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Nova edição do Publituris: À conquista do mundo

A nova edição do Publituris faz capa com a entrevista aos responsáveis pela Great Hotels of The World, depois desta ter sido comprada pela empresa portuguesa GuestCentric. Pedro Colaço, CEO, Rita Alves Machado, VP Sales & Marketing, e Armando Rocha, VP Business Development, apresentam a estratégia para a soft brand nos próximos anos.

Carina Monteiro
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Nova edição do Publituris: À conquista do mundo

A nova edição do Publituris faz capa com a entrevista aos responsáveis pela Great Hotels of The World, depois desta ter sido comprada pela empresa portuguesa GuestCentric. Pedro Colaço, CEO, Rita Alves Machado, VP Sales & Marketing, e Armando Rocha, VP Business Development, apresentam a estratégia para a soft brand nos próximos anos.

Carina Monteiro
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A nova edição do Publituris faz capa com a entrevista aos responsáveis pela Great Hotels of The World, depois desta ter sido comprada pela empresa portuguesa GuestCentric. Pedro Colaço, CEO, Rita Alves Machado, VP Sales & Marketing, e Armando Rocha, VP Business Development, apresentam a estratégia para a soft brand nos próximos anos.

Malta é o destino da reportagem desta edição. Fomos conhecer o arquipélago do Mediterrâneo a convite do Turismo de Malta e da Air Malta e contamos-lhe tudo.

Nesta edição, publicamos ainda um especial sobre Turismo Rural, com o objectivo de perceber quais os desafios que se colocam a este sub-sector do Turismo em Portugal.

O Caravanismo está na moda em Portugal? Parece que sim. Há cada vez mais adeptos e empresas a surgir à boleia desta actividade. Conversámos com Beatriz Santos, presidente do grupo de sector de Campismo, Caravanismo, Hotelaria de Ar Livre e Parques Temáticos da AHRESP.

Não perca, ainda, as opiniões habituais de Pedro Machado, Humberto Ferreira e António Paquete, e, também, de Jorge Abrantes, Francisco Coelho, Nuno Carvalho e Eduardo Moraes Sarmento.

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Residentes ajudam dormidas a recuperar em novembro, com destaque para a Madeira

As dormidas dos residentes representaram, entre janeiro e novembro de 2021, 50,7% do total, num resultado que, segundo o INE, fica “significativamente acima da quota verificada em 2019”, que foi de 29,8% do total.

Inês de Matos

Em novembro, o setor do alojamento turístico contabilizou 1,5 milhões de hóspedes e 3,6 milhões de dormidas, valores que representam aumentos de 265,5% e 287,7% face a igual mês de 2020, mas que continuam a traduzir perdas de 17,0% e 12,4%, respetivamente, em comparação com o período pré-pandemia, num resultado que, no entanto, mostra alguma recuperação, com destaque para a Madeira, assim como para o mercado nacional, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Os dados confirmados esta sexta-feira pelo INE mostram que, em novembro, o mercado interno contribuiu com 1,3 milhões de dormidas, enquanto os mercados externos
totalizaram 2,3 milhões, o que, apesar de traduzir decréscimos em ambos, mostra um melhor desempenho do mercado interno, uma vez que as dormidas dos residentes caíram 3,4% e as dos mercados externos desceram 16,6%.

Ainda assim, os mercados externos predominaram e, segundo o INE, apresentaram um peso de 64,5%, totalizando totalizaram 2,3 milhões de dormidas, num aumento de 486,0%face a igual mês de 2020, enquanto as dormidas dos residentes foram 1,3 milhões, num crescimento de 140,1% face ao ano passado.

Já no acumulado de janeiro a novembro de 2021, as unidades de alojamento turístico registaram 14,9 milhões de hóspedes e 39,9 milhões de dormidas, valores que correspondem a crescimentos de 33,0% e 36,9%, respetivamente, face a igual período de 2020.

Entre os residentes, o crescimento foi de 36,0%, enquanto o descimento das dormidas dos não residentes foi de 45,3%, ainda que, em comparação com o período pré-pandemia, se registe uma diminuição de 47,7% nas dormidas, mais uma vez com uma melhor desempenho dos residentes, onde este indicador caiu 10,8% nos residentes, enquanto nos não residentes desceu 63,3%.

O INE realça ainda que, entre janeiro e novembro de 2021, as dormidas de residentes representaram 50,7% do total, “significativamente acima da quota verificada em 2019 (29,8% do total)”.

Já nos que diz respeito a proveitos, o valor chegou aos 211,6 milhões de euros no
total e 153,4 milhões de euros relativamente a aposento em novembro, o que indica descidas de 8,0% nos totais e 7,5% por aposento.

O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) situou-se em 30,4 euros em novembro, enquanto o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu os 75,2 euros, valores que comparam com o RevPAR de 32,1 euros e ADR de 70,5 euros registados em igual mês de 2019.

No acumulado de janeiro a novembro de 2021, verificaram-se ainda aumentos de 56,4% nos proveitos totais e de 58,0% nos relativos a aposento, ainda que em comparação com o mesmo período de 2019 se tenham registado variações de -46,8% em ambos.

“Em novembro, 33,8% dos estabelecimentos de alojamento turístico estiveram encerrados ou não registaram movimento de hóspedes (25,3% em outubro)”, acrescenta o INE.

Por regiões, o destaque vai para a Madeira, que apresentou um crescimento (+0,8%) no
número de dormidas, principalmente devido à contribuição do mercado nacional, onde as dormidas subiram 23,7%, enquanto nos não residentes houve uma descida de 2,0%.

Além da Madeira, o INE diz que, “em novembro, registaram-se aumentos das dormidas em todas as regiões”, revelando, no entanto, que a “AM Lisboa concentrou 31,4% das
dormidas em novembro, seguindo-se o Algarve (18,5%), o Norte (17,6%) e a RA Madeira (14,4%)”.

Já no acumulado dos primeiros 11 meses de 2021, o INE indica que “todas as regiões apresentaram acréscimos no número de dormidas, com realce para as evoluções apresentadas pela RA Açores (+117,1%) e RA Madeira (+73,3%)”, tendo os acréscimos sido “generalizados às dormidas de residentes, com destaque para a RA Madeira (+110,4%) e RA Açores (+99,3%), e também às de não residentes (com o maior aumento na RA Açores: +157,8%)”.

Lisboa, por sua vez, concentrou cerca de um quarto das dormidas de novembro, contabilizando 862,4 mil dormidas, que representaram 24,2% do total, valores que aumentam para 4,6 milhões de dormidas (13,2% do total) no acumulado até novembro, o que se traduz  “num crescimento de 37,3%”, ainda que, face ao período pré-pandemia, se mantenham as descidas.

“Neste período, as dormidas de residentes aumentaram 43,0% e as de não residentes (74,5% do total) cresceram 35,5%. Comparando com o mesmo período de 2019, as dormidas em Lisboa registaram uma diminuição de 64,9% (-42,4% nos residentes e -69,0% nos não residentes)”, aponta o INE.

Já a taxa líquida de ocupação-cama nos estabelecimentos de alojamento turístico  situou-se nos 31,9%, num aumento de 21,3 p.p. face a outubro, mas abaixo dos 35,2% registados em 2019, enquanto a taxa líquida de ocupação-quarto foi de 40,4%, num aumento 25,7 p.p.
face ao mês anterior, mas também abaixo de novembro de 2019, quando este indicador tinha sido de 45,6%.

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Transportes

Costa confirma que há companhias aéreas interessadas em adquirir 50% do capital da TAP

O futuro da TAP foi um dos temas em destaque no debate que opôs António Costa e Rui Rio esta quinta-feira, 13 de janeiro, no âmbito das eleições legislativas de 30 de janeiro.

Inês de Matos

O primeiro-ministro e secretário-geral do Partido Socialista (PS), António Costa, confirmou esta quinta-feira, 13 de janeiro, que “há, felizmente, já outras companhias interessadas em adquirir” 50% do capital da TAP, que o Estado pretende alienar depois da reestruturação.

“A companhia estará em condições de, assim que possível, podermos alienar 50% do capital e há, felizmente, já outras companhias interessadas em adquirir”, afirmou António Costa, num debate com Rui Rio, presidente do Partido Social Democrata (PSD), no âmbito das eleições legislativas do próximo dia 30 de janeiro.

Confirmando que o Estado não vai injetar mais dinheiro na TAP, uma vez que “essa foi a garantia dada pela Comissão Europeia, que escrutinou o processo e reconheceu a viabilidade do plano de reestruturação”, António Costa confirmou que existem interessados em ficar com metade da companhia aérea nacional e aproveitou para garantir que não há razões para duvidar do sucesso do plano já aprovado por Bruxelas.

Já Rui Rio, que se mostrou muito crítico da forma como o atual governo conduziu o processo de nacionalização e reestruturação da transportadora, garantiu que, se for eleito primeiro-ministro, a TAP é para privatizar “o mais depressa possível” e acusou a companhia aérea de prestar um serviço “absolutamente indecente”.

“Não é amanhã, porque se não vende mal, não vou vender mal, mas isto não é sustentável, não é sério nem é competente”, criticou, dizendo que foram investidos na empresa 3,3 mil milhões de euros ,quando a receita anual do IRC no país é de 5,5 mil milhões.

Rio acusou a empresa de prestar um serviço “absolutamente indecente” até no aeroporto de Lisboa e de “não ligar nada ao resto do país”, dando como exemplo um voo Madrid – São Francisco, nos EUA, com escala em Lisboa, que custa “a um espanhol 190 euros”, enquanto os portugueses que apanhem o mesmo avião em Lisboa pagam 697 euros.

“É companhia de bandeira, mas é companhia de bandeira espanhola ou de outro país qualquer, isto é revoltante, isto é inadmissível”, criticou o presidente do PSD, defendendo que “a TAP não deveria ter sido nacionalizada”.

Já António Costa frisou que, se o Estado não tivesse readquirido 50% do capital da transportadora aérea nacional, a TAP teria “ido para o buraco”, uma vez que as várias empresas do acionista privado David Neeleman estavam a ir à falência.

Sobre o autorInês de Matos

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Destinos

CEPT debate estratégia para promoção turística externa em 2022

A estratégia e os objetivos de promoção turística externa do destino Portugal para 2022 foram traçados na reunião do CEPT. Os destaques vão para uma aposta no crescimento em valor, na digitalização e na sustentabilidade como fatores primordiais para promover a competitividade do setor.

O Conselho Estratégico para a Promoção Turística Externa (CEPT), reunido esta semana, sob presidência do ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, decidiu que para 2022, o país deve apostar no crescimento em valor, na digitalização e na sustentabilidade como fatores primordiais para promover a competitividade do setor.

Refere nota do Ministério da Economia que, em termos operacionais, o esforço promocional de 2022 passa pelo regresso de iniciativas presenciais de impacto junto do consumidor em alguns dos mercados emissores mais significativos como o Reino Unido, França e Brasil, mantendo-se igualmente uma forte aposta no mercado norte-americano.

O CEPT apontou ainda para as parcerias intra e inter-regiões, e entre os parceiros públicos e privados, “como a forma mais profícua para levar aqueles objetivos estratégicos a bom porto”.

A estrutura consultiva do Governo em matéria de promoção turística externa e de concertação estratégica, constituída por representantes do Turismo de Portugal, dos Governos Regionais da Madeira e dos Açores, do setor privado, através da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), das ARPT’s e das Entidades Regionais de Turismo, realça que os segmentos turísticos que vão corporizar esta estratégia são os de maior valor acrescentado, nomeadamente o Enoturismo, a Gastronomia, a Arte, a Arquitetura e o Turismo Literário. Neste último caso, destaque para o facto de Portugal ser este ano o país convidado da Bienal do Livro de São Paulo.

“Todos estes segmentos turísticos, para além dos consolidados na estratégia promocional do país, têm já planos de ação estabelecidos e têm vindo a ser desenvolvidos para que se assumam como motores de desenvolvimento da atividade turística nacional, em todo o território, durante todo o ano, fazendo com que o turismo possa estender os seus benefícios a outros setores da economia e da sociedade portuguesa”, indica ainda o comunicado, que salienta que a promoção de cada um destes segmentos “está a reforçar a aposta no digital, com a presença contínua nas redes sociais, plataforma cada vez mais importante para atrair e captar a atenção para Portugal, enquanto destino turístico.

Na ocasião, Siza Vieira considerou que, ao longo dos últimos anos o turismo conquistou um lugar de extrema importância no contexto da economia portuguesa, quer no que diz respeito às exportações como também ao emprego. A pandemia veio interromper um ciclo muito virtuoso de crescimento do setor, mas “com o apoio do Estado e a resiliência das empresas e dos empresários, o setor tem condições para recuperar e voltar gradualmente ao ritmo do crescimento que queremos seja mais sustentável e gerador de riqueza para Portugal, contribuindo para o desenvolvimento de toda a nossa sociedade e para a preservação do nosso património ambiental e cultural”.

Por sua vez, a secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, lembrou que “o turismo está perante o grande desafio de se saber reinventar, incorporando no seu modelo de desenvolvimento futuro a dupla transformação verde e digital.

Por isso, a governante está confiante de que o setor em Portugal sairá seguramente mais competitivo desse processo, “para o qual considero importante o facto de termos consolidada uma estratégia muito consensual e de longo prazo, complementada pelo Plano Reativar o Turismo | Construir o Futuro, assim como um modelo de governação com provas dadas que abrange todos os stakeholders do setor, desde os institucionais a nível regional e a nível nacional, a todo o setor privado, que considero crítico para o sucesso alcançado pelo turismo em Portugal”.

Sobre o autorCarolina Morgado

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Transportes

TAP encerra operações de manutenção e engenharia no Brasil 

A decisão estava tomada, depois da Comissão Europeia ter aprovado o plano de reestruturação da TAP e a ajuda estatal de 2.550 milhões de euros, tendo imposto, contudo, condições, incluindo a separação dos ativos não-essenciais, nomeadamente, o negócio de manutenção no Brasil.

Publituris

O Grupo TAP decidiu encerrar as operações de Manutenção e Engenharia Brasil (TAP ME), como parte do plano de reestruturação aprovado por Bruxelas em dezembro.

Em comunicado, a companhia aérea nacional refere que, “a medida não interfere na operação de transporte aéreo de passageiros da companhia no país, seu principal mercado exterior”.

O Brasil representa entre 25% e 30% da receita da TAP, que continua a aumentar a oferta naquele mercado, com presença em 11 capitais e expectativa de expansão dos voos semanais.

À Lusa, Christine Ourmières-Widener, presidente executiva da companhia aérea, anunciou que, “depois de uma análise aprofundada e muitos estudos, a TAP decidiu fechar a Manutenção & Engenharia no Brasil e encerrar de forma gradual a operação no Brasil e hoje vamos discutir com os trabalhadores, claro, que são a principal prioridade, mas também discutir com os nossos clientes”.

Em comunicado, a TAP revela que “os serviços de manutenção referentes a aeronaves já contratados e/ou em andamento serão realizados normalmente, de acordo com os contratos entre a TAP ME e seus clientes”.

Além disso, a TAP ME “não aceitará novos pedidos para prestação de serviços de manutenção”, concluindo ainda que, “somente depois da conclusão dos serviços de manutenção em andamento ou daqueles já contratados é que a TAP ME encerrará suas atividades”.

Em entrevista à Lusa, Christine Ourmières-Widener disse que encerrar o negócio de engenharia e manutenção no Brasil “não é uma decisão fácil”, porque envolve 500 trabalhadores, mas foi tomada após tentativas falhadas de venda.

“Não é uma decisão fácil, porque estamos a falar de pessoas, mas estamos a tentar fazer tudo para garantir que esta decisão e a sua implementação é feita respeitando os nossos trabalhadores, a experiência que eles têm em engenharia e toda a lealdade que têm para com a companhia”, afirmou.

Segundo a responsável, a Manutenção & Engenharia Brasil (ex-VEM – Varig Engenharia e Manutenção) tem atualmente 500 trabalhadores, após várias reestruturações que incluíram despedimentos, dos quais pouco menos de 400 estão no ativo.

Alvo de várias reestruturações com despedimentos, a última das quais em 2018, a M&E Brasil recebeu da TAP, globalmente, entre 2010 e 2017, injeções financeiras num total de 538 milhões de euros, a valores nominais, sendo que em 2018 foram feitas transferências de 30 milhões de euros.

Recorde-se que a Comissão Europeia informou em 21 de dezembro que aprovou o plano de reestruturação da TAP e a ajuda estatal de 2.550 milhões de euros, mas impôs condições, incluindo a separação dos ativos não-essenciais, nomeadamente o negócio de manutenção no Brasil, e os de ‘catering’ (Cateringpor) e de ‘handling’ (Groundforce).

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Transportes

Ryanair diz ter “solução” para o problema dos “voos fantasma” da Lufthansa

A corrida aos ‘slots’ nos diversos aeroportos mundiais é um dos problemas que as companhias aéreas enfrentam. Contudo, a Ryanair diz ter solução, por exemplo, para os 18.000 “voos fantasma” que a Lufthansa diz ter de fazer para preservar esses mesmos ‘slots’.

Victor Jorge

Depois de a Lufthansa ter afirmado que efetuava 18.000 voos “desnecessários” para preservar os ‘slots’ nos aeroportos em todo o mundo, mostrando-se o CEO do Grupo Lufthansa especialmente crítico em relação às regulamentações da União Europeia, já que esta situação “prejudica o clima e é exatamente o oposto do que a Comissão Europeia deseja alcançar”, a Ryanair vem agora propor a resolução desse problema da companhia aérea alemã.

Apelando à Comissão Europeia que ignore as falsas alegações da Lufthansa sobre a operação de “voos fantasma”, apenas para que possa “bloquear” os seus ‘slots’ e proteger-se da concorrência das companhias aéreas low-cost, a companhia liderada por Michael O’Leary é perentório na solução: “a Lufthansa deveria vender lugares a tarifas baixas e recompensar os consumidores da UE, muitos dos quais responsáveis por financiar 12 mil milhões de euros de auxílios estatais que a Lufthansa e as suas filiais na Bélgica, Áustria e Suíça já receberam dos contribuintes durante os últimos dois anos de pandemia”.

Lufthansa

No entender da Ryanair, a Lufthansa “queixa-se” dos “voos fantasma”, “não devido a preocupações com o meio ambiente, mas sim para que possa proteger os seus ‘slots’ (que não estão a utilizar), ao mesmo tempo que elimina a concorrência e a escolha do consumidor”.

Michael O’Leary, CEO do grupo Ryanair, afirma, em comunicado, que “se a Lufthansa precisa realmente de operar estes voos (apenas para evitar a libertação de ‘slots’ para as companhias aéreas concorrentes), então deveria ser-lhes exigido que vendam estes lugares ao público a tarifas baixas”.

O’Leary, que tem sido bastante crítico das ajudas que os diversos governos têm dados às companhias aéreas, deslocando-se a Lisboa com muita frequência, concluiu que a Lufthansa “adora chorar lágrimas de crocodilo sobre o ambiente quando faz tudo ao seu alcance para proteger os seus ‘’slots”. E acusa o grupo alemão de “bloquear a concorrência e limitar a escolha em grandes aeroportos centrais como Frankfurt, Bruxelas Zaventem, Viena, entre outros”.

“Se a Lufthansa não quer operar ‘voos fantasma’ para proteger os seus ‘slots’, então basta vender estes lugares a tarifas baixas e ajudar a acelerar a recuperação das viagens aéreas de curta e longa distância de e para a Europa”, diz O’Leary.

Entretanto, a Ryanair apela novamente à Comissão Europeia para forçar a Lufthansa e outras companhias aéreas subsidiadas pelo Estado a libertarem ‘slots’ que não desejam utilizar, para que “os ‘Ghostbusters’ de tarifas baixas como a Ryanair, entre outros, possam oferecer escolha, concorrência, e tarifas mais baixas em aeroportos centrais”.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

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Secretário-geral do PS reafirma importância do turismo, mas diz que não pode ser visto fora do contexto de toda a economia

Na qualidade de candidato do PS às próximas eleições legislativas, António Costa, respondeu uma a uma as várias questões colocadas pelo presidente da CTP, Francisco Calheiros, reafirmando sempre a importância do turismo, setor que afirma, não pode ser analisado, apesar da sua especificidade, fora do contexto de toda a economia portuguesa.

António Costa, secretário-geral do PS e candidato às eleições legislativas marcadas para 30 de janeiro, reuniu esta terça-feira com o presidente da CTP, Francisco Calheiros, na sede nacional do Partido Socialista, em Lisboa (formado presencial), e com representantes da atividade turística (via online).

A Confederação do Turismo de Portugal pretendia conhecer as propostas e prioridades do PS relativamente ao Turismo, colocando a António Costa uma série de questões que preocupam este setor, caso venha a ser Governo, e que passam, nomeadamente pelos custos de contexto, continuidade dos apoios, promoção, fiscalidade, questões laborais, e novo aeroporto de Lisboa.

Francisco Calheiros apelou inclusive que o próximo Governo seja “da economia e das empresas”, ao invés dos anteriores que, primeiro foram das finanças, com a troika, e depois da saúde, com a pandemia da Covid-19.

António Costa respondeu às várias solicitações apresentadas pelo presidente da CTP, reafirmou a importância do turismo ao longo da sua intervenção, mas lembrou que, apesar da sua especificidade, o setor não pode estar dissociado da economia no seu todo.

O secretário-geral do PS referiu que “o turismo é um todo de todos os outros setores, é multiplicador da riqueza, tem um papel fundamental de coesão territorial, o que tem possibilitado o combate à sazonalidade”, por isso, vai contar com o turismo, “por si só, mas também por aquilo que puxa pelos outros setores”.

Para Costa, não há muito mais a mexer neste setor que dispõe de um plano estratégico “Reativar o Turismo – Construir o Futuro”, que dispõe de mais de seis mil milhões de euros, a acrescentar ao PRR que vai canalizar grande parte dos investimentos nas empresas.

Caso o seu partido vença as eleições legislativas, o candidato prometeu iniciará um processo de revisão do licenciamento para atividades económicas logo após a aprovação do Orçamento do Estado para 2022 no parlamento, respondendo à CTP que se queixou dos “elevados custos de contexto” suportados pelas empresas do seu setor.

“Temos de avançar com uma redução significativa dos custos de contexto e, no que diz respeito ao turismo, em relação aos processos de licenciamento”, respondeu António Costa.

O líder socialista adiantou depois que o antigo secretário de Estado João Tiago Silveira “está a concluir um trabalho de fundo de revisão de todo o processo de licenciamento para atividades económicas, designadamente para o turismo”.

“A minha previsão é que logo a seguir às eleições, formado o executivo e aprovado o Orçamento do Estado para 2022, um dos primeiros pacotes legislativos do novo Governo será mesmo o da simplificação do licenciamento. Queremos reduzir os custos de contexto”, prometeu.

Mas para que as empresas, nomeadamente, as do turismo possam recuperar, António Costa considera essencial a estabilidade de Governo na execução de políticas, mas também de orientação política.

“A estabilidade é uma condição para que o país prossiga uma trajetória sustentável de crescimento.  Não podemos passar a tempo de crise política em crise política, não podemos viver com governos provisórios de dois anos, temos de ter um horizonte estável”, destacou.

“Quando vemos o principal partido alternativo ao PS começar a encarar a possibilidade de renegociar com a União Europeia o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e não aceitar a assinatura do Portugal 2030, temos então motivos para recear o atraso que implicaria o financiamento do esforço de recuperação”, disse.

Segundo Francisco Calheiros, e como tem sido hábito nas vésperas das eleições legislativas, a CTP vai reunir também com o líder do PSD, Rui Rio, para conhecer as propostas deste partido no que diz respeito ao turismo, sem, no entanto, adiantar a data.

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António Costa diz sim à manutenção do programa Apoiar.pt

Na reunião realizada hoje entre o setor do turismo e o Partido Socialista, promovida pela CTP, o candidato a primeiro-ministro, António Costa deixou a indicação de, em caso de vitória, “retomar o programa Apoiar.pt”.

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No decorrer da reunião realizada esta terça-feira, 11 de janeiro, entre o Partido Socialista (PS) e a Confederação do Turismo de Portugal (CTP), o líder do PS e candidata a primeiro-ministro, António Costa, afirmou-se favor da continuação do programa Apoiar.pt.

Esta resposta foi dada ao presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), Pedro Costa Ferreira, quando questionado sobre a necessidade da reabertura deste programa.

Segundo a APAVT, “as circunstâncias em que se baseou o programa Apoiar.pt até abril mantêm-se, tendo-se mesmo agravado, de abril a dezembro”. Por isso, a APAVT “manterá todos os esforços, quer na sua esfera de atuação, quer integrada na CTP, no sentido de que as verbas devidas de abril de 2021 a dezembro de 2021 sejam efetivamente pagas às empresas”, lê-se na nota de imprensa enviada às redações.

“O senhor secretário-geral do Partido Socialista falou nesta reunião num esforço conjunto que foi realizado para preservar a oferta turística em Portugal”, refere o presidente da APAVT.

Concretamente no que se refere ao Apoiar.pt, a APAVT aponta que “este esforço foi interrompido pelo Governo cessante”; embora reconheça que foi com “satisfação” que a associação registou a “abertura do Partido Socialista para retomar o esforço em caso de vitoria eleitoral”, conclui Pedro Costa Ferreira.

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Six Senses Douro Valley reabilita ‘Villas da Vinha’ num investimento de quase 3 milhões de euros

O investimento está avaliado em 2,9 milhões de euros e contempla a transformação em nove quartos/suites e em duas ‘villas’ independentes com mais dois quartos, totalizando assim um acréscimo de 11 quartos ao inventário do hotel.

Victor Jorge

O Six Senses Douro Valley, situado no coração do Vale do Douro, perto de Lamego, vai transformar as existentes sete ‘Villas da Vinha’ em mais nove quartos, mantendo somente duas ‘villas’ independentes, cada uma com piscina privativa.

Posicionada no segmento de luxo, o investimento nesta transformação ascende a 2,9 milhões com as construções pré-existentes da unidade turística a serem transformadas em nove quartos/suites e em duas ‘villas’ independentes com mais dois quartos, totalizando assim um acréscimo de 11 quartos ao inventário do hotel.

A área de intervenção será de cerca de 1.000 m2, numa obra marcada por “padrões de elevado requinte e sofisticação, com a particularidade de as ‘villas’ possibilitarem a utilização independente ou comunicante dos quartos”, refere o comunicado.

A ‘villa’ de maior dimensão tem nove quartos, que podem ser utilizados de forma individualizada ou para hospedagem agregada de grupos, além de piscina, jacuzzi exterior e sauna. A outra ‘villa’ a ser intervencionada totaliza três quartos, distribuídos em acomodações que poderão também ser independentes, nomeadamente um quarto com sala, pátio exterior e piscina privada; e um outro com sala e entrada independente, quarto de apoio, pátio exterior e piscina privativa.

Detido pelo Fundo Discovery e operado pela marca Six Senses, o Six Senses Douro Valley dispõe de 60 quartos, spa com 2.300 m2 e valências de refeição e bar de topo, bem como um centro de negócios. A oferta de acomodação inclui ainda diversas ‘villas’, sendo todo o empreendimento envolvido numa zona privada de mata, recentemente classificada como parte do portfólio dos Jardins Históricos de Portugal.

A obra a ser realizada no Six Senses Douro Valley foi confiada à Tétris, uma subsidiária de propriedade da JLL.

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Vinho e turismo vinícola do Pico promovem-se na China

O vinho do Pico e o turismo vinícola da “ilha-montanha” estiveram em destaque numa sessão de promoção do Turismo de Portugal no leste da China.

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O vinho do Pico e o turismo vinícola da “ilha-montanha” estiveram em destaque numa sessão de promoção do Turismo de Portugal no leste da China, que foi transmitida ao vivo na televisão e Internet.

O evento deu a provar oito vinhos de diferentes regiões de Portugal, incluindo o vinho do Porto, o vinho verde e o vinho branco, revelou, num comunicado divulgado na segunda-feira, 10 de janeiro, a agência chinesa de viagens Tuniu.

O delegado do Turismo de Portugal na China, Tiago Brito, apresentou a Paisagem Vinha da Ilha do Pico, que foi em 2004 listada como Património Mundial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

A sessão, que decorreu na cidade de Nanjing, capital da província de Jiangsu, no leste da China, foi organizada pelo Turismo de Portugal, a Tuniu e a NJBG, a radiotelevisão pública de Nanjing, tendo sido transmitido ao vivo na plataforma da NJBG, na aplicação chinesa de transmissões ao vivo Niuka, e na plataforma da Tuniu.

O mercado chinês do vinho é já o quinto maior do mundo, embora apenas cerca de 3% dos 1,4 mil milhões de habitantes beba regularmente vinho.

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OMT pede que se repense “totalmente” o turismo

A OMT apela à necessidade de se repensar totalmente o setor do turismo porque representa uma oportunidade, tendo em conta as perdas dos últimos dois anos,. Sinaliza uma possível recuperação do turismo em 2022, mas diz a que a retoma de chegadas internacionais a níveis de 2019 deverá acontecer apenas em 2024 ou ainda mais tarde.

“Repensar totalmente o setor pode representar uma oportunidade” apela a Organização Mundial do Turismo (OMT), que destaca as dificuldades que o turismo tem vivido nos dois últimos anos.

Uma análise feita por um painel de peritos da OMT sinaliza uma possível recuperação do turismo em 2022, e que a situação seria impulsionada pela procura, principalmente durante o segundo e terceiro trimestres do ano, para estimar que, para 2023, a recuperação deverá continuar, mas uma retoma de chegadas a níveis de 2019 deverá ocorrer em 2024 ou ainda mais tarde.

O OMT estima que, nos primeiros sete meses do ano passado, o turismo internacional tenha caído 80% em relação aos níveis anteriores à pandemia, realçando que, apesar da melhora relativa no período em relação a 2020, o desempenho esteve bem abaixo de 2019.

A diretora executiva da Organização, Zoritsa Urosevic, declarou, no entanto, que a retoma da indústria turística global precisa de cooperação internacional e novas ideias, lembrando que antes da paralisação pela crise houve 1,5 mil milhões de chegadas internacionais, contribuindo o turismo com 7% ao Produto Interno Bruto (PIB) global.

A OMT sublinha ainda que as pessoas e comunidades dependentes do setor turístico devem potenciar a formação. Outra oportunidade “muito importante para o futuro e para a recuperação” é aproveitar os fluxos financeiros disponíveis ou investir cada vez mais no ecoturismo. A representante da OMT disse que a agência está recetiva a inovações e tem melhorado a conexão com parceiros.

 

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