Assine já
Homepage

Conversas à Mesa | Francisco Moser

Francisco Moser, Managing Director da Discovery Hotel Management, foi o convidado do Conversas à Mesa que decorreu no Restaurante Segundo Muelle, em Lisboa.

Carina Monteiro
Homepage

Conversas à Mesa | Francisco Moser

Francisco Moser, Managing Director da Discovery Hotel Management, foi o convidado do Conversas à Mesa que decorreu no Restaurante Segundo Muelle, em Lisboa.

Carina Monteiro
Sobre o autor
Carina Monteiro
Artigos relacionados

Queria ter sido músico, mas é na Hotelaria que Francisco Moser dá cartas há mais de trinta anos, num percurso invejável e sólido. O apelido Moser sugere a descendência alemã, mas Francisco nasceu em Lisboa em 1964. É o segundo de quatro irmãos, três rapazes e uma rapariga. Nunca foi “um grande aluno”, gostava “mais da vida ao ar livre”. Mas nunca chumbou. “Cumpria os mínimos”, afirma.
Estudou nos colégios Valsassina e Rainha D. Leonor. Recorda uma infância “muito feliz”, no seio de uma “família totalmente estruturada”.
Tocava guitarra e queria ser músico, mas o pai não foi em cantigas e sempre lhe disse que tinha de continuar a estudar.
A Hotelaria surgiu quando terminou o 12º ano e era preciso escolher uma via. Percorreu todas as opções académicas com a ajuda do pai, mas nenhuma o convencia. Não queria estar sentado num escritório das 9h às 18h e isso afastava as áreas da Economia, Gestão e Direito. Foi quando surgiu o Turismo. “Já na altura, a actividade turística era promissora”, conta. Despertou-lhe o interesse por ser uma actividade “com contacto humano, variada, com possibilidade de viajar e sem rotina”.
Em 1983, surgiu a possibilidade de ir trabalhar para o Tivoli em Sintra, antes mesmo de se inscrever numa escola de Hotelaria. Tinha 18 anos. “ Fui fazer algo que hoje em dia já não existe que é control caixa – uma função entre a cozinha e o restaurante e era pessoa que tirava as contas da mesa”. A experiência não podia ter corrido melhor já que ao fim de um ano inscreveu-se na conceituada Escola de Hotelaria do Porto. E já não havia dúvidas do percurso a seguir.
Foram três anos de curso e muitos colegas que hoje são caras conhecidas do sector. “Vivia com o Gonçalo Duarte Silva, que hoje é director regional da Starwood na Polónia e um dos melhores hoteleiros que este país tem, e com o Miguel Simões de Almeida, que além de ser meu amigo há vários anos, é o meu parceiro de banda rock e excelente vocalista”, revela.
Recorda uma escola totalmente vocacionada para a práctica. “Aos fim-de-semanas estagiávamos nos hotéis e no Verão eram três meses a estagiar”. No primeiro ano foi estagiar para o Ritz, em Lisboa, na cozinha e restaurante, mas pediu para ser maioritariamente na cozinha, porque era aí “que ia mesmo aprender o que era importante no F&B”. Fez o segundo estágio no Hotel Lido, no Estoril, onde teve uma função muito diversificada. No terceiro ano fez um estágio não obrigatório, num hotel em Monte Carlo, no Mónaco, onde esteve durante seis meses a fazer recepção.
De regresso a Portugal, em 1988, foi trabalhar para a recepção do Ritz, onde encontrou o colega José Branco. “Na altura, pensei que a recepção era formal de mais e que, se calhar, precisava de um desafio diferente e fui trabalhar para uma cadeia de restaurantes de self-service, com vários restaurantes em centros comerciais. Fui convidado para ser assistente do director de operações, fazia um pouco de tudo, deu-me estaleca na área de F&B”, conta. Saiu ao fim de dois anos, porque queria experimentar a hotelaria destinada a um tipo de cliente mais exigente. Candidatou-se à direcção do restaurante Cozinha Velha na Pousada de Queluz. “Correu bem, porque foi um desafio tremendo, estar num lugar de comando, com uma equipa grande. Surgiu-me depois uma oportunidade que considero como o primeiro grande passo que dei em termos profissionais, que foi o Hotel Albatroz, em Cascais”, recorda.

Hotelaria
O director do Hotel Albatroz era José Catalão e Francisco Moser foi trabalhar como assistente da direcção. “Aprendi muito, porque ele tinha uma escola de hotelaria bastante consistente”, afirma. Ao mesmo tempo, foi convidado para dar aulas na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril. Foi docente da cadeira de Gestão de Food&Beverage. Desde aí nunca mas parou de dar aulas. Tem sido uma actividade paralela, que vai fazendo consoante a disponibilidade profissional.
Francisco Moser saiu do Hotel Albatroz para fazer a abertura do Altis Park Hotel, depois de um convite de José Felgueiras e Ivan Blovský, director comercial e director-geral, respectivamente, do Hotel Penta Lisboa. “O Sr. Fernando Martins estava a abrir o Hotel Altis Park nas Olaias, em 1994, e eles foram convidados para fazer a abertura do hotel e precisavam de um director de F&B, mas que não fosse da velha escola”.
Aceitou o desafio. Sempre quis uma experiência numa cadeia hoteleira e aquele era o momento certo. Depois, porque se tratava de uma abertura de um hotel, “o que dá gozo a qualquer hoteleiro”, e, em terceiro lugar, o facto de não ser “um local óbvio” para uma unidade hoteleira. “Era mesmo isso que queria, adoro desafios. Com aquela dupla aprendi tudo o poderia: em termos organizacionais, de gestão, em termos de modelos e eficiência”.
Dois anos depois, e com a saída de José Felgueiras e Ivan Blovský, Francisco Moser assumiu o cargo de director interino, até à chegada de Vítor Manique que se tornou o novo director do hotel. A saída do grupo Altis aconteceu por causa do contacto de um ‘head hunter’ para ingressar no grupo Tivoli, como director-geral adjunto do Tivoli Lisboa e Tivoli Jardim. Esteve dois anos nessas funções, depois foi convidado para director-geral do Tivoli Sintra e Tivoli Seteais, onde ficou mais dois anos. Com a mudança para o Grupo Espírito Santo, foi convidado para director-geral do Tivoli Lisboa, onde esteve mais quatro anos. Saiu em 2004. Nessa altura, foi novamente contactado por um ‘head hunter’ para a função de director-geral de operações dos Hotéis Vila Galé. Já no Grupo Vila Galé e, pouco tempo depois, voltou a ser contactado por outro ‘head hunter’ para a função de administrador da área de Turismo do Grupo Riviera, que além do Hotel Riviera, em Carcavelos, tinha outras actividades e um projecto de desenvolvimento turístico no Brasil. “Estive no grupo durante cinco anos, fui ao Brasil dezenas de vezes, lançámos dois projectos em Santos, perto de São Paulo. Comprámos um hotel em Setúbal, o Hotel do Bonfim. Mas, entretanto, o empresário teve problemas. Por várias razões as coisas não lhe correram bem, mas continuo com uma óptima relação”.
Em 2010, Raul Martins e Maria Júlia Martins, administradores do Grupo Altis, procuravam um director de operações para o grupo. “São pessoas que estimo muito e o meu nome era consensual, numa altura em que precisavam de organizar a sua estrutura, por via do crescimento rápido que tiveram – mais três unidades: o Altis Avenida, o Altis Prime e o Altis Belém. Aceitei o desafio e estive no grupo durante seis anos. Foi uma experiência magnífica. Fui muito feliz no Grupo Altis. Fiz um trabalho de organização e de ajuda na notoriedade da marca. Essa notoriedade hoje em dia é inquestionável.”
Homem de desafios, Francisco Moser agarrou uma nova oportunidade em 2016, desta vez da Discovery Hotel Management. “É um enorme desafio. A DHM constitui-se de forma muito rápida, havia o desafio de organizar, de estabilizar as equipas, criar as funções adequadas para dar resposta ao crescimento que aí vinha e que já aconteceu, o resto estava lá tudo: os conceitos, as ideias, o rasgo, a inovação, a criatividade”.
Quanto ao futuro profissional, Francisco Moser tem uma certeza: “Nunca vou dizer que já sei tudo, que estou no topo, para mim essa coisa do topo não tem interesse rigorosamente nenhum. Movo-me mais por desafios, pelo gozo do trabalho do que propriamente por outro tipo de ambições”.
E apesar de já ter sido desafiado a ser sócio de projectos, esta não é a sua ambição por agora. Quem sabe no final da carreira. “Não digo que não me desse gozo ter o meu próprio negócio, acontece que tenho algum receio que as coisas possam não correr bem e tenho algum sentido de responsabilidade perante as obrigações familiares”.

Vida pessoal
Casado, Francisco Moser tem quatro filhos, com idades compreendidas entre 23 e os 7 anos. Nenhum parece querer seguir as pisadas do pai. “Estão mais inclinados para as áreas de ciências. A mulher de Francisco Moser é licenciada em Direito e directora jurídica do Grupo Tivoli.
Nos tempos livres gosta de ouvir música. Hoje em dia já não há tempo para tocar. Mas aos 17 anos tinha uma banda de garagem. Durou dois ou três anos. Depois cada um seguiu a sua vida. “Muito mais tarde retomámos isto de forma muito amadora. De vez em quando juntamo-nos, a última vez que tocámos foi há um ano, em Maio do ano passado, na festa de uma amiga nossa”, releva. “Gosto de música dos anos 70, 80. Hoje em dia produz-se música muito fraca, muito digital”, afirma. Faz desporto: ténis, vai ao ginásio, corridas, bicicleta. “Tenho um barquinho e gosto de ir pescar”, revela.
No trabalho, “não sou a pessoa mais metódica do mundo, consigo identificar bem as prioridades e aquilo que é preciso fazer”, revela.
Além dos muitos amigos dentro e fora do Turismo, tem a carreira que gostava de ter. “Não me imagino a fazer outra coisa, sou dos poucos por cento que são felizes no trabalho”.
Escreveu um livro em 2001 e gostava de voltar a escrever, sobre gestão de F&B, Manual de Gestão de Alimentação e Bebidas. “Fi-lo para suportar as aulas que dava”. Gostava de ter mais projectos mais ligados à formação, mas por agora não tem tempo. Hoje em dia integra a direcção executiva da pós-graduação do ISCTE-INDEG, Top Management, e está ligado também a um curso da Católica-Porto Business School. Durante muitos anos deu aulas na ADHP, nos cursos de graduação a directores hoteleiros.

Restaurante Segundo Muelle
Sabor, frescura e criatividade são algumas das características do Segundo Muelle e de todos os pratos desenvolvidos por Daniel Manrique, seu fundador e peruano de gema. Com um cardápio composto unicamente por pratos 100% peruanos, são visíveis as influências de outras gastronomias, de países migrados ao longo dos anos para o Peru, como é o caso da cozinha espanhola, africana, chinesa, japonesa e italiana, originando uma culinária de fusão. Dividida por influências, na ementa do Segundo Muelle o cliente vai poder encontrar pratos Chifa (fusão da cozinha chinesa com peruana), Nikei (fusão da gastronomia japonesa com peruana), Mediterrânicos (influência espanhola e italiana), Crioulos (influência africana) e comidas nativas, onde o rei é o Ceviche – prato de origem peruana que tem por base o peixe cru marinado em sucos de citrinos. A acompanhar estes pratos singulares, o Segundo Muelle dispõe ainda de uma ementa de cocktails peruanos, confeccionados com o tradicional Pisco, com destaque para o Pisco Sour, o embaixador de todos os cocktails, um batido com pisco quebranta, sumo de lima e clara de ovo. O Segundo Muelle conta hoje já com 17 restaurantes em todo o Mundo, tendo chegado a Portugal pelas mãos do Grupo Portugália Restauração.

Sobre o autorCarina Monteiro

Carina Monteiro

Mais artigos
Artigos relacionados
Literario
Emprego e Formação

Instituto Politécnico do Porto cria pós-graduação em Turismo Literário

A pós-graduação da Escola Superior de Hotelaria e Turismo começa a 17 de outubro.

A Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Instituto Politécnico do Porto (ESHT – P.Porto) abre as portas ao ano letivo 2022/2023 com uma nova pós-graduação em Turismo Literário.

O objetivo passa por “desenvolver competências na área do Turismo Literário, privilegiando uma perspetiva ao nível do desenvolvimento e implementação de roteiros literários como produto de dinamização dos destinos turísticos”, como se pode ler na brochura deste novo curso.

Dirigida a quem já exerce a atividade profissional em Turismo Literário, mas também a quem pretende iniciar o percurso nesta área, a pós-graduação começa a 17 de outubro de 2022, em regime pós-laboral e formato B-learning.

A segunda fase de inscrições para as 25 vagas disponíveis decorre de 16 de agosto a 2 de setembro, existindo ainda a possibilidade de uma terceira fase de inscrições, de 28 de setembro a 9 de outubro.

Algumas das unidades curriculares desta pós-graduação incluem temáticas como a “Conceção de Eventos Literários”, “Implementação de Produtos Turísticos em Turismo Literário” e “Desenho de Roteiros Literários”. O plano de estudos contempla dois semestres e 60 ECTS, num conjunto de dez disciplinas.

A professora-adjunta convidada da ESHT Ana Ferreira assume a coordenação da nova pós-graduação. Doutorada em Turismo pela Universidade de Vigo, a profissional tem desenvolvido trabalho de investigação focado na área de turismo literário e de eventos, elaborando roteiros com base na vida e obra de Camilo Castelo Branco, adaptados à cidade do Porto.

Em entrevista à Publituris Hotelaria em maio deste ano, Ana Ferreira ressalvou como o turismo literário “pode combater de forma determinante a sazonalidade associada a outros tipos de turismo”, já que este turista “não se desloca apenas numa época do ano”.

A pós-graduação em Turismo Literário tem um valor de 1.750 euros, sendo que o pagamento pode ser realizado numa única prestação, no ato da matrícula, ou em dez vezes.

Os interessados devem candidatar-se através do link de acesso e ingresso do IPP, sendo condição necessária de acesso uma das seguintes valências: título do grau de licenciatura ou equivalente legal; título de um grau superior estrangeiro, conferido na sequência de um 1.º ciclo de estudos organizado de acordo com os princípios do processo de Bolonha por um Estado aderente a esse processo; título de um grau académico superior estrangeiro que seja reconhecido como satisfazendo os objetivos do grau de licenciado pelo Conselho Técnico-Científico da ESHT ou a detenção de um currículo académico, científico e/ou profissional que seja reconhecido pelo Conselho Técnico-Científico da ESHT, como atestando capacidade para a realização com êxito deste curso.

Sobre o autorCarla_Nunes

Carla_Nunes

Mais artigos
Homepage

The Vintage Hotel & Spa Lisboa entra no portfólio da Small Luxury Hotels of the World

A marca é constituída por uma comunidade de hotéis independentes e conta com 520 pequenos hotéis em todo o mundo, com uma média de 50 quartos por unidade.

Publituris

O The Vintage Hotel & Spa Lisboa, unidade de cinco estrelas gerida pela Bomporto Hotels, passa a constar no portfólio da Small Luxury Hotels of the World (SLH), uma marca de luxo que reúne unidades hoteleiras com características únicas e de carácter independente. A primeira unidade do grupo Bomporto a integrar a marca foi o The Lumiares Hotel & Spa Lisboa, em novembro de 2019.

O Small Luxury Hotels of the World (SLH) é constituído por uma comunidade de hotéis independentes e conta com 520 pequenos hotéis em todo o mundo. Com uma média de 50 quartos por unidade, as propriedades SLH “têm características únicas, com os mais altos padrões de luxo e bem-estar”, como indicado em comunicado.

“A integração da nossa segunda unidade hoteleira na SLH vem reforçar a estratégia de desenvolvimento de negócio e a notoriedade no segmento de luxo. É um selo de qualidade e uma afiliação de renome e prestígio que contribui para a promoção das nossas unidades a nível internacional. ” afirma Nick Roucos, diretor-geral da Bomporto Hotels.

Localizado entre o Príncipe Real e a Avenida da Liberdade, o The Vintage Hotel & Spa Lisboa, boutique hotel de cinco estrelas, é composto por 56 quartos com uma decoração assente no design vintage e traços contemporâneos.  Combinando peças únicas de mobiliário vintage, produzidas especialmente para o hotel, e algumas reproduções feitas à medida, a estética do espaço reflete uma decoração contemporânea e simultaneamente apresenta o melhor do design dos anos 50, 60 e 70.

A unidade oferece diferentes atmosferas em cada um dos espaços que o compõem, tanto no rooftop bar, com um jardim vertical e vista para a capital, como nas diferentes áreas lounge, salas de estar e no spa.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Homepage

Eurostars Santa Luzia 4* integra portefólio da Eurostars Hotel Company

O hotel localizado em Guimarães funciona em regime de aluguer e conta com 99 quartos, bem como uma área de bem-estar com spa e piscina.

Publituris

A Eurostars Hotel Company integrou um novo hotel no portefólio, o Eurostars Santa Luzia 4*, em Guimarães.

O antigo Santa Luzia Art Hotel, que agora pertence à carteira da Eurostars Hotel Company, funciona em regime de aluguer e contabiliza 99 quartos, totalmente equipados e decorados “em tons quentes”, como indicado em comunicado.

As instalações, que prometem “satisfazer as necessidades dos mais diversos tipos de turistas”, incluem uma cafetaria, um restaurante de cozinha portuguesa e internacional, ginásio e uma área de bem-estar, com spa, sauna, banhos turcos, piscina e zona de massagens e tratamentos. Inclui ainda uma piscina exterior no telhado, localizada no terceiro andar, bem como quatro salas de diferentes capacidades para a realização de eventos.

“Temos orgulho em continuar a avançar na expansão internacional da Eurostars Hotel Company e, ao mesmo tempo, consolidar a nossa posição num mercado como o português, tão estratégico para nós e com grandes expectativas de crescimento”, afirma o presidente do Grupo Hotusa, Amancio López Seijas.

Com a integração desta unidade, a cadeia hoteleira do Grupo Hotusa passa a gerir 23 estabelecimentos e mais de 1800 quartos em Portugal.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Alojamento

José Arnaut é o novo diretor de F&B do Real Hotels Group

O profissional conta com 19 anos de experiência profissional na indústria hoteleira de luxo, tanto em Portugal como em Espanha.

Publituris

O Real Hotels Group anunciou em comunicado de imprensa a contratação de um novo diretor de F&B do grupo, José Arnaut.

Com 19 anos de experiência profissional na indústria da hoteleira de luxo, o profissional fez parte de unidades como o Tivoli Liberdade Lisboa, o EPIC SANA Lisboa, o Sheraton Lisboa Hotel & Spa e o Palácio Estoril Hotel & Golf. Em Espanha, também deu cartas no Le Meridien Barcelona, no Alfonso XIII Luxury Collection Hotel e no Gran Meliá Palácio de Isora, entre outros.

Começou a formação em Business Management na Universidade Lusíada, tendo posteriormente feito a licenciatura em Gestão Turística e Hoteleira na Universidade Internacional, apostando em várias formações em cozinha e gestão de comidas e bebidas.

Conquistou um certificado de Foodservice Management da Cornell University e, na mesma instituição, realizou o General Manager Program. Em 2021 adquiriu o grau de Executive Master’s em Gestão Hoteleira Internacional, na Les Roches Marbella.

“O novo desafio no Real Hotels Group constitui mais um passo na minha carreira, na medida em que será a primeira vez que vou trabalhar para 16 hotéis em simultâneo. Quero trazer a estas unidades a minha experiência em hotelaria de luxo e elevar a fasquia do serviço, ultrapassando os desafios que a pandemia nos trouxe”, afirma o profissional em comunicado.

O Real Hotels Group resulta da fusão, em 2020, de dois grupos hoteleiros nacionais, os detentores da marca REAL e a NEWPALM, operadora Holiday Inn Express da IHG – o que se traduz em 16 hotéis, num conjunto de 2.100 quartos distribuídos por Lisboa, Porto e Algarve.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Homepage

PortoBay Rio de Janeiro é alvo de remodelação no valor de 2M€

A fachada do edifício fez parte de um dos elementos remodelados.

Publituris

O hotel de quatro estrelas PortoBay Rio de Janeiro foi alvo de várias remodelações, num investimento de 2M€.

Estas decorreram no âmbito de um conjunto de remodelações levadas a cabo nos hotéis do grupo, de acordo com informação adiantada em comunicado.

A unidade aproveitou o último ano para proceder às obras que alteraram o exterior do PortoBay Rio de Janeiro para “uma imagem sofisticada em tons claros, integrado na paisagem cultural urbana da orla de Copacabana”.

Questões como a sustentabilidade e a eficiência energética tiveram peso no planeamento da intervenção, segundo o grupo, que explica que “todo o material retirado foi entregue para reciclagem ou reutilização”, por forma a reduzir o impacto ambiental da obra.

Para otimizar o rendimento energético da nova fachada, foram utilizados elementos maioritariamente feitos em vidro, alumínio e alumínio compósito (ACM).

“A escolha do tipo de vidro foi adequada às condições climatéricas da zona, permitindo limitar a troca térmica entre o interior e o exterior e, dessa forma, reduzir a necessidade de uso do sistema de ar condicionado do hotel e o impacto no consumo energético e na pegada de carbono inerente”, explica Cláudio Santos, CEO do PortoBay no Brasil.

O projeto de remodelação do PortoBay Rio de Janeiro contemplou ainda uma obra de manutenção profunda na zona da cobertura, onde está a situada a piscina. Acresce a reestruturação da rede elétrica do prédio, bem como a readequação do sistema de ar condicionado nas zonas públicas.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Hotelaria

“Be Our Guest” debate “hospitalidade em ambientes complexos” a 25 de julho

A terceira sessão decorre a 25 de julho, às 19h00, com a presença de Nuno Neves, General Manager do Intercontinental Luanda.

Publituris

A terceira sessão da “Be Our Guest”, uma iniciativa de conversas promovida pela ADHP – Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal, vai discutir “a hospitalidade em ambientes complexos” a 25 de julho, às 19h00.

Desta vez, a sessão conta com a presença de Nuno Neves, General Manager do Intercontinental Luanda, numa conversa moderada por Raúl Ribeiro Ferreira, vice-presidente da ADHP.

À semelhança das conversas anteriores, a sessão terá lugar em ambiente digital, via Zoom, sendo necessária inscrição através de um formulário. Em comunicado de imprensa, a associação alerta que as inscrições são limitadas.

Com formação em Gestão Hoteleira pela Alpina School of Hotel Management, na Suíça, e pela Cornell School of Hotel Administration, nos Estados Unidos, Nuno Neves é General Manager do InterContinental Luanda. No currículo, conta ainda com passagens pela direção de F&B do Meliá Milano, de unidades do Radisson em Roma e Bordéus, e do Hilton Vilamoura.

Antes de assumir a direção do InterContinental na capital angolana, foi General Manager do Océana Palace Hotel (Hammamet, Tunísia), do Radisson Blu Mammy Yoko Hotel (Freetown, Serra Leoa), do Radisson Blu Hydra Hotel (Argel, Algéria) e dos Park Inn by Radisson em Mascate e Duqm (Omã).

Raúl Ribeiro Ferreira é diretor da Estalagem Muchaxo Hotel desde 2003. Assumiu durante nove anos a presidência da ADHP, tendo sido eleito recentemente para um novo mandato como vice-presidente.

É professor na Universidade Lusófona, na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar do Instituto Politécnico de Leiria e na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, responsável por unidades curriculares relacionadas com a gestão hoteleira e a gestão de restauração.

Tem formação em Gestão Hoteleira pelo Instituto Superior Politécnico Internacional e pela Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre, para além de um doutoramento em Gestão de Turismo pela Universidade de Lisboa.

A iniciativa “Be Our Guest” promove conversas informais com diretores de hotéis de referência sobre as suas experiências profissionais, a hotelaria e o setor do turismo, decorrendo sempre nas últimas segundas-feiras de cada mês, às 19h00.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Homepage

Tarrafal Alfândega Suites é a nova unidade hoteleira da Oásis Atlântico em Cabo Verde

A inauguração terá lugar na próxima sexta-feira, 1 de julho, no novo empreendimento.

Publituris

O grupo Oásis Atlântico vai inaugurar esta sexta-feira, 1 de julho, um novo empreendimento, o Tarrafal Alfândega Suites.

Localizado na Baía do Tarrafal, na Ilha de Santiago, em Cabo Verde, o edifício da antiga alfândega foi agora transformado numa unidade de 20 apartamentos, “todos com vista para o mar”, como indicado pelo grupo em comunicado.

O projeto turístico pretende “valorizar o património cultural, local e nacional, estimulando a economia da região”. Por essa razão, os detalhes arquitetónicos da traça original do edifício histórico foram preservados.

Para além dos apartamentos, o Tarrafal Alfândega Suites dispõe de um espaço de restauração, o “Restaurante Malagueta”, com terraço com vista para o mar e uma ementa que promete “refeições ligeiras e saudáveis”.

O cocktail de inauguração deste empreendimento contará com a presença do primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, bem como de diversas entidades institucionais.

O grupo Oásis Atlântico tem um portefólio de oito hotéis, nomeadamente: Hotel Belorizonte e Hotel Salinas Sea (Ilha do Sal, Cabo Verde); Hotel Praiamar (Santiago, Cabo Verde); Hotel Porto Grande (S.Vicente, Cabo Verde); Hotel Fortaleza e Hotel Imperial, no Brasil, e os hotéis Hotel Saidia Palace & Hotel Blue Pearl, em Marrocos.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Sem categoria

HiJiffy lança sistema operativo “Aplysia OS” para facilitar interações entre hóspedes e hotéis

A tecnologia utiliza inteligência artificial para acompanhar todas as fases da jornada do hóspede no hotel, desde a pré reserva até ao pós-estadia. O objetivo passa por facilitar ações como “o processo de reserva, o check-in antecipado ou a reserva de uma mesa no restaurante”, de acordo com a HiJiffy.

Carla_Nunes

A HiJiffy acaba de lançar um novo sistema operativo de comunicação com hóspedes, o Aplysia OS.

Esta tecnologia utiliza Inteligência Artificial (IA) para criar interações entre os hotéis e os clientes em todas as fases da jornada do hóspede, desde a pré reserva até ao pós-estadia, de acordo com informação enviada em comunicado pela empresa.

Desta forma, a Aplysia permite conectar os hóspedes e hotéis “24 horas por dia, sete dias por semana”, sem a necessidade de interação humana”.

O objetivo passa por facilitar ações como “o processo de reserva, o check-in antecipado ou a reserva de uma mesa no restaurante”, de acordo com a HiJiffy.

A empresa explica que este sistema foi treinado nos últimos seis anos “com milhões de questões exclusivamente relacionadas com a indústria hoteleira”, pelo que possui recursos de autoaprendizagem para analisar dados em bruto e não etiquetados e classificá-los por si só.

Isto permite que a IA “aprenda de forma quase autónoma, tornando o processo de aprendizagem mais rápido face às soluções treinadas manualmente por humanos”.

Para além disso, a Aplysia consegue “entender as emoções por detrás das conversas”, através da análise semântica e de sintaxe.

O sistema consegue reconhecer se a conversa é negativa, neutra ou positiva, reagindo de acordo com esta análise – ou seja, dá prioridade e encaminha automaticamente as mensagens para o departamento certo.

Por exemplo, se a conversa for classificada pelo sistema como positiva, “o hóspede poderá seguir um fluxo de atendimento normal, eventualmente até sem qualquer interação com um agente humano”, tal como explica Tiago Araújo, CEO da HiJiffy, à Publituris Hotelaria.

Se, por outro lado, o tom da conversa for negativo, o “hóspede poderá ser imediatamente redirecionado para a equipa do front-office, por exemplo, ou então diretamente para o diretor do hotel”.

A Aplysia OS é baseada na cloud e possui uma consola acessível através de desktop, browser e aplicações para Android e iOS.

Esta solução funciona apenas para os produtos da HiJiffy e não poderá ser comprada para ser usada para outros fins, tal como indica a empresa.

De momento, a tecnologia já está disponível “para todos os clientes da HiJiffy com muitos recursos já totalmente funcionais”, como adianta a empresa.

Funcionalidades em beta testing, que de momento só estão disponíveis para um número restrito de hotéis, serão alargadas a todos os clientes “em breve”.

Sobre o autorCarla_Nunes

Carla_Nunes

Mais artigos
Homepage

Sleep & Nature Hotel dinamiza terapias do sono em Montemor-o-Novo

A unidade abre em regime soft opening esta quinta-feira, 30 de junho.

Publituris

Esta quinta-feira, 30 de junho, o Sleep & Nature Hotel, em Montemor-o-Novo, abre em regime de soft opening, prometendo aos hóspedes “um sono repousante”, tal como indicado em comunicado.

A unidade de quatro estrelas gerida pela Amazing Evolution localiza-se no Monte do Vagar, freguesia de Lavre, e pretende oferecer “mais do que um sítio para descansar” rodeado pela natureza.

Isto porque o conceito do hotel passa por aproveitar o ambiente envolvente, numa zona calma, para influenciar o bem-estar dos hóspedes, incentivando o contacto com a natureza como forma de melhorar as práticas de sono, através de terapias não-médicas.

Teresa Paiva, especialista em neurologia, é a responsável pelo conceito e desenvolvimento deste projeto. Chama a atenção para o facto de o sono ser “um dos cinco pilares da saúde”, influenciando o risco de “cancro, doenças autoimunes, depressão, demência e doenças cardiovasculares”.

Com uma oferta direcionada para as perturbações relacionadas com o sono e stress, a unidade disponibiliza um ginásio, piscinas interior e exterior, spa, biblioteca e restaurante.

O hotel rural contará com 32 unidades de alojamento, incluindo 8 quartos duplos, 12 quartos duplos com pátio, 7 suites e 5 suites familiares com terraço. Existem também quartos para pessoas com mobilidade condicionada.

A sua localização no Monte Vagar dá o nome ao restaurante desta unidade, com opções que pretendem “revigorar o corpo”, tendo em conta “os sabores da região”.

Da carta fazem parte opções como Polvo à lagareiro com batata a murro e espinafres salteados; Sopa de Cação; Borrego confecionado a baixa temperatura, com texturas de ervilha e hortelã Lombinhos de porco preto grelhados com migas de espargos, enchidos e ameijoas salteadas.

Os alojamentos estão disponíveis a partir de 108 euros e as reservas podem ser realizadas através do website da Sleep and Nature  ou do email [email protected].

A responsável pelo projeto, Teresa Paiva, formou-se em medicina em 1969 e especializou-se em neurologia.

É pioneira na investigação e tratamento de problemas relacionados com o sono, sendo considerada a maior especialista de medicina do sono em Portugal.

O seu trabalho clínico na medicina do sono começou em 1983 no Hospital de Santa Maria e, após uma longa experiência, começou em 1998 o Centro de Medicina e Sono (CENC).

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Hotelaria

RIU inaugura segundo hotel em Zanzibar

O hotel RIU Jambo tem 461 quartos e encontra-se no terreno adjacente ao hotel RIU Palace Zanzibar.

Publituris

A cadeia RIU apostou numa segunda unidade hoteleira em Zanzibar, com a inauguração do hotel RIU Jambo.

O novo hotel de quatro estrelas tem um edifício principal de seis andares e um total de 461 quartos, onde disponibiliza o serviço “Tudo Incluído 24h”, característico do grupo.

Localizada na zona norte de Unguja, a ilha principal de Zanzibar, e junto à praia de Nungwi, a unidade encontra-se no terreno adjacente do hotel RIU Palace Zanzibar, remodelado em 2019.

O novo estabelecimento encontra-se nas antigas instalações do hotel La Gema dell’Est, adquirido pela RIU em 2019. Alguns dos elementos originais foram mantidos, como foi o caso da palafita em frente à unidade.

O edifício principal do RIU Jambo alberga a receção e a maior parte dos quartos, cuja fachada bebe inspiração “na cultura africana”, através de “máscaras que adornam as torres” da unidade.

Do total de quartos, 93 encontram-se no rés-do-chão de forma escalonada, de frente para o mar, para não ocultar a vista para a paisagem.

Para a decoração dos quartos apostou-se nos tons de terra, dando protagonismo às aplicações em madeira.

De acordo com informação enviada em comunicado, “os fatores de sustentabilidade e eficiência energética também estão presentes neste edifício”, dada a utilização de “materiais naturais” no mobiliário, decoração, pavimentos e revestimentos.

A unidade refere ainda que “o hall de entrada é um espaço completamente aberto, com ventilação natural cruzada e profusão de luz natural através dos vários vãos presentes”.

No que diz respeito à restauração, a unidade oferece dois restaurantes temáticos na zona de palafita: o Italiano “il Panzotto” e o “Kulinarium”, bem como o bar “Bahari”.

Para além destes, os clientes podem ainda desfrutar no edifício principal do restaurante asiático “Yunnan” e do “Maisha”, com esplanada e cozinha internacional.

A oferta de F&B estende-se ao bar com esplanada “Bongo Flava”, ao bar-piscina “Hakuna Matata” e ao snack-bar na praia “Rafiki”.

Na zona exterior, os clientes do hotel têm à disposição cinco piscinas, uma das quais para crianças.

Já na parte do entretenimento, a unidade disponibiliza o clube infantil RiuLand, com uma zona de RiuArt e com uma área de RiuFit. Além disso, os hóspedes podem descontrair na zona de spa junto ao ginásio, bem como praticar desportos aquáticos com a Scuba Caribe.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se conectado

©2021 PUBLITURIS. Todos os direitos reservados.