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Praia do Sal, o resort que Alcochete já merecia

O Praia do Sal Lisbon Resort é o mais recente investimento do StayUpon Hospitality Group.

Carina Monteiro
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Depois de investir em Lisboa, Alcochete é o próximo destino do StayUpon Hospitality Group. A empresa do grupo Libertas que se dedica ao setor da hotelaria chega assim à margem sul do Tejo com a abertura do complexo turístico e residencial Praia do Sal Lisbon Resort.

Com uma localização privilegiada, na Praia dos Moinhos, virado para rio e ao lado da reserva natural das Salinas do Samouco, o Praia do Sal Lisbon Resort está praticamente concluído. Quem chega ao local encontra um empreendimento de baixa densidade de construção com varandas generosas e o rio em pano de fundo. O complexo é composto por dois edifícios, um em formato de ‘U’ que alberga os 110 apartamentos turísticos com tipologias que variam entre o T1 e o T4; e o edifício do aparthotel com 54 unidades de alojamento que variam entre o T0 e o T3. O aparthotel está em fase final de construção prevendo-se a sua abertura em janeiro do próximo ano. Inclui spa, restaurante pizzaria, piscina aquecida, ginásio e um terraço no topo do edifício.

Investimento em Alcochete
Foi há dez anos que o grupo comprou este terreno em Alcochete. Apaixonados pela região, o grupo Libertas há muito que acredita no potencial turístico deste destino. A proximidade a Lisboa, mas ao mesmo tempo a preservação da identidade cultural e o ambiente tranquilo são apontados como os principais fatores de diferenciação. A ligação empresarial ao concelho não é de agora. Começou com a participação minoritária no Hotel Alfoz também situado em Alcochete. Há quatro anos compraram a totalidade do hotel e preparam-se para fechá-lo no próximo ano para obras de ampliação e remodelação de forma a reabri-lo com a classificação de quatro estrelas.

“Em Alcochete já sabíamos que havia oportunidade para o setor hoteleiro, porque há pouca oferta”, afirma Cécile Gonçalves, administradora do StayUpon Hospitality Group. “Esta margem do Tejo é ainda pouco conhecida mas tem um potencial incrível: proximidade a Lisboa, duas reservas naturais, natureza, passeios a cavalo, componente vinícola – vamos produzir 60 mil garrafas de vinho aqui perto – há muitas experiências por fazer. Este destino já merecia um resort”, afirma a responsável.

A envolvente que rodeia o Praia do Sal Lisbon Resort – duas reservas naturais -, ditou o tipo de construção do resort. Os edifícios têm apenas três pisos (r/c e dois andares) e não ultrapassam a altura do antigo armazém de bacalhau que existia no terreno antes da construção do empreendimento. A decoração de interiores assente nos brancos, beges e azuis remetem para o ambiente exterior das salinas e do rio. Dos 110 apartamentos turísticos, só restam dois para venda e 30 estão em exploração turística. “Temos também proprietários que ficam durante uma temporada e depois entregam o apartamento para exploração turística no resto do tempo”, explica Cécile Gonçalves.

Os proprietários dos apartamentos são provenientes de várias nacionalidades. Desde portugueses a suecos, franceses, suíços, belgas e brasileiros.

Para o aparthotel, o grupo espera atrair o mercado de lazer, devido às características do resort. A começar pelo spa, que vai contar com uma programação associada à vertente de saúde e relaxamento, estando previstas, por exemplo, sessões de yoga no terraço do aparthotel.

Além do segmento de lazer, o resort espera atrair outros segmentos, tais como o mercado corporate, tendo em conta a atividade empresarial da região. “No Hotel Alfoz temos uma componente de corporate muito forte. Acredito que também teremos 30% de corporate neste hotel”, refere Cecile Gonçalves. O segmento de congressos, reuniões e eventos também será uma aposta, porque, apesar de não existirem salas de reunião no Praia do Sal, o aparthotel espera beneficiar da proximidade ao Fórum Cultural de Alcochete, que se situa a poucos metros do empreendimento, e do centro de congressos do Freeport. Por outro lado, pode contar ainda com as salas do clube náutico Alfoz, complexo de lazer integrado no Hotel Alfoz e com vista para o Tejo.

O Praia do Sal Lisbon Resort resulta de um investimento de 24 milhões de euros. Mas não é o único investimento previsto para os próximos tempos. Como referido anteriormente, o grupo vai investir 2,5 milhões na remodelação do Hotel Alfoz que vai fechar para obras em setembro de 2020, seguindo-se um período de ano e meio de obras. Também na margem sul, mais concretamente no Seixal, o StayUpon Hospitality Group vai abrir, dentro de dois anos, o Seixal Upon, na antiga fábrica corticeira Mundet. Com o posicionamento de 4 estrelas, o projeto prevê a construção de 95 apartamentos turísticos, entre os quais 48 terão a tipologia T0, e 30 T1; o restante estará dividido em tipologias maiores, num investimento de 16 milhões de euros. O grupo não descarta o investimento noutras regiões de país: “Acreditamos que o turismo é um setor de grande futuro em Portugal”, refere Cécile Gonçalves.

Upon Lisbon Residences supera expetativas
A ligação do grupo ao turismo começou há sete anos, com a exploração turística de prédios na Baixa de Lisboa sob a marca Casas da Baixa.
Em maio de 2017, abriu o Upon Lisbon Residences, unidade com 129 apartamentos turísticos localizada junto ao Estádio da Luz, em Lisboa. Sobre esta unidade, Cécile Gonçalves faz um balanço positivo. “Estamos muito contentes com a aceitação do mercado a este projeto, temos um mix muito interessante e ainda há outras formas de expansão no Upon Lisbon, como as ‘long stays’. A nossa aposta tem sido as ‘short stays’ mas, efetivamente, sabemos que, se houver uma crise na hotelaria, temos esse tipo de oferta que concilia o conforto de um hotel com o de uma casa”. Segundo a responsável, a oferta do Upon Lisbon Residences enquadra-se em “muitos mercados diferentes”, desde o lazer aos clientes de negócio que procuram nas estadias “outro conforto que se calhar os hotéis tradicionais não proporcionam”.
“Temos muitos portugueses e, devido à proximidade ao Estádio da Luz, o aparthotel atrai turistas estrangeiros”. “Também diria que o fator humano tem sido importante. Temos uma equipa jovem e muito dedicada. Os nossos hóspedes encontram neste hotel um ambiente descontraído, mas não demasiado, há ‘um good feeling’ que tem ajudado” ao sucesso do hotel.

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Portugal e Quénia assinam acordo para abrir ligações aéreas diretas “em breve”

O primeiro-ministro português e o Presidente queniano assinaram esta terça-feira, 28 de junho, três acordos de cooperação bilateral, um dos quais prevê a abertura “em breve” de ligações aéreas diretas entre os dois países.

O primeiro-ministro, António Costa, e o Presidente do Quénia, Uhuru Kenyatta, assinaram esta terça-feira, 28 de junho, três acordos de cooperação bilateral, um dos quais prevê a abertura “em breve” de ligações aéreas diretas entre os dois países.

Os acordos foram assinadas depois de uma reunião entre o líder do executivo português e o chefe de Estado queniano, que decorreu em São Bento, e, no caso do acordo para a abertura de voos, representa “um passo importante ao nível das relações comerciais, sobretudo no domínio do turismo”, disse à Lusa fonte diplomática.

“Estamos certos de que contribuirá para a crescente internacionalização das empresas portuguesas num mercado importante como o do Quénia”, acrescentou a fonte citada pela Lusa, que esclarece que, para entrar em vigor, este acordo deve ser ainda ratificado pelos parlamentos dos dois países.

Além da abertura de ligações aéreas, Portugal e o Quénia acordaram também a formalização de consultas regulares políticas entre os dois países para o tratamento de questões bilaterais e internacionais, tendo ainda sido assinado um memorando que prevê que o Instituto Diplomático do Ministério dos Negócios Estrangeiros desenvolva programas de formação de quadros quenianos.

A reunião desta terça-feira decorreu à margem da 2.ª Conferência dos Oceanos da Organização das Nações Unidas (ONU), que é coorganizada por Portugal e pelo Quénia, e que decorre até sexta-feira, 1 de julho, na Altice Arena, em Lisboa.

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Fotogaleria dos Meeting Forums do Publituris

Durante três dias, 17 buyers internacionais ficaram a conhecer a oferta dos 21 suppliers nacionais que marcaram presença nos Meeting Forums do Publituris.

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Durante três dias – de 21 a 23 de junho – o Publituris colocou frente-a-frente buyers internacionais com suppliers nacionais na 6.ª edição dos Meeting Forums by Publituris, realizado no Vila Galé Sintra.

O programa dos Meeting Forums iniciou-se com um Welcome Drink, seguido de jantar no Palácio de Sintra, oferecido pela Câmara Municipal de Sintra onde os presentes tiveram oportunidade de descobrir a beleza do histórico edifício.

O segundo dia iniciou-se com as reuniões one-to-one, nas quais os suppliers nacionais tiveram oportunidade de dar a conhecer as ofertas disponíveis para os mais diversos mercados internacionais que marcaram presença no evento.

Depois de almoço, seguiu-se um tour pela região de Sintra, com prova de vinhos e visita a alguns dos mais emblemáticos locais da vila.

O jantar decorreu no Rooftop do Hotel Mundial, oferecido pelo PHC Hotels Group, e no qual os convidados tiveram oportunidade de contemplar a beleza da cidade de Lisboa, desde o castelo de São Jorge, à Baixa lisboeta com o rio Tejo como fundo.

O último dia começou, novamente, com reuniões de trabalho, seguindo-se um almoço no Sky Bar do Hotel Tivoli Oriente Lisboa, oferecido pelo Minor Hotels Group.

Presente nos Meeting Forums do Publituris, que contou com o apoio do Turismo de Portugal, e teve a TAP Air Portugal como companhia aérea oficial e a PHC Hotels, YVU Produções, Tivoli Oriente, Associação Turismo de Sintra e Hotéis Vila Galé como parceiros, marcaram presença 17 buyers internacionais e 21 suppliers nacionais.

Os buyers internacionais presentes foram:
CCMG – Congress Consulting Management Group – Dinamarca
Corporate Travel Agency s.r.o. – Praga (Rep. Checa)
Direct Travel – Montreal (Canadá)
Venue Find Group – Reino Unido
Goway Travel – Toronto (Canadá)
New Wave Travel – Toronto (Canadá)
The Travel Agent Next Door – Toronto (Canadá)
Exotik Journeys Travelbrands – Montreal (Canadá)
Windrose – Berlim (Alemanha)
Zitango Travel – Miami (EUA)
CVC Viagens – Brasil
Mapa Mundo – Espanha
Special Tours (Grupo Avoris) – Espanha
Grupo CDV – Espanha
Voyzant – Montreal (Canadá)
Lumuna Associates International – Reino Unido

Do lado dos suppliers nacionais estiveram:
Hotel Cascais Miragem
Hotel Palácio Estoril
Grupo Nau
Hotéis Olissippo
Pestana Hotels & Resorts
Go Health Portugal
EcorkHotel Évora
PHC Hotels
Domitur DMC
Bensaude Hotels Collection
Around Portugal DMC
Azoris Hotels & Leisure
Vila Galé Hotéis
Liberty International DMC
Voqin
Minor Hotels
TAP Air Portugal
Associação Turismo de Sintra
AlgarExperience
Gr8 Events
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Contributo direto e indireto do turismo para o PIB foi de 16,8 MM€, em 2021

A atividade turística, em Portugal, terá tido um contributo total (direto e indireto) de 8% para o PIB, em 2021, comparando com os 6,6%, de 2020, e 11,8%, em 2019

Victor Jorge

De acordo com as contas divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a atividade turística, em Portugal, terá tido um contributo total (direto e indireto) de 8% para o PIB, correspondendo a 16,8 mil milhões de euros, e de 7,9% para o VAB da economia nacional, ou seja, 14,4 mil milhões de euros.

Os dados divulgados pelo INE mostram que Valor Acrescentado Bruto gerado pelo Turismo (VABGT), em 2021, face a 2020, registou um aumento nominal de 27,3%, representando 5,8% do Valor Acrescentado Bruto (VAB) nacional (4,8% em 2020), situando-se ainda 2,3 pontos percentuais (p.p.) abaixo de 2019, ano em que representou 8,1% do VAB da economia.

As contas feitas pelo INE indicam que O VABGT totalizou 10.671 milhões de euros em 2021, enquanto o Consumo do Turismo no Território Económico (CTTE) cifrou-se em 21.334 milhões de euros, o equivalente a 10,1% do PIB (8,4% no ano anterior e 15,3% em 2019).

Na comunicação feita pelo INE pode ler-se que o ano de 2020 foi marcado por “uma forte contração da atividade económica, que se traduziu numa diminuição de 8,4% do PIB em volume”. Assim, as contas indicam uma “redução da atividade turística que terá contribuído com -5,6 p.p. para aquele resultado, o que corresponde a cerca de 2/3 da redução do PIB”. Já em 2021, “o PIB aumentou 4,9%, em volume, com o turismo a contribuir com 1,8 p.p. para este resultado”.

“Os produtos que mais contribuem para o PIB turístico, como os serviços de alojamento, a restauração e similares, os transportes (especialmente os transportes aéreos) e os serviços de aluguer, foram os que mais sofreram os impactos económicos da pandemia COVID-19, o que se refletiu em reduções, em volume, entre 46,5% e 65,7% no PIB turístico gerado por estas atividades, em 2020”, refere o INE.

Em 2021, os mesmos produtos observaram, em regra, “crescimentos intensos” (entre 14,4% e 59,1%) face ao ano anterior, à exceção dos serviços de aluguer, que continuaram a registar um decréscimo.

Em 2021, quer as importações, quer as exportações de turismo observaram um aumento próximo de 30%, face ao ano anterior. Contudo, os valores foram ainda inferiores aos registados em 2019, indicando o INE uma redução de “31% no caso das importações e -45,6% no caso das exportações”.

Considerando a informação disponível para o ano de 2020 para países europeus (dados provisórios ou preliminares), observou-se que Portugal foi o país que registou maior importância relativa da procura turística no PIB (8,4%).

Em termos de variação, os dados divulgados pelo INE mostram um “decréscimo significativo da procura turística em 2020 em todos países europeus com informação disponível, oscilando entre -29,6% (Áustria) e -60,3% (Espanha). Em Portugal, a procura turística diminuiu 49,1%, face a 2019.

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Moedas preocupado com “efeito devastador” que filas no aeroporto de Lisboa podem ter no turismo

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa considera que as longas filas no aeroporto de Lisboa dão uma “má impressão” aos turistas que visitam a capital, o que pode ter “um efeito devastador” no turismo em Lisboa.

Inês de Matos

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, alertou esta quinta-feira, 23 de junho, para o “efeito devastador” que as filas no aeroporto de Lisboa podem vir a ter no turismo e instou o governo a resolver “de uma vez por todas” a situação que se vive na infraestrutura.

“Se não resolvermos esta situação, todas estas apresentações, toda a promoção e conteúdos, quando as pessoas têm uma má impressão, isso tem um efeito devastador”, afirmou o autarca, durante a apresentação dos programas de promoção do Turismo de Lisboa para 2022.

De acordo com Carlos Moedas, “Lisboa está cada vez mais na moda”, como provam os recentes rakings que têm vindo a apontar a capital portuguesa como um dos melhores destinos para visitar, mas tudo pode ir por água abaixo devido à “má imagem” com que os passageiros ficam quando têm de esperar horas para sair do aeroporto.

“Temos aqui uma oportunidade única nos próximos tempos, Lisboa está cada vez mais na moda, vemos isso pelos ranking internacionais e agora não podemos desalavancar e, por isso, não podemos, de uma vez por todas, dar esta má imagem que está a acontecer no aeroporto de Lisboa, em que aqueles que chegam de fora da Europa ficam à espera durante horas”, acrescentou.

Carlos Moedas diz, contudo, saber que o Governo está a “trabalhar para resolver a situação”, mas pede rapidez, sob pena da situação no aeroporto se tornar comprometedora do trabalho que a autarquia, Turismo de Lisboa e empresas associadas têm vindo a fazer.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa não quis, no entanto, comentar as palavras do ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, que recentemente reconheceu que o aeroporto de Lisboa poderá vir a ter de recusar voos já no próximo ano, e passou a palavra a José Luís Arnaut, presidente-adjunto da Associação de Turismo de Lisboa, que apesar de reconhecer as limitações do aeroporto, defendeu que a infraestrutura ainda tem capacidade de crescimento, mesmo com as perturbações que têm existido.

“Acreditamos que Lisboa teria capacidade de crescer dentro das limitações objetivas que o aeroporto Humberto Delgado tem. Vamos ver como é que as coisas vão funcionar, o governo tem as suas ideias”, afirmou, considerando que, por enquanto, “é extemporâneo” tecer outras considerações sobre os problemas a que o aeroporto de Lisboa tem assistido.

José Luís Arnaut lembrou, contudo, que os problemas aeroportuários não são exclusivos de Portugal e que também grandes aeroportos na Europa, como o “de Amesterdão, Gatwick, Bruxelas e outros franceses”, têm vindo a sentir perturbações, em virtude dos “condicionamentos que resultam de toda a gestão do espaço aéreo europeu”.

“Os números do turismo são, de mês a mês, bastante positivos, vamos ver como vai continuar porque há contingências internacionais também, há um conjunto de limitações que podemos sofrer”, afirmou ainda o presidente-adjunto da ATL.

 

 

 

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Nova Edição: Turismo de Compras, Vê Portugal e Costa Cruzeiros

A nova edição do Publituris, a última dos mês de junho, faz capa com um dossier sobre Turismo de Compras, um tipo de turismo que, apesar dos poucos dados disponíveis, tem despertado o interesse das entidades que tutelam o turismo em Portugal.

Publituris

A nova edição do Publituris, a última dos mês de junho, faz capa com um dossier sobre Turismo de Compras, um tipo de turismo que, apesar dos poucos dados disponíveis, tem despertado o interesse das entidades que tutelam o turismo em Portugal.

Identificado pela Organização Mundial do Turismo (OMT) como um segmento estratégico e com forte potencial de crescimento nos próximos anos, o Turismo de Compras tem vindo a crescer, ainda que seja necessário posicionar o país neste segmento e promover o destino junto do público que procura este tipo de turismo.

Nesta edição, publicamos também a reportagem do Vê Portugal: Fórum de Turismo Interno, que voltou a ser promovido pela Turismo Centro de Portugal, entre 6 e 9 de junho. Tomar foi a cidade que recebeu o evento, onde se debateu o futuro do turismo, com foco no futuro, na inovação e digitalização, mas sem esquecer as pessoas.

Depois da 8.ª edição do Vê Portugal, a Turismo Centro de Portugal admite que, devido ao sucesso da iniciativa, este debate pode vir a extravasar as fronteiras da região e tornar-se um evento de âmbito nacional.

Conheça também como está o orçamento dos portugueses para as férias de verão. O mais recente Barómetro Anual de Férias de verão da Europ Assistance apurou que os portugueses estão entre os turistas que mais pretendem aumentar o orçamento para as férias deste verão e que, apesar do país se manter como o destino preferido dos turistas nacionais, há cada vez mais procura por férias no estrangeiro.

Na secção ‘Transportes’, saiba como está a TAAG – Linhas Aéreas de Angola a preparar a privatização parcial, que deverá acontecer nos próximos anos. Depois da COVID-19, que afetou profundamente a companhia aérea de bandeira angolana, a TAAG já retomou a sua operação para vários destinos e está agora focada na reestruturação da empresa, com vista à sua privatização parcial.

Nos ‘Transportes’ o destaque vai, no entanto, para a reportagem sobre o cruzeiro da Costa que o Publituris foi fazer entre 29 de maio e 5 de junho, num dos dois itinerários que a companhia de cruzeiros disponibiliza entre a ‘Turquia e Grécia’.

Além de oferecerem praia e cultura, estes novos itinerários da Costa Cruzeiros contam com a vantagem de permitirem voo direto até Istambul, porto de partida do Costa Venezia – navio que realiza os itinerários -, graças às ligações diárias e diretas da Turkish Airlines, desde Lisboa e Porto. A facilidade dos voos tem atraído muitos cruzeiristas lusos, até porque, a bordo, já tudo voltou praticamente ao normal, depois da COVID-19.

Nesta edição, as opiniões são de Francisco Jaime Quesado (Economista e gestor) e Edgar Bernardo (professor adjunto e especialista em sociologia e turismo do ISCE).

Boas leituras!

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Edição Digital: Turismo de Compras, Vê Portugal e Costa Cruzeiros

A nova edição do Publituris, a última dos mês de junho, faz capa com um dossier sobre Turismo de Compras, um tipo de turismo que, apesar dos poucos dados disponíveis, tem despertado o interesse das entidades que tutelam o turismo em Portugal.

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A nova edição do Publituris, a última dos mês de junho, faz capa com um dossier sobre Turismo de Compras, um tipo de turismo que, apesar dos poucos dados disponíveis, tem despertado o interesse das entidades que tutelam o turismo em Portugal.

Identificado pela Organização Mundial do Turismo (OMT) como um segmento estratégico e com forte potencial de crescimento nos próximos anos, o Turismo de Compras tem vindo a crescer, ainda que seja necessário posicionar o país neste segmento e promover o destino junto do público que procura este tipo de turismo.

Nesta edição, publicamos também a reportagem do Vê Portugal: Fórum de Turismo Interno, que voltou a ser promovido pela Turismo Centro de Portugal, entre 6 e 9 de junho. Tomar foi a cidade que recebeu o evento, onde se debateu o futuro do turismo, com foco no futuro, na inovação e digitalização, mas sem esquecer as pessoas.

Depois da 8.ª edição do Vê Portugal, a Turismo Centro de Portugal admite que, devido ao sucesso da iniciativa, este debate pode vir a extravasar as fronteiras da região e tornar-se um evento de âmbito nacional.

Conheça também como está o orçamento dos portugueses para as férias de verão. O mais recente Barómetro Anual de Férias de verão da Europ Assistance apurou que os portugueses estão entre os turistas que mais pretendem aumentar o orçamento para as férias deste verão e que, apesar do país se manter como o destino preferido dos turistas nacionais, há cada vez mais procura por férias no estrangeiro.

Na secção ‘Transportes’, saiba como está a TAAG – Linhas Aéreas de Angola a preparar a privatização parcial, que deverá acontecer nos próximos anos. Depois da COVID-19, que afetou profundamente a companhia aérea de bandeira angolana, a TAAG já retomou a sua operação para vários destinos e está agora focada na reestruturação da empresa, com vista à sua privatização parcial.

Nos ‘Transportes’ o destaque vai, no entanto, para a reportagem sobre o cruzeiro da Costa que o Publituris foi fazer entre 29 de maio e 5 de junho, num dos dois itinerários que a companhia de cruzeiros disponibiliza entre a ‘Turquia e Grécia’.

Além de oferecerem praia e cultura, estes novos itinerários da Costa Cruzeiros contam com a vantagem de permitirem voo direto até Istambul, porto de partida do Costa Venezia – navio que realiza os itinerários -, graças às ligações diárias e diretas da Turkish Airlines, desde Lisboa e Porto. A facilidade dos voos tem atraído muitos cruzeiristas lusos, até porque, a bordo, já tudo voltou praticamente ao normal, depois da COVID-19.

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Governo destaca potencial do Turismo Inclusivo que “pode trazer muito retorno e crescimento económico ao país”.

Para a secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, Portugal está a desperdiçar um mercado com grande potencial, até porque, na Europa, há 127 milhões de pessoas com incapacidades mas que viajam anualmente. 

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A secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, considerou esta quinta-feira, 23 de junho, que o turismo inclusivo “pode trazer muito retorno e crescimento económico ao país”, pelo que o grande desafio está em fazer com que os empresários percebam o potencial deste segmento.

De acordo com a Lusa, que cita as palavras da governante no encerramento da conferência “Região de Coimbra: Destino Acessível”, na Lousã, Ana Sofia Antunes salientou que Portugal não pode “desperdiçar” este mercado.

“Estas pessoas não viajam sozinhas, só para se ter ideia do mercado que estamos a desperdiçar”, disse Ana Sofia Antunes, realçando que este segmento é aquele “que viaja mais, por mais tempo, tem mais condições económicas para gastar dinheiro e que volta e é mais fiel quando é bem tratado”.

A secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência lembrou ainda vários estudos que mostram que, na Europa, existem 127 milhões de pessoas com deficiências e incapacidades mas que anualmente viajam.

Ana Sofia Antunes lembrou também que o turismo inclusivo não se destina apenas a “pessoas em cadeira de rodas”, uma vez que este é um mercado que não se limita apenas às pessoas com deficiência, mas também aos que têm “incapacidades resultantes da idade, que vão querer viver mais com qualidade de vida”.

“O turismo é um setor que gera receitas e precisa de perceber que parte desse resultado deve ser investido na criação de condições de inclusão, porque isso é valor e vai trazer um retorno muito maior”, acrescentou a governante, lamentando, no entanto, que as acessibilidades físicas sejam “as mais difíceis de ver plenamente cumpridas e implementadas, porque são as mais caras”, ainda que já tenha sido possível “mobilizar muito dinheiro para isto”.

Ana Sofia Antunes recordou que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) mobilizou para cessibilidades físicas 50 milhões de euros e anunciou que estão abertas candidaturas para intervenções em habitações de pessoas com deficiência, sejam casa própria ou arrendadas, que permitam eliminar barreiras e permitam criar condições de fruição.

Na conferência que contou com a presença da governante, foram dados a conhecer os investimentos já realizados na região de Coimbra com vista à melhoria das acessibilidade e a tornar o destino mais inclusivo, com destaque para as ações do AccessTUR – Centro de Portugal, um projeto de promoção do turismo acessível e inclusão social, promovido pela Accessible Portugal, com o apoio da Turismo do Centro e das sete comunidades intermunicipais da região Centro.

A Lusa lembra, contudo, que, na área da CIM Região de Coimbra e a nível nacional, o município da Lousã é dos mais avançados no turismo acessível, com um caminho nesta área percorrido desde 2011, ao longo do qual foi criada uma provedoria municipal para as pessoas com incapacidade, um selo de turismo acessível e apostado em projetos turísticos acessíveis.

 

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Beja reafirma que aeroporto é “uma excelente e útil alternativa” a Lisboa e Faro

Assembleia Municipal de Beja aprovou terça-feira, 21 de junho, uma moção em que defende que o aeroporto da cidade pode e deve ser utilizado, “em caso de necessidade e de sobrelotação” dos aeroportos de Lisboa e Faro.

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A Assembleia Municipal de Beja aprovou terça-feira, 21 de junho, uma moção em que defende que o aeroporto da cidade é “uma excelente e útil alternativa” aos aeroportos de Lisboa e Faro, “em caso de necessidade e de sobrelotação”, avança a Lusa.

De acordo com uma nota enviada à Lusa, a moção, que foi aprovada por unanimidade pelos eleitos das várias forças políticas, na mais recente reunião da Assembleia Municipal (AM) de Beja, lembra que “o Aeroporto de Beja encontra-se certificado pelo Instituto Nacional de Aviação Civil e é um dos quatro aeroportos portugueses que podem receber voos internacionais”, tanto de passageiros como de carga.

Por isso, defende a AM de Beja, “é urgente” rentabilizar esta infraestrutura aeroportuária, através do empreendimento do Alqueva, do Porto de Sines, do turismo, das fábricas de componentes aeronáuticos que a Embraer possuía em Évora e que, agora, são da espanhola Aernnova.

“Com vontade política de aposta nesta infraestrutura aeroportuária, seria até possível criar aqui uma Zona Franca com características fiscais especiais, onde se praticassem taxas alfandegárias reduzidas”, lê-se na nota enviada à Lusa.

Apesar de admitir que o aeroporto de Beja “dificilmente conseguirá ser um aeroporto complementar ao de Lisboa”, a AM de Beja considera que esta infraestrutura “pode ser, em caso de necessidade e de sobrelotação dos aeroportos de Lisboa e de Faro, uma excelente e útil alternativa”.

“A ação política local, nomeadamente através da Câmara Municipal de Beja, deve lutar e contribuir para a utilização regular do aeroporto”, sustenta a moção, onde se considera ainda que, devido ao potencial económico, o Alentejo “precisa do aeroporto como polo de desenvolvimento e valorização da região, pois, este possui espaço suficiente para uma plataforma logística de carga aérea, tendo um elevado potencial como zona industrial”.

A AM de Beja reclama também um maior investimento público, de forma a melhorar as acessibilidades, modernizar a ferrovia e a rodovia, assim como outros equipamentos e infraestruturas, de forma a fixar população e combater o isolamento.

“É importante que se aproveitem, desde já, os fundos estruturais estratégicos que Portugal vai receber”, acrescenta a nota da AM de Beja.

O documento vai agora ser enviado ao Presidente da República, ao primeiro-ministro e ao ministro do Planeamento e das Infraestruturas.

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Descidas de alemães e britânicos atrasam recuperação da hotelaria algarvia em maio

Segundo a AHETA, em maio, a hotelaria do Algarve registou uma taxa de ocupação de 64,8%, 7,4% abaixo do registado em igual mês de 2019, muito por culpa dos mercados alemão e britânico, que apresentaram descidas de 41,3% e 8,1%, respetivamente.

Inês de Matos

Em maio, as unidades de hotelaria do Algarve registaram uma taxa de ocupação de 64,8%, valor que fica 7,4% abaixo do registado em igual mês de 2019, antes da chegada da pandemia, avança a AHETA – Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, que identifica também uma descida do número de hóspedes dos mercados alemão e britânico, dois dos principais mercados emissores para a região.

De acordo com a AHETA, em maio, a taxa de ocupação até “superou o valor médio para este mês” e traduz uma subida de 275% relativamente a maio de 2021, ainda que face a 2019, que tinha sido o melhor ano turístico de sempre em Portugal, se continue a encontrar “uma descida de -7,4%, relativamente ao mesmo mês de 2019”.

Já a taxa de ocupação cama foi de 52,5%, o que indica uma descida de 10,2% face a maior de 2019, com a AHETA a adiantar que também no acumulado do ano se regista um decréscimo de 10,5% na taxa de ocupação face a maio de 2019.

“A variação homóloga verificada é justificada pela pandemia provocada pelo vírus COVID-19, cujo impacto na hotelaria começou a sentir-se no início do mês de maio de 2020. A taxa de ocupação média nos últimos doze meses quedou-se nos 45,7%”, acrescenta a associação, que divulgou esta terça-feira, 21 de junho, os dados relativos a maio.

Por zonas do Algarve, as maiores subidas face a mês homólogo de 2019 foram registadas nas zonas de Portimão/Praia da Rocha (+2,7pp, +3,7%) e Lagos/Sagres (+1,7pp, +2,6%), enquanto as principais quebras ocorreram em Tavira e (-17,9pp, -26,9%) e Albufeira (-12,9pp, -16,2%).

Já as zonas de Faro/Olhão, com 78,0%, e Portimão/Praia da Rocha, 75,5%, foram, segundo a AHETA, “as que registaram as taxas de ocupação mais elevadas enquanto a mais baixa ocorreu na zona de Monte Gordo/VRSA, com 40,7%”.

Por categorias, a principal descida relativamente a 2019 verificou-se nos hotéis e aparthotéis de quatro estrelas (-15,4pp, -19,6%), enquanto os hotéis e aparthotéis de três e duas estrelas  registaram a maior subida (+7,3pp, +14,2%) seguidos dos de cinco estrelas (+2,1pp, +3,1%).

Já os hotéis e aparthotéis de três e duas estrelas foram os que registaram a taxa de ocupação mais baixa (59,1%), tendo a ocupação mais alta sido registada nos aldeamentos e apartamentos turísticos de cinco e quatro estrelas (71,9%).

Por mercados, a AHETA revela que “alguns mercados registaram subidas”, a exemplo do irlandês, que subiu 17,8%; e do holandês, que apresentou um aumento de 10,9%; ainda que a maior subida tenha pertencido ao mercado belga, com um acréscimo de 24,2%.

Em sentido contrário estiveram alguns dos principais mercados internacionais emissores de turistas para o Algarve, a exemplo do alemão e do britânico, que apresentaram, em maio, decréscimos de 41,3% e 8,1%, respetivamente, numa tendência que se reflete também no acumulado dos cinco primeiros meses de 2022.

“De janeiro a maio, a Alemanha é o mercado com a maior descida acumulada face a 2019 (-1,9pp, -38,2%) seguido pelo Reino Unido (-1,7pp, -12,3%) e Holanda (-0,4pp, -9,8%)”, indica a AHETA.

Ainda assim, em maio, a maior fatia das dormidas na hotelaria algarvia coube aos turistas britânicos com 39,8%, seguidos pelos portugueses (13,1%), irlandeses (10,9%) e holandeses (7,0%), sendo que os britânicos lideraram também em número de hóspedes, com 32,0%, seguidos pelos portugueses (20,6%), irlandeses (8,6%) e franceses (6,6%).

Em maio, a estada média na hotelaria algarvia foi de 4,2 noites, menos 0,1 que no período homólogo de 2019, com destaque para os holandeses que, com 5,5 noites, registaram as estadias mais prolongadas, seguidos dos irlandeses (5,4), britânicos (5,3) e be3lgas, com 5,0 noites. Já a estadia média dos turistas portugueses foi de 2,7 noites, ligeiramente abaixo do verificado em 2019.

A AHETA diz ainda que os britânicos representaram o maior número de dormidas em quase todas as categorias, com exceção dos aldeamentos e apartamentos de três estrelas, onde os portugueses foram o principal mercado, tendo também representado o maior número de hóspedes nos hotéis e aparthotéis de cinco estrelas e nos de quatro estrelas, assim como nos aldeamentos e apartamentos turísticos de cinco e quatro estrelas. Nas restantes categorias, o maior número de hóspedes coube aos portugueses.

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Receitas turísticas de abril crescem e já ultrapassam em 13% o período pré-pandemia

Dados divulgados esta terça-feira, 21 de junho, pelo Banco de Portugal (BdP), mostram que, em abril, as receitas provenientes da atividade turística somaram 1.560,48 milhões de euros, numa subida de 13% face a mês homólogo de 2019.

Inês de Matos

Em abril, as receitas provenientes da atividade turística somaram 1.560,48 milhões de euros, valor que traduz uma subida de 13% face a mês homólogo de 2019, ainda antes da chegada da pandemia da COVID-19, de acordo com os dados revelados esta terça-feira, 21 de junho, pelo Banco de Portugal (BdP).

Os dados divulgados mostram que, face a abril do ano passado, a subida é ainda mais expressiva e chega aos 382%, talvez por causa da Páscoa, que se assinalou a 17 de abril, uma vez que no mesmo mês de 2021 o valor das receitas turísticas, que se encontra pelos gastos dos turistas estrangeiros em Portugal, se ficava pelos 323,71 milhões de euros, até porque, na altura, o país estava ainda a sair do segundo confinamento.

Em comparação com abril de 2020, ano em que começou a pandemia da COVID-19, a subida das receitas provenientes da atividade turística é de 768%, já que, em abril de 2020, este indicador não foi além dos 179,73 milhões de euros.

Tal como as receitas, também as importações do turismo, que correspondem aos gastos dos turistas portugueses no estrangeiro, estão em tendência ascendente e, em abril, somaram 504,99 milhões de euros, valor que fica 6,6% acima do contabilizado no mês homólogo de 2019.

Face a abril do ano passado, o crescimento chega aos 139,6%, uma vez que, em abril de 2021, as importações turísticas somavam 210,76 milhões de euros, enquanto em abril de 2020 tinham atingido os 106,39 milhões de euros, o que traduz um aumento de 374,7%.

À semelhança das receitas e das importações, também o saldo da rúbrica ‘Viagens e Turismo’ está em tendência de crescimento e, em abril, chegou aos 1.055,49 milhões de euros, valor que traduz uma subida de 16,3% face a abril de 2019.

Em comparação com abril de 2021, a subida do saldo desta rúbrica chegou aos 834%, uma vez que em igual mês do ano passado o montante do saldo era de apenas 112,96 milhões de euros, enquanto em abril de 2020 somava 73,33 milhões de euros, o que traduz um aumento de 1.339%.

“As exportações e as importações de viagens e turismo cresceram, em termos homólogos, respetivamente, 382,1% e 139,6%, permitindo que o excedente desta rubrica aumentasse 943 milhões de euros. As exportações e as importações superaram os valores de abril de 2019, respetivamente, em 13% e 7%”, destaca o BdP, no comunicado divulgado esta terça-feira.

Crescimento também no acumulado

No acumulado até abril, a tendência também é positiva e, no caso das receitas turísticas, que somam 4.286,36 milhões de euros, há uma melhoria face ao acumulado dos quatro primeiros meses de 2019, quando as receitas da atividade turística chegavam aos 4.257,86 milhões de euros, o que traduz um aumento de 0,7%.

Já no que diz respeito às importações a situação é ligeiramente diferente, uma vez que, no acumulado até abril, o montante apurado chega aos 1.201,77 milhões de euros, quando em igual período de 2019 estava nos 1326,51, o que indica uma descida de 9,4%.

No saldo, o valor acumulado até abril é já de 3.084,59 milhões de euros, montante que fica 5,2% acima do apurado em igual período de 2019, quando o valor acumulado do saldo da rúbrica ‘Viagens e Turismo’ era de 2.932 milhões de euros.

 

 

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