Assine já
Homepage

Malta | Um autêntico museu ao ar livre

Existirão poucos países no mundo com uma dimensão tão reduzida e que, ao longo da história, tenham sido tão disputados quanto Malta. Este pequeno arquipélago do Mediterrâneo tem uma posição estratégica e, por isso, foi invadido por um sem fim de povos, numa mistura que contribuiu para a cultura única que Malta tem hoje em dia e que deixou no país monumentos impressionantes, ingredientes que fazem de Malta um destino turístico sem igual.

Inês de Matos
Homepage

Malta | Um autêntico museu ao ar livre

Existirão poucos países no mundo com uma dimensão tão reduzida e que, ao longo da história, tenham sido tão disputados quanto Malta. Este pequeno arquipélago do Mediterrâneo tem uma posição estratégica e, por isso, foi invadido por um sem fim de povos, numa mistura que contribuiu para a cultura única que Malta tem hoje em dia e que deixou no país monumentos impressionantes, ingredientes que fazem de Malta um destino turístico sem igual.

Inês de Matos
Sobre o autor
Inês de Matos
Artigos relacionados
São Tomé e Príncipe. Um tesouro à espera de ser descoberto
Destinos
“O Algarve fica-te bem. Sempre!” é a nova ação de marketing digital da região
Homepage
Turismo do Centro posiciona-se “aqui, entre nós”
Destinos
Turismo de Portugal lança nova campanha para promover país nos mercados de proximidade
Homepage

Existirão poucos países no mundo com uma dimensão tão reduzida e que, ao longo da história, tenham sido tão disputados quanto Malta. Este pequeno arquipélago do Mediterrâneo tem uma posição estratégica e, por isso, foi invadido por um sem fim de povos, numa mistura que contribuiu para a cultura única que Malta tem hoje em dia e que deixou no país monumentos impressionantes, ingredientes que fazem de Malta um destino turístico sem igual.

Portugal está mais presente em Malta do que se possa imaginar. Pela primeira vez desde que sou jornalista de Turismo – e já lá vão alguns anos – não me falaram em Cristiano Ronaldo quando, em qualquer início de conversa, dizia que era portuguesa. Nesta pequena ilha do Mediterrâneo, quase colada à Sicília e a escassos 200 quilómetros da Tunísia, no Norte de África, os portugueses são bem conhecidos e não é devido ao futebol ou ao Fado.
Ao longo da sua história, Malta foi invadida e colonizada por diversos povos e civilizações – fenícios, romanos, árabes, aragoneses, espanhóis e britânicos, foram alguns dos que passaram por Malta – mas, muito do que o país é hoje em dia, deve-se à Ordem de Malta, uma ordem beneditina fundada no século XI, durante a época das cruzadas, à qual as ilhas do arquipélago foram cedidas por Espanha, no século XVI, e que governou Malta até ao final do século XVIII, quando o país foi invadido por Napoleão.
As marcas deixadas por esta ordem militar cristã são muitas e chegam, inclusive, a Portugal, já que dois dos mais importantes e carismáticos grão-mestres da Ordem de Malta, que governaram as ilhas nos séculos XVII e XVIII, eram portugueses. Manoel de Vilhena e Manuel Pinto da Fonseca são, ainda hoje, figuras históricas incontornáveis, já que foi nos seus mandatos que a Ordem de Malta, e consequentemente o país, viveram os períodos de maior esplendor. Muitos dos mais imponentes monumentos de Malta foram edificados por ordem dos governantes portugueses, como o Forte Manoel, na ilha homónima, ambos baptizados em homenagem a Manoel de Vilhena. É por isso que, em Malta, Cristiano Ronaldo não é o português mais conhecido, até porque o futebol nem é o principal desporto deste país – o pólo aquático ganha por larga margem -, que tem na sua herança histórica e cultural os principais atractivos turísticos.
Estive em Malta entre 14 e 17 de Junho, numa famtrip para jornalistas realizada a convite do Turismo de Malta e da Air Malta, e, enquanto percorria as ruas, não conseguia deixar de pensar que este pequeno país, com apenas 316 quilómetros quadrados de área e 410 mil habitantes, é um autêntico museu ao ar livre, com a vantagem de ser banhado pelas águas quentes do Mediterrâneo e de ter uma cultura única, que reflecte a influência dos vários povos que passaram por estas ilhas ao longo da história. Ingredientes mais do que suficientes para fazer de Malta um destino sem igual.

Paisagem monumental

A chegada a Malta foi já a uma hora tardia e, por isso, só no dia seguinte a paisagem se revelou em todo o seu esplendor. A visita começou por Valletta, a capital do país desde meados do século XVI e que, este ano, é a Capital Europeia da Cultura.
Assim que cheguei ao Upper Barrakka Garden, um jardim localizado no topo da antiga fortaleza de St. Peter & Paul, percebi porque é que Malta é um destino tão procurado para filmes de época. Tróia, Conde de Monte Cristo ou Gladiador são algumas das películas de Hollywood que ali foram rodadas, assim como a primeira temporada da série Guerra dos Tronos, aproveitando o cenário monumental que a capital, assim como toda a ilha de Malta, proporcionam.
O Upper Barrakka Garden é o local ideal para apreciar a paisagem. Este jardim, hoje transformado em miradouro para que os turistas possam captar fotografias panorâmicas, está aberto ao público desde o ano de 1800 e oferece uma vista privilegiada sobre o porto de Valletta, bem como sobre as cidades de Vittoriosa, Senglea e Cospicua, que constituem o verdadeiro centro histórico de Malta. Estas cidades são muito mais antigas que Valletta – Vittoriosa, também conhecida como Birgu, era a sede da Ordem de Malta – e guardam diversas fortalezas, palácios e igrejas da época em que Malta era governada pela ordem dos cavaleiros-monges. Em Malta há, aliás, mais de 360 igrejas, “uma para cada dia do ano”, como costumam brincar os malteses.
Perto deste jardim, encontra-se a co-Catedral de St. John’s, local de visita obrigatória e ainda mais para os portugueses. É nesta catedral que se encontra sepultado Manoel de Vilhena e não se admire se, no meio da visita, encontrar alguns símbolos portugueses espalhados pela igreja. É que esta catedral foi construída após a chegada da Ordem de Malta, da qual faziam parte vários cavaleiros lusos, o que motivou a construção de uma capela dedicada aos portugueses e a colocação de vários símbolos nacionais na decoração deste espaço religioso.
A visita à catedral vale também a pena para apreciar os quadros de Caravaggio. A “Decapitação de São João” é o ex-libris e devo dizer que impressiona olhar para a tela frente a frente, quase olhos nos olhos com São João Baptista.
De visita obrigatória é também o Palácio do Grão-Mestre, edifício que serviu de residência aos governantes da ilha e que, hoje, está transformado num museu, onde os visitantes podem apreciar a história desta ordem militar cristã, através das armaduras e artefactos de guerra em exposição.
Depois de visitarmos o centro histórico de Valletta, apanhámos o elevador do Upper Barrakka Garden para descer até à zona do porto, onde subimos a bordo de um kajjik, embarcações típicas de Malta, que fazem lembrar os antigos barcos rabelo do Douro, para um agradável passeio que nos levou directamente até Vittoriosa.

De Vittoriosa a Marsaxlokk

Depois do passeio de barco, percorremos as ruas de Vittoriosa a pé, passando por edifícios com história, como a estalagem dos ingleses ou o Palácio da Inquisição, cuja fachada esburacada testemunha a violência dos bombardeamentos da II Guerra Mundial. O centro histórico de Malta não foi bombardeado, apenas o porto, mas os estilhaços das bombas deixaram marcas nos edifícios, testemunhos silenciosos da violência do conflito.
E foi enquanto contemplava as marcas da guerra nos edifícios que reparei nas tradicionais varandas maltesas que, à primeira vista, fazem lembrar as mashrabiyas árabes. Audrey Bartolo, a guia que nos acompanhou na ilha de Malta, explicar-nos-ia mais tarde que o estilo foi levado para o arquipélago pelos espanhóis, ainda que tenha, de facto, uma forte influência muçulmana, especialmente do Norte de África, que marcou profundamente a arquitectura espanhola da idade média. Ao que parece, o governo maltês tem concedido apoios aos proprietários que queiram recuperar estas tradicionais varandas em madeira trabalhada e, por isso, por todo o país há milhares delas, totalmente reabilitadas e pintadas com cores garridas, que dão um especial colorido às ruas.
Dá gosto percorrer as ruas de Malta. Por ser um território tão diminuto, as cidades históricas sucedem-se como se de bairros se tratassem, basta virarmos uma esquina para entrarmos numa cidade diferente, sem que nos apercebamos disso. Foi isso que senti quando visitámos Vittoriosa, que está colada a Senglea, mas também de noite, quando jantámos em St. Julian’s, no Wigi’s Kitchen, com vista para Sliema.
Depois de Vittoriosa, a vila piscatória de Marsaxlokk foi o destino seguinte. Localizada na costa Sul da ilha de Malta, esta pequena vila é famosa em toda a Europa pelo seu mercado de peixe, que se realiza aos domingos, bem como pelos muitos restaurantes que servem o peixe fresco, acabado de pescar. Não tivemos a sorte de apanhar o mercado, mas junto ao mar existia uma espécie de pequena feira, onde nos entretivemos a comprar souvenirs, depois de recolhidas as devidas fotografias da vila, cujas cores garridas das casas e barcos lhe conferem um ambiente muito diferente das restantes localidades maltesas.

Mdina e as praias de areia dourada

A manhã do segundo dia seria inteiramente dedicada a visitar Mdina, a cidade que foi capital antes de Valletta, também conhecida como a “Cidade Silenciosa”, uma vez que é totalmente amuralhada, o que contribui para que o silêncio reine no seu interior. Conhecia Mdina de ouvir falar quem já lá tinha estado, sabia que era uma cidade medieval bem preservada e, por isso, as expectativas eram elevadas. Devo dizer que não desiludiu em nada.
Logo à entrada, a imponência do portão e das muralhas tira o fôlego a qualquer um e transporta-nos directamente para a época em que aqueles edifícios eram habitados por cavaleiros e nobres. Não foi à toa que muitas das cenas de Guerra dos Tronos foram ali gravadas, na série Mdina é ‘King’s Land’, o reino central da trama, onde se localiza o famoso trono de ferro, que todos querem conquistar.
As ruas estreitas de Mdina e os edifícios antigos, com fachadas de pedra, são uma verdadeira delícia para quem gosta de locais históricos, assim como a vista que se tem do pequeno miradouro que encontramos ao chegar à outra ponta da cidade. Mdina é um daqueles locais que ficam na memória e que ninguém consegue deixar de visitar numa viagem a Malta.
E foi ainda fascinados com Mdina que seguimos viagem com destino às praias de areia dourada. Golden Bay e Ghajn Tuffieha são das praias mais bonitas em território maltês e, garanto, não vão deixar ninguém desiludido. Mas, como o destino era Gozo, voltámos a fazer-nos à estrada para apanhar o ferry que, diariamente, liga as duas ilhas maltesas. Pelo caminho, mais uma agradável surpresa, a Popeye Village.
Localizada na Anchor Bay e construída como uma autêntica vila piscatória para ser cenário do filme de 1980, a Popeye Village funciona actualmente como um parque temático, com restaurantes, lojas, cinema e um museu onde estão expostos acessórios usados no filme. O local é um dos principais atractivos turísticos da zona e mais um daqueles sítios que não podemos deixar de visitar em Malta. Não é cliché, é mesmo verdade!

A tranquilidade de Gozo

O arquipélago de Malta é constituído por três ilhas principais – Malta, Comino e Gozo – e todas as ilhas são diferentes. Se Malta é a ilha histórica, há muito descoberta pelos turistas, Gozo é um paraíso para quem procura tranquilidade, uma ilha mais rural, perfeita para quem gosta de férias longe da confusão. Confesso que gosto de um pouco de animação, mas Gozo cumpriu as expectativas.
Começámos por rumar aos Ggantija Temples, um complexo neolítico, de templos megalíticos, que são os mais antigos existentes em Malta, com mais de 5.500 anos, e que a UNESCO distinguiu como Património Mundial da Humanidade.
Depois dos templos, fomos para Vitoria, também conhecida como Ir-Rabat, e que é a capital da ilha. Tal como as cidades históricas de Malta, também aqui existe uma fortaleza digna de visita, bem como um sem fim de igrejas e catedrais que os turistas começam a descobrir. A visita à fortaleza decorreu imediatamente após o almoço de ‘pasta’ no restaurante Ta’ Rikardu, à boa maneira italiana, que tanto influencia a gastronomia de Malta.
Já a parte da tarde foi dedicada a descobrir os restantes tesouros de Gozo, nomeadamente os naturais. Primeiro, passámos nas Qbajjar Salt Pans, salinas tradicionais, onde o sal ainda é extraído à maneira antiga, e, depois, seguimos para Wied il-Mielah, uma janela escavada na rocha, com uma espectacular vista sobre o Mediterrâneo, apesar de não ser tão deslumbrante quanto era a janela de Dwejra, também ela imortalizada nas cenas de Guerra dos Tronos – foi com vista para esta janela que se celebrou o casamento de Daenerys e Kahl Drogo, na primeira temporada da série. Infelizmente, a força do oceano e do vento provocaram estragos na rocha, que acabou por sofrer uma derrocada há poucos meses, levando ao desaparecimento desta atracção. Mas, mesmo sem janela, a baía de Dwejra continua a valer o passeio.
A última noite em Malta foi também passada em Gozo, o que nos deu algum tempo para uns passeios a pé pela ilha, que é considerada um autêntico diamante por lapidar. Faltou apenas Comino, a mais pequena ilha do arquipélago de Malta, mas essa será a desculpa para, um dia mais tarde, regressar a um destino que tem tanto de diverso como de fascinante.

“Onde ficar?”

Ficámos três noites em Malta, as duas primeiras na maior ilha do arquipélago e o InterContinental Malta, unidade de cinco estrelas, em St. Julian’s, foi o hotel que nos acolheu. Aberto desde 2003, o InterContinental Malta conta com 481 quartos e suites, incluindo um piso de suites executivas, bem como seis restaurantes, seis bares, Spa, piscina infinita no rooftop e várias salas de reuniões. Esta unidade fica localizada em St. Julian’s, local de grande animação nocturna, onde existem várias lojas, bares e restaurantes. Os preços começam nos 150 euros por noite Já em Gozo, onde passámos a última noite, foi o Kempinski Hotel San Lawrenz que nos recebeu. Este resort de cinco estrelas, localizado em San Lawrenz, uma zona sossegada a poucos minutos de distância de Dwerja Bay, dispõe de 140 quartos e suites, Spa, centro de Ayurveda, bem como restaurante e bar com esplanada.

“Onde comer?”

A gastronomia maltesa é mediterrânica e tem uma forte influência italiana, mas também espanhola. Massas, pizzas e ingredientes como o tomate, o queijo, o pimento e as azeitonas são comuns, assim como o peixe fresco, já que o país é rodeado de mar. Durante os dois dias passados em Malta, tivemos oportunidade de experimentar diferentes iguarias, desde a primeira refeição no Cargo, em Vittoriosa, onde a carta era forte em massas, pizzas e risottos, passando pelo Wigi’s Kitchen, onde jantámos na noite de 15 de Junho, e que é especializado em carne e peixe grelhados. Em Gozo, o almoço de dia 16 foi, como já referido, no Ta’ Rikardu, uma espécie de taberna moderna, junto à fortaleza, cujo forte são as massas, enquanto o jantar foi Gharb Rangers, uma associação desportiva, onde a comida tem uma excelente relação qualidade/preço.

“Como ir?”

Desde Março, a Air Malta, companhia aérea de bandeira maltesa, voa directamente entre Lisboa e Malta duas vezes por semana, às quintas-feiras e domingos, ligações que se mantêm ao longo de todo o ano e que passam a quatro voos por semana em 2019. Os preços começam nos 49 euros por pessoa, para voos de ida.

“Dicas”

Malta é um país europeu, membro da União Europeia desde 1 de Maio de 2004 e que está na zona euro desde 2008. Por isso, não é necessário passaporte para viajar para o país, nem realizar câmbio de moeda. Quanto à língua, o idioma oficial é o maltês, com forte influência na língua árabe, mas fala-se também inglês fluentemente, na sequência da colonização britânica, que se manteve até 1964. O país é mesmo muito procurado por estudantes que pretendem realizar cursos de inglês, já que os preços são, por norma, mais baixos do que em Inglaterra ou EUA. O clima de Malta é temperado, mas, no Verão, atinge temperaturas elevadas, pelo que se recomenda o uso de protector solar e chapéu, assim como repelente de mosquitos, para as noites mais quentes. Quanto ao vestuário, opte por roupa e calçado confortáveis, já que os monumentos a visitar são muitos e há centenas de degraus para subir e descer. Consoante a altura do ano, leve também fato-de-banho, pois as águas de Malta são quentes e convidativas.
* A jornalista viajou a convite da Air Malta e do Turismo de Malta
Sobre o autorInês de Matos

Inês de Matos

Mais artigos
Artigos relacionados

Créditos: IP Património

Homepage

Estação de comboios de Viana do Castelo vai ser transformada em hotel mas mantém serviços

Fonte da IP adiantou à Lusa que “o projeto propõe a criação de 41 quartos no edifício de passageiros e de 15 quartos no antigo armazém de materiais, resultando num total de 56 quartos com capacidade total de 112 utentes”.

Publituris

O presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo disse esta terça-feira, 9 de agosto, que a estação de comboios da cidade, construída no século XIX, vai ser transformada em hotel por um investidor local e que o projeto está em fase de licenciamento, de acordo com informação adiantada pela agência Lusa.

Em declarações aos jornalistas, no final da reunião camarária de terça-feira, durante a qual foi questionado sobre o projeto, pela bancada do PSD e da CDU, Luís Nobre adiantou que “a Infraestruturas de Portugal (IP), proprietária do imóvel, entendeu dar uso a um espaço que está devoluto há mais de uma década”.

O autarca socialista garantiu que as funções e serviços atualmente a funcionar na estação de caminhos-de-ferro “não vão desaparecer, mas serão transferidos para outro local”.

“A bilheteira, o bar e outros serviços, vão manter-se. Não podia ser de outra forma. Ninguém ia fazer um investimento de 90 milhões de euros na modernização da Linha do Minho para depois prejudicar esse investimento”, sustentou.

Segundo Luís Nobre, o empresário, que já tem uma unidade hoteleira na cidade, “propôs à IP a refuncionalização do edifício em unidade hoteleira, tendo concretizado essa intenção, sendo que, “posteriormente, o município foi informado do projeto”.

“O município concorda. Faz sentido refuncionalizar aquele imóvel histórico, desde que se garanta e, foi dada essa segurança, que as atuais funções da estação não são prejudicadas. No fundo, trata-se de uma valorização de um edifício que passará a ter uma função dinamizadora, não só da atividade hoteleira, mas também das sinergias que vai criar e na revitalização de toda a envolvente”, especificou.

Contrato de subconcessão da IP celebrado com a Turilima

A agência Lusa contactou a IP relativamente ao contrato de cedência do imóvel e das características do investimento em causa, sendo que esta sublinhou que “o serviço de transporte ferroviário não vai sofrer alterações e a área destinada aos passageiros vai ser beneficiada”.

“Os serviços ferroviários serão mantidos, embora relocalizados em diversas zonas do piso 0 do edifício de passageiros e antigas instalações sanitárias, nomeadamente as bilheteiras e salas de apoio, a sala de estar e sala de refeições para o pessoal da CP, a sala de telecomunicações, a sala de comando, a sala do inspetor e, o espaço para a vigilância humana”, especificou a fonte da IP.

A mesma fonte adiantou que a IP “celebrou um contrato de subconcessão com a Turilima – Empreendimentos Turísticos do Vale do Lima SA, que prevê a construção de um hotel ocupando parcialmente três edifícios da estação de Viana do Castelo”.

“O projeto propõe a criação de 41 quartos no edifício de passageiros e de 15 quartos no antigo armazém de materiais, resultando num total de 56 quartos com capacidade total de 112 utentes”.

A Lusa tentou, sem sucesso, falar com a administração da Turilima, a empresa que detém os hotéis Axis de Viana do Castelo, de Ofir, em Esposende, no distrito de Braga, entre outros empreendimentos.

Antigo edifício dos CTT na mira para unidades de habitação

Após a reunião camarária, o autarca adiantou que “o município tem estado a acompanhar o processo de licenciamento [da estação de comboios de Viana do Castelo], juntamente com a Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN)”.

“O projeto inicial está a ser alterado porque inicialmente previa algumas alterações ao nível da cobertura. A DRCN e a Câmara entenderam que não podiam ser efetuadas. O objetivo é manter a fachada e as características históricas do imóvel”, referiu.

Luís Nobre adiantou que “as unidades hoteleiras criadas em contexto histórico são temáticas e apelam à memória, às experiências da cidade onde se instalam”.

“Neste caso há um elemento muito forte que é toda a mística da atividade ferroviária no concelho e, naquele local em concreto, que se vai perpetuar”.

Questionado sobre o montante do investimento, Luís Nobre disse desconhecer o mesmo, adiantando apenas que a nova unidade hoteleira “terá sempre que ter mais de 40 quartos, caso contrário não será sustentável”.

“A cidade precisa daquele espaço revitalizado, com dinâmicas que atraiam novos visitantes”, frisou.

O autarca adiantou existir uma “manifestação de interesse de um empresário de Viana do Castelo para a aquisição do edifício dos CTT, na principal avenida da cidade.

O investidor, que já contribuiu em regeneração urbana na mesma avenida, pretende transformar o imóvel dos CTT para unidades de habitação.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
“Be Our Guest”
Homepage

Hospitalidade em ambientes complexos teve destaque na terceira sessão “Be Our Guest”

A terceira sessão de conversas da ADHP “Be Our Guest” contou com a presença de Nuno Neves, General Manager do InterContinental Luanda.

Publituris

A terceira edição das conversas “Be Our Guest”, organizadas pela ADHP – Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal, decorreu a 25 de julho com a presença de Nuno Neves, General Manager do InterContinental Luanda.

Em debate estiveram as questões relacionadas com a hospitalidade em ambientes complexos, numa sessão em que o profissional partilhou a experiência na direção de uma unidade do Grupo IHG na capital angolana.

Para Nuno Neves, a capacidade de adaptação à mentalidade e à cultura local é parte fundamental no processo de transição entre mercados e no desafio de manter funcional a operação hoteleira num ambiente complexo, exigindo “força mental” e “espírito de missão”.

Além dos fatores pessoais, como a distância do país de origem e da família, o General Manager do InterContinental Luanda destacou desafios práticos que se colocam em mercados caracterizados por ambientes de trabalho complexos, como problemas no abastecimento de água e eletricidade. Para lidar com estas questões, o profissional sublinhou a importância de cultivar nos profissionais da hotelaria a tenacidade, confiança e paciência, mas também uma capacidade de resposta e planeamento para os momentos de adversidade.

“Para tudo o que uma pessoa faz em prol do hotel ou em decisões importantes, [deve haver] um plano A, B e C. [Devemos] estar sempre dispostos para que nada seja uma surpresa”, considerou o profissional.

Nuno Neves deu também destaque ao papel central da formação no funcionamento de uma unidade hoteleira em contextos adversos, designadamente através da repetição de processos. A existência de mentalidades “abertas”, bem como o facto de os profissionais não se prenderem a “hábitos antigos”, foram algumas características apontadas pelo General Manager como comuns nestes mercados, referindo que os gestores hoteleiros podem tirar proveito destas para incutir conhecimentos formativos.

Para Raúl Ribeiro Ferreira, responsável pela moderação da sessão, o trabalho dos profissionais da hotelaria em contextos de maior adversidade carece de valorização em mercados como o europeu.

“Infelizmente, o trabalho feito nestes países não é muito valorizado quando se chega à Europa, injustamente por isso: porque mais do que a parte técnica, são precisos todos esses componentes que foram abordados e que fazem com que não seja apenas necessário saber servir, saber fazer os rácios, conquistar clientes. É preciso, depois, saber coisas tão simples como isso: como é que se tem água, como é que se tem eletricidade”, referiu o vice-presidente da ADHP.

Quando questionado sobre as diferenças entre os três mercados em que já trabalhou, o General Manager do InterContinental Luanda realçou a importância de “ter ‘jogo de cintura’ entre a religião e os hábitos” no mercado do Médio Oriente e lamentou que na Europa exista uma “cultura de cost control, cost cutting, cost effectiveness” e uma “gestão diária de recursos online para o hotel sobreviver” que retiram ao gestor hoteleiro o “contacto com o cliente”.

Já no mercado africano, o profissional considera existir uma elevada versatilidade na operação, o que permite que o contacto com o cliente seja frequente, e um sentimento de contribuição para a profissionalização e o estabelecimento de novos padrões na hotelaria da região.

Sobre o panorama da hotelaria em Angola, Nuno Neves destacou a existência de uma nova geração de jovens angolanos que estão a entrar no setor e a ser formados em unidades como o InterContinental Luanda, além de cidadãos de dupla nacionalidade que se formaram e estagiaram em Portugal e estão a regressar ao país com o objetivo de trabalhar ou abrir negócios próprios.

A iniciativa “Be Our Guest” promove conversas informais com diretores de hotéis de referência sobre as suas experiências profissionais, a hotelaria e o setor do turismo. As conversas decorrem sempre nas últimas segundas-feiras de cada mês, às 19h. A iniciativa “Be Our Guest” será interrompida durante o mês de agosto, retomando a 26 de setembro, na última segunda-feira desse mês.

A gravação da terceira sessão das conversas “Be Our Guest” encontra-se disponível no canal de YouTube da ADHP.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Literario

Vitrine do “Lisboa Pessoa Hotel”. Créditos: Fernando Bagnola.

Emprego e Formação

Instituto Politécnico do Porto cria pós-graduação em Turismo Literário

A pós-graduação da Escola Superior de Hotelaria e Turismo começa a 17 de outubro.

Carla_Nunes

A Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Instituto Politécnico do Porto (ESHT – P.Porto) abre as portas ao ano letivo 2022/2023 com uma nova pós-graduação em Turismo Literário.

O objetivo passa por “desenvolver competências na área do Turismo Literário, privilegiando uma perspetiva ao nível do desenvolvimento e implementação de roteiros literários como produto de dinamização dos destinos turísticos”, como se pode ler na brochura deste novo curso.

Dirigida a quem já exerce a atividade profissional em Turismo Literário, mas também a quem pretende iniciar o percurso nesta área, a pós-graduação começa a 17 de outubro de 2022, em regime pós-laboral e formato B-learning.

A segunda fase de inscrições para as 25 vagas disponíveis decorre de 16 de agosto a 2 de setembro, existindo ainda a possibilidade de uma terceira fase de inscrições, de 28 de setembro a 9 de outubro.

Algumas das unidades curriculares desta pós-graduação incluem temáticas como a “Conceção de Eventos Literários”, “Implementação de Produtos Turísticos em Turismo Literário” e “Desenho de Roteiros Literários”. O plano de estudos contempla dois semestres e 60 ECTS, num conjunto de dez disciplinas.

A professora-adjunta convidada da ESHT Ana Ferreira assume a coordenação da nova pós-graduação. Doutorada em Turismo pela Universidade de Vigo, a profissional tem desenvolvido trabalho de investigação focado na área de turismo literário e de eventos, elaborando roteiros com base na vida e obra de Camilo Castelo Branco, adaptados à cidade do Porto.

Em entrevista à Publituris Hotelaria em maio deste ano, Ana Ferreira ressalvou como o turismo literário “pode combater de forma determinante a sazonalidade associada a outros tipos de turismo”, já que este turista “não se desloca apenas numa época do ano”.

A pós-graduação em Turismo Literário tem um valor de 1.750 euros, sendo que o pagamento pode ser realizado numa única prestação, no ato da matrícula, ou em dez vezes.

Os interessados devem candidatar-se através do link de acesso e ingresso do IPP, sendo condição necessária de acesso uma das seguintes valências: título do grau de licenciatura ou equivalente legal; título de um grau superior estrangeiro, conferido na sequência de um 1.º ciclo de estudos organizado de acordo com os princípios do processo de Bolonha por um Estado aderente a esse processo; título de um grau académico superior estrangeiro que seja reconhecido como satisfazendo os objetivos do grau de licenciado pelo Conselho Técnico-Científico da ESHT ou a detenção de um currículo académico, científico e/ou profissional que seja reconhecido pelo Conselho Técnico-Científico da ESHT, como atestando capacidade para a realização com êxito deste curso.

Sobre o autorCarla_Nunes

Carla_Nunes

Mais artigos
Homepage

The Vintage Hotel & Spa Lisboa entra no portfólio da Small Luxury Hotels of the World

A marca é constituída por uma comunidade de hotéis independentes e conta com 520 pequenos hotéis em todo o mundo, com uma média de 50 quartos por unidade.

Publituris

O The Vintage Hotel & Spa Lisboa, unidade de cinco estrelas gerida pela Bomporto Hotels, passa a constar no portfólio da Small Luxury Hotels of the World (SLH), uma marca de luxo que reúne unidades hoteleiras com características únicas e de carácter independente. A primeira unidade do grupo Bomporto a integrar a marca foi o The Lumiares Hotel & Spa Lisboa, em novembro de 2019.

O Small Luxury Hotels of the World (SLH) é constituído por uma comunidade de hotéis independentes e conta com 520 pequenos hotéis em todo o mundo. Com uma média de 50 quartos por unidade, as propriedades SLH “têm características únicas, com os mais altos padrões de luxo e bem-estar”, como indicado em comunicado.

“A integração da nossa segunda unidade hoteleira na SLH vem reforçar a estratégia de desenvolvimento de negócio e a notoriedade no segmento de luxo. É um selo de qualidade e uma afiliação de renome e prestígio que contribui para a promoção das nossas unidades a nível internacional. ” afirma Nick Roucos, diretor-geral da Bomporto Hotels.

Localizado entre o Príncipe Real e a Avenida da Liberdade, o The Vintage Hotel & Spa Lisboa, boutique hotel de cinco estrelas, é composto por 56 quartos com uma decoração assente no design vintage e traços contemporâneos.  Combinando peças únicas de mobiliário vintage, produzidas especialmente para o hotel, e algumas reproduções feitas à medida, a estética do espaço reflete uma decoração contemporânea e simultaneamente apresenta o melhor do design dos anos 50, 60 e 70.

A unidade oferece diferentes atmosferas em cada um dos espaços que o compõem, tanto no rooftop bar, com um jardim vertical e vista para a capital, como nas diferentes áreas lounge, salas de estar e no spa.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Homepage

Eurostars Santa Luzia 4* integra portefólio da Eurostars Hotel Company

O hotel localizado em Guimarães funciona em regime de aluguer e conta com 99 quartos, bem como uma área de bem-estar com spa e piscina.

Publituris

A Eurostars Hotel Company integrou um novo hotel no portefólio, o Eurostars Santa Luzia 4*, em Guimarães.

O antigo Santa Luzia Art Hotel, que agora pertence à carteira da Eurostars Hotel Company, funciona em regime de aluguer e contabiliza 99 quartos, totalmente equipados e decorados “em tons quentes”, como indicado em comunicado.

As instalações, que prometem “satisfazer as necessidades dos mais diversos tipos de turistas”, incluem uma cafetaria, um restaurante de cozinha portuguesa e internacional, ginásio e uma área de bem-estar, com spa, sauna, banhos turcos, piscina e zona de massagens e tratamentos. Inclui ainda uma piscina exterior no telhado, localizada no terceiro andar, bem como quatro salas de diferentes capacidades para a realização de eventos.

“Temos orgulho em continuar a avançar na expansão internacional da Eurostars Hotel Company e, ao mesmo tempo, consolidar a nossa posição num mercado como o português, tão estratégico para nós e com grandes expectativas de crescimento”, afirma o presidente do Grupo Hotusa, Amancio López Seijas.

Com a integração desta unidade, a cadeia hoteleira do Grupo Hotusa passa a gerir 23 estabelecimentos e mais de 1800 quartos em Portugal.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Alojamento

José Arnaut é o novo diretor de F&B do Real Hotels Group

O profissional conta com 19 anos de experiência profissional na indústria hoteleira de luxo, tanto em Portugal como em Espanha.

Publituris

O Real Hotels Group anunciou em comunicado de imprensa a contratação de um novo diretor de F&B do grupo, José Arnaut.

Com 19 anos de experiência profissional na indústria da hoteleira de luxo, o profissional fez parte de unidades como o Tivoli Liberdade Lisboa, o EPIC SANA Lisboa, o Sheraton Lisboa Hotel & Spa e o Palácio Estoril Hotel & Golf. Em Espanha, também deu cartas no Le Meridien Barcelona, no Alfonso XIII Luxury Collection Hotel e no Gran Meliá Palácio de Isora, entre outros.

Começou a formação em Business Management na Universidade Lusíada, tendo posteriormente feito a licenciatura em Gestão Turística e Hoteleira na Universidade Internacional, apostando em várias formações em cozinha e gestão de comidas e bebidas.

Conquistou um certificado de Foodservice Management da Cornell University e, na mesma instituição, realizou o General Manager Program. Em 2021 adquiriu o grau de Executive Master’s em Gestão Hoteleira Internacional, na Les Roches Marbella.

“O novo desafio no Real Hotels Group constitui mais um passo na minha carreira, na medida em que será a primeira vez que vou trabalhar para 16 hotéis em simultâneo. Quero trazer a estas unidades a minha experiência em hotelaria de luxo e elevar a fasquia do serviço, ultrapassando os desafios que a pandemia nos trouxe”, afirma o profissional em comunicado.

O Real Hotels Group resulta da fusão, em 2020, de dois grupos hoteleiros nacionais, os detentores da marca REAL e a NEWPALM, operadora Holiday Inn Express da IHG – o que se traduz em 16 hotéis, num conjunto de 2.100 quartos distribuídos por Lisboa, Porto e Algarve.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Homepage

PortoBay Rio de Janeiro é alvo de remodelação no valor de 2M€

A fachada do edifício fez parte de um dos elementos remodelados.

Publituris

O hotel de quatro estrelas PortoBay Rio de Janeiro foi alvo de várias remodelações, num investimento de 2M€.

Estas decorreram no âmbito de um conjunto de remodelações levadas a cabo nos hotéis do grupo, de acordo com informação adiantada em comunicado.

A unidade aproveitou o último ano para proceder às obras que alteraram o exterior do PortoBay Rio de Janeiro para “uma imagem sofisticada em tons claros, integrado na paisagem cultural urbana da orla de Copacabana”.

Questões como a sustentabilidade e a eficiência energética tiveram peso no planeamento da intervenção, segundo o grupo, que explica que “todo o material retirado foi entregue para reciclagem ou reutilização”, por forma a reduzir o impacto ambiental da obra.

Para otimizar o rendimento energético da nova fachada, foram utilizados elementos maioritariamente feitos em vidro, alumínio e alumínio compósito (ACM).

“A escolha do tipo de vidro foi adequada às condições climatéricas da zona, permitindo limitar a troca térmica entre o interior e o exterior e, dessa forma, reduzir a necessidade de uso do sistema de ar condicionado do hotel e o impacto no consumo energético e na pegada de carbono inerente”, explica Cláudio Santos, CEO do PortoBay no Brasil.

O projeto de remodelação do PortoBay Rio de Janeiro contemplou ainda uma obra de manutenção profunda na zona da cobertura, onde está a situada a piscina. Acresce a reestruturação da rede elétrica do prédio, bem como a readequação do sistema de ar condicionado nas zonas públicas.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Hotelaria

“Be Our Guest” debate “hospitalidade em ambientes complexos” a 25 de julho

A terceira sessão decorre a 25 de julho, às 19h00, com a presença de Nuno Neves, General Manager do Intercontinental Luanda.

Publituris

A terceira sessão da “Be Our Guest”, uma iniciativa de conversas promovida pela ADHP – Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal, vai discutir “a hospitalidade em ambientes complexos” a 25 de julho, às 19h00.

Desta vez, a sessão conta com a presença de Nuno Neves, General Manager do Intercontinental Luanda, numa conversa moderada por Raúl Ribeiro Ferreira, vice-presidente da ADHP.

À semelhança das conversas anteriores, a sessão terá lugar em ambiente digital, via Zoom, sendo necessária inscrição através de um formulário. Em comunicado de imprensa, a associação alerta que as inscrições são limitadas.

Com formação em Gestão Hoteleira pela Alpina School of Hotel Management, na Suíça, e pela Cornell School of Hotel Administration, nos Estados Unidos, Nuno Neves é General Manager do InterContinental Luanda. No currículo, conta ainda com passagens pela direção de F&B do Meliá Milano, de unidades do Radisson em Roma e Bordéus, e do Hilton Vilamoura.

Antes de assumir a direção do InterContinental na capital angolana, foi General Manager do Océana Palace Hotel (Hammamet, Tunísia), do Radisson Blu Mammy Yoko Hotel (Freetown, Serra Leoa), do Radisson Blu Hydra Hotel (Argel, Algéria) e dos Park Inn by Radisson em Mascate e Duqm (Omã).

Raúl Ribeiro Ferreira é diretor da Estalagem Muchaxo Hotel desde 2003. Assumiu durante nove anos a presidência da ADHP, tendo sido eleito recentemente para um novo mandato como vice-presidente.

É professor na Universidade Lusófona, na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar do Instituto Politécnico de Leiria e na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, responsável por unidades curriculares relacionadas com a gestão hoteleira e a gestão de restauração.

Tem formação em Gestão Hoteleira pelo Instituto Superior Politécnico Internacional e pela Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre, para além de um doutoramento em Gestão de Turismo pela Universidade de Lisboa.

A iniciativa “Be Our Guest” promove conversas informais com diretores de hotéis de referência sobre as suas experiências profissionais, a hotelaria e o setor do turismo, decorrendo sempre nas últimas segundas-feiras de cada mês, às 19h00.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Homepage

Tarrafal Alfândega Suites é a nova unidade hoteleira da Oásis Atlântico em Cabo Verde

A inauguração terá lugar na próxima sexta-feira, 1 de julho, no novo empreendimento.

Publituris

O grupo Oásis Atlântico vai inaugurar esta sexta-feira, 1 de julho, um novo empreendimento, o Tarrafal Alfândega Suites.

Localizado na Baía do Tarrafal, na Ilha de Santiago, em Cabo Verde, o edifício da antiga alfândega foi agora transformado numa unidade de 20 apartamentos, “todos com vista para o mar”, como indicado pelo grupo em comunicado.

O projeto turístico pretende “valorizar o património cultural, local e nacional, estimulando a economia da região”. Por essa razão, os detalhes arquitetónicos da traça original do edifício histórico foram preservados.

Para além dos apartamentos, o Tarrafal Alfândega Suites dispõe de um espaço de restauração, o “Restaurante Malagueta”, com terraço com vista para o mar e uma ementa que promete “refeições ligeiras e saudáveis”.

O cocktail de inauguração deste empreendimento contará com a presença do primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, bem como de diversas entidades institucionais.

O grupo Oásis Atlântico tem um portefólio de oito hotéis, nomeadamente: Hotel Belorizonte e Hotel Salinas Sea (Ilha do Sal, Cabo Verde); Hotel Praiamar (Santiago, Cabo Verde); Hotel Porto Grande (S.Vicente, Cabo Verde); Hotel Fortaleza e Hotel Imperial, no Brasil, e os hotéis Hotel Saidia Palace & Hotel Blue Pearl, em Marrocos.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Sem categoria

HiJiffy lança sistema operativo “Aplysia OS” para facilitar interações entre hóspedes e hotéis

A tecnologia utiliza inteligência artificial para acompanhar todas as fases da jornada do hóspede no hotel, desde a pré reserva até ao pós-estadia. O objetivo passa por facilitar ações como “o processo de reserva, o check-in antecipado ou a reserva de uma mesa no restaurante”, de acordo com a HiJiffy.

Carla_Nunes

A HiJiffy acaba de lançar um novo sistema operativo de comunicação com hóspedes, o Aplysia OS.

Esta tecnologia utiliza Inteligência Artificial (IA) para criar interações entre os hotéis e os clientes em todas as fases da jornada do hóspede, desde a pré reserva até ao pós-estadia, de acordo com informação enviada em comunicado pela empresa.

Desta forma, a Aplysia permite conectar os hóspedes e hotéis “24 horas por dia, sete dias por semana”, sem a necessidade de interação humana”.

O objetivo passa por facilitar ações como “o processo de reserva, o check-in antecipado ou a reserva de uma mesa no restaurante”, de acordo com a HiJiffy.

A empresa explica que este sistema foi treinado nos últimos seis anos “com milhões de questões exclusivamente relacionadas com a indústria hoteleira”, pelo que possui recursos de autoaprendizagem para analisar dados em bruto e não etiquetados e classificá-los por si só.

Isto permite que a IA “aprenda de forma quase autónoma, tornando o processo de aprendizagem mais rápido face às soluções treinadas manualmente por humanos”.

Para além disso, a Aplysia consegue “entender as emoções por detrás das conversas”, através da análise semântica e de sintaxe.

O sistema consegue reconhecer se a conversa é negativa, neutra ou positiva, reagindo de acordo com esta análise – ou seja, dá prioridade e encaminha automaticamente as mensagens para o departamento certo.

Por exemplo, se a conversa for classificada pelo sistema como positiva, “o hóspede poderá seguir um fluxo de atendimento normal, eventualmente até sem qualquer interação com um agente humano”, tal como explica Tiago Araújo, CEO da HiJiffy, à Publituris Hotelaria.

Se, por outro lado, o tom da conversa for negativo, o “hóspede poderá ser imediatamente redirecionado para a equipa do front-office, por exemplo, ou então diretamente para o diretor do hotel”.

A Aplysia OS é baseada na cloud e possui uma consola acessível através de desktop, browser e aplicações para Android e iOS.

Esta solução funciona apenas para os produtos da HiJiffy e não poderá ser comprada para ser usada para outros fins, tal como indica a empresa.

De momento, a tecnologia já está disponível “para todos os clientes da HiJiffy com muitos recursos já totalmente funcionais”, como adianta a empresa.

Funcionalidades em beta testing, que de momento só estão disponíveis para um número restrito de hotéis, serão alargadas a todos os clientes “em breve”.

Sobre o autorCarla_Nunes

Carla_Nunes

Mais artigos

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se conectado

©2021 PUBLITURIS. Todos os direitos reservados.