SATA desmente notícia da não existência de proposta de compra pela Loftleiðir-Icelandic

Por a 9 de Novembro de 2018 as 12:09

O Grupo SATA já respondeu à notícia vinculada esta quinta-feira, dia 8, pela RTP Açores, que a proposta que a companhia islandesa Icelandair entregou na Sata para a compra de parte do capital da Azores Airlines, “afinal, não é vinculativa, nem cumpre o estipulado no caderno de encargos”.
“A notícia de que não existe proposta da Loftleiðir-Icelandic, empresa do Grupo Icelandair, para a aquisição de 49% do capital social da SATA Internacional – Azores Airlines, SA é falsa e leviana”, lê-se na nota de esclarecimento do  Grupo SATA enviada às redacções.
“Como é público, quer em comunicados, quer em declarações do Conselho de Administração do Grupo SATA, a empresa Loftleiðir-Icelandic foi pré-qualificada na primeira fase deste processo, tendo, na segunda fase, apresentado, a 26 de julho deste ano, uma proposta cuja análise técnico-jurídica foi solicitada pelo Conselho de Administração do Grupo SATA, no sentido de aferir a sua conformidade com o caderno de encargos definido para este processo
de alienação de 49% do capital social”, acrescenta.
Perante estes factos, o Grupo SATA “reafirma que está a analisar, nas suas várias componentes, a proposta apresentada pela Loftleiðir-Icelandic, conforme, aliás, foi afirmado pelo Presidente do Grupo, em sede de comissão parlamentar de inquérito, a 13 de Setembro último, quando referiu que “estamos a aguardar um parecer técnico-jurídico para analisar as condições da proposta apresentada e que julgamos vir a concluir em breve trecho”.
A notícia tem como base um documento a que a RTP Açores teve acesso. “O Grupo SATA lamenta profundamente a divulgação pública de documentos com informação sigilosa e sensível sobre a atividade comercial da empresa e relativos ao processo de privatização em curso, os quais foram enviados à Assembleia Legislativa com o pedido de
tratamento habitual em matérias dessa sensibilidade”.
No passado dia 6 de Novembro foram inadvertidamente digitalizados, pelos Serviços da Assembleia Legislativa dos Açores (ALRAA), documentos confidenciais relativos à privatização de 49% do capital social da empresa Azores Airlines e dirigidos ao Presidente da Comissão Eventual de Inquérito ao Sector Público Empresarial e Associações sem Fins Lucrativos Públicas (CEISPERASFL).
Segundo um comunicado da ALRAA, todos os deputados com assento na Comissão foram informados da situação, telefonicamente e via email, e recordados da responsabilidade que têm de sigilo e discrição uma vez que integram uma Comissão de Inquérito.
Os Líderes Parlamentares foram informados da situação, tendo-lhes sido dado conta que, apesar do erro dos serviços, pendia sobre a Comissão, e sobre os deputados que a compõem, a responsabilidade de tratar estes documentos com o carácter confidencial que os mesmos têm.
Ainda segundo o mesmo comunicado é referido que foi de imediato instaurado um processo de inquérito interno, para averiguação dos factos descritos.

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