Em fim de ciclo, CTP defende mais verbas para a promoção

Por a 25 de Novembro de 2018 as 18:10

O crescimento do Turismo em Portugal, que nos últimos cinco anos cresceu 46%, não se vai manter a este ritmo. Pelo menos é o que perspectiva o presidente da Confederação do Turismo de Portugal, Francisco Calheiros, que discursava no encerramento do 44º Congresso Nacional da APAVT 2018, que aconteceu nos Açores. 

É neste âmbito que Calheiros afirma que Portugal está a em fim de ciclo, no que ao crescimento do Turismo diz respeito. Perante este abrandamento do crescimento, o dirigente defende que “tendo em conta que estamos em fim de ciclo, temos de actuar de uma forma muito clara. Temos de ser efectivos.”

Apesar da importância para a economia portuguesa e consequente criação de empregos, o presidente da CTP diz que em matéria de legislação laboral, o Orçamento de Estado prevê alterações que podem afectar a competitividade das empresas, mas não prevê qualquer alteração na fiscalidade para as empresas. “Nenhuma proposta [das confederações] foi aprovada”. A dedutibilidade do IVA no MICE ou a diminuição do IVA do golfe não foram sequer consideradas. “Erra-se por pensar que o golfe é um destino elitista. Temos que saber que dos 100% de voltas de golfe que se faz em Portugal, 95% são de estrangeiros. O que está em causa é os estrangeiros decidirem se vão jogar golfe para Portugal com 23% de IVA ou se vão para a Turquia não com 23%, nem com 13%, nem com 6% de IVA, mas sim zero.”

Sem tocar no tema da promoção turística de Portugal há três anos, a CTP apela a que haja mais verbas para a mesma, particularmente numa altura em que estamos em fim de ciclo. “Há três anos que a Confederação não fala sobre a promoção. Ela tem estado a ser muito bem feita pelo Turismo de Portugal, agora há três anos que ela não sobe e, quanto muito, desce. O custo do turista do ponto de vista da promoção cada vez baixa mais, chegou a altura de dizermos “em fim de ciclo não podemos continuar assim”. Têm que aumentar estas verbas.”

Francisco Calheiros mencionou ainda a eterna problemática do aeroporto de Lisboa, mas também da operação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras no mesmo, dizendo que “vamos buscar os turistas aos sítios mais recônditos, fazemos tudo bem e depois eles não têm onde desembarcar e por isso isto não é admissível”. Ainda na capital portuguesa, a CTP identifica também a questão dos constrangimentos da autarquia à operação turística na cidade, admitindo que “as situações não têm vindo a ser resolvidas, têm vindo a ser cada vez mais complicadas e há, de facto, que endurecer um bocado mais para tentar ter uma solução para essas questões como a mobilidade”.

*Em São Miguel, a convite da APAVT

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