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Autarquias atraem Turismo com eventos de Verão

Com o Turismo a crescer em todo o país, as autarquias nacionais têm vindo a apostar em cartazes turísticos capazes de atrair um maior número de visitantes. E este Verão promete muita animação, já que às tradicionais festas e romarias, juntam-se festivais de música e gastronomia, feiras medievais e um sem fim de iniciativas que vão decorrer de Norte a Sul de Portugal.

Inês de Matos
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Autarquias atraem Turismo com eventos de Verão

Com o Turismo a crescer em todo o país, as autarquias nacionais têm vindo a apostar em cartazes turísticos capazes de atrair um maior número de visitantes. E este Verão promete muita animação, já que às tradicionais festas e romarias, juntam-se festivais de música e gastronomia, feiras medievais e um sem fim de iniciativas que vão decorrer de Norte a Sul de Portugal.

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Foto: Vasco Célio/Stills

Com o Turismo a crescer em todo o país, as autarquias nacionais têm vindo a apostar em cartazes turísticos capazes de atrair um maior número de visitantes. E este Verão promete muita animação, já que às tradicionais festas e romarias, juntam-se festivais de música e gastronomia, feiras medievais e um sem fim de iniciativas que vão decorrer de Norte a Sul de Portugal.


O calendário de eventos para este Verão é extenso e chega a praticamente todos os 308 concelhos portugueses. O crescimento do Turismo tem incentivado as autarquias a apostarem em cartazes turísticos e, este Verão, promete ser recheado de animação. Neste artigo, fomos saber o que estão as autarquias portuguesas a preparar e, apesar de terem sido poucas as que nos responderam, é possível perceber que a oferta vai ser variada.
“É através dos eventos que uma cidade consegue proporcionar que torna o destino atractivo não apenas pela sua dimensão patrimonial e histórica, que é fundamental, mas também pela oferta cultural que consegue proporcionar.  E uma cidade que consegue ter uma oferta larga está a contribuir para a dinamização da economia local, e para a projecção do destino a nível internacional”, diz ao Publituris Ricardo Valente, vereador de Economia, Turismo e Comércio da Câmara Municipal do Porto.
No caso do Porto, a agenda de eventos para o Verão conta com mais de 400 iniciativas, “em áreas tão distintas como a animação de rua, eventos dedicados aos mais jovens, actividades desportivas em toda a cidade, exposições, animação de feiras e animação musical”, resume o responsável, explicando que se trata de uma agenda “que tem vindo a ser consolidada nos últimos anos, e que, hoje, apresenta a cidade do Porto como uma cidade viva e rica nos eventos que desenvolve, pela sua diversidade e singularidade de alguns”.
Ricardo Valente destaca o festival Primavera Sound, as Festividades de São João, o Festival Internacional de Circo e o Open Mag como os eventos que se realizam no Porto e que têm maior impacto internacional. Mas, além destes, a Invicta também promove eventos de cariz local, como o Festival Trengo, a animação da Praça Parada Leitão, com o seu mercado semanal, a promoção da actividade física (Yoga) ou o Festival da Comida Continente, e que contribuem igualmente para tornar o Porto numa cidade mais atractiva para os turistas, nacionais e internacionais.
Este Verão, o Porto espera “que o número de turistas mantenha a evolução positiva que tem demonstrado nos últimos anos”, convicção que, segundo o vereador de Economia, Turismo e Comércio da Câmara Municipal do Porto, assenta “nos números que já se verificam nos primeiros meses deste ano”. “Por um lado, pelo aumento da procura de visitantes aos Postos de Turismos que se verificou nos primeiros cinco meses do ano, um crescimento de 43% face a período homologo. Por outro lado, e se observarmos os números do INE, quanto ao número de hóspedes registados, nos primeiros dois meses do ano, constata-se um crescimento de 3% face ao mesmo período do ano passado”, refere o responsável, citando ainda “as projecções da PWC no estudo publicado este ano, o “European cities hotel forecast 2018 & 2019”, e que apontam precisamente nesse sentido, posicionando o Porto na liderança no que toca ao incremento de receitas hoteleiras, num estudo que inclui várias cidades europeias”.

Náutica de Recreio é destaque no Seixal

O Porto e Lisboa são as cidades que, por norma, mais apostam em eventos de animação para atrair o Turismo. Lisboa, por exemplo, vai receber várias iniciativas, com destaque para os festivais de música, como o Rock in Rio, que regressa à capital portuguesa para mais uma edição. No entanto, a tradição já não é o que era e, cada vez mais, também as cidades mais pequenas apostam em iniciativas capazes de atrair turistas e visitantes, como é o caso Seixal.
Com uma frente ribeirinha de cerca de 37 km e uma baía com aproximadamente 500 hectares, além de recursos patrimoniais, culturais e naturais diferenciadores, o Seixal “tem vindo a posicionar-se progressivamente, como um destino turístico complementar à cidade de Lisboa, que se distancia a cerca de 20 minutos de viagem”, refere a Câmara Municipal do Seixal em resposta ao Publituris, salientando que, tendo em conta os visitantes que acedem aos serviços do Posto Municipal de Turismo, “tem-se constatado um crescimento positivo ao longos dos últimos anos”. “A procura pelo Seixal, em particular pelas zonas ribeirinhas, tem vindo a crescer de forma sustentável e inerente à estratégia municipal para o desenvolvimento do Turismo e Náutica de Recreio, que resultou na concretização de investimentos municipais na qualificação do espaço público e de equipamentos, assim como na definição de projectos como o futuro Porto de Recreio do Seixal, o Hotel Mundet, o Centro de Recursos Náuticos de Amora, o Parque Urbano do Seixal, entre outros”.
Em 2017, o município recebeu 5649 visitantes, dos quais 1494 foram estrangeiros, o que representou um crescimento de 65% face ao ano anterior, quando o Seixal tinha recebido 3424 visitantes, incluindo 967 estrangeiros. Segundo a autarquia, os bons resultados mantiveram-se no arranque de 2018, já que o primeiro trimestre do ano trouxe um crescimento de 160%, o que leva a Câmara Municipal do Seixal a acreditar que, este Verão, o crescimento “não pode ser inferior”.
Este Verão, o Seixal propõe eventos diversos, com destaque para os eventos relacionados com a Náutica de Recreio, como o Festival Náutico Baía do Seixal, que decorre até 1 de Julho e no qual está incluída a Regata de Embarcações Tradicionais do Tejo e o Desfile de Embarcações Tradicionais e de Recreio.
Além deste festival, o município proporciona também visitas gratuitas à Caravela Vera Cruz, que está acostada nos equipamentos da Estação Náutica Baía do Seixal e que, à noite, conta com uma agenda de animação, a Caravela By Night, na qual estão previstas actuações musicais nocturnas e de Dj’s convidados. “Neste evento os visitantes poderão, ainda, usufruir de passeios em embarcações tradicionais, assim como a aulas abertas de canoagem, além da animação do espaço público relacionado com as Festas Populares do Seixal, que decorrem de 23 de Junho a 01 de Julho”, acrescenta a autarquia.
No mesmo âmbito, o Seixal vai ainda promover a Rota Barcos do Tejo, um projecto da autarquia, que é proprietária de duas embarcações tradicionais do Tejo, e que está a ser lançado este ano, no qual a Câmara Municipal do Seixal conta já com “parcerias com agentes de animação turística, operadores marítimo-turísticos e outras entidades para a realização e incremento de programas turísticos”. O projecto tem inicio com o Varino Amoroso, a maior das embarcações tradicionais existentes e a navegar no Tejo, e oferece programas que vão permitir que os participantes descubram “a história nacional, regional e local, através de uma perspectiva única – via o plano de água e navegando em recursos patrimoniais que são parte integrante da história”, destaca a autarquia, explicando que, “nesta rota, o visitante acederá à gastronomia tradicional ribeirinha, a recursos patrimoniais de elevado simbolismo, como a Tipografia Popular, o Moinho de Maré de Corroios, a antiga Fabrica Mundet, entre outros, enquanto desfruta do Tejo, da Baía do Seixal e do seu longo passeio ribeirinho, respectivos espaços públicos qualificados e áreas verdes naturalizadas”. Até ao final de 2018 vai ser, igualmente, disponibilizado o Bote-de-fragata Baía do Seixal, uma das mais antigas embarcações tradicionais do Tejo, cuja construção remonta a 1914.
Durante o Verão, o Seixal aposta ainda no Splash Seixal, um parque aquático sazonal, que vai estar instalado junto à estação fluvial da Transtejo, no Seixal, prometendo um Verão refrescante com diversão para toda a família e cheio de animação na água.

Capital do Vinho

A poucos quilómetros a Sul de Lisboa fica também Palmela, vila que, além do seu castelo e centro histórico, é também procurada pela sua forte ligação ao vinho, que lhe valeu já, no passado, o título de Capital Europeia do Vinho.
E, este Verão, o vinho volta a ter lugar de destaque, apesar de a Câmara Municipal de Palmela destacar, em resposta ao Publituris, que “a oferta não está exclusivamente concentrada nos meses de Verão, estendendo-se ao longo de todo o ano”. Ainda assim, e apesar de não ter um objectivo definido, a autarquia vai dizendo que a expectativa para o Verão é positiva, até porque “os dados estatísticos evidenciam um significativo aumento das dormidas, nos últimos anos, mantendo-se a tendência de crescimento. A expectativa é, naturalmente, de que esse número continue a crescer, sendo que, para a autarquia, é importante que esse crescimento aconteça, também, de forma moderada, continuada e, sobretudo, sustentável”, refere a Câmara Municipal de Palmela.
A autarquia acrescenta ainda que “o programa de eventos e iniciativas contribui para, de forma geral, afirmar a marca “Palmela Conquista”, através da dinamização de produtos turísticos integrados e diferenciadores e do estabelecimento de parcerias com agentes do sector, promovendo e dinamizando o Centro Histórico de Palmela mas, também, as potencialidades do território rural marcadamente vinhateiro, o enoturismo, o Turismo Cultural e o Turismo de Natureza”, ao mesmo tempo que “permite agregar escala e valor aos produtos da componente gastronómica, os vinhos e moscatéis”.
E o vinho é, de facto, a principal temática que guia os eventos que a Câmara Municipal de Palmela organizou para este Verão e que arrancam já em Julho, com o Palmela Wine Jazz. A iniciativa, a decorre entre os dias 13 e 15 de Julho, junta música, vinho e património e vai ter lugar no Castelo de Palmela, contando com um programa onde se encontram ainda provas de vinhos, workshops e concertos de jazz, este ano com a participação de artistas como Elisa Rodrigues, Cicero Lee “Those Who Stay”, Quarteto MIGA – “Make Iberia Great Again” e Quarteto Beatriz Nunes.
Em Agosto, Palmela volta a ser palco de mais uma edição do FIAR – Festival Internacional de Artes de Rua, e nas quintas-feiras e sábados, há viagens de comboio para conhecer a Rota das Vinhas do Pó, na aldeia vinhateira de Fernando Pó, a 40 minutos de Lisboa, que convida os turistas a passear pelas vinhas, realizar provas de vinhos e moscatéis, incluindo também visita guiada à adega e almoço com vista panorâmica sobre as vinhas, na Adega Casa Ermelinda Freitas.
No Verão, Palmela mantém também o programa “Palmela, Experiências com Sabor!” que, “ao longo de todo o ano, coloca em evidência os melhores produtos do concelho, num conjunto de Fins-de-Semana Gastronómicos, Concursos e outros eventos”. Entre 13 e 15, bem como de 20 a 22 de Julho, decorrem os Fins de Semana Gastronómicos da Fruta de Palmela, iniciativa na qual os estabelecimentos aderentes confeccionam diversas iguarias com base na fruta de Palmela.
No fim de Agosto, regressa a temática do vinho, com os Fins-de-Semana do Vinho de Palmela, nos dias 31 de Agosto, bem como 1, 2, 7, 8 e 9 de Setembro, enquanto a Festa das Vindimas estará de regresso a Palmela entre 30 de Agosto e 4 de Setembro. “Entre a música, o desporto, a gastronomia e o convívio, sublinham-se os momentos mais tradicionais, como a Eleição da Rainha das Vindimas, o Cortejo dos Camponeses, a Pisa da Uva e Bênção do 1.º Mosto e o Cortejo Alegórico”, destaca a autarquia.
No fim da principal época de férias para os portugueses, a Câmara Municipal promove ainda a Feira Medieval de Palmela, que vai estar de regresso entre 28 e 30 de Setembro, “numa recriação histórica fiel de episódios marcantes desta vila milenar. Desfiles, torneios, falcoaria, danças tradicionais, artesanato e muito mais para descobrir naquela que é, já, uma das maiores feiras medievais do país”, sublinha ainda o município de Palmela.

Eventos no Centro

Este Verão, vai também trazer diversas iniciativas organizadas pelas autarquias do Centro de Portugal, região que conta com três monumentos classificados como Património da Humanidade pela UNESCO e que se prepara para assinalar o Ano Europeu do Património Cultural, como é o caso do Mosteiro da Batalha, que vai receber, a 6 de Julho, um concerto de Lloyd Cole, com início pelas 21h30.
Mas há muitas mais iniciativas agendadas na região Centro. A cidade de Viseu, por exemplo, promove, entre 6 e 10 de Julho, a iniciativa Jardins Efémeros, um projecto pluridisciplinar, que inclui distintas formas de expressão artística e que, este ano, vai obedecer à temática “Corpo”. Concertos, conferências, instalações, exposições, debates e livrarias pop-up são algumas das iniciativas previstas neste projecto, que vai na 8.ª edição e que decorre um pouco por toda a cidade. Entre 9 de Agosto e 16 de Setembro, Viseu recebe ainda a já mítica Feira de São Mateus e, entre 21 e 23 de Setembro, é a vez de ter lugar a Festa das Vindimas.
Já a cidade de Coimbra vai promover diversas iniciativas, com destaque para as Festas da Rainha Santa, que vai ter lugar em Julho, mas também para o Festival das Artes, a decorrer no mesmo mês, e ainda para o Festival Internacional de Magia de Coimbra, que está marcado para Setembro.
Em Julho e Agosto, volta a Óbidos o Mercado Medieval, um dos eventos que maior número de turistas costuma atrair à região Oeste, enquanto Alcobaça promove, um evento do mesmo âmbito, o Aljubarrota Medieval, e Belmonte recebe a Feira Medieval, ambos em Agosto. Ainda em Agosto, chega a Tomar o Festival Bons Sons.
Além destas iniciativas, quase todos os municípios portugueses têm em agenda diversas festas e romarias, além de festivais gastronómicos e vinícolas que, além de atraírem o Turismo, ajudam a divulgar a identidade de cada um e a promover os produtos regionais. A escolha é tão vasta, que o difícil vai ser mesmo escolher.

Calendário de Eventos

-Julho

Trengo Festival Circo do Porto – 30 de Junho e 8 de Julho

Festival Náutico Baía do Seixal – Até 1 de Julho

Festas da Rainha Santa, Coimbra – 1 a 8 de Julho

Concerto de Lloyd Cole, Batalha – 6 de Julho

Jardins Efémeros, Viseu – 6 e 10 de Julho

Festival da Comida Continente, Porto – 7 e 8 de Julho

Mercado Medieval de Óbidos – 12 de Julho a 5 de Agosto

Palmela Wine Jazz, Castelo de Palmela – 13 a 15 de Julho

Festival das Artes de Coimbra – 13 a 22 de Julho

Fins de Semana Gastronómicos da Fruta de Palmela – 13 a 15 e de 20 a 22 de Julho

-Agosto

FIAR – Festival Internacional de Artes de Rua, Palmela – 3 a 5 de Agosto

Feira de São Mateus, Viseu – 9 de Agosto e 16 de Setembro

Festival Bons Sons, Tomar – 9 a 12 de Agosto

Feira Medieval de Belmonte – 10 a 12 de Agosto

Aljubarrota Medieval – 12 a 15 de Agosto

-Setembro

Festa das Vindimas, Palmela – 30 de Agosto a 4 de Setembro

Fins-de-Semana do Vinho de Palmela – 31 de Agosto e 1,2, 7, 8 e 9 de Setembro

Festival Internacional de Circo, Porto – 13 a 16 de Setembro

Festa das Vindimas, Viseu – 21 e 23 de Setembro

Festival Internacional de Magia de Coimbra – Até 23 de Setembro

Feira Medieval de Palmela – 28 a 30 de Setembro

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Créditos: IP Património

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Estação de comboios de Viana do Castelo vai ser transformada em hotel mas mantém serviços

Fonte da IP adiantou à Lusa que “o projeto propõe a criação de 41 quartos no edifício de passageiros e de 15 quartos no antigo armazém de materiais, resultando num total de 56 quartos com capacidade total de 112 utentes”.

O presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo disse esta terça-feira, 9 de agosto, que a estação de comboios da cidade, construída no século XIX, vai ser transformada em hotel por um investidor local e que o projeto está em fase de licenciamento, de acordo com informação adiantada pela agência Lusa.

Em declarações aos jornalistas, no final da reunião camarária de terça-feira, durante a qual foi questionado sobre o projeto, pela bancada do PSD e da CDU, Luís Nobre adiantou que “a Infraestruturas de Portugal (IP), proprietária do imóvel, entendeu dar uso a um espaço que está devoluto há mais de uma década”.

O autarca socialista garantiu que as funções e serviços atualmente a funcionar na estação de caminhos-de-ferro “não vão desaparecer, mas serão transferidos para outro local”.

“A bilheteira, o bar e outros serviços, vão manter-se. Não podia ser de outra forma. Ninguém ia fazer um investimento de 90 milhões de euros na modernização da Linha do Minho para depois prejudicar esse investimento”, sustentou.

Segundo Luís Nobre, o empresário, que já tem uma unidade hoteleira na cidade, “propôs à IP a refuncionalização do edifício em unidade hoteleira, tendo concretizado essa intenção, sendo que, “posteriormente, o município foi informado do projeto”.

“O município concorda. Faz sentido refuncionalizar aquele imóvel histórico, desde que se garanta e, foi dada essa segurança, que as atuais funções da estação não são prejudicadas. No fundo, trata-se de uma valorização de um edifício que passará a ter uma função dinamizadora, não só da atividade hoteleira, mas também das sinergias que vai criar e na revitalização de toda a envolvente”, especificou.

Contrato de subconcessão da IP celebrado com a Turilima

A agência Lusa contactou a IP relativamente ao contrato de cedência do imóvel e das características do investimento em causa, sendo que esta sublinhou que “o serviço de transporte ferroviário não vai sofrer alterações e a área destinada aos passageiros vai ser beneficiada”.

“Os serviços ferroviários serão mantidos, embora relocalizados em diversas zonas do piso 0 do edifício de passageiros e antigas instalações sanitárias, nomeadamente as bilheteiras e salas de apoio, a sala de estar e sala de refeições para o pessoal da CP, a sala de telecomunicações, a sala de comando, a sala do inspetor e, o espaço para a vigilância humana”, especificou a fonte da IP.

A mesma fonte adiantou que a IP “celebrou um contrato de subconcessão com a Turilima – Empreendimentos Turísticos do Vale do Lima SA, que prevê a construção de um hotel ocupando parcialmente três edifícios da estação de Viana do Castelo”.

“O projeto propõe a criação de 41 quartos no edifício de passageiros e de 15 quartos no antigo armazém de materiais, resultando num total de 56 quartos com capacidade total de 112 utentes”.

A Lusa tentou, sem sucesso, falar com a administração da Turilima, a empresa que detém os hotéis Axis de Viana do Castelo, de Ofir, em Esposende, no distrito de Braga, entre outros empreendimentos.

Antigo edifício dos CTT na mira para unidades de habitação

Após a reunião camarária, o autarca adiantou que “o município tem estado a acompanhar o processo de licenciamento [da estação de comboios de Viana do Castelo], juntamente com a Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN)”.

“O projeto inicial está a ser alterado porque inicialmente previa algumas alterações ao nível da cobertura. A DRCN e a Câmara entenderam que não podiam ser efetuadas. O objetivo é manter a fachada e as características históricas do imóvel”, referiu.

Luís Nobre adiantou que “as unidades hoteleiras criadas em contexto histórico são temáticas e apelam à memória, às experiências da cidade onde se instalam”.

“Neste caso há um elemento muito forte que é toda a mística da atividade ferroviária no concelho e, naquele local em concreto, que se vai perpetuar”.

Questionado sobre o montante do investimento, Luís Nobre disse desconhecer o mesmo, adiantando apenas que a nova unidade hoteleira “terá sempre que ter mais de 40 quartos, caso contrário não será sustentável”.

“A cidade precisa daquele espaço revitalizado, com dinâmicas que atraiam novos visitantes”, frisou.

O autarca adiantou existir uma “manifestação de interesse de um empresário de Viana do Castelo para a aquisição do edifício dos CTT, na principal avenida da cidade.

O investidor, que já contribuiu em regeneração urbana na mesma avenida, pretende transformar o imóvel dos CTT para unidades de habitação.

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“Be Our Guest”
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Hospitalidade em ambientes complexos teve destaque na terceira sessão “Be Our Guest”

A terceira sessão de conversas da ADHP “Be Our Guest” contou com a presença de Nuno Neves, General Manager do InterContinental Luanda.

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A terceira edição das conversas “Be Our Guest”, organizadas pela ADHP – Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal, decorreu a 25 de julho com a presença de Nuno Neves, General Manager do InterContinental Luanda.

Em debate estiveram as questões relacionadas com a hospitalidade em ambientes complexos, numa sessão em que o profissional partilhou a experiência na direção de uma unidade do Grupo IHG na capital angolana.

Para Nuno Neves, a capacidade de adaptação à mentalidade e à cultura local é parte fundamental no processo de transição entre mercados e no desafio de manter funcional a operação hoteleira num ambiente complexo, exigindo “força mental” e “espírito de missão”.

Além dos fatores pessoais, como a distância do país de origem e da família, o General Manager do InterContinental Luanda destacou desafios práticos que se colocam em mercados caracterizados por ambientes de trabalho complexos, como problemas no abastecimento de água e eletricidade. Para lidar com estas questões, o profissional sublinhou a importância de cultivar nos profissionais da hotelaria a tenacidade, confiança e paciência, mas também uma capacidade de resposta e planeamento para os momentos de adversidade.

“Para tudo o que uma pessoa faz em prol do hotel ou em decisões importantes, [deve haver] um plano A, B e C. [Devemos] estar sempre dispostos para que nada seja uma surpresa”, considerou o profissional.

Nuno Neves deu também destaque ao papel central da formação no funcionamento de uma unidade hoteleira em contextos adversos, designadamente através da repetição de processos. A existência de mentalidades “abertas”, bem como o facto de os profissionais não se prenderem a “hábitos antigos”, foram algumas características apontadas pelo General Manager como comuns nestes mercados, referindo que os gestores hoteleiros podem tirar proveito destas para incutir conhecimentos formativos.

Para Raúl Ribeiro Ferreira, responsável pela moderação da sessão, o trabalho dos profissionais da hotelaria em contextos de maior adversidade carece de valorização em mercados como o europeu.

“Infelizmente, o trabalho feito nestes países não é muito valorizado quando se chega à Europa, injustamente por isso: porque mais do que a parte técnica, são precisos todos esses componentes que foram abordados e que fazem com que não seja apenas necessário saber servir, saber fazer os rácios, conquistar clientes. É preciso, depois, saber coisas tão simples como isso: como é que se tem água, como é que se tem eletricidade”, referiu o vice-presidente da ADHP.

Quando questionado sobre as diferenças entre os três mercados em que já trabalhou, o General Manager do InterContinental Luanda realçou a importância de “ter ‘jogo de cintura’ entre a religião e os hábitos” no mercado do Médio Oriente e lamentou que na Europa exista uma “cultura de cost control, cost cutting, cost effectiveness” e uma “gestão diária de recursos online para o hotel sobreviver” que retiram ao gestor hoteleiro o “contacto com o cliente”.

Já no mercado africano, o profissional considera existir uma elevada versatilidade na operação, o que permite que o contacto com o cliente seja frequente, e um sentimento de contribuição para a profissionalização e o estabelecimento de novos padrões na hotelaria da região.

Sobre o panorama da hotelaria em Angola, Nuno Neves destacou a existência de uma nova geração de jovens angolanos que estão a entrar no setor e a ser formados em unidades como o InterContinental Luanda, além de cidadãos de dupla nacionalidade que se formaram e estagiaram em Portugal e estão a regressar ao país com o objetivo de trabalhar ou abrir negócios próprios.

A iniciativa “Be Our Guest” promove conversas informais com diretores de hotéis de referência sobre as suas experiências profissionais, a hotelaria e o setor do turismo. As conversas decorrem sempre nas últimas segundas-feiras de cada mês, às 19h. A iniciativa “Be Our Guest” será interrompida durante o mês de agosto, retomando a 26 de setembro, na última segunda-feira desse mês.

A gravação da terceira sessão das conversas “Be Our Guest” encontra-se disponível no canal de YouTube da ADHP.

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Vitrine do “Lisboa Pessoa Hotel”. Créditos: Fernando Bagnola.

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Instituto Politécnico do Porto cria pós-graduação em Turismo Literário

A pós-graduação da Escola Superior de Hotelaria e Turismo começa a 17 de outubro.

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A Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Instituto Politécnico do Porto (ESHT – P.Porto) abre as portas ao ano letivo 2022/2023 com uma nova pós-graduação em Turismo Literário.

O objetivo passa por “desenvolver competências na área do Turismo Literário, privilegiando uma perspetiva ao nível do desenvolvimento e implementação de roteiros literários como produto de dinamização dos destinos turísticos”, como se pode ler na brochura deste novo curso.

Dirigida a quem já exerce a atividade profissional em Turismo Literário, mas também a quem pretende iniciar o percurso nesta área, a pós-graduação começa a 17 de outubro de 2022, em regime pós-laboral e formato B-learning.

A segunda fase de inscrições para as 25 vagas disponíveis decorre de 16 de agosto a 2 de setembro, existindo ainda a possibilidade de uma terceira fase de inscrições, de 28 de setembro a 9 de outubro.

Algumas das unidades curriculares desta pós-graduação incluem temáticas como a “Conceção de Eventos Literários”, “Implementação de Produtos Turísticos em Turismo Literário” e “Desenho de Roteiros Literários”. O plano de estudos contempla dois semestres e 60 ECTS, num conjunto de dez disciplinas.

A professora-adjunta convidada da ESHT Ana Ferreira assume a coordenação da nova pós-graduação. Doutorada em Turismo pela Universidade de Vigo, a profissional tem desenvolvido trabalho de investigação focado na área de turismo literário e de eventos, elaborando roteiros com base na vida e obra de Camilo Castelo Branco, adaptados à cidade do Porto.

Em entrevista à Publituris Hotelaria em maio deste ano, Ana Ferreira ressalvou como o turismo literário “pode combater de forma determinante a sazonalidade associada a outros tipos de turismo”, já que este turista “não se desloca apenas numa época do ano”.

A pós-graduação em Turismo Literário tem um valor de 1.750 euros, sendo que o pagamento pode ser realizado numa única prestação, no ato da matrícula, ou em dez vezes.

Os interessados devem candidatar-se através do link de acesso e ingresso do IPP, sendo condição necessária de acesso uma das seguintes valências: título do grau de licenciatura ou equivalente legal; título de um grau superior estrangeiro, conferido na sequência de um 1.º ciclo de estudos organizado de acordo com os princípios do processo de Bolonha por um Estado aderente a esse processo; título de um grau académico superior estrangeiro que seja reconhecido como satisfazendo os objetivos do grau de licenciado pelo Conselho Técnico-Científico da ESHT ou a detenção de um currículo académico, científico e/ou profissional que seja reconhecido pelo Conselho Técnico-Científico da ESHT, como atestando capacidade para a realização com êxito deste curso.

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The Vintage Hotel & Spa Lisboa entra no portfólio da Small Luxury Hotels of the World

A marca é constituída por uma comunidade de hotéis independentes e conta com 520 pequenos hotéis em todo o mundo, com uma média de 50 quartos por unidade.

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O The Vintage Hotel & Spa Lisboa, unidade de cinco estrelas gerida pela Bomporto Hotels, passa a constar no portfólio da Small Luxury Hotels of the World (SLH), uma marca de luxo que reúne unidades hoteleiras com características únicas e de carácter independente. A primeira unidade do grupo Bomporto a integrar a marca foi o The Lumiares Hotel & Spa Lisboa, em novembro de 2019.

O Small Luxury Hotels of the World (SLH) é constituído por uma comunidade de hotéis independentes e conta com 520 pequenos hotéis em todo o mundo. Com uma média de 50 quartos por unidade, as propriedades SLH “têm características únicas, com os mais altos padrões de luxo e bem-estar”, como indicado em comunicado.

“A integração da nossa segunda unidade hoteleira na SLH vem reforçar a estratégia de desenvolvimento de negócio e a notoriedade no segmento de luxo. É um selo de qualidade e uma afiliação de renome e prestígio que contribui para a promoção das nossas unidades a nível internacional. ” afirma Nick Roucos, diretor-geral da Bomporto Hotels.

Localizado entre o Príncipe Real e a Avenida da Liberdade, o The Vintage Hotel & Spa Lisboa, boutique hotel de cinco estrelas, é composto por 56 quartos com uma decoração assente no design vintage e traços contemporâneos.  Combinando peças únicas de mobiliário vintage, produzidas especialmente para o hotel, e algumas reproduções feitas à medida, a estética do espaço reflete uma decoração contemporânea e simultaneamente apresenta o melhor do design dos anos 50, 60 e 70.

A unidade oferece diferentes atmosferas em cada um dos espaços que o compõem, tanto no rooftop bar, com um jardim vertical e vista para a capital, como nas diferentes áreas lounge, salas de estar e no spa.

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Eurostars Santa Luzia 4* integra portefólio da Eurostars Hotel Company

O hotel localizado em Guimarães funciona em regime de aluguer e conta com 99 quartos, bem como uma área de bem-estar com spa e piscina.

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A Eurostars Hotel Company integrou um novo hotel no portefólio, o Eurostars Santa Luzia 4*, em Guimarães.

O antigo Santa Luzia Art Hotel, que agora pertence à carteira da Eurostars Hotel Company, funciona em regime de aluguer e contabiliza 99 quartos, totalmente equipados e decorados “em tons quentes”, como indicado em comunicado.

As instalações, que prometem “satisfazer as necessidades dos mais diversos tipos de turistas”, incluem uma cafetaria, um restaurante de cozinha portuguesa e internacional, ginásio e uma área de bem-estar, com spa, sauna, banhos turcos, piscina e zona de massagens e tratamentos. Inclui ainda uma piscina exterior no telhado, localizada no terceiro andar, bem como quatro salas de diferentes capacidades para a realização de eventos.

“Temos orgulho em continuar a avançar na expansão internacional da Eurostars Hotel Company e, ao mesmo tempo, consolidar a nossa posição num mercado como o português, tão estratégico para nós e com grandes expectativas de crescimento”, afirma o presidente do Grupo Hotusa, Amancio López Seijas.

Com a integração desta unidade, a cadeia hoteleira do Grupo Hotusa passa a gerir 23 estabelecimentos e mais de 1800 quartos em Portugal.

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José Arnaut é o novo diretor de F&B do Real Hotels Group

O profissional conta com 19 anos de experiência profissional na indústria hoteleira de luxo, tanto em Portugal como em Espanha.

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O Real Hotels Group anunciou em comunicado de imprensa a contratação de um novo diretor de F&B do grupo, José Arnaut.

Com 19 anos de experiência profissional na indústria da hoteleira de luxo, o profissional fez parte de unidades como o Tivoli Liberdade Lisboa, o EPIC SANA Lisboa, o Sheraton Lisboa Hotel & Spa e o Palácio Estoril Hotel & Golf. Em Espanha, também deu cartas no Le Meridien Barcelona, no Alfonso XIII Luxury Collection Hotel e no Gran Meliá Palácio de Isora, entre outros.

Começou a formação em Business Management na Universidade Lusíada, tendo posteriormente feito a licenciatura em Gestão Turística e Hoteleira na Universidade Internacional, apostando em várias formações em cozinha e gestão de comidas e bebidas.

Conquistou um certificado de Foodservice Management da Cornell University e, na mesma instituição, realizou o General Manager Program. Em 2021 adquiriu o grau de Executive Master’s em Gestão Hoteleira Internacional, na Les Roches Marbella.

“O novo desafio no Real Hotels Group constitui mais um passo na minha carreira, na medida em que será a primeira vez que vou trabalhar para 16 hotéis em simultâneo. Quero trazer a estas unidades a minha experiência em hotelaria de luxo e elevar a fasquia do serviço, ultrapassando os desafios que a pandemia nos trouxe”, afirma o profissional em comunicado.

O Real Hotels Group resulta da fusão, em 2020, de dois grupos hoteleiros nacionais, os detentores da marca REAL e a NEWPALM, operadora Holiday Inn Express da IHG – o que se traduz em 16 hotéis, num conjunto de 2.100 quartos distribuídos por Lisboa, Porto e Algarve.

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PortoBay Rio de Janeiro é alvo de remodelação no valor de 2M€

A fachada do edifício fez parte de um dos elementos remodelados.

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O hotel de quatro estrelas PortoBay Rio de Janeiro foi alvo de várias remodelações, num investimento de 2M€.

Estas decorreram no âmbito de um conjunto de remodelações levadas a cabo nos hotéis do grupo, de acordo com informação adiantada em comunicado.

A unidade aproveitou o último ano para proceder às obras que alteraram o exterior do PortoBay Rio de Janeiro para “uma imagem sofisticada em tons claros, integrado na paisagem cultural urbana da orla de Copacabana”.

Questões como a sustentabilidade e a eficiência energética tiveram peso no planeamento da intervenção, segundo o grupo, que explica que “todo o material retirado foi entregue para reciclagem ou reutilização”, por forma a reduzir o impacto ambiental da obra.

Para otimizar o rendimento energético da nova fachada, foram utilizados elementos maioritariamente feitos em vidro, alumínio e alumínio compósito (ACM).

“A escolha do tipo de vidro foi adequada às condições climatéricas da zona, permitindo limitar a troca térmica entre o interior e o exterior e, dessa forma, reduzir a necessidade de uso do sistema de ar condicionado do hotel e o impacto no consumo energético e na pegada de carbono inerente”, explica Cláudio Santos, CEO do PortoBay no Brasil.

O projeto de remodelação do PortoBay Rio de Janeiro contemplou ainda uma obra de manutenção profunda na zona da cobertura, onde está a situada a piscina. Acresce a reestruturação da rede elétrica do prédio, bem como a readequação do sistema de ar condicionado nas zonas públicas.

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“Be Our Guest” debate “hospitalidade em ambientes complexos” a 25 de julho

A terceira sessão decorre a 25 de julho, às 19h00, com a presença de Nuno Neves, General Manager do Intercontinental Luanda.

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A terceira sessão da “Be Our Guest”, uma iniciativa de conversas promovida pela ADHP – Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal, vai discutir “a hospitalidade em ambientes complexos” a 25 de julho, às 19h00.

Desta vez, a sessão conta com a presença de Nuno Neves, General Manager do Intercontinental Luanda, numa conversa moderada por Raúl Ribeiro Ferreira, vice-presidente da ADHP.

À semelhança das conversas anteriores, a sessão terá lugar em ambiente digital, via Zoom, sendo necessária inscrição através de um formulário. Em comunicado de imprensa, a associação alerta que as inscrições são limitadas.

Com formação em Gestão Hoteleira pela Alpina School of Hotel Management, na Suíça, e pela Cornell School of Hotel Administration, nos Estados Unidos, Nuno Neves é General Manager do InterContinental Luanda. No currículo, conta ainda com passagens pela direção de F&B do Meliá Milano, de unidades do Radisson em Roma e Bordéus, e do Hilton Vilamoura.

Antes de assumir a direção do InterContinental na capital angolana, foi General Manager do Océana Palace Hotel (Hammamet, Tunísia), do Radisson Blu Mammy Yoko Hotel (Freetown, Serra Leoa), do Radisson Blu Hydra Hotel (Argel, Algéria) e dos Park Inn by Radisson em Mascate e Duqm (Omã).

Raúl Ribeiro Ferreira é diretor da Estalagem Muchaxo Hotel desde 2003. Assumiu durante nove anos a presidência da ADHP, tendo sido eleito recentemente para um novo mandato como vice-presidente.

É professor na Universidade Lusófona, na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar do Instituto Politécnico de Leiria e na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, responsável por unidades curriculares relacionadas com a gestão hoteleira e a gestão de restauração.

Tem formação em Gestão Hoteleira pelo Instituto Superior Politécnico Internacional e pela Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre, para além de um doutoramento em Gestão de Turismo pela Universidade de Lisboa.

A iniciativa “Be Our Guest” promove conversas informais com diretores de hotéis de referência sobre as suas experiências profissionais, a hotelaria e o setor do turismo, decorrendo sempre nas últimas segundas-feiras de cada mês, às 19h00.

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Tarrafal Alfândega Suites é a nova unidade hoteleira da Oásis Atlântico em Cabo Verde

A inauguração terá lugar na próxima sexta-feira, 1 de julho, no novo empreendimento.

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O grupo Oásis Atlântico vai inaugurar esta sexta-feira, 1 de julho, um novo empreendimento, o Tarrafal Alfândega Suites.

Localizado na Baía do Tarrafal, na Ilha de Santiago, em Cabo Verde, o edifício da antiga alfândega foi agora transformado numa unidade de 20 apartamentos, “todos com vista para o mar”, como indicado pelo grupo em comunicado.

O projeto turístico pretende “valorizar o património cultural, local e nacional, estimulando a economia da região”. Por essa razão, os detalhes arquitetónicos da traça original do edifício histórico foram preservados.

Para além dos apartamentos, o Tarrafal Alfândega Suites dispõe de um espaço de restauração, o “Restaurante Malagueta”, com terraço com vista para o mar e uma ementa que promete “refeições ligeiras e saudáveis”.

O cocktail de inauguração deste empreendimento contará com a presença do primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, bem como de diversas entidades institucionais.

O grupo Oásis Atlântico tem um portefólio de oito hotéis, nomeadamente: Hotel Belorizonte e Hotel Salinas Sea (Ilha do Sal, Cabo Verde); Hotel Praiamar (Santiago, Cabo Verde); Hotel Porto Grande (S.Vicente, Cabo Verde); Hotel Fortaleza e Hotel Imperial, no Brasil, e os hotéis Hotel Saidia Palace & Hotel Blue Pearl, em Marrocos.

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HiJiffy lança sistema operativo “Aplysia OS” para facilitar interações entre hóspedes e hotéis

A tecnologia utiliza inteligência artificial para acompanhar todas as fases da jornada do hóspede no hotel, desde a pré reserva até ao pós-estadia. O objetivo passa por facilitar ações como “o processo de reserva, o check-in antecipado ou a reserva de uma mesa no restaurante”, de acordo com a HiJiffy.

Carla_Nunes

A HiJiffy acaba de lançar um novo sistema operativo de comunicação com hóspedes, o Aplysia OS.

Esta tecnologia utiliza Inteligência Artificial (IA) para criar interações entre os hotéis e os clientes em todas as fases da jornada do hóspede, desde a pré reserva até ao pós-estadia, de acordo com informação enviada em comunicado pela empresa.

Desta forma, a Aplysia permite conectar os hóspedes e hotéis “24 horas por dia, sete dias por semana”, sem a necessidade de interação humana”.

O objetivo passa por facilitar ações como “o processo de reserva, o check-in antecipado ou a reserva de uma mesa no restaurante”, de acordo com a HiJiffy.

A empresa explica que este sistema foi treinado nos últimos seis anos “com milhões de questões exclusivamente relacionadas com a indústria hoteleira”, pelo que possui recursos de autoaprendizagem para analisar dados em bruto e não etiquetados e classificá-los por si só.

Isto permite que a IA “aprenda de forma quase autónoma, tornando o processo de aprendizagem mais rápido face às soluções treinadas manualmente por humanos”.

Para além disso, a Aplysia consegue “entender as emoções por detrás das conversas”, através da análise semântica e de sintaxe.

O sistema consegue reconhecer se a conversa é negativa, neutra ou positiva, reagindo de acordo com esta análise – ou seja, dá prioridade e encaminha automaticamente as mensagens para o departamento certo.

Por exemplo, se a conversa for classificada pelo sistema como positiva, “o hóspede poderá seguir um fluxo de atendimento normal, eventualmente até sem qualquer interação com um agente humano”, tal como explica Tiago Araújo, CEO da HiJiffy, à Publituris Hotelaria.

Se, por outro lado, o tom da conversa for negativo, o “hóspede poderá ser imediatamente redirecionado para a equipa do front-office, por exemplo, ou então diretamente para o diretor do hotel”.

A Aplysia OS é baseada na cloud e possui uma consola acessível através de desktop, browser e aplicações para Android e iOS.

Esta solução funciona apenas para os produtos da HiJiffy e não poderá ser comprada para ser usada para outros fins, tal como indica a empresa.

De momento, a tecnologia já está disponível “para todos os clientes da HiJiffy com muitos recursos já totalmente funcionais”, como adianta a empresa.

Funcionalidades em beta testing, que de momento só estão disponíveis para um número restrito de hotéis, serão alargadas a todos os clientes “em breve”.

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