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Reportagem| Moçambique: E tanto por descobrir

A companhia aérea TAAG e a central de reservas hoteleiras Teldar organizaram uma fam trip a África para um grupo de agentes de viagens. Neste artigo, publicamos a segunda parte da viagem, que inclui a visita a Maputo e a Ponta do Ouro.

Carina Monteiro
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Reportagem| Moçambique: E tanto por descobrir

A companhia aérea TAAG e a central de reservas hoteleiras Teldar organizaram uma fam trip a África para um grupo de agentes de viagens. Neste artigo, publicamos a segunda parte da viagem, que inclui a visita a Maputo e a Ponta do Ouro.

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A companhia aérea TAAG e a central de reservas hoteleiras Teldar organizaram uma fam trip a África para um grupo de agentes de viagens. Neste artigo, publicamos a segunda parte da viagem, que inclui a visita a Maputo e a Ponta do Ouro.

Maputo é a porta de entrada de Moçambique, um destino que, no Turismo, tem muito ainda por explorar. O turismo de lazer é residual se comparado com as viagens de negócios. E isso percebe-se pelo perfil das unidades hoteleiras, muitas delas vocacionadas para o Turismo de Negócios e longas estadias. No entanto, a cidade não deixa de ter algumas atracções para quem quer visitá-la em lazer.
Tendo alguns pontos de referência, tais como a Avenida Marginal, o Bairro Central e Sommerschield, é fácil deslocar-se para os principais locais de visita. Em Maputo, muitas avenidas têm nomes de presidentes de países africanos que ajudaram na Revolução. É o caso da Avenida Patrice Lumumba, primeiro presidente do Congo Democrático. É nesta artéria que se localiza o Museu de História Natural de Maputo. O edifício construído em 1913 e inspirado no estilo manuelino pertence actualmente à Universidade Eduardo Mondlane. Dividido em dois andares, o museu exibe espécies que podem ser encontradas nas reservas naturais do país, muitas delas estão embalsamadas. No exterior, o museu possui um mural do maior artista plástico do país, Malangatana. A entrada no museu tem o custo de 50 meticais (0,70€).

É no bairro central que fica a Praça da Independência, o edifício do conselho municipal, a estátua do primeiro presidente de Moçambique, Samora Machel e a Sé Catedral, inaugurada em 1946. No que à religião diz respeito, Moçambique encontra-se dividido: 50% da população do sul do país é católica, 30% muçulmana e 20% segue outras religiões; no norte é o inverso. A poucos metros da Praça encontra-se a Casa de Ferro (projectada por Gustave Eiffel), importada de Portugal em 1910 para ser a casa do governador da antiga Lourenço Marques. Hoje em dia, pertence ao Departamento de Promoção e Desenvolvimento dos Destinos Turísticos do Ministério da Cultura e Turismo e funciona como galeria de pintores locais.
A Fortaleza de Maputo é um dos locais de visita obrigatória. Construída em 1775 por militares portugueses contra os ataques estrangeiros, o monumento exibe, hoje em dia, um mural de mosaicos feito por artistas moçambicanos. No interior da fortaleza conta-se a história de Ngungunhane, moçambicano que lutou contra a ocupação dos portugueses. Duas imagens na parede representam a captura de Ngungunhane por Mouzinho de Albuquerque e, por sua vez, Mouzinho e os seus soldados durante a guerra da revolução. A entrada na fortaleza tem o valor de 30 meticais, sendo também palco de exposições temporárias.

Os locais de visita em Maputo ficam a uma pequena distância entre eles, por isso dois dias são suficientes para conhecer a cidade. Um dos locais obrigatórios é a bonita Estação de Caminhos-de-Ferro, inaugurada em 1910. Considerada uma das mais bonitas do mundo por uma revista norte-americana, a estação alberga o Museu dos Caminhos de Ferros de Moçambique.

Ponta do Ouro
Uma vez em Maputo, recomenda-se a visita à Ponta do Ouro que fica no extremo Sul do país, a 120 quilómetros da capital moçambicana. Trata-se de um paraíso para os amantes do mar e da natureza que permanece ainda intocável pela pressão turística. E percebe-se porquê. O acesso à Ponta de Ouro fazia-se por estrada em terra batida. Algo que vai mudar agora, com a finalização das obras da estrada alcatroada. Por outro lado, a nova Ponte de Maputo-Catemba, inaugurada este mês de Novembro, vai tornar mais fácil e rápida a chegada à Ponta do Ouro. Conhecida pela prática de desportos e actividades náuticas, como o mergulho, snorkeling, surf, kitesurf e observação de golfinhos, a Ponta do Ouro está a 10 quilómetros da fronteira com África do Sul e, por esse motivo, encontramos muitos sul-africanos por aqui, mas também encontramos portugueses, é o caso de Sérgio Moreira que chegou a Moçambique há 12 anos, para trabalhar na hotelaria. Recentemente, ele e mais dois portugueses, abriram o Café Del Mar na Ponta do Ouro. Têm planos de remodelar os 20 quartos que estão localizados nas traseiras do restaurante. A ideia, diz, é criar um alojamento acessível, porque “as pessoas evitam vir para aqui, porque os lodges são caros, então não vêm ao restaurante”, explica. Sérgio Moreira acredita no potencial turístico de Moçambique, mas “sabe que há muita coisa para fazer”.

Uma das principais actividades de Ponta do Ouro é o mergulho e a interacção com golfinhos. O Centro de Golfinhos de Ponta do Ouro, aberto desde 2010, oferece este tipo de experiências. Luis Matusse, um dos instrutores, trabalha nesta área desde 2007. É ele que explica como tudo acontece. Os golfinhos podem ser avistados o ano todo, mas nem sempre é possível interagir com eles, especialmente se estiverem a caçar, a dormir ou a amamentar. O barco de borracha tem capacidade para 13 pessoas e os passeios são acompanhados por três tripulantes. Um deles é o “facilitador”. Quando os golfinhos são avistados, o facilitador mergulha antes do grupo, só depois dá o sinal para o grupo entrar na água. São cerca de 10 a 15 minutos dentro de água com os golfinhos.
Depois disso, o grupo segue em direcção a um coral onde podem fazer snorkeling. A actividade tem a duração total de aproximadamente duas horas. A temperatura da água costuma estar a uns convidativos 26ºC a 28º C. O Centro pretende começar a fazer viagens exclusivas para avistar baleias. Os passeios podem custar entre 1890 e 5400 meticais, mediante o tour que o cliente pretender.
O percurso de carro para Ponta do Ouro inclui a passagem pela Reserva Especial de Maputo, onde se podem avistar animais de várias espécies, o que torna a viagem a Ponta do Ouro ainda mais especial.

Moçambique, uma promessa turística
Moçambique atingiu o pico do Turismo em 2012, ano em que registou perto de dois milhões de turistas. Desde esse período para cá, o país tem registado uma ligeira regressão, algo que Nuno Fortes, responsável pelo marketing do Instituto Nacional de Turismo de Moçambique, justifica com a conjuntura internacional, a situação económica e a instabilidade que se sentiu no país. No entanto, o responsável garante que o destino está a dar sinais de retoma da actividade turística. “Estamos a registar uma curva crescente, ligeiramente tímida, é verdade. No entanto, sentimos um fenómeno interessante, o mercado nacional aumentou”, afirma em declarações ao Publituris num encontro que decorreu à margem desta viagem. Neste sentido, uma das políticas do governo moçambicano tem sido a aposta no turismo doméstico. No entanto, Nuno Fortes garante que os mercados internacionais, nomeadamente o português, continuam a merecer uma forte atenção. “É um dos mercados mais importantes que temos, participamos na BTL há mais de 20 anos. Durante muito tempo Portugal foi a porta de entrada na Europa. E não só. Também pelos laços culturais e históricos, continua a ser uma grande aposta para o Turismo moçambicano. É verdade que se sentiu uma ligeira redução do mercado português, mas teve a ver com a recessão económica de Portugal. Temos um grande segmento turístico de Portugal que está relacionado com a visita a familiares e amigos. Isso faz com que o número de portugueses continue a crescer para Moçambique”.

O responsável destaca ainda o número de camas em Maputo, que duplicou nos últimos cinco anos, sobretudo através de investimento estrangeiro. “Tem muito a ver com os recursos naturais descobertos em Moçambique. As grandes companhias de petróleo e gás acabaram por se instalar em Moçambique, o que levou a um boom imobiliário, sobretudo nas cidades de Maputo, Tete, Nacala e Pemba. Isso acaba também por ser muito bom para o Turismo de Negócios. Estamos com um parque hoteleiro perfeito para receber qualquer turista de qualquer parte do mundo”.
Dércio Parker partilha do mesmo optimismo. Fundou há quatro anos a MCI – Marcas & Companhia Internacional, empresa moçambicana que presta serviços para empresas e marcas internacionais que pretendam estabelecer-se no mercado nacional, desde os serviços financeiros às próprias viagens. Quando abriu a empresa, pouco tempo depois, Moçambique entrou numa crise económica. A empresa sobreviveu à pior fase e “tem-se destacado bastante no mercado tendo em conta o seu conceito diferenciador e inovador”. “Não somos apenas um provedor de serviços, somos uma solução integrada de serviços, tanto para viagens, como para negócios. É isso que nos tem posicionado no mercado, aliado à experiência que tenho de mercado das viagens e a rede de contactos estabelecida”.
Para Dércio, o “mercado português tem um grande potencial”, tendo em conta que “Moçambique está a voltar a estar na moda para o Turismo, a oferta aumentou bastante e o facto de partilharmos a mesma língua e de termos alguns hábitos culturais semelhantes, torna-se um mercado mais atraente”. O empresário acredita na viragem económica. “Sentimos que a economia de Moçambique está a melhorar, apesar de ainda serem sinais fracos para um investidor. Vejo que o mercado português vai voltar a aderir ao produto moçambicano”.
Na área das Viagens, a MCI dispõe de programas que cobrem a maior parte dos destinos moçambicanos, posicionando-se como “o braço forte no país para as agências que pretendem ter os seus clientes em boas mãos”. O serviço prestado pela empresa pode incluir desde o acolhimento na fronteira até os programas em destinos como a Suazilândia, Kruger, Bazaruto, Ilhas Quirimba ou Ponta do Ouro. No caso de Maputo, Dércio lembra que é um “destino neste momento com muitos hotéis e há um potencial muito grande para eventos e conferências e é algo que queremos promover, ou seja a vinda de grupos e incentivos”, conclui.

*A jornalista viajou a convite da TAAG e da Teldar.

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Nova Edição: O balanço de 2022 e as perspectivas para 2023 no turismo, os segredos da Allways, autocaravanismo e dossier tecnologia

A primeira edição de 2023 do Publituris tem com tema principal o balanço de 2022 e as perspectivas para 2023 feitas por alguns ‘stakeholders’ do setor do turismo. Além disso, a edição revela os segredos do “luxury” da Allways Unique Travel Designers, o segmento do autocaravanismo e um dossier sobre tecnologia no turismo.

Publituris

A primeira edição do jornal Publituris faz capa com um balanço de 2022 e as perspectivas para o ano que agora se inicia. Para o efeito, o jornal Publituris ouviu vários intervenientes do setor que antecipam um ano incerto em, por isso, com um otimismo moderado.

A crescente inflação, subida das taxas de juros, menor rendimento disponível por parte das famílias, além da guerra na Ucrânia foram os problemas mais apontados por Francisco Calheiros (CTP), João Fernandes (Turismo do Algarve), Pedro Machado (Turismo do Centro), António Marques Vidal (APECATE), Luís Araújo (Turismo de Portugal), Berta Cabral (Turismo dos Açores), Vítor Costa (Turismo de Lisboa), Eduardo Jesus (Turismo da Madeira), Vítor Silva (Turismo do Alentejo), Eduardo Santander (ETC), Julia Simpson (WTTC), Pedro Costa Ferreira (APAVT), Adriano Portugal (Mercado das Viagens), Álvaro Vilhena (Viajar Tours), Luís Henriques (Airmet), Tiago Encarnação (Lusanova), Amaro Correia (Iberobus), Eduardo Cabrita (MSC Cruzeiros), Paulo Pinto (Europcar), Francisco Teixeira (Melair Cruzeiros), Joaquim Robalo de Almeida (ARAC), José Lopes (easyJet), Marie-Caroline Laurent (CLIA) e Paulo Geisler (RENA).

Na “Distribuição”, damos a conhecer (alguns) segredos da Allways Unique Travel Designers, uma marca do grupo Travelstore, que atua no segmento “luxury”.

O dossier desta edição é dedicado à Tecnologia. Tendo a pandemia realçado a relevância da tecnologia e digitalização para a recuperação e o avanço da indústria das viagens, esta veio demonstrar a necessidade de acelerar os processos.

Além de ouvidas várias opiniões de quem está no terreno, também damos a conhecer algumas das soluções implementadas pela HiJiffy, Paraty Tech, Amadeus, Mastercard, Travelport, Roiback, Google, Optigest, XLR8RM, CLEVER/HOST e Vasco.

Para fechar, fazemos uma análise ao mercado do autocaravanismo que, depois de ter sido um dos segmentos turísticos com maior aumento de procura durante a pandemia, continua em alta e revela expectativas positivas para o futuro.

Além do Check-in, as opiniões pertencem a Jaime Quesado (economista e gestor), Dana Dunne (eDreams ODIGEO) e António Paquete (economista e consultor de empresas).

Boas leituras!

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W Algarve contrata novo diretor de marketing e comunicação

Henrique Pires é a nova aposta do W Algarve para dirigir o departamento de marketing e comunicação da unidade hoteleira, como anunciado em comunicado.

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Com 11 anos de experiência no setor hoteleiro, o profissional setubalense começou o seu percurso profissional no Pine Cliffs Hotel, passou pelo Waldorf Astoria Ras Al Khaimah e fez carreira na cadeia Minor Hotels, onde foi responsável pelas áreas do marketing e comunicação dos Anantara Hotels & Resorts e dos Tivoli Hotels & Resorts, em Portugal.

Chega agora ao recém-aberto W Algarve, onde irá desempenhar funções como diretor de marketing e comunicação.

“Estou muito contente e entusiasmado por me juntar à fantástica equipa do W Algarve e abraçar este novo desafio. É um grande orgulho para mim trazer as minhas ideias e visão para um hotel que abriu há cerca de meio ano e que já conquistou tanto terreno na região”, garante Henrique Pires.

O W Algarve marca o primeiro Hotel da marca W a abrir em Portugal. Situado no topo das icónicas falésias do sul de Portugal, o recém-aberto W Algarve junta-se à família de W Escapes, oferecendo “uma mistura de descontração à beira-mar com uma energia exuberante”, como referido em comunicado.

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Grupo Onyria duplamente nomeado nos European Excellence Awards 2022

O Grupo Onyria está duplamente nomeado para os European Excellence Awards 2022, onde está a concorrer em shortlist nas categorias Travel & Tourism e Internal Communications.

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O Onyria, grupo de gestão hoteleira com mais de 30 anos, detém o hotel de cinco estrelas Onyria Quinta da Marinha, onde foi desenvolvido o projeto de comunicação interna “Trading Places” (Inverter os papéis) – que valeu as duas nomeações do grupo para este concurso.

O projeto consistiu na ideia de inverter os papéis dos colaboradores do Onyria Quinta da Marinha Hotel, tornando-os hóspedes por um dia.

A iniciativa surgiu no seguimento dos dois anos de pandemia, como forma de compensar a resiliência da equipa. Os colaboradores “transformaram-se em clientes de luxo e carregaram energias para o verão de 2022, o momento de regresso à normalidade”, como o grupo indica em comunicado.

“Não há sucesso em hotelaria sem talento humano e esta foi uma forma de celebrarmos o nosso talento, numa altura decisiva para o turismo em Portugal. Estas nomeações são muito positivas porque vêm demonstrar o nosso empenho para fazer um trabalho de excelência, não só de forma externa, como interna”, afirma o diretor do Onyria Quinta da Marinha Hotel, João Pinto Coelho.

Os vencedores serão conhecidos a 9 de dezembro.

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O futuro das acessibilidades em debate no Congresso da AHRESP

O futuro do aeroporto, não só de Lisboa como das restantes vias aéreas portuguesas, marcou a sessão paralela, onde ainda houve tempo para falar das questões da ferrovia nacional e os problemas de ligação a Espanha.

Carla Nunes

O futuro das acessibilidades em Portugal esteve em debate numa das sessões paralelas do Congresso da AHRESP, que começou esta sexta-feira, 14 de outubro, no Convento de São Francisco, em Coimbra.

A sessão começou com um aviso por parte de Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP): “Se não tivermos rapidamente infraestruturas de mobilidade que respondam às necessidades das pessoas, principalmente um novo aeroporto, mais moderno e em condições de receber mais volume [de pessoas], podemos mais tarde ou mais cedo começar a perder turistas para outros destinos”.

Num discurso pautado pela necessidade de que “não podemos perder mais tempo” em relação ao futuro do aeroporto de Lisboa, Francisco Calheiros coloca os números em cima da mesa.

“Não canso de o dizer: segundo um estudo apresentado pela CTP, a não decisão sobre o novo aeroporto terá no mínimo um custo de quase sete mil milhões euros, menos 28 mil empregos e uma perda de receita fiscal de 2 mil milhões por ano”, frisa.

Os intervenientes da sessão, que contou com a participação de Eugénio Fernandes, CEO da euroAtlantic Airways, José Luís Arnaut, presidente do Conselho de Administração da ANA – Aeroportos de Portugal e Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT procederam desta forma a debater as várias possibilidades para o aeroporto, com Luís Arnaut a referir-se em tom jocoso à procura de localização de aeroportos como “um desporto nacional”.

Para Pedro Costa Ferreira, “uma das poucas cosias que nos aproxima da realidade” passa pela realização de obras no aeroporto da Portela, por considerar que “nesta década não vamos ter solução”.

Lembra ainda que “as acessibilidades aéreas não são só em Lisboa”, reportando-se aos aeroportos de Porto Santo – que afirma não ter condições e precisar de obras – e o da Madeira, “com restrição de operacionais que foram definidas em 1964”.

“A tecnologia melhorou no âmbito da pista [do aeroporto da Madeira], a pista foi aumentada, melhorou nos aviões, melhorou na formação, [mas] mantém-se os mesmos limites, e julgo que é o único aeroporto internacional no mundo em que os limites não são recomendatórios, mas são mandatários. Ninguém toca nisto, e isto fere a região”, explica.

Quanto à solução de aproveitar a infraestrutura de Beja, Eugénio Fernandes lembra que esta “peca por pequenas coisas: não tem abastecimento de combustível, fecha ao fim de semana, não tem serviço 24 horas e se quisermos aterrar passageiros que não são do espaço Schegen, não há SEF”.

Por essa razão, e dada a logística adicional desta opção, o CEO da euroAtlantic Airways defende que “o que for mais rápido é o melhor” – neste caso, “do ponto de vista teórico e sonhador”, uma solução rápida de Portela +1, que sabe “que agora não será possível, estamos num contexto diferente”.

Quanto à opção de Santarém, Pedro Costa Ferreira é taxativo ao assegurar que esta representa “mais 24 anos de diálogo”.

“Se estivermos à procura de uma decisão que não tenha vozes contrárias, não vamos ter mais aviões em Portugal. Fazer políticas é fazer escolhas. Assusta-me que seja necessário um consenso para o aeroporto”, declara.

“O fenómeno do entroncamento”

E porque, como Pedro Costa Ferreira lembra, “os problemas das acessibilidades não são só aéreas” a ferrovia também foi discutida na sessão, tendo sido caracterizada pelo presidente da APAVT como o “fenómeno do entroncamento” dadas as 8h40 necessárias para chegar de Lisboa a Madrid – incluindo, também, uma passagem pelo Entroncamento.

Afirma ainda que “do ponto de vista de sustentabilidade, os voos de curta duração vão ser muito atacados” e que nos encontramos “muito dependentes dos voos curtos nalguns mercados muito importantes para [o país]”. Aliás, José Luís Arnaut precisa que 94% dos turistas que visitam Portugal vêm de avião.

“Somos um país periférico, é obvio que temos de fazer um trabalho grande e estamos atrasados décadas na ligação com comboios rápidos com Espanha”, afirma Arnaut.

A encerrar o tema da ferrovia, Eugénio Fernandes acredita que “se houver uma conectividade grande a Madrid, e uma conectividade boa internamente, vamos conseguir desenvolver muito o turismo e o Interior”.

Numa nota final, reportando-se ao tema do congresso, Francisco Calheiros defende que esta não é “uma questão nem de utopia, nem de sobrevivência, é sim uma necessidade cada vez mais atual que as empresas devem ter em conta”.

“Continuamos a viver tempos desafiantes. O turismo, porém, continua resiliente. É praticamente unânime que se não fossem as receitas do turismo a receita seria muito menor”, termina o presidente da CTP.

Sobre o autorCarla Nunes

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AHRESP revela programa do próximo congresso em Coimbra

O congresso terá cerca de 60 oradores, 12 sessões paralelas e cinco workshops de parceiros, além de duas sessões plenárias.

Carla Nunes

O próximo Congresso da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), que decorre de 14 a 15 de outubro no Convento de São Francisco, em Coimbra, já tem um pré-programa definido.

Sob o tema, “Sustentabilidade: utopia ou sobrevivência?”, o congresso terá cerca de 60 oradores, 12 sessões paralelas e cinco workshops de parceiros, além de duas sessões plenárias.

A primeira sessão plenária, a cargo de Luís Marques Mendes, abre com o tema “Que conjuntura política e social teremos em 2023?”. Já a segunda sessão plenária vai consistir numa conversa entre a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, com as jornalistas Rosário Lira e Rosália Amorim, que serão também moderadoras em várias sessões paralelas.

De destacar ainda a sessão de abertura, que conta com a presença de Carlos Moura, presidente da direção da AHRESP, Pedro Machado, presidente da Turismo do Centro de Portugal, António Costa e Silva, ministro da Economia e do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. A sessão de encerramento, onde serão lidas as conclusões do congresso, ficará a cargo da Secretária de Estado do Turismo, Congresso e Serviços, Rita Marques.

Ao longo dos dois dias de congresso, as sessões paralelas tratarão temas como o futuro das acessibilidades em Portugal, a sustentabilidade económica e ambiental, a influência do digital na vida das empresas, entre outros assuntos, que podem ser consultados no programa disponível no website da AHRESP.

“O Congresso AHRESP surge no momento em que a recessão bate à porta da Europa, o que pode não deixar ninguém imune – nenhum país e nenhuma atividade – nem mesmo aquela que teve indesmentível recuperação no verão, mas insuficiente para fazer face aos desafios que se colocam à economia nacional como um todo e, em casos muito concretos, aos diversos setores da atividade turística”, refere a associação em comunicado.

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“Hospitality Talks” reúnem hoteleiros e empresas tecnológicas para mitigar escassez de mão-de-obra no setor

A iniciativa conjunta da HiJiffy, RM hub, Climber RMS e OTA Insight vai juntar “cerca de uma centena de gestores hoteleiros”.

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A 11 e 13 de outubro, em Lisboa e Porto, respetivamente, hoteleiros e especialistas em tecnologia vão reunir-se nas “Hospitality Talks” para discutir formas de mitigar a falta de trabalhadores no setor.

A iniciativa conjunta da HiJiffy, RM hub, Climber RMS e OTA Insight vai juntar “cerca de uma centena de gestores hoteleiros” com o objetivo de identificar “os contextos em que a adoção de soluções tecnológicas e de revenue management podem funcionar como um trunfo na mitigação desta problemática”, indica a HiJify em comunicado.

As conclusões das Hospitality Talks serão incluídas num plano estratégico, “posteriormente disponibilizado aos diferentes stakeholders”, desde players da indústria, até decisores políticos. O intuito passa por “catalisar um compromisso conjunto no sentido de converter Portugal num exemplo de sucesso a nível a europeu”.

“É fundamental esclarecer que a adoção de soluções tecnológicas não visa eliminar a componente humana, muito pelo contrário. O objetivo passa antes por automatizar tarefas repetitivas e de baixo valor acrescentado, maximizando a eficiência de processos”, sublinha Tiago Araújo, CEO da HiJiffy, no respetivo comunicado.

A mesma mensagem é reforçada pelo CEO da RM Hub, Rudi Azevedo, que explica que “a tecnologia permite que as empresas possam canalizar esforços para as áreas operacionais, podendo desta forma direcionar o seu esforço para melhorar a experiência do cliente externo e interno”.

Evento limitado a 50 participantes por edição

Os hoteleiros interessados em fazer parte das Hospitality Talks devem formalizar a inscrição gratuita na edição de Lisboa, que terá lugar a 11 de Outubro, no NEYA Lisboa Hotel, às 9h00, através deste link.

Por sua vez, os interessados em participar na edição do Porto, que decorre a 13 de outubro no Selina Navis Cowork, às 14h00, poderão fazê-lo gratuitamente através deste link.

O evento será limitado a 50 participantes, “por forma a assegurar um envolvimento ativo de todos os presentes”. No entanto, a HiJiffy sublinha que ainda existem vagas disponíveis.

Além das conclusões resultantes dos diferentes painéis de discussão, os hoteleiros serão também chamados a participar num inquérito final. Todos os insights serão depois plasmados num documento que visa funcionar como um plano estratégico.

“Com a iniciativa ‘Hospitality Talks’ procuramos trazer não só os dados e tendências mais relevantes e atuais do mercado hoteleiro, mas também partilhar dicas de como trabalhar com a falta de staff e manter uma estratégia de sucesso”, remata Joanna Tomaszkiewicz, responsável da OTA Insight.

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Hotel Vila Raia
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Idanha-a-Nova recebe nova unidade de três estrelas

O verão é visto pelo General Manager do Hotel Vila Raia como “a época de eleição para atrair clientes”, devido aos atrativos da zona.

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A zona da Raia acabou de ganhar mais quartos com a abertura do Hotel Vila Raia, em Idanha-a-Nova, Castelo Branco. A unidade de três estrelas acrescenta assim 26 quartos à região, num investimento que já superou um milhão de euros.

Os quartos, todos com twin bed, “seguem um modelo muito utilizado em Espanha, podendo-se juntar as camas sempre que o cliente desejar”, como explica Jorge Humberto, General Manager do Hotel Vila Raia.

Ao alojamento juntam-se valências como uma piscina exterior, sauna e jacuzzi, bem como uma sala de reuniões e estacionamento próprio. O edifício da unidade encontrava-se fechado há oito anos, pelo que foi necessário proceder a restauros, pinturas e à impermeabilização da piscina, de acordo com o General Manager.

O responsável aponta que esta unidade “será mais procurada pelo cliente que  quer fugir da agitação das grandes cidades e procura um sítio calmo e sossegado para carregar baterias”. O verão é visto como “a época de eleição para atrair clientes”, dados os atrativos da zona.

“Temos praias fluviais, aldeias históricas e boa gastronomia perto do hotel. Estamos inseridos numa região rica em eventos e que atraem muita gente de fora”, justifica Jorge Humberto.

Por se tratar de um novo hotel, o responsável afirma que não têm “qualquer historial em que possamos basear a nossa perspetiva [de reservas futuras]”. No entanto, mantém-se otimistas, dadas as reservas realizadas “na primeira e segunda semana de abertura e para a última semana de setembro”.

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Carrís Porto Ribeira contrata Simão Cruz para direção de vendas

O profissional conta com várias experiências na vertente hoteleira, somando passagens pelo Grupo Tivoli e pela Blue & Green Hotels.

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A Carrís Hoteles contratou Simão Cruz para assumir o cargo de diretor de vendas do Carrís Porto Ribeira.

O profissional conta com várias experiências na vertente hoteleira, somando passagens pelo Grupo Tivoli, onde assumiu funções de Corporate Account Manager, e pela Blue & Green Hotels, onde desempenhou o cargo de Iberian Market Manager em todas as vertentes de negócio – Corporate, MICE e Leisure. Posteriormente, Simão Cruz foi responsável pela planificação e reposicionamento do Santa Luzia ArtHotel, em Guimarães, enquanto Sales & Marketing Manager.

A Carrís Hoteles é uma cadeia hoteleira com unidades hoteleiras distribuídas pela Galiza e o Norte de Portugal. Atualmente, dispõe de seis hotéis localizados no Porto (Carrís Porto Ribeira), A Coruña (Carrís Marineda), Ferrol (Carrís Almirante), Santiago de Compostela (Carrís Casa de la Troya e Monte do Gozo) e Ourense (Carrís Cardenal Quevedo).

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Marta Paixão assume funções como Events Manager no Lisbon Marriott Hotel

A profissional iniciou a sua carreira como Groups & Events Coordinator / MICE no Sana Metropolitan Hotel, em 2014.

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O Lisbon Marriott Hotel contratou Marta Paixão para ocupar o cargo de Events Manager na unidade.

Licenciada em Direção e Gestão Hoteleira no ESHTE – Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, bem como mestranda em Ciências Empresariais pelo Instituto Superior de Economia e Gestão em Lisboa (ISEG-UTL), a profissional iniciou a sua carreira como Groups & Events Coordinator / MICE no Sana Metropolitan Hotel, em 2014.

Posteriormente, desempenhou funções como Groups & Events Coordinator na Continental Hotels Portugal, em 2016.

“É com imenso entusiasmo que abraço este novo desafio. Ingressar na Marriott International, a maior cadeia hoteleira a nível mundial, é de facto uma realização profissional. O nosso compromisso será, em conjunto com as equipas operacionais, garantir que o sucesso dos eventos seja uma constante”, afirma Marta Paixão em comunicado.

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Casual Hoteles abre segunda unidade no Porto

O Casual Raízes Porto tem 42 quartos e situa-se na Rua de Santa Catarina. Este é o segundo hotel da marca no Porto e o terceiro em Portugal, juntando-se ao Casual Inca Porto e ao Casual Belle Epoque Lisboa.

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A Casual Hoteles, uma cadeia hoteleira temática valenciana, reforçou a sua presença em Portugal com a abertura da terceira unidade no país, o Casual Raízes Porto. Localizado na Rua de Santa Catarina, o hotel junta-se a uma outra unidade da cadeia na cidade, o Casual Inca Porto, bem como ao Casual Belle Epoque Lisboa, na capital.

O novo hotel é constituído por 42 quartos e um restaurante com terraço exterior, onde são servidos os pequenos-almoços, almoços e jantares. A decoração de interiores ficou a cargo de Raquel Sanjuan, que se inspirou nos ícones do Porto para criar diferentes ambientes no hotel: monumentos como a Igreja de Santo Ildefonso, a Ponte D. Luís I e tradições como a produção de vinho do Porto ganham destaque nos quartos da unidade desta temática.

À semelhança dos restantes hotéis do grupo, o Casual Raízes Porto é pet friendly, assegurando uma cama própria, taças de água e comida e um snack de boas-vindas aos seus hóspedes de quatro patas.

Casual Raízes Porto
Além disso, a unidade disponibiliza quatro packs românticos: o Casual Sense, Casual Love, Casual Bubbles e Casual Sweet, que podem ser consultados no website da cadeia.

“A abertura da Casual Raízes Porto confirma o interesse da nossa cadeia em consolidarmo-nos em Portugal, [principalmente] numa cidade como o Porto, cuja beleza artística e interesse histórico foram uma excelente inspiração para fazermos algo que faz parte do nosso ADN: “tematizar hotéis e juntar o passado dos destinos à estética dos nossos estabelecimentos”, afirma Juan Carlos Sanjuan, presidente e fundador do Casual Hoteles em comunicado.

Com a abertura do Casual Raízes Porto, o portefólio do Casual Hoteles passa a contar com 22 hotéis e 848 quartos em 11 cidades de Espanha (Valência, Bilbao, San Sebastián, Sevilha, Barcelona, Madrid, Benidorm, Cádiz e Málaga) e Portugal. O grupo tem prevista a abertura de mais um hotel em Valência, o Casual Dreams Valencia, com 45 quartos.

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