Assine já
Destinos

“Só o Turismo permitiu a recuperação e assegura a sustentabilidade do património”

O trabalho da Parques de Sintra – Monte da Lua na recuperação e manutenção do património é considerado um exemplo. Os monumentos de Sintra são, ano após ano, dos mais visitados do país, o que, a par dos prémios recebidos, atesta o sucesso da empresa. Em entrevista ao Publituris, Manuel Baptista, presidente do conselho de… Continue reading “Só o Turismo permitiu a recuperação e assegura a sustentabilidade do património”

Inês de Matos
Destinos

“Só o Turismo permitiu a recuperação e assegura a sustentabilidade do património”

O trabalho da Parques de Sintra – Monte da Lua na recuperação e manutenção do património é considerado um exemplo. Os monumentos de Sintra são, ano após ano, dos mais visitados do país, o que, a par dos prémios recebidos, atesta o sucesso da empresa. Em entrevista ao Publituris, Manuel Baptista, presidente do conselho de… Continue reading “Só o Turismo permitiu a recuperação e assegura a sustentabilidade do património”

Inês de Matos
Sobre o autor
Inês de Matos
Artigos relacionados

O trabalho da Parques de Sintra – Monte da Lua na recuperação e manutenção do património é considerado um exemplo. Os monumentos de Sintra são, ano após ano, dos mais visitados do país, o que, a par dos prémios recebidos, atesta o sucesso da empresa. Em entrevista ao Publituris, Manuel Baptista, presidente do conselho de administração da empresa, faz um balanço positivo do trabalho realizado, fala sobre a importância do Turismo e revela alguns dos projectos em cartaz, a desenvolver até 2020.

A Parques de Sintra – Monte da Lua foi criada em 2000, na sequência da classificação da Paisagem Cultural de Sintra como Património Mundial da Humanidade. 18 anos depois, podemos dizer que há hoje uma nova Sintra, pelo menos a nível monumental?
Temos uma Sintra recuperada. A paisagem cultural de Sintra foi a primeira classificada como património mundial na Europa e, pela primeira vez, a UNESCO juntou o património construído com o património natural. Dessa junção resultou a paisagem de Sintra e a classificação como património mundial da humanidade, e a Parques de Sintra nasceu com a missão de recuperar, divulgar, conservar e acompanhar todo este património. A nossa missão não está totalmente cumprida, mas está substancialmente, uma vez que todos os monumentos e a parte natural estão recuperados e a prova disso são os nossos visitantes, que têm crescido a um nível superior ao crescimento do Turismo em Lisboa e em Portugal, o que significa que esta missão tem tido sucesso. Se o património não estivesse recuperado, não teríamos tantos visitantes. Uma das nossas máximas é que o património recuperado é património visitado, e é património sustentável, porque só este conjunto permitiu que tivéssemos sucesso durante todos estes anos.

Quando a Parques de Sintra foi criada, qual era a realidade destes monumentos e por onde começaram as intervenções?
A paisagem de Sintra estava completamente degradada, em todos os seus aspectos, a começar pelo Convento dos Capuchos, que não tinha qualquer cerca e foi um verdadeiro milagre a constituição da empresa, em 2000, o que permitiu que se construísse uma cerca e se impedisse a continuação da degradação do Convento dos Capuchos. Já no Palácio de Monserrate, não existia cobertura e chovia lá dentro como se estivéssemos na rua. Estes são apenas alguns exemplos da situação que existia em 2000, porque nos anos anteriores, talvez nos últimos 50 anos, não tinha havido qualquer preocupação com a manutenção e conservação e, portanto, o património tinha-se degradado e estava totalmente abandonado, de tal maneira que estava em risco a sobrevivência do próprio património.
O próprio Parque e Palácio da Pena estavam abandonados, não tinham as condições de degradação que tinha o Palácio de Monserrate, mas estava abandonado, como prova o facto de, em 1999, o Chalet da Condessa d’Edla ter ardido completamente, durante dois dias, sem ninguém ter dado por nada. Só depois de ter ardido é que se registou que o chalet tinha sido destruído, o que mostra bem a situação dramática que o património de Sintra vivia.

Depois de todos estes projectos, qual é o montante do investimento já realizado?
Desde o ano 2000, o investimento será já muito superior aos 100 milhões de euros. Houve o apoio de alguns fundos comunitários, que foram muito importantes e que contribuíram muito para o início da recuperação levada a cabo pela Parques de Sintra. Ao longo destes anos, o conjunto de monumentos e de património natural que está submetido à gestão da Parques de Sintra tem crescido substancialmente e é isso que permite o aumento de receitas e que exigiu um aumento de investimento na sua recuperação.

Referiu, há pouco, que a Parques de Sintra ainda não acabou a sua missão. O que é que falta fazer?
Falta ainda a recuperação de muito património construído e de algum património natural. Por outro lado, em 2012, a Parques de Sintra recebeu uma outra área para recuperação, a Escola Portuguesa de Arte Equestre, que estava numa situação lastimável. Foi preciso um esforço financeiro muito grande para a recuperar, mas, hoje, a Escola Portuguesa de Arte Equestre tem excelentes instalações para actuar no Picadeiro Henrique Calado, tem boxes e instalações especiais de treino no Páteo da Nora e continua com instalações em Queluz. Portanto, este foi um outro contributo da Parques de Sintra para a recuperação do património do país.
Mas a nossa acção, no que diz respeito à recuperação, ainda não terminou. Ainda temos património para recuperar, nomeadamente no Convento dos Capuchos, que tem tido algumas dificuldades de autorização, mas esperamos que, este ano, possamos dar o salto, no sentido de recuperar o próprio convento, ao nível das infraestruturas e das condições de acesso, porque se queremos ter mais visitantes, temos que lhes dar boas condições de acesso.
Nos próximos três anos, de 2018 a 2020, vamos fazer um investimento de 52 milhões de euros na recuperação do património. Isto demonstra que ainda temos muito para fazer, mesmo que uma parte substancial da nossa actividade, neste momento, já seja a manutenção, mas aquilo que ainda não está recuperado, terá que ter um investimento inicial. Portanto, nos próximos três anos, ainda vamos fazer um esforço grande e investir mais 52 milhões de euros na recuperação do património.

Entretanto, a Parques de Sintra viu ser-lhe atribuída a gestão de mais monumentos. Isto traduz um reconhecimento pela qualidade do trabalho que tem sido desenvolvido?
Exactamente, pelo menos, em termos de sustentabilidade, a Parques de Sintra tem, com certeza, feito um bom trabalho. É um trabalho que nos orgulhamos de apresentar e os prémios que temos recebido, que são da mais diversa natureza, são a prova de que a nossa acção tem sido bem-sucedida.

E no futuro, é possível que a Parques de Sintra venha a juntar mais monumentos ao portefólio que já detém?
Sim, é o caso do Convento da Peninha. Já celebrámos os respectivos protocolos e, neste momento, estamos a fazer os projectos de recuperação. Assim que estiverem concluídos, iniciaremos as obras, quer no acesso à Peninha, quer no estacionamento, quer ainda na recuperação da própria igreja da Peninha e das instalações de apoio. O mesmo acontece em relação ao Cabo da Roca, em que assinámos já um protocolo com a Marinha, no sentido de se recuperarem as instalações adjacentes ao Cabo da Roca e também aí vamos ter, ainda este ano, novidades.

Importância do Turismo
O projecto da Parques de Sintra permitiu trazer de volta o Turismo para Sintra, que tinha tido uma forte tradição turística no passado. Esse era também um objectivo, quando se optou pela criação da empresa?

Só o Turismo permitiu a recuperação e assegura a sustentabilidade do património. A Parques de Sintra é uma empresa de capitais exclusivamente públicos, mas os meios financeiros não provêm do Orçamento do Estado. Temos um compromisso, assumido há alguns anos, no sentido de que a sustentabilidade, recuperação e manutenção do património, quer o natural quer o construído, são alcançadas através das visitas, ou seja, através das receitas criadas pelas visitas, daí o Turismo ser tão importante. Mas temos procurado diversificar as nossas receitas, porque o dinheiro proveniente das entradas é importante, mas também é importante termos outras fontes de receita, como as cafetarias, lojas e o aluguer de espaços. É desse conjunto que conseguimos sobreviver e temos sobrevivido tranquilamente.

Os projectos que a Parques de Sintra está agora a desenvolver vão ser também importantes para aumentar o número de visitantes, que, no ano passado, já subiu 20,65%?
Exactamente. No ano passado, tivemos cerca de 3,2 milhões de visitantes. Temos crescido e assim esperamos continuar, de uma forma diversificada. O Palácio da Pena tem sido o monumento mais visitado do conjunto que nos está atribuído, mas queremos diversificar as visitas, quer com o próprio Parque da Pena, levando as pessoas a visitarem mais o parque – são 100 hectares de jardins magníficos e exemplarmente recuperados – quer com o Chalet da Condessa d’Edla e outras construções que estão recuperadas, quer ainda com o outro conjunto de monumentos que nos está afecto, nomeadamente o Palácio Nacional de Queluz, que tem uma capacidade de crescimento muito grande e está já em fase de recuperação. No Palácio de Queluz, já terminámos a fase de pintura de exteriores e agora estamos a recuperar o Jardim de Malta, que dentro de três ou quatro meses estará completamente recuperado, assim como a Sala dos Embaixadores, que estará concluída também em três ou quatro meses. Em Queluz, fazemos parte de um projecto muito ambicioso, que é o eixo Verde e Azul, com a Câmara Municipal de Sintra, com a Câmara Municipal da Amadora e com a Câmara Municipal de Oeiras, no sentido de recuperarmos uma área de património natural e construído, que existe desde a Serra da Carregueira ate à Cruz Quebrada. Nesse plano, vamos recuperar o terreiro de Queluz, com a construção de uma ponte verde sobre o IC19, que permita o acesso dos visitantes à matinha, uma mata que pertencia ao Palácio, mas que ficou cortada com a construção do IC19. Este ano e nos dois próximos, vamos estar muito comprometidos com esse projecto.

Como referiu, no ano passado, os monumentos da Parques de Sintra receberam 3,2 milhões de visitantes. E para este ano, qual é a expectativa?
O nosso objectivo é continuar a crescer e, para isso, é muito importante que o Turismo continue a crescer também. Queremos proporcionar boas condições aos visitantes, mas para isso é preciso que continue a haver visitantes em Portugal. Fazemos também muita promoção de Sintra e dos monumentos que nos estão afectos pelo mundo fora e é este conjunto harmónico que nos dá esperança de continuarmos a crescer no número de visitantes.

A Parques de Sintra tem vindo ainda a apostar em iniciativas culturais, como a Temporada da Música Erudita ou os Serões Musicais no Palácio da Pena. Qual é a importância destas iniciativas?
Estas iniciativas têm corrido muito bem, têm sido um sucesso e os espectáculos estão continuamente esgotados. Temos um protocolo com uma associação de especialistas em música barroca, que tem sido um parceiro muito importante na organização destas temporadas musicais. Este ano, temos a começar agora a temporada da Pena, em Março, e, depois, seguir-se-á a temporada na vila e a de Queluz. Achamos que a vivência dos monumentos passa também por estes momentos, uma vez que a música fazia parte do dia-a-dia destes monumentos à época e, portanto, incentivamos esses espectáculos para trazer mais visitantes.

Promoção e relação com o trade
Destacou o trabalho de promoção internacional que a Parques de Sintra tem vindo a fazer. É também esse trabalho que tem permitido que os monumentos recebam tantos visitantes internacionais, que no ano passado representaram mais de 80% do total das visitas?
Não nos cansamos de dizer que essa promoção internacional é muito importante para divulgar o nome de Sintra. Quando a referência é Portugal e Lisboa, Sintra já aparece como um destino conhecido, segundo um inquérito que fizemos. Todos os turistas conheciam os pontos importantes e, além da Torre de Belém e do Mosteiro dos Jerónimos, sabiam que há um destino chamado Sintra. Portanto, Sintra já é muito conhecida, mas nós continuamos a divulgar Sintra e a Parques de Sintra por esse mundo fora, seja com a participação em feiras ou outras iniciativas. Entre os nossos turistas, o principal mercado é o francês, que nos últimos dois anos ultrapassou o espanhol, mas o turismo inglês tem crescido também substancialmente, assim como o alemão. Onde se nota um crescimento muito grande é no turismo brasileiro e russo. O mercado chinês também já tem alguma procura, mas no nosso universo ainda tem uma expressão muito pequena.

A Parques de Sintra lançou recentemente um canal de compras para profissionais do Turismo. Porque surgiu esta necessidade e qual é o peso das vendas de bilhetes através das agências de viagens?
Temos uma panóplia muito grande de bilhetes e os sistemas de informação e de bilhética são, para nós, fundamentais. E são tão fundamentais que foi estratégico criar um anel de fibra óptica entre todos os monumentos que estão sob a nossa gestão, o que nos permitiu ter um sistema eficaz de bilhética. Simultaneamente ao crescimento dos sistemas de informação, fomos instituindo outro tipo de vendas, como o sistema de venda de lojas online, que vai estar disponível a curto prazo, bem como esse sistema de venda para as agências, que já está implantado e que é uma consequência deste esforço de estamos a fazer nos sistemas de informação.
O peso das vendas através das agências de viagens ainda é relativamente curto no total, ainda vivemos muito da compra na bilheteira. Temos feito um esforço para promover a aquisição de bilhetes por outras vias, nomeadamente pela internet, mas estas vendas ainda são relativamente escassas.

Sobre o autorInês de Matos

Inês de Matos

Mais artigos
Artigos relacionados
Destinos

Ministro da Economia teme que aumento de contágios possa afetar recuperação do turismo

Para o ministro da Economia, António Costa e Silva, é preciso “continuar a tomar todas as medidas e a fazer tudo para conter essa ameaça”, de modo a chegar à estimativa de receitas de “16 mil milhões de euros” que o setor do turismo e serviços poderá gerar.

Publituris

O ministro da Economia, António Costa Silva, disse temer que o aumento de contágios da COVID-19 possa afetar a recuperação do setor do turismo e serviços que tem estado a registar uma atividade “muito consolidada”.

“O vírus pode pregar-nos mais partidas, como pregou antes, e é por isso que é muito importante acentuar que o vírus não desapareceu”, disse António Costa Silva, em declarações aos jornalistas à margem do segundo encontro com empresários “A Caminho de Hannover”, que decorreu em Aveiro.

O governante defendeu que é necessário “continuar a tomar todas as medidas e a fazer tudo para conter essa ameaça”, alertando que “o pior que pode suceder é sair de uma crise e entrar noutra, ou pior que isso, uma cascata de crises que se combinam”.

Este ano, segundo António Costa Silva, o Governo estima que o setor do turismo e serviços vai gerar receitas de 16 mil milhões de euros, o que corresponde a 85% das receitas obtidas em 2019, que foi o melhor ano da história.

“Portugal nesta convulsão toda, como é um país seguro e é um país relativamente afastado da zona de confrontação geopolítica, está nesta altura relativamente ao turismo e serviços a registar uma atividade muito consolidada”, disse.

António Costa Silva manifestou-se ainda “extremamente preocupado” com o aumento da inflação em Portugal, sustentando que “o segredo repousa no equilíbrio entre a política fiscal e a política monetária”, e disse que é preciso ter cuidado com todos os passos que se vão dar.

“Nós temos as lições da história relativamente à questão da inflação e sabemos que qualquer passo em falso pode degenerar numa situação difícil de controlar e é isso que não queremos”, disse o ministro, lembrando que, no passado, houve políticas monetárias que, em vez de reduzir, “aceleraram a espiral inflacionista”.

O ministro explicou ainda que três quartos da inflação têm a ver com os custos dos bens alimentares e da energia, afirmando que a estratégia do Governo até agora é “tentar conter a evolução dos preços nestes setores e ver como é que a economia vai reagir”.

Disse ainda concordar com as declarações do governador do Banco de Portugal, que pediu mais coordenação a nível europeu nas medidas de combate à inflação.

“É preciso maior diálogo e discussão e interação com a própria política monetária. Não podemos combater a inflação sem associar os dois componentes”, concluiu.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Destinos

Vouzela e de Tondela querem apostar no turismo ferroviário

Considerando que o turismo ferroviário continua a ser uma “âncora importante de desenvolvimento para o país”, os dois municípios não querem que “se perca a identidade das antigas linhas do Vouga e do Dão”.

Publituris

Os municípios de Vouzela e de Tondela, no distrito de Viseu, vão apostar no turismo ferroviário, para que não se perca a identidade das antigas linhas do Vouga e do Dão, que deram lugar a ecopistas.

O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara de Vouzela, Rui Ladeira, durante uma visita da secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços (SETCS), Rita Marques.

Segundo Rui Ladeira, no âmbito do programa Transformar Turismo (linha Regenerar Territórios), encontra-se aberto “um aviso com a possibilidade de o turismo ferroviário ter elegibilidade”, estando os dois municípios a preparar uma candidatura que deverá ser submetida até ao verão, com o apoio do Museu Nacional Ferroviário.

“Não queremos que se perca a identidade do que foi a génese das ecopistas”, justificou o autarca, acrescentando que o objetivo é requalificar e potenciar as estações de Vouzela e de Tonda (Tondela), que estão subaproveitadas.

Rui Ladeira explicou que os dois municípios pretendem “estruturar um plano de comunicação” baseado nas memórias dos antigos ferroviários, “que estão vivos e podem contar muitas histórias”.

“Eles querem continuar a passar o seu testemunho, o seu saber”, frisou.

Como trabalhava o chefe da estação, como viviam os ferroviários, como eram as lides de operacionalização da linha e das locomotivas e quais as mercadorias que, além dos passageiros, eram transportadas, são alguns aspetos que poderiam ser dados a conhecer, quer aos turistas, quer aos residentes.

No entender de Rui Ladeira, essa identidade pode perder-se se as memórias não forem passadas a quem hoje anda pelas ecopistas.

“O turismo ferroviário continua a ser uma âncora importante de desenvolvimento para o país. É o tempo de valorizar as ecopistas e este é mais um contributo”, sublinhou.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Dossier relacionado
Centro
Destinos

Portugal deve ser vendido como “o país mais sustentável do mundo”, afirma SETCS

Para Rita Marques, secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços (SETCS), Portugal terá de ser “competitivo à custa da sustentabilidade”, já que é algo que “é avaliado positivamente pelo cliente”.

Publituris

A secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços (SETCS), Rita Marques, defendeu que Portugal deve ser vendido como “o país mais sustentável do mundo”, de forma a tornar-se mais competitivo e aumentar a receita turística.

“É isso que queremos. Está para nós muito claro ao nível de política pública, alinhada com o Turismo de Portugal, que Portugal tem que ser o país mais sustentável do mundo. Competitivo à custa da sustentabilidade”, afirmou Rita Marques em Vouzela, onde foi conhecer o projeto de turismo sustentável em curso desde julho de 2020.

No seu entender, para que tal aconteça, devem ser “muitos a rumar” nesse sentido, com empresas de restauração, animação turística e hotelaria a trabalharem no sentido de obter a certificação da Biosphere (que certifica o turismo sustentável), como acontece em Vouzela, ou outras certificações.

“O importante é que façamos a diferença, porque, para continuarmos a crescer em valor, temos que ser muitos, não basta por decreto ou por imposição do Turismo de Portugal reclamarmos que somos o país mais sustentável do mundo. Temos de fazer um esforço conjunto”, frisou.

Segundo Patrícia Araújo, da Biosphere, na região Centro há cerca de 140 empresas (sobretudo de alojamento e animação turística) que já estão certificadas ou em processo de certificação, sendo 12 delas de Vouzela.

Rita Marques disse que “o turismo não se vende só porque Portugal tem ativos extraordinários: paisagens idílicas, um mar maravilhoso e uma gastronomia genuinamente gostosa”.

“Temos que trabalhar numa perspetiva diferente e profissionalizar este trabalho, orientando-o para as grandes tendências”, frisou, acrescentando que, “hoje em dia, a sustentabilidade é algo que é avaliado positivamente pelo cliente” e, portanto, deve ser trabalhada nas suas três dimensões, nomeadamente económica, ambiental e social.

Segundo a secretária de Estado, “Portugal já não é um destino barato há vários anos”, exemplificando que, apesar de receber “metade dos turistas que a Grécia recebe”, tem “exatamente a mesma receita turística”.

“Estamos com uma receita turística por turista muito interessante e a crescer de uma forma muito evidente. Temos uma meta muito tangível que é chegarmos a 2027 com 28 mil milhões de euros de receita turística”, acrescentou.

Na sua opinião, o concelho de Vouzela, no distrito de Viseu, tem estado a fazer “um trabalho extraordinário”, que deve ser replicado noutros municípios e noutras regiões.

“Porque lá fora a marca Vouzela será importante, mas a marca Portugal tem mais força”, justificou.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Destinos

Carlos Moedas diz que é fundamental avançar já com novo aeroporto de Lisboa

“Aeroporto já!”. Foi desta forma que Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), se referiu à urgência da nova infraestrutura aeroportuário.

Publituris

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), defendeu, durante um almoço promovido pela Associação de Hotelaria de Portugal (AHP), a necessidade da construção de um novo aeroporto, independentemente da localização, considerando que tal será “fundamental” para fazer face à retoma da atividade turística.

“Aeroporto já. Nós precisamos de um aeroporto. Se ele é num sítio ou noutro, isso deve ser uma decisão técnica, mas o aeroporto tem de avançar para bem de todos”, afirmou o autarca, sublinhando ainda que, “obviamente que durante muitos anos teremos ‘Portela+1’, mas para mim a posição é clara”.

As declarações do presidente da Câmara Municipal de Lisboa surgiram em resposta às preocupações levantadas pelo presidente da AHP, Bernardo Trindade, que alertou para o facto de os hotéis poderem perder clientes devido aos atrasos no processo de construção do novo aeroporto, numa altura em que foi lançado o concurso público para a realização da avaliação ambiental estratégica da futura solução aeroportuária.

O concurso público internacional para a realização da avaliação ambiental estratégica de Lisboa foi lançado pelo Governo em outubro de 2021.

Nessa altura, o então secretário de Estado Adjunto das Comunicações, Hugo Santos Mendes, adiantou que a avaliação ambiental estratégica das três hipóteses de localização do novo aeroporto de Lisboa deverá ser entregue em 2023.

Atualmente, em cima da mesa estão três hipóteses: aeroporto Humberto Delgado (principal), com o aeroporto do Montijo (complementar), aeroporto do Montijo (principal), com o aeroporto Humberto Delgado (complementar) e uma infraestrutura localizada no Campo de Tiro de Alcochete.

Outra das questões abordadas por Carlos Moedas, e que também surgiu na sequência de preocupações manifestadas pelo presidente da AHP, foi a falta de efetivos dos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) no Aeroporto Humberto Delgado, situação que gera filas de espera de três e quatro horas para entrar em Lisboa.

“Vocês podem ter os melhores hotéis, as melhores empresas do mundo, mas se as pessoas estiverem três e quatro horas para entrar em Lisboa essas pessoas não vão voltar. É uma responsabilidade nossa de alertar o Governo e ser resolvida rapidamente. Nós não podemos ter o aeroporto nestas condições que são vergonhosas para qualquer estrangeiro que chega”, criticou.

O SEF revelou, entretanto, que está a preparar um plano para os postos de fronteiras nos aeroportos durante o período de maior fluxo de passageiros, entre julho e setembro.

Durante a sua intervenção, Carlos Moedas fez também críticas a algumas medidas aprovadas pelos partidos da oposição na Câmara de Lisboa que, no seu entendimento, prejudicam a atividade turística na capital, nomeadamente a suspensão de novos registos de alojamento local, o chumbo da proposta para a construção de um hotel no antigo convento das Mónicas e as mudanças no trânsito da cidade.

“Sou um político que vai trabalhar no sentido da estabilidade, mas não o posso fazer sozinho. Não o posso fazer quando tenho na própria Câmara Municipal vereadores que decidem proibir de um dia para o outro o alojamento local, não percebendo que o proibindo haja uma corrida às licenças de alojamento local nesse próprio dia”, observou.

Em causa está a decisão de “suspensão imediata” da autorização de novos registos de estabelecimentos de alojamento local, por um prazo de seis meses, que pode ser renovado por igual período, “até à entrada em vigor da alteração ao Regulamento Municipal do Alojamento Local”.

Apresentada pelos vereadores do PS e do Livre na Câmara de Lisboa, em novembro de 2021, a proposta foi aprovada pelo executivo camarário em 15 de dezembro, com nove votos a favor (cinco vereadores do PS, dois do PCP, um do Livre e um da vereadora independente Paula Marques, eleita pela coligação PS/Livre), a abstenção da vereadora do BE e sete votos contra dos eleitos da coligação Novos Tempos (PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança), que governa a cidade sem maioria absoluta.

Relativamente ao antigo Convento das Mónicas, a oposição camarária chumbou o projeto de arquitetura, rejeitando a mudança do uso de habitação para o uso de turismo, para instalação de um hotel.

Mais recentemente, os vereadores da oposição na Câmara de Lisboa votaram uma proposta para eliminar o trânsito automóvel na Avenida da Liberdade todos os domingos e feriados e reduzir em 10 quilómetros/hora (km/h) a velocidade máxima permitida atualmente em toda a cidade.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Destinos

Receitas turísticas de março já ultrapassaram período pré-pandemia

As receitas provenientes da atividade turística somaram 1.176,00 milhões de euros em março, valor que traduz um aumento de 5,3% face a igual mês de 2019, de acordo com os dados divulgados esta quarta-feira, 18 de maio, pelo Banco de Portugal (BdP).

Inês de Matos

As receitas provenientes da atividade turística somaram 1.176,00 milhões de euros em março, valor que traduz um aumento de 5,3% face a igual mês de 2019, o último ano antes da chegada da pandemia, quando este indicador tinha ficado nos 1.117,25 milhões de euros, de acordo com os dados revelados esta quarta-feira, 18 de maio, pelo Banco de Portugal (BdP).

Os valores divulgados pelo BdP indicam que, face a março de 2021, o crescimento das receitas turísticas, que se encontram pelos gastos dos turistas estrangeiros em Portugal, foi bem mais expressivo, uma vez que, em mês homólogo do ano passado, o país estava ainda a sair do segundo confinamento, pelo que o crescimento foi de 343,2% face aos 265,34 milhões de euros apurados em março do ano passado.

Em comparação com março de 2020, ano em que a COVID-19 chegou a Portugal e obrigou ao primeiro confinamento a partir de meados desse mês, o crescimento das receitas turísticas chega aos 93,9%, já que o montante apurado nessa altura tinha sido de 606,48 milhões de euros.

Apesar das notícias positivas nas receitas turísticas, março ainda não trouxe um crescimento das importações do turismo, que se encontram pelos gastos dos turistas portugueses no estrangeiro, uma vez que este indicador somou 264,81 milhões de euros, o que traduz uma descida de 14,8% face aos 310,86 milhões de euros apurados em março de 2019.

Apesar disso, o valor das importações do turismo ultrapassou os dois últimos anos, ficando 56,1% acima dos 169,66 milhões de euros apurados em março de 2020 e 89,3% acima dos 139,91 milhões de euros relativos a março de 2021.

Já o saldo da rubrica ‘Viagens e Turismo’ somou, em março, 911,19 milhões de euros, valor que também traduz um aumento de cerca de 13% face aos 806,39 milhões de euros apurados em igual mês do último ano antes da pandemia.

Em comparação com março de 2020 e 2021, o crescimento do saldo das ‘Viagens e Turismo’ é ainda mais expressivo, traduzindo aumentos de 108,6% face aos 436,82 milhões de euros de mês homólogo de 2020, e 626,5% na comparação com os 125,43 milhões de euros de março de 2021.

“As exportações e as importações de viagens e turismo cresceram, em termos homólogos, respetivamente, 343,2% e 89,3%, permitindo que o excedente desta rubrica aumentasse 786 milhões de euros. As exportações superaram em 5% o valor de março de 2019, enquanto as importações se situaram 15% abaixo do valor observado nesse mês”, resume o BdP, no comunicado divulgado.

No acumulado dos três primeiros meses de 2022, as receitas turísticas somam já 2.725,88 milhões de euros, valor que fica 223,1% acima do apurado em igual período do ano passado e que traduz um aumento de 6,8% face ao acumulado dos três primeiros meses de 2020.

Em relação ao primeiro trimestre de 2019, quando o valor acumulado das receitas turísticas tinha sido de 2.876,71 milhões de euros, continua, no entanto, a registar-se uma descida de 5,2%.

Já no que diz respeito às importações, no acumulado dos três primeiros meses o montante é de 696,78 milhões de euros, valor que fica 18,2% abaixo de igual período pré-pandemia, quando chegava aos 852,08 milhões de euros. Face ao acumulado de 2020 e de 2021, o resultado é, no entanto, distinto, já que traduz uma redução de 7,2% face aos 747,19 milhões de euros de 2020 e um aumento de 46,4% face aos 373,49 milhões de euros de igual período de 2021.

No que diz respeito ao acumulado do saldo desta rubrica, o valor está nos 2.029,1 milhões de euros, o que indica que, face a igual período de 2019, também houve um aumento, ainda que tenha sido de apenas 0,2%, para 2.024,63 milhões de euros. Face ao acumulado do primeiro trimestre de 2020 e 2021, o aumento foi de 12,4% e 331,6%, respetivamente.

 

Sobre o autorInês de Matos

Inês de Matos

Mais artigos
Destinos

OMT promove digitalização de um milhão de PME do turismo

Promovido pela Organização Mundial do Turismo (OMT), o programa “Digital Futures” será desenvolvido em três anos, e vai envolver pelo menos um milhão de PME do setor.

A OMT acaba de anunciar o lançamento do programa “Digital Futures”, projetado para acelerar a adoção de novas tecnologias nas pequenas e médias empresas (PME) do turismo.

Desenvolvida em colaboração com algumas das principais empresas de tecnologia, finanças e negócios do mundo, como a Mastercard, a iniciativa é focada nas PME, que representam 80% de todas as empresas do turismo.

A OMT visa alcançar pelo menos um milhão de PME deste setor durante a vigência do programa, fornecendo-lhes os conhecimentos fundamentais necessários para aproveitar o poder das tecnologias novas e emergentes.

O secretário-geral da OMT, Zurab Pololikashvili, lembra que “as pequenas empresas são a espinha dorsal do turismo”, dai a necessidade deste programa que “as ajudará a se recuperar dos impactos da pandemia e impulsionar o setor, através inovação e novas tecnologias.”

A fim de fornecer às PME orientações e ferramentas personalizadas, o programa é construído sobre uma Ferramenta de Diagnóstico de Prontidão Digital que compara as PME em cinco dimensões digitais principais – Conectividade, Crescimento dos Negócios, Comércio Eletrónico, Big Data e Análise e Pagamentos e Segurança.

O evento de lançamento, que decorreu em Madrid, contou com a presença de cerca de 200 participantes, incluindo os embaixadores em Espanha dos Estados Membros da OMT, bem como agências de investimento e promoção e as próprias PME.

 

Sobre o autorCarolina Morgado

Carolina Morgado

Mais artigos
Destinos

Turismo de luxo recupera na Europa após pandemia

As vendas geradas pelo turismo de luxo na Europa podem atingir 520 mil milhões de euros entre 2030 e 2035, diz a Aliança Europeia das Indústrias Culturais e Criativas (ECCIA), que adianta este segmento é responsável por entre quatro mil milhões e seis mil milhões de euros de receitas em Portugal.

Com a retoma do turismo, a Aliança Europeia das Indústrias Culturais e Criativas (ECCIA) estima que os gastos gerados pelos turistas de alto poder aquisitivo podem triplicar para 520 mil milhões de euros entre 2030 e 2035. Até agora, as vendas para este tipo de turista estão entre 130 mil milhões e 170 mil milhões de euros, concentrando 22% das receitas geradas pelo turismo em geral.

De acordo com os empregadores europeus, o aumento dos gastos turísticos terá a ver com uma melhoria em infraestrutura, sustentabilidade e educação. “As marcas de luxo europeias geram 70% das vendas do mercado, representando 10% das exportações europeias e 4% do Produto Interno Bruto (PIB) do continente, com vendas até 800 mil milhões de euros”, explicou a ECCIA em comunicado.

Em alguns países como Itália, França, Espanha e Reino Unido, o segmento de turismo de luxo gera entre 20.000 milhões de euros e 35.000 milhões de euros. Em outros países, como a Grécia, a incidência do turismo de luxo é mais relevante e gera até 7% do PIB do país.

França, Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido, geram 75% das receitas deste segmento. Espanha, por exemplo gera entre 20 mil milhões e 25 mil milhões de euros com o com turismo de luxo, enquanto o Reino Unido coloca a sua receita desse segmento entre 30 mil milhões e 35 mil milhões de euros.

Além desses países, a Suíça gera entre cinco mil milhões e 10 mil milhões graças ao turismo de luxo; Grécia até 10 mil milhões de euros; e Portugal entre quatro mil milhões e seis mil milhões de euros. O resto da Europa gera aproximadamente nove mil milhões de euros.

“Os turistas, que estão a aumentar a sua curiosidade e atenção à sustentabilidade, estão a mostrar interesse em novos destinos como a Croácia, Eslovénia, Portugal e os países nórdicos”, detalha o estudo, que estima uma perda de mais de 70 mil milhões de euros causada pelo impacto da pandemia e restrições de viagem.

Só em 2020, as perdas geradas pela queda do turismo devido às restrições da pandemia ficaram entre 65 mil milhões de euros e 75 mil milhões de euros. Mesmo assim, “o turismo de luxo finalmente dá sinais de recuperação”, acrescenta Claudia D’Arpizio, diretora de moda e luxo da Bain&Company.

Sobre o autorCarolina Morgado

Carolina Morgado

Mais artigos
Destinos

IATA reforça apelo para fim das restrições na Ásia-Pacífico

A IATA sublinha que, assim que os Governo procedem ao levantamento das medidas restritivas adotadas na sequência da COVID-19, “há uma reação positiva imediata dos viajantes”.

Publituris

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) voltou esta terça-feira, 17 de maio, a insistir no apelo para o fim das restrições às viagens na Ásia-Pacífico, de forma a acelerar a recuperação turística na região.

Num comunicado enviado à imprensa, a IATA sublinha que, assim que os Governo procedem ao levantamento das medidas restritivas adotadas na sequência da COVID-19 “há uma reação positiva imediata dos viajantes”, pelo que, alerta a associação, o levantamento das medidas ainda em vigor deve ser rápido, até porque há “empregos em jogo e as pessoas querem viajar”.

Segundo a IATA, em março, a procura internacional de passageiros na região Ásia-Pacífico atingiu 17% dos níveis pré-COVID, depois de ter ficado abaixo de 10% na maior parte dos últimos dois anos, o que, mesmo assim, continua muito abaixo da média do resto do mundo.

“Isso está muito abaixo da tendência global, onde os mercados recuperaram para 60% dos níveis pré-crise. O atraso é por causa das restrições do governo. Quanto mais cedo elas forem levantadas, mais cedo assistiremos a uma recuperação no setor de viagens e turismo na região, com todos os benefícios económicos que isso trará”, afirma Willie Walsh, diretor-geral da IATA.

Desta forma, a IATA insiste para que os Governos dos países da Ásia-Pacífico levantem todas as restrições que ainda estão em vigor, a exemplo das limitações para viajantes vacinados, da remoção da obrigação de teste ou quarentena para viajantes não vacinados e que sejam provenientes de zonas onde existem altos níveis de imunidade e da suspensão do uso obrigatório de máscara facial nas viagens aéreas em países onde o seu uso já não seja obrigatório em locais fechados e transportes públicos.

“Apoiar e, mais importante, acelerar a recuperação exigirá toda uma abordagem da indústria e do governo. As companhias aéreas estão a trazer de volta os voos. Os aeroportos precisam de ser capazes de lidar com a procura. E os governos precisam ser capazes de processar as autorizações de segurança e outra documentação com eficiência”, considera Willie Walsh.

Como exemplo de países asiáticos que vivem realidades distintas, Willie Walsh aponta a China e o Japão, o primeiro dos quais continua totalmente fechado ao turismo, enquanto o segundo já voltou a permitir viagens aéreas internacionais, ainda que, segundo a IATA, não tenha um plano claro para a reabertura do país, numa lacuna que deve ser colmatada.

“É preciso fazer mais para facilitar ainda mais as restrições de viagem, começando com o levantamento da quarentena para todos os viajantes vacinados e removendo o teste de chegada no aeroporto e o limite diário de chegada. Exorto o governo do Japão a dar passos mais ousados ​​para a recuperação e abertura das fronteiras do país”, acrescentou Walsh.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Transportes

Emirates retoma segundo voo diário para Lisboa em julho

Informação foi divulgada pelo Turismo do Dubai esta terça-feira, 17 de maio, durante uma apresentação em Lisboa, que deu a conhecer as novidades do destino.

Inês de Matos

A Emirates vai retomar em julho o segundo voo diário entre a capital portuguesa e o Dubai, revelou esta terça-feira, 17 de maio, Cibele Moulin, gerente sénior de Operações Internacionais do Turismo do Dubai.

“Estamos com um voo diário da Emirates, é um voo direto de Lisboa para o Dubai, e agora, a partir de julho, a Emirates retoma o segundo voo diário”, revelou a responsável, que esteve em Lisboa para apresentar o destino Dubai aos jornalistas portugueses.

De acordo com Cibele Moulin, com a retoma da segunda frequência diária entre Lisboa e o Dubai, que tinha sido suspensa com a chegada da pandemia, o número de ligações aéreas entre Portugal e o Dubai já está “quase no nível que existia antes da pandemia”, faltando apenas a retoma do voo do Porto.

“Antes, a Emirates voava do Porto também e, talvez, no futuro possamos retomar esse voo. De momento, Lisboa é o principal mercado e temos dois voos a partir de julho”, acrescentou a responsável, mostrando-se convicta que a retoma dos voos é fundamental para que também o número de turistas portugueses que visita o Dubai regresse aos níveis do passado.

O mercado português, revelou também Cibele Moulin, recuperou no primeiro trimestre de 2022 e já superou em 33% os números até março do período pré-pandemia, o que levou a que, neste período, o mercado nacional até tenha reagido “um pouco acima da média global do destino”.

“O mercado português, em especial, recuperou 60% do volume que tínhamos pré-pandemia. Ou seja, o mercado português até reagiu um pouco acima da média global do destino. Isso é muito bom para nós”, considerou a responsável.

Globalmente, o Dubai recebeu, nos primeiros três meses do ano, cerca de quatro milhões de turistas estrangeiros, o que indica uma recuperação de 44% face aos perto de 7,3 milhões de turistas que o destino tinha recebido nos primeiros três meses de 2021.

“Ou seja, recuperámos já do ano passado quase metade do que tínhamos antes da pandemia. É uma recuperação bastante rápida”, congratula-se Cibele Moulin, revelando que a Expo Dubai, que decorreu entre outubro do ano passado e março deste ano, motivou 24 milhões de visitas ao destino.

Além da Expo Dubai, a responsável do Turismo do Dubai considera que importante para a retoma do turismo internacional foi também a reabertura antecipada do destino, que foi um “dos primeiros destinos a abrir na pandemia”, além do facto do Dubai ter mantido sempre uma “constância em relação aos requisitos”, que conferiu maior confiança aos turistas.

Nesta apresentação em Lisboa, Cibele Moulin deu também a conhecer as novas atrações do destino que, mesmo na pandemia, não parou os investimentos que estavam planeados em novas atrações, a exemplo do Museu do Futuro, que nos transporta para o ano de 2071 e que já foi distinguido pela arquitetura; do Deep Dive Dubai; do Sky Views Observatory; da Aura Sky Pool ou do Ain Dubai, que consiste na maior roda gigante do mundo.

Atualmente, o Turismo do Dubai tem em vigor uma campanha especial no mercado português, que foi lançada em abril e que oferece sete noites de alojamento pelo preço de cinco, com Cibele Moulin a revelar que, devido a este tipo de campanhas, a estada média dos turistas portugueses no Dubai está a subir e já 5,4 noites, quando ainda em 2019 estava nas duas ou três noites.

“O Dubai vê Portugal como um mercado com muito potencial e é por isso que estamos a investir tanto na promoção”, concluiu a responsável, indicando que o Turismo do Dubai tem vindo também a investir na proximidade aos operadores turísticos e na formação para agentes de viagens portugueses, ao mesmo tempo que tem vindo a promover famtrips ao destino.

 

Sobre o autorInês de Matos

Inês de Matos

Mais artigos
Destinos

Rita Marques visita Região de Lisboa esta quinta-feira

A secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques, vai conhecer vários projetos de formação, reabilitação e valorização do património, durante uma visita que realiza, esta quinta-feira, dia 19 de maio, à Região de Lisboa.

Publituris

Da agenda consta uma visita ao Palácio Nacional da Ajuda onde irá assistir à montagem das últimas peças no Museu do Tesouro Real, cuja inauguração está prevista para breve.

Rita Marques estará, igualmente, na Escola de Hotelaria e Turismo do Estoril, onde se procederá à assinatura do Protocolo “Formação + Próxima”.

O fim da visita tem encontro marcado na Tapada de Mafra para assinalar os esforços e o compromisso da região com o cumprimento dos princípios de responsabilidade e empenho ativo na conservação do património natural.

Segundo comunicado da Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa, esta visita da secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços marca o início da retoma turística da região, bem como o investimento em três pilares de sucesso: a formação, a reabilitação e a valorização patrimonial.

 

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se conectado

©2021 PUBLITURIS. Todos os direitos reservados.