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Nova edição Publituris: “Portugal é um dos destinos mais atractivos do mundo”

O Publituris desta semana faz capa com a entrevista a Martin Gruschka, CEO da Springwater Capital. A Springwater Tourism vai crescer em Portugal no ‘incoming’, com o aumento do negócio próprio, mas também pela aquisição de outras empresas.

Carina Monteiro
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O Publituris desta semana faz capa com a entrevista a Martin Gruschka, CEO da Springwater Capital. A Springwater Tourism vai crescer em Portugal no ‘incoming’, com o aumento do negócio próprio, mas também pela aquisição de outras empresas.

Carina Monteiro
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O Publituris desta semana faz capa com a entrevista a Martin Gruschka, CEO da Springwater Capital. A Springwater Tourism vai crescer em Portugal no ‘incoming’, com o aumento do negócio próprio, mas também pela aquisição de outras empresas.

A convite do Turismo da Alemanha, visitámos Dresden, capital da Saxónia. A reportagem sobre este destino, conhecido pelos seus castelos e oferta cultural, pode ser lida nesta edição.

O Verão está à porta e o Publituris foi conhecer as mais recentes novidades dos parques temáticos e de diversão.
Para ler também a entrevista ao CEO do Oceanário de Lisboa, João Falcato, a propósito dos 20 anos de um dos espaços mais visitados em Portugal.

Na secção de Hotelaria, o destaque vai para o mais recente hotel do Grupo Onyria. O Onyria Palmares Beach House Hotel completou um ano e o balanço da operação deste boutique hotel é muito positivo.

Nesta edição os artigos de opinião são assinados por Vitor Neto, Karla Campos (Live Experience), Humberto Ferreira e Antónia Correia (Universidade Europeia). Leia ainda a ideia para o Turismo do presidente da direcção da APECATE, António Marques Vidal.

Boas Leituras!

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“A manter-se esta trajetória, diria que estamos numa grande recuperação”

Depois do pior ano de sempre em 2020, o rent-a-car já conseguiu “respirar” este verão e espera que, em 2022, a trajetória de crescimento se mantenha, até porque, devido à escassez de automóveis, os preços estão a subir e assim devem continuar no próximo ano, segundo a ARAC – Associação dos Industriais de Aluguer de Automóveis sem Condutor.

Inês de Matos

Depois do pior ano de sempre em 2020, o rent-a-car já conseguiu “respirar” este verão e espera que, em 2022, a trajetória de crescimento se mantenha, até porque, devido à escassez de automóveis, os preços estão a subir e assim devem continuar no próximo ano, segundo a ARAC – Associação dos Industriais de Aluguer de Automóveis sem Condutor.

Para o rent-a-car, o verão começou tarde, por meados de junho, mas trouxe notícias positivas. Em declarações ao Publituris, Joaquim Robalo de Almeida, secretário-geral da ARAC – Associação dos Industriais de Aluguer de Automóveis sem Condutor, explica que, depois do pior ano de sempre que o rent-a-car viveu em 2020, em que, devido ao impacto da pandemia, os “alugueres caíram a pique porque não havia turismo”, o setor iniciou a recuperação “a partir de junho, quando a situação começou a melhorar com a abertura dos vários países e os voos também começaram a melhorar”.
Os turistas europeus, sobretudo provenientes do Reino Unido, que segundo o responsável continua a ser “um mercado muito fiel a Portugal”, mas também da França e Alemanha – neste caso em muito “menor quantidade” que noutros anos, devido às restrições que também a Alemanha adotou -, assim como dos países nórdicos, irlandeses, espanhóis e italianos, foram os que mais animaram o rent-a-car nacional neste verão.
Joaquim Robalo de Almeida não tem dúvidas que a tendência de crescimento que se iniciou no verão vai fazer toda a diferença quando nas contas do final do ano, uma vez que, segundo as previsões da associação, o setor do rent-a-car deverá ter encerrado 2021 com uma faturação na casa dos 529 milhões de euros, o que traduz uma descida de 22% face a 2019, mas que poderia ser muito superior se o verão não tivesse decorrido de forma positiva. “Nos primeiros seis meses deste ano, temos uma quebra de 60% face a 2019, ou seja, o verão é que veio ajudar. Se se mantivesse esta trajetória, chegaríamos ao fim do ano com uma quebra de 60% ou mais, como aconteceu em 2020”, explica o responsável, revelando que, no ano passado, o setor apresentou uma quebra de 56% na faturação, que só não foi maior porque “janeiro e fevereiro tinham sido os melhores de sempre” para o rent-a-car nacional.

Aumento de preços

O secretário-geral da ARAC está, portanto, confiante quanto aos resultados de 2021, ainda que aos números do verão falte ainda juntar os dos fim-do-ano, época festiva que, por norma, também costuma agitar o rent-a-car e que não deverá ter sido muito diferente este ano. “De acordo com as projeções que temos, a procura é bastante razoável, até acima dos 80%. A manter-se esta trajetória, diria que estamos numa grande recuperação”, revela Joaquim Robalo de Almeida, que se mostra confiante na concretização das projeções da associação, até porque a crise dos semicondutores levou a uma escassez de automóveis no mercado que se refletiu num aumento de preços no rent-a-car. “Apesar de tudo, este problema também nos trouxe alguma vantagem porque os preços subiram e as empresas tiveram uma rentabilidade melhor, mesmo com menos carros”, indica, explicando que, em 2019, a frota média do rent-a-car rondava as 88 mil viaturas, enquanto em 2021 o número de veículos não foi além dos 50 mil. “Já a frota de pico, em 2019, foi de 115 mil carros e, em 2021, foi de 63 e pouco, sensivelmente metade”, acrescenta, explicando que, “como a procura ficou muito ajustada ou foi até superior à oferta, obviamente houve uma subida de preços, o que foi benéfico para as empresas conseguirem respirar com as faturações que tiveram, depois de meses e meses de faturações mínimas”.
O secretário-geral da ARAC revela que, devido a esta crise dos semicondutores, que são integrados na construção dos automóveis, as empresas de rent-a-car têm atualmente “uma frota bastante reduzida”, já que, “neste momento, não há viaturas para comprar devido à falta dos semicondutores”. “Temos comprado tudo o que existe, mas mesmo assim não chega”, lamenta Joaquim Robalo de Almeida.
E este é, segundo o secretário-geral da ARAC, “um grande desafio” que se vai manter também em 2022 e que, mais uma vez, deverá resultar num aumento de preços também no próximo ano. “Também esperamos um aumento de preços”, perspetiva o responsável, revelando que, este ano, já houve “uma boa subida”, que contribuiu para animar o rent-a-car. “Em março, o preço médio por dia de uma viatura estava nos 18 euros e, em agosto, estava nos 39 euros. Houve uma boa subida, é isso que nos anima”, indica, revelando que “o preço médio subiu em todas as categorias de carros”, até porque, comparativamente a outras áreas, o rent-a-car mantinha preços que estavam desajustados. “Se compararmos com outros produtos turísticos, todos eles subiram o preço, a hotelaria subiu, a aviação também e é preciso lembrar que o rent-a-car, por vezes, tinha preços demasiado baixos. Teve que ajustar o preço, é a lei da oferta e da procura e, visto que houve um aumento da procura, o preço teve de subir”, resume Joaquim Robalo de Almeida.
Questionado sobre quanto podem os preços do rent-a-car subir no próximo ano, o secretário-geral da ARAC prefere não avançar números concretos, até porque “é difícil adiantar valores sem saber se vai haver carros”, mas lembra os aumentos estimados pela Europcar, cujo diretor geral em Portugal, Paulo Moura, que é também o presidente da ARAC, aponta subidas que podem chegar aos dois dígitos. “Há empresas que estimam 8% ou 10%, mas não sei, até poderá ser mais nos meses de pico”, considera o responsável, realçando, no entanto, que a questão do preço “não é elástica”, ou seja, existe uma margem até à qual o cliente está disposto a pagar, ainda que considere que, no caso do rent-a-car, esse limite está ainda “longe” de ser atingido. “Pelo que vejo, estamos longe desses valores, até comparando com outros países europeus, os nossos preços continuam baixos”, defende.

2022

A crise dos semicondutores e a escassez de veículos que ela provocou é, na opinião de Joaquim Robalo de Almeida, o principal desafio que se deverá colocar ao rent-a-car neste novo ano, até porque o responsável se mostra confiante de que o aumento da procura veio para ficar e que “as pessoas vão ser autorizadas a viajar mais”, apesar das novas variantes da COVID-19. “Mas esta crise dos semicondutores pode ser um grande problema porque, se não tivermos carros, vamos ter uma procura muito intensa com uma oferta reduzida”, considera, acrescentando que, “face aos indicadores que existem atualmente, 2022 e ainda alguns meses de 2023, vão ser muitos difíceis em termos de aquisição de automóveis”. “Vai ser uma situação muito complexa, porque não podemos ter os veículos em frota demasiado tempo, aliás este é um setor em que está regulamentada a idade dos veículos e, por isso, antevemos um ano um bocadinho complicado em termos de oferta”, teme Joaquim Robalo de Almeida.
Mas 2022 não deverá trazer apenas desafios ao rent-a-car, uma vez que, como refere o responsável, as empresas do setor têm vindo a aderir aos veículos elétricos e, este ano, já disponibilizaram 700 destas viaturas para aluguer. E a tendência deverá ser de crescimento, com o secretário-geral da ARAC a prever mesmo que o “rent-a-car vai ser novamente o porta-estandarte da modernização do parque automóvel”, como já foi no século passado, uma vez que o rent-a-car representa 28% ou 29% do total de carros vendidos no país e, se juntarmos a isto o renting, que “representa mais 23% ou 24%”, percebe-se que as formas de locação absorvem cerca de 53% das vendas de automóveis no país. “Mais uma vez, será este setor, como no princípio do século XX e nos anos 90, o responsável pela modernização do parque automóvel, o que não deixa de ser gratificante”, congratula-se o responsável.
Os veículos elétricos que, segundo Joaquim Robalo de Almeida, são o futuro, também têm, no entanto, alguns problemas, desde logo o da escassez de postos de carregamento (ver caixa), o que torna “difícil alugar estes carros se os turistas souberem que, por exemplo, de Faro a Lisboa, torna-se complicado fazer a viagem num elétrico”, mas também o do preço dos próprios carregamentos, que começaram por ser gratuitos, mas têm vindo a subir, de tal forma que atualmente chegam a ser “superiores aos de um carro a combustão, quer a diesel quer a gasolina”. “Os valores são, de facto, surpreendentes”, lamenta o responsável.
Nos planos do rent-a-car, está ainda o aumento dos veículos híbridos disponibilizados para aluguer, uma vez que estes automóveis oferecem o melhor de dois mundos, a versão elétrica que é “ideal para a cidade” e a versão a combustão, aconselhada para viagens maiores e sempre que os postos de carregamento escassearem. “Pensamos que, em 2022, vamos ter mais carros híbridos e muitos mais elétricos. Todas as energias limpas são bem-vindas”, conclui o secretário-geral da ARAC

Setor pede “apoios da bazuca” para a descarbonização
Na opinião de Joaquim Robalo de Almeida, o setor do rent-a-car não pode ser esquecido na hora de distribuir os apoios da ‘bazuca europeia’, até porque está à beira da transição, com a crescente incorporação de veículos elétricos, e precisa de apoios para dar o passo seguinte e apostar na descarbonização. “Este setor deve ter apoios da bazuca e que cheguem depressa, porque a carbonização continua”, alerta Joaquim Robalo de Almeida, revelando que, além de vantagens na aquisição destes veículos, o rent-a-car quer também ser apoiado na criação de postos de carregamento. “No âmbito do plano ‘Reativar o Turismo, Construir o Futuro’, já pedimos às nossas autoridades apoios para a instalação de postos de carregamento, quer nas estações das empresas, unidades turísticas ou até para a construção de hubs com vários postos de carregamento porque, efetivamente, quando entregamos um carro, temos de o entregar carregado”, explica.
Além da questão dos postos de carregamento, a ARAC quer também que os fundos europeus sejam usados em prol da descarbonização da frota e da digitalização do setor, de forma a que seja possível desenvolver “o contactless e o paperless. “Acreditamos que todas as grandes empresas vão implementar sistemas contactless”, indica o secretário-geral da ARAC, revelando que muitas estão já a trabalhar para lançar sistemas semelhantes ao carsharing também no rent-a-car, sem qualquer contacto humano na hora de levantar os veículos.

Convenção da ARAC ainda sem data
Mais indefinida parece estar, por enquanto, a data da IV Convenção Nacional da ARAC, que devia ter decorrido em 2020 mas que foi adiada devido à pandemia da COVID-19, continuando ainda sem data definida. Ao Publituris, Joaquim Robalo de Almeida adianta apenas que a convenção vai decorrer “ao longo de 2022” e terá lugar “assim que existam condições epidemiológicas” que permitam a sua realização.
Apesar da data ainda não estar definida, já existem temas alinhavados, com o responsável a revelar que o evento vai voltar a contar com cinco painéis e a abordar a questão do low cost no rent-a-car, com o objetivo de apurar se “o low cost ainda faz sentido”, estando também previstos debates em torno do papel do rent-a-car no ecossistema da mobilidade e dos novos meios de mobilidade urbana; do turismo de que Portugal precisa; assim como do digital e do futuro.
Já o tema da IV Convenção Nacional da ARAC mantém-se e vai abordar os “Desafios da nova mobilidade”, assim como o local, com a Culturgest, em Lisboa, a acolher novamente a iniciativa.
Apesar da convenção ainda não ter data, a ARAC avança ao Publituris que vai, no entanto, realizar “vários eventos técnicos ao longo do próximo ano”, com o objetivo de dar resposta às dúvidas e necessidades dos seus associados

Sobre o autorInês de Matos

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Nova edição: Balanços e perspetivas, entrevista João Duque, Alojamento Local, AHETA e easyJet

A primeira edição de 2022 do Publituris faz capa com a auscultação a mais de três dezenas de profissionais do setor do turismo e a publicação dos balanços de 2021 e perspetivas para 2022.

Publituris

A primeira edição de 2022 faz capa com a auscultação ao setor do turismo e a publicação dos balanços de 2021 e perspetivas para 2022.

Foram ouvidos mais de três dezenas de profissionais, das mais diversas áreas da indústria e uma coisa parece certa. Apesar das incertezas, as estimativas, esperanças e desejos vão no sentido de um 2022 melhor, bem melhor do que 2021.

O economista e professor do ISEG, João Duque, é o entrevistado desta primeira edição de janeiro. Crítico da decisão proposta por parte do Governo e aprovada por Bruxelas relativamente à TAP, João Duque abordou ainda outras questões relacionadas com o turismo. O tal turismo que “cresce, porque o Estado não se mete”.

As eleições na AHETA foram adiadas para 21 de janeiro e o Publituris falou com um dos candidatos: Hélder Martins. “Quero que a AHETA volte a ter a sua voz no Algarve”, diz o empresário, antigo presidente da RTA e agora candidato à presidência da AHETA.

O “Dossier” desta edição do Publituris analisa o mercado do Alojamento Local. Hoje já não há dúvidas e será até consensual: o Alojamento Local (AL) veio diversificar a oferta turística em Portugal, criou novos segmentos e novos públicos não só nas grandes cidades, mas também no interior do país, como ajudou ao surgimento de muitas outras empresas que servem de suporte para as mais diversas atividades que este segmento exige. A criação de empregos diretos em Portugal tem sido igualmente um fator decisivo, bem como a sua contribuição para a economia nacional.

Além da auscultação de vários players do mercado do AL, conversámos, igualmente, com o presidente da Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP). Segundo Eduardo Miranda, “a diversidade [do AL] trouxe uma riqueza ao turismo e tem sido uma parte importante da estratégia de crescimento e de posicionamento do turismo em Portugal”.

Nos “Transportes”, tivemos à conversa com José Lopes, diretor-geral da easyJet. A companhia está confiante de que 2022 vai ser um ano positivo e conta aumentar a capacidade em Portugal em 8% face à oferta que a companhia aérea disponibilizava em 2019. E os planos de crescimento podem até vir a ser ultrapassados, caso consiga alguns dos ‘slots’ que a TAP vai ter de abandonar no aeroporto de Lisboa.

As opiniões desta edição pertencem a Amaro F. Correia (Atlântico Business School), Pedro Castro (SkyExpert Consulting), Susana Rachão (ISAG) e António Paquete (economista).

Boas leituras e votos de um excelente 2022.

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A primeira edição de 2022 do Publituris faz capa com a auscultação a mais de três dezenas de profissionais do setor do turismo e a publicação dos balanços de 2021 e perspetivas para 2022.

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Foram ouvidos mais de três dezenas de profissionais, das mais diversas áreas da indústria e uma coisa parece certa. Apesar das incertezas, as estimativas, esperanças e desejos vão no sentido de um 2022 melhor, bem melhor do que 2021.
O economista e professor do ISEG, João Duque, é o entrevistado desta primeira edição de janeiro. Crítico da decisão proposta por parte do Governo e aprovada por Bruxelas relativamente à TAP, João Duque abordou ainda outras questões relacionadas com o turismo. O tal turismo que “cresce, porque o Estado não se mete”.
As eleições na AHETA foram adiadas para 21 de janeiro e o Publituris falou com um dos candidatos: Hélder Martins. “Quero que a AHETA volte a ter a sua voz no Algarve”, diz o empresário, antigo presidente da RTA e agora candidato à presidência da AHETA.
O “Dossier” desta edição do Publituris analisa o mercado do Alojamento Local. Hoje já não há dúvidas e será até consensual: o Alojamento Local (AL) veio diversificar a oferta turística em Portugal, criou novos segmentos e novos públicos não só nas grandes cidades, mas também no interior do país, como ajudou ao surgimento de muitas outras empresas que servem de suporte para as mais diversas atividades que este segmento exige. A criação de empregos diretos em Portugal tem sido igualmente um fator decisivo, bem como a sua contribuição para a economia nacional.
Além da auscultação de vários players do mercado do AL, conversámos, igualmente, com o presidente da Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP). Segundo Eduardo Miranda, “a diversidade [do AL] trouxe uma riqueza ao turismo e tem sido uma parte importante da estratégia de crescimento e de posicionamento do turismo em Portugal”.
Nos “Transportes”, tivemos à conversa com José Lopes, diretor-geral da easyJet. A companhia está confiante de que 2022 vai ser um ano positivo e conta aumentar a capacidade em Portugal em 8% face à oferta que a companhia aérea disponibilizava em 2019. E os planos de crescimento podem até vir a ser ultrapassados, caso consiga alguns dos ‘slots’ que a TAP vai ter de abandonar no aeroporto de Lisboa.
As opiniões desta edição pertencem a Amaro F. Correia (Atlântico Business School), Pedro Castro (SkyExpert Consulting), Susana Rachão (ISAG) e António Paquete (economista).

Boas leituras e votos de um excelente 2022.

Leia a edição aqui.

 

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Governo mantém obrigatoriedade de testes em voos internacionais para Portugal

Além dos testes em voos internacionais, o Governo mantém também a obrigatoriedade de certificado digital nos hotéis, restaurantes e eventos culturais, enquanto discotecas e bares continuam encerrados até 14 de janeiro.

Inês de Matos

O primeiro-ministro António Costa revelou esta quinta-feira, 6 de janeiro, após o Conselho de Ministros, que a obrigatoriedade de apresentar um teste negativo nos voos internacionais com destino a Portugal se vai manter no âmbito do combate à COVID-19, assim como as multas para passageiros e companhias aéreas que transportem para o país quem não tenha a testagem realizada.

“Relativamente às fronteiras, vamos manter o controlo das fronteiras como tem existido até agora, continuando a exigir teste negativo obrigatório para todos os voos que cheguem a Portugal e continuaremos a aplicar as sanções, quer a passageiros quer a companhias de aviação que embarquem passageiros sem que o teste tenha sido realizado”, explicou o primeiro-ministro, na conferência de imprensa no final do Conselho de Ministros.

Além da obrigatoriedade de testes nos voos internacionais com destino a Portugal, que segundo o explicitado no comunicado do Conselho de Ministros vai vigorar até 9 de fevereiro de 2022, António Costa anunciou ainda que o acesso a restaurantes e estabelecimentos hoteleiros ou de alojamento local também vai continuar a estar sujeito à apresentação de um certificado digital, assim como acontece com os espetáculos culturais, eventos com lugares marcados e ginásios.

As pessoas já vacinadas com a dose de reforço vão, no entanto, deixar de necessitar de apresentar um teste negativo nas visitas a lares de idosos ou a doentes internados, enquanto quem ainda não tiver recebido essa dose terá de apresentar a testagem.

Já as discotecas e bares vão permanecerem encerrados até 14 de janeiro, sendo que, a partir dessa data, podem reabrir mas com exigência de apresentação de teste negativo à entrada, medidas que são ainda acompanhadas pela proibição de consumo de bebidas alcoólicas na via pública.

Até dia 14 de janeiro, mantém-se ainda obrigatório o teletrabalho, que passará a ser recomendado a partir dessa data, enquanto a reabertura das escolas acontece já na próxima segunda-feira, 10 de janeiro.

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Termas Centro vão dinamizar novas atividades e programa de animação

Com o alargamento do Provere Termas Centro até 30 de Junho de 2022, as estâncias termais que fazem parte desta rede vão poder, este ano, dinamizar as atividades inicialmente previstas e que foram inviabilizadas pela pandemia nos últimos dois anos, bem como o programa de animação.

Publituris

A rede Termas Centro, através do Provere, – Programa de Valorização Económica dos Recursos Endógenos com o mesmo nome, vai manter, em 2022, a dinamização de novas atividades, bem como o programa de animação das estâncias termais.

Iniciado em 2019, o Provere Termas Centro tinha conclusão prevista para 2021, mas o prazo foi alargado para 30 de junho de 2022, de forma a poderem ser realizadas as atividades inicialmente previstas e que foram inviabilizadas pela pandemia nos últimos dois anos, refere comunicado da rede.

Refira-se que este programa, criado com o objetivo de valorizar as estâncias termais da Região Centro, tem permitido a valorização de projetos-âncora como “Animação”, “Comunicação e Marketing”, “Inovação e Estruturas de Animação Permanente” e “Aldeias do Conhecimento”.

Adriano Barreto Ramos, coordenador da rede Termas Centro, explica que “este prolongamento permite concretizar as iniciativas que não puderam ser realizadas em 2020 e 2021, nomeadamente as referentes ao ciclo de eventos de animação em rede ‘Viva Termas Centro’, ao Projeto de Inovação e à própria comunicação, inviabilizada pelo encerramento das Termas, devido à situação pandémica, que impossibilitou a realização de ações já programadas e contratualizadas, e que agora se irão concretizar”.

 

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BIT Milão adiada. FITUR confirma datas

O “momento de incerteza”, devido às restrições em vigor por toda a Europa, levou a organização da BIT Milão a adiar o evento para abril. Já em Espanha, a IFEMA Madrid (re)confirma a realização da FITUR 2022 nas datas anunciadas.

Victor Jorge

Depois da ITB Berlin, agora é a vez da BIT Milão. Não que tivesse sido cancelada, tal como aconteceu no evento da capital alemão, mas no caso italiano, a feira foi adiada e em vez de acontecer de 13 a 15 de fevereiro, acontecerá, presume-se, de 10 a 12 de abril.

Os organizadores da Fiera Milano afirmam que os operadores turísticos que participam, normalmente, neste evento, “pediram mais tempo” para o setor do turismo “encontrar um equilíbrio”, já que a indústria vive, atualmente, um momento de incerteza devido à, restrições em vigor

Já a IFEMA Madrid confirma a realização da FITUR 2022, de 19 a 23 de janeiro, revelando que o Governo de Espanha, a Comunidade de Madrid, o Ayuntamiente da capital espanhola, a Organização Mundial do Turismo, bem como o setor privado, “avaliaram, por unanimidade, a realização nas datas previstas da Feira Internacional do Turismo”.

Na reunião convocada pelo presidente do Comité Executivo da IFEMA, José Vicente de los Mozos, todos os intervenientes afirmaram que “a realização da FITUR é a maior garantia do apoio ao setor do turismo num momento crítico para a sua total reativação e para recuperar os níveis de atividade e negócios anteriores à pandemia.

De los Mozos afirma, ainda, que “esta edição da FITUR irá marcar um ponto de infleção na atividade turística e, mais uma vez, marcará o arranque de um ano em que se depositam grandes esperanças para a retoma do negócio turístico a nível global”.

Para a realização do evento, a IFEMA Madrid reforçará os controlos sanitários e todas as medidas de segurança. Neste sentido, e num contexto marcado por altos níveis de vacinação em Espanha, a FITUR 2022 exigirá a todos os participantes dos países integrados no Certificado Digital COVID Europeu a apresentação do mesmo, enquanto aos participantes de países terceiros, os mesmos requisitos solicitados na fronteira para obter o “QR Spain Health” que permita a entrada em território espanhol.

Além disso, a organização anuncia outras medidas que garantem a segurança de todos os participantes da FITUR 2022.

Sobre o autorVictor Jorge

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Governo da Madeira cancela festas de Carnaval na região

O Executivo madeirense considera que, cancelar os eventos de Carnaval, previstos de 26 de fevereiro a 2 de março, é “a decisão mais acertada”.

Publituris

As festividades de Carnaval na Madeira, programadas para decorrer entre os dias 26 de fevereiro e 2 de março, foram canceladas, devido à evolução da situação pandémica da COVID-19 na região, anunciou o Governo insular.

“O Governo Regional da Madeira entende não estarem reunidas as condições de segurança em termos de saúde pública para que o evento se realize”, lê-se na informação divulgada pelo gabinete do secretário do Turismo e Cultura do arquipélago.

Assim, o Executivo “decidiu cancelar as festas que teriam lugar entre os dias 26 de fevereiro e 2 de março”, acrescenta.

As 19 trupes que iriam desfilar no cortejo de Carnaval, o principal evento deste cartaz, que é assistido por milhares de residentes e visitantes, já estão a ser informadas desta decisão.

O Executivo madeirense assegura ter sido “sensível às preocupações dos grupos envolvidos que transmitiram dificuldades na organização dos ensaios, pelo receio manifestado por parte dos participantes relativamente ao perigo de contágio”, cita a agência Lusa.

Também argumenta que, “ao contrário do que aconteceu na Festa da Flor”, cuja programação, em 2020 e 2021, pôde ser “deslocada para outras alturas do ano sem prejuízo do seu propósito, as Festas de Carnaval não podem ser adiadas”.

Devido à atual situação pandémica, o Executivo regional considera que cancelar os eventos de Carnaval previstos é “a decisão mais acertada”.

O Governo madeirense aponta que, “a nível nacional e mesmo internacional, as celebrações do Carnaval em 2022 estão a ser canceladas ou estão envoltas em indefinição”, nomeadamente na Nazaré e Torres Vedras.

No Brasil, exemplifica, “a maioria dos desfiles e festividades de Carnaval já foi cancelada, com destaque para o conhecido Carnaval da Bahia”, e, na Europa, pela incerteza causada pelo aumento de casos de COVID-19 devido à variante Ómicron, Veneza ainda não confirmou a realização presencial das festas de Carnaval.

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“Teremos uma FITUR que se equipara às nossas feiras pré-pandêmicas”

Depois de uma FITUR que, em 2021, ficou aquém das expectativas pelas razões óbvias da pandemia, a incerteza voltou a assolar uma das maiores feiras do setor do turismo do mundo. Em entrevista ao Publituris, a diretora da FITUR, Maria Valcarce, acredita que esta edição “gerará números que ficarão apenas 15% abaixo do seu melhor histórico”.

Victor Jorge

Se o setor do turismo e viagens levou “pancada” ao longo destes (quase) dois anos, as feiras deste universo levaram por tabela. De eventos, primordialmente, presenciais, passou-se para um modelo virtual e depois para o híbrido. A FITUR, a realizar de 19 a 23 de janeiro de 2022, em Madrid, será a primeira das feiras a nível mundial do setor e, por isso, servirá de “cobaia” nestes tempos que, de certos, nada possuem. A não ser o desejo por viajar, de um lado e do outro.

Que FITUR iremos ter no próximo ano de 2022? Voltaremos a ter um evento mais parecido com 2019?
É verdade que a edição de 2021 da FITUR, realizada em maio, foi excecional e diferente, mas acho que superou todas as expectativas, já que o simples facto de ter sido realizada foi uma conquista extraordinária.

Dadas as circunstâncias, o nível de participação nacional e internacional foi um sucesso notável, e foi uma grande conquista para todos os destinos, empresas e profissionais da indústria que conseguimos reunir em Madrid nessa altura.

Em 2022, teremos uma FITUR que se equipará às nossas feiras pré-pandêmicas – altamente representativas da indústria do turismo internacional e com um nível de participação muito próximo dos nossos eventos recordes. A FITUR 2022 ocupará novamente os oito pavilhões da Avenida Central no Centro de Exposições IFEMA Madrid e estimamos que gerará números que ficarão apenas 15% abaixo do seu melhor histórico.

Um misto de pessoas e digital
Relativamente à FITUR 2021, destacava, em entrevista ao Publituris, em maio de 2021, que o evento seria “uma feira presencial”. A edição de 2022 mantém essa vertente ou terá um aposta mais digital/virtual?
Sim, a feira de 2021 foi um evento presencial, mas também tínhamos uma plataforma digital, o que nos permitiu oferecer um formato híbrido, enriquecendo a proposta de valor da feira com o componente online.

O formato será o mesmo na FITUR 2022. A feira decorrerá em Madrid de 19 a 23 de janeiro e, paralelamente – mas também alargando o âmbito geográfico e temporal da FITUR – a nossa plataforma FITUR LIVE CONNECT decorrerá de 20 de dezembro a 4 de fevereiro, oferecendo ferramentas de networking e matchmaking para expositores e visitantes para que eles possam preparar e acompanhar o evento físico e ampliar os horizontes de negócios.

No World Travel Market London 2021, realizado de 1 a 3 de novembro, muitos dos expositores presentes queixaram-se de que a componente digital prejudicou o evento presencial, levando a que muitos visitantes profissionais não se deslocassem ao evento. Não teme esta situação na FITUR?
Já testámos o formato combinado do evento presencial mais uma plataforma online e os resultados têm sido positivos. A proposta de valor deste formato híbrido é mais forte, porque o evento presencial e a plataforma online reforçam-se e complementam-se.

Mas que complementaridade é possível ter entre um evento físico/presencial e a parte digital/virtual? Que aspetos é preciso ter em conta, de modo a não defraudar o público de um e outro?
Acho que são propostas de valor diferentes e, ao oferecer aos clientes um mecanismo duplo com reuniões presenciais e online, isso pode gerar sinergias.

Na minha opinião, a participação online não é um substituto da participação presencial, mas uma ferramenta para fortalecê-la, quando usada para preparar reuniões, identificar procuras e requisitos, ver propostas de concorrentes, etc.. Também é útil para rastrear todas as atividades realizadas em reuniões e eventos presenciais.

As pessoas foram confrontadas com uma realidade que as levou a um universo cada vez mais digital e virtual. Isto torna a tarefa de eventos como a FITUR mais difícil? Como atrair públicos, ou melhor, novos públicos para este tipo de eventos que são maioritariamente B2B?
Vejo mais oportunidades do que ameaças na transformação digital. Obviamente, a digitalização oferece ferramentas que devem ser usadas por qualquer pessoa que pretenda manter-se competitiva. No caso das feiras, utilizamos uma gama de ferramentas digitais há anos para todo o processo de marketing, promoção e atendimento ao cliente, mas isso não significa que a nossa proposta de valor como um evento presencial não seja mais válido. Acho que esta pandemia mostrou-nos o quanto os seres humanos precisam de socializar e encontrar-se cara a cara, e que esse tipo de encontro é insubstituível.

Que diferenças existem entre as principais feiras do setor do turismo e viagens ao longo do ano? Temos a FITUR, uma BTL (Portugal), uma ITB (Alemanha), um WTM (Reino Unido e América Latina), uma ABAV (Brasil), além de eventos de dimensão mais reduzida, mas importantes para algumas empresas e Turismos dos países?
Do ponto de vista da abrangência, não há muitos eventos que sejam feiras globais como a FITUR. É realmente uma lista muito curta – eu diria apenas três eventos: FITUR, ITB e WTM London. Mas também existem muitas outras feiras comerciais que são altamente valiosas para os mercados locais ou regionais e que desempenham o seu papel em mercados localizados numa ampla gama de áreas geográficas.

Paralelamente, a FITUR é uma feira que engloba o B2B nos dias úteis e o B2C ao fim-de-semana e abrange todo o espetro da indústria do turismo nos seus diversos segmentos.

Existem outras feiras que atendem apenas parte do mercado – apenas B2B ou apenas B2C – ou que focam um único segmento de mercado – turismo MICE, por exemplo. São modelos diferentes, todos válidos e escolhidos pelo destino ou empresa de acordo com os seus interesses comerciais.

Do ponto de vista da abrangência, não há muitos eventos que sejam feiras globais como a FITUR. É realmente uma lista muito curta – eu diria apenas três eventos: FITUR, ITB e WTM London”

Como é que se prepara uma feira como a FITUR ainda em plena pandemia e com as incertezas que ainda persistem? É mais fácil a organização para o evento de 2022 do que foi em 2021?
O facto de termos realizado a FITUR em 2021 abriu o caminho, porque os nossos clientes sabem que somos capazes de gerir a feira, que funciona e que temos tratado de forma adequada as atuais circunstâncias excecionais para garantir que a FITUR seja um evento seguro e lucrativo para os seus participantes.

A FITUR 2022 vai ser uma grande feira de negócios, em linha com os seus melhores anos e com um elevado nível de participação e presença internacional.

E Portugal?
Quanto expositores e empresas esperam para este evento na totalidade?
Ainda não podemos dar números definitivos porque os grandes expositores, assim como os destinos, ainda estão a informar-nos sobre as empresas que estarão nos seus stands. Como estimativa, esperamos mais de 600 expositores principais e 8.000 empresas participantes.

E de Portugal, que feedback têm tido quanto à participação? Já têm números de participantes que nos podem avançar?
Portugal vai ter um grande stand numa excelente localização. Para além do stand do Turismo de Portugal, haverá também várias cidades com espaços de exposição próprios. Ainda não tenho todos os dados sobre o número de empresas que estarão representadas nesses stands. Normalmente existem muitas empresas portuguesas que estão sob a égide do país, região ou cidade, mas teremos de esperar um pouco mais antes de podermos fornecer esta informação em detalhe.

Que importância possui o mercado português para uma FITUR e como olham para o país quando, em 2022, a proximidade ainda será relevante?

Ano após ano, Portugal é o destino internacional com maior stand na FITUR e um dos mais importantes stands pelo elevado número de empresas e quantidade de conteúdos que acolhe. Portugal é um dos destinos mais procurados pelos turistas espanhóis, onde procuram e apreciam a cultura, a riqueza e a variedade dos recursos turísticos do país.

Várias FITUR dentro da FITUR
Indicam que uma das chaves que marcaram a evolução da FITUR tem sido a capacidade para reconhecer as tendências do mercado e para as trasladar à sua oferta. Que tendências são essas que serão apresentadas no evento de 2022?
Cada um dos espaços FITUR apresentará tendências, mas é um pouco difícil resumir porque a FITUR agora tem 12 seções além do seu programa geral. Falaremos sobre tecnologia, sustentabilidade, transformação ecológica e os diferentes segmentos especializados que impulsionam a procura.

Haverá também uma nova seção dedicada a cruzeiros e o observatório de sustentabilidade, FITURNEXT, estará de regresso aos holofotes para o desafio da acessibilidade. Tudo o que impulsiona o turismo global tem lugar na FITUR e todos os que fazem parte da cadeia de valor do setor encontrar-se-ão na FITUR.

Apontam a sustentabilidade, tecnologia e especialização como principais eixos condutores. Presumo, então, que serão essas as tendências para o futuro a apresentar na FITUR?
Sim, de facto, inovação e sustentabilidade são duas áreas-chave, ao lado da visão global deste mercado, com foco específico em muitos dos seus segmentos.

Revelam, igualmente, que esta edição continuará a apostar no crescimento de algumas seções, como FITUR CINE e FITUR FESTIVALS, além da criação de espaços monográficos, como FITUR GAY (LGBT +) e FITUR SALUD, e FITURTECHY e FITUR KNOW HOW. Além disso, terão, também, o Observatório FITUR NEXT, FITURTECH e FITURGREEN. Que importância possuem estas seções paralelas e que diferenciação proporcionam?
Esta é a forma da FITUR abranger todas as formas de turismo e protagonizar áreas específicas da atividade turística, seja porque proporcionam inovação ou sustentabilidade, seja porque impulsionam o mercado.

Estas seções são, tal como os eixos condutores, uma forma de atrair novos públicos à FITUR?

São áreas fundamentais para atrair visitantes para a FITUR, mas também trazem tendências e inovação, impulsionam a sustentabilidade e recebem novos segmentos, além de conectar os setores que impulsionam o turismo com os profissionais envolvidos na cadeia de valor do turismo.

Que ações, eventos, conferências, seminários, workshops terão em paralelo e subordinados a que temas?
Cada seção da FITUR tem o seu próprio programa de eventos e também hospedamos outros programas e atividades, como aqueles convocados pela OMT (Organização Mundial do Turismo) ou CIMET (Conferência Iberoamericana de Ministros e Empresários do Turismo).

Regresso ao futuro
Como analisam o atual panorama do setor do turismo e viagens e que expectativas têm relativamente ao mesmo para este ano de 2022?
Como mencionei anteriormente, as nossas expectativas para a FITUR são muito positivas e espero que isso reflita o facto de o setor ter iniciado uma forte recuperação e que a FITUR servirá para acelerar essa recuperação.

As perspetivas para o turismo certamente serão analisadas em profundidade ao longo dos congressos e encontros que a feira oferece.

Estou convencida de que a Espanha recuperará a sua posição de liderança (…) Esperamos mais de 600 expositores principais e 8.000 empresas participantes”

Será que teremos a tão desejada retoma já em 2022 ou só acontecerá em 2023? Ou será que essa análise acontecerá por regiões e mais por segmentos de mercado?
A minha impressão é que a recuperação está em curso e continuará a evoluir durante 2022 e 2023. Mas existem outros especialistas com acesso aos dados que esta análise requer que poderão responder a esta questão melhor do que eu.

Da mesma forma, no que diz respeito às regiões e segmentos, sinto que esta evolução não é uniforme, nem a pandemia afetou a todos igualmente. Em qualquer caso, prefiro deixar isso para os especialistas.

E como vê a recuperação do turismo em Espanha?
A indústria do turismo espanhola soube responder a inúmeros desafios ao longo da sua história e proporcionou a este país riquezas e empregos como nenhum outro setor. Estou convencida de que a Espanha recuperará a sua posição de liderança e será capaz de usar a experiência desta terrível pandemia como uma oportunidade para implementar melhorias em campos como a produtividade e sustentabilidade.

Que impacto económico esperam que a FITUR possa vir a ter na dinamização dos setores vinculados ao turismo em Madrid. Serão os 330 milhões de euros anunciados?
Espero que possamos chegar a esse número, pois o nível de participação já está próximo dos níveis pré-pandêmicos. Mas vamos ter de esperar para ver os números de participação dos visitantes antes de conseguirmos estimar o respetivo impacto.

As Fitur dentro da FITUR

FITUR MICE é a seção destinada ao turismo MICE, com potenciais clientes em empresas, associações, empresas de incentivo, empresas de viagens de negócios e organizadores de eventos e conferências.

FITUR FESTIVALS tornou-se na FITUR ENTERTAINMENT, para refletir o seu foco expandido. Esta seção apresenta festivais de música e eventos culturais e desportivos como motores do turismo e oferece um ponto de encontro entre os seus organizadores e destinos, transportes, hotéis e alojamentos, operadores turísticos e grossistas.

FITUR SCREEN conecta o turismo e a indústria cinematográfica, divulgando informações sobre o turismo cinematográfico, promovendo o intercâmbio comercial entre os diferentes atores do seu ecossistema, apresentando propostas futuras para o desenvolvimento do setor.

FITUR LGBT+ reúne destinos, empresas, cadeias hoteleiras, companhias aéreas e operadores turísticos com ofertas específicas para o segmento de clientes LGBT +, caracterizadas por um elevado nível de receitas disponíveis despendidas em viagens e turismo menos sazonais.

FITUR LINGUA aposta no turismo linguístico, segmento com grande potencial de crescimento e importante não só para Espanha, mas também para outros destinos que atraem visitantes para a aprendizagem da sua língua.

FITUR TECHY é uma área dedicada à disseminação do conhecimento e inovação através de um extenso programa de seminários técnicos.

FITUR KNOW HOW & EXPORT é organizada pela SEGITTUR com a colaboração da ICEX, ambas organizações governamentais espanholas. Este espaço apresenta a inovação e o conhecimento na indústria turística espanhola, com especial destaque para a estratégia de destinos turísticos inteligentes, com o objetivo de promover a inovação e a sustentabilidade no turismo e a internacionalização das PME turísticas espanholas.

FITUR TALENT foca-se nas pessoas e no seu talento como a componente central da competitividade empresarial, especialmente importante num momento de transição digital, quando a adoção de novas tecnologias requer o desenvolvimento de aptidões e competências tanto por parte dos líderes como das próprias equipas. Apresenta a formação especializada para a indústria do turismo dos dias de hoje e as melhores práticas de empresas líderes para a incorporação de talentos nas organizações.

FITURNEXT é o observatório de sustentabilidade da FITUR, que visa apresentar uma série de iniciativas turísticas que impactam positivamente os visitantes, residentes, destinos e o planeta, além de gerar métricas sobre esse impacto para manter a indústria do turismo informada sobre as melhores práticas para um futuro sustentável.

FITUR WOMAN é uma seção dedicada a promover e destacar a liderança feminina na indústria do turismo.

FITUR HEALTH tem como foco o turismo de saúde, uma área do turismo que atrai milhões de viajantes e conecta entidades do mundo da saúde à cadeia de valor da indústria do turismo.

FITUR CRUISES traz o turismo de cruzeiros ao público da FITUR numa seção inédita para este ano, que certamente atrairá bastante interesse na feira.

Sobre o autorVictor Jorge

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Candidato: Helder Martins quer uma AHETA mais dinâmica e interventiva *

Helder Martins, candidato à presidência da AHETA, cujas eleições estão marcadas para o próximo dia 21 de janeiro, quer uma associação mais dinâmica, interventiva e a falar a uma só voz, fatores que diz se foram perdendo nos últimos anos, mas que hoje são fundamentais não só como forma de apoiar os associados que se debatem com uma série de desafios, mas também o turismo do Algarve no seu todo.

O empresário Helder Martins, candidato a presidente da AHETA, cujas eleições estão marcadas para o próximo dia 21 de janeiro, quer uma associação mais dinâmica, fato que diz ter perdido nos últimos anos, mais interventiva por forma a ajudar os associados a resolver as fragilidades com que o Algarve se debate, não só ao nível da hotelaria e empreendimentos turísticos, como de todas as restantes atividades do setor do turismo, mas, principalmente, a necessidade de se falar a uma só voz.

Helder Martins, antigo presidente da RTA – Região de Turismo do Algarve, e proprietário do Hotel Rural Quinta do Marco, em Tavira, assume que a situação inédita de grande vulnerabilidade e imprevisibilidade em que o setor turístico se encontra, e em especial os empresários da hotelaria e restauração, o motivou a avançar com esta candidatura.

O candidato, em declarações ao Publituris, aponta que os principais desafios da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve neste momento, passam por questões ligadas aos recursos humanos, fiscais, estruturais, “problemas que já vinham de trás”, a acrescentar “como enfrentar, superar e sair desta crise”.

O importante, segundo Helder Martins, é “como nos vamos apresentar aos nossos clientes no futuro, sendo certo que os concorrentes do Algarve vão estar com campanhas muito agressivas, com muito dinheiro por trás a promover os seus destinos, e sabemos todos, e não temos pejo em o dizer, que o Algarve não tem orçamentos muito dignos para essa situação”.

A união é uma das bandeiras da candidatura de Helder Martins. “Foi com esses propósitos que aceitei candidatar-me”, referiu, para acrescentar que “se não estivermos no mesmo barco, se não remarmos todos na mesma direção, é evidente que se torna mais difícil. Quem conhece as fragilidades do setor vai explorá-las e quem sofre com isso é o Algarve. Por isso, todos têm de trabalhar na mesma direção”.

O candidato à presidência da AHETA recorda que o Algarve estava a caminhar para uma recuperação “fantástica, quando cai tudo aos pés com a pandemia, e depois, cada um teve a sua maneira de reagir perante o processo. Quem estava melhor organizado conseguiu sobreviver”, disse.

E organizar a AHETA é objetivo desta candidatura, ouvir todos os parceiros públicos e privados, mas também ser ouvidos. “Se for essa a vontade dos associados, a AHETA irá bater à porta dessas pessoas e instituições e dizer que estamos aqui, queremos e exigimos ser parceiros, exigimos ser ouvidos, e também daremos o nosso contributo pela positiva e pela resolução dos problemas do Algarve. É esse papel importante que a AHETA já teve, que hoje não tem, mas espero que volte a ter”, destacou Helder Martins, frisando que a Associação “tem quer ter uma participação ativa nas políticas nacionais de turismo, sendo inconcebível que não seja vice-presidente da CTP, porque o atual presidente, que está demissionário, foi-se afastando desses órgãos todos”.

*Esta entrevista pode ser lida na íntegra na próxima edição do Publituris no dia 07 de janeiro.

Sobre o autorCarolina Morgado

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