Taxa de ocupação hoteleira desce em Outubro

Por a 19 de Dezembro de 2018 as 15:13

No mês de Outubro de 2018, a taxa de ocupação desceu 1,1 p.p., enquanto o ARR e RevPAR registaram crescimentos de 2% e 1%, respectivamente.
De acordo com o AHP Tourism Monitors, ferramenta exclusiva de recolha de dados da Hotelaria nacional trabalhados mensalmente pela AHP – Associação da Hotelaria de Portugal, os destinos turísticos com a taxa de ocupação mais elevada foram Lisboa (90%), Grande Porto (87%) e Madeira (82%). Verificou-se, neste mês, a nível nacional uma variação positiva apenas nas 2 estrelas, que cresceu 1,1 p.p. face a igual período do ano anterior.
O ARR subiu 2%, fixando-se em 93 euros. Com os destinos Viseu (mais 17%), Alentejo (mais 13%) e Costa Azul (mais 12%) a registarem em Outubro a melhor performance. De destacar o crescimento de todas as categorias, à excepção das 5 estrelas, onde a variação foi de menos 2%.

O RevPar fixou-se nos 72 euros, mais 1% face ao período homólogo. Os destinos turísticos com o RevPar mais elevado foram Lisboa (113 euros), Grande Porto (82 euros) e Estoril/Sintra (70 euros).

Cristina Siza Vieira, da AHP, considera, em comunicado, que o mês em questão “é bastante assimétrico nos resultados. Por um lado, assistimos a uma recuperação na taxa de ocupação nos Açores, que vinha apresentando resultados negativos desde o início do ano; no Algarve e no Grande Porto. De destacar o crescimento da TO em destinos do interior como as Beiras (mais 9%) e em Coimbra que registou 80% de TO em Outubro (mais 3%), e uma queda muito expressiva no destino Leiria/Fátima/Templários de 19% registando o pior resultado (55%). Ao contrário, assistimos à quebra da ocupação da hotelaria neste mês de Outubro de destinos que têm estado em crescimento desde o início do ano, como é o caso do Alentejo e Costa Azul. Por outro lado, nos preços, assistimos a um abrandamento de crescimento a nível nacional, mas ainda assim com subida em todos os destinos turísticos. Lisboa é a excepção, com uma queda de 3% no preço homólogo, mas mantendo o preço médio mais elevado nacional (125 euros).”

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