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Reportagem: Washington – A cidade mais cool dos EUA

Desde o Verão de 2016, que Lisboa conta com uma ligação directa para a capital norte-americana, operada pela companhia aérea United. Este ano, o Publituris foi conhecer ‘in loco’ o destino e dá-lhe um vasto leque de razões para ir visitar a cidade onde se decide o Mundo.

Raquel Relvas Neto
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Reportagem: Washington – A cidade mais cool dos EUA

Desde o Verão de 2016, que Lisboa conta com uma ligação directa para a capital norte-americana, operada pela companhia aérea United. Este ano, o Publituris foi conhecer ‘in loco’ o destino e dá-lhe um vasto leque de razões para ir visitar a cidade onde se decide o Mundo.

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Desde o Verão de 2016, que Lisboa conta com uma ligação directa para a capital norte-americana, operada pela companhia aérea United. Este ano, o Publituris foi conhecer ‘in loco’ o destino e dá-lhe um vasto leque de razões para ir visitar a cidade onde se decide o Mundo.

Para muitos, as viagens de sonho são habitualmente para destinos exóticos, com as suas praias paradisíacas, o calor e toda a envolvência tropical. Para mim, conhecer Washington liderava a lista das minhas viagens de sonho. Pisar os mesmos passeios e palcos que Abraham Lincoln, Marthin Luther King Jr., Barack Obama ou passear nos mesmos jardins que Jacqueline Kennedy, ou, de forma ficcionada, ver ao vivo os locais que servem de cenários às personagens de Olivia Pope ou Claire Underwood era um objectivo a concretizar. E assim foi. Estar na cidade onde se decide o Mundo, ou parte dele, é deveras um momento marcante. Não, o momento alto da viagem não é ver de perto a Casa Branca. Posso dizer que esse é o momento menor de toda uma estadia na cidade mais ‘cool’ dos Estados Unidos da América. Longe dos formalismos a que nos habituaram os filmes e séries que tiveram Washington como palco, esta cidade tem muito mais para oferecer e para o turista experienciar do que ver apenas a Casa Branca.

Pela cidade
Optar por um hotel no centro da cidade é a escolha certa para estar perto dos principais monumentos que, claro, não podem escapar à visita. Fica a sugestão do JW Marriott Washington, no Penn Quarter, a apenas dois quarteirões da Casa Branca e em plena Pennsylvania Avenue, onde ao fundo se avista o incontornável Capitólio. A melhor maneira de se ficar a conhecer Washington, e a mais prática, é de bicicleta. Com um ‘tour’ organizado com a Bike and Roll ou alugando uma bicicleta – Capital Bikeshare – nos vários pontos possíveis espalhados um pouco por toda a cidade. A visita começa pelo castelo Smithsoniam que serve actualmente de sede à Fundação Smithsoniam. James Smithson era um cientista britânico que deixou todo o seu espólio e colecção privada ao governo dos Estados Unidos com o propósito de aumentar e fomentar o conhecimento. Hoje, a fundação com mais de 170 anos conta com 17 museus, um zoo nacional e nove centros de pesquisa.

O Museu Nacional da História Americana, o Museu Nacional do Ar e do Espaço, Museu Nacional de História Natural ou o mais recente Museu Nacional da História e Cultura Afro-Americana, aberto em Setembro de 2016, são alguns dos museus a não perder. A vantagem destes museus é que são de acesso gratuito, bem como a maior parte dos monumentos em Washington.
Localizado junto ao jardim onde se avista de um lado o memorial de Abraham Lincoln e do outro o Capitólio, os museus servem de ponto de partida para o ponto alto do passeio: o Capitólio.

O Capitólio é imagem de marca de Washington. O seu imponente edifício que se avista de quase todo o lado de Washington conta com uma envolvência que convida a momentos de lazer junto ao lago nas suas traseiras ou a simplesmente desfrutar os jardins redondantes. O Capitólio é um dos pontos de passagem de quem pratica jogging, assim como o imponente edifício do Tribunal Supremo, o mais alto tribunal federal dos Estados Unidos. Nesta área encontra-se também a Livraria do Congresso, trata-se da biblioteca nacional dos Estados Unidos e a instituição cultural mais antiga daquele país. Uma visita imperdível. Descendo pelo National Mall, parque que serve de local para festivais e eventos como as tomadas de posse dos presidentes dos EUA, pára-se no Washington Monument, um obelisco localizado no Constitution Gardens, que foi construído como um memorial a George Washington e do seu topo pode-se avistar toda a cidade de Washington. Contudo, está temporariamente encerrado a visitas até à Primavera de 2019 para se poder melhorar o elevador que leva até ao seu topo. Seguem-se os memoriais à II Grande Guerra, Veteranos do Vietname e o emblemático Abraham Lincolm Memorial. Este é o sítio que mais turistas atrai na cidade, daí ser mais tranquilo visitá-lo logo de manhã ou à noite. Aliás, não se pode deixar de revisitar alguns destes locais durante a noite. Além de se poder desfrutar mais tranquilamente dos memoriais, deslumbra-se ainda uma nova perspectiva sobre estes sítios emblemáticos. Um deles é, exactamente, o memorial de Abraham Lincolm. Outro é o memorial à Guerra das Coreias também no Constitutions Gardens. As 19 estátuas de aço de soldados que o compõem são impressionantes durante a noite. Chegam a ser arrepiantes. Em qualquer ponto do memorial que se esteja, há sempre um dos soldados que nos olha directamente com os seus olhos cheios de terror e ao mesmo tempo vazios de esperança. É um momento tocante. Junto ao lago de Tidal Basin, lago artificial junto ao canal de Washington onde muitas embarcações marítimo turísticas passeiam, e ao rio Potomac, encontram-se mais memoriais cuja visita é inevitável.
O mais recente é o memorial em honra de Martin Luther King Jr., inaugurado em Outubro de 2011, ambos situados na 1964 Independence Avenue, S.W., assinalando o ano em que a declaração para os Direitos Civis foi tornada lei. A frase “Out of a mountain of despair, a stone of hope” recebe os visitantes ao memorial. Do outro lado do lago Tidal Basin, onde se pode desfrutar de bons momentos a andar de gaivota ou simplesmente a apreciar a paisagem, sobretudo na Primavera com as cerejeiras em flor, avista-se o Jefferson Memorial. Outra paragem obrigatória. Atravessando a ponte Arlington Memorial, do outro lado do rio Potomac, pode-se visitar também o cemitério nacional de Arlington. A imagem das infindáveis placas de mármore brancas perdem-se de vista. Nele pode-se visitar o memorial Challenger Space Shutle e o túmulo do presidente John F. Kennedy.

Casa Branca
É claro que ir a Washington sem ir ver a Casa Branca é como ir a Roma e não ver o Papa. Se as expectativas são de entrar na Casa Branca, é melhor baixá-las. Os cidadãos estrangeiros que queiram fazer uma visita têm de fazer o pedido junto da embaixada do seu país em Washington D.C três meses antes da viagem até 21 dias antes. As visitas são gratuitas, mas estão sujeitas ao horário da Casa Branca e podem ser canceladas à última hora. No exterior, fora do gradeamento, está claro, as visitas são permitidas, tanto da parte da frente do edifício como nas traseiras do mesmo, fora do elevado perímetro de segurança. Por vezes, em algumas situações e por questões de segurança, a polícia encerra a via em frente à própria Casa Branca, não permitindo que ninguém ali permaneça. No entanto, existe uma vista priveligiada para a Casa Branca. Trata-se do terraço do W Hotel, onde além de se desfrutar de uma bebida, tem-se uma vista panorâmica para o The Elipse e para o Monumento Washington. Pode-se ter a sorte de se ver a movimentação na Casa Branca ou o Marine One a aterrar em pleno jardim.

Um pouco mais fora do centro, encontra-se a também emblemática Universidade de Georgetown, a mais antiga instituição católica e jesuíta de ensino superior nos Estados Unidos com o seu imponente edifício. Um pouco mais longe, concretamente a 26 quilómetros de DC, fica a célebre casa de George Washington, o primeiro presidente dos Estados Unidos da América, em Mount Vermon. O acesso à casa tem um custo de 18 dólares para adultos e 9 dólares para crianças. De metro pode-se ir mais longe. As cidades de Maryland, para provar o tradicional caranguejo azul, ou Virginia, zona particularmente vinícola, estão acessíveis de metro, bem como Alexandria e Silver Spring. Aquando nos EUA, pode-se sempre optar por combinar as cidades de Washington e Nova Iorque, partindo ou do Ronald Reagon Washington National Airport, ou de comboio saindo da Union Station.

Novidades
Washington é uma cidade em constante ebulição e a ganhar cada vez mais um lugar de destaque nos principais destinos norte-americanos. Para acompanhar a sede de novidades pelos turistas que o visitam, o destino tem apresentando novas atracções, porque, julgam eles, já não têm razões de sobra para atrair turistas.
Comecemos pelo novo Newseum. É um museu dedicado ao jornalismo e, especialmente, à liberdade de imprensa e de expressão. Para os defensores da democracia, esta é uma visita necessária. Da história do jornalismo no mundo e nos EUA, em concreto, à violação da liberdade de imprensa, aos momentos marcantes da História do mundo aos próprios atentados contra jornalistas, o Newseum desperta a consciência de cada um para a realidade de hoje. O museu conta com exposições permanentes e temporárias. A galeria de fotografias galardoadas pelo prémio Pulitzer é apenas uma das muitas que são avassaladoras. O poder da fotografia tem ali o seu lugar merecido. Existe também uma galeria dedicada ao 11 de Setembro e a todos os eventos cruéis que se viveram naquele dia. Aqui estão retratados os desafios extraordinários que os jornalistas enfrentaram quando contavam a história ao mundo.

A propósito, no próximo ano, o International Spy Museum vai abrir portas numa nova localização, na L’Enfant Plaza. Mas actualmente pode ainda visitar a maior colecção de artefactos de espionagem internacional e a sua história na sua actual morada na baixa de Washington. A par do novo International Spy Museum estão ainda em desenvolvimento o Capitol Crossing, o District Wharf e o Museu da Bíblia, num investimento de cerca de 11 mil milhões de euros. Também em desenvolvimento estão cerca de quatro mil quartos de hotel em 18 novas unidades hoteleiras. Washington é sobretudo uma cidade para se desfrutar. Quatro dias é o mínimo de estadia aconselhável, pois além dos emblemáticos monumentos, Washington tem muito para oferecer. Comer um gelado das típicas carrinhas de gelado junto a um qualquer jardim espalhado pela cidade, como por exemplo no National Gallery of Art Sculpture Garden junto ao National Mall, onde pode apreciar as diversas esculturas e instalações ali presentes, é uma das sugestões. Aqui aprecia-se especialmente a qualidade de vida que os residentes de Washington têm. Desde as várias actividades de lazer que podem desfrutar, a toda a envolvência histórica e cultural com que contam diariamente, sempre num ambiente descontraído. Esta é uma cidade especialmente tranquila e segura para se andar a passear sozinho ou acompanhado.

Vida nocturna
A descontracção faz parte do dia-a-dia de Washington, mas não apenas de dia, também à noite. São vários os lugares ‘trendy’ onde se pode passar um bom bocado nos bairros ecléticos da cidade. Assistir a música ao vivo no Howard Theatre ou dar um pé de dança na Town Danceboutique são algumas das sugestões, podendo-se, posteriormente, terminar a noite no Ben’s Chili Bowl com os seus hotdog’s de chili e batidos. No entanto, se se preferir algo que não vá pela noite dentro e que esteja mais ligado ao desporto, nada como assistir a um jogo de basebol no estádio dos Washington Nationals. É sempre uma experiência memorável.

*A Jornalista viajou a convite da U.S. Travel Association com o apoio da United.

Sobre o autorRaquel Relvas Neto

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Estação de comboios de Viana do Castelo vai ser transformada em hotel mas mantém serviços

Fonte da IP adiantou à Lusa que “o projeto propõe a criação de 41 quartos no edifício de passageiros e de 15 quartos no antigo armazém de materiais, resultando num total de 56 quartos com capacidade total de 112 utentes”.

O presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo disse esta terça-feira, 9 de agosto, que a estação de comboios da cidade, construída no século XIX, vai ser transformada em hotel por um investidor local e que o projeto está em fase de licenciamento, de acordo com informação adiantada pela agência Lusa.

Em declarações aos jornalistas, no final da reunião camarária de terça-feira, durante a qual foi questionado sobre o projeto, pela bancada do PSD e da CDU, Luís Nobre adiantou que “a Infraestruturas de Portugal (IP), proprietária do imóvel, entendeu dar uso a um espaço que está devoluto há mais de uma década”.

O autarca socialista garantiu que as funções e serviços atualmente a funcionar na estação de caminhos-de-ferro “não vão desaparecer, mas serão transferidos para outro local”.

“A bilheteira, o bar e outros serviços, vão manter-se. Não podia ser de outra forma. Ninguém ia fazer um investimento de 90 milhões de euros na modernização da Linha do Minho para depois prejudicar esse investimento”, sustentou.

Segundo Luís Nobre, o empresário, que já tem uma unidade hoteleira na cidade, “propôs à IP a refuncionalização do edifício em unidade hoteleira, tendo concretizado essa intenção, sendo que, “posteriormente, o município foi informado do projeto”.

“O município concorda. Faz sentido refuncionalizar aquele imóvel histórico, desde que se garanta e, foi dada essa segurança, que as atuais funções da estação não são prejudicadas. No fundo, trata-se de uma valorização de um edifício que passará a ter uma função dinamizadora, não só da atividade hoteleira, mas também das sinergias que vai criar e na revitalização de toda a envolvente”, especificou.

Contrato de subconcessão da IP celebrado com a Turilima

A agência Lusa contactou a IP relativamente ao contrato de cedência do imóvel e das características do investimento em causa, sendo que esta sublinhou que “o serviço de transporte ferroviário não vai sofrer alterações e a área destinada aos passageiros vai ser beneficiada”.

“Os serviços ferroviários serão mantidos, embora relocalizados em diversas zonas do piso 0 do edifício de passageiros e antigas instalações sanitárias, nomeadamente as bilheteiras e salas de apoio, a sala de estar e sala de refeições para o pessoal da CP, a sala de telecomunicações, a sala de comando, a sala do inspetor e, o espaço para a vigilância humana”, especificou a fonte da IP.

A mesma fonte adiantou que a IP “celebrou um contrato de subconcessão com a Turilima – Empreendimentos Turísticos do Vale do Lima SA, que prevê a construção de um hotel ocupando parcialmente três edifícios da estação de Viana do Castelo”.

“O projeto propõe a criação de 41 quartos no edifício de passageiros e de 15 quartos no antigo armazém de materiais, resultando num total de 56 quartos com capacidade total de 112 utentes”.

A Lusa tentou, sem sucesso, falar com a administração da Turilima, a empresa que detém os hotéis Axis de Viana do Castelo, de Ofir, em Esposende, no distrito de Braga, entre outros empreendimentos.

Antigo edifício dos CTT na mira para unidades de habitação

Após a reunião camarária, o autarca adiantou que “o município tem estado a acompanhar o processo de licenciamento [da estação de comboios de Viana do Castelo], juntamente com a Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN)”.

“O projeto inicial está a ser alterado porque inicialmente previa algumas alterações ao nível da cobertura. A DRCN e a Câmara entenderam que não podiam ser efetuadas. O objetivo é manter a fachada e as características históricas do imóvel”, referiu.

Luís Nobre adiantou que “as unidades hoteleiras criadas em contexto histórico são temáticas e apelam à memória, às experiências da cidade onde se instalam”.

“Neste caso há um elemento muito forte que é toda a mística da atividade ferroviária no concelho e, naquele local em concreto, que se vai perpetuar”.

Questionado sobre o montante do investimento, Luís Nobre disse desconhecer o mesmo, adiantando apenas que a nova unidade hoteleira “terá sempre que ter mais de 40 quartos, caso contrário não será sustentável”.

“A cidade precisa daquele espaço revitalizado, com dinâmicas que atraiam novos visitantes”, frisou.

O autarca adiantou existir uma “manifestação de interesse de um empresário de Viana do Castelo para a aquisição do edifício dos CTT, na principal avenida da cidade.

O investidor, que já contribuiu em regeneração urbana na mesma avenida, pretende transformar o imóvel dos CTT para unidades de habitação.

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Hospitalidade em ambientes complexos teve destaque na terceira sessão “Be Our Guest”

A terceira sessão de conversas da ADHP “Be Our Guest” contou com a presença de Nuno Neves, General Manager do InterContinental Luanda.

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A terceira edição das conversas “Be Our Guest”, organizadas pela ADHP – Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal, decorreu a 25 de julho com a presença de Nuno Neves, General Manager do InterContinental Luanda.

Em debate estiveram as questões relacionadas com a hospitalidade em ambientes complexos, numa sessão em que o profissional partilhou a experiência na direção de uma unidade do Grupo IHG na capital angolana.

Para Nuno Neves, a capacidade de adaptação à mentalidade e à cultura local é parte fundamental no processo de transição entre mercados e no desafio de manter funcional a operação hoteleira num ambiente complexo, exigindo “força mental” e “espírito de missão”.

Além dos fatores pessoais, como a distância do país de origem e da família, o General Manager do InterContinental Luanda destacou desafios práticos que se colocam em mercados caracterizados por ambientes de trabalho complexos, como problemas no abastecimento de água e eletricidade. Para lidar com estas questões, o profissional sublinhou a importância de cultivar nos profissionais da hotelaria a tenacidade, confiança e paciência, mas também uma capacidade de resposta e planeamento para os momentos de adversidade.

“Para tudo o que uma pessoa faz em prol do hotel ou em decisões importantes, [deve haver] um plano A, B e C. [Devemos] estar sempre dispostos para que nada seja uma surpresa”, considerou o profissional.

Nuno Neves deu também destaque ao papel central da formação no funcionamento de uma unidade hoteleira em contextos adversos, designadamente através da repetição de processos. A existência de mentalidades “abertas”, bem como o facto de os profissionais não se prenderem a “hábitos antigos”, foram algumas características apontadas pelo General Manager como comuns nestes mercados, referindo que os gestores hoteleiros podem tirar proveito destas para incutir conhecimentos formativos.

Para Raúl Ribeiro Ferreira, responsável pela moderação da sessão, o trabalho dos profissionais da hotelaria em contextos de maior adversidade carece de valorização em mercados como o europeu.

“Infelizmente, o trabalho feito nestes países não é muito valorizado quando se chega à Europa, injustamente por isso: porque mais do que a parte técnica, são precisos todos esses componentes que foram abordados e que fazem com que não seja apenas necessário saber servir, saber fazer os rácios, conquistar clientes. É preciso, depois, saber coisas tão simples como isso: como é que se tem água, como é que se tem eletricidade”, referiu o vice-presidente da ADHP.

Quando questionado sobre as diferenças entre os três mercados em que já trabalhou, o General Manager do InterContinental Luanda realçou a importância de “ter ‘jogo de cintura’ entre a religião e os hábitos” no mercado do Médio Oriente e lamentou que na Europa exista uma “cultura de cost control, cost cutting, cost effectiveness” e uma “gestão diária de recursos online para o hotel sobreviver” que retiram ao gestor hoteleiro o “contacto com o cliente”.

Já no mercado africano, o profissional considera existir uma elevada versatilidade na operação, o que permite que o contacto com o cliente seja frequente, e um sentimento de contribuição para a profissionalização e o estabelecimento de novos padrões na hotelaria da região.

Sobre o panorama da hotelaria em Angola, Nuno Neves destacou a existência de uma nova geração de jovens angolanos que estão a entrar no setor e a ser formados em unidades como o InterContinental Luanda, além de cidadãos de dupla nacionalidade que se formaram e estagiaram em Portugal e estão a regressar ao país com o objetivo de trabalhar ou abrir negócios próprios.

A iniciativa “Be Our Guest” promove conversas informais com diretores de hotéis de referência sobre as suas experiências profissionais, a hotelaria e o setor do turismo. As conversas decorrem sempre nas últimas segundas-feiras de cada mês, às 19h. A iniciativa “Be Our Guest” será interrompida durante o mês de agosto, retomando a 26 de setembro, na última segunda-feira desse mês.

A gravação da terceira sessão das conversas “Be Our Guest” encontra-se disponível no canal de YouTube da ADHP.

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Vitrine do “Lisboa Pessoa Hotel”. Créditos: Fernando Bagnola.

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Instituto Politécnico do Porto cria pós-graduação em Turismo Literário

A pós-graduação da Escola Superior de Hotelaria e Turismo começa a 17 de outubro.

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A Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Instituto Politécnico do Porto (ESHT – P.Porto) abre as portas ao ano letivo 2022/2023 com uma nova pós-graduação em Turismo Literário.

O objetivo passa por “desenvolver competências na área do Turismo Literário, privilegiando uma perspetiva ao nível do desenvolvimento e implementação de roteiros literários como produto de dinamização dos destinos turísticos”, como se pode ler na brochura deste novo curso.

Dirigida a quem já exerce a atividade profissional em Turismo Literário, mas também a quem pretende iniciar o percurso nesta área, a pós-graduação começa a 17 de outubro de 2022, em regime pós-laboral e formato B-learning.

A segunda fase de inscrições para as 25 vagas disponíveis decorre de 16 de agosto a 2 de setembro, existindo ainda a possibilidade de uma terceira fase de inscrições, de 28 de setembro a 9 de outubro.

Algumas das unidades curriculares desta pós-graduação incluem temáticas como a “Conceção de Eventos Literários”, “Implementação de Produtos Turísticos em Turismo Literário” e “Desenho de Roteiros Literários”. O plano de estudos contempla dois semestres e 60 ECTS, num conjunto de dez disciplinas.

A professora-adjunta convidada da ESHT Ana Ferreira assume a coordenação da nova pós-graduação. Doutorada em Turismo pela Universidade de Vigo, a profissional tem desenvolvido trabalho de investigação focado na área de turismo literário e de eventos, elaborando roteiros com base na vida e obra de Camilo Castelo Branco, adaptados à cidade do Porto.

Em entrevista à Publituris Hotelaria em maio deste ano, Ana Ferreira ressalvou como o turismo literário “pode combater de forma determinante a sazonalidade associada a outros tipos de turismo”, já que este turista “não se desloca apenas numa época do ano”.

A pós-graduação em Turismo Literário tem um valor de 1.750 euros, sendo que o pagamento pode ser realizado numa única prestação, no ato da matrícula, ou em dez vezes.

Os interessados devem candidatar-se através do link de acesso e ingresso do IPP, sendo condição necessária de acesso uma das seguintes valências: título do grau de licenciatura ou equivalente legal; título de um grau superior estrangeiro, conferido na sequência de um 1.º ciclo de estudos organizado de acordo com os princípios do processo de Bolonha por um Estado aderente a esse processo; título de um grau académico superior estrangeiro que seja reconhecido como satisfazendo os objetivos do grau de licenciado pelo Conselho Técnico-Científico da ESHT ou a detenção de um currículo académico, científico e/ou profissional que seja reconhecido pelo Conselho Técnico-Científico da ESHT, como atestando capacidade para a realização com êxito deste curso.

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The Vintage Hotel & Spa Lisboa entra no portfólio da Small Luxury Hotels of the World

A marca é constituída por uma comunidade de hotéis independentes e conta com 520 pequenos hotéis em todo o mundo, com uma média de 50 quartos por unidade.

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O The Vintage Hotel & Spa Lisboa, unidade de cinco estrelas gerida pela Bomporto Hotels, passa a constar no portfólio da Small Luxury Hotels of the World (SLH), uma marca de luxo que reúne unidades hoteleiras com características únicas e de carácter independente. A primeira unidade do grupo Bomporto a integrar a marca foi o The Lumiares Hotel & Spa Lisboa, em novembro de 2019.

O Small Luxury Hotels of the World (SLH) é constituído por uma comunidade de hotéis independentes e conta com 520 pequenos hotéis em todo o mundo. Com uma média de 50 quartos por unidade, as propriedades SLH “têm características únicas, com os mais altos padrões de luxo e bem-estar”, como indicado em comunicado.

“A integração da nossa segunda unidade hoteleira na SLH vem reforçar a estratégia de desenvolvimento de negócio e a notoriedade no segmento de luxo. É um selo de qualidade e uma afiliação de renome e prestígio que contribui para a promoção das nossas unidades a nível internacional. ” afirma Nick Roucos, diretor-geral da Bomporto Hotels.

Localizado entre o Príncipe Real e a Avenida da Liberdade, o The Vintage Hotel & Spa Lisboa, boutique hotel de cinco estrelas, é composto por 56 quartos com uma decoração assente no design vintage e traços contemporâneos.  Combinando peças únicas de mobiliário vintage, produzidas especialmente para o hotel, e algumas reproduções feitas à medida, a estética do espaço reflete uma decoração contemporânea e simultaneamente apresenta o melhor do design dos anos 50, 60 e 70.

A unidade oferece diferentes atmosferas em cada um dos espaços que o compõem, tanto no rooftop bar, com um jardim vertical e vista para a capital, como nas diferentes áreas lounge, salas de estar e no spa.

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Eurostars Santa Luzia 4* integra portefólio da Eurostars Hotel Company

O hotel localizado em Guimarães funciona em regime de aluguer e conta com 99 quartos, bem como uma área de bem-estar com spa e piscina.

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A Eurostars Hotel Company integrou um novo hotel no portefólio, o Eurostars Santa Luzia 4*, em Guimarães.

O antigo Santa Luzia Art Hotel, que agora pertence à carteira da Eurostars Hotel Company, funciona em regime de aluguer e contabiliza 99 quartos, totalmente equipados e decorados “em tons quentes”, como indicado em comunicado.

As instalações, que prometem “satisfazer as necessidades dos mais diversos tipos de turistas”, incluem uma cafetaria, um restaurante de cozinha portuguesa e internacional, ginásio e uma área de bem-estar, com spa, sauna, banhos turcos, piscina e zona de massagens e tratamentos. Inclui ainda uma piscina exterior no telhado, localizada no terceiro andar, bem como quatro salas de diferentes capacidades para a realização de eventos.

“Temos orgulho em continuar a avançar na expansão internacional da Eurostars Hotel Company e, ao mesmo tempo, consolidar a nossa posição num mercado como o português, tão estratégico para nós e com grandes expectativas de crescimento”, afirma o presidente do Grupo Hotusa, Amancio López Seijas.

Com a integração desta unidade, a cadeia hoteleira do Grupo Hotusa passa a gerir 23 estabelecimentos e mais de 1800 quartos em Portugal.

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José Arnaut é o novo diretor de F&B do Real Hotels Group

O profissional conta com 19 anos de experiência profissional na indústria hoteleira de luxo, tanto em Portugal como em Espanha.

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O Real Hotels Group anunciou em comunicado de imprensa a contratação de um novo diretor de F&B do grupo, José Arnaut.

Com 19 anos de experiência profissional na indústria da hoteleira de luxo, o profissional fez parte de unidades como o Tivoli Liberdade Lisboa, o EPIC SANA Lisboa, o Sheraton Lisboa Hotel & Spa e o Palácio Estoril Hotel & Golf. Em Espanha, também deu cartas no Le Meridien Barcelona, no Alfonso XIII Luxury Collection Hotel e no Gran Meliá Palácio de Isora, entre outros.

Começou a formação em Business Management na Universidade Lusíada, tendo posteriormente feito a licenciatura em Gestão Turística e Hoteleira na Universidade Internacional, apostando em várias formações em cozinha e gestão de comidas e bebidas.

Conquistou um certificado de Foodservice Management da Cornell University e, na mesma instituição, realizou o General Manager Program. Em 2021 adquiriu o grau de Executive Master’s em Gestão Hoteleira Internacional, na Les Roches Marbella.

“O novo desafio no Real Hotels Group constitui mais um passo na minha carreira, na medida em que será a primeira vez que vou trabalhar para 16 hotéis em simultâneo. Quero trazer a estas unidades a minha experiência em hotelaria de luxo e elevar a fasquia do serviço, ultrapassando os desafios que a pandemia nos trouxe”, afirma o profissional em comunicado.

O Real Hotels Group resulta da fusão, em 2020, de dois grupos hoteleiros nacionais, os detentores da marca REAL e a NEWPALM, operadora Holiday Inn Express da IHG – o que se traduz em 16 hotéis, num conjunto de 2.100 quartos distribuídos por Lisboa, Porto e Algarve.

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PortoBay Rio de Janeiro é alvo de remodelação no valor de 2M€

A fachada do edifício fez parte de um dos elementos remodelados.

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O hotel de quatro estrelas PortoBay Rio de Janeiro foi alvo de várias remodelações, num investimento de 2M€.

Estas decorreram no âmbito de um conjunto de remodelações levadas a cabo nos hotéis do grupo, de acordo com informação adiantada em comunicado.

A unidade aproveitou o último ano para proceder às obras que alteraram o exterior do PortoBay Rio de Janeiro para “uma imagem sofisticada em tons claros, integrado na paisagem cultural urbana da orla de Copacabana”.

Questões como a sustentabilidade e a eficiência energética tiveram peso no planeamento da intervenção, segundo o grupo, que explica que “todo o material retirado foi entregue para reciclagem ou reutilização”, por forma a reduzir o impacto ambiental da obra.

Para otimizar o rendimento energético da nova fachada, foram utilizados elementos maioritariamente feitos em vidro, alumínio e alumínio compósito (ACM).

“A escolha do tipo de vidro foi adequada às condições climatéricas da zona, permitindo limitar a troca térmica entre o interior e o exterior e, dessa forma, reduzir a necessidade de uso do sistema de ar condicionado do hotel e o impacto no consumo energético e na pegada de carbono inerente”, explica Cláudio Santos, CEO do PortoBay no Brasil.

O projeto de remodelação do PortoBay Rio de Janeiro contemplou ainda uma obra de manutenção profunda na zona da cobertura, onde está a situada a piscina. Acresce a reestruturação da rede elétrica do prédio, bem como a readequação do sistema de ar condicionado nas zonas públicas.

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“Be Our Guest” debate “hospitalidade em ambientes complexos” a 25 de julho

A terceira sessão decorre a 25 de julho, às 19h00, com a presença de Nuno Neves, General Manager do Intercontinental Luanda.

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A terceira sessão da “Be Our Guest”, uma iniciativa de conversas promovida pela ADHP – Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal, vai discutir “a hospitalidade em ambientes complexos” a 25 de julho, às 19h00.

Desta vez, a sessão conta com a presença de Nuno Neves, General Manager do Intercontinental Luanda, numa conversa moderada por Raúl Ribeiro Ferreira, vice-presidente da ADHP.

À semelhança das conversas anteriores, a sessão terá lugar em ambiente digital, via Zoom, sendo necessária inscrição através de um formulário. Em comunicado de imprensa, a associação alerta que as inscrições são limitadas.

Com formação em Gestão Hoteleira pela Alpina School of Hotel Management, na Suíça, e pela Cornell School of Hotel Administration, nos Estados Unidos, Nuno Neves é General Manager do InterContinental Luanda. No currículo, conta ainda com passagens pela direção de F&B do Meliá Milano, de unidades do Radisson em Roma e Bordéus, e do Hilton Vilamoura.

Antes de assumir a direção do InterContinental na capital angolana, foi General Manager do Océana Palace Hotel (Hammamet, Tunísia), do Radisson Blu Mammy Yoko Hotel (Freetown, Serra Leoa), do Radisson Blu Hydra Hotel (Argel, Algéria) e dos Park Inn by Radisson em Mascate e Duqm (Omã).

Raúl Ribeiro Ferreira é diretor da Estalagem Muchaxo Hotel desde 2003. Assumiu durante nove anos a presidência da ADHP, tendo sido eleito recentemente para um novo mandato como vice-presidente.

É professor na Universidade Lusófona, na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar do Instituto Politécnico de Leiria e na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, responsável por unidades curriculares relacionadas com a gestão hoteleira e a gestão de restauração.

Tem formação em Gestão Hoteleira pelo Instituto Superior Politécnico Internacional e pela Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre, para além de um doutoramento em Gestão de Turismo pela Universidade de Lisboa.

A iniciativa “Be Our Guest” promove conversas informais com diretores de hotéis de referência sobre as suas experiências profissionais, a hotelaria e o setor do turismo, decorrendo sempre nas últimas segundas-feiras de cada mês, às 19h00.

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Tarrafal Alfândega Suites é a nova unidade hoteleira da Oásis Atlântico em Cabo Verde

A inauguração terá lugar na próxima sexta-feira, 1 de julho, no novo empreendimento.

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O grupo Oásis Atlântico vai inaugurar esta sexta-feira, 1 de julho, um novo empreendimento, o Tarrafal Alfândega Suites.

Localizado na Baía do Tarrafal, na Ilha de Santiago, em Cabo Verde, o edifício da antiga alfândega foi agora transformado numa unidade de 20 apartamentos, “todos com vista para o mar”, como indicado pelo grupo em comunicado.

O projeto turístico pretende “valorizar o património cultural, local e nacional, estimulando a economia da região”. Por essa razão, os detalhes arquitetónicos da traça original do edifício histórico foram preservados.

Para além dos apartamentos, o Tarrafal Alfândega Suites dispõe de um espaço de restauração, o “Restaurante Malagueta”, com terraço com vista para o mar e uma ementa que promete “refeições ligeiras e saudáveis”.

O cocktail de inauguração deste empreendimento contará com a presença do primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, bem como de diversas entidades institucionais.

O grupo Oásis Atlântico tem um portefólio de oito hotéis, nomeadamente: Hotel Belorizonte e Hotel Salinas Sea (Ilha do Sal, Cabo Verde); Hotel Praiamar (Santiago, Cabo Verde); Hotel Porto Grande (S.Vicente, Cabo Verde); Hotel Fortaleza e Hotel Imperial, no Brasil, e os hotéis Hotel Saidia Palace & Hotel Blue Pearl, em Marrocos.

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HiJiffy lança sistema operativo “Aplysia OS” para facilitar interações entre hóspedes e hotéis

A tecnologia utiliza inteligência artificial para acompanhar todas as fases da jornada do hóspede no hotel, desde a pré reserva até ao pós-estadia. O objetivo passa por facilitar ações como “o processo de reserva, o check-in antecipado ou a reserva de uma mesa no restaurante”, de acordo com a HiJiffy.

Carla_Nunes

A HiJiffy acaba de lançar um novo sistema operativo de comunicação com hóspedes, o Aplysia OS.

Esta tecnologia utiliza Inteligência Artificial (IA) para criar interações entre os hotéis e os clientes em todas as fases da jornada do hóspede, desde a pré reserva até ao pós-estadia, de acordo com informação enviada em comunicado pela empresa.

Desta forma, a Aplysia permite conectar os hóspedes e hotéis “24 horas por dia, sete dias por semana”, sem a necessidade de interação humana”.

O objetivo passa por facilitar ações como “o processo de reserva, o check-in antecipado ou a reserva de uma mesa no restaurante”, de acordo com a HiJiffy.

A empresa explica que este sistema foi treinado nos últimos seis anos “com milhões de questões exclusivamente relacionadas com a indústria hoteleira”, pelo que possui recursos de autoaprendizagem para analisar dados em bruto e não etiquetados e classificá-los por si só.

Isto permite que a IA “aprenda de forma quase autónoma, tornando o processo de aprendizagem mais rápido face às soluções treinadas manualmente por humanos”.

Para além disso, a Aplysia consegue “entender as emoções por detrás das conversas”, através da análise semântica e de sintaxe.

O sistema consegue reconhecer se a conversa é negativa, neutra ou positiva, reagindo de acordo com esta análise – ou seja, dá prioridade e encaminha automaticamente as mensagens para o departamento certo.

Por exemplo, se a conversa for classificada pelo sistema como positiva, “o hóspede poderá seguir um fluxo de atendimento normal, eventualmente até sem qualquer interação com um agente humano”, tal como explica Tiago Araújo, CEO da HiJiffy, à Publituris Hotelaria.

Se, por outro lado, o tom da conversa for negativo, o “hóspede poderá ser imediatamente redirecionado para a equipa do front-office, por exemplo, ou então diretamente para o diretor do hotel”.

A Aplysia OS é baseada na cloud e possui uma consola acessível através de desktop, browser e aplicações para Android e iOS.

Esta solução funciona apenas para os produtos da HiJiffy e não poderá ser comprada para ser usada para outros fins, tal como indica a empresa.

De momento, a tecnologia já está disponível “para todos os clientes da HiJiffy com muitos recursos já totalmente funcionais”, como adianta a empresa.

Funcionalidades em beta testing, que de momento só estão disponíveis para um número restrito de hotéis, serão alargadas a todos os clientes “em breve”.

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