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“Podemos fazer milhões de investimento e depois falhar no mais importante: as pessoas”

Pedro Mendes Leal dispensa apresentações. O empresário tem a decorrer a expansão do Valverde Hotel, em Lisboa, mas também muitos mais projetos pelo país.

Raquel Relvas Neto
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“Podemos fazer milhões de investimento e depois falhar no mais importante: as pessoas”

Pedro Mendes Leal dispensa apresentações. O empresário tem a decorrer a expansão do Valverde Hotel, em Lisboa, mas também muitos mais projetos pelo país.

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Raquel Relvas Neto
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Pedro Mendes Leal dispensa apresentações. O empresário tem a decorrer a expansão do Valverde Hotel, em Lisboa, mas também muitos mais projetos pelo país.


A hotelaria corre-lhe nas veias desde pequeno, quando o seu pai, João Mendes Leal, iniciou a sua ligação à atividade, tendo sido, inclusive “um dos pioneiros da área hoteleira portuguesa”, descreve com orgulho Pedro Mendes Leal. O empresário teve o seu primeiro projeto hoteleiro quando lançou, com o seu sócio, Dr. Tavares da Silva, atual e único proprietário, o Bairro Alto Hotel. Hoje tem no seu portefólio o Valverde Hotel, em Lisboa, e prepara-se para abrir mais uma unidade na capital portuguesa, no Porto e em Santar, na região centro.

Esteve durante muitos anos ligado à gestão de parques de estacionamento, mas também à hotelaria. Como começou este percurso?
Começo na hotelaria por via familiar e tive a oportunidade de, em 2001, em parceria com o meu sócio, Dr. Tavares da Silva, comprarmos o edifico no Largo do Camões e de liderar a ideia de criar o hotel do Bairro Alto. Tenho ideia de ter feito este projeto com as minhas mãos, de ter criado aquele produto com a ajuda de imensa gente, sobretudo da Bastir, que foi quem fez a decoração, e da GLA. Na altura foi arrojado, no sentido em que a parte antiga de Lisboa não tinha investimento em hotelaria. Não foi muito brilhante ter lançado o Bairro Alto Hotel, porque na realidade era quase que evidente a falta que faria um hotel de boa qualidade no centro histórico da cidade. Olhávamos e víamos o que se passava nas outras cidades – Roma, Paris, Londres – e, de facto, era no centro que estavam as melhores unidades. Aqui em Lisboa víamos os melhores hotéis nas Avenidas Novas, não havia uma oferta por aí além.
Fizemos um produto de luxo, com uma localização central, num edifício antigo que já tinha sido hotel, o Hotel Europa do Alexandre Almeida. E tinha encerrado no pós-Revolução, porque foi ocupado pelos retornados, e acabou num estado muito mau, tendo sido vendido para escritórios. Esta foi a história do Bairro Alto Hotel, em que comprámos o edifício em 2001 e abrimos em maio de 2005. Em 2009, vendi a minha parte ao meu sócio, o atual proprietário, por opções de investimento pessoal, mas custou-me muito, tanto que nunca mais coloquei os pés no Bairro Alto, nem vou pôr. Foi uma coisa que me deu muito prazer e acabou. Fechou. Arrumou.
Passado poucos anos, surgiu a oportunidade de retomar este projeto que era um projeto da Lanidor. Tinham feito o LA Café e queriam fazer uma experiência em hotelaria, mas tiveram que se recentrar na atividade principal e o parceiro que tinham na altura – os fundos de investimento BPI – procurou uma alternativa e, dada a minha experiência bem sucedida com o hotel do Bairro Alto, fui uma das possibilidades. De facto ataquei com muita força o processo, porque achei que era uma oportunidade a não perder e muito feliz de não ter perdido. Conseguimos fazer um hotel com a ajuda de parte da equipa que tinha aberto o Bairro Alto Hotel, essencialmente a Adélia [Carvalho], mas bastante mais pessoas que acabaram por sair do Bairro Alto Hotel. Acabou por se reconstruir uma equipa com sucesso e que desenvolveu uma forma de estar e uma cultura de empresa bastante construtiva e muito motivada. Relançámos o Valverde também com a decoração da Bastir e resultou muito bem, tanto que tivemos praticamente quatro anos como número 1 da TripAdvisor em Lisboa e uma das melhores classificações da Booking. Sempre muito focado na atenção ao cliente, na diferenciação do produto. Uma ideia muito clara de um hotel boutique de luxo, onde o serviço é, de facto, o mais importante. Podemos fazer milhões de investimento e depois falhar no mais importante: as pessoas. E isso é um trabalho de todos os dias. A equipa tem de estar motivada, saber muito bem qual é a sua missão. A questão das pessoas é central, sobretudo para ter sucesso num negócio de serviço. As pessoas têm de vir trabalhar bem-dispostas, motivadas e com vontade de fazer melhor. A infra-estrutura tem de ser de qualidade, a decoração sofisticada, mas sobretudo o serviço tem de ser muito atento, cuidado, próximo, despretensioso, simpático. É um hotel de luxo, próximo do cliente, mais familiar.

Os resultados do Valverde Hotel sustentam esta expansão que está a decorrer?
Desde o princípio que tínhamos a ideia de que os 25 quartos do Valverde eram insuficientes, não só por uma questão económica, mas também para garantir um produto mais completo, com todas as valências necessárias para um serviço de luxo. Mal iniciámos já estávamos praticamente na negociação da expansão, que também foi em paralelo com o sucesso, porque o produto teve logo muito sucesso, pela localização, serviço, infra-estrutura.

Adélia Carvalho –
Ao mesmo tempo, a equipa também é importante, e percebemos que a dimensão não proporcionava que as equipas conseguissem evoluir na sua carreira profissional.
Preocupamo-nos em ter uma proposta consistente, sólida e a longo prazo para as pessoas que trabalham connosco. Sabemos que, se as equipas não forem rotativas, é sempre mais produtivo. Por isso, quando recrutamos alguém é no intuito de apostar nelas para fazer connosco uma carreira promissora. Percebemos que, ao aumentar, ficamos com quase o dobro de quartos, porque passamos de 25 para 48 unidades e com mais serviços de F&B, acabamos por ter não só um restaurante integrado num bar, mas por ter outro restaurante e um bar à parte e com o pátio alargado. Isso faz com que aumentássemos a equipa e conseguíssemos promover internamente as pessoas que estão connosco.

A nível de recursos humanos, a equipa vai aumentar para mais quantos funcionários?
Temos 41 pessoas neste momento e apontamos para as 64.

Quando é que o projecto de ampliação fica concluído?
Até ao primeiro trimestre de 2020.

Novos projetos

O Valverde vai ser o único projeto do grupo?
O Valverde, que faz parte da Relais & Châteaux, ainda tem mais para dar. Com esta expansão vai melhorar muito a qualidade do produto, com salas de ginástica, de reunião, com a expansão de F&B com o restaurante, o bar, o pátio também aumenta, a piscina também vai ser maior, mais confortável e com exposição solar. Vamos dar ao hotel a dimensão que ele merece. Passa a ser um hotel na Avenida da Liberdade com um jardim que é um oásis de paz, de tranquilidade. No meio da azáfama da cidade e da avenida, ter este oásis é um privilégio.
No final deste ano ou início do próximo, vamos dar início às obras de um outro projeto aqui também na avenida, junto ao hotel Tivoli, concretamente o palacete que era da Família Valle Flor em Lisboa e que foi ocupado como Hotel Veneza e, recentemente, como Ever Hotel. Vai sofrer obras de ampliação e requalificação do jardim, que é coincidente com o que temos aqui no Valverde. O hotel vai ter 23 quartos, uma piscina, uma zona de F&B, não vai ter o nome Valverde, será um nome diferente que ainda estamos a definir. É um boutique hotel de luxo, cinco estrelas, e, no fundo, irá beneficiar de sinergias da estrutura de enquadramento daqui que será replicada para lá. É um projeto que esperamos abrir no fim de 2020, princípio de 2021, somando aqui 71 quartos na Avenida da Liberdade com o Valverde.

Qual o investimento?
Foi em parceria com um fundo de investimento holandês ProWinko, que faz o maior investimento e nós fazemos o investimento sobretudo no que é o FF&E – Furnitures, Features & Equipments, onde estimamos um investimento na ordem dos 2 milhões de euros.

E o investimento da expansão do Valverde Hotel?
Também é um pouco nesse modelo, onde temos previsto investir 2,5M€, em parceria com os Fundos do BPI.

E para quando outros projetos fora de Lisboa?
No fim do ano, estaremos no Porto já com um aparthotel na zona histórica do Porto que vamos retomar, de cinco estrelas. Hoje não tem essa classificação, mas vamos fazer as adaptações necessárias numa base de continuidade daquilo que existe de luxo, também com um jardim muito bonito, com uma infra-estrutura de 19 apartamentos hoteleiros de grande dimensão, que vão dos 60 aos 180 metros quadrados. É um projeto que vai ter uma evolução, sendo a nossa ideia melhorar, dentro de um a dois anos, o produto com a complementaridade de mais oferta de alojamento no Porto.

Será o vosso único projeto no Porto?
Pensamos poder expandir também no Porto, como em Lisboa.

Está também prevista a abertura de uma unidade na região centro?
Sim, em Santar. Acredito que é possível fazer um produto de qualidade também cinco estrelas de luxo.
Santar é uma vila muito rica no centro do país, na zona de Viseu, com uma tradição muito forte no vinho, dos vinhos de Santar e do Dão. É uma vila muito rica em património arquitetónico, tem um conjunto arquitetónico notável em Portugal, muito equilibrado e coerente, em bom estado de conservação, uma série de solares antigos com jardins muito bonitos. Há seis anos, houve a iniciativa, da parte de alguns dos proprietários, em juntar os jardins para serem visitáveis. Para isso, contrataram um grande paisagista espanhol muito conhecido a nível mundial, o Fernando Caruncho, e esse projeto está em implementação desde há um par de anos, está a ficar maduro. Havia a preocupação de criar uma oferta hoteleira a par da atração da requalificação dos jardins, do vinho e dos palácios que compõem o conjunto arquitetónico de Santar. Focámo-nos na reabilitação da Casa das Fidalgas, que é um palácio que tem uma área de construção de, mais ou menos, 3 mil metros quadrados, com alguma dimensão, com uns jardins com perto de sete hectares, nos quais uma parte já tem plantada uma vinha nova, da qual vai haver produção de vinho próprio. A Família Bragança, com o D. Duarte e D. Miguel, que eram os proprietários do imóvel, aderiu ao projeto colocando o imóvel numa sociedade que irá fazer a exploração hoteleira sobre a direcção da equipa do Valverde. O hotel vai ter 21 quartos, restaurante, um spa, piscina interior e exterior, um ginásio coberto localizado dentro dos jardins. Todos os quartos são dentro do palácio, não há nenhuma construção nova, portanto, cada quarto é um quarto diferente com muito carácter. Vai-se chamar Casa das Fidalgas e vai abrir no primeiro trimestre de 2021.

Qual o investimento?
É um investimento global que estimamos perto dos 4 milhões de euros.

Estando num meio rural, o conceito deste projecto será diferente do que estão habituados a fazer?
É um produto de boutique de luxo com uma grande atenção ao cliente, mas vamos focar muito no bem-estar. Estamos a trabalhar numa parceria com um nutricionista de renome, que irá organizar, com um nutricionista local, programas de cuidado alimentar. Também teremos assistência de técnicos de saúde e ‘personal trainers’ para orientar as pessoas durante as estadas a, não só alimentarem-se segundo as suas necessidades ou objetivos, mas também a complementarem com exercício, sejam eles exercícios físicos, sejam passeios ou exercícios mais de meditação, yoga, muito direcionado para o bem-estar e para que a pessoa cuide de si. O espaço é especialmente adaptado para isso, porque é muito calmo, tranquilo, tem a serra da Estrela de um lado, a serra do Caramulo do outro, entre o Dão e o Mondego.
Vamos querer evoluir para uma oferta muito exclusiva, muito diferenciadora. Um produto forçosamente caro, de valor acrescentado elevado.

Quantas pessoas estão a pensar integrar nesta unidade?
Na parte de alojamento cerca de 20 pessoas, no restante ainda estamos a definir.

Existe mais algum projecto em desenvolvimento?
Muitos, mas não a este nível de concretização.

Quanto aos imóveis que integram o programa REVIVE, há algum que vos suscite interesse?
Temos interesse, ainda não nos candidatámos a nenhum, mas estamos a pensar candidatar-nos a, pelo menos, dois ou três projectos do REVIVE.

Estratégia

Como empresário e com todos estes investimentos que está a fazer no país, como é que olha para estes indicadores dos resultados do Turismo que têm apresentado sinais de abrandamento no crescimento? Qual a estratégia que vão adoptar?
Temos que idealizar os nossos projetos para sobreviverem ou assegurar a sua propriedade mesmo num contexto de crise. É nessa base que as contas são feitas, tendo em consideração não a situação atual – e era óptimo que se mantivesse por muito mais anos, a perspetiva que temos é que sim, pelo menos não vislumbramos por enquanto nada em contrário – , mas temos que estar preparados para as surpresas do mercado e o mercado, por razões diversas, macro ou micro, às vezes exclusivamente de evolução de desejos dos clientes, altera. Portanto, temos de estar prontos para enfrentar.
A nossa estratégia é não só ter a estruturação dos negócios tendo em consideração o podermos tropeçar numa crise, mas também seguir uma linha estratégica clara. Não pretendemos vir a fazer nenhum três, quatro ou cinco estrelas de grande dimensão, pretendemos criar e desenvolver uma cultura de empresa, uma escola de empresa muito focada no boutique hotel de luxo. De unidades com cuidados ao cliente, muito próximos, que é um mercado mais difícil do que o de um quatro estrelas ou de cinco estrelas de grande dimensão, porque a equação é mais difícil.

Que desafios identifica no Turismo em Portugal que o preocupam?
Que não haja o cuidado de limitar, manter e proteger o nosso destino como um destino de qualidade e que se mate a galinha dos ovos de ouro, explorando demasiado o volume em vez da qualidade. Esse, creio, é o maior risco. É o de promover uma sobreexploração de certos destinos, como seja de Lisboa, que acabam por funcionar como travão de um turismo de qualidade e acabam por defraudar os turistas, os hóspedes, ao ver um turismo massificado. Há várias cidades que já tomaram iniciativas nesse sentido, como Barcelona, que tem demonstrado um cuidado agora ao controlar muito bem aquilo que é a oferta de ‘short rent’, a oferta hoteleira, de forma a não deixar que aquilo se torne num destino infernal. Esse é um cuidado que devíamos ter, que as autoridades deviam ter, ao definir o nosso futuro. Não podemos deixar que a evolução seja ditada por terceiros, a evolução tem de ser ditada por escolha própria. São os nossos governantes que têm de criar o enquadramento, as regras de forma a preservar e dar qualidade ao destino.

Sobre o autorRaquel Relvas Neto

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Soltour Travel Partners quer oferecer em Portugal muito mais que destinos de Sol & Praia

Também em Portugal, o objetivo da Soltour Travel Partners “é proporcionar às agências de viagens um portefólio mais amplo e não só de destinos de Sol & Praia que caracterizam o operador turístico”, declarou ao Publituris, o delegado da empresa no nosso país, Luís Alexandrino. E acrescentou que “com a Soltour Travel Partners, as agências de viagens vão poder beneficiar de um conjunto de soluções que será muito interessante tendo em conta os novos partners já anunciados.

Após um ano de 2022 considerado positivo, destacando-se os destinos das Baleares e Canárias, o delegado da Soltour Travel Partners em Portugal, Luís Alexandrino declarou ao Publituris que, “em 2023 esperamos superar os números de 2019, crescer e oferecer um portefólio completo de serviços aos nossos clientes, que são agências de viagens”.

O responsável avançou que “já temos toda a programação charter delineada e se consideramos os acordos que a Soltour Travel Partners, tem vindo a anunciar com os novos partners é um compromisso verdadeiramente ambicioso na operação turística”.

O que não se sabe, disse, “é como a venda se vai comportar face à escalada do custo de vida, e também não podemos ignorar que temos uma guerra na Europa, fatores estes que poderão condicionar a procura de viagens”.

Luís Alexandrino explica que depois de dois anos limitados pela pandemia, 2022, “foi o ano que nos permitiu fazer uma aposta mais ambiciosa nas operações das ilhas espanholas que foi um verdadeiro êxito. Tanto Maiorca como Menorca, houve necessidade de reforçar a operação dada a elevada procura. Operamos praticamente um charter diário, entre Porto e Lisboa”.

No que se refere ao longo curso, designadamente, Caraíbas, o delegado no nosso país do operador turístico de origem espanhola destacou que “primamos pela rentabilidade e não pela cota de mercado. Oferecemos às agências de viagens o preço justo e real que lhes permitiu obter mais benefício em comprar o produto Soltour tendo em conta o preço médio praticado”.

Operação de verão com novidades
Para este verão, a programação da Soltour à partida de Portugal é vasta e traz algumas novidades. Segundo Luís Alexandrino “retomamos a operação charter em voo direto de Lisboa para Samaná com a companhia  World2Fly, todas as sextas-feiras de 30 de junho a 08 de setembro, será um destino exclusivo Soltour”. Conta ainda que, como estreia, “temos o destino de Albânia com companhia Air Albânia onde operaremos de Lisboa e Porto, uma frequência semanal aos domingos de 25 de junho a 10 de setembro. Também retomamos a operação de Almeria do Porto às quartas-feiras de 01 de julho a 10 de setembro”.

Em relação às ilhas espanholas, entre Lisboa e Porto, “iremos operar com companhia Air Nostrum/Air Horizont as seguintes frequências:  Maiorca, contamos com nove frequências semanais; Menorca, com sete frequências semanais, Ibiza, três frequências semanais; Tenerife quatro frequências semanais e uma frequência semanal para destino Gran Canária, Lanzarote e Fuerteventura”.

Em 2023 esperamos superar os números de 2019, crescer e oferecer um portefólio completo de serviços aos nossos clientes, que são agências de viagens”

E há mais: O destino de Cabo Verde, será operado pela companhia Smartwings, para ilha do Sal de Lisboa e Porto às quartas-feiras de 28 de junho a 12 setembro e a Ilha da Boa Vista do Porto às terças-feiras de 27 de junho a 12 de setembro, enquanto o destino de Saidia será operado com três frequências semanais com a companhia Air Nostrum de Lisboa e Porto com início a 4 de junho a 24 de setembro.

Em relação às Caraíbas, “temos a operação exclusiva de Samaná de Lisboa e os destinos de Punta Cana e Riveira Maya de Lisboa e Porto, bem como Varadero de Lisboa com a transportadora aérea Wold2fly (partilhado) a partir de abril até final de outubro”, destacou ainda o responsável.

No entanto, a Soltour oferece ao mercado uma programação que se desenrola durante todo o ano. Neste caso, conforme sublinhou Luís Alexandrino, estão “os destinos das Caraíbas à partida de Lisboa e Porto com charter, e regular via Madrid. Contamos também com as cinco frequências semanais de Lisboa para Cancun em voo direto da TAP, onde temos lugares em garantia”.

Entre os destinos mais procurados pelo mercado português constam as ilhas espanholas. O delegado da Soltour em Portugal dá conta que “entre Baleares e Canárias, transportamos aproximadamente 30 mil passageiros. É certo que ainda não atingimos os números de pré pandemia, mas temos como objetivo este verão superar os números de 2019”.

Novas parcerias beneficiam Portugal
Se a empresa em Portugal vai beneficiar das novas parcerias recentemente anunciadas pela Soltour Travel Partners, Luís Alexandrino realça que “em 2021 anunciamos o partner  Smytravel que pelas razões conhecidas deixou de fazer parte da Soltour Travel Partners, onde os resultados foram francamente positivos. Agora a estratégia é dar continuidade ao projeto Soltour Travel Partners e como foi recentemente anunciado contamos com a Guest Incoming, WebBeds, Europamundo e Luxtours”.

Assegurou que a Soltour vai passar a oferecer ao mercado português todo esse conjunto de novo produtos. “O objetivo é proporcionar às agências de viagens um portefólio mais amplo e não só de destinos de Sol & Praia que caracterizam a Soltour. Com a Soltour Travel Partners, as agências de viagens vão poder beneficiar de um conjunto de soluções que será muito interessante tendo em conta os novos partners já anunciados”.

Da mesma forma, a nova linha de negócio das costas espanhola e Algarve “vai-nos permitir crescer substancialmente o produto de só hotel nas Costas espanholas e Algarve e oferecer as agências de viagens um produto mais amplo e competitivo”, concluiu.

Acordos e alianças com diferentes parceiros do setor

Durante os últimos meses do ano passado, a Soltour Travel Partners dedicou grande parte dos seus esforços à assinatura de novos acordos e alianças com diferentes parceiros do setor, a fim de oferecer os melhores produtos e serviços às agências de viagens. Com estas alianças, a empresa alargou o seu catálogo de produtos e melhorou a qualidade dos mesmos.
Com a WebBeds, última das parcerias que, desde o ano passado têm sido anunciadas pela Soltour Travel Partners, prevê a criação de um fornecedor de alojamentos com o objetivo de proporcionar uma maior cobertura de hotéis a todas as agências.
Com este acordo, a Soltour considera que aumentará exponencialmente a sua capacidade comercial para oferecer uma vasta gama de hotéis a partir de 2023.
De referir que a WebBeds é um dos principais fornecedores mundiais de serviços de alojamento e distribuição de produtos terrestres para a indústria de viagens, diferenciando-se pela escala global.
A empresa fornece serviços B2B através de mais de 430 mil hotéis distribuídos por todo o mundo, em mais de 16 mil destinos. Desta forma, a WebBeds tem contratos diretos com mais de 31 mil hotéis independentes e mais de 62 mil hotéis que fazem parte de cadeias globais. Trabalha atualmente com mais de 44 mil clientes e mais de 1.500 profissionais de viagens em mais de 50 países do mundo inteiro.
Pouco antes, e com vista a diversificar ainda mais a sua oferta de destinos, proporcionando maior competitividade às agências de viagens com as quais trabalha, a Soltour Travel Partners tinha anunciado a sua associação à Luxotour, operador de viagens com mais de 40 anos de experiência especializado em Marrocos, mas que trabalha outros destinos em vários continentes, como Egito,
Jordânia, Israel, Turquia, Cabo Verde, Senegal, Maldivas, Peru, Argentina e Canadá, entre outros, e tem a sua própria DMC em Marrocos e Tunísia.
Criada em 1980, a Luxotour disponibiliza programas turísticos completos com circuitos, estadias com voos, transferes, excursões e todo o tipo de produtos para mais de 100 destinos diferentes. Conta ainda com um departamento para grandes viagens, um para grupos e um terceiro para viagens de incentivos, disponibilizando os seus produtos exclusivamente através de agências de viagens.
Com a Europamundo, a empresa aliou-se para promover as viagens em circuitos internacionais. A Europamundo, que faz parte do Grupo JTB, fundado no Japão há mais de 110 anos, tem circuitos próprios em todos os continentes, exceto na Antártida, com 1.972 tours diferentes em 2022, 142 mil passageiros por ano (provenientes de 83 países) e 1.200 pontos de venda na Península Ibérica, permitindo aos viajantes descobrir a essência e a cultura de cada lugar de uma forma mais pessoal e exclusiva.
Este operador de circuitos internacionais se caracteriza por oferecer produtos flexíveis com viagens de três a 36 dias, dependendo das preferências de cada viajante, recorrendo à sua própria tecnologia que tem sido remodelada e melhorada ao longo dos anos.
Da mesma forma, a Soltour Travel Partners estabeleceu uma parceria com a Guest Incoming para lançar uma nova linha de negócios costeira especializada em sol e praia, que inclui as costas espanholas e o Algarve. A agência de viagens para o Mediterrâneo, que conta com contratação direta de cerca de dois mil hotéis, é considerada líder em serviços e novas tecnologias.
Costa Brava e Costa de Barcelona, assim como Costa Dorada, Costa Blanca (Benidorm-Gandia), Murcia, Costa del Sol (Torremolinos, Benalmadena, Fuengirola), Costa de la Luz (Matalascañas) e o Algarve são as zonas incluídas na nova linha de negócio. Na sequência do acordo com a DMC nasce o Soltour powered by Guest Incoming.

Sobre o autorCarolina Morgado

Carolina Morgado

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Nova Edição: O balanço de 2022 e as perspectivas para 2023 no turismo, os segredos da Allways, autocaravanismo e dossier tecnologia

A primeira edição de 2023 do Publituris tem com tema principal o balanço de 2022 e as perspectivas para 2023 feitas por alguns ‘stakeholders’ do setor do turismo. Além disso, a edição revela os segredos do “luxury” da Allways Unique Travel Designers, o segmento do autocaravanismo e um dossier sobre tecnologia no turismo.

Publituris

A primeira edição do jornal Publituris faz capa com um balanço de 2022 e as perspectivas para o ano que agora se inicia. Para o efeito, o jornal Publituris ouviu vários intervenientes do setor que antecipam um ano incerto em, por isso, com um otimismo moderado.

A crescente inflação, subida das taxas de juros, menor rendimento disponível por parte das famílias, além da guerra na Ucrânia foram os problemas mais apontados por Francisco Calheiros (CTP), João Fernandes (Turismo do Algarve), Pedro Machado (Turismo do Centro), António Marques Vidal (APECATE), Luís Araújo (Turismo de Portugal), Berta Cabral (Turismo dos Açores), Vítor Costa (Turismo de Lisboa), Eduardo Jesus (Turismo da Madeira), Vítor Silva (Turismo do Alentejo), Eduardo Santander (ETC), Julia Simpson (WTTC), Pedro Costa Ferreira (APAVT), Adriano Portugal (Mercado das Viagens), Álvaro Vilhena (Viajar Tours), Luís Henriques (Airmet), Tiago Encarnação (Lusanova), Amaro Correia (Iberobus), Eduardo Cabrita (MSC Cruzeiros), Paulo Pinto (Europcar), Francisco Teixeira (Melair Cruzeiros), Joaquim Robalo de Almeida (ARAC), José Lopes (easyJet), Marie-Caroline Laurent (CLIA) e Paulo Geisler (RENA).

Na “Distribuição”, damos a conhecer (alguns) segredos da Allways Unique Travel Designers, uma marca do grupo Travelstore, que atua no segmento “luxury”.

O dossier desta edição é dedicado à Tecnologia. Tendo a pandemia realçado a relevância da tecnologia e digitalização para a recuperação e o avanço da indústria das viagens, esta veio demonstrar a necessidade de acelerar os processos.

Além de ouvidas várias opiniões de quem está no terreno, também damos a conhecer algumas das soluções implementadas pela HiJiffy, Paraty Tech, Amadeus, Mastercard, Travelport, Roiback, Google, Optigest, XLR8RM, CLEVER/HOST e Vasco.

Para fechar, fazemos uma análise ao mercado do autocaravanismo que, depois de ter sido um dos segmentos turísticos com maior aumento de procura durante a pandemia, continua em alta e revela expectativas positivas para o futuro.

Além do Check-in, as opiniões pertencem a Jaime Quesado (economista e gestor), Dana Dunne (eDreams ODIGEO) e António Paquete (economista e consultor de empresas).

Boas leituras!

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W Algarve contrata novo diretor de marketing e comunicação

Henrique Pires é a nova aposta do W Algarve para dirigir o departamento de marketing e comunicação da unidade hoteleira, como anunciado em comunicado.

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Com 11 anos de experiência no setor hoteleiro, o profissional setubalense começou o seu percurso profissional no Pine Cliffs Hotel, passou pelo Waldorf Astoria Ras Al Khaimah e fez carreira na cadeia Minor Hotels, onde foi responsável pelas áreas do marketing e comunicação dos Anantara Hotels & Resorts e dos Tivoli Hotels & Resorts, em Portugal.

Chega agora ao recém-aberto W Algarve, onde irá desempenhar funções como diretor de marketing e comunicação.

“Estou muito contente e entusiasmado por me juntar à fantástica equipa do W Algarve e abraçar este novo desafio. É um grande orgulho para mim trazer as minhas ideias e visão para um hotel que abriu há cerca de meio ano e que já conquistou tanto terreno na região”, garante Henrique Pires.

O W Algarve marca o primeiro Hotel da marca W a abrir em Portugal. Situado no topo das icónicas falésias do sul de Portugal, o recém-aberto W Algarve junta-se à família de W Escapes, oferecendo “uma mistura de descontração à beira-mar com uma energia exuberante”, como referido em comunicado.

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Grupo Onyria duplamente nomeado nos European Excellence Awards 2022

O Grupo Onyria está duplamente nomeado para os European Excellence Awards 2022, onde está a concorrer em shortlist nas categorias Travel & Tourism e Internal Communications.

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O Onyria, grupo de gestão hoteleira com mais de 30 anos, detém o hotel de cinco estrelas Onyria Quinta da Marinha, onde foi desenvolvido o projeto de comunicação interna “Trading Places” (Inverter os papéis) – que valeu as duas nomeações do grupo para este concurso.

O projeto consistiu na ideia de inverter os papéis dos colaboradores do Onyria Quinta da Marinha Hotel, tornando-os hóspedes por um dia.

A iniciativa surgiu no seguimento dos dois anos de pandemia, como forma de compensar a resiliência da equipa. Os colaboradores “transformaram-se em clientes de luxo e carregaram energias para o verão de 2022, o momento de regresso à normalidade”, como o grupo indica em comunicado.

“Não há sucesso em hotelaria sem talento humano e esta foi uma forma de celebrarmos o nosso talento, numa altura decisiva para o turismo em Portugal. Estas nomeações são muito positivas porque vêm demonstrar o nosso empenho para fazer um trabalho de excelência, não só de forma externa, como interna”, afirma o diretor do Onyria Quinta da Marinha Hotel, João Pinto Coelho.

Os vencedores serão conhecidos a 9 de dezembro.

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O futuro das acessibilidades em debate no Congresso da AHRESP

O futuro do aeroporto, não só de Lisboa como das restantes vias aéreas portuguesas, marcou a sessão paralela, onde ainda houve tempo para falar das questões da ferrovia nacional e os problemas de ligação a Espanha.

Carla Nunes

O futuro das acessibilidades em Portugal esteve em debate numa das sessões paralelas do Congresso da AHRESP, que começou esta sexta-feira, 14 de outubro, no Convento de São Francisco, em Coimbra.

A sessão começou com um aviso por parte de Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP): “Se não tivermos rapidamente infraestruturas de mobilidade que respondam às necessidades das pessoas, principalmente um novo aeroporto, mais moderno e em condições de receber mais volume [de pessoas], podemos mais tarde ou mais cedo começar a perder turistas para outros destinos”.

Num discurso pautado pela necessidade de que “não podemos perder mais tempo” em relação ao futuro do aeroporto de Lisboa, Francisco Calheiros coloca os números em cima da mesa.

“Não canso de o dizer: segundo um estudo apresentado pela CTP, a não decisão sobre o novo aeroporto terá no mínimo um custo de quase sete mil milhões euros, menos 28 mil empregos e uma perda de receita fiscal de 2 mil milhões por ano”, frisa.

Os intervenientes da sessão, que contou com a participação de Eugénio Fernandes, CEO da euroAtlantic Airways, José Luís Arnaut, presidente do Conselho de Administração da ANA – Aeroportos de Portugal e Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT procederam desta forma a debater as várias possibilidades para o aeroporto, com Luís Arnaut a referir-se em tom jocoso à procura de localização de aeroportos como “um desporto nacional”.

Para Pedro Costa Ferreira, “uma das poucas cosias que nos aproxima da realidade” passa pela realização de obras no aeroporto da Portela, por considerar que “nesta década não vamos ter solução”.

Lembra ainda que “as acessibilidades aéreas não são só em Lisboa”, reportando-se aos aeroportos de Porto Santo – que afirma não ter condições e precisar de obras – e o da Madeira, “com restrição de operacionais que foram definidas em 1964”.

“A tecnologia melhorou no âmbito da pista [do aeroporto da Madeira], a pista foi aumentada, melhorou nos aviões, melhorou na formação, [mas] mantém-se os mesmos limites, e julgo que é o único aeroporto internacional no mundo em que os limites não são recomendatórios, mas são mandatários. Ninguém toca nisto, e isto fere a região”, explica.

Quanto à solução de aproveitar a infraestrutura de Beja, Eugénio Fernandes lembra que esta “peca por pequenas coisas: não tem abastecimento de combustível, fecha ao fim de semana, não tem serviço 24 horas e se quisermos aterrar passageiros que não são do espaço Schegen, não há SEF”.

Por essa razão, e dada a logística adicional desta opção, o CEO da euroAtlantic Airways defende que “o que for mais rápido é o melhor” – neste caso, “do ponto de vista teórico e sonhador”, uma solução rápida de Portela +1, que sabe “que agora não será possível, estamos num contexto diferente”.

Quanto à opção de Santarém, Pedro Costa Ferreira é taxativo ao assegurar que esta representa “mais 24 anos de diálogo”.

“Se estivermos à procura de uma decisão que não tenha vozes contrárias, não vamos ter mais aviões em Portugal. Fazer políticas é fazer escolhas. Assusta-me que seja necessário um consenso para o aeroporto”, declara.

“O fenómeno do entroncamento”

E porque, como Pedro Costa Ferreira lembra, “os problemas das acessibilidades não são só aéreas” a ferrovia também foi discutida na sessão, tendo sido caracterizada pelo presidente da APAVT como o “fenómeno do entroncamento” dadas as 8h40 necessárias para chegar de Lisboa a Madrid – incluindo, também, uma passagem pelo Entroncamento.

Afirma ainda que “do ponto de vista de sustentabilidade, os voos de curta duração vão ser muito atacados” e que nos encontramos “muito dependentes dos voos curtos nalguns mercados muito importantes para [o país]”. Aliás, José Luís Arnaut precisa que 94% dos turistas que visitam Portugal vêm de avião.

“Somos um país periférico, é obvio que temos de fazer um trabalho grande e estamos atrasados décadas na ligação com comboios rápidos com Espanha”, afirma Arnaut.

A encerrar o tema da ferrovia, Eugénio Fernandes acredita que “se houver uma conectividade grande a Madrid, e uma conectividade boa internamente, vamos conseguir desenvolver muito o turismo e o Interior”.

Numa nota final, reportando-se ao tema do congresso, Francisco Calheiros defende que esta não é “uma questão nem de utopia, nem de sobrevivência, é sim uma necessidade cada vez mais atual que as empresas devem ter em conta”.

“Continuamos a viver tempos desafiantes. O turismo, porém, continua resiliente. É praticamente unânime que se não fossem as receitas do turismo a receita seria muito menor”, termina o presidente da CTP.

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AHRESP
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AHRESP revela programa do próximo congresso em Coimbra

O congresso terá cerca de 60 oradores, 12 sessões paralelas e cinco workshops de parceiros, além de duas sessões plenárias.

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O próximo Congresso da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), que decorre de 14 a 15 de outubro no Convento de São Francisco, em Coimbra, já tem um pré-programa definido.

Sob o tema, “Sustentabilidade: utopia ou sobrevivência?”, o congresso terá cerca de 60 oradores, 12 sessões paralelas e cinco workshops de parceiros, além de duas sessões plenárias.

A primeira sessão plenária, a cargo de Luís Marques Mendes, abre com o tema “Que conjuntura política e social teremos em 2023?”. Já a segunda sessão plenária vai consistir numa conversa entre a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, com as jornalistas Rosário Lira e Rosália Amorim, que serão também moderadoras em várias sessões paralelas.

De destacar ainda a sessão de abertura, que conta com a presença de Carlos Moura, presidente da direção da AHRESP, Pedro Machado, presidente da Turismo do Centro de Portugal, António Costa e Silva, ministro da Economia e do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. A sessão de encerramento, onde serão lidas as conclusões do congresso, ficará a cargo da Secretária de Estado do Turismo, Congresso e Serviços, Rita Marques.

Ao longo dos dois dias de congresso, as sessões paralelas tratarão temas como o futuro das acessibilidades em Portugal, a sustentabilidade económica e ambiental, a influência do digital na vida das empresas, entre outros assuntos, que podem ser consultados no programa disponível no website da AHRESP.

“O Congresso AHRESP surge no momento em que a recessão bate à porta da Europa, o que pode não deixar ninguém imune – nenhum país e nenhuma atividade – nem mesmo aquela que teve indesmentível recuperação no verão, mas insuficiente para fazer face aos desafios que se colocam à economia nacional como um todo e, em casos muito concretos, aos diversos setores da atividade turística”, refere a associação em comunicado.

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Hospitality Talks
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“Hospitality Talks” reúnem hoteleiros e empresas tecnológicas para mitigar escassez de mão-de-obra no setor

A iniciativa conjunta da HiJiffy, RM hub, Climber RMS e OTA Insight vai juntar “cerca de uma centena de gestores hoteleiros”.

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A 11 e 13 de outubro, em Lisboa e Porto, respetivamente, hoteleiros e especialistas em tecnologia vão reunir-se nas “Hospitality Talks” para discutir formas de mitigar a falta de trabalhadores no setor.

A iniciativa conjunta da HiJiffy, RM hub, Climber RMS e OTA Insight vai juntar “cerca de uma centena de gestores hoteleiros” com o objetivo de identificar “os contextos em que a adoção de soluções tecnológicas e de revenue management podem funcionar como um trunfo na mitigação desta problemática”, indica a HiJify em comunicado.

As conclusões das Hospitality Talks serão incluídas num plano estratégico, “posteriormente disponibilizado aos diferentes stakeholders”, desde players da indústria, até decisores políticos. O intuito passa por “catalisar um compromisso conjunto no sentido de converter Portugal num exemplo de sucesso a nível a europeu”.

“É fundamental esclarecer que a adoção de soluções tecnológicas não visa eliminar a componente humana, muito pelo contrário. O objetivo passa antes por automatizar tarefas repetitivas e de baixo valor acrescentado, maximizando a eficiência de processos”, sublinha Tiago Araújo, CEO da HiJiffy, no respetivo comunicado.

A mesma mensagem é reforçada pelo CEO da RM Hub, Rudi Azevedo, que explica que “a tecnologia permite que as empresas possam canalizar esforços para as áreas operacionais, podendo desta forma direcionar o seu esforço para melhorar a experiência do cliente externo e interno”.

Evento limitado a 50 participantes por edição

Os hoteleiros interessados em fazer parte das Hospitality Talks devem formalizar a inscrição gratuita na edição de Lisboa, que terá lugar a 11 de Outubro, no NEYA Lisboa Hotel, às 9h00, através deste link.

Por sua vez, os interessados em participar na edição do Porto, que decorre a 13 de outubro no Selina Navis Cowork, às 14h00, poderão fazê-lo gratuitamente através deste link.

O evento será limitado a 50 participantes, “por forma a assegurar um envolvimento ativo de todos os presentes”. No entanto, a HiJiffy sublinha que ainda existem vagas disponíveis.

Além das conclusões resultantes dos diferentes painéis de discussão, os hoteleiros serão também chamados a participar num inquérito final. Todos os insights serão depois plasmados num documento que visa funcionar como um plano estratégico.

“Com a iniciativa ‘Hospitality Talks’ procuramos trazer não só os dados e tendências mais relevantes e atuais do mercado hoteleiro, mas também partilhar dicas de como trabalhar com a falta de staff e manter uma estratégia de sucesso”, remata Joanna Tomaszkiewicz, responsável da OTA Insight.

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Hotel Vila Raia
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Idanha-a-Nova recebe nova unidade de três estrelas

O verão é visto pelo General Manager do Hotel Vila Raia como “a época de eleição para atrair clientes”, devido aos atrativos da zona.

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A zona da Raia acabou de ganhar mais quartos com a abertura do Hotel Vila Raia, em Idanha-a-Nova, Castelo Branco. A unidade de três estrelas acrescenta assim 26 quartos à região, num investimento que já superou um milhão de euros.

Os quartos, todos com twin bed, “seguem um modelo muito utilizado em Espanha, podendo-se juntar as camas sempre que o cliente desejar”, como explica Jorge Humberto, General Manager do Hotel Vila Raia.

Ao alojamento juntam-se valências como uma piscina exterior, sauna e jacuzzi, bem como uma sala de reuniões e estacionamento próprio. O edifício da unidade encontrava-se fechado há oito anos, pelo que foi necessário proceder a restauros, pinturas e à impermeabilização da piscina, de acordo com o General Manager.

O responsável aponta que esta unidade “será mais procurada pelo cliente que  quer fugir da agitação das grandes cidades e procura um sítio calmo e sossegado para carregar baterias”. O verão é visto como “a época de eleição para atrair clientes”, dados os atrativos da zona.

“Temos praias fluviais, aldeias históricas e boa gastronomia perto do hotel. Estamos inseridos numa região rica em eventos e que atraem muita gente de fora”, justifica Jorge Humberto.

Por se tratar de um novo hotel, o responsável afirma que não têm “qualquer historial em que possamos basear a nossa perspetiva [de reservas futuras]”. No entanto, mantém-se otimistas, dadas as reservas realizadas “na primeira e segunda semana de abertura e para a última semana de setembro”.

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Carrís Porto Ribeira contrata Simão Cruz para direção de vendas

O profissional conta com várias experiências na vertente hoteleira, somando passagens pelo Grupo Tivoli e pela Blue & Green Hotels.

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A Carrís Hoteles contratou Simão Cruz para assumir o cargo de diretor de vendas do Carrís Porto Ribeira.

O profissional conta com várias experiências na vertente hoteleira, somando passagens pelo Grupo Tivoli, onde assumiu funções de Corporate Account Manager, e pela Blue & Green Hotels, onde desempenhou o cargo de Iberian Market Manager em todas as vertentes de negócio – Corporate, MICE e Leisure. Posteriormente, Simão Cruz foi responsável pela planificação e reposicionamento do Santa Luzia ArtHotel, em Guimarães, enquanto Sales & Marketing Manager.

A Carrís Hoteles é uma cadeia hoteleira com unidades hoteleiras distribuídas pela Galiza e o Norte de Portugal. Atualmente, dispõe de seis hotéis localizados no Porto (Carrís Porto Ribeira), A Coruña (Carrís Marineda), Ferrol (Carrís Almirante), Santiago de Compostela (Carrís Casa de la Troya e Monte do Gozo) e Ourense (Carrís Cardenal Quevedo).

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Marta Paixão assume funções como Events Manager no Lisbon Marriott Hotel

A profissional iniciou a sua carreira como Groups & Events Coordinator / MICE no Sana Metropolitan Hotel, em 2014.

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O Lisbon Marriott Hotel contratou Marta Paixão para ocupar o cargo de Events Manager na unidade.

Licenciada em Direção e Gestão Hoteleira no ESHTE – Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, bem como mestranda em Ciências Empresariais pelo Instituto Superior de Economia e Gestão em Lisboa (ISEG-UTL), a profissional iniciou a sua carreira como Groups & Events Coordinator / MICE no Sana Metropolitan Hotel, em 2014.

Posteriormente, desempenhou funções como Groups & Events Coordinator na Continental Hotels Portugal, em 2016.

“É com imenso entusiasmo que abraço este novo desafio. Ingressar na Marriott International, a maior cadeia hoteleira a nível mundial, é de facto uma realização profissional. O nosso compromisso será, em conjunto com as equipas operacionais, garantir que o sucesso dos eventos seja uma constante”, afirma Marta Paixão em comunicado.

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