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Tripulantes do Grupo SATA anunciam greve

O Grupo SATA aconselha todos os passageiros com voos nestas datas que alterem a sua viagem sem custos adicionais.

Raquel Relvas Neto
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Tripulantes do Grupo SATA anunciam greve

O Grupo SATA aconselha todos os passageiros com voos nestas datas que alterem a sua viagem sem custos adicionais.

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O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil anunciou um pré-aviso de greve para os dias 23, 24, 25 e 26 de Agosto, dos Tripulantes de Cabine da Azores Airlines e SATA Air Azores.
Neste âmbito, o Grupo SATA, em comunicado, aconselha todos os passageiros com voos nestas datas que alterem a sua viagem sem custos adicionais através dos canais de venda disponíveis.
O grupo aéreo indica ainda que está “a desenvolver todos os esforços para minimizar os trantornos decorrentes desta situação”.

Sobre o autorRaquel Relvas Neto

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Em setembro, proveitos no turismo sobem a duplo dígito face 2019

A atividade turística em Portugal continua a recuperar. Prova disso, são os números avançados pelo INE relativamente ao mês de setembro, colocando-o acima de 2021 e, mais importante, de 2019. Mas não é somente na comparação mensal que Portugal apresenta bons números. No trimestre e no acumulado dos nove meses de 2022, os proveitos também estão acima do melhor ano na atividade turística no nosso país.

De acordo com os dados divulgados esta segunda-feira, 14 de novembro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), os proveitos totais da atividade turística aumentaram, em setembro, 70,3% face a igual período de 2021, atingindo 608,2 milhões de euros, enquanto os proveitos de aposento atingiram 469,2 milhões de euros, refletindo um crescimento de 74,5% face a período homólogo do ano passado.

Comparando com setembro de 2019, o INE aponta aumentos de 21,3% e 22,5%, nos proveitos totais e de aposento, respetivamente.

O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) situou-se em 78 euros, em setembro, e o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 115,6 euros (+62,6% e +26,5% face a setembro de 2021, respetivamente). Em relação a setembro de 2019, o RevPAR aumentou 17,7% e o ADR cresceu 18,9%.

Estes valores vêm na sequência de no nono mês de 2022, o setor do alojamento turístico ter registado 2,9 milhões de hóspedes e 7,7 milhões de dormidas, correspondendo a variações, face ao mesmo mês de 2021, de +41,3% e +37,4%, respetivamente (+33,2% e +32,3% em agosto, pela mesma ordem).

Já comparando com setembro de 2019, o INE indica crescimentos de 0,2% e 0,7%, respetivamente.

Trimestre (também) acima de 2019
Na análise trimestral, o INE refere que no 3.º trimestre deste ano as dormidas aumentaram 48,8% face a igual trimestre de 2021. Já comparado com o 3.º trimestre de 2019, o crescimento foi de 2,9%.

As dormidas de residentes diminuíram 3,6% em comparação com igual período de 2021, para, face ao 3.º trimestre de 2019, a evolução apontada ser de 10,8%. As dormidas de não residentes, por sua vez, cresceram 108,3% face a igual período de 2021, mas desceram 0,8% quando comparadas com o 3.º trimestre de 2019.

Neste trimestre, os proveitos totais aumentaram 78,1% (+24,4% em relação ao 3.º trimestre de 2019) e os relativos a aposento cresceram 81,2% (+25,2% comparando com o 3.º trimestre de 2019).

Já no acumulado dos primeiros nove meses de 2022, considerando a generalidade dos meios de alojamento (estabelecimentos de alojamento turístico, campismo e colónias de férias e pousadas da juventude), o INE contabiliza 22,6 milhões de hóspedes e 61,3 milhões de dormidas, correspondendo a crescimentos de 105,1% e 103,7%, respetivamente, face a igual período de 2021.

Quando comparado com os primeiros nove meses de 2019, os números de 2022 mostram que as dormidas diminuíram 2,6% (+4,6% nos residentes e -6,3% nos não residentes).

Mercado externo regressa em força, mas fica abaixo de 2019
Em setembro, o mercado interno contribuiu com 2,4 milhões de dormidas, tendo diminuído 3,1% face a igual período de 2021, enquanto os mercados externos predominaram (peso de 68,2%) e totalizaram 5,2 milhões de dormidas, correspondendo a uma subida de 70,7% face a período homólogo de 2021.

Comparando com setembro de 2019, as dormidas de residentes aumentaram 10% enquanto as de não residentes diminuíram 3,2%.

Já no 3.º trimestre de 2022, as dormidas de residentes diminuíram 3,6% face ao mesmo trimestre de 2021, mas subiram 10,8% em relação ao 3.º trimestre de 2019), enquanto as de não residentes cresceram 108,3% face ao terceiro trimestre 2021, ficando, contudo, 0,8% abaixo das do 3.º trimestre de 2019.

No conjunto dos primeiros nove meses de 2022, as dormidas em alojamento turístico aumentaram 113face a 2021% (+27,3% nos residentes e +222,3% nos não residentes). Já comparando com o mesmo período de 2019, as dormidas decresceram 2,4%, como consequência da diminuição das dormidas de não residentes (-7%), dado que as de residentes cresceram 8%.

Não residentes penalizam dormidas no Algarve, Alentejo e Centro face a 2019
Em setembro, o Algarve concentrou 30,4% das dormidas, seguindo-se Lisboa (24,5%) e o Norte (16,2%).

Registaram-se aumentos das dormidas em todas as regiões, mais expressivos em Lisboa (+77,6%), no Norte (+48,8%) e no Centro (+28,6%).

Contudo, quando comparado com setembro de 2019, apenas o Algarve e o Centro registaram decréscimos (-9,2% e -3,3%, respetivamente). Os maiores aumentos ocorreram na Madeira (+17,0%), seguindo-se o Norte (+8,7%) e os Açores (+8,2%). Relativamente às dormidas de residentes, observaram-se aumentos em todas as regiões, destacando-se a Madeira (+64,3%), Lisboa (+13%) e Alentejo (+11%).

As dormidas de não residentes aumentaram nos Açores (+12,5%), Madeira (+8,8%), Norte (+8,6%) e Lisboa (+0,8%), tendo-se observado diminuições no Centro (-15,4%), Algarve (-13,2%) e Alentejo (-5,9%).

Por municípios, em setembro de 2022, Lisboa atingiu 1,4 milhões de dormidas (quota de 18% do total). Comparando com setembro de 2019, as dormidas aumentaram 3,6% (+11,4% nos residentes e +2,4% nos não residentes).

Em Albufeira, registaram-se 886,6 mil dormidas (peso de 11,6% do total), o que representa uma redução de 13,8% face a setembro de 2019 (-5,8% nos residentes e -16,4% nos não residentes).

O Funchal representou 7% do total de dormidas (540,7 mil), um acréscimo de 16,5% (+77,5% nos residentes e +8,9% nos não residentes) em comparação com setembro de 2019.

No Porto (6,8% do total), registaram-se 518,3 mil dormidas em setembro, que se traduziram num crescimento de 9,7% face ao mesmo mês de 2019 (+7,5% nos residentes e +10,1% nos não residentes).

No conjunto dos primeiros nove meses de 2022, face a igual período de 2019, o município de Lisboa registou uma diminuição de 7% (-0,6% nos residentes e -8,1% nos não residentes). No município de Albufeira, as dormidas decresceram 16,5% (-10,2% nos residentes e -18,4% nos não residentes), enquanto no Funchal verificou-se um aumento de 9,5% (+77% nos residentes e +1,3% nos não residentes) e no Porto uma evolução de 2,9% (+6,4% nos residentes e +2,2% nos não residentes).

Acumulado do ano em alta
Nos proveitos totais, o terceiro trimestre de 2022 dita um aumento de 78,1% face a mesmo trimestre de 2021, registando-se uma subida de 24,4% em relação ao 3.º trimestre de 2019). Relativamente aos aposentos, os proveitos aumentaram 81,2% em comparação com igual período de 2021, e +25,2% face ao 3.º trimestre de 2019).

No conjunto dos primeiros nove meses de 2022, o INE revela que os proveitos totais cresceram 143% e os relativos a aposento aumentaram 144,1% face aos mesmos nove meses de 2021.

Comparando com igual período de 2019, verificaram-se aumentos de 14,3% e 15,4%,

respetivamente.

Nos primeiros nove meses de 2022, a evolução dos proveitos foi positiva nos três segmentos de alojamento.

Comparando com o mesmo período de 2019, os proveitos totais na hotelaria aumentaram 13% e os de aposento cresceram 14,2% (pela mesma ordem, pesos de 87,2% e 85,5% no total do alojamento turístico).

Nos estabelecimentos de alojamento local (quotas de 8,7% e 10,3%), registaram-se subidas de 11,6% e 12,6%, e no turismo no espaço rural e de habitação (representatividade de 4% e 4,2%, respetivamente) os aumentos atingiram 62,8% e 60,5%, pela mesma ordem.

Sobre o autorVictor Jorge

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Grande Prémio de F1 contribui com mais de 200 milhões de euros para a economia de São Paulo

A realização de grandes eventos desportivos traz, claramente, vantagens aos locais onde decorrem. Prova disso mesmo, foi o Grande Prémio de Fórmula 1, em São Paulo, no Brasil, que terá contribuído com mais de 200 milhões de euros para a economia local num só fim de semana.

Depois de realizado o Grande Prémio de Fórmula 1, em São Paulo, Brasil, as entidades responsáveis admitem que o evento do passado fim de semana poderá contribuir com mais de 1,2 mil milhões de reais (cerca de 215 milhões de euros) para a economia local.

Este valor ficará cerca de 25% acima do que foi conseguido no ano passado, estimando-se que o setor hoteleiro de São Paulo registou a maior taxa de ocupação desde 2019, com clientes a efetuarem reservas com mais de seis meses de antecedência.

De resto, com o Grande Prémio a ser realizado durante um fim de semana com feriado, estimulando uma maior estadia por parte de quem visitou a cidade brasileira, as entidades apontam para que cada turista tenha gasto mais do que os 4.500 reais de 2021 (mais de 800 euros), além dos valores dos bilhetes e gastos no próprio circuito.

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ATCGA quer certificação do Caminho da Geira

O objetivo da ATCGA passa pela certificação deste itinerário pelas autoridades governamentais portuguesas e galegas, das áreas da Cultura e do Turismo.

Uma assembleia de peregrinos portugueses e galegos nomeou um grupo de trabalho com o objetivo de constituir a Associação Transfronteiriça do Caminho da Geira e dos Arrieiros (ATCGA).

O grupo de trabalho, constituído pelo presidente União das Freguesias de Caldelas, Sequeiros e Paranhos, José Manuel Almeida, e pelos peregrinos António Devesa, Luís Miguel Sampaio e Vítor Cunha, tem como missão contactar os municípios portugueses por onde passa este itinerário jacobeu, “com a intenção de perceber o seu interesse e motivá-los a envolverem-se no projeto”.

“Em face dos resultados obtidos, que esperamos possam corresponder às nossas melhores expetativas, será criada a comissão instaladora da ATCGA”, explica o Carlos Ferreira, membro da assembleia de peregrinos, adiantando que a associação “poderá integrar pessoas coletivas ou individuais, como peregrinos, municípios ou coletividades, sejam portugueses ou galegos”.

“A ATCGA terá como objetivos representar e defender os interesses dos peregrinos e do Caminho, mas sem descorar os relacionados com a cultura, património, economia, ambiente, tradições e outros valores das povoações por onde passa”, refere Carlos Ferreira.

Para melhor responder a estes desafios, as pessoas envolvidas na iniciativa “entendem que é muito importante a certificação deste itinerário pelas autoridades governamentais portuguesas e galegas, das áreas da Cultura e do Turismo, à semelhança do que já fez o Arcebispado de Santiago, e vão empenhar-se nesse sentido”, destaca o moderador da assembleia de peregrinos.

No entanto, o trabalho da ATCGA não está “exclusivamente dependente da homologação pelas autoridades civis e deverá manter-se para além disso, embora se reconheça que é um dos aspetos fundamentais”.

De referir que o Caminho da Geira e dos Arrieiros começa na Sé de Braga e passa pelos municípios de Amares, Terras do Bouro, Castro Laboreiro e Melgaço, entrando em território galego pela Portela Homem. Nos últimos cinco anos foi percorrido por mais de três mil peregrinos, um terço dos quais no corrente ano, sobretudo de Portugal e Espanha, mas também de Itália, Inglaterra, Alemanha, Croácia, Ucrânia, Rússia, Polónia, Brasil, EUA, Austrália ou Países Baixos.

Este itinerário foi apresentado em 2017 em Ribadavia (Galiza) e Braga, reconhecido pela Igreja em 2019, e pela associação de municípios transfronteiriços Eixo Atlântico em 2020, tratando-se de um itinerário oficial da Peregrinação Europeia de Jovens do Ano Santo Jacobeu 2021/22.

O percurso tem 240 quilómetros e destaca-se por incluir patrimónios únicos: a Geira Romana, a via do género mais bem conservada do mundo, e a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés. Além disso, o seu traçado é um dos escassos cinco que ligam diretamente à Catedral de Santiago de Compostela.

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Transportes

Heathrow prepara plano de contingência para o pico do Natal

Depois de ter imposto limitações ao número de passageiros, entretanto levantadas, o aeroporto de Heathrow recrutou e formou mais de 16.000 novos colaboradores nos últimos 12 meses. Tudo para evitar disrupções no período do Natal.

O aeroporto de Heathrow, em Londres (Reino Unido), está a preparar-se para o pico do período de festivo com diversos planos de contingência, de modo a evitar disrupções depois de retirar as limitações diárias de passageiros no final de outubro.

O principal aeroporto britânico já recrutou e formou mais de 16.000 novos colaboradores nos últimos 12 meses, admitindo que “a capacidade e procura está equilibrada”.

Com as taxas atuais de recrutamento, o aeroporto afirma que está a caminho de regressar aos níveis de emprego pré-pandemia antes da alta temporada de verão de 2023.

Recorde-se que o aeroporto de Heathrow impôs um limite diário de 100.000 passageiros, a partir de meados de julho devido à falta de funcionários. Este limite foi levantado a 30 de outubro, com o aeroporto agora a prometer aos viajantes que não será reintroduzido nenhuma limitação durante os dias de pico de viagens durante as férias de Natal.

“Estamos a trabalhar com as companhias aéreas e agentes em terra para nos preparar para o pico do Natal e temos um bom plano, que não exigirá nenhum limite de capacidade”, referem os responsáveis do aeroporto em comunicado.

Os mesmos responsáveis afirmam-se “conscientes” de uma possível ação de greve dos trabalhadores de fronteiras depois de membros do Sindicato de Serviços Públicos e Comerciais terem votado por uma greve por melhores salários e condições, com datas previstas para serem anunciadas em meados de novembro.

“Estamos a apoiar as organizações em planos de contingência para minimizar qualquer impacto e incentivamos todas as partes a colocar os interesses dos passageiros em primeiro lugar”, refere o comunicado.

Heathrow atendeu 50 milhões de passageiros durante os primeiros dez meses de 2022, o que representa 74% dos níveis pré-pandemia de 2019, após um mercado de lazer “flutuante” e o “retorno gradual” dos viajantes de negócios. O aeroporto diz ainda que a forte recuperação no Médio Oriente e Ásia Central registada em outubro deve continuar em novembro.

Outros planos para ajudar na recuperação incluem mudanças propostas nas taxas do aeroporto para 2023 e um investimento de quatro mil milhões de libras (mais de 4,5 mil milhões de euros) em instalação de novas faixas de segurança que permitirão que os passageiros deixem laptops e líquidos nas suas malas e um novo sistema de bagagem para o Terminal 2, sujeito a um acordo regulatório.

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Tecnologia

Ryanair e Amadeus em nova parceria de distribuição

As reservas na Ryanair através da plataforma Amadeus podem ser efetuadas a partir do final de 2022.

Victor Jorge

A Ryanair e a Amadeus estabeleceram uma nova parceria de distribuição que irá expandir o acesso da oferta da companhia aérea à base de clientes da empresa de tecnologia de viagens.

Operando 3.000 voos diários para 225 destinos em 36 países, a Ryanair transporta, atualmente, 115% do seu tráfego pré-pandémico, sendo que, com as empresas em toda a Europa a enfrentar crescentes pressões económicas e inflacionistas, as reservas com a Ryanair podem ser efetuadas através da Plataforma de Viagens Amadeus a partir do final de 2022.

Em comunicado é referido que “a parceria apoia a visão da Ryanair de aumentar a sua visibilidade e chegar aos clientes Amadeus, particularmente para viagens de negócios”. A integração com os fluxos e processos de reserva do Amadeus garantirá aos clientes uma elevada eficiência operacional na pesquisa, reserva e serviço de conteúdos da Ryanair, bem como a possibilidade de oferecer uma escolha mais ampla de opções de viagem a viajantes conscientes dos custos.

“A oferta alargada de viagens da Ryanair não só pode gerar poupanças substanciais para os clientes, como também os ajudará a gerir a sua pegada de carbono e a melhorar as suas credenciais ESG, com as mais baixas emissões de CO2 por passageiro/km de qualquer grande companhia aérea europeia, um feito sustentado pela sua estratégia de descarbonização Pathway to Net Zero by 2050”, refere-se no comunicado.

Esta é, de resto, uma missão partilhada pelo Amadeus, e a nova parceria contribuirá para expor estas ofertas ambientalmente eficientes a um público ainda mais vasto.

Dara Brady, diretor de Marketing, Comunicação & Digital da Ryanair, refere que esta parceria “expande ainda mais a oferta da Ryanair e permite aos clientes corporativos em particular um maior acesso à nossa rede de ligações, altas frequências, desempenho pontual, e tarifas baixas, à medida que regressam a colaborar presencialmente com os colegas”.

Já Jose Luis Aragon, VP Regional de Distribuição Aérea da Europa da Amadeus, frisa, em comunicado, que esta parceria ilustra “o valor da nossa plataforma para transportadoras de baixo custo, oferecendo à companhia aérea o acesso à mais ampla rede de vendedores de viagens em todo o mundo e a tecnologia para os ajudar a tirar o máximo partido do canal indireto”, concluindo que “é outro exemplo do empenho em fornecer o mais amplo e relevante conteúdo de viagem de qualquer fonte tecnológica aos nossos vendedores de viagens, com uma integração suave e sem problemas nas suas ferramentas e processos quotidianos”.

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Tecnologia

merytu responde ao novo paradigma da empregabilidade no turismo

Pensada em 2020 e lançada em 2021, a plataforma merytu pretende dar resposta a uma problemática do setor do turismo: os recursos humanos. Facilitadora de contactos entre quem emprega e quem procura emprego liberal e flexível, a plataforma nasceu com incidência na hospitalidade. Contudo, o objetivo é abranger todo o turismo a nível nacional, possuindo já outros setores de atividade em vista.

Victor Jorge

De acordo com os dados do World Travel & Tourism Council (WTTC), Portugal regista uma escassez de mão-de-obra, estimando a entidade internacional que faltam preencher cerca de 50.000 empregos no setor do turismo. Num setor que funciona 24 horas, sete dias por semana, 365 dias por ano, o problema dos recursos humanos nunca foi tão premente como agora, com a pandemia a “agudizar uma questão que, contudo, já existia há muito tempo”, admite João Silva Santos, COO da empresa portuguesa merytu, solução tecnológica que une profissionais independentes e empresas da área da hospitalidade de forma inovadora, simples e eficaz, e um dos quatro sócios fundadores, a quem se junta a Portugal Ventures.

Conhecidas as dificuldades em recrutar colaboradores para funções essencialmente operacionais, principalmente na hotelaria e restauração, é neste universo que a merytu se posiciona, neste momento, oferecendo, através da plataforma tecnológica, o melhor “match” entre quem necessita de preencher uma vaga e quem procura, de forma flexível, ter uma ocupação, sem colocar “em risco” o “novo” modo de vida que a pandemia trouxe.

Centrado no turismo, mas não só
A atuar no mercado há pouco mais de um ano, a merytu possui 260 empresas a confiar no modelo apresentado pela plataforma de emprego e mais de 1.300 perfis de profissionais independentes inscritos e uma média de 60 registos diários, oferecendo, neste momento, 18 funções, abrangendo perto de 80% das funções na hotelaria e restauração. “O objetivo é ampliar a oferta e possuímos um roadmap de desenvolvimento muito rápido, de modo a chegar ao turismo na sua plenitude”, salienta o responsável pela empresa. Segundo João Silva Santos, “a ideia é estarmos em todas as frentes do turismo”, admitindo que “existem outros setores que já demonstraram o interesse pela plataforma”, como, por exemplo, a construção ou saúde.

“Compreendemos que o nosso time to market seria muito mais veloz, já que a nossa rede está muito bem estabelecida e vai ao encontro das atuais necessidades do mercado. Compreendemos, também, que seria necessário adaptar as necessidades das empresas à ‘nova’ realidade de quem procura emprego e vice-versa e onde a flexibilidade e disponibilidade são fatores chave”, considera o COO da merytu.

A pandemia trouxe novos desafios, nomeadamente, no equilíbrio que estas gerações mais novas pretendem dar à sua vida pessoal e profissional”

“A pandemia trouxe novos desafios, nomeadamente, no equilíbrio que estas gerações mais novas pretendem dar à sua vida pessoal e profissional”. Daí não é de estranhar que é, sobretudo, na “Geração Z” que a plataforma tem a sua incidência mais concreta, evidenciando João Silva Santos as novas tendências da empregabilidade com que se aceita um compromisso profissional em qualquer parte do país. Contudo, frisa que a merytu “não exclui ninguém”, revelando que existem pessoas na faixa dos 50 e poucos que, de repente, ao perderem um vínculo de longa duração, se registam na plataforma para dar seguimento à experiência que adquiriram e onde “têm realmente uma oportunidade de estar em pé de igualdade com os outros”, admitindo que a idade “não é um fator, mas antes a performance. Hoje pode estar-se a trabalhar durante três ou quatro semanas no Porto, depois duas ou três semanas no Algarve. Atualmente, as pessoas já não querem horários das nove às cinco. Esse agora é o novo paradigma dos recursos humanos no setor do turismo”.

Eventualmente, a classificação mais correta para a merytu é vê-la como um “marketplace” para o emprego flexível e onde as urgências de última hora encontram resposta. “Não vimos substituir os contratos de trabalho, estamos cá para complementá-los”, frisando João Silva Santos que “os gestores de recursos humanos estão cada vez a utilizar-nos mais como uma ferramenta para suprir necessidades que de outra forma talvez não conseguiriam, já que o tempo de aferir, num processo de seleção, um profissional ou de ter o work assembly, é demorado”. Ou seja, “somos uma ferramenta, não somos uma agência, nem nos substituímos à expertise do profissional de recursos humanos. Complementamos com tecnologia uma necessidade do mercado de trabalho na área do turismo”.

João Silva Santos refere que a fundação da merytu “foi realmente algo circunstancial que veio trazer uma oportunidade e uma pertinência superior”. Se antes da pandemia já havia, por parte de muitos decisores, alguma necessidade de pensar diferente, com a pandemia “houve uma aceleração”. Certo é que para o COO da empresa, “as pessoas não desapareceram”, o que acontece agora é que as pessoas “necessitam de ser valorizadas de uma forma muito diferente”.

Ajustar procura e oferta
É aqui que entram os três pilares fundamentais pelas quais a merytu se rege: rendimentos, tempo e flexibilidade. “Pagando mal ou bem, há comparativos com outros setores”, destacando João Silva Santos a taxa de licenciados (cerca de 40%) que abandonam o setor do turismo e, especialmente, o da hospitalidade. “Isto dá-nos pistas de que alguma coisa tem de mudar”, admite, colocando, igualmente, enfâse no desenvolvimento de carreiras. Ou seja, “se invisto o meu tempo a tirar uma licenciatura e em conhecimentos académicos também procuro um plano de carreira concreto e não teórico”.

A empresa, através da aplicação, indica uma referência remuneratória “20% acima da média do que as funções ganhariam em contexto tradicional”, salientando que “não controlamos nem queremos controlar as remunerações”.

Os pilares do tempo e da flexibilidade estão interligados, frisando João Silva Santos que “valorizamos o tempo das pessoas, trazendo uma oportunidade de equilibrar o fator pessoal e profissional de uma forma inédita. E dá um exemplo: “Se um profissional de sala quiser manter a prática do surf todos os dias de manhã e conseguir na aplicação aceitar convites numa unidade que regularmente o convoca a partir do turno da tarde, naturalmente que quererá o melhor de dois mundos”. Ou seja, consegue encaixar o trabalho na vida pessoal e vice-versa.

Do lado das empresas, o “segredo” passa por suprimir uma necessidade urgente e temporária, sem existir um vínculo laboral que traria custos à empresa, podendo contar com um profissional à medida, num modelo aberto, no que João Silva Santos diz ser um “abrir de porta”. “Não somos intermediários, somos facilitadores e é realmente este matching que acontece e é uma mais-valia para todos. A rapidez de identificação, podendo existir um compromisso em dez minutos, traz uma agilidade inédita para um setor que anda sempre à velocidade da luz”.

De acordo com João Silva Santos, é o “contexto realtime que muda as regras do jogo”, não se tratando somente de uma plataforma onde se “despeja” o CV. “A nossa forma de estar no mercado responde efetivamente aos atuais desafios do setor do turismo, pelo facto de ser verdadeiramente atrativo para os profissionais e empresas”, refere o responsável da empresa, admitindo que a proposta de valor baseia-se no “equilíbrio e na cooperação e é totalmente ajustada às expetativas de ambas as partes. Por um lado, as empresas encontram na merytu uma solução ágil de reforçarem as suas equipas, com profissionais qualificados e motivados, à medida das suas necessidades. Por outro, os profissionais deste ramo conseguem finalmente encontrar a liberdade e flexibilidade de horários, que tanto necessitam para equilibrar a vida pessoal e profissional”.

Complementamos com tecnologia uma necessidade do mercado de trabalho na área do turismo”

Expansão nacional
A atuar em todo o território nacional, o trabalho do departamento comercial da merytu desenvolve-se não junto de quem procura colocação, mas sim junto das empresas que colocam essas vagas, ou melhor, “gigs”, na plataforma. João Silva Santos destaca, de resto, o fator humano que “não é muito comum em tecnologia”. Cada empresa que se regista recebe um follow-up através do customer service que funciona sete dias por semana, referindo o responsável que “muitas empresas ficaram surpreendidas por serem contactadas por profissionais de uma aplicação que instalaram num telefone, situação que nunca tinha acontecido antes”. Contudo, refere, “isto é fundamental para que as pessoas tenham confiança, já que se surgir algum problema, sabem que existe alguém para ajudar”.

“A tecnologia não vai substituir o fator humano”, considera João Silva Santos, frisando que “o trabalho que temos com os nossos clientes é de compromisso total”.

Presente nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, a merytu ambiciona crescer a curto prazo para outros pontos do país, nomeadamente Algarve e lha da Madeira. A expectativa é chegar até ao final do ano de 2022 com mais de 2.000 perfis profissionais inscritos na plataforma, assim como contar com 300 empresas ativas.

Como funciona a merytu?

A ligação entre empresas e profissionais acontece da seguinte forma: as empresas submetem os seus convites de compromissos profissionais, de acordo com as respetivas necessidades, indicando as funções e níveis de experiência pretendidos, datas, horários, duração dos serviços e ainda, outras competências necessárias para o desempenho das funções pretendidas.
De forma automática, a merytu faz o match entre as empresas e os profissionais com o perfil desejado, disponíveis para aceitar os convites. Após a prestação do serviço, as empresas avaliam o desempenho do profissional de acordo com vários parâmetros definidos, garantindo desta forma a transparência e, em simultâneo, os profissionais avaliam as respetivas experiências nessas empresas. Esta avaliação permite aos profissionais evoluírem de acordo com o seu mérito, podendo aumentar o seu valor por hora e, por outro lado, permite às empresas encontrar profissionais com as qualificações que desejam, bem como diferenciarem-se em termos de Employer Branding, através da classificação que recebem.
Trata-se de uma solução win-win, que responde às tendências do setor, através da qual os profissionais poderão encontrar oportunidades de trabalho flexíveis e construir as suas carreiras autonomamente, com possibilidades de evolução baseadas no desempenho. Para as empresas as mais valias também são notórias. Através da plataforma o processo de identificação de profissionais é contínuo – 24/7 – não havendo trabalho administrativo envolvido, nem dependência de intermediários. O acesso ao perfil dos profissionais é feito de forma imediata e em minutos é efetuada a correspondência entre profissional e empresa. A seleção é feita pelo nível de experiência pretendido, assim como pelo feedback de performance detalhado e, por essa razão, o match é, em regra, eficaz. Por sua vez, este método é também uma mais-valia para profissionais juniores, experientes ou até mesmo pessoas que desejem mudar radicalmente de área, ajudando-as a perceber o seu verdadeiro potencial, promovendo o seu desenvolvimento pessoal e profissional, adquirindo conhecimentos e competências técnicas on-the-job.

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Nova política de passaportes impacta negativamente o mercado das viagens estudantis no Reino Unido

A eliminação da “List of Travellers” por parte do Governo britânico impossibilita a viagem de estudantes somente o Cartão de Identificação em vez de passaporte. Uma análise diz, agora, que o impacto pode chegar aos 1,7 mil milhões de euros para a economia britânica.

Victor Jorge

De acordo com uma análise realizada junto de 82 operadores turísticos europeus, o número de estudantes que visitaram os Reino Unido, em 2022, caiu 83% face a 2019.

Esta quebra deve-se à nova política de passaportes e à eliminação da “List of Travellers” pela qual os grupos organizados de estudantes, acompanhados de professores, podiam viajar até ao Reino Unido utilizando somente o Cartão de Identificação em vez de passaporte.

As contas feitas pelos responsáveis pela análise – Tourism Alliance, UKinbound, English UK, BETA e ETOA – avançam que esta realidade significa uma quebra de mais de 700 milhões de libras por ano (cerca de 800 milhões de euros) à economia britânica.

Os autores da análise referem que “existe agora uma exigência para que todos esses alunos devem ter um passaporte completo. Este é um documento que muitas crianças da UE normalmente não precisam para viajar pela maior parte da Europa, e muitas não têm este documento”.

Na análise é ainda salientado que “os números variam de país para país, mas, por exemplo, estima-se que apenas 35% das crianças italianas em idade escolar tenham passaporte. O custo (entre €50 e €120) e os encargos administrativos para obter esses documentos são uma barreira substancial para aqueles que consideram uma viagem ao Reino Unido”.

Em 2019, o Reino Unido recebeu 1,2 milhão de estudantes de países da UE que vieram para aprender inglês, conhecer a história e a cultura do país ou participar de eventos culturais e desportivos, calculando que tenham gasto cerca de mil milhões de libras (cerca de 1,2 mil milhões de euros) na economia local, sustentando perto de 17.000 empregos, admitindo-se que “são um componente significativo das atividades de ‘soft power’ do Reino Unido”.

A análise destaca ainda que “não se espera que o setor recupere, pois os operadores indicam que o número de grupos escolares que enviarão para o Reino Unido, em 2023, diminuirá em pelo menos 60%, o que significa uma perda adicional de receita para a economia do Reino Unido de 600 milhões de libras (cerca de 700 milhões de euros).

Richard Toomer, diretor executivo da Tourism Alliance, refere que “as viagens de grupo de estudantes eram um mercado importante para a economia do Reino Unido. Há muitas razões pelas quais esses grupos gostariam de visitar o Reino Unido para eventos desportivos, visitas culturais, eventos e muito mais. O que aconteceu com a outrora forte indústria de escolas de inglês do Reino Unido é um excelente exemplo dos danos causados por esta política e, como resultado, o país está a perder quase 1,5 mil milhões de libras [mais de 1,7 mil milhões de euros] em receita de exportação”.

Assim, Toomer conclui que “o Governo deve restabelecer a ‘List of Travellers’ urgentemente ou um esquema de viagens de grupo de jovens semelhante, reconhecendo o risco extremamente baixo representado por essas crianças viajantes, o custo insignificante e o impacto económico positivo”.

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Emirates regressa aos lucros, mas admite que “o horizonte não é isento de ventos contrários”

Face ao mesmo período de 2021-2022, a Emirates passou, no primeiro semestre do ano fiscal 2022-2023, de prejuízos de prejuízos de 1,6 mil milhões de euros para lucros de 1,1 mil milhões de euros.

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A Emirates registou, no primeiro semestre do ano fiscal 2022-2023, um incremento nas receitas de 131% face a igual período do ano passado, fazendo com que atingissem 13,7 mil milhões de dólares (cerca de 13,6 mil milhões de euros). Já os lucros passaram de um prejuízo de 1,6 mil milhões de dólares (cerca de 1.588 milhões de euros) no período homólogo do exercício transato para 1,1 mil milhões de dólares (1.092 milhões de euros).

Em comunicado, o grupo Emirates refere que “os resultados revelam a capacidade da companhia aérea para satisfazer a forte procura de passageiros em todas as regiões, com aumento da capacidade e produtos de alta qualidade”.

Os custos operacionais da Emirates aumentaram 73% face a um crescimento global da capacidade de 40%, principalmente devido ao aumento substancial dos preços dos combustíveis que mais do que triplicou em comparação com o mesmo período do ano passado. Isto deveu-se principalmente a um aumento de combustível de 65%, em linha com o aumento das operações de voo, e à duplicação dos preços médios do petróleo durante este período. O combustível, que foi a maior componente do custo operacional da companhia aérea nos ciclos de informação pré-pandémicos, representou 38% dos custos operacionais, um dos rácios mais elevados de sempre, em comparação com os 20% nos primeiros seis meses do ano passado.

Impulsionado pela forte procura e pelo aumento das operações durante os seis meses, o EBITDA da Emirates cresceu quase três vezes para 4 mil milhões de dólares em comparação com os 1,4 mil milhões de dólares para o mesmo período do ano passado.

A Emirates transportou 20 milhões de passageiros entre 1 de abril e 30 de setembro de 2022, um aumento de 228% em relação ao mesmo período do ano passado.

Em junho, a Emirates iniciou as operações para Tel Aviv, um novo destino. Expandindo as opções de conectividade para os passageiros, a Emirates anunciou acordos de codeshare e interline com 12 companhias aéreas nos primeiros seis meses de 2022-23: Airlink, AEGEAN, ITA Airways, Air Baltic, Air Canada, Bamboo Airways, Batik Air, Finnair, Royal Air Maroc, Sky Express, Sun Country Airlines, e United Airlines.

Com a chegada de novos aviões de passageiros apenas prevista para 2024, a Emirates iniciou este mês o seu programa multibilionário para equipar 120 aviões com os seus mais recentes interiores de cabine e produtos.

A Emirates continuou a introduzir novos produtos e inovações para cumprir a sua promessa de “Fly Better”, incluindo menus melhorados em todas as classes de cabine, e o lançamento de um novo programa de hospitalidade para elevar o serviço de formação e de execução.

Em agosto, a Emirates lançou a sua experiência Premium Economy para dar uma resposta extremamente positiva e “reservada” aos passageiros nos seus voos para Londres, Paris e Sydney. A Emirates tenciona introduzir o seu produto Premium Economy em mais cinco rotas antes do final de 2022-23, à medida que mais aviões estejam equipados com estes assentos.

Para Ahmed bin Saeed Al Maktoum, presidente e CEO da Emirates Airline Group, “desempenho histórico do Grupo nos primeiros seis meses de 2022-23 é o resultado de um planeamento antecipado, de uma resposta comercial ágil e dos esforços da nossa talentosa equipa”.

O Sheik Ahmed refere ainda, em comunicado, que “a recuperação das nossas operações acelerou-se, à medida que mais países facilitavam e levantavam as restrições de viagem”, salientando que “estávamos prontos e entre os primeiros a servir a forte procura dos clientes graças aos nossos sólidos planos de negócios, ao apoio dos nossos parceiros industriais, e aos nossos investimentos contínuos em pessoas, tecnologia, produtos e serviços”.

“Nos próximos meses, continuaremos concentrados em reconduzir as nossas operações a níveis pré-pandémicos e em recrutar as competências certas para as nossas necessidades atuais e futuras”, frisa ainda o responsável máximo do grupo Emirates.

Assim, conclui, “esperamos que a procura dos clientes em todas as nossas divisões comerciais se mantenha forte no 2.º semestre de 2022-23. Contudo, o horizonte não é isento de ventos contrários, e mantemo-nos atentos aos custos inflacionários e a outros macro desafios, tais como o fortalecimento do dólar americano e as políticas fiscais dos principais mercados”.

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Secretária de Turismo dos Açores acusa PS de “desinformação premeditada” sobre o setor

Berta Cabral informou que o Plano Anual Regional para 2023 contempla um investimento público em matéria de turismo que ascende a 13,5 milhões de euros, indicando que, em comparação com o ano de 2022, não foram considerados, para efeitos de estruturação do Plano, 10 milhões de euros correspondentes à alavancagem operada pela Associação de Turismo dos Açores (ATA) através de fundos comunitários.

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A secretária do Turismo dos Açores criticou o PS regional por uma “lamentável e premeditada desinformação” quanto às verbas previstas para o setor no Plano Regional para 2023, notando que ascendem a 13,5 milhões de euros.

“O Plano Anual Regional para 2023 contempla um investimento público em matéria de turismo que ascende a 13,5 milhões de euros”, indicou a governante, em resposta a críticas do PS.

“A secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas vem denunciar a lamentável e premeditada desinformação gerada, em declarações públicas, pelo deputado Carlos Silva, do grupo parlamentar do PS, no que concerne às verbas alocadas à promoção e à sustentabilidade turística no Plano Anual Regional de 2023”, lê-se na nota de imprensa do executivo de coligação PSD/CDS-PP/PPM.

De acordo com Berta Cabral, o deputado “foi amplamente elucidado, em sede de audição na Comissão Especializada de Economia da Assembleia Legislativa sobre este tema mas, infelizmente, opta por insistir em veicular informação que sabe ser incorreta”.

A responsável indicou que, “em comparação com o ano de 2022, não foram considerados, para efeitos de estruturação do Plano, 10 milhões de euros correspondentes à alavancagem operada pela Associação de Turismo dos Açores (ATA) através de fundos comunitários”.

Isto, porque, “esta entidade não se encontra no perímetro do Setor Público Empresarial dos Açores na sequência da decisão do anterior Governo, do PS, em inexplicavelmente desvincular-se dessa associação”, acrescentou.

“Não obstante, mantêm-se todos os pressupostos e a expetativa de que essa alavancagem seja garantida pela ATA, através do seu plano de atividades e logo que o PO Açores 2030 esteja aprovado, sem que exista qualquer redução nas verbas alocadas à promoção turística da região”, frisou.

A secretária regional notou também que 2022 está a comprovar a recuperação do setor do turismo nos Açores no pós-pandemia de covid-19, “apresentando o melhor desempenho de sempre, mesmo perante uma conjuntura internacional extremamente adversa”.

Por esse motivo, justificou, foram descontinuadas várias medidas extraordinárias de apoio ao setor já em 2022.

Berta Cabral garantiu ainda que o desenvolvimento sustentável do turismo é e continuará a ser uma prioridade do Governo dos Açores e que, “prova disso é o reconhecimento internacional inédito de que a região tem sido alvo, em particular nos meses mais recentes”.

A responsável pela pasta do Turismo no Governo dos Açores lembrou, igualmente, que está em curso o procedimento de contratualização pública para a revisão do Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores (PEMTA).

Só “após estar concluído esse trabalho – que se perspetiva para o verão IATA de 2023 – se irá dar sequência à revisão de instrumentos operacionais, como o Plano de Ordenamento Turístico da Região Autónoma dos Açores (POTRAA), documento que os anteriores Governos do PS negligenciaram e que suspenderam parcialmente durante mais de 10 anos”, acrescentou.

Recorde-se que o PS/Açores acusou o Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) de, em 2023, “cortar em quase 13 milhões de euros” as verbas para a promoção e sustentabilidade do turismo na Região.

Carlos Silva alertou ainda para “a falta do Plano de Ordenamento Turístico da Região Autónoma dos Açores (POTRAA) e a ausência ainda de um plano estratégico e de marketing para os próximos anos”, o que “agudiza as preocupações dos empresários e a incerteza que se irá viver no próximo ano”.

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Grupo Altis Hotels tem nova direção de marketing e comunicação

A nova diretora de Marketing e Comunicação do grupo Altis Hotels ficará com a definição estratégica do grupo hoteleiro para as atividades de marketing, comunicação e digital a seu cargo

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Matilde Blanc é a nova diretora de Marketing e Comunicação do grupo Altis Hotels. A nova responsável pelo departamento ficará com a definição estratégica do grupo hoteleiro para as atividades de marketing, comunicação e digital a seu cargo.

Licenciada em Gestão Hoteleira e Administração pela Universidade Europeia, em Lisboa, e com mestrado em Marketing Digital e Ebusiness pela universidade IED em Madrid, Matilde Blanc tem mais de 10 anos de experiência no setor hoteleiro de luxo.

Em 2017 assumiu a direção de marketing e ecommerce do Villa Magna Hotel, em Madrid, e, em 2019, integrou os quadros da agência Irlandesa Core Optimisation, como Senior Strategist & Business Manager para o portfolio de hotéis de 5 estrelas independentes em Inglaterra e Irlanda.

Matilde Blanc chega aos Hotéis Altis com um objetivo claro de digitalização, salientando que “as ferramentas digitais que temos disponíveis atualmente são essenciais para um acompanhamento personalizado e cada vez mais próximo dos nossos clientes”.

A nova diretora de Marketing e Comunicação do grupo Altis Hotels refere ainda, em comunicado que, “vamos marcar a diferença com a implementação de estratégias diferenciadas que nos permitam garantir uma experiência única a todos os que nos visitam e usufruem das nossas unidades hoteleiras”.

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