AHETA quer “políticas de habitação a custos controlados” para atrair mão-de-obra para o Algarve

Por a 17 de Julho de 2018 as 9:54

A Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) apelou esta terça-feira, dia 17, aos responsáveis autárquicos para a necessidade de implementar “políticas de habitação activas a custos controlados, tendo em vista motivar e atrair mão-de-obra de outras regiões do País, mas também imigrantes oriundos de países terceiros”.

A associação  considera a falta de mão-de-obra “em quantidade e qualidade um dos maiores problemas estruturais do Algarve na actualidade”.

Para a AHETA, os estrangulamentos actualmente existentes nesta matéria resultam, em grande medida, da “ancestral falta de mobilidade entre as zonas residenciais com maior concentração de trabalhadores e os respectivos locais de trabalho, localizados fora das áreas urbanas”.

Por outro lado, considera a AHETA, é necessário estabelecer parcerias entre o sector público e o sector privado, com o objectivo de fidelizar os trabalhadores ao Turismo e às empresas, através, nomeadamente, “de acções de formação contínua durante a temporada baixa, visando a criação de equipas estáveis e duradouras ao longo do ano, melhorando a qualidade dos serviços prestados e aumentando os seus níveis de produtividade e, por essa via, a rendibilidade das empresas e a competitividade turística regional e nacional”.

Para a associação , o Direito do Trabalho “não resolve, por si só, os problemas estruturais da falta de mão-de-obra, pelo que o regresso a um passado proteccionista em termos de legislação laboral, como pretendem algumas forças politicas e sindicais, não pode servir de desculpa para ultrapassar os estrangulamentos com que o nosso País em geral e o Algarve em particular se vêm confrontando nos últimos tempos, quer nesta quer em outras matérias”.

Neste sentido, “importa agilizar e flexibilizar os processos de legalização de imigrantes, tendo em vista a importação controlada de mão-de-obra estrangeira para trabalhar na economia em geral e no turismo do Algarve em particular”, conclui a AHETA.

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