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Reportagem: Macau, um pequeno grande destino

O congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) realiza-se em Macau daqui a menos de um mês. Para uns, será a oportunidade de rever o destino, para outros uma estreia. Em qualquer dos casos, Macau é sempre capaz de surpreender.

Carina Monteiro
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Reportagem: Macau, um pequeno grande destino

O congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) realiza-se em Macau daqui a menos de um mês. Para uns, será a oportunidade de rever o destino, para outros uma estreia. Em qualquer dos casos, Macau é sempre capaz de surpreender.

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O congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) realiza-se em Macau daqui a menos de um mês. Para uns, será a oportunidade de rever o destino, para outros uma estreia. Em qualquer dos casos, Macau é sempre capaz de surpreender.

Já muito se escreveu no Publituris sobre Macau. Dedicámos artigos e guias ao destino, o último dos quais publicado em 2013. Fui recuperar o artigo de opinião “Macau: Liberdade e Diversidade” escrito pelo presidente da APAVT que constava nesse guia. Pedro Costa Ferreira retratava os contrastes de Macau, que fazem dela uma cidade velha e moderna ao mesmo tempo. “Macau é um destino turístico de excelência. Acolhe todos do mesmo modo e todos, enquanto lá estão, são iguais. Podemos atravessar a rua de smoking ou com o roupão do quarto – ninguém vai olhar para nós”. Só entendi o verdadeiro sentido destas palavras quando lá estive no mês passado, a convite da própria APAVT e do Turismo de Macau, e comprovei que Macau é uma realidade diferente de Portugal, da Europa e de tudo.

Macau não se mede aos palmos. A sua grandeza não se mede pelos 30 quilómetros quadrados que compõem a sua área, que já foram menos no passado e serão certamente mais no futuro, uma vez que há constantes investidas sobre o mar. Culturalmente, a grandeza de Macau está na mistura e na convivência pacífica entre Oriente e Ocidente. Financeiramente, a grandeza está nos casinos e no Turismo, a principal fonte da economia. Jogo e Turismo confundem-se numa realidade que é difícil dissociar. Talvez este seja o maior desafio das Autoridades Turísticas de Macau, mostrar que há mais Turismo além do jogo. E acreditem que há. Mas já lá vamos.

Viajar para Macau a partir de Portugal implica atravessar o mundo e acelerar o tempo, figurativamente e literalmente (lá são mais sete horas que aqui). Para a maioria dos portugueses que viaja para Macau, a porta de entrada é Hong Kong (ver caixa). Não é expectável, pelo menos para já, que o voo directo da Beijing Capital Airlines entre Lisboa e Pequim altere este cenário. A China é o principal emissor de turistas no mundo e isso reflecte-se também em Macau. O mercado interno chinês é, de longe, o principal mercado, representando perto de 67% do total de chegadas ao destino. 20% corresponde a turistas de Hong Kong e 3,3% de Taiwan. A fatia que cabe aos estrangeiros é de 10,2%. A encabeçar os turistas estrangeiros surge a Coreia do Sul, seguida do Japão, Filipinas, Tailândia, Malásia, EUA e Indonésia. Portugal, de onde viajaram 16 mil turistas em 2016 para Macau, fica muito atrás nestas estatísticas. Mas se Portugal perde nas estatísticas do Turismo, ganha no reconhecimento e notoriedade que Macau lhe presta, visível na calçada portuguesa ou na toponímia das ruas que permanece em português. Sentimento misto de estranheza e orgulho, o de viajar de tão longe para encontrar um pouco de Portugal. Só por isso, Macau deveria constar na lista dos lugares a visitar pelos portugueses.

Chegar a Macau

O primeiro choque a chegar a Macau é o térmico. Houve quem me perguntasse, quando cheguei a Portugal, se não tinha notado muita poluição no ar. Não, pelo que percebi as chuvadas que caíram antes da nossa chegada atenuaram a poluição, pelo que não senti qualquer efeito. Mas o tempo, esse era de muito calor e humidade. Habituamo-nos e houve até quem do grupo se aventurasse em corridas ao fim do dia. No entanto, Novembro, altura em que realiza o congresso, é o período mais agradável para visitar a região.

Antes de se aventurar por Macau, convém ter uma orientação geográfica básica da região. A Península de Macau é uma língua de terra ligada à China Continental. É aqui que se encontra o centro histórico de Macau. Por sua vez, a Península de Macau está ligada às ilhas da Taipa e Coloane por três pontes. Cotai é o pedaço de terra que liga as duas ilhas. A reter: Península de Macau de um lado, Taipa, Coloane e Cotai do outro. O congresso da APAVT vai realizar-se na Torre de Macau que se encontra na Península, assim como o alojamento dos congressistas será em hotéis perto da Torre e do centro histórico. Nesta viagem ficámos no Legend Palace Hotel, um dos novos hotéis de Macau. Embora mais afastado do centro, a unidade fica situada entre a Doca dos Pescadores e o Terminal Marítimo de Macau.

Centro Histórico de Macau

Nesta viagem ao Centro Histórico de Macau, declarado Património Mundial em 2005, iniciámos a visita pelo Templo A-Má, que fica no Largo da Barra. A população macaense segue, na sua maioria, a doutrina do taoismo. O templo de A-Má é actualmente o mais antigo de Macau. É composto pelo Pavilhão do Pórtico, o Arco Memorial, o Pavilhão de Orações, o Pavilhão da Benevolência, o Pavilhão de Guanyin e o Pavilhão Budista Zhengjiao Chanlin. Os pavilhões são dedicados a várias divindades, pertencentes a diversas religiões e crenças populares, seja o budismo, o taoismo ou confucionismo. Está aberto das 7h00 às 18h00. A partir do Templo de A-Má pode-se iniciar um passeio pelo centro histórico de Macau, que culminará no mais famoso e fotografado monumento histórico de Macau: as Ruínas de São Paulo. O percurso tem a duração de uma hora e meia a duas horas, dependendo das paragens que fizer. Do Largo da Barra em frente ao Templo A-Má, siga caminho pela Rua da Barra. Pelo caminho encontrará o Quartel dos Mouros, a Casa Mandarim (recuperada pelo governo, foi residência de um grande poeta chinês, Zheng Guangying, sendo possível visitar) e o Largo Lilau (zona onde viviam as altas individualidades de Macau, as casas à volta do Largo são na sua maioria de estilo português). Seguindo em frente pela Rua do Padre António, vai encontrar o Largo de Santo Agostinho com a sua calçada portuguesa. Aqui estão concentrados alguns monumentos como a igreja de Santo Agostinho, o Teatro Dom Pedro V e a Biblioteca Sir Robert Ho Tung. Deste ponto, já estamos muito perto do centro nevrálgico de Macau, o Largo do Senado que conflui com a Av. Almeida Ribeiro, a principal artéria da cidade, conhecida em chinês por San Ma Lou. Os edifícios que ladeiam a praça foram construídos nos séculos XIX e XX. Em 1993, a praça foi pavimentada com a calçada portuguesa, com um padrão de ondas.

Os edifícios com maior interesse neste largo são o edifício do Leal Senado e a Santa Casa da Misericórdia. Mais à frente, encontra-se outro largo, o Largo de São Domingos com a sua bonita Igreja de São Domingos. Originalmente construída em madeira, foi a primeira igreja da China. A fachada amarela destaca-se dos outros edifícios. Lá dentro, não menos esplendoroso, é o seu altar barroco. Seguindo pela Rua de São Paulo chega-se ao Largo da Companhia de Jesus, onde em frente estão as Ruínas de São Paulo. O monumento de onde só resta a fachada, escadaria e fundações era a antiga Igreja da Madre de Deus, que foi construída entre 1602 e 1640. A igreja fazia parte do Colégio de S.Paulo que foi a primeira universidade de modelo ocidental do Extremo Oriente. O incêndio que deflagrou em 1835 destruiu o colégio e a igreja, restando apenas a fachada, a maioria das fundações e a escadaria. A fachada apresenta uma mistura de estilos e o conjunto é muitas vezes o cartão postal da cidade.

Abandonamos as ruínas para subir à Fortaleza do Monte, onde se encontra o Museu de Macau. Mas falemos primeiro da Fortaleza. Construída entre 1617 e 1626, esta fortaleza chegou a ser a principal estrutura militar defensiva da cidade, equipada com canhões, casernas militares, poços e um arsenal com munições e mantimentos em número suficiente para aguentar o cerco à cidade durante dois anos. Foi transformada em Museu em 1994 e inaugurado em 1998 por António Guterres, primeiro-ministro de Portugal na altura. O Museu contempla três pisos. O primeiro conta a génese de Macau, o povoamento do Território e a chegada dos portugueses. O segundo piso retrata as Artes Populares e Tradições de Macau, que vão desde as profissões às indústrias tradicionais, às festividades, à gastronomia e o modo de viver dos macaenses. Por último, o terceiro piso é dedicado a Macau dos nossos dias, com exposições temporárias. Terminada a visita ao museu, aconselha-se a visita ao exterior do último andar, onde se pode ter uma vista privilegiada e panorâmica sobre Macau.

Este passeio pode ser feito em meio-dia, um dia ou dois, dependendo dos locais que quer mesmo entrar e visitar. Mas não se esqueça de guardar meio-dia pelo menos para “perder-se” pelas ruas de Macau em compras, visitar o Mercado Vermelho, situado na Avenida de Horta e Costa, onde se vende marisco e peixe fresco (muitos deles ainda vivos), frutas e legumes. Em alternativa, pode visitar a Casa de Chá VA LUEN CO., no número 106 da Rua Cinco de Outubro, onde encontrará chá para todas as maleitas.

A noite pode ser reservada para ir ao Restaurante Litoral, na Rua do Almirante Sérgio, também na parte antiga de Macau. Decore este nome: “Minchi”, um prato típico de Macau, de carne picada e batatas fritas cortadas aos quadrados. O Restaurante Litoral é considerado, por quem sabe e por quem provou (eu), um dos melhores restaurantes para experimentar a comida típica macaense. Depois do jantar sugere-se um bar de hotel, por exemplo o bar do Hotel StarWorld, que fica na Rua de Sintra. Mas antes, entre no Hotel Wynn, do outro lado da rua, e assista aos espectáculos gratuitos no lobby do hotel. Alternadamente, e a cada trinta minutos, entre as 22h00 e a meia-noite, é possível assistir aos espectáculos de som, luz e imagem “Tree of Prosperity” e “Dragon of Fortune”. Os hotéis de Macau são, de resto, fontes inesgotáveis de animação e surpresas. Estão projectados para captar e levar os clientes a passarem tempo dentro das unidades. Há casinos, lojas, espectáculos, bares, restaurantes e concertos.

Por falar em diversão, um dos locais de visita obrigatória é a Torre de Macau, mas isso não será um problema para os participantes do Congresso da APAVT, já que é lá que se realizam os trabalhos do congresso. Nisto das atracções, os números são sempre bons para impressionar: a torre tem 338 metros de altura, o lounge interior de observação está a 223 metros de altura o que permite uma vista que alcança os 55 quilómetros. No 58ª andar fica o lounge de observação, uma espécie de miradouro, que permite ver a Península de Macau e as ilhas de Taipa e Coloane. O piso em vidro dá-nos uma vista por baixo dos nossos pés. Subindo ao 61º andar encontramos o piso a partir do qual se fazem as actividades de aventura, seja uma escalada ao topo da torre, alcançando os 338 metros, seja bungy jump, skyjump ou o skywalk, passeio no exterior do piso 61º.

Taipa, Cotai e Coloane

É na Taipa e em Cotai que se localizam os grandes complexos hoteleiros como o Galaxy ou The Venetian. Majestosos, luxuosos e exuberantes, parecem competir entre si em grandeza. Entre o segundo semestre de 2016 e o primeiro de 2017 abriram nesta zona três novos hotéis: o Wynn Palace, em Cotai, com 1706 quartos e suites; o The Parisian Macao, com três mil quartos e uma réplica da Torre Eiffel que não passa despercebida; e o The Macau Roosevelt, com 368 quartos. Estão por abrir o MGM Cotai, com 1400 quartos e suites, o Lisboa Palace, com 2000 quartos, o Morpheus com cerca de 780 quartos, e o The 13, provavelmente o hotel mais caro de Macau e quem sabe do mundo, já que, de acordo com site do hotel, todos os clientes das 200 suites terão direito a um transfer à chegada e à saída do hotel num Rolls-Royce Phantom.

O luxo dos hotéis contrasta com a vila da Taipa. Mais simples e menos majestosa, é outro local a não perder. Local pitoresco onde é possível comprar souvenirs, a vila de Taipa é um labirinto de becos e ruelas antigas, muito procurada por turistas. Se é fã de Vhils, então não pode perder o mural feito pelo artista português, na Rua dos Clérigos, na vila da Taipa, que é uma das obras que integra a exposição “Destroços – Obras de Alexandre Farto aka Vhils”. O artista está pela primeira vez a expor em Macau. São mais de 20 trabalhos, incluindo quatro novos murais públicos que devem permanecer, depois do fim da exposição, a 5 de Novembro.

Foi na vila da Taipa que jantámos num dos dias da nossa viagem. O “António” é um restaurante português conhecido em Macau. O chef António Neves Coelho, o proprietário, recebe-nos à porta, mas não são precisas apresentações. Há uma dúzia de placas pregadas na parede de vários guias conceituados que recomendam o restaurante. Esperam-nos iguarias portuguesas como o Arroz de Marisco, as Ameijoas à Bulhão Pato ou um Bife à Portuguesa. Os produtos, garante, vêm de Portugal. Nascido em Fornos de Algodres, António fez o serviço militar em Macau de 1972 a 1973, quando o território tinha apenas 15 quilómetros quadrados. Voltou a Macau em 1997 e trabalhou em diversos restaurantes até que em 2000 abriu o seu primeiro restaurante em sociedade com outros portugueses. Mas foi em 2007 que foi convidado a abrir o restaurante “António”. Há um mês abriu um segundo restaurante do outro lado da rua. Chama-se “Tapas by António”. Recebe essencialmente clientes chineses ou dos mercados asiáticos próximos. António reconhece as diferenças de 2008, ano em que se realizou o último congresso em Macau, para agora. “Macau mudou muito. Mais construção, mais restaurantes, hotéis e casinos”, refere. Para ele, “Macau é mais do que Turismo de casinos. Temos templos, igrejas, museus. É uma cidade com muito para ver, é cosmopolita. Para as pessoas que queiram ter uma viagem cultural, este é o sítio indicado. Mas também para lazer, temos hotéis com praia lá dentro”. António é um embaixador do Turismo de Macau. Foi condecorado em 2013 com a Medalha de Mérito Turístico pelo Turismo de Macau e em 2015 pelo Governo português com a Medalha de Mérito das Comunidades.

Coloane ficou para o último dia. Fica depois de Taipa e Cotai e é o pulmão de Macau, uma vez que é o mais parecido com o campo que se pode encontrar em Macau. Aos fins-de-semana, a população vai para Coloane fazer piqueniques, aproveitar as praias, fazer trilhos, uma espécie de espaço de lazer ao ar-livre e onde se pode respirar ar mais puro. Também há templos, miradouros e uma das maiores atracções é o Pavilhão do Panda Gigante de Macau. O pavilhão tem uma arquitectura que se enquadra com o ambiente natural e circundante. Neste parque encontramos duas espécies: o panda gigante e o panda pequeno. Desde este ano que podem ser vistos quatro pandas gigantes: os mais velhos Kai Kai e Xin Xin, e os dois pandas bébes Jian Jian e Kang Kang, que nasceram em Junho de 2016. Fazem as delícias dos visitantes, que passam muito tempo em frente ao seu habitat tentando fazer a melhor foto e o melhor vídeo.

Quanto às novidades, e além dos hotéis já anunciados, há que referir que a partir desde segundo semestre a ilha de Taipa vai contar com um novo terminal de ferry. Ficará adjacente ao aeroporto Internacional de Macau, com uma área total de 200 mil metros quadrados, 127 pontos de controlo de passaporte e uma plataforma para aterragem de helicópteros. Outra importante notícia no que diz respeito às acessibilidades é a ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau que fará a ligação entre os territórios. A construção demorou sete anos, prevendo-se que a ponte seja aberta à circulação no final do ano. A estrutura principal tem 29,6 quilómetros de comprimento, e consiste numa ponte de 22,9 quilómetros e um túnel submarino de 6,7 quilómetros. O comprimento total da ponte é de 55 quilómetros. A ponte em forma de ípsilon vai reduzir o tempo de viagem entre Hong Kong e Zhuhai, cidade adjacente a Macau, de três horas a 30 minutos. ¶

Informações úteis
Museu de Macau
Horário – De Terça a Domingo das 10h00 às 18h00
Preço – MOP 15 (1,5 euros)

Restaurante Litoral
Aberto todos os dias
Email – [email protected]

Restaurante António
Aberto todos os dias
Email – [email protected]

Torre de Macau
Horário – De Segunda a Sexta das 10h00 às 22h00 / Fins-de-semana das 09h00 às 22h00 Preço – MOP 135 (13,5 euros) inclui visita aos pisos 58º e 61º
Site – www.macautower.com.mo
Actividades Bungy Jump – MOP 3488 (364 euros)
Tower Climb – MOP 2288 (238 euros)
SkyJump – MOP 2588 (270 euros)
Skywalk – MOP 788 (81 euros)
Email – [email protected]

Pavilhão do Panda Gigante de Macau
Horário – De Terça a Domingo das 09h30 às 17h00
Preço – MOP 10 (1 euros) – receitas dos bilhetes de entrada revertem para o “Fundo dos Pandas”
Site – www.macaupanda.org.mo

Chegar a Macau
A maioria, senão a totalidade, dos congressistas da APAVT que viajarem em Novembro para Macau, chegarão via Hong Kong. Uma vez chegados ao aeroporto de Hong Kong a alternativa será apanhar um barco para o terminal marítimo de Macau. Deixamos uma sugestão. Reservar o serviço Premier Grand Class, da empresa TurboJet (www.turbojet.com.hk) que parte do Hong Kong – Macau Ferry Terminal, localizado no Shun Tak Centre (Sheung Wan). Este serviço inclui transfer complementar até ao terminal e depois do terminal de Macau para o seu hotel em Macau. As malas são despachadas no aeroporto de Hong Kong e depois só as vê em Macau. Depois de fazer a reserva online no site da Turbojet, deve pedir este serviço complementar de transfer e bagagem enviando um email para: [email protected] e mencionar os dados do passaporte, seu voo de chegada, nr. de pessoas, quantas bagagens e morada em Macau. O bilhete do Premier Grand Class tem o custo de MOP 500 (entre 50 a 60 euros, dependendo do câmbio). Em alternativa, pode optar pela ligação directa “Sea Express” que parte do aeroporto internacional de Hong Kong até Macau. Ao chegar ao aeroporto de Hong Kong deve dirigir-se ao balcão “E2 – Transfer Hong Kong Macau” (atenção para não passar a emigração em Hong Kong). Ao chegar a este balcão, mostre o bilhete de avião, o talão da bagagem, passaporte e voucher do bilhete de barco caso a reserva tenha sido feita online, as malas também vão directamente até Macau. Este serviço de ligação é mais barato (cerca de MOP 250 – 25 euros). No entanto, tem muito menos horários que o Premier Grand Class que parte a cada 30 minutos com horários das 07h00 às 23h00. Mas atenção, se comprar deve chegar à bilheteira da TurboJet no aeroporto de Hong Kong até 90 minutos antes da partida do barco para garantir que há tempo para despachar as malas e fazer o transfer. Exemplo: se o seu voo chegar depois das 21h30 já não conseguirá apanhar o último barco, às 23h00.

*A jornalista viajou a convite da APAVT e do Turismo de Macau.
*Artigo publicado na edição 1348, de 4 de Agosto de 2017

Sobre o autorCarina Monteiro

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“Recomendo aos operadores ocidentais posicionarem imediatamente a sua oferta, que não esperem”

À medida que caminhamos para o final do ano e após (quase) dois anos de pandemia, Rikin Wu, diretor-executivo da Dida Travel, um dos maiores operadores de viagens digitais chineses, dá a sua visão sobre o que está a mudar no panorama da distribuição e o que esperar de 2022.

Depois de portas (praticamente) fechadas ao exterior, os chineses começam a ter esperança de poder voltar a viajar. As diversas restrições impostas recentemente por causa da Ómicron fizerem com que esse processo voltasse atrás, mas vontade para viajar existe no mais populoso país do mundo. Rikin Wu, diretor-executivo da Dida Travel, aconselha a que não se espere muito para captar esse turista e viajante chinês.

Quando é que os cidadãos chineses vão poder voltar a viajar para o exterior?
Neste momento, é simplesmente uma questão de quando as autoridades chinesas permitirão a livre circulação internacional dos cidadãos chineses. Hoje, parece que isso não acontecerá antes do verão de 2022.

Como está o mercado doméstico de viagens na China?
A economia chinesa está forte e é sabido que os chineses viajam muito, basta olhar para o cenário de viagens domésticas que cresceu ultimamente. O turismo doméstico chinês voltou a 65% dos números de 2019, apesar das restrições, e na DidaTravel estamos acima de 2019 no que diz respeito às vendas nacionais, tendo dedicado recursos para expandir a nossa base de clientes nacionais.

Existe algum risco de os cidadãos chineses não viajarem novamente para o exterior, mesmo que seja possível?
Esta é uma situação de “quando” e não de “se”. Não há dúvida de que os viajantes chineses querem fazer viagens internacionais novamente. Estamos a receber muitos comentários dos nossos clientes B2B sobre a procura que continua alta e nos social media na China onde se comentam destinos internacionais como Dubai, Londres ou Paris e verificamos que estão mais populares do que nunca.

Em meu entender, assim que as viagens internacionais forem permitidas, muito rapidamente veremos os números de 2019 serem superados. Além disso, existirá uma tendência para estadias mais longas e maiores gastos no destino, de modo a compensar o tempo perdido.

 E qual é a oportunidade para os operadores de viagens ocidentais?
Dado o número significativo de viajantes internacionais chineses, um número que chegou a quase 155 milhões em 2019, e o facto de, quando fazem viagens de longa distância, ficam mais tempo e gastam muito mais do que qualquer outro viajante, este não é, realmente, um mercado a ser esquecido num momento em que tudo está em aberto até a última reserva. Mesmo que se tenha de esperar um pouco mais para o regresso, este é um “público” pelo qual vale a pena esperar.

Que conselhos dá a estes operadores de viagens ocidentais para captar as reservas chinesas quando as restrições forem suspensas?
Se esperarem até que as restrições sejam suspensas, já será tarde demais. O que sugiro é que atuem já, agora. Como sabemos pelos nossos clientes B2B, no momento muitos chineses estão a pensar o que visitar assim que as restrições forem suspensas. Os hotéis, companhias aéreas e agências de turismo ocidentais devem aproveitar esta vontade, este desejo dos turistas chineses quererem viajar. Por isso, recomendo que os operadores ocidentais posicionem imediatamente a sua oferta, a sua marca e que não esperem.

Como é que a COVID impactou a distribuição B2B?
Desde o início da COVID, temos visto uma polarização significativa no cenário da distribuição, com grandes e pequenas empresas de distribuição a sobreviver relativamente bem. As de média dimensão foram as mais atingidas. Prevemos que isso só se tornará mais agudo à medida que as viagens retornem à capacidade total durante 2022.

Refere que as empresas de média dimensão são as que estão a passar maiores dificuldades. Qual a razão para as empresas grandes e pequenas estarem em melhor posição em 2022?
As grandes empresas têm conseguido suportar os choques destes anos, têm grande capacidade de recuperação e criação de caixa, e serão as primeiras a beneficiar da plena recuperação do mercado. Já as pequenas empresas, com alta flexibilidade e estruturas de equipa de baixo custo, podem manter um bom nível de negócios numa pequena região ou destino de nicho.

Sobre o autorVictor Jorge

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Nova edição: FITUR, dossier Destinos de Inverno e Istambul

A nova edição do Publituris, a única do mês de dezembro, faz capa com uma entrevista a Maria Valcarce, diretora da FITUR, a feira de turismo de Madrid, que regressa entre 19 e 23 de janeiro e que, segundo a responsável, já se deverá equiparar às “feiras pré-pandémicas”.

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A nova edição do Publituris, a única do mês de dezembro e última de 2021, faz capa com uma entrevista a Maria Valcarce, diretora da FITUR, a feira de turismo de Madrid, que regressa entre 19 e 23 de janeiro de 2022 e que, segundo a responsável, já se deverá equiparar às “feiras pré-pandémicas”.

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Conheça também quais os destinos que os operadores turísticos portugueses estão a programar para esta época festiva e para os próximos meses, e como está a procura, num dossier sobre Destinos de Inverno, que, ao contrário do que acontecia no passado, passam mais pelo calor do que propriamente pela neve.

Neste dossier, publicamos ainda uma entrevista a Eduardo Jesus, secretário Regional de Turismo e Cultura da Madeira, região que vai voltar a contar com uma forte programação para o final do ano e que tem sido um dos destinos mais procurados pelos portugueses para férias de inverno.

Destaque ainda para um entrevista com Duarte Moreira, novo responsável comercial da Lisbon Helicopters, empresa de animação turística que realiza passeios de helicóptero em Lisboa e arredores, e que conta com uma nova estratégia comercial. Depois do regresso à operação em outubro, a Lisbon Helicopters já está de volta aos bons resultados e espera avançar, em breve, para vários dos projetos que tem em carteira.

Nesta edição, leia ainda as opiniões de Vicente Rodrigues (coordenador da Pós-Graduação em Top Management in Hospitality and Tourism do ISCTE Executive Education), Amaro Correia (docente da Atlântico Business School), José Varela Gomes (co-coordenador da Licenciatura em Gestão Hoteleira do ISAG) e Luiz S. Marques (investigador do Dreams da Universidade Lusófona).

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Edição Digital: FITUR, dossier Destinos de Inverno e Istambul

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Nesta edição, leia também a reportagem sobre Istambul, que fomos visitar a convite do operador turístico Viagens Tempo e da Turkish Airlines, numa viagem de familiarização que contou com a participação de sete agentes de viagens e que pretendeu mostrar que a maior cidade da Turquia é “um destino seguro”, mesmo em tempos de pandemia, e que já voltou a receber turistas de todo o mundo.

Conheça também quais os destinos que os operadores turísticos portugueses estão a programar para esta época festiva e para os próximos meses, e como está a procura, num dossier sobre Destinos de Inverno, que, ao contrário do que acontecia no passado, passam mais pelo calor do que propriamente pela neve.

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Destaque ainda para um entrevista com Duarte Moreira, novo responsável comercial da Lisbon Helicopters, empresa de animação turística que realiza passeios de helicóptero em Lisboa e arredores, e que conta com uma nova estratégia comercial. Depois do regresso à operação em outubro, a Lisbon Helicopters já está de volta aos bons resultados e espera avançar, em breve, para vários dos projetos que tem em carteira.

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E se o plano não for aprovado por Bruxelas? “A TAP vai fechar”, diz ministro Pedro Nuno Santos

O cenário nunca foi abertamente equacionado, mas se acontecer [chumbo do plano de reestruturação por Bruxelas], o ministro Pedro Nuno Santos já admitiu, é para fechar a TAP.

Publituris

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, disse esta terça-feira, 14 de dezembro, que Portugal “perderá centralidade no negócio da aviação” caso o plano de restruturação da TAP não seja aprovado por Bruxelas, algo que levará ao encerramento da companhia, assegurou.

No entanto, Pedro Nuno Santos voltou a manifestar confiança de que o plano esteja aprovado até ao final deste ano de 2021, constituindo a tal “prenda de Natal” que Silvia Mosquera, Chief Commercial & Revenue Officer (CCRO) da TAP, referiu no 46.º Congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT).

O ministro das Infraestruturas e Habitação alertou, contudo, que “se a TAP não tiver o plano de reestruturação aprovado vai fechar e Portugal perderá centralidade no negócio da aviação”.

Segundo Pedro Nuno Santos, que falou à margem da apresentação do caderno de encargos para as 117 novas automotoras da CP, em Matosinhos, sem a TAP, o ‘hub’ de Portugal passará a ser em Madrid.

“Estamos a falar na única companhia área a operar em Portugal que tem um ‘hub’, que faz viagens intercontinentais entre os Brasil, EUA, África e Portugal e distribui para o resto da Europa”, terminou.

A TAP já recebeu um total de 1.662 mil milhões de euros do Estado (empréstimo de 1.200 mil milhões concedido pelo Tesouro em 2020, a que se somam mais 462 milhões de euros por ajudas permitidas por Bruxelas para compensar o impacto da pandemia da COVID-19).

Recorde-se que o Orçamento do Estado para 2021 previa uma verba de 998 milhões de injeção na TAP e a proposta de Orçamento para 2022 — entretanto chumbado — antecipava somar mais 990 milhões de euros.

Falta ainda saber se a TAP irá receber os 150 milhões de euros, um novo auxílio por danos COVID-19 em 2021, valor esse ainda não chegou e que perfazia um montante de 1.812 milhões de euros em dois anos (2020 e 2021).

Certo é que até setembro do presente exercício, a TAP acumulou um prejuízo de quase 628 milhões de euros, correspondendo a uma melhoria de 73 milhões de euros face ao mesmo período de 2020.

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Revive Natureza lança sete novos imóveis (c/ vídeos)

São sete os novos imóveis que o Revive Natureza coloca a concurso no mercado. As candidaturas estão abertas até dia 14 de março de 2022.

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A Turismo Fundos lançou, no âmbito do Fundo Revive Natureza, novos concursos para atribuição dos direitos de exploração, relativos a sete imóveis.

“Casa Florestal de Sapadores”, no distrito de Coimbra e concelho da Figueira da Foz; “Casa de Cantoneiros de Poio Negro”, no distrito da Guarda e concelho de Manteigas; “Casa de Jones”, no distrito da Guarda e concelho de Manteigas; “Moinhos da Corredoura”, no distrito da Guarda e concelho de Celorico da Beira; “Casas Florestais do Bloco do Talhão 1”, no distrito de Leiria e concelho da Marinha Grande; “Casa Florestal de Praia”, no distrito de Leiria e concelho da Marinha Grande; e “Casa Florestal do Pedrógão”, no distrito e concelho de Leiria, são os sete imóveis públicos colocados a concurso e que serão, assim, objeto de “requalificação e valorização, promovendo o desenvolvimento regional e local, através de novas utilizações para fins turísticos”, refere o gabinete do Ministério da Economia e da Transição Digital (METD) tutelado por Pedro Siza Vieira.

Dos três grupos de concursos já lançados, foram rececionadas um total de 367 candidaturas e encontram-se já adjudicados os imóveis respeitantes a 19 concursos dos dois primeiros grupos, sobre os quais foram celebrados dois contratos e encontra-se em processo de assinatura outro contrato.

Relativamente ao terceiro lote de seis imóveis, cuja fase para apresentação de candidaturas terminou no passado dia 19 de novembro, o METD informa que “foram rececionadas um total de 45 propostas, tendo-se já iniciado o procedimento de análise das mesmas, com vista à sua adjudicação no início de 2022”.

Encontram-se ainda a decorrer, até ao próximo dia 26 de janeiro de 2022, os concursos para a atribuição de direitos de exploração das seis Estações Ferroviárias, cujos direitos de uso foram transferidos para o Fundo Revive Natureza, após a celebração do um Protocolo com a IP Património.

A secretária de Estado do Turismo, Rita Marques salienta que, “com estes novos sete imóveis apresentados a concurso, a Turismo Fundos conseguiu lançar, em cerca de ano e meio, um total de 38 concursos, dos quais 32 respeitantes, essencialmente, a antigos postos fiscais e casas de guardas-florestais e seis relativos a estações de caminho de ferro, o que mostra o grande interesse por parte dos privados na recuperação e valorização destes imóveis localizados em espaços únicos que dispõem de um elevado potencial de atração turística”.

Rita Marques, reiterou ainda que o Revive Natureza permite que estes imóveis, que se encontram devolutos há décadas, sejam “objeto de recuperação e adaptação para serviços de alojamento, restauração, equipamentos e atividades de animação e lazer, com características inovadoras e sustentáveis, com vista a atrair novos visitantes e a fixar novos residentes nas localidades onde se inserem, decisivo para o desenvolvimento do turismo e da economia do país”.

De referir que, relativamente a estes sete imóveis agora colocados a concurso, os interessados podem apresentar as suas candidaturas até ao próximo dia 14 de março de 2022.

Conheça melhor os imóveis a concurso:
Casa Florestal de Sapadores: https://youtu.be/8t7flidPM88
Casa de Cantoneiros de Poio Negro: https://youtu.be/01dDTi_MnBA
Casa de Jones: https://youtu.be/HtsEbn0220w
Moinhos da Corredoura: https://youtu.be/1p6EpkNehsE
Casas Florestais do Bloco do Talhão 1: https://youtu.be/2Vv4G6UifN0
Casa Florestal de Praia: https://youtu.be/pWlU7GwqZdY
Casa Florestal do Pedrógão: https://youtu.be/8KtQYsG9gUs

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Gigante de viagens chinesa quer levar turistas de ‘alta gama’ para Portugal

Uma das maiores agências de viagens do mundo – Trip.com Group – pretende trazer turistas chineses a Portugal. Nesse sentido, foi lançada, recentemente, uma campanha conjunta com Turismo de Portugal com foco nos ‘millennials’ e ‘genZ’ chineses.

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A diretora executiva da Trip.com Group, uma das maiores agências de viagens do mundo, afirmou, recentemente, que, assim que a pandemia estabilizar, pretende enviar ‘clientes de alta gama’ para Portugal e que tenciona investir no país.

“Estamos muito avançados na preparação da recuperação [da pandemia] para enviar clientes para a Europa e Portugal” disse Jane Jie Sun, em entrevista à Lusa à margem de um evento realizado em Macau.

A responsável do grupo proprietário de empresas de viagens online como a Skyscanner, Trip.com, MakeMyTrip, Qunar, Ctrip.com, entre outras, explicou ainda que “a maioria dos países europeus quer muito atrair turistas chineses porque o poder de compra é muito forte”.

Apesar de toda esta confiança, existe um entrave que está a atrasar a chegada de visitantes chineses à Europa: as quarentenas no regresso a ‘casa’.

A China permanece praticamente isolada na política de casos zero covid-19 e impõe fortes restrições fronteiriças e elevadas quarentenas a quem queira regressar ao país.

Ainda assim, Jane Jie Sun mostrou-se relativamente confiante de que esta situação poderá ser alterada em 2022, mas que “tudo depende do controlo do vírus”.

“Se conseguirmos [A China] chegar ou ultrapassar 85% ou 90% [de vacinados], se a terceira dose for eficaz e se a taxa de mortalidade estiver sob controlo, há possibilidades”, frisou.

Até lá, garantiu, a empresa tem uma equipa de pesquisa a explorar locais e ‘resorts’ para a chegada de clientes da China.

“A Europa tem muitas boutiques hotéis e resorts lindos e nós queremos garantir que todos estes hotéis e resorts estejam disponíveis aos nossos clientes na China”, sublinhou.

Em Portugal essa pesquisa também está a ser feita e quando questionada sobre se o grupo estava a pensar investir em Portugal, a resposta foi pronta: ‘Claro’.

A prova deste compromisso por parte do grupo com Portugal ficou patente com o lançamento, este mês, de uma campanha conjunta com Turismo de Portugal.

Em resposta à Lusa, o Turismo de Portugal explicou que a campanha “vocacionada inteiramente para o segmento digital, em particular para os dispositivos móveis” tem como foco “essencialmente para ‘millennials’ e ‘genZ’ chineses e, geograficamente, privilegiando as principais cidades chinesas emissoras de turistas, nomeadamente Pequim, Xangai, Cantão, Chengdu, Chongqing, entre outras”.

O objetivo, detalhou o Turismo de Portugal, passa por “manter Portugal como ‘top of mind’ dos consumidores chineses para quando as viagens forem possíveis novamente”.

Segundo dados oficiais disponibilizados à agência noticiosa, “em 2020, fruto do contexto pandémico, a China foi o 13.º maior mercado externo em hóspedes e o 17.º em dormidas para Portugal, com quotas de, respetivamente, 1,5% e 0,8%”.

“Em relação às receitas turísticas, a China ocupou o 18.º lugar com 57,8 milhões de euros, que representaram 0,7% face ao total e um decréscimo, face a 2019, de 74,3%”, acrescentaram.

[Lusa]

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TAP já liga Lisboa a Punta Cana

Serão três voos semanais a ligar a capital portuguesa a Punta Cana (Rep. Dominicana), com a TAP a utilizar os novos A330-900neo.

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A TAP já iniciou os voos que ligam, três vezes por semana, Lisboa a Punta Cana (Rep. Dominicana), ligação essa que será realizada com o A330-900 neo, aeronaves que oferecem a nova cabina Airspace by Airbus.

Os voos entre Lisboa e Punta Cana irão realizar-se à quarta, sexta-feira e sábado, com partida da capital portuguesa às 17:00 e chegada ao aeroporto da República Dominicana às 21:20. Já o regresso será feito pelos voos da TAP com partida de Punta Cana às 23:05 e chegada ao aeroporto Humberto Delgado às 10:35 do dia seguinte (horas locais).

A TAP informa que os voos de ida-e-volta estão disponíveis a partir de 403 euros, com todas as taxas incluídas.

Quanto à aeronave que fará a ligação, o A330-900neo tem 168 lugares em Economy e 96 lugares em EconomyXtra, enquanto na classe executiva a companhia portuguesa oferece 34 lugares.

Novo programa de reservas “com confiança”
O novo programa “Reserve com Confiança” da TAP, iniciado a 1 de dezembro, permite aos viajantes total flexibilidade para alterar as reservas em todas as tarifas, incluindo a discount. Os passageiros podem agora alterar a data, destino ou deixar o bilhete em aberto, sem taxas, nas viagens reservadas até 28 de fevereiro de 2022. “Não há taxa de alteração e não há limite de alterações, mas podem aplicar-se diferenças tarifárias”, informa a TAP em nota de imprensa.

 

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Brasil volta atrás e passa a exigir certificado de vacinação ou quarentena a partir de sábado

A partir deste sábado, quem estiver vacinado contra a COVID-19 pode entrar no país com apresentação do certificado de vacinação, enquanto os que ainda não estão inoculados devem cumprir quarentena.

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O Governo brasileiro voltou atrás na intenção de não exigir certificado de vacinação aos viajantes internacionais que cheguem aos país e, a partir deste sábado, 11 de dezembro, já será necessário apresentar o documento que comprova a vacinação contra a COVID-19 na chegada ao país.

De acordo com a Lusa, a portaria que confirma a exigência de apresentação do certificado de vacinação e a realização de um período de quarentena de cinco dias para os não vacinados foi publicada esta quinta-feira, 9 de dezembro.

A portaria indica que todos os viajantes que cheguem ao Brasil por via aérea, devem apresentar o certificado de vacinação contra a COVID-19, além de um teste negativo à doença do tipo antígeno feito até 24 horas antes do voo ou RT-PCR realizado em até 72 horas.

Quem não possuir a vacinação completa, deve realizar um período de quarentena de cinco dias no destino final e, posteriormente, fazer um novo teste à COVID-19, sendo que, se o resultado for negativo, o viajante pode prosseguir a sua viagem.

“Os viajantes que não possuírem o comprovante de vacinação, cuja aplicação da última dose ou dose única tenha ocorrido, no mínimo, catorze dias antes da data do embarque, poderão ingressar no território brasileiro, desde que aceitem a realizar quarentena no território brasileiro”.

Além destas exigências, os viajantes que cheguem ao Brasil devem também preencher a Declaração de Saúde do Viajante, sendo que, caso de trate de não vacinados, é necessário fornecer a morada onde vai ser realizada a quarentena e aceitar o compromisso de que será feito um novo teste no final do isolamento.

O Ministério da Saúde brasileiro informou também que, devido a estas mudanças, os aeroportos de Brasília, Guarulhos (em São Paulo) e do Galeão (no Rio de Janeiro), vão passar a contar com postos de vacinação contra a COVID-19, que começam a funcionar na próxima segunda-feira.

A adoção de um período de quarentena foi, segundo as autoridades brasileiras, uma recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que, com estas medidas, pretende evitar que  “o Brasil se tornasse num dos países de escolha para os turistas e viajantes não vacinados”.

“Entende-se que esse é o prazo suficiente para o vírus se manifestar, contando que estaria isolado no período. É uma recomendação que vem da Anvisa e que, inclusive, está no Guia de Vigilância do Ministério”, afirmou à imprensa brasileira Rodrigo Cruz, secretário executivo da tutela.

As novas medidas não tornam, no entanto, o certificado de vacinação obrigatório, uma vez que continua a ser possível entrar no país sem estar vacinado, desde que seja cumprido um período de quarentena, tal como pretendia o Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, que é critico da vacinação.

 

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Vontade de viajar em 2022 existe, com segurança à frente do preço

Os europeus são, segundo uma pesquisa realizada pela IPK International para a ITB Berlim, os que maior vontade sentem para viajar em 2022. Sol e praia estão no topo das preferências, com a segurança a levar a melhor ao preço.

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Os resultados de um inquérito recente conduzido pela IPK International para a ITB Berlim, mostram um aumento nas intenções de viagem, concluindo-se que 80% dos entrevistados em todo o mundo planeiam viagens internacionais nos próximos 12 meses.

Férias de sol e praia estão em alta, mas também férias na cidade e perto da natureza, verificando-se que, embora cada vez mais as pessoas queiram viajar, as últimas descobertas continuam a refletir preocupações em relação à pandemia.

O estudo da IPK International, apesar de indicar que o interesse em viajar aumentou significativamente desde o início do ano, também revela que essa intenção varia de continente para continente. As intenções dos europeus de viajar para o exterior são agora quase 90% do nível pré-pandemia, enquanto no caso dos americanos, o valor baixa para 70% e os asiáticos estejam nos 60%, “mas com uma forte tendência de alta nos últimos meses”, refere o estudo.

Destinos populares em 2022
Os europeus preferem, claramente, “destinos no seu próprio continente para a próxima temporada de viagens”, com Espanha a aparecer em primeiro lugar, seguida pela Itália e Alemanha, bem como França e Grécia.

Os destinos preferidos dos americanos são os países vizinhos EUA, Canadá e México, além de destinos na Europa – principalmente Itália e Alemanha.

Na Ásia, as pessoas estão a planear, principalmente, visitar destinos asiáticos (Japão, Coreia do Sul, Vietname, China), enquanto na Europa, França seria o destino preferido.

Segurança supera preço
Globalmente, o grupo-alvo de viajantes no exterior já está vacinado ou recuperou (90%). No entanto, ainda existe uma preocupação considerável com a taxa de infeção, tendo este aspeto ficado evidente quando se trata da pergunta “Destino com baixa taxa de infeção ou preço de viagem favorável?” A grande maioria dos viajantes internacionais optaria por um destino com baixa taxa de infeção.

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São Paulo passa a exigir certificado de vacinação a partir de 15 de dezembro

Informação foi avançada por João Doria, governador do estado de São Paulo, que revelou que o certificado vai ser exigido nos aeroportos internacionais do estado, a partir de 15 de dezembro.

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O estado de São Paulo, no Brasil, anunciou que vai passar a exigir o certificado de vacinação aos viajantes que cheguem ao país a partir de 15 de dezembro, independentemente de qual venha a ser a decisão do Governo Federal sobre a exigência do documento.

De acordo com a Lusa, que cita João Doria, governador de São Paulo, estado que é o mais populoso do Brasil, o certificado de vacinação vai passar a ser exigido nos aeroportos internacionais do estado a partir de 15 de dezembro, mesmo que o Governo brasileiro venha a decidir em sentido oposto.

“Aqui não vai ser um paraíso dos negacionistas. Portanto, se o Governo Federal não adotar o passaporte até 15 de dezembro, São Paulo o fará e o exigirá nos seus aeroportos internacionais”, disse o governador de São Paulo, João Doria, que é contra a firme rejeição dessa medida por parte do Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro.

João Doria lembrou que o certificado de vacinação contra o novo coronavírus já foi adotado por vários países no mundo e destacou que chegou a ser recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa, órgão regulador do Brasil) para evitar a disseminação da doença, como forma a fazer face aos temores pela variante Ómicron.

“A medida foi corretamente recomendada pela Anvisa. Não há razão para que o Governo Federal negue ou não avance no passaporte, exceto por questões políticas ou ideológicas”, acrescentou, numa crítica ao Presidente brasileiro, que ainda na terça-feira, 7 de dezembro, reafirmou que não restringirá o acesso ao país através da apresentação de certificados de vacinação, ainda que seja necessário apresentar um teste negativo à chegada, enquanto os não vacinados devem cumprir um período de quarentena de cinco dias.

Recorde-se que, além de ser o estado mais populoso do Brasil, com 42 milhões de habitantes, São Paulo é também o estado mais rico e a principal porta de entrada no país, uma vez que dispõe do maior aeroporto internacional da América do Sul.

 

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