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A nova era do luxo

Caro, inacessível a muitos, ostensivo e materialista. O conceito de luxo está a ganhar novas formas e a abandonar as vestes antigas. A exclusividade mantém-se, mas o luxo de hoje abre portas ao que é genuíno e autêntico.

Raquel Relvas Neto
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A nova era do luxo

Caro, inacessível a muitos, ostensivo e materialista. O conceito de luxo está a ganhar novas formas e a abandonar as vestes antigas. A exclusividade mantém-se, mas o luxo de hoje abre portas ao que é genuíno e autêntico.

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Raquel Relvas Neto
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Caro, inacessível a muitos, ostensivo e materialista. O conceito de luxo está a ganhar novas formas e a abandonar as vestes antigas. A exclusividade mantém-se, mas o luxo de hoje abre portas ao que é genuíno e autêntico.

Uma nova era do Turismo de Luxo. Esta é uma conclusão cada vez mais frequente dos estudos sobre as tendências de turismo a nível mundial. O relatório da Amadeus “Future Traveler Tribes 2030”, refere que o aspeto material das viagens de luxo vai manter-se atrativo sobretudo para os novos ricos, enquanto o mercado mais maduro deste segmento almeja um novo tipo de luxo evoluído. Uma experiência pessoal e exclusiva vai ser o fator de diferenciação entre o antigo e novo conceito de luxo. O mesmo relatório aponta que não é mais suficiente entender o que significa luxo para um viajante em particular, é sim saber o que significa luxo para aquele viajante naquele momento. Ian Yeoman, futurologista de viagens, refere que “à medida que os consumidores envelhecem e os mercados amadurecem, o materialismo é menos importante, enquanto o tempo e o enriquecimento é fundamental”. Uma das conclusões do estudo é que a perceção de luxo de um viajante não muda apenas ao longo da sua vida, pode mudar durante uma viagem. “A nova era das viagens de luxo exige que as marcas monitorizem constantemente as suas expetativas e adaptem-se em conformidade. Noutras palavras, o novo luxo é em tempo real”.
Charlotte Evans, Group Publishing Director da Condé Nast Johansens, publicação especializada em viajantes independentes com foco no Turismo de Luxo, em entrevista ao Publituris, considera que o conceito de luxo “é tudo aquilo que nós, como indivíduos, queremos que seja. O meu luxo vai ser um luxo diferente para ti, é subjectivo e pessoal para cada indivíduo”. Para a responsável, na verdade o luxo é cada vez mais acessível, sendo “importante dar às pessoas mais oportunidades e não é só para os super ricos”. “O mundo é um sítio muito mais acessível para toda a gente e isso é realmente muito importante”, indica, destacando que o mundo é, atualmente, diversificado o que “dá às pessoas todas as oportunidades e não é necessariamente preciso nascer num berço abastado para ser capaz de viajar e ver o mundo”.
Charlotte Evans destaca que Portugal está a consolidar-se neste nicho de mercado, sobretudo pela autenticidade do destino e da sua hospitalidade, mas também pela gastronomia, história, cultura e “os jovens querem conhecer muito mais a cultura do que alguma vez vi antes e viajar”, o que é um bom augúrio para o destino.
Perante estas novas alterações no conceito de luxo, fomos conhecer o que se tem feito em Portugal e o resultado é surpreendente. 
Na zona da Comporta, encontramos o Sublime Comporta, com 23 quartos e suites e 22 Villas ao estilo “Cabanas” da Comporta. Rodeada por pinheiros mansos, lagoas, dunas e arrozais extensos, esta unidade privilegia o autêntico e genuíno. Quatro piscinas, uma das quais biológica, três restaurantes, um spa, um corte de ténis e outro de paddle, ginásio, sala de yoga e pilates, um pavilhão de yoga exterior, uma sala para workshops ou para eventos e um pomar, agroflorestal e jardim biológico com mais de 300 variedades de plantas complementam a unidade.
Teresa Roldão de Barros, CEO da Xpose empresa responsável pela estratégia de comunicação do Sublime Comporta, explica que o conceito da unidade aposta “numa valorização de tudo o que é genuíno e um desejo de conhecer o story-telling local”. Segundo a responsável, “o luxo, hoje, está cada vez mais aliado à simplicidade. Existe uma tendência de regresso às origens e simplicidade. Qualidade sim, mas aliada a um serviço despretensioso”. São estes conceitos que estão na base do DNA do Sublime Comporta, que resultou da visão do proprietário Gonçalo Pessoa.

Tudo começou pela recuperação pelo arquiteto Manuel Aires Mateus de quatro casas típicas de pescadores para casa de férias de família. Situadas na Comporta, as Casas na Areia evoluíram e passaram a receber hóspedes depois de uma participação na Bienal de Arquitectura de Veneza, em 2010. Hoje recebem até oito pessoas com base no conceito Silent Living com os pés em plena areia fresca da praia. Marta Lourenço, Media Relations Silent Living, explica que as casas estão hoje abertas “para quem quiser vivenciá-las”. “Ao longo do caminho, percebemos que não estamos sozinhos na busca pela felicidade e satisfação, e, portanto, parecia certo partilhar os nossos valores e visões com todos os outros – uma casa de cada vez. Chamámos a este processo de busca e partilha Silent Living, e tem sido a aventura mais incrível de nossas vidas, até agora”, conta.

À entrada de Estremoz, encontramos em Outeiro das Freiras uma unidade à qual pedimos licença para desfrutar. O Dá Licença apresenta-se como “lugar suspenso no tempo um hotel de exceção, onde nada é deixado ao acaso e tudo convida a ficar e demorar”. O nome, que advém de um ritual instituído no mundo dos cavalos e que diz que a primeira coisa que se deve dizer ao entrar no picadeiro é “Dá Licença”. Vitor Borges e Franck Laigneau são os mentores deste projeto envolto numa herdade com cento e vinte hectares de colinas e mais de treze mil oliveiras plantadas sobre o mármore branco e rosa da região. O Dá Licença é composto por três edifícios, que incluem um total de cinco suites e três quartos. O edifício principal, com um pátio central, é constituído pelos espaços comuns, sala de jantar, salas, uma suite e dois quartos. A piscina e a ‘infinity pool’ complementam a oferta do edifício principal, já que o segundo é composto por duas suites, cada uma com uma piscina privada e por fim, um último núcleo, com duas suites e um quarto. As tradições e características alentejanas estão bem presentes na unidade. Uma das curiosidades é não haver ar condicionado, pois do chão em granito, ao mármore das casas de banho e nas originais “persianas” a filtrar o sol, tudo é feito de forma a refrescar ou aquecer a estadia, consoante as estações. A certa altura das suas viagens, os proprietários do hotel depararam-se com o turismo ‘low cost’ e com a qualidade a diminuir, além de “produtos oferecidos cada vez mais estandardizados”. Por essa razão, decidiram “apostar num conceito inovador e diferenciador numa região onde ainda se valoriza a tradição e a natureza, onde ainda não se sofre do turismo de massa”. “Como temos um percurso ligado às artes e ao luxo, julgámos que fazia todo o sentido criar um projecto onde a arte e a natureza pudessem dialogar em perfeita harmonia”, refere.

Já nos Açores, na ilha de São Miguel, encontramos o White – Exclusive Suites & Villas. Esta unidade resulta da recuperação de um solar que era uma casa de férias integrada numa propriedade de produção vinícola e, segundo Catarina Reis, proprietária, foi transformado “num espaço autêntico e único na região” com apenas dez suites. “Sempre entendemos que ao fazer faz-se diferente e único é esse o nosso lema. O espaço que comprámos pedia isso e a nossa visão passava por um conceito de exclusividade e privacidade, que são hoje em dia dois dos pontos mais valorizados no segmento em que trabalhamos, tudo é possível ser ‘taylor made’, e sempre com uma autenticidade e espontaneidade total, algo que é associado ao destino Açores como produto”, explica a responsável da unidade açoriana.

O luxo de hoje
Na perspetiva da Casas na Areia, Marta Lourenço refere que “atualmente, o luxo está na simplicidade, na simplicidade bem feita. O que realmente é luxuoso é ter tempo para passar com as pessoas que realmente nos importam, tempo de qualidade, num mundo que cada vez mais nos empurra para uma vida vivida a correr. E, cada vez mais, é isso que as pessoas procuram”. E esta procura tem sido cada vez maior: “a procura por um serviço personalizado, contrariamente à massificação do turismo a que estamos mais do que habituados, é cada vez maior, e consequentemente as respostas a essa procura são cada vez mais e melhores”.
Também o responsável da unidade Dá Licença é da opinião que o conceito de luxo está a alterar-se. “As barreiras que existiam anteriormente entre os diferentes patamares e classes sociais evoluíram para uma postura mais “descontraída”. As pessoas agora podem escolher entre um ou o outro, em função das suas vontades ou ‘mood’. Ou seja, o luxo agora é um luxo onde as coisas imateriais são talvez mais importantes, como por exemplo ter tempo, o silêncio e não ser “tratados” como um número, mas sim como um ser humano único, só assim poderão viver experiências genuínas”, descreve Vitor Borges.
Para a CEO da Xpose empresa responsável pela estratégia de comunicação do Sublime Comporta, existe “uma clara tendência de uma espécie de ‘regresso às origens’. Isto vê-se na moda (roupa de qualidade, mas sem as marcas tão visíveis), na gastronomia cada vez mais (produtos de alta qualidade – um sourcing a produtores locais) -, mas receitas cada vez mais simples onde o produto é a estrela e nas tendências de procura no tipo de viagens”.
No White – Exclusive Suites & Villas, o novo conceito de luxo é privilegiado. “As pessoas hoje procuram a autenticidade e o serviço como fatores diferenciadores, porque o “ antigo luxo “, neste segmento de clientes qualquer um consegue comprar e normalmente até já tem, o novo conceito é muito mais refinado e descontraído, algo que não é fácil de se ter”, aponta Catarina Reis.

Quem são os clientes?

Nu Sublime Comporta, estes provêm de grandes cidades como Nova Iorque, Paris, Londres, “têm diariamente ao seu alcance restaurantes fantásticos, atividades de todo o tipo. Quando viajam, procuram desacelerar. Procuram conhecer outras culturas. Querem qualidade sim, mas como referimos, despretensiosa”.
Para Vitor Borges é “uma pessoa exigente que já viu muito e que sabe o que quer/procura. Um cliente com forte maturidade (independentemente da idade ou da classe social)”.
E o que valorizam, questionámos. No Sublime Comporta, a resposta é simples: “Genuidade, natureza e conforto”. “Um produto de qualidade e diferenciador (que os surpreende constantemente), um serviço de qualidade e simultaneamente descontraído”, refere Teresa Roldão de Barros.
No Dá Licença, Vitor Borges considera que os hóspedes valorizam “o facto de estarem num lugar que é uma reserva ecológica nacional, onde os espaços são generosos e originais (nunca viram nada igual) cuidados e elegantes. Onde o atendimento é personalizado, sentem-se em casa mas com o conforto e o serviço inerente a um hotel de luxo”.
Já Marta Lourenço, enumera: “A arquitetura, o lugar, a importância que damos aos detalhes e a relação calorosa que desenvolvemos com cada hóspede”. Para a responsável da Casas na Areia, “o que é valorizado é que cada um dos projectos se torna um ponto de abrigo, um regresso às rotinas em família, longe do caos da vida diária”.

Aposta de Portugal

Qual o caminho que o país deve seguir foi a última questão a estes players especializados neste nicho de mercado. E a resposta foi frutífera e variada.
Já Teresa Roldão de Barros considera que, no caso da Comporta, é essencial que cada player e projeto tenha como base os mesmos eixos estratégicos para um desenvolvimento sustentável do destino, “para garantir que os valores associados atualmente ao destino se mantêm intactos”. Também Marta Lourenço, da Silent Living, é apologista desta preservação. “No caso da Comporta, uma área cada vez mais procurada e mais explorada, o segredo seria esse mesmo… mantê-la em segredo. Que a Comporta não se torne um novo Algarve, massificado e sem qualidade para umas férias sem stress, e sem perder a sua essência”.
Para Vitor Borges, o segredo da sustentabilidade deste nicho no país está na contenção. “Não cair na tentação de aproveitar a todo o custo as oportunidades de um crescimento rápido, e fazer de tudo para apostar no que nos torna (Portugal) num país seguro, moderno e orientado para o mundo”. Mas também trabalhar os “setores chave do futuro como a ecologia e as tecnologias modernas, sem menosprezar as nossas tradições ou raízes. Em síntese, não adoptar uma postura oportunista, mas sim de oportunidade”.
Para a responsável da unidade nos Açores é importante “não massificar, nem deixar que um conceito de hotelaria vertical e de grande escala se sobreponha, face ao turismo de pequena escala, personalizado, de serviço e onde o cliente valoriza a proximidade e a autenticidade do local”, pois, “só assim podemos ser ímpares e valorizar o destino”. No que diz respeito aos Açores, em concreto, Catarina Reis julga necessário “continuar com o que de bom se faz a nível de preservação do destino, mas temos de mudar a escala dos novos projetos de hotelaria, não precisamos de mais camas, nem de mais hotéis tradicionais precisamos sim de mais unidades de referência em segmentos de “ small luxury “, é aqui que podemos ser diferentes”.

Sobre o autorRaquel Relvas Neto

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Nova Edição: O balanço de 2022 e as perspectivas para 2023 no turismo, os segredos da Allways, autocaravanismo e dossier tecnologia

A primeira edição de 2023 do Publituris tem com tema principal o balanço de 2022 e as perspectivas para 2023 feitas por alguns ‘stakeholders’ do setor do turismo. Além disso, a edição revela os segredos do “luxury” da Allways Unique Travel Designers, o segmento do autocaravanismo e um dossier sobre tecnologia no turismo.

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A primeira edição do jornal Publituris faz capa com um balanço de 2022 e as perspectivas para o ano que agora se inicia. Para o efeito, o jornal Publituris ouviu vários intervenientes do setor que antecipam um ano incerto em, por isso, com um otimismo moderado.

A crescente inflação, subida das taxas de juros, menor rendimento disponível por parte das famílias, além da guerra na Ucrânia foram os problemas mais apontados por Francisco Calheiros (CTP), João Fernandes (Turismo do Algarve), Pedro Machado (Turismo do Centro), António Marques Vidal (APECATE), Luís Araújo (Turismo de Portugal), Berta Cabral (Turismo dos Açores), Vítor Costa (Turismo de Lisboa), Eduardo Jesus (Turismo da Madeira), Vítor Silva (Turismo do Alentejo), Eduardo Santander (ETC), Julia Simpson (WTTC), Pedro Costa Ferreira (APAVT), Adriano Portugal (Mercado das Viagens), Álvaro Vilhena (Viajar Tours), Luís Henriques (Airmet), Tiago Encarnação (Lusanova), Amaro Correia (Iberobus), Eduardo Cabrita (MSC Cruzeiros), Paulo Pinto (Europcar), Francisco Teixeira (Melair Cruzeiros), Joaquim Robalo de Almeida (ARAC), José Lopes (easyJet), Marie-Caroline Laurent (CLIA) e Paulo Geisler (RENA).

Na “Distribuição”, damos a conhecer (alguns) segredos da Allways Unique Travel Designers, uma marca do grupo Travelstore, que atua no segmento “luxury”.

O dossier desta edição é dedicado à Tecnologia. Tendo a pandemia realçado a relevância da tecnologia e digitalização para a recuperação e o avanço da indústria das viagens, esta veio demonstrar a necessidade de acelerar os processos.

Além de ouvidas várias opiniões de quem está no terreno, também damos a conhecer algumas das soluções implementadas pela HiJiffy, Paraty Tech, Amadeus, Mastercard, Travelport, Roiback, Google, Optigest, XLR8RM, CLEVER/HOST e Vasco.

Para fechar, fazemos uma análise ao mercado do autocaravanismo que, depois de ter sido um dos segmentos turísticos com maior aumento de procura durante a pandemia, continua em alta e revela expectativas positivas para o futuro.

Além do Check-in, as opiniões pertencem a Jaime Quesado (economista e gestor), Dana Dunne (eDreams ODIGEO) e António Paquete (economista e consultor de empresas).

Boas leituras!

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W Algarve contrata novo diretor de marketing e comunicação

Henrique Pires é a nova aposta do W Algarve para dirigir o departamento de marketing e comunicação da unidade hoteleira, como anunciado em comunicado.

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Com 11 anos de experiência no setor hoteleiro, o profissional setubalense começou o seu percurso profissional no Pine Cliffs Hotel, passou pelo Waldorf Astoria Ras Al Khaimah e fez carreira na cadeia Minor Hotels, onde foi responsável pelas áreas do marketing e comunicação dos Anantara Hotels & Resorts e dos Tivoli Hotels & Resorts, em Portugal.

Chega agora ao recém-aberto W Algarve, onde irá desempenhar funções como diretor de marketing e comunicação.

“Estou muito contente e entusiasmado por me juntar à fantástica equipa do W Algarve e abraçar este novo desafio. É um grande orgulho para mim trazer as minhas ideias e visão para um hotel que abriu há cerca de meio ano e que já conquistou tanto terreno na região”, garante Henrique Pires.

O W Algarve marca o primeiro Hotel da marca W a abrir em Portugal. Situado no topo das icónicas falésias do sul de Portugal, o recém-aberto W Algarve junta-se à família de W Escapes, oferecendo “uma mistura de descontração à beira-mar com uma energia exuberante”, como referido em comunicado.

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Grupo Onyria duplamente nomeado nos European Excellence Awards 2022

O Grupo Onyria está duplamente nomeado para os European Excellence Awards 2022, onde está a concorrer em shortlist nas categorias Travel & Tourism e Internal Communications.

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O Onyria, grupo de gestão hoteleira com mais de 30 anos, detém o hotel de cinco estrelas Onyria Quinta da Marinha, onde foi desenvolvido o projeto de comunicação interna “Trading Places” (Inverter os papéis) – que valeu as duas nomeações do grupo para este concurso.

O projeto consistiu na ideia de inverter os papéis dos colaboradores do Onyria Quinta da Marinha Hotel, tornando-os hóspedes por um dia.

A iniciativa surgiu no seguimento dos dois anos de pandemia, como forma de compensar a resiliência da equipa. Os colaboradores “transformaram-se em clientes de luxo e carregaram energias para o verão de 2022, o momento de regresso à normalidade”, como o grupo indica em comunicado.

“Não há sucesso em hotelaria sem talento humano e esta foi uma forma de celebrarmos o nosso talento, numa altura decisiva para o turismo em Portugal. Estas nomeações são muito positivas porque vêm demonstrar o nosso empenho para fazer um trabalho de excelência, não só de forma externa, como interna”, afirma o diretor do Onyria Quinta da Marinha Hotel, João Pinto Coelho.

Os vencedores serão conhecidos a 9 de dezembro.

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O futuro das acessibilidades em debate no Congresso da AHRESP

O futuro do aeroporto, não só de Lisboa como das restantes vias aéreas portuguesas, marcou a sessão paralela, onde ainda houve tempo para falar das questões da ferrovia nacional e os problemas de ligação a Espanha.

Carla Nunes

O futuro das acessibilidades em Portugal esteve em debate numa das sessões paralelas do Congresso da AHRESP, que começou esta sexta-feira, 14 de outubro, no Convento de São Francisco, em Coimbra.

A sessão começou com um aviso por parte de Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP): “Se não tivermos rapidamente infraestruturas de mobilidade que respondam às necessidades das pessoas, principalmente um novo aeroporto, mais moderno e em condições de receber mais volume [de pessoas], podemos mais tarde ou mais cedo começar a perder turistas para outros destinos”.

Num discurso pautado pela necessidade de que “não podemos perder mais tempo” em relação ao futuro do aeroporto de Lisboa, Francisco Calheiros coloca os números em cima da mesa.

“Não canso de o dizer: segundo um estudo apresentado pela CTP, a não decisão sobre o novo aeroporto terá no mínimo um custo de quase sete mil milhões euros, menos 28 mil empregos e uma perda de receita fiscal de 2 mil milhões por ano”, frisa.

Os intervenientes da sessão, que contou com a participação de Eugénio Fernandes, CEO da euroAtlantic Airways, José Luís Arnaut, presidente do Conselho de Administração da ANA – Aeroportos de Portugal e Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT procederam desta forma a debater as várias possibilidades para o aeroporto, com Luís Arnaut a referir-se em tom jocoso à procura de localização de aeroportos como “um desporto nacional”.

Para Pedro Costa Ferreira, “uma das poucas cosias que nos aproxima da realidade” passa pela realização de obras no aeroporto da Portela, por considerar que “nesta década não vamos ter solução”.

Lembra ainda que “as acessibilidades aéreas não são só em Lisboa”, reportando-se aos aeroportos de Porto Santo – que afirma não ter condições e precisar de obras – e o da Madeira, “com restrição de operacionais que foram definidas em 1964”.

“A tecnologia melhorou no âmbito da pista [do aeroporto da Madeira], a pista foi aumentada, melhorou nos aviões, melhorou na formação, [mas] mantém-se os mesmos limites, e julgo que é o único aeroporto internacional no mundo em que os limites não são recomendatórios, mas são mandatários. Ninguém toca nisto, e isto fere a região”, explica.

Quanto à solução de aproveitar a infraestrutura de Beja, Eugénio Fernandes lembra que esta “peca por pequenas coisas: não tem abastecimento de combustível, fecha ao fim de semana, não tem serviço 24 horas e se quisermos aterrar passageiros que não são do espaço Schegen, não há SEF”.

Por essa razão, e dada a logística adicional desta opção, o CEO da euroAtlantic Airways defende que “o que for mais rápido é o melhor” – neste caso, “do ponto de vista teórico e sonhador”, uma solução rápida de Portela +1, que sabe “que agora não será possível, estamos num contexto diferente”.

Quanto à opção de Santarém, Pedro Costa Ferreira é taxativo ao assegurar que esta representa “mais 24 anos de diálogo”.

“Se estivermos à procura de uma decisão que não tenha vozes contrárias, não vamos ter mais aviões em Portugal. Fazer políticas é fazer escolhas. Assusta-me que seja necessário um consenso para o aeroporto”, declara.

“O fenómeno do entroncamento”

E porque, como Pedro Costa Ferreira lembra, “os problemas das acessibilidades não são só aéreas” a ferrovia também foi discutida na sessão, tendo sido caracterizada pelo presidente da APAVT como o “fenómeno do entroncamento” dadas as 8h40 necessárias para chegar de Lisboa a Madrid – incluindo, também, uma passagem pelo Entroncamento.

Afirma ainda que “do ponto de vista de sustentabilidade, os voos de curta duração vão ser muito atacados” e que nos encontramos “muito dependentes dos voos curtos nalguns mercados muito importantes para [o país]”. Aliás, José Luís Arnaut precisa que 94% dos turistas que visitam Portugal vêm de avião.

“Somos um país periférico, é obvio que temos de fazer um trabalho grande e estamos atrasados décadas na ligação com comboios rápidos com Espanha”, afirma Arnaut.

A encerrar o tema da ferrovia, Eugénio Fernandes acredita que “se houver uma conectividade grande a Madrid, e uma conectividade boa internamente, vamos conseguir desenvolver muito o turismo e o Interior”.

Numa nota final, reportando-se ao tema do congresso, Francisco Calheiros defende que esta não é “uma questão nem de utopia, nem de sobrevivência, é sim uma necessidade cada vez mais atual que as empresas devem ter em conta”.

“Continuamos a viver tempos desafiantes. O turismo, porém, continua resiliente. É praticamente unânime que se não fossem as receitas do turismo a receita seria muito menor”, termina o presidente da CTP.

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AHRESP revela programa do próximo congresso em Coimbra

O congresso terá cerca de 60 oradores, 12 sessões paralelas e cinco workshops de parceiros, além de duas sessões plenárias.

Carla Nunes

O próximo Congresso da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), que decorre de 14 a 15 de outubro no Convento de São Francisco, em Coimbra, já tem um pré-programa definido.

Sob o tema, “Sustentabilidade: utopia ou sobrevivência?”, o congresso terá cerca de 60 oradores, 12 sessões paralelas e cinco workshops de parceiros, além de duas sessões plenárias.

A primeira sessão plenária, a cargo de Luís Marques Mendes, abre com o tema “Que conjuntura política e social teremos em 2023?”. Já a segunda sessão plenária vai consistir numa conversa entre a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, com as jornalistas Rosário Lira e Rosália Amorim, que serão também moderadoras em várias sessões paralelas.

De destacar ainda a sessão de abertura, que conta com a presença de Carlos Moura, presidente da direção da AHRESP, Pedro Machado, presidente da Turismo do Centro de Portugal, António Costa e Silva, ministro da Economia e do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. A sessão de encerramento, onde serão lidas as conclusões do congresso, ficará a cargo da Secretária de Estado do Turismo, Congresso e Serviços, Rita Marques.

Ao longo dos dois dias de congresso, as sessões paralelas tratarão temas como o futuro das acessibilidades em Portugal, a sustentabilidade económica e ambiental, a influência do digital na vida das empresas, entre outros assuntos, que podem ser consultados no programa disponível no website da AHRESP.

“O Congresso AHRESP surge no momento em que a recessão bate à porta da Europa, o que pode não deixar ninguém imune – nenhum país e nenhuma atividade – nem mesmo aquela que teve indesmentível recuperação no verão, mas insuficiente para fazer face aos desafios que se colocam à economia nacional como um todo e, em casos muito concretos, aos diversos setores da atividade turística”, refere a associação em comunicado.

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“Hospitality Talks” reúnem hoteleiros e empresas tecnológicas para mitigar escassez de mão-de-obra no setor

A iniciativa conjunta da HiJiffy, RM hub, Climber RMS e OTA Insight vai juntar “cerca de uma centena de gestores hoteleiros”.

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A 11 e 13 de outubro, em Lisboa e Porto, respetivamente, hoteleiros e especialistas em tecnologia vão reunir-se nas “Hospitality Talks” para discutir formas de mitigar a falta de trabalhadores no setor.

A iniciativa conjunta da HiJiffy, RM hub, Climber RMS e OTA Insight vai juntar “cerca de uma centena de gestores hoteleiros” com o objetivo de identificar “os contextos em que a adoção de soluções tecnológicas e de revenue management podem funcionar como um trunfo na mitigação desta problemática”, indica a HiJify em comunicado.

As conclusões das Hospitality Talks serão incluídas num plano estratégico, “posteriormente disponibilizado aos diferentes stakeholders”, desde players da indústria, até decisores políticos. O intuito passa por “catalisar um compromisso conjunto no sentido de converter Portugal num exemplo de sucesso a nível a europeu”.

“É fundamental esclarecer que a adoção de soluções tecnológicas não visa eliminar a componente humana, muito pelo contrário. O objetivo passa antes por automatizar tarefas repetitivas e de baixo valor acrescentado, maximizando a eficiência de processos”, sublinha Tiago Araújo, CEO da HiJiffy, no respetivo comunicado.

A mesma mensagem é reforçada pelo CEO da RM Hub, Rudi Azevedo, que explica que “a tecnologia permite que as empresas possam canalizar esforços para as áreas operacionais, podendo desta forma direcionar o seu esforço para melhorar a experiência do cliente externo e interno”.

Evento limitado a 50 participantes por edição

Os hoteleiros interessados em fazer parte das Hospitality Talks devem formalizar a inscrição gratuita na edição de Lisboa, que terá lugar a 11 de Outubro, no NEYA Lisboa Hotel, às 9h00, através deste link.

Por sua vez, os interessados em participar na edição do Porto, que decorre a 13 de outubro no Selina Navis Cowork, às 14h00, poderão fazê-lo gratuitamente através deste link.

O evento será limitado a 50 participantes, “por forma a assegurar um envolvimento ativo de todos os presentes”. No entanto, a HiJiffy sublinha que ainda existem vagas disponíveis.

Além das conclusões resultantes dos diferentes painéis de discussão, os hoteleiros serão também chamados a participar num inquérito final. Todos os insights serão depois plasmados num documento que visa funcionar como um plano estratégico.

“Com a iniciativa ‘Hospitality Talks’ procuramos trazer não só os dados e tendências mais relevantes e atuais do mercado hoteleiro, mas também partilhar dicas de como trabalhar com a falta de staff e manter uma estratégia de sucesso”, remata Joanna Tomaszkiewicz, responsável da OTA Insight.

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Hotel Vila Raia
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Idanha-a-Nova recebe nova unidade de três estrelas

O verão é visto pelo General Manager do Hotel Vila Raia como “a época de eleição para atrair clientes”, devido aos atrativos da zona.

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A zona da Raia acabou de ganhar mais quartos com a abertura do Hotel Vila Raia, em Idanha-a-Nova, Castelo Branco. A unidade de três estrelas acrescenta assim 26 quartos à região, num investimento que já superou um milhão de euros.

Os quartos, todos com twin bed, “seguem um modelo muito utilizado em Espanha, podendo-se juntar as camas sempre que o cliente desejar”, como explica Jorge Humberto, General Manager do Hotel Vila Raia.

Ao alojamento juntam-se valências como uma piscina exterior, sauna e jacuzzi, bem como uma sala de reuniões e estacionamento próprio. O edifício da unidade encontrava-se fechado há oito anos, pelo que foi necessário proceder a restauros, pinturas e à impermeabilização da piscina, de acordo com o General Manager.

O responsável aponta que esta unidade “será mais procurada pelo cliente que  quer fugir da agitação das grandes cidades e procura um sítio calmo e sossegado para carregar baterias”. O verão é visto como “a época de eleição para atrair clientes”, dados os atrativos da zona.

“Temos praias fluviais, aldeias históricas e boa gastronomia perto do hotel. Estamos inseridos numa região rica em eventos e que atraem muita gente de fora”, justifica Jorge Humberto.

Por se tratar de um novo hotel, o responsável afirma que não têm “qualquer historial em que possamos basear a nossa perspetiva [de reservas futuras]”. No entanto, mantém-se otimistas, dadas as reservas realizadas “na primeira e segunda semana de abertura e para a última semana de setembro”.

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Carrís Porto Ribeira contrata Simão Cruz para direção de vendas

O profissional conta com várias experiências na vertente hoteleira, somando passagens pelo Grupo Tivoli e pela Blue & Green Hotels.

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A Carrís Hoteles contratou Simão Cruz para assumir o cargo de diretor de vendas do Carrís Porto Ribeira.

O profissional conta com várias experiências na vertente hoteleira, somando passagens pelo Grupo Tivoli, onde assumiu funções de Corporate Account Manager, e pela Blue & Green Hotels, onde desempenhou o cargo de Iberian Market Manager em todas as vertentes de negócio – Corporate, MICE e Leisure. Posteriormente, Simão Cruz foi responsável pela planificação e reposicionamento do Santa Luzia ArtHotel, em Guimarães, enquanto Sales & Marketing Manager.

A Carrís Hoteles é uma cadeia hoteleira com unidades hoteleiras distribuídas pela Galiza e o Norte de Portugal. Atualmente, dispõe de seis hotéis localizados no Porto (Carrís Porto Ribeira), A Coruña (Carrís Marineda), Ferrol (Carrís Almirante), Santiago de Compostela (Carrís Casa de la Troya e Monte do Gozo) e Ourense (Carrís Cardenal Quevedo).

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Marta Paixão assume funções como Events Manager no Lisbon Marriott Hotel

A profissional iniciou a sua carreira como Groups & Events Coordinator / MICE no Sana Metropolitan Hotel, em 2014.

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O Lisbon Marriott Hotel contratou Marta Paixão para ocupar o cargo de Events Manager na unidade.

Licenciada em Direção e Gestão Hoteleira no ESHTE – Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, bem como mestranda em Ciências Empresariais pelo Instituto Superior de Economia e Gestão em Lisboa (ISEG-UTL), a profissional iniciou a sua carreira como Groups & Events Coordinator / MICE no Sana Metropolitan Hotel, em 2014.

Posteriormente, desempenhou funções como Groups & Events Coordinator na Continental Hotels Portugal, em 2016.

“É com imenso entusiasmo que abraço este novo desafio. Ingressar na Marriott International, a maior cadeia hoteleira a nível mundial, é de facto uma realização profissional. O nosso compromisso será, em conjunto com as equipas operacionais, garantir que o sucesso dos eventos seja uma constante”, afirma Marta Paixão em comunicado.

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Casual Hoteles abre segunda unidade no Porto

O Casual Raízes Porto tem 42 quartos e situa-se na Rua de Santa Catarina. Este é o segundo hotel da marca no Porto e o terceiro em Portugal, juntando-se ao Casual Inca Porto e ao Casual Belle Epoque Lisboa.

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A Casual Hoteles, uma cadeia hoteleira temática valenciana, reforçou a sua presença em Portugal com a abertura da terceira unidade no país, o Casual Raízes Porto. Localizado na Rua de Santa Catarina, o hotel junta-se a uma outra unidade da cadeia na cidade, o Casual Inca Porto, bem como ao Casual Belle Epoque Lisboa, na capital.

O novo hotel é constituído por 42 quartos e um restaurante com terraço exterior, onde são servidos os pequenos-almoços, almoços e jantares. A decoração de interiores ficou a cargo de Raquel Sanjuan, que se inspirou nos ícones do Porto para criar diferentes ambientes no hotel: monumentos como a Igreja de Santo Ildefonso, a Ponte D. Luís I e tradições como a produção de vinho do Porto ganham destaque nos quartos da unidade desta temática.

À semelhança dos restantes hotéis do grupo, o Casual Raízes Porto é pet friendly, assegurando uma cama própria, taças de água e comida e um snack de boas-vindas aos seus hóspedes de quatro patas.

Casual Raízes Porto
Além disso, a unidade disponibiliza quatro packs românticos: o Casual Sense, Casual Love, Casual Bubbles e Casual Sweet, que podem ser consultados no website da cadeia.

“A abertura da Casual Raízes Porto confirma o interesse da nossa cadeia em consolidarmo-nos em Portugal, [principalmente] numa cidade como o Porto, cuja beleza artística e interesse histórico foram uma excelente inspiração para fazermos algo que faz parte do nosso ADN: “tematizar hotéis e juntar o passado dos destinos à estética dos nossos estabelecimentos”, afirma Juan Carlos Sanjuan, presidente e fundador do Casual Hoteles em comunicado.

Com a abertura do Casual Raízes Porto, o portefólio do Casual Hoteles passa a contar com 22 hotéis e 848 quartos em 11 cidades de Espanha (Valência, Bilbao, San Sebastián, Sevilha, Barcelona, Madrid, Benidorm, Cádiz e Málaga) e Portugal. O grupo tem prevista a abertura de mais um hotel em Valência, o Casual Dreams Valencia, com 45 quartos.

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