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“Vamos assistir a uma recolocação das regras do mercado”

António Trindade, presidente do Grupo PortoBay Hotels, faz um retrato do actual momento turístico do País com a descida do mercado britânico e a recuperação dos destinos concorrentes da bacia Oriental do Mediterrâneo. A aposta nos mercados americanos ou a venda do maior número possível de experiências ao turista são algumas das sugestões apontadas para… Continue reading “Vamos assistir a uma recolocação das regras do mercado”

Raquel Relvas Neto
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“Vamos assistir a uma recolocação das regras do mercado”

António Trindade, presidente do Grupo PortoBay Hotels, faz um retrato do actual momento turístico do País com a descida do mercado britânico e a recuperação dos destinos concorrentes da bacia Oriental do Mediterrâneo. A aposta nos mercados americanos ou a venda do maior número possível de experiências ao turista são algumas das sugestões apontadas para… Continue reading “Vamos assistir a uma recolocação das regras do mercado”

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Raquel Relvas Neto
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António Trindade, presidente do Grupo PortoBay Hotels, faz um retrato do actual momento turístico do País com a descida do mercado britânico e a recuperação dos destinos concorrentes da bacia Oriental do Mediterrâneo. A aposta nos mercados americanos ou a venda do maior número possível de experiências ao turista são algumas das sugestões apontadas para sustentar a resiliência dos destinos portugueses perante um abrandamento.

Com a proximidade à World Travel Market em Londres, como decorreu a performance do mercado britânico este ano nas vossas unidades? E quais as perspectivas para este mercado tendo em conta a entrada em vigor, no próximo ano, do Brexit?

Em termos gerais, tivemos uma relação com o mercado inglês estável e positiva, quer no Algarve, quer em Lisboa e na Madeira. Onde tivemos maior crescimento do mercado inglês foi no Brasil. Em termos de mercado, com algumas mudanças de ranking de protagonismo entre operadores, sentiu-se aqui algum decréscimo da TUI UK, que foi compensada pelo operador inglês que está a apostar mais na bacia ocidental do Mediterrâneo que é a Jet2, actualmente o maior operador inglês para Portugal. Não temos uma situação de crescimento, temos uma situação de manutenção e sendo para nós o mercado inglês o principal mercado, a estabilização é algo bastante positivo.

Em relação às unidades no Brasil, este crescimento do mercado inglês a que se deve?
No Brasil, a relação com a operação turística é muito pequena, ela faz-se sobretudo através das OTA’s e das reservas directas e aí, tivemos, este ano, um aumento de tráfego, quer para o Rio de Janeiro, quer para São Paulo, que inclusivamente não contávamos tanto. Este aumento advém do reconhecimento da nossa marca no mercado inglês sobretudo para destinos mais longínquos e onde efectivamente a notoriedade da marca conta em relação aos mercados de origem. Fomos ganhadores com isso.

Em Portugal, aposta-se muito na diversificação de mercados, como os EUA e o Brasil, para colmatar a descida do mercado britânico. Que visão tem desta aposta?
A evolução dos mercados tem muito a ver com as acessibilidades e tem necessariamente a ver com o que é colocado em relação a cada um dos mercados de origem. Ou seja, a evolução positiva ou negativa dos mercados de origem para cada um dos destinos é que determina necessariamente mais a evolução positiva nas próprias ocupações dos hotéis. E o que acontece? Lisboa foi aqui o grande ganhador, os mercados americano e brasileiro contam-se agora nos top 4 ou 5 em qualquer um dos nossos hotéis em Lisboa. No caso da Madeira e do Algarve, sente-se também aqui um acréscimo, mas evidentemente não se pode estar a falar do mesmo tipo de protagonismo que os EUA e o Brasil têm em Lisboa.

Que desafios se colocam?
É natural e evidente que isto implica uma grande aposta nos mercados alternativos onde haja a possibilidade de crescimento nas acessibilidades. Se não tenho garantido o crescimento de acessibilidades, não posso fazer grandes apostas. Mas há algo que é estratégico quando estamos a falar de mercados não-europeus ou intercontinentais: temos de ter a consciência que estamos numa das pontas da Europa e, evidentemente, aquilo que represento. Na captação de mercado internacional ou intercontinental, temos que ter a consciência que, quer os asiáticos, quer os americanos, sejam eles norte ou sul-americanos, gostam de vir à Europa e percorrê-la ou ter uma experiência europeia. É muito natural que a nossa propensão seja de mais fácil acesso ao mercado dos EUA ou Canadá ou mercado sul-americano, porque entra-se na Europa por Portugal. Quando falamos de conquista do mercado asiático, isto quer dizer que tinhamos que ter uma acessibilidade a Portugal para ir para o Centro da Europa, para voltar para a ponta da Europa para voltar para a Ásia. Um grande desafio que se deveria colocar à própria TAP como elemento da Star Alliance, que em termos de Star Alliance possa efectivamente servir também Portugal, o que, infelizmente, não se tem sentido, por parte de uma Lufthansa, de uma Swiss Air, a vontade de fazer uma aproximação até este extremo ocidental da Europa. Faz sentido um asiático comprar uma entrada pela Europa e naturalmente vem à periferia e depois naturalmente regressa. O que acontece é que as apostas que se fizeram em termos de mercado asiático para vir para este lado, ir ao centro [da Europa] e voltar à periferia, não resultaram. Aliás, vê-se a aposta no mercado chinês com uma companhia chinesa e, infelizmente, não funcionou. Em contrapartida, o que temos é esta capacidade que a TAP tem demonstrado de entrar no mercado norte-americano e isso sim é que é revelador de um crescimento exponencial deste mercado, porque naturalmente a TAP depois, a partir do hub do Porto ou do hub de Lisboa, irradia para a Europa e mantém este regresso às origens através de Portugal. Sou um forte defensor e acredito muito que as nossas duas principais cidades, aqui não só Lisboa, que infelizmente tem o problema de ter o aeroporto esgotado, mas acredito francamente nas alternativas que se possam colocar também no Porto, porque tem efectivamente capacidade de ser um hub suficientemente atractivo no mercado norte-americano. Aqui, evidentemente, com um protagonismo natural da nossa TAP, dado que ela não só consegue trazer clientes a um lado nacional, como distribuir dentro do País e de uma região ocidental, como também servir de hub para a Europa. Levamos à Europa e depois trazemos da Europa para voltar à origem. Em primeiro lugar, tem uma capacidade de crescimento em termos absolutos e em termos relativos, porque o país tinha muito pouca expressão em comparação com outros destinos europeus. Estamos a ganhar um protagonismo dentro de valores normais que qualquer aeroporto europeu se coloca em relação aos EUA.

E quanto ao abrandamento que se está a verificar na hotelaria nacional em termos de dormidas e hóspedes, estamos preparados para esta redução de turistas?
Tenho algum receio que não tenhamos feito o suficiente trabalho de casa. Há um ano e pouco, estive em Maiorca a visitar vários hotéis e produtos, e senti que os hoteleiros das Baleares, assim como os hoteleiros do sul de Espanha e das Canárias, tiveram, não só incentivos, como uma vontade muito grande em requalificar os seus produtos, ao mesmo tempo que as próprias regiões espanholas têm feito grandes apostas na requalificação dos seus micro e macro produtos. Cada uma das zonas tem feito grandes apostas. Nós temos feito, mas não à mesma escala. O português tem, por vezes, alguma propensão de ser demasiado reactivo e de não olhar para a velocidade do mundo a mudar e não se adaptar o suficiente. O que está a acontecer actualmente? Sobretudo a oferta de lazer é sempre superior à procura, historicamente sempre o foi e há um ciclo na história da relação oferta/procura turística que determina quando o Oriente do Mediterrâneo está em crise nós ganhamos muito, quando o Oriente recupera, sobretudo com uma estratégia de preços tremendamente agressiva, nós passamos a sofrer. Quando digo nós, considero sobretudo o mercado ibérico. Espanha e Portugal estão exactamente nesta mesma posição no que diz respeito aos vasos comunicantes dentro do Mediterrâneo. E nós somos, na realidade, um destino mediterrânico, quer em termos continentais, quer a nossa realidade insular, seja Canárias ou Madeira. Os espanhóis têm para o próximo Inverno decréscimos de dois dígitos, nós temos algumas indicações de que vamos ter algum decréscimo em relação ao próximo Inverno e ao Verão de 2019, mas acresce uma outra situação. Além desta competição Oriente/Ocidente, há aqui um outro factor em Portugal que tem necessariamente de contar – isto sem pressupor qualquer inimizades internas – é que as cidades portuguesas estão a ganhar um protagonismo crescente. Ainda há dois ou três dias, a Hosteltur reproduzia um trabalho julgo de uma organização oficial de turismo europeia, onde se referia que, pela primeira vez, na Europa, o tráfego para cidades já era maior do que o tráfego para resorts turísticos, isto quer dizer que há um protagonismo crescente das cidades numa lógica não necessariamente corporativa, mas numa lógica de lazer. Há aqui um factor importante, a estadia média em cidades evidentemente é menor, portanto quando falo em termos de noites, o número de noites em ambiente de resorts ainda continua a ser superior ao número de noites em cidades, mas estes dois factores – vasos comunicantes Ocidente/Oriente e o crescente protagonismo das cidades como centro de lazer – evidente que geram aqui desafio crescente aos resorts tradicionais como o são o Algarve, a Madeira.

E o que fazer perante esses desafios?
Temos que assumir que aumentámos os nossos preços médios, que nos fizeram distanciar dos preços médios da Turquia e do Egipto, porque esses são os grandes concorrentes dos destinos ocidentais. Há um factor de preço médio, e não estamos a falar só do preço médio da dormida, mas o preço médio dos restaurantes, dos bares… Se bem que não tenhamos preços altos, a concorrência é que está com preços manifestamente baixos por dois motivos: pelas necessidades que tiveram, como também pela desvalorização da libra turca. Isto quer dizer, que a competitividade cambial foi sempre um grande argumento utilizado por estes nossos grandes concorrentes da bacia Oriental. (…) Tenho maior instabilidade social, mas quando um hotel de cinco estrelas é vendido pelo preço de um de três estrelas, o cliente de três estrelas quer ir para o cinco e pensa que se houver tiros ou houver guerras elas passam demasiado por cima e vai continuar a desfrutar do seu sol. Há aqui uma política de contenção, de requalificação e, fundamentalmente, de a dita política da ocupação dos tempos livres. É muito importante, quer em termos de resort, quer de cidades, que haja uma agenda suficientemente interessante para colocar no mercado os destinos que oferecem muita coisa durante todo o ano. A criação de atractividade no destino em si, ligado à atractividade do hotel propriamente dito, é algo particularmente importante colocarmos no mercado para prever este decréscimo e, sobretudo, de prevermos a nossa capacidade de recuperação. Prevejo que o ano de 2019 será um ano, fruto desta relação dos vasos comunicantes, que terá uma situação que não é a mais fácil de todas para nós.

O Grupo PortoBay tem operação na Madeira, Algarve e Lisboa. Que leitura é que faz do actual momento de cada um deles?
Os momentos são diferentes. A Madeira, o Algarve e Lisboa vão encarar 2019 com três ambientes diferentes. O primeiro, Lisboa, a crescer a oferta e a ter um aeroporto sem uma capacidade de resposta directa a esse acompanhamento da oferta. O mesmo se passa em relação à Madeira, mas aqui em termos percentuais e relativos, o diferencial será efectivamente superior ao de Lisboa, dado que a oferta para o próximo ano vai crescer muito e não há um aumento de procura para fazer face a este aumento da oferta. Só que a Madeira está numa ilha e Lisboa é uma cidade num continente onde temos outros meios de acesso e onde a própria distribuição dos hubs continentais permite uma distribuição territorial, nomeadamente no caso dos novos mercados ao criar as novas oportunidades não propriamente só europeias, mas as novas oportunidades nacionais ou ibéricas. O que quero dizer com isto, é que há uma captação muito grande em termos de mercado brasileiro e mercado americano para fazer circuitos nacionais ou ibéricos e isto quer dizer que esta distribuição de circuitos por todo o País ou por toda a Península Ibérica permite trazer mais gente e ocupar melhor a oferta. No caso insular, como a Madeira, muito dependente ainda da operação turística, se não há um aumento da procura turística, evidentemente que a oferta ressente-se. No Algarve, a situação em termos de procura é relativamente constante, mas temos que nos preparar para este efeito que já deu os primeiros indícios negativos em 2018 em relação à guerra directa de destinos concorrenciais, destinos de sol e praia com a bacia Oriental do Mediterrâneo. Aqui é onde as acessibilidades da operação turística se colocam numa linha mais directa com a concorrência. Evidentemente, que nós – destinos de sol e praia ibéricos – temos de nos preparar para algum decréscimo, não é propriamente decréscimo. Diria que é uma recolocação do mercado, porque tivemos aumentos grandes de procura, no caso do Algarve, por exemplo, porque houve não só um aumento da procura pelo destino ‘per si’, mas muito também de uma deslocação de tráfego da Turquia, do Egipto e da Tunísia. Vamos assistir a uma recolocação das próprias regras do mercado, da relação oferta e procura do que era há dez anos.

Concretamente Lisboa, um dos desafios que se colocam à cidade e ao País é, sem dúvida, o aeroporto. Uma das soluções que defende é, por exemplo, a Madeira atrair companhias que utilizem novos hubs como Porto e até Barcelona…
O aeroporto de Lisboa tem uma responsabilidade que ultrapassa a própria cidade que serve, dado que é o nosso principal hub de distribuição nacional. Com o crescimento do tráfego consolidado, o tráfego das OTAs, das pessoas que querem ir livres para um destino, o que acontece é que vão-se utilizando cada vez mais os hubs das capitais para depois se distribuírem pelos outros destinos e aqui, invariavelmente, no caso do Algarve, Madeira e dos Açores, isto quer dizer que há um crescimento do mercado que passa por Lisboa. O que acontece é que quando tenho [o aeroporto de] Lisboa “entupido” já não tenho capacidade de abastecer mais Lisboa, nem de distribuir para os outros destinos. Há que encontrar, por parte dos destinos que são servidos por esse hub, as alternativas para ganhar mais protagonismo e aqui é o que eu referia que o Porto e Barcelona são dois aeroportos com capacidade de crescimento, mas sobretudo com capacidade de crescimento com companhias que utilizem hubs nestes aeroportos. Para a Madeira, por exemplo, as alternativas Transavia ou Vueling têm uma capacidade de abastecimento destes destinos maior, dado que utilizam esses aeroportos como hubs e não propriamente uma mera ligação ‘point to point’. Quando abordamos o caso da Ryanair para a Madeira, evidentemente que pode ter uma importância grande, mas a sua relação será muito na lógica do ‘point to point’, quer isto dizer que terá um contributo grande para o turismo nacional para a Madeira, mas um contributo relativo em relação ao outro tráfego internacional, dado que a Ryanair não tem uma política de hubs assente no aeroporto do Porto. Para qualquer viajante é sempre muito mais fácil quando coloca a mala numa origem e mesmo que tenha um hub, tem uma ligação directa de avião, o que não é o caso da Ryanair. O que me permite valorizar companhias como uma Transavia e uma Vueling é a sua capacidade de distribuição através desses hubs. Vou dar um exemplo, a Transavia é, actualmente, uma das companhias que, a seguir à TAP, mais interesse tem para a Madeira. Experimentei isso há três dias, quando vim do Porto para o Funchal num avião que estava a fazer Paris-Porto-Funchal, onde as pessoas vindas de Paris nem saíram do avião. Num avião com 170/180 lugares, 120 destes já eram ocupados por franceses que vinham para a Madeira, mas os outros foram franceses que ficaram no Porto. Isto permitiu que haja uma multi-deslocalização de turistas, com um voo que está a servir vários destinos portugueses.

Na Madeira, no entanto, acrescem ainda os constrangimentos que a TAP tem colocado ao seu desenvolvimento…
A TAP é uma empresa em crescimento exponencial que está a sofrer um impacto do mercado como qualquer outra companhia, que cresce ao ritmo da TAP, vai encontrar no mercado. Julgo que se tem especulado muito em relação a este percurso da Madeira com a TAP. O fenómeno Madeira em relação à TAP deve ser colocado nos mesmos termos em que se coloca em relação a todos os outros destinos da TAP. Temos dois segmentos que têm objectivos diferentes: um são os madeirenses a voar para o continente ou para fora da ilha, outro é o número de turistas que vêm para a Madeira. Não nos podemos esquecer que a TAP é responsável por entre 25% a 30% dos turistas que vêm para a Madeira e mais de 50% dos passageiros da TAP que vêm à Madeira são turistas. A TAP representa o dobro do segundo transportador de turistas para a Madeira. A TAP cresceu e houve aqui uma distribuição de segmentos neste transporte para a Madeira o que evidentemente cria aqui alguns constrangimentos quer em relação aos madeirenses, quer sobretudo aos clientes nacionais que vêm à Madeira, porque a politica do subsídio de mobilidade foi algo tremendamente perverso, foi politicamente incorrecto e aqui só há uma principal crítica a fazer ao modelo errado de atribuição do subsídio de mobilidade, porque não fez compatibilizar duas coisas: o direito dos cidadãos à aplicação do princípio da continuidade territorial com a competitividade das empresas. Quando o madeirense só paga um determinado valor, adianta tudo e depois espera dois meses para poder receber a comparticipação do Estado, ao mesmo tempo, as companhias aplicam as suas tarifas ao nível mais alto que possam efectivamente receber o subsídio do Estado. Aqui quem é o principal lesado na realidade acaba por ser o Estado e os portugueses que queiram vir à Madeira, porque têm preços exorbitantes. Por isso, os critérios da atribuição do subsídio de mobilidade têm que ser revistos o mais depressa possível para conseguirmos reganhar um ambiente de competitividade entre os transportadores para a Madeira e poder abrir, de uma forma melhor e mais eficiente, um mercado que é muito importante para a Madeira, o mercado nacional. Quem são os principais prejudicados são os portugueses que querem vir à Madeira.

A estada média em Portugal é um dos indicadores que mais desafios tem causado. Como poderemos melhorá-la?
Julgo que esta aposta tem de correr transversalmente em relação a todos os outros mercados. Tenho que mostrar aquilo que na realidade são as capacidades que cada destino possa oferecer e se por um lado, a Madeira e o Algarve, fruto do peso da operação turística, é muito tradicional a estadia de uma ou de duas semanas, em termos de cidade tendencialmente a estadia é mais curta. Esta aposta no aumento da estadia média não é propriamente dos resorts portugueses, porque esses já têm uma estadia média relativamente confortável, é sobretudo nos destinos urbanos. Para isso há que saber o que é que na cidade, e à volta desta, pode criar uma complementaridade na estadia. Isto que dizer, em primeiro lugar, levar às diferentes origens o que cada uma destas zonas tem para oferecer e a proliferação de acções de ocupação de tempos livres que faça o cliente ter uma estadia maior. E convenhamos uma coisa, em termos urbanos, o efeito que esta realidade pode ter é enorme. Se tenho, por exemplo, uma estadia média de oito dias num resort na Madeira ou Algarve, se aumentar um dia estou a aumentar sensivelmente 10% da minha ocupação, mas se a minha estadia média de Lisboa ou do Porto for de dois dias e conseguir ter mais um dia, estou a aumentar 50% a minha ocupação hoteleira sem precisar de mais um cliente. Convenhamos, quer em Lisboa quer no Porto, os arredores de cada uma das cidades já têm tanto para oferecer que facilmente permitem criar experiências. As ofertas das experiências são suficientemente atractivas para desencadear este aumento.  Trago esta minha preocupação do aumento da estadia média já de há muitos anos, aliás, quase desde que comprámos o hotel em São Paulo. São Paulo tem vindo a confirmar a sua passagem de estadia média de dois para três noites com a criação de eventos urbanos, animação urbana, que fez com que as pessoas naturalmente comprassem mais um dia de estadia. São os eventos culturais, de animação popular, são os ambientes de incentivo, tudo isto feito numa lógica de conjugação entre os responsáveis da cidade e cada um dos protagonistas hoteleiros, alojamento local, agentes de viagem, nesta promoção de que dois ou três dias não são suficientes. A criação desta mentalidade virada para vender o maior número de experiências possível é que é fundamental. Porquê? Porque além de aumentar a estadia média, vai mudar um pouco os objectivos das viagens. Quando estávamos a falar do tráfego intercontinental, um americano está preparado para fazer o corrido todo da Europa. Se logo no primeiro ponto forem criados factores de atractividade suficientes, ele vai alterando o seu próprio modelo de férias. Pensa: “Este ano não vou ser ‘globetrotter’ por dez cidades europeias, mas há uma ou outra cidade à partida que me oferece tantas experiências que me permitirá passar da minha experiência europeia para a minha experiência ibérica ou para a minha experiência portuguesa, porque tenho factores de atractividade suficientes para me ocupar esse tempo”.

De uma forma geral, como perspectiva o próximo ano para Portugal ao nível do Turismo, vamos continuar a crescer?
Diria ao contrário, julgo que Portugal será suficientemente resiliente para ultrapassar alguns ambientes que em termos internacionais se poderão colocar negativos em relação à bacia ocidental do Mediterrâneo. O ‘boom’ de recuperação de toda a bacia Oriental, e aí eu incluo também a Grécia, os números que aparecem agora para o Inverno e para o próximo Verão, fazem com que nós só não desceremos se formos muito resilientes. Quando olho para todo o espectro nacional, vejo o Algarve directamente na concorrência com esta bacia Oriental, Lisboa sem uma capacidade de crescimento fruto do aeroporto, o Porto a crescer e a Madeira com estes problemas estruturais que estamos a ultrapassar, que são sobretudo de uma desadaptação entre procura e oferta.

Grupo PortoBay
Quais deverão ser os resultados do grupo este ano?
Este ano, apesar de termos tido a obra de construção das suites junto do The Cliff Bay, a situação foi mínima, o Algarve apresentou um muito ligeiro decréscimo em relação ao ano passado. Mas em termos globais, vamos atingir, quer em termos de ocupação, quer em termos de receitas, quer muito provavelmente em termos de resultados finais, os mesmos números de 2017. Não conto ter uma variação de resultados superior a 2% para cima ou para baixo.

No início do próximo ano vamos ter novas unidades no grupo?
As ‘Les Suites at The Cliff Bay’ vão abrir, o nosso hotel no PortoBay Flores vai abrir e pode ser que eventualmente dentro de algumas semanas possamos ter novidades. Vamos apresentar o novo PortoBay Old Town que está em fase final de projecto, comprámos a quinta e estamos actualmente a desenvolver o projecto para dentro de 24 meses ter a nossa oitava unidade na Madeira.

*Entrevista publicada na edição impressa de 26 de Outubro.

Sobre o autorRaquel Relvas Neto

Raquel Relvas Neto

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Hóspedes e dormidas de outubro crescem 5,0% e 6,2% face a 2019

Segundo o INE, em outubro “registaram-se aumentos de 21,0% nas dormidas de residentes e 1,5% nas de não residentes”, tendo os não residentes apresentado mesmo “o maior crescimento face a 2019”.

Inês de Matos

Em outubro, o setor do alojamento turístico nacional contabilizou 2,6 milhões de hóspedes e 6,8 milhões de dormidas, números que traduzem aumentos de 23,4% e 23,5% face a mês homólogo do ano passado e de 5,0% e 6,2%, respetivamente, em comparação com outubro de 2019, o último ano antes da pandemia.

De acordo com os dados divulgado esta quarta-feira, 30 de novembro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em outubro, o mercado interno contribuiu com 1,8 milhões de dormidas, enquanto os mercados externos totalizaram 4,9 milhões, o que traduz uma descida de 2,7% no mercado interno mas um aumento de 37,3% no que respeita às dormidas dos mercados externos.

No entanto, face a outubro de 2019, acrescenta o INE, “registaram-se aumentos de 21,0% nas dormidas de residentes e 1,5% nas de não residentes”, tendo os não residentes apresentado mesmo “o maior crescimento face a 2019”.

Por tipo de estabelecimento, as dormidas na hotelaria, que representaram 83,4% do total de dormidas, aumentaram 23,4% em comparação com outubro de 2021 e 6,1% face ao mesmo mês de 2019, enquanto as dormidas nos estabelecimentos de alojamento local, que representaram 13,3% do total, cresceram 28,4% e 0,6% face aos mesmos meses de 2021 e 2019, respetivamente. Já as dormidas em unidades de turismo no espaço rural e de habitação, que representaram 3,2% do total, apresentaram um aumento de 9,0% face a outubro de 2021 e de 45,2% em comparação com o mesmo mês de 2019.

O INE diz ainda que, em outubro, 21,6% dos estabelecimentos de alojamento turístico estiveram encerrados ou não registaram movimento de hóspedes, quando em igual mês do ano passado esta percentagem chegava aos 26,5%.

Por mercados, o destaque vai para o britânico, que apesar de ter representado 20,8% do total das dormidas de não residentes em outubro, apresentou uma descida de 1,7% relativamente a outubro de 2019.

Já as dormidas dos turistas alemães, cuja quota foi de 12%, registaram, de acordo com o INE, a “segunda maior diminuição no grupo dos 17 principais mercados emissores”, com uma quebra de 10,2%, ainda que o maior decréscimo se tenha registado no mercado brasileiro, que caiu 15,3%. A descer esteve também o mercado francês, que representou 8,3% do total, mas que apresentou uma descida de 2,2%.

Em sentido contrário manteve-se o mercado norte-americano, que representou 8,8% do total e “continuou a destacar-se, com um crescimento de 39,5% em outubro face a igual mês de 2019”, enquanto o mercado espanhol, cuja quota foi de 8,2%, aumentou 17,4% face a outubro de 2019.

O INE destaca ainda o crescimento das dormidas do mercado checo, que subiram 63,1% face a outubro de 2019.

O INE diz também que, em outubro, se registaram “aumentos das dormidas em todas as regiões”, com o Algarve a concentrar 28,2% das dormidas, seguindo-se a AM Lisboa (26,6%) e o Norte (16,5%).

Face a outubro de 2019, apenas o Algarve registou um decréscimo de 1,3%, aponta o INE, acrescentando que “os maiores aumentos ocorreram na RA Madeira (+25,0%) e na RA Açores (+17,5%)”.

Em outubro, também as dormidas dos residentes aumentaram em todas as regiões mas, neste caso, o destaque vai para a RA Madeira (+97,1%), seguida do Algarve
(+24,8%), Alentejo (+23,9%) e Centro (+20,1%).

Já as dormidas de não residentes aumentaram na RA Açores (+21,4%), RA Madeira (+15,4%), Norte (+7,9%) e AM Lisboa (+2,5%) e diminuíram no Centro (-9,5%), Algarve (-4,9%) e Alentejo (-3,4%).

A estada média de outubro ficou nas 2,57 noites, o que traduz um aumento de 0,1% face a outubro de 2021, ainda que a estada média dos residentes, que se situou nas 1,88 noites, tenha recuado 1,4%, enquanto a dos não residentes desceu 5,2%, fixando-se nas 2,98 noites.

A estada média mais elevada foi registada na Madeira, com 4,55 noites, seguindo-se o Algarve, onde os turistas ficaram, em média 3,99 noites, com o INE a indicar que, à exceção da RA Madeira (-4,0%) e da AM Lisboa (-0,9%), “todas as restantes regiões apresentaram aumentos da estada média”.

No acumulado desde janeiro, as dormidas aumentaram 97,3%, com destaque para as dormidas dos não residentes, que apresentaram um acréscimo de 177,9%, enquanto as dormidas dos residentes cresceram 23,7% face ao mesmo período de 2021.

“Comparando com o mesmo período de 2019, as dormidas decresceram 1,6%,
como consequência da diminuição das dormidas de não residentes (-6,0%), dado que as de residentes cresceram 9,0%”, acrescenta o INE.

 

 

Sobre o autorInês de Matos

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The Lumiares e The Vintage Hotel & Spa tornam-se ‘pet-friendly’

O The Lumiares e o The Vintage Hotel & Spa, unidades do Grupo Bomporto em Lisboa, passaram a permitir que os donos de animais de estimação levem o melhor amigo de férias e tornaram-se unidades ‘pet-friendly’.

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O The Lumiares e o The Vintage Hotel & Spa, unidades do Grupo Bomporto em Lisboa, passaram a permitir que os donos de animais de estimação levem o melhor amigo de férias e tornaram-se unidades ‘pet-friendly’.

Num comunicado divulgado esta terça-feira, 29 de novembro, o Grupo Bomporto revela que, à chegada à duas unidades de cinco estrelas, os hóspedes que viajem com o seu animal de estimação recebem um “‘pet friendly welcome kit’, que inclui snacks saudáveis, cobertor e cama para dormirem e tudo o que for necessário para que os seus companheiros se sintam em casa”.

Nas proximidades das unidades, os donos destes animais podem ainda encontrar “vários serviços dedicados aos seus animais, desde dog walking a pet sitting”, acrescenta o Grupo Bomporto, que sublinha ainda que a equipa das unidades “está sempre pronta a ajudar”, recomendando “uma lista completa de restaurantes ‘pet-friendly’ na cidade”.

A estadia de animais de estimação implica o pagamento de uma taxa adicional de 30 euros e os amigos de quatro patas não devem ultrapassar o limite de peso de 15kg.

Recorde-se que o The Lumiares funciona num palacete do século XVIII, que foi completamente renovado, e que conta com uma seleção impressionante de quartos em estilo apartamento e onde cada suíte tem uma cozinha totalmente equipada para que os clientes possam “desfrutar da estadia com o seu animal de estimação com todos os confortos da sua casa”.

Já o The Vintage, por outro lado, é hotel boutique que presta tributo à cultura artística da cidade de Lisboa e cujos quartos contam com todo o tipo de peças de arte, desde lindos quadros a esculturas e peças de cerâmica.

 

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Já estão abertas as inscrições do concurso para jovens sommeliers que leva os vencedores a Itália

A iniciativa “Viaje no seu futuro! Jovem Sommelier De Vinhos Italianos” é dividida numa competição de duas partes. No final, dois participantes ganham um curso de formação em Itália.

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O concurso para jovens sommeliers tem inscrições abertas até 15 de dezembro, de acordo com informação avançada em comunicado. A iniciativa “Viaje no seu futuro! Jovem Sommelier De Vinhos Italianos”, lançada no âmbito da Semana da Cozinha Italiana no Mundo, vai levar dois participantes até Itália para um curso de formação, na Escola Internacional de Cozinha Italiana da ALMA, em Colorno, em Parma.

O concurso está aberto a portugueses até aos 40 anos que sejam sommeliers, escanções, profissionais da indústria hoteleira e da restauração, distribuição de alimentos e bebidas ou estudantes em escolas superiores especializadas e centros de formação. Os candidatos devem ter conhecimentos teóricos e práticos da viticultura em geral, devendo também estar interessados em desenvolver um conhecimento profissional sobre o vinho italiano, tanto em termos de vinhas clássicas italianas como também da sua geografia vinícola.

A iniciativa está divida em duas fases. A primeira diz respeito à fase de qualificação, na qual serão admitidos os candidatos que satisfaçam os requisitos básicos da inscrição e que possam comprovar os seus conhecimentos, sujeitos à avaliação dos organizadores. Aqui os candidatos serão submetidos a uma prova escrita, com perguntas gerais relativas à enologia, à enografia e à técnica de degustação, seguida de uma prova prática sobre a identificação e descrição da organolética do vinho italiano.

Por fim, a segunda fase contará apenas com a participação de cinco candidatos – os que obtiverem a melhor pontuação na fase de qualificação.

Dos cinco participantes serão selecionados dois vencedores, que terão a oportunidade de participar num curso de formação teórico e prático, com a duração de uma semana, na Escola Internacional de Cozinha Italiana da ALMA em Colorno (Parma). O curso inclui visitas a adegas, restaurantes italianos, produtores de vinho e provas de produtos típicos dos territórios italianos mais representativos da gastronomia e da cultura vínica daquele país. O prémio inclui ainda as despesas de viagem e alojamento.

Para participarem, os interessados devem preencher o formulário disponibilizado na página da Embaixada de Itália em Lisboa (https://amblisbona.esteri.it/ambasciata_lisbona/pt), enviando-o, juntamente com o seu CV, para o email [email protected]

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EHTO organiza primeiro concurso de pastelaria literária

O concurso “Once Upon a Pastry” decorre na Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO) no início do próximo ano e é aberto a todos os alunos de hotelaria do país.

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De 11 a 12 de janeiro de 2023, a Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO) terá a decorrer a primeira edição do concurso de pastelaria Once Upon a Pastry, onde os participantes serão desafiados a escolher uma obra literária e criar uma sobremesa baseada na mesma.

A iniciativa, que parte da turma de Gestão e Produção de Pastelaria desta instituição, “pretende incentivar a criatividade, inovação e o hábito da leitura nos concorrentes”, como indicado em comunicado enviado pela EHTO.

No mesmo documento é adiantado que o concurso é “pensado e desenhado de alunos para alunos”, já que constitui “o projeto final da turma de Gestão e Produção de Pastelaria” desta escola. Além das provas teóricas e práticas, a iniciativa contará com mostras de produtos e um jantar.

O painel de jurados será composto por: Ricardo Duque, representante da Óbidos Creativa; José Pinho, presidente do F(Ó)LIO; Lara Figueiredo, pasteleira no restaurante Midori, do Penha Longa Resort, e Francisco Siopa, chef executivo de pastelaria do Penha Longa Resort.

A competição Once Upon a Pastry é aberta a todos os alunos de hotelaria do país, sendo que as inscrições devem ser realizadas através de um formulário até 2 de dezembro.

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Air Cairo abre voos para Lisboa e passa a ser representada pela ATR em Portugal

A companhia aérea egípcia de baixo custo Air Cairo passou a ser representada em Portugal pela ATR e prepara-se para abrir, a 30 de dezembro, voos entre Lisboa, Assuão e o Cairo, passando a ligar, no verão, Lisboa a Hurghada.

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A companhia aérea egípcia de baixo custo Air Cairo vai abrir, a 30 de dezembro, voos entre Lisboa, Assuão e o Cairo, capital do Egito, informação que é avançada em comunicado pela ATR, que passou a representar a transportadora no mercado português.

“Atualmente, a Air Cairo é uma companhia aérea nacional egípcia de baixo custo com uma frota de 10 aviões, operando mais de 200 voos semanais para 25 destinos internacionais e domésticos”, indica a ATR, recordando que a companhia aérea nasceu em 2003.

A 30 de dezembro, a Air Cairo inicia uma operação de inverno que vai ligar Lisboa, o Cairo e Assuão, que conta com um voo por semana, às sextas-feiras, e que vai operar até 24 de março de 2023.

A partir de 28 de março, os voos da Air Cairo passam a ligar a capital portuguesa a Hurghada, estância balnear egípcia localizada no Mar Vermelho, que vai contar com voos às terças-feiras, até 24 de outubro de 2023.

“Em breve teremos mais novidades em relação ao verão IATA”, acrescenta a ATR, revelando que os voos e as tarifas já se encontram carregados no GDS da Amadeus, enquanto as agências que utilizam o Galileo, da Travelport, devem contactar a ATR através do e-mail [email protected] ou pelo número de telefone +351 217618987.

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Guia Complethotel 2023 já está disponível

Após um interregno de dois anos, o guia Complethotel está de volta, listando os melhores fornecedores para hotelaria.

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Após um interregno de dois anos motivado pela pandemia, o guia Complethotel está de volta, listando os melhores fornecedores para hotelaria nas áreas de Arquitetura e Construção, Equipamento Hoteleiro, Food & Beverage (F&B), Mobiliário e Decoração, Novas Tecnologias, Pavimentos e Revestimento, Serviços e Têxteis.

Um guia pensado para os gestores hoteleiros para os ajudar na tomada de decisão quanto aos melhores serviços e fornecedores para os seus hotéis, garantindo a excelência do serviço.

Após uma primeira distribuição no 33.º Congresso da Hotelaria e Turismo, organizado pela Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) em Fátima, de 16 a 18 de novembro, o CompletHotel fica agora disponível nos suportes digitais da Publituris Hotelaria, para os assinantes do Publituris e da revista Publituris Hotelaria e nas feiras e eventos ligados ao setor, além das ações organizadas pela Publituris Hotelaria.

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Meliá Escapes é a nova aposta da Meliá Hotels International e Logitravel para viajantes

O novo projeto ficará disponível em nove países.

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A Meliá Hotels International e a Logitravel juntaram-se para criar a Meliá Escapes, um novo projeto que oferece aos clientes várias possibilidades na hora de organizarem as suas viagens.

Integrando-os no programa de fidelidade da empresa hoteleira, os membros MeliáRewards podem agora adquirir pacotes de estadia e voos, para além de contratar diferentes experiências e serviços adicionais para a sua viagem – seja aluguer de carro, transfers, excursões ou compra de entradas.

Desta forma, e como indicado em comunicado, este novo projeto conta com a capacidade tecnológica e experiência na criação de pacotes dinâmicos da Logitravel, combinada com o conhecimento do cliente e a capacidade hoteleira da Meliá Hotels International.

Na mesa nota de imprensa, o Grupo Viajes El Corte Inglés indica que “este projeto pressupõe mais um passo na aposta da empresa pelo desenvolvimento de inovações tecnológicas que gerem propostas de valor acrescido na customer journey, através da criação de pacotes dinâmicos e da oferta de serviços auxiliares ou atividades no destino”.

A Meliá Escapes, acessível em melia.com, estará disponível em nove países. O acesso para os clientes MeliáRewards de Espanha, Reino Unido e Estados Unidos fica disponível a partir desta quarta-feira, sendo que, brevemente, será possível fazê-lo também em Itália, França, Alemanha, Portugal, México e Canadá. Em comunicado indicam que, numa fase futura, esperam que a Meliá Escapes seja disponibilizada em mais mercados.

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Convenção da Keytel em Portugal analisa futuro dos hotéis independentes

O evento em Lisboa contou com a participação de mais de 280 hotéis e analisou as estratégias a seguir para que os hotéis independentes possam continuar a competir com as grandes cadeias.

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A Keytel, a primeira aliança mundial de hotéis independentes, realizou esta quarta-feira, 24 de novembro, no hotel Eurostars Universal Lisboa, a segunda das três convenções anuais que organiza até ao final do ano em três dos seus principais mercados de influência na Europa, sendo a próxima paragem Paris, como indicado em comunicado.

O encontro contou com a participação de mais de 280 hotéis e analisou o futuro dos hotéis independentes, bem como as estratégias a seguir para poder competir com as grandes cadeias.

Exemplo disso foi a sessão de encerramento, onde se realizou o workshop “Aceleração dos negócios”. Neste, os participantes puderam explorar novos serviços e estratégias de crescimento com a equipa Keytel e especialistas do setor, como a WeGlobeYou, Ágora Central de Compras, RoomZero, Fideltour, Iberian MICE Forums, The Hotels Technology (THT), The Good Concierge e Resoluciona.

Lino Martins, diretor comercial da Ap Hotels, e Frederico Costa, Head of Google Travel em Portugal, participaram como convidados de honra no programa e deram a sua visão do setor.

O presidente do Grupo Hotusa, Amancio López, foi responsável pela abertura da convenção e passou em revista as dificuldades pelas quais o setor passou durante a pandemia e os grandes desafios que enfrenta: a digitalização e a sustentabilidade.

Salientou também a importância dos hotéis independentes e afirmou que “qualquer estabelecimento individual pode sobreviver, independentemente do número de cadeias que existam, desde que disponha dos instrumentos fundamentais para a sua gestão”.

Neste sentido, acrescentou que “na Keytel tentámos, através dos nossos próprios serviços, através de joint ventures ou de recomendações de acordos com outras organizações, colocar ao dispor dos hotéis todos os instrumentos que lhes permitem jogar em igualdade de condições com qualquer grupo. Este tem sido sempre o nosso grande desafio e, através da tecnologia e graças à nossa dimensão como empresa, tornámo-lo realidade”.

Já Xavier Cortés, CEO da Keytel, destacou a importância de ser competitivo: “a competitividade é o resultado da melhoria da proposta experiencial do alojamento, acrescentando valor ao imóvel. Foi isso que Keytel tentou e continua a tentar, e fê-lo desenvolvendo sete serviços, a que chamamos os vetores de aceleração”.

Por outro lado, o CEO da Keytel elencou as chaves diferenciais do alojamento turístico para alcançar maiores resultados: “Procurar a diversificação, ter uma clara orientação na relação direta com o cliente, trabalhar em prol da sustentabilidade, valorizar o valor do imóvel e o valor dos serviços que este oferece”.

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Gonçalo Narciso dos Santos reeleito delegado da Relais & Châteaux para Portugal e Espanha

O profissional alia o cargo de diretor-geral no BELA VISTA Hotel & SPA, em Portimão, às funções de estratégia e prospeção no mercado ibérico e de apoio aos membros da delegação em Portugal e Espanha.

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A associação hoteleira Relais & Châteaux (R&C) renova Gonçalo Narciso dos Santos, diretor-geral do BELA VISTA Hotel & SPA, em Portimão, como seu delegado na Península Ibérica, cargo que exerce desde 2020.

Desta forma, o profissional alia o cargo de diretor-geral às funções de estratégia e prospeção no mercado ibérico e de apoio aos membros da delegação em Portugal e Espanha, apoiando e promovendo as propriedades, fazendo a comunicação com a sede da R&C, em Paris, e identificando potenciais novos hotéis e restaurantes situados nos dois países.

“Os anos de 2020 e 2021 foram muito desafiantes para o mundo e, sobretudo, para a nossa indústria. Por isso, mais do que nunca, quero continuar a apoiar os membros da nossa delegação, [constituída] atualmente por 29 hotéis e três restaurantes, e expandir a presença da Relais & Châteaux em Portugal e Espanha. E para me apoiar nessa missão tenho o prazer de ter no comité Ohiana Subijana, como vice-delegada, e Pedro Subijana, como representante do chef, de Akelarre”, afirma  Gonçalo Narciso dos Santos.

O profissional é licenciado em Gestão Hoteleira pela Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Algarve e pós-graduado em Gestão Hoteleira pela Universidade do Algarve. Iniciou a sua carreira em 2005, no grupo Hotéis Real Algarve, como executivo de vendas no Hotel Spa & Resort Grande Real Santa Eulália.

Em 2010, deixou a área comercial dos Hotéis Real para assumir as funções de mordomo e guest relations no Tivoli Victoria Golf Resort – atual Anantara –, onde permaneceu até maio de 2011. Em junho desse ano, ingressou na equipa do Bela Vista Hotel & Spa como diretor de vendas, duty manager e diretor adjunto, sendo que em 2013 foi nomeado diretor-geral do hotel.

Desde novembro de 2020 que ocupa o cargo de delegado da Relais & Châteaux para Espanha e Portugal.

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Nova data: A mudança do perfil hoteleiro marca próxima sessão da “Be Our Guest”

Na próxima segunda-feira, 5 de dezembro, pelas 17h00, terá lugar mais uma conversa “Be Our Guest”, desta vez sobre a “a mudança do perfil hoteleiro”.

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A sessão em ambiente digital contará com a presença de Carlos Alves, diretor regional de operações do Vila Galé Hotéis para a região Norte e Centro e coordenador da Adega Val Moreira – um projeto do grupo com produção de Vinhos DOC Douro. A conversa será moderada por Marcos Sousa, dirigente da ADHP responsável pela pasta de Finance & Data.

“Nesta sexta conversa, o Be Our Guest traz mais um grande nome ligado à hotelaria. Será uma excelente oportunidade para perceber as perspetivas de um convidado com tanta experiência sobre a gestão hoteleira, a relação com os colaboradores, com os hóspedes, e as alterações no perfil hoteleiro”, refere Patrícia Correia, dirigente da ADHP responsável pelo projeto “Be Our Guest”.

À semelhança das conversas anteriores, a sessão decorrerá através do Zoom, sendo que as inscrições já se encontram abertas e devem ser efetuadas através de um breve formulário. Apesar de as inscrições serem gratuitas, a organização alerta que estas são limitadas.

Esta será a sexta conversa online promovida pela ADHP – Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal, uma iniciativa da ADHP que promove conversas informais com diretores de hotéis e nomes de referência do turismo sobre as suas experiências profissionais, a hotelaria e o setor turístico.

A conversa tem o patrocínio da e-GDS Global Distribution Solutions.

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