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NOS Alive vai contar com 21 mil visitantes estrangeiros

NOS Alive’17 deverá contar com cerca de 21 mil visitantes estrangeiros, abaixo dos 32 mil contabilizados na edição do ano passado.

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NOS Alive vai contar com 21 mil visitantes estrangeiros

NOS Alive’17 deverá contar com cerca de 21 mil visitantes estrangeiros, abaixo dos 32 mil contabilizados na edição do ano passado.

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O festival NOS Alive’17 deverá contar com cerca de 21 mil visitantes estrangeiros, número que fica abaixo dos 32 mil participantes internacionais contabilizados na edição do ano passado, revelou esta quarta-feira a organização do evento.

De acordo com a organização, a redução do número de estrangeiros indica que os portugueses deverão, este ano, estar em maior número no festival, cujo recinto tem capacidade para 55 mil pessoas e está já esgotado.

“Portugal era conhecido como o país dos 3 ‘efes’ – fado, futebol e Fátima -, mas agora é dos 4 ‘efes’, com os festivais. Estamos a evoluir e a música é um território ganhador”, afirmou Álvaro Covões, director da Everything is New, promotora do evento, segundo a Lusa.

O responsável considera que houve um tempo em que era difícil atrair espectadores para os festivais de música, mas defende que hoje os festivais são um factor de atracção de turismo interno e externo.

“Chegámos a um bom momento da música”, afirmou Álvaro Covões, estimando que o impacto económico do NOS Alive no país ronde os 55 milhões de euros e considerando que o efeito do festival na economia nacional poderá crescer ainda mais.

Este ano, pela primeira vez, o Alive fez uma parceria com o festival madrileno MED Cool e criou um bilhete que dará acesso a um dia nos dois eventos e que deverá ser colocado à venda na quinta-feira, dando acesso ao dia 06 de julho do festival espanhol e ao dia 07 de julho do NOS Alive.

O NOS Alive decorre entre 06 e 08 de julho, no Passeio Marítimo de Algés e conta com artistas como Foo Fighters, Depeche Mode, The Weeknd, Spoon, Phoenix e The XX.

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México recebe mais de 20 milhões de turistas em 2022

A chegada de turistas internacionais por via aérea registou, em 2022, um aumento superior a 46% face ao ano anterior. EUA, Canadá e Colômbia representam mais de 75% dos turistas internacionais.

O Ministério do Turismo do México informou que, em 2022, chegaram 20,6 milhões de turistas internacionais por via aérea, correspondendo a um aumento de 46,3% em relação ao ano anterior.

A maioria dos turistas internacionais veio dos Estados Unidos da América, Canadá e Colômbia, número que, segundo as entidades oficiais, totalizou 15,6 milhões no total, um aumento de 39,5% em relação a 2021.

Foram registados cerca de 4.981.000 turistas de outras nacionalidades, representando um aumento de 72,7% em relação a 2021, o que equivale a uma quota de mercado de 24,2%.

Os principais destinos turísticos são Cancun, no Caribe mexicano, e Los Cabos, no estado de Baja California Sur.

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Noruega estuda implementação de taxa turística

Como muitos outros destinos europeus, a Noruega está a estudar a implementação de uma taxa de turismo para conter a chegada massiva de viajantes ao país, confirmou o Ministério das Finanças, que esclareceu que a medida entraria em vigor em 2024.

Hoje, a Noruega recebe cerca de 10 milhões de turistas por ano, um número muito inferior ao dos destinos mais massificados na Europa, mas o turismo já está a gerar multidões em localidades populares e, consequentemente, conflitos com os locais.

Concretamente, as ilhas Lofoten (no norte do país) e Bergen (conhecida como “a porta de entrada para os fiordes”) são alguns dos destinos que mais recebem navios de cruzeiro e grupos de turistas, pelo que seriam os primeiros a implementar esta nova taxa.

De facto, algumas localidades já têm políticas para reduzir o número de turistas: no centro histórico de Bergen e em Pulpit Rock (uma formação rochosa no Lysefjord) há um limite diário de autocarros de turismo, enquanto em Svalbard há um máximo permitido de cruzeiros por dia.

O objetivo da implementação do imposto, conforme explicado pelo Ministério das Finanças norueguês, é distribuir em localidades menores e mais remotas o que é arrecadado graças à atividade turística.

 

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Hotéis de Macau fecham 2022 com segunda pior taxa de ocupação de sempre

A taxa de ocupação hoteleira em Macau foi de 38,4% no ano passado, o segundo valor mais baixo em mais de duas décadas, e menos 11,7 pontos percentuais do que em 2021.

Segundo dados oficiais que remontam a 1997, o pior ano para os hotéis do território foi 2020, no início da pandemia de covid-19, com uma taxa de ocupação de 28,6%, devido à proibição que durante vários meses a China impôs às viagens para Macau.

A cidade registou em 2022 5,11 milhões de hóspedes, ou seja, menos 22,8% em termos anuais, nos cerca de 37 mil quartos disponíveis nos 123 hotéis, indicou, em comunicado, a Direção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC).

Em dezembro, a taxa de ocupação hoteleira na região administrativa especial chinesa fixou-se em 42,8%, menos 12 pontos percentuais do que no mesmo mês de 2021, enquanto o número de hóspedes caiu 29,8% para 457 mil.

O número de visitantes baixou drasticamente no território desde o início da pandemia de COVID-19.

Macau, que à semelhança do interior da China seguia a política ‘zero covid’, apostando em testagens em massa, confinamentos de zonas de risco e quarentenas, anunciou em dezembro o cancelamento da maioria das medidas de prevenção e contenção, após quase três anos de rigorosas restrições.

Com o alívio das medidas de prevenção contra a COVID-19, a cidade registou 451 mil visitantes durante a semana do Ano Novo Lunar, quase o triplo de 2022, avançou no domingo a Direção dos Serviços de Turismo.

As autoridades salientaram ainda, em comunicado, que a média da taxa de ocupação hoteleira foi de 85,7%, com um pico no terceiro dia do Ano Novo Lunar (24 de janeiro), de 92,1%.

No mesmo comunicado, a DSEC revelou que em dezembro o número de visitantes que participaram em excursões organizadas foi de 6.100, mais do dobro face ao mês homólogo de 2021, mas muito longe do valor de 543.000 registado em dezembro de 2019.

A 21 de janeiro, o chefe do Governo de Macau, Ho Iat Seng, afirmou ainda não saber “se é possível concretizar, dentro de uma ou duas semanas, a retoma das excursões” da China continental para Macau, algo anunciado em setembro.

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Trypor associa-se à APENO para promover e desenvolver enoturismo

De acordo com a TYRPOR, esta parceria com a APENO permitirá que a empresa “expanda ainda mais sua presença no mercado de enoturismo em Portugal”.

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A TRYPOR, empresa na área de enoturismo, fechou uma parceria com a APENO – Associação Portuguesa de Enoturismo para promover e desenvolver o setor do enoturismo.

Como resultado dessa parceria, a TRYPOR estará presente no 1.º encontro nacional dos profissionais de enoturismo a 31 de Janeiro, em Lisboa.

De acordo com a TYRPOR, esta parceria com a APENO permitirá que a empresa “expanda ainda mais sua presença no mercado de enoturismo em Portugal”.

O encontro nacional dos profissionais de enoturismo é um evento importante para a indústria, reunindo players do setor para discutir tendências, oportunidades e desafios. “Acreditamos que esta parceria permitirá que a TRYPOR amplie sua presença no mercado de enoturismo e, simultaneamente, contribuir positivamente para impulsionar o crescimento do setor”, afirma o Managing Partner da TRYPOR, Pedro Valle Abrantes .

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Machu Picchu está vazio de turistas

O portão de entrada de Machu Picchu, no Peru, está completamente vazio de turistas. Os violentos protestos no país espantam visitantes desde dezembro de 2022, o que afeta comunidades inteiras que dependem do turismo neste popular destino.

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A economia do país andino se baseia, sobretudo, no turismo, uma importante fonte de emprego que atraía cerca de 4,5 milhões de visitantes antes da pandemia. Em questão de semanas, porém, a situação mudou em Ollantaytambo, localidade a cerca de 60 quilómetros de Cusco, onde cerca de quatro mil visitantes chegavam, diariamente, durante estação alta, para visitar Machu Picchu. Hoje vê apenas cerca de 100 pessoas chegarem aos fins de semana. Estes são os dois únicos dias permitidos pelos manifestantes, uma concessão para que os habitantes possam sobreviver.

Segundo dados do Ministério do Turismo, a crise está a custar 6,5 milhões de dólares diários, com uma queda de 83% na ocupação hoteleira.

Por sua vez, o diretor regional de turismo, Abel Alberto Matto Leiva, citado pela imprensa local, explica que, em Cusco, “75% da população trabalha direta, ou indiretamente, com turismo” numa cadeia que inclui 2.500 agências de viagens, alimentação, alojamento e transporte.

O vice-presidente da Câmara Hoteleira de Cusco, Henry Yabar, afirma que a crise política foi um golpe “fatal” para o turismo e relata que houve “95% de cancelamentos” nas reservas hoteleiras. Segundo avançou, dos 12 mil hotéis e pousadas de Cusco, “entre 25% e 30% (os menores) já faliram”.

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Morgado Golf Course celebra 20 anos com um conjunto de iniciativas

Um conjunto de iniciativas ao longo do mês de fevereiro vão marcar as celebrações de duas décadas de existência do Morgado Golf Course, em Portimão (Algarve).

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O Morgado Golf Course, campo de golfe do grupo NAU Hotels & Resorts, em Portimão, celebra o seu 20º aniversário no próximo mês de fevereiro e promove um conjunto de iniciativas especiais com o objetivo de reforçar a sua ligação com os praticantes da modalidade.

Para assinalar o seu 20º aniversário, no dia 3 de fevereiro, 6ª feira, terá lugar um sorteio especial no qual podem participar todos os golfistas que joguem nos campos do Morgado Golf Course nesse dia. Serão premiados dois vouchers de duas noites de estadia em quarto duplo em regime de meia pensão com dois green fees e aluguer de buggie.

Ainda no dia de aniversário, o preço dos buggies será especialmente de 20 euros, em vez dos 50 euros habituais. Este dia contará ainda com uma cerimónia de partilha de bolo de aniversário pelas 15h00.

Aberto pela primeira vez a 3 de fevereiro de 2003, o Morgado Golf Course assume-se como um campo que é um desafio tanto para os que estão a dar os primeiros passos na modalidade, quanto para os jogadores mais experientes que procuram colocar à prova ou aperfeiçoar a sua técnica.

Rodeado de natureza e instalado num vale do interior algarvio, o campo de golfe do Morgado conta com 18 buracos e o cartão apresenta um PAR de 73 pancadas. O seu percurso apresenta as caraterísticas de um campo links – com fairways planos e bunkers de inspiração escocesa -, mas que em vez de estar junto ao mar como os tradicionais links, está inserido numa zona de parkland. Atualmente, o Clube do Morgado Golf Course conta com cerca de 200 membros ativos.

Refira-se que durante três anos consecutivos (2017, 2018 e 2019) o Morgado Golf Course foi o anfitrião do histórico Open de Portugal, além de vários eventos da PGA Portugal e do Portugal Pro Golf Tour. Tem acolhido ainda diversos torneios de nível amador da Federação Portuguesa de Golfe (Campeonato Nacional Absoluto e Campeonato Nacional de Clubes), e acolhido diversos torneios de cariz social.

 

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Cabo Verde: Número de turistas atinge 90% do recorde de 2019

Em 2022, Cabo Verde terá recebido mais de 700 mil turistas, o que corresponde a cerca de 90% do recorde de 819 mil entrados no país em 2019.

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Esta previsão foi avançada pelo ministro cabo-verdiano do Turismo e Transportes, mas ainda não confirmada pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

“Pelos nossos números já recebidos – e ainda não confirmados pelo Instituto Nacional de Estatísticas [INE] – poderão estar a atingir os 700 mil turistas que tenham chegado a Cabo Verde, isto significa 90% daquilo que nós recebemos em 2019, são números interessantes”, revelou Carlos Santos, citado pela Lusa.

Em declarações aos jornalistas no âmbito do segundo Conselho do Ministério do Turismo e Transportes, realizado na cidade da Praia, o governante espera que “se não houver essas perturbações internacionais, uma escalada inflacionária no segundo semestre, nós podemos chegar aos números de 2019″, notando que “a recuperação chegou”, após a procura turística cair mais de 60% em 2020, devido às restrições impostas para conter a pandemia de covid-19.

Depois dessa queda, o ministro disse, conforme notícia da Lusa, que país está a tornar-se num “destino muito apreciado pelos turistas”, que têm um perfil diferente, estando à procura de outro tipo de produto, nomeadamente cultural e gastronómico, o que “exige de nós uma preocupação e cuidados maiores, no sentido de disponibilizarmos serviços com qualidade, segurança e higiene alimentar, segurança das pessoas e acessibilidades”, apontou Carlos Santos, fatores que podem também representar oportunidades para investidores e empreendedores, sobretudo os mais jovens.

Para fomentar o turismo, o ministro destacou que o governo está a trabalhar em várias frentes, designadamente no incentivo a operadores aéreos turísticos para o arquipélago, para diversificar a proveniência dos turistas e aumentar ainda mais a contribuição deste setor, que garante 25% do Produto Interno Bruto (PIB) de Cabo Verde.

O Conselho do Ministério do Turismo e Transportes teve como foco o Programa Operacional do Turismo (POT) 2022-2026, que reflete a visão e ambição do Governo nesta que é o principal setor de atividade económica do país, e com os transportes, contribuem para 35% do PIB.

Orçado em cerca de 200 milhões de euros para os próximos quatro anos, o ministro revelou que já foram mobilizados cerca de 50% desse valor, através do Banco Mundial e do Fundo do Turismo, tendo como objetivo “estruturar bem” a oferta turística do arquipélago.

Boa parte do montante destina-se a melhorar as infraestruturas turísticas, mas o país quer apostar muito na apresentação e promoção do destino. “Sem perder de vista a sustentabilidade, que hoje é um princípio norteador do crescimento”, salientou o governante.

Uma das metas do programa é fazer com que 40% dos turistas que venham a chegar ao país em 2026 possam ir para outras ilhas, além das principais de sol e praia, como Sal e Boa Vista.

 

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Fotos de banco de imagens por Vecteezy
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Residentes em Portugal viajaram mais no 3.º trimestre de 2022, mas números ainda estão aquém de 2019

Os residentes em Portugal realizaram 8,2 milhões de viagens ao longo do 3.º trimestre de 2022 (+5,8% comparado com o mesmo período de 2021). Se em território nacional se registou uma quebra (-0,6% face a período homólogo de 2021), as viagens ao estrangeiro cresceram 109%. Comparado com 2019, as viagens não recuperaram.

Victor Jorge

No 3.º trimestre de 2022, os residentes em Portugal realizaram 8,2 milhões de viagens, o que correspondeu a um acréscimo de 5,9% face ao mesmo período de 2021, mas ficou ainda a 5,8% face ao trimestre homólogo de 2019, indicam os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

As viagens em território nacional corresponderam a 88,4% das deslocações (7,2 milhões), diminuindo 0,6% face ao 3.º trimestre de 2021, quebra menor que a registada face ao mesmo período de 2019, em que caíram 5,2%. Já as viagens ao estrangeiro, segundo avança o INE, cresceram 109%, encontrando-se ainda 10,6% abaixo dos níveis de 2019, totalizando 950,6 mil viagens.

Lazer domina viagens
O “lazer, recreio ou férias” foi a principal motivação para viajar no 3.º trimestre de 2022, contabilizando 5,5 milhões de viagens, +1,5% face ao 3.º trimestre de 2021, mas inferior em 4,9% face ao mesmo período de 2019, apesar da redução de representatividade (66,9% do total, -2,9 p.p.2 face ao 3.º trimestre 2021).

As deslocações nacionais referentes a esta motivação totalizaram 4,7 milhões de viagens (65,5%; -5 p.p.), enquanto as deslocações ao estrangeiro contabilizaram 737,7 mil viagens (77,6%; +18,8 p.p.).

Seguiu-se o motivo “visita a familiares ou amigos”, que cresceu 11,7% (-6,4% em relação ao 3.º trimestre de 2019), tendo atingido 2,2 milhões de viagens (26,4% do total, +1,4 p.p.). Neste capítulo foram realizadas internamente dois milhões de viagens correspondendo a 28,1%, +3,1 p.p.) enquanto ao estrangeiro realizaram mais de 129 mil viagens (13,6%, -12,4 p.p.).

Os “hotéis e similares” concentraram 31% das dormidas resultantes das viagens turísticas dos residentes no 3.º trimestre de 2022, reforçando a sua representatividade (+1,7 p.p.) e superando os níveis pré-pandemia (+3,7 p.p. face ao 3.º trimestre de 2019). O “alojamento particular gratuito” manteve-se como a principal opção de alojamento (54,5% das dormidas, -2,2 p.p.).

Preferência vai para julho
Analisando os três meses que compõem o trimestre, o INE refere que o número de viagens aumentou em todos: +10,6% em julho, +4,7% em agosto e +1,9% em setembro. Face aos mesmos meses de 2019, apenas em julho se registou um ligeiro acréscimo (+0,7%), dado que em agosto e setembro se observaram reduções de 9,2% e 7,4%, respetivamente.

No 3.º trimestre de 2022, 45,2% das viagens foram efetuadas recorrendo à marcação prévia de serviços (+3,3 p.p.), proporção que atingiu 94% (+10,8 p.p.) no caso de deslocações ao estrangeiro e 38,8% nas viagens em território nacional (-0,5 p.p.).

A internet foi utilizada na organização de 29,9% das deslocações (+4,6 p.p.), tendo este meio sido opção em 66% (+0,7 p.p.) das viagens ao estrangeiro e em 25,1% (+2,3 p.p.) das viagens em território nacional.

Os dados do INE mostram ainda que no 3.º trimestre de 2022, cada viagem teve uma duração média de 6,05 noites (6,17 no 3.º trimestre de 2021; 5,76 no 3.º trimestre de 2019). A duração média mais baixa foi registada no mês de setembro (4,04 noites), enquanto a mais elevada ocorreu em agosto (6,68 noites).

No 3.º trimestre de 2022, 40% dos residentes realizaram pelo menos uma deslocação turística, +0,7 p.p. face ao 3.º trimestre de 2021 (-2,3 p.p. comparando com o 3.º trimestre de2019). Numa análise mensal, registaram-se aumentos na proporção de residentes que viajaram em julho e agosto (+2,2 p.p. e +0,7 p.p., respetivamente, face aos mesmos meses de 2021), tendo diminuído ligeiramente em setembro (-0,1 p.p.). Em comparação com os mesmos meses de 2019, as variações observadas foram de -0,6 p.p., -1,6 p.p. e -1,3 p.p., respetivamente.

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Banco de Espanha refere expectativas “um tanto cautelosas” para o turismo espanhol para os próximos meses

O Banco de Espanha refere no seu primeiro relatório que o turismo em no país consolidou a recuperação, mas que ainda estão distante dos números de 2019. Para o futuro, o agravamento das perspectivas económicas globais condicionam a performance do setor, salientando a entidade que são necessários “investimentos para reformar e melhorar áreas turísticas, particularmente os pontos mais saturados e maduros”.

Victor Jorge

Depois de publicado o primeiro boletim económico referente ao setor do turismo, o Banco de Espanha (BdE) salienta a “consolidação da recuperação para níveis pré-pandemia, após a eliminação de, praticamente, todas as restrições à mobilidade internacional”, revelando, no entanto, que “os níveis de afluência de turistas ainda não recuperou na totalidade face a 2019, devido à debilidade registada no turismo de longo curso, em particular na Ásia”.

Não obstante, as receitas turísticas alcançaram já níveis pré-pandemia, impulsionados, em parte, por uma maior atração de turismo com maior capacidade de compra, refletindo “o aumento do peso relativo do alojamento hoteleiro de maior qualidade”.

As perspetivas de curto prazo “são positivas”, avança o BdE, em linha com a evolução dos indicadores de tráfego aéreo, embora o balanço de riscos apresente indicadores de uma baixa, devido à “deterioração das perspetivas económicas nos principais mercados emissores de turistas e a alta dos preços, que reduz a capacidade de gasto das famílias”, frisa o BdE.

A longo prazo, a evolução do turismo internacional está “condicionada pela possibilidade do setor continuar a melhorar a sua capacidade de atração de turistas com maior perfil de gasto, o que requer a consolidação de ganhos de qualidade e aprofundar a diversificação da oferta turística”, diz o BdE.

Globalmente, o Banco de Espanha refere que as expectativas para os próximos meses são “um tanto cautelosas, dada a incerteza relativamente ao agravamento das perspectivas económicas e aumento da inflação”.

Segundo a entidade bancária, a eliminação das restrições à mobilidade internacional entre os principais mercados de origem dos turistas para a Espanha ao longo de 2022 consolidou uma notável reativação dos fluxos turísticos. Assim, as chegadas de turistas não residentes a Espanha no verão, como um todo, ficaram 10,8% abaixo dos valores do mesmo período de 2019, ano em que foram atingidos máximos históricos, face a uma diferença de 50,4% na temporada de verão de 2021. No entanto, durante todo o verão, registou-se uma moderação da tónica de reativação da afluência de turistas internacionais, pelo que em setembro foi 11,6% inferior ao alcançado em 2019.

Poder de compra como “fator condicionante”
As perspetivas estão envoltas numa “grande incerteza”, diz o BdE. Por um lado, os fatores de suporte para a procura de viagens internacionais, como a procura estagnada e o rendimento acumulado durante a pandemia, previsivelmente “perderão força nos próximos meses”. Por outro lado, tenderão a exercer mais influência os fatores mais desfavoráveis que caracterizam a situação atual, entre os quais o destaque vai para a “evolução e repercussões da guerra na Ucrânia, a deterioração das perspectivas económicas dos principais mercados emissores de turistas e a erosão da capacidade do poder de compra das famílias causada pelo aumento da inflação”, salienta o relatório.

Na verdade, o BdE admite que “esses fatores negativos poderão estar a começar a concretizar-se na evolução mais desfavorável em outubro das pernoites em hotéis de britânicos e, principalmente, de alemães”.

Além disso, refere que “a perda do poder de compra pode levar a uma perda de atratividade em comparação com destinos alternativos do Mediterrâneo com níveis de preços mais baixos”. A esses fatores, o relatório acrescenta “a vulnerabilidade do setor turístico espanhol a episódios de fraqueza da libra esterlina”, dado que o Reino Unido constitui o primeiro mercado de origem de turistas do país.

Num horizonte de médio prazo, o turismo internacional em Espanha está fortemente dependente do transporte aéreo, cujo custo pode “encarecer no contexto da transição verde em que a UE está imersa, o que pode levar a um aumento dos custos dos voos devido às emissões geradas por este meio de transporte com tecnologia atual”, salienta o BdE. Esses possíveis efeitos poderiam afetar “mais intensamente o turismo de longa distância, no qual o peso das despesas com o transporte aéreo é elevado e, em certos segmentos das viagens de negócios, já que as empresas poderiam reduzir esse tipo de viagem para diminuir a pegada de carbono dos seus colaboradores”.

Adicionalmente, o BdE refere no relatório que “persistem dúvidas sobre o nível de equilíbrio do turismo de negócios, apesar do seu comportamento positivo ao longo de 2022, face aos progressos registados devido à digitalização da atividade empresarial, e o turismo asiático, que ainda permanece muito distante dos níveis pré-pandêmicos”.

Apesar destas fontes de incerteza, o relatório do Banco de Espanha destaca que Espanha é um destino turístico “atraente, pela sua perceção de destino seguro e pela qualidade das suas infraestruturas”.

Para manter essa atratividade, diz o BdE, “são necessários investimentos para reformar e melhorar áreas turísticas, particularmente os pontos mais saturados e maduros”. O Banco de Espanha salienta ainda que “o crescimento da receita do turismo poderia ser fortalecido com uma maior atração de um turismo com maior gasto médio”. Este objetivo exige, segundo o BdE, “preservar a melhoria da qualidade percebida dos serviços, reforçar a atratividade de Espanha como destino de negócios, urbano e cultural e adaptar-se a uma procura cada vez mais canalizada pelos meios digitais e vocacionado para um turismo mais personalizado, experiencial e com maior compromisso com sustentabilidade ambiental”.

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Novas descobertas arqueológicas enriquecem oferta turística de Cairo

O Egito revelou dezenas de novas descobertas arqueológicas, incluindo dois túmulos antigos, numa necrópole faraónica mesmo à saída da capital, o Cairo.

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Estas novas descobertas vão permitir enriquecer a oferta turística do destino, setor que recolhe uma fonte significativa de divisas, mas que foi duramente atingido pela pandemia da Covid-19 e está atualmente a sofrer as consequências da guerra na Ucrânia. Tanto a Rússia como a Ucrânia constituíam anteriormente uma grande fonte de turistas para o país.

Segundo uma equipa que participou na escavação, conforme notícia divulgada pela “Euronews”, todos os itens, descobertos durante um ano de escavação, jazem sob um antigo recinto de pedra dentro da Necrópole de Saqarra e datam da quinta e sexta dinastias do Velho Reino, abrangendo cerca de 2500 a.C. a 2100 a.C. Outras descobertas importantes da escavação incluem estátuas, amuletos, e um sarcófago bem preservado.

Refira-se que o sítio Saqqara faz parte de uma necrópole em expansão na antiga capital egípcia de Memphis, que inclui as famosas pirâmides de Gizé, bem como pirâmides mais pequenas em Abu Sir, Dahshur e Abu Ruwaysh. As ruínas de Memphis foram designadas como Património Mundial da UNESCO nos anos 70.

Para além desta, são frequentemente anunciadas novas descobertas no Egito, que contribuem para atrair turistas.

 

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