mais extraordinárias e ecléticas do século XX, Maurits Cornelis Escher, que durante a sua estadia na Costa por volta dos anos ’30 amou Atrani pela sua “mágica atmosfera".

Pontone: a história da Costa de Amalfi nasce aqui.

Aninhado nas montanhas entre Amalfi e Scala, a pacata aldeia de Pontone é o berço da Costa Amalfitana. Entre ruas de pedra e jardins em socalcos, Pontone foi uma das povoações mais antigas, nomeadamente do ponto de vista cultural, que deu origem ao que viria a ser a primeira República Marítima da Itália, ou seja, a República de Amalfi. Pontone representa a expressão emocional da cultura. E aqui nas calmas ruas da aldeia é possível sentir a história ganhar vida. Bem no centro de Pontone está a Piazza San Giovanni Battista, hoje um lugar tranquilo para se sentar por baixo das árvores ou apreciar a vista das paisagens verdes que do vale chegam a Amalfi. Pontone era um importante centro de produção têxtil e a Piazza San Giovanni Battista era o coração do negócio. Aqui era feito o tecido de lã que os mercadores de Amalfi vendiam em todo o sul da Itália e na Sicília.

À beira da Piazza San Giovanni Battista está a igreja com o mesmo nome. A partir da Piazza San Giovanni Battista uma escada íngreme leva a uma das joias da Costa Amalfitana. A Igreja de San Filippo Neri, fundada no século X, é o fulcro do patrimônio religioso e cultural da aldeia. Antes de entrar, os olhos voltam-se para o céu para observar a torre sineira de pedra do século X. A torre sineira não está diretamente conectada à igreja. Ela está posicionada, de fato, em frente a um átrio abobadado na entrada do edifício. O caminho de pedra passa mesmo através do átrio. Mesmo sem entrar na igreja, a incrível abóbada cruzada leva de volta no tempo e lembra as do Arsenale de Amalfi, onde os navios foram construídos durante a Idade Média.

Amalfi: a espiritualidade em obras de arte.

Caminhando pelas vielas de Amalfi, aquelas ruas estreitas e sombreadas, respira-se uma atmosfera de outros tempos, mas sempre atual e agradável para ser desfrutada em qualquer época do ano. No verão, um banho nas águas cristalinas alterna-se com uma granita fresca de limão ou uma deliciosa sfogliatella. Nos períodos mais frios, porém, é romântico passear pelas ruas do centro entre fontes, arcos e igrejas iluminadas por luzes que, quando acesas, aquecem a alma. A Piazza Duomo é o coração pulsante onde a famosa e icônica catedral ergue-se majestosamente.

A Catedral de Amalfi é hoje considerada um dos mais importantes e belos monumentos da Itália, onde o estilo bizantino junta-se aos estilos românico, islâmico e barroco. O conjunto monumental constituído pela Catedral, pelo Claustro do Paraíso e pela Igreja do Crucifixo, sede do Museu Diocesano, tem um valor histórico e social que vai além do artístico. Ricos em história e cultura, a poucos passos da praça principal, estão os Arsenais Antigos, locais onde, num passado distante, os barcos foram construídos e depois colocados diretamente no mar. Tornou-se hoje o principal museu da cidade, e no seu interior pode-se admirar importantes exposições de arte ou fotografia, rodeadas por abóbadas e estruturas arquitetónicas originais.

Duomo di Amalfi (photo by Andrea Gallucci)

La fontana dedicata al patrono di Amalfi-SantAndrea in Piazza-Duomo (photo by Salvatore Guadagno)

Entre na revista Authentic Amalfi Coast e descubra as páginas do livro que ainda não leu sobre a Costa Amalfitana www.authenticamalficoast.it

Autor: Italia National Tourism Board

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75% dos portugueses diz que próximas férias vão ser em Portugal, revela estudo da Bloom Consulting

Estudo da consultora Bloom Consulting apurou que 44% dos portugueses conta gozar um período de descanso ainda este ano e que apenas 27% deixa para o próximo ano os planos de férias.

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Para 75% dos portugueses, as próximas férias vão ser passadas em território nacional, apurou um estudo da Bloom Consulting, que revela também que, apesar da pandemia, 44% dos portugueses conta gozar um período de descanso ainda este ano e que apenas 27% deixa para o próximo ano os planos de férias.

Ainda assim, diz a Bloom Consulting num comunicado divulgado esta sexta-feira, 17 de setembro, "ma grande fatia da população inquirida afirmou ainda não estar decidida quanto à sua próxima viagem de lazer (22%), sendo que apenas 5,8% afirma que apenas viajará em 2023".

“Os dados do estudo são reveladores de algo que a indústria turística portuguesa já tem vindo a sentir_ uma maior movimentação dos portugueses em viagens de lazer. Com o avançar da vacinação e aproximação à tão desejada imunidade de grupo, é expectável que alguns destes portugueses vão progressivamente alterando a sua posição em relação ao turismo sendo no entanto irrealista pensar que a situação reverterá para as tendências registadas em 2019 num futuro próximo”, considera Filipe Roquette, diretor geral da Bloom Consulting Portugal.

O estudo mostra também que, quanto mais jovens os inquiridos, maior a disposição para viajar ainda este ano, com a Bloom Consulting a revelar que, "o grupo de 54 ou mais anos é o mais conservador e também o mais indeciso nesta matéria".

Quanto a destinos, o mercado nacional é o que sai a ganhar, até porque, dos 75% dos portugueses que conta fazer férias em destinos nacionais, em 60% dos casos nem são consideradas outras hipóteses. Ainda assim, há 14% de portugueses que dizem não saber onde vão passar as próximas férias, enquanto 11% descarta férias no território nacional e só pensa em férias no estrangeiro.

"Entre os que afirmam que o seu próximo destino será em território nacional, o Algarve é a região mais referida com 20% do total de menções. Seguem-se as regiões autónomas dos Açores e da Madeira com 18% e 16% respetivamente. Também com 16% estão o Alentejo e a região do Porto e Norte de Portugal. O Centro de Portugal com 8% e a Região de Lisboa são as regiões sob as quais recaem menos intenções de visitação por parte dos portugueses num futuro próximo", indica o comunicado.

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Iberia mantém voos para as Maldivas no inverno

Depois do sucesso no verão, a Iberia vai manter a operação para as Maldivas este inverno, com dois voos por semana, e, em Portugal, tem planos para aumentar a capacidade nas rotas de Lisboa e Porto.

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A Iberia vai manter os voos para as Maldivas, que arrancaram no início de julho, também  durante a temporada de inverno, com a companhia aérea espanhola a revelar que a decisão foi tomada na sequência do "bom funcionamento desta rota nos meses de verão" e que, na época baixa, os voos decorrem entre dezembro e fevereiro, com duas ligações por semana. Já para Lisboa e Porto, está previsto um aumento para o triplo dos voos diários, ao longo dos próximos meses.

"Entre as principais novidades, destaca-se a incorporação do destino estrela do verão, as Ilhas Maldivas. Após o bom funcionamento da rota nos meses de verão, a companhia aérea decidiu retomar os voos a partir de dezembro com duas frequências diretas por semana, que vão até fevereiro de 2022", lê-se na informação divulgada pela companhia aérea sobre o plano de rotas para este inverno.

Além das Maldivas, a Iberia vai manter também no inverno os voos para Cali, na Colômbia, outra das rotas que a companhia aérea também operou este verão e que, no inverno vai contar com três frequências por  semana, entre dezembro e março.

Neste inverno, a Iberia vai ainda aumentar o número de voos disponíveis na ponte aérea entre Madrid e Barcelona, que em setembro já tinha sido aumentada em 32%, mas que, segundo a Iberia, vai ainda conhecer novos aumentos este inverno, até um total de 68 voos por semana, o que totaliza 11 voos por dia em cada trajeto.

Na informação divulgada, a Iberia explica que os aumentos previstos para a ponte aérea visam a reativação das viagens de negócios, motivo pelo qual a transportadora vai também reforçar a operação em alguns destinos europeus, a exemplo de Paris, para onde a Iberia conta disponibilizar até sete voos por dia em cada sentido, mas também de Londres, que passa a contar com até cinco voos por dia e por trajeto, enquanto cidades como Lisboa, Porto, Frankfurt, Bruxelas, Genebra, Milão, Roma, Zurique, Dusseldorf, Munique, Veneza, Lyon e Marselha vão chegar aos três voos por dia, ao longo deste inverno. Já Frankfurt, vai contar com um aumento até 18 frequências por semana.

Na rede de longo curso, e além das Maldivas e de Cali, a Iberia vai também aumentar a sua oferta para a América Latina e EUA, estimando voar para 23 cidades em 17 países, num total de 280 voos por semana, à partida de Madrid. Apenas na América Latina, a companhia aérea vai operar para 17 destinos em 15 países, superando os 200 voos por semana.

"Os mercados com maiores taxas de crescimento são o México - que já conta com dois voos diários -, a República Dominicana - com mais três voos semanais, até 13 frequências - e a Colômbia, com mais três frequências para Bogotá, chegando a 10; e Cali, para onde a Iberia voa três vezes por semana", indica a transportadora.

Além disso, acrescenta a Iberia, vai ser também aumentada a capacidade para a América do Centro e Caraíbas, em concreto para o Panamá, Costa Rica e Guatemala/El Salvador, que passam a contar com mais um voo por semana, até seis frequências semanais no caso do Panamá e Costa Rica, enquanto a Guatemala/El  Salvador passa a contar com cinco ligações semanais.

Para San Juan de Porto Rico, a Iberia vai passar de três para quatro frequências por semana, enquanto o Uruguai passa a seis voos diretos por semana. Já Buenos Aires, Lima, São Paulo e Santiago do Chile mantêm um voo diário, ainda que, no caso da capital argentina, a operação esteja ainda sujeita a aprovação governamental.

Já nos EUA, onde a Iberia diz estar ainda dependente da reabertura turística, a companhia tem planos para recuperar as frequências que oferecia antes da pandemia, e conta operar 10 voos por semana para Nova Iorque e Miami, ou seja, mais três que no verão, e espera manter ainda as ligações a Chicago, Boston e Los Angeles.

Este inverno, a Iberia conta ainda com uma campanha especial que pretende estimular a procura ao longo dos próximos meses e que oferece tarifas especiais para reservas até 22 de setembro e que se aplica a viagens até 9 de junho de 2022.

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Operadores retomam operação de Fim-de-Ano para Salvador e Natal

Os charters dos operadores Solférias, Exoticoonline e Sonhando têm partida programada para 26 e 27 de dezembro.

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Os operadores turísticos Solférias, Exoticoonline e  Sonhando voltam a juntar-se para lançar uma operação especial de Fim-de-Ano com destino a Salvador da Bahia e Natal no Brasil, com partidas de Lisboa e Porto.

 Esta operação especial de Réveillon em Salvador, com saída a 26 de dezembro e regresso a 2 de janeiro, terá partida de Lisboa via Porto. 

Para a cidade de Natal, a saída será dia 27 de dezembro e regresso dia 3 de janeiro e também com partida de Lisboa via Porto. 

No sentido inverso, estas operações estão ser comercializadas pelo operador Alto Astral, em parceria com Lusanova e outros parceiros locais.

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Ryanair abre nova rota entre o Porto e Clermont-Ferrand no inverno

Companhia aérea vai realizar dois voos por semana entre o Porto e a cidade francesa de Clermont-Ferrand, a partir de novembro.

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A Ryanair anunciou a abertura de uma nova rota entre o Porto e a cidade francesa de Clermont-Ferrand no próximo inverno, operação que vai contar com dois voos por semana e que, segundo comunicado da companhia aérea low cost, arranca em novembro.

"Estamos encantados por anunciar esta nova rota do Porto para Clermont-Ferrand com dois voos semanais, a partir de novembro. A Ryanair continua empenhada em reconstruir a industria turística em Portugal e em reforçar a conetividade, à medida que continua a crescer na Europa e as viagens regressam aos níveis pré-COVID-19", congratula-se Jason McGuinness, diretor Comercial da Ryanair.

Para assinalar o lançamento da nova rota de inverno, a Ryanair lançou uma promoção com preços desde 19,99 euros, para viagens que decorram até março de 2022 e cujas reservas sejam realizadas até à meia-noite do próximo sábado, 18 de setembro, através do site da companhia aérea,  em  www.Ryanair.com

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Altis Grand Hotel reabre dia 18

Com esta reabertura, todos os hotéis do grupo Altis voltam a estar simultaneamente em funcionamento.

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 1 de outubro é a data escolhida para reabertura oficial do Altis Grand Hotel, o primeiro hotel do grupo que irá completar este ano 48 anos. Depois de estar fechado desde abril do ano passado, o emblemático hotel lisboeta   reabrirá, enquanto a cidade espera receber de volta mais turistas.

Para Raul Martins, presidente do Conselho de Administração do Grupo Altis, "o Altis Grand Hotel é um hotel com história desde a sua abertura, temos empresas e gerações de clientes que estão ligados a este hotel, aqui vieram pela mão dos avós ou dos pais, e é uma enorme satisfação poder voltar a recebê-los. Toda a equipa está ansiosa e motivada".

Desde o inicio da pandemia, o grupo manteve sempre pelo menos um hotel em funcionamento e, com esta reabertura, todos os hotéis do grupo Altis voltam a estar simultaneamente em funcionamento, uma  decisão tomada  com base nas "boas perspetivas de ocupação para o último trimestre do ano e para o próximo ano".

“Para 2022, o grupo espera atingir uma ocupação anual média de 60%, sendo que em 2019, fechou o ano com uma ocupação de 80%”, perspetiva Diogo Fonseca e Silva, diretor-geral de operações do Grupo Altis Hotels.

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American Airlines compra 5,2% da Gol e anuncia codeshare exclusivo

Negócio prevê a criação do maior programa de fidelidade do continente americano, assim como a ampliação do acordo de codeshare que as duas transportadoras já mantinham.

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A American Airlines adquiriu 5,2% da Gol, atualmente a maior companhia aérea brasileira, o que vai dar origem a uma "parceria exclusiva", que prevê a criação do maior programa de fidelidade do continente americano, assim como a ampliação do acordo de codeshare que as duas transportadoras já mantinham, num negócio que visa a afirmação da companhia norte-americana no Brasil.

De acordo com a imprensa brasileira, o negócio prevê um investimento de 200 milhões de dólares, já que a American Airlines compra 22,2 milhões de ações preferenciais da Gol, assim como a junção dos programas de fidelidade das duas companhias, o Aadvantage e o Smiles, numa fusão que vai dar origem ao maior programa de milhas do continente americano.

Mas o principal destaque vai mesmo para a ampliação do acordo de codeshare, o que vai permitir aumentar a presença da American Airlines na América do Sul, principalmente no Brasil.

"A American é, há muito tempo, a companhia aérea líder entre os Estados Unidos e a América do Sul, e esta parceria mais forte com a Gol solidifica essa posição de liderança", afirma Robert Isom, presidente da American Airlines, considerando que a rede da transportadora norte-americana "combina perfeitamente" com a rede da Gol no Brasil.

"Juntos, seremos capazes de oferecer aos clientes que voam para, através e do Brasil acesso à maior rede com as taxas mais baixas e o melhor e maior programa de fidelidade de viagens conjunto da América", acrescenta o responsável.

Com a ampliação do acordo de venda compartilhada, os clientes da Gol passam a ter acesso a mais de 30 destinos da American Airlines nos EUA, à partida dos hubs da Gol em São Paulo (GRU) e no Rio de Janeiro (GIG), assim como a outras 34 rotas brasileiras e internacionais, nomeadamente na América Latina.

"O acordo de codeshare exclusivo entre duas das principais empresas aéreas das Américas combina malhas altamente complementares e oferece aos clientes uma experiência de viagem superior, proporcionada pelo maior número de voos e destinos nas Américas do Norte e do Sul”, destaca Paulo Kakinoff, CEO da Gol, considerando que este acordo "fortalecerá ainda mais a presença da Gol nos mercados internacionais" e vai contribuir para o crescimento da transportadora.

O negócio, que prevê também que a American Airlines passe a indicar um dos membros do Conselho de Administração da Gol, não está, no entanto, ainda completamente concluído e, segundo a imprensa brasileira, aguarda a confirmação de algumas condições, incluindo assinatura e entrega da documentação definitiva, entre outras condições usuais de operações deste nível.

Recorde-se que a American Airlines voa atualmente para 17 destinos na América do Sul, incluindo São Paulo (GRU) e Rio de Janeiro (GIG), a partir das suas bases em Dallas-Fort Worth (DFW), Miami (MIA) e Nova York (JFK), enquanto a Gol conta com ligações aéreas para 63 destinos no Brasil, assim como para várias das principais cidades da América Latina.

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Primeiros turistas da SpaceX já iniciaram viagem

A cápsula da SpaceX partiu para uma viagem de três dias no espaço, sem nenhum astronauta profissional a bordo.

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Quatro turistas norte-americanos já descolaram do Centro Espacial Kennedy, na Florida, nos Estados Unidos, a bordo de uma cápsula da SpaceX, para uma viagem de três dias no espaço, sem nenhum astronauta profissional a bordo.

O foguetão Falcon 9, transportando a cápsula Dragon, ambos da empresa privada SpaceX, descolou à hora prevista, 20:02 horas locais de quarta-feira (23:02 em Portugal), do Centro Espacial Kennedy, na Florida, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).

Minutos depois, o foguetão separou-se da cápsula com sucesso, levando a bordo, pela primeira vez, apenas civis como tripulantes, que permanecerão três dias no espaço.

"Poucos lá foram e muitos vão seguir-se. A porta abre-se agora", disse o multimilionário Jared Isaacman, de 38 anos, que fretou o "cruzeiro espacial" e comanda a missão.

Isaacman, de 38 anos, fundador e presidente da empresa Shift4 Payments, amante da aviação, financiou a travessia espacial dos outros três tripulantes, com um custo que não foi divulgado, mas que deverá rondar as dezenas de milhões de dólares, segundo a AFP.

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Ilha do Sal vai ter charter no Fim-de-Ano

Esta operação é promovida pelos operadores turísticos Solférias, Soltrópico e Viagens Abreu.

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Os operadores turísticos Solférias, Soltrópico e Viagens Abreu juntaram-se para realizar uma operação charter para a ilha do Sal, em Cabo Verde, na época festiva do Fim-de-Ano.

Com partidas de Lisboa e do Porto em voos operados pela SATA no dia 26 de dezembro 2021 e regresso a 02 de Janeiro de 2022 (o voo parte do Sal na madrugada de 03 de Janeiro), os pacotes disponibilizados, neste caso pela Soltrópico, incluem estadas de  sete dias, a partir de 1388 euros como preço base, por pessoa, em quarto duplo standard, em regime de Tudo Incluído, no 4-estrelas, Oásis Belorizonte, e 1547 euros, por pessoa, em quarto standard, em regime de Tudo Incluído no 5-estrelas, Oásis Salinas Sea.

O programa inclui passagem aérea em voo TAP Lisboa ou Porto / Sal / Lisboa ou Porto, em classe S1, com direito a 20 kg de bagagem; estadia de 7 noites no hotel e regime escolhidos; transfers aeroporto/hotel/aeroporto; Taxa de Segurança Aeroportuária; Seguro de viagem Global Extra; Taxas de aeroporto segurança e combustível (223€ - sujeito a alterações legais até emissão dos bilhetes).

Segundo Nuno Paixão, Diretor Comercial da Newtour, onde a Soltrópico se integra, “tendo em conta a retoma de procura pelo destino Sal e tendo em conta o sucesso das operações antes da pandemia, para a Soltrópico faz todo o sentido voltar a apostar neste destino de Sol e de proximidade para os portugueses que preferem passar o Réveillon 21/22 num destino quente.”

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