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Conceição Estudante critica TAP

Secretária Regional do Turismo e Transportes da Madeira critica “excessivos” atrasos e cancelamentos de voos para a região.

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Conceição Estudante, Secretária Regional do Turismo e Transportes da Madeira, criticou esta quarta-feira a “excessiva frequência” com que a TAP cancelou e atrasou voos para a região durante o mês de Junho.

Segundo avança a agência Lusa, a responsável referiu ter enviado pedidos de esclarecimento ao presidente da TAP e ao Ministro da Economia: “Após uma análise do que aconteceu nas cinco semanas que vão do dia 01 de Junho até ao dia 08 de Julho e constatando o número de cancelamentos, atrasos, volume desses atrasos, a perturbação que isso provocou a milhares de pessoas, quer residentes quer turistas, dei conta dessa situação ao senhor Presidente da TAP e ao Ministro da Economia”.

No âmbito da apresentação do relatório preliminar do Plano de Ordenamento Turístico da Madeira, Conceição Estudante reforçou ainda: “Estou a falar de cancelamentos de voos, de muitos atrasos de muitos voos que provocaram pernoitas em Lisboa, situações desagradáveis para toda a gente e que aconteceram com muita frequência, com excessiva frequência durante todo o mês de Junho.”

Para que tal não volte a suceder, a responsável diz que “é preciso que a operação da TAP seja revista e que alguém intervenha rapidamente, porque a continuar a acontecer em Julho e em Agosto o que aconteceu em Junho, estamos a provocar uma perturbação muito grave na economia e no turismo madeirense”.

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Créditos: Gonçalo Português | Cortesia AHRESP

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Profissionais do setor juntam-se para discutir a sustentabilidade nos negócios

A sessão decorreu no âmbito do Congresso da AHRESP e juntou, entre outros profissionais, o presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, e Telmo Faria, General Manager no hotel Rio do Prado.

Carla_Nunes

A sustentabilidade nos negócios deu o mote para uma das primeiras sessões do Congresso da AHRESP deste sábado, 15 de outubro.

Questões como a sustentabilidade ambiental, mas também social, bem como a necessidade futura de as empresas terem de cumprir com parâmetros de sustentabilidade para obterem investimento foram alguns pontos levantados nesta sessão.

Para Sofia Santos, Sustainability Champion in Chief na Systemic, a preocupações com a sustentabilidade por parte das empresas tornar-se-á incontornável, já que “quem não enveredar por este caminho não vai ter acesos a capital dentro de dois a três anos”.

“O acesso a capital já tem um conjunto de critérios, ou seja, qualquer projeto que seja construído vai ter de justificar que a sua atividade não contribui de forma significativa para seis fatores, nomeadamente o aumento das emissões de CO2, por exemplo”, explica.

Reportando-se à “situação conjetural difícil devido à guerra”, Sofia Santos é da opinião de que “se começarmos esta desculpa para não entrarmos na sustentabilidade daqui a 10 anos vamos ter uma situação estrutural muito mais difícil”.

Lembra que o turismo em Portugal “depende 100% da natureza”, pelo que compete às empresas de turismo estruturar o seu negócio tendo em conta a sustentabilidade – uma condição essencial para preservar o ambiente no qual ancoram a sua oferta.

“As empresas têm de começar a pensar como é que o seu projeto vai contribuir para o impacto ambiental e maximizar o impacto social. Têm de pensar como é que o seu projeto de turismo pode existir daqui a 15 anos. Sabemos que o turismo depende 100% da natureza. As pessoas vêm a Portugal pela qualidade dos locais, da natureza. Se gerarmos impactos, e o conforto de vir a Portugal deixar de existir, obviamente que o turismo vai deixar de ter a importância que tem”, defende.

Créditos: Gonçalo Português | Cortesia AHRESP

Para dar um exemplo prático desta aplicação, a sessão contou com o contributo de Telmo Faria, General Manager no hotel Rio do Prado.

“O que queríamos fazer [com o hotel Rio do Prado] era um trabalho completamente diferente – ir para uma aldeia, apostar na natureza e introduzir um conjunto alargado de medidas que visassem contribuir para uma total descarbonização da oferta e do serviço turístico e, por outro lado, também fazer algum trabalho de sensibilização [juntos] dos clientes e do mercado”, explica.

Na sua intervenção, o hoteleiro mostrou-se “preocupado”, assegurando que “não há razões para sairmos daqui super otimistas de que já fizemos o trabalho de casa”.

Refere que apesar de considerar que o país “acorre rapidamente a estabelecer bem as metas, a definir os objetivos e a calendarizar e quantificar, continuamos com um grande problema: a maioria das empresas não sabe montar uma estratégia de sustentabilidade”.

É da opinião de que “faltam players no mercado que deem este auxílio”, além de considerar que “vivemos num país cheio de constrangimentos”.

Créditos: Gonçalo Português | Cortesia AHRESP

“Venho preocupado porque quisemos fazer uma unidade de autoconsumo, com a crise energética que estamos a viver, mas se tivermos um fundo comunitário não podemos injetar energia na rede. Temos de pagar uma fortuna para usar uma rede que pertence à REN, que todos pagamos na nossa fatura.
Vivemos num país cheio de constrangimentos. Como vamos chegar aos objetivos concretos das políticas de sustentabilidade? Porque estamos a meio da tabela dos índices de desenvolvimento sustentável a nível internacional? Quando vamos falar deste campeonato estamos muito abaixo”, lamenta.

Dá ainda como exemplo o consumo de água da torneira, explicando que para a poder servir esta num restaurante ou hotel é preciso “que o cliente o aceite”: “Temos de ter capacidade de um empurrão institucional para fazermos isto”, defende.

A importância de equipas multidisciplinares para a sustentabilidade

Além da sustentabilidade ambiental, a sessão serviu ainda falara sobre a sustentabilidade social, com Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal a lembrar que “sem pessoas não há transição digital, não há sustentabilidade”.

“Quando pensamos num setor que representa 10% da mão-de-obra temos que mudar”, defendeu na sua intervenção enquanto chairman.

Para proceder a essa mudança, o presidente do Turismo de Portugal defendeu ser necessário: a diversidade e inclusão, dada a “falta de representação do sexo feminino no setor”; formação que tenha em conta as necessidades dos colaboradores e fidelizar os colaboradores internos com campanhas específicas, tais como as que já existem para reter clientes.

Lembrou ainda que “transição digital tem que ir a par e passo com a transição ambiental”.
“Temos que olhar para a tecnologia como forma de libertar as pessoas para aquilo que são boas”, defendeu.

Sobre este ponto, e para contribuir para a área da sustentabilidade ambiental, Sofia Santos apontou que “a grande maioria dos estudantes está muito interessada neste tema da sustentabilidade”, exortando as empresas a contratá-los, com base em salários dignos: “Nada melhor que os jovens para simplificar algo que para nós é complicado”.

Acrescentou ainda que para trabalhar esta área é necessária a existência de equipas multidisciplinares: “o grande problema é termos equipas transversais e as equipas comunicarem”, termina.

Esta primeira sessão paralela do último dia do congresso juntou Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, Sofia Santos, Sustainability Champion in Chief na Systemic, Filipe Santos, presidente do Conselho de Ambiente Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Telmo Faria, General Manager no Rio do Prado e Pedro Sampaio, Sustainability Manager na Nestlé Profissional.

Sobre o autorCarla_Nunes

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Distribuição

Em webinar: Consolidador.com dá a conhecer funcionalidades da sua plataforma online

O Consolidador.com promove um webinar, esta quinta-feira, dia 20 de outubro, pelas 11 horas, com o objetivo de dar a conhecer as funcionalidades disponíveis na sua plataforma online.

A sessão, que estará aberta a todos os agentes de viagens, mediante inscrição, tem como principal intuito dar a conhecer em detalhe todas as funcionalidades disponíveis na sua plataforma. Após a apresentação, será dada a oportunidade aos agentes de esclarecer todas as suas dúvidas.

O webinar contará também com a participação de um representante da Biosphere Tourism Portugal, onde será feita uma breve apresentação do programa e as vantagens na adesão das agências de viagem a este projeto.

O consolidador aéreo para agências de viagens IATA e NÃO IATA permite ter acesso a mais de 500 companhias aéreas e a mais de 500 mil hotéis e atividades de lazer em todo o mundo.

Fundada em 2009 em Portugal, a empresa apoia diversos grupos de gestão e as agências de viagens independentes na área da consolidação, disponibilizando a possibilidade de efetuarem reservas e emissões de forma rápida e intuitiva quer disponham ou não de um GDS próprio, Amadeus ou Galileo.

Sobre o autorCarolina Morgado

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Governo autoriza aumento de voos noturnos em Lisboa

O regime excecional à operação de aeronaves na infraestrutura aeroportuária lisboeta vai vigorar entre 18 de outubro e 28 de novembro, e destina-se a permitir a mudança de sistema de gestão de tráfego aéreo.

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O Governo autorizou o aeroporto de Lisboa a receber um maior número de voos noturnos, num regime excecional que vai vigorar a partir desta terça-feira, 18 de outubro, até 28 de novembro.

De acordo com a Lusa, que cita uma portaria publicada esta segunda-feira em Diário da República, este regime excecional à operação de aeronaves na infraestrutura aeroportuária lisboeta destina-se a permitir a mudança de sistema de gestão de tráfego aéreo.

A portaria diz que este é o período temporal “estritamente necessário para assegurar o processo de mudança de sistema de gestão de tráfego aéreo, tendo início no dia 18 de outubro e não se prolongando para além” do dia 28 de novembro de 2022.

Com este diploma, o limite de voos noturnos é derrogado e passa a ser permitida a operação entre as 00h00 e as 02h00, bem como entre as 05h00 e as 06h00, não sendo este movimentos aéreos contabilizados.

Apesar do regime excecional, os movimentos vão estar limitados a 168 na semana entre 18 e 23 de outubro, enquanto na semana seguinte podem ser realizados 86 voos. Na terceira semana, o número autorizado é de 75 voos, seguindo-se 45 movimentos na quarta semana, 30 na quinta semana e mais de 20 voos na última semana de regime excecional.

A portaria do Governo prevê ainda que a situação de urgência e excecionalidade do processo seja comunicada à população, incluindo a duração temporal máxima da derrogação e a identificação das zonas sobrevoadas, através de relatórios semanais com indicação do número de voos abrangidos pela derrogação e as medidas de mitigação adotadas conducentes ao controlo das operações e desempenho das aeronaves.

À população deve ainda ser dado conhecimento do relatório final de implementação e acompanhamento do processo de migração do sistema de gestão de tráfego aéreo.

A portaria, que entra em vigor esta terça-feira, foi publicada apesar dos protestos de associações ambientalistas, como a Zero que considera “ilegítimo” que em nome da atualização de um sistema de controlo de tráfego aéreo “os cidadãos de Lisboa e Loures sejam chamados a ser sacrificados com níveis de ruído noturno intoleráveis”.

Em julho, a associação ambientalista Zero denunciou que os níveis de ruído no aeroporto de Lisboa ultrapassam os limites legais e alertou que o regime de restrição de voos noturnos também não é cumprido, citando medições feitas na semana iniciada a 11 de julho e que apontavam para um total de 140 movimentos entre as 00h00 e as 06h00.

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Surf é o Cristiano Ronaldo do turismo português e continua a somar golos

Uma década depois do mundo ter descoberto as ondas grandes da Nazaré, o surf tornou-se num importante produto turístico que veio tornar mais ‘cool’ a imagem turística de Portugal e contribuir para diminuir a sazonalidade.

Inês de Matos

Em novembro de 2011, o norte-americano Garrett McNamara surfou a maior onda de que havia registo até à data e colocou definitivamente Portugal e a Nazaré no mapa do surf mundial. Por esta altura, Portugal já recebia uma etapa da World Surf League, que se realiza todos os anos em Peniche, e já contava com um surfista entre a elite mundial, uma vez que Tiago Pires – mais conhecido por Saca – já disputava o World Championship Tour (WCT).

Mas tudo mudou com a chegada do norte-americano à Nazaré, com a onda de mais de 20 metros que McNamara surfou na Praia do Norte e que deu a conhecer ao mundo o Canhão da Nazaré. Daí até à campanha que o Turismo de Portugal lançou e que mostrou em Times Square o real tamanho das ondas da Nazaré, foi um instante.

Desde então, o surf e as atividades ligadas ao surf não mais pararam de crescer e, hoje, este é um produto turístico que representa mais de 400 milhões de euros, atrai turistas estrangeiros das mais diversas nacionalidades e que levou a uma mudança na imagem turística do país.

“Costumo dizer que o surf é o Cristiano Ronaldo do turismo português”, diz ao Publituris Rodrigo Machaz, diretor-geral dos Memmo Hotels, que há 15 anos abriu o Memmo Baleeira Hotel, em Sagres, numa altura em que os hotéis ligados ao surf eram ainda uma miragem.

Apesar de admitir que nunca quis fazer um hotel para surfistas, Rodrigo Machaz não tem dúvidas que, “se não houvesse ondas em Sagres, o hotel valia menos de metade”. É que grande parte dos clientes desta unidade hoteleira de quatro estrelas procura o Memmo Baleeira Hotel justamente pelos desportos de ondas, com o surf à cabeça.

É por isso que o hotel disponibiliza um ‘surf centre’, tendo sido mesmo o primeiro a nível nacional a dispor desta facilidade, bem como cacifos e uma área especifica onde os praticantes da modalidade podem guardar e lavar os seus equipamentos.

Quando faço esta comparação com o Cristiano Ronaldo é porque houve uma quebra geracional. O futebol era uma coisa antes do Cristiano e, depois, apareceu um grande jogador que mudou tudo. Com o surf aconteceu o mesmo”, Rodrigo Machaz, diretor-geral Memmo Hotels

De acordo com o responsável, “o surf foi muito importante não apenas para o hotel mas para a região” de Sagres, uma vez atraiu novos públicos e contribuiu para mudar a dinâmica turística desta vila algarvia, numa realidade que se tem vindo a alargar a cada vez mais destinos nacionais, validando a comparação de Rodrigo Machaz com o futebol. “Quando faço esta comparação com o Cristiano Ronaldo é porque houve uma quebra geracional. O futebol era uma coisa antes do Cristiano e, depois, apareceu um grande jogador que mudou tudo. Com o surf aconteceu o mesmo”, defende o responsável, que considera mesmo que, pela procura que lhe está associada, “o surf é o nosso melhor ponta-de-lança”.

Melhor destino do mundo
Além da Nazaré e de Sagres, destinos que contam com condições únicas para a prática do surf, Portugal dispõe de vários outros ‘spots’ de surf, que têm afirmado o país neste segmento.

Ao Publituris, Francisco Rodrigues, presidente da Associação Nacional de Surfistas, que organiza provas e competições a nível nacional, explica que o país oferece uma “larga panóplia de tipos de ondas” e outras características que levam a que Portugal seja já visto como “um dos principais destinos de surf no mundo”.

“Enquanto destino de Surf, Portugal é completo e muito equilibrado”, diz o presidente da Associação Nacional de Sufistas, apontando, além da diversidade de ondas, fatores como a centralidade geográfica, segurança, clima e hospitalidade dos portugueses.

De acordo com o responsável, por todo o país é possível encontrar diferentes spots de surf para todos os tipos de surfistas. Atualmente, os destinos de surf nacionais mais visitados são a Ericeira e Peniche, que têm ondas de classe mundial, ainda que também a costa da Figueira da Foz até Aveiro ofereça ondas de grande qualidade, assim como “mais alguns segredos e aventura”. Já no Porto e em Matosinhos há procura por um tipo de surf “mais urbano”, enquanto o Algarve e as ilhas, nomeadamente os Açores – onde São Miguel “tem desempenhado um papel liderante” -, têm ainda “muito por descobrir”.

A opinião de Francisco Rodrigues é partilhada pelos outros responsáveis ouvidos pelo Publituris, já que também Walter Chicharro, presidente da Câmara Municipal da Nazaré, defende que Portugal já é um dos melhores destinos de surf do mundo, que dispõe de diversos “surf spots de grande qualidade e variedade em 300 kms de costa de fácil acesso e de grande versatilidade”, algo que, sublinha, “não se encontra em mais nenhum país do mundo”.

Enquanto destino de Surf, Portugal é completo e muito equilibrado”, Francisco Rodrigues, presidente da Associação Nacional de Surfistas

E também Vitor Costa, presidente da Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa (ERT-RL) partilha da opinião de que a posição de Portugal no surf já é de liderança, uma vez que o país “tem uma oferta muito diversificada na área do surf e cada vez mais infraestruturas e serviços que permitem tornar o destino como uma das primeiras escolhas dos amantes e praticantes de surf, bem como dos amigos e familiares que por norma os acompanham”.

Vitor Costa dá o exemplo da região de Lisboa, que é “muito rica em condições para a prática do surf, quer a um nível exigente e profissional – na costa a norte de Sintra e Ericeira (Reserva Mundial de Surf, a primeira e única reserva de surf na Europa), quer ao nível do ensino/aprendizagem – na Costa do Estoril e nas praias da Costa de Caparica”.

O responsável considera que “esta é uma oferta muito diversificada e relevante, pois a procura não se faz apenas de pessoas já com muita experiência na modalidade, mas também por aqueles que se encontram a aprender a praticar o surf”.

A ERT-RL tem vindo, aliás, a promover o desenvolvimento de um polo de surf sustentável na Ericeira, uma vez que o Plano Estratégico para o Turismo da Região de Lisboa 2020/2024, “contempla o surf como um produto complementar da região”. Ao abrigo deste plano, a entidade regional tem vindo a promover o “desenvolvimento de várias infraestruturas de apoio e atividades” ligadas ao surf e, atualmente, adianta Vitor Costa, é necessário “dinamizar ainda mais o alojamento de referência com destaque para modelo de surfcamps – oferta integrada de alojamento, escola de surf e atividades em parceria com operadores turísticos”.

O polo de surf da Ericeira tem vindo a ser promovido pela entidade regional a nível internacional através de uma parceria com agências de comunicação de Espanha, França, Itália, Reino Unido, Alemanha e EUA, assim como através de “um trabalho muito próximo com os operadores turísticos e investidores”, com o responsável a explica que a expetativa é que a Ericeira “continue a ter um forte contributo para a diferenciação e desenvolvimento da região, especialmente dos polos onde tem mais incidência”.

O balanço desta aposta é, no entanto, positivo, com Vitor Costa a explicar que, apesar de não existirem dados concretos sobre o impacto económico do surf, “é inegável o efeito positivo que este produto teve no desenvolvimento recente da oferta de alojamento de Mafra”, que passou de 800 para 2.300 camas em apenas cinco anos, assim como no aumento do “número de atividades a si ligadas”, como passeios, outros desportos aquáticos, escolas e divertimento, o que trouxe “consequências positivas, quer ao nível da receita, quer do emprego”.

Imagem e Sazonalidade
Os efeitos positivos do surf são inegáveis e vão muito além do impacto direto na economia, já que este produto turístico permite também atrair novos públicos, reduzir a sazonalidade e tornar mais atrativa a imagem do país enquanto destino turístico.

“Portugal e o Algarve estavam muito conectados com um turismo tradicional, mais sénior, muito ligado ao mercado britânico e mais pesado. Era um turismo pouco cool. Penso que o surf foi uma lufada de ar fresco, trouxe gente bonita a Sagres, pessoas mais jovens e isso tornou o nosso turismo muito mais sexy”, considera Rodrigo Machaz.

Com refere Rodrigo Machaz, o surf trouxe a Portugal um tipo de turismo mais jovem e dinâmico, cosmopolita, que em grande parte é proveniente do Norte da Europa, mas também do Brasil ou EUA, e que vê o surf como “um estilo de vida”, o que contribuiu para mudar a realidade do turismo que Sagres passou a oferecer. “Com a vinda para Sagres destas pessoas, a vila mudou e tem hoje um cenário muito diferente e isso tem levado também muitos estrangeiros a quererem ir viver para lá”, acrescenta o diretor-geral dos Memmo Hotels.

Vitor Costa é da mesma opinião e considera mesmo que “o surf tem contribuído para uma imagem mais forte de Lisboa como destino “cool” – jovem, dinâmico e culturalmente atual”.

E também na região de Lisboa o surf tem levado a “um crescimento de visitantes estrangeiros com esta motivação”, o que traz vantagem ainda ao nível da sazonalidade dos destinos. “O surf é também relevante porque se pratica também – e, sobretudo – em época baixa”, acrescenta Vitor Costa, indicando que, na região de Lisboa, este produto tem atraído ainda “muitos residentes temporários – sejam eles estudantes ou digital nomads – e isso é importante para fazer desenvolver as economias locais ao nível do alojamento, restauração, ofertas de lazer, entre outras. Essa fixação de “novos residentes” também fomenta as visitas a familiares e amigos, com impacte positivo na economia turística”, defende.

Tal como em Lisboa, também na Nazaré o surf tem levado a uma redução da sazonalidade, com Walter Chicharro a explica que, apesar da Nazaré ser “um importante ponto turístico há mais de um século”, tinha um tipo de turismo que “estava circunscrito ao verão e a outros momentos pontuais”, algo que o surf veio mudar. “A época de ondas gigantes, que se estende entre outubro e março, acaba por trazer um turismo que não existia, o que contribui significativamente para reduzir a sazonalidade, própria das zonas balneares”, defende o autarca, indicando que também neste destino há “vários negócios a abrir portas todos os anos” devido ao surf, motivando igualmente “cada vez mais portugueses e estrangeiros a comprar casa na Nazaré”, o que acaba por “dinamizar a economia” da região.

A aposta neste segmento foi, por isso, natural para o executivo municipal que tomou posse em 2013 e que, segundo Walter Chicharro, optou pela “abertura da Praia do Norte a mais surfistas” e apostou “numa comunicação muito forte para a Nazaré”. E os resultados estão à vista: o Forte de S. Miguel Arcanjo, que em 2014 recebia apenas 40 mil visitas, passou a integrar um museu dedicado ao surf e a estar aberto ao público ao longo de todo o ano, o que ditou um exponencial aumento de visitantes, de tal forma que o espaço deverá chegar, ainda este ano, à marca dos dois milhões de visitantes.

O surf tem contribuído para uma imagem mais forte de Lisboa como destino “cool” – jovem, dinâmico e culturalmente atual”, Vitor Costa, presidente da ERT-RL

Ou seja, como afirma o presidente da Associação Nacional de Surfistas, “a importância do surf para Portugal é muito significativa não só pelas cadeias de valor endémicas criadas mas também pelo que estas geram nas outras indústrias conexas”.

Preservar é fundamental
Não existem dúvidas de que o surf é um segmento fundamental para o turismo português e, por isso, para o presidente da Câmara Municipal da Nazaré, é necessário manter “o investimento feito e a promoção inteligente e global”, a exemplo da ação levada a cabo pelo Turismo de Portugal que mostrou o real tamanho das ondas da Nazaré em Times Square.

A promoção é fundamental, concorda Rodrigo Machaz, que considera, no entanto, que, nesta fase, a prioridade deve passar muito mais pela preservação e por garantir a sustentabilidade dos destinos. “O maior receio que tenho é que se destrua Sagres. O turismo não pode crescer infinitamente, isso é muito desafiante e o surf está muito ligado à natureza, por isso, acho que o maior desafio que temos enquanto destino turístico é muito mais a requalificação e preservação do que a construção”, considera o responsável, defendendo que Portugal tem feito uma promoção eficiente no que ao surf diz respeito e que, por isso, “em vez de fazer mais, Portugal está agora na fase e que pode fazer melhor”.

Francisco Rodrigues partilha a opinião do diretor-geral dos Memmo Hotels e também considera que, “de agora em diante, é preciso saber gerir”. “Não só de crescimento se trata. É importante ter uma visão cuidada do processo para que as características naturais que nos trouxeram até aos dias de hoje permaneçam intactas”, alerta o presidente da Associação Nacional de Surfistas, que pede que a opinião dos praticantes desta modalidade seja tida em conta, uma vez que a experiência dos agentes ligados ao surf “deve ser relevada no processo sustentável que é muito importante ter em conta”.

Foi, aliás, com essa preocupação que o Turismo de Portugal se associou à Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, que decorreu em Lisboa, este verão, e promoveu a ação “Let’s Sea – The Waves for the future”, com o objetivo de destacar o papel do surf na proteção dos oceanos e relembrar como todo o ecossistema que envolve empresas, atletas e instituições se deve mobilizar em torno deste desígnio. Pois como lembrou Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, “a sustentabilidade é um dos pilares do turismo do futuro, um propósito incontornável para a atividade turística a nível mundial. Criando um turismo mais sustentável, mais responsável e mais consciente, cria-se um melhor amanhã”.

 

NÚMEROS

400M€
Apesar de ser um valor que já estará desatualizado, calcula-se que o surf e as atividades ligadas a esta modalidade tenham um impacto económico em Portugal acima dos 400 milhões de euros por ano.

15
Há 15 anos, os Memmo Hotels abriram o Memmo Baleeira Hotel, uma unidade de quatro estrelas em Sagres, que foi pioneira por apostar no surf e disponibilizar várias valências para os seus praticantes, como Surf Center, cacifos e áreas para lavar os equipamentos.

2.300
Em cinco anos, o município de Mafra passou de 800 para 2.300 camas de alojamento turístico, num crescimento que está relacionado com a aposta no surf e com a criação de um polo turístico de surf sustentável na Ericeira.

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FITURNext Observatory analisa mais de 250 iniciativas de turismo regenerativo

Entre os temas chave da iniciativa estão a regeneração do território, recolha de resíduos e recuperação da natureza.

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O FITURNext, observatório da FITUR dedicado à promoção das boas práticas no turismo relacionadas com a sustentabilidade, fechou as inscrições para o “2023 Challenge”, iniciativa que dá relevo à contribuição do turismo para a regeneração do ambiente natural.

A organização da feira de turismo, que se realiza de 18 a 22 de janeiro de 2023, analisou mais de 250 iniciativas, apurando nove para a final de onde sairão três vencedores.

A sustentabilidade e o respeito pelo destino são alguns dos principais focos do turismo regenerativo, que visa, entre outras coisas, deixar o local onde decorre a atividade melhor do que estava. Tudo isso é feito com a participação ativa de moradores e visitantes.

Entre os projetos analisados pelo observatório estão temas centrais como:  regeneração do território, recolha de resíduos e recuperação da natureza.

Esta é a quarta edição do observatório que já analisou cerca de 1.000 iniciativas ao longo das últimas edições da FITUR com foco nas boas práticas na sustentabilidade nos diversos destinos.

 

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TP apoia o projeto “Portugal Manual – Curated Cultural Experiences”

O Turismo de Portugal (TP) apoia o turismo responsável e sustentável e o trabalho de artesãos de todo o país através do projeto “Portugal Manual – Curated Cultural Experiences”.

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Esta plataforma digital, agora disponibilizada, apresenta artesãos e artistas que através dos seus projetos e vivências oferecem lugares de encontro, partilha e aprendizagem.

Este instrumento, segundo informação disponibilizada na página oficial do Turismo de Portugal, dá assim a conhecer quem redesenha a novidade na tradição portuguesa, através de roteiros baseados no mapeamento do território nacional, da catalogação por região, matéria-prima e técnica.

A mesma fonte adianta que, de norte a sul do país, bem como nas ilhas da Madeira e dos Açores, há novos artesãos que recuperam ofícios tradicionais e matérias-primas locais. Criam peças contemporâneas, personalizadas e únicas, desenvolvendo produção em pequena escala mas com recurso a tecnologias modernas, numa perspetiva empreendedora que promove uma economia sustentável.

A plataforma, em português e inglês, está disponível em www.curatedexperiencesportugal.com, em suporte multimédia, para desktop e mobile.

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68% dos espanhóis admitem manter ou aumentar gastos com viagens em 2023

Mais de dois terços dos espanhóis admite gastar o mesmo ou mesmo mais nas viagens em 2023. Contudo, mais de 80% diz procurar descontos e reservar viagens que possam ser canceladas ou alteradas sem custos.

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De acordo com uma análise da Travelzoo, 68% dos espanhóis prevê manter ou aumentar os gastos com viagens para 2023, enquanto 30% admite que a crise económica e a inflação esperada para o próximo ano levarão a uma redução do dinheiro afeto às viagens.

Os dados da Travelzoo revelam ainda que somente 10% dos inquiridos gastaram menos nas viagens de 2022 quando comparado com 2021, enquanto 28% admitiram terem gastos o mesmo valor em ambos os anos, enquanto quase metade assinalou ter gasto mais ou mesmo muito mais que no verão de 2022.

A sensibilidade ao preço parece estar em crescendo junto dos turistas espanhóis, já que, cada vez mais, reservando antecipadamente, viajando fora de temporada e recorrendo a plataformas especialistas que oferecem grandes descontos.

Neste caso particular, 43% dos inquiridos admite procurar e reservar mais viagens com descontos do que fez em 2022, enquanto 41% só reservará viagens que poderão ser canceladas ou alteradas sem custos.

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Transportes

Volotea começa a voar entre Lisboa e Oviedo a 31 de março de 2023

A nova rota da Volotea entre Lisboa e Oviedo, nas Astúrias, arranca a 31 de março de 2023 e vai contar com três voos por semana, às quartas, sextas e domingos.

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A Volotea anunciou a abertura de novas rotas para o próximo verão, com destaque para o lançamento de uma nova ligação entre Oviedo, nas Astúrias, e a capital portuguesa, que vai contar com três ligações aéreas por semana e que arranca a 31 de março de 2023.

No total, a operação da Volotea entre Oviedo e Lisboa vai disponibilizar 34 mil lugares e mais de 200 voos por ano, contando com ligações às quartas, sextas e domingos.

Além da nova rota para Lisboa, que se junta às rotas que a transportadora já opera para Porto e Faro, a Volotea vai também abrir uma nova rota entre Oviedo e Milão, que arranca a 30 de março, também com três frequências semanais, às quartas, sextas e domingos, num total de 34.300 lugares e 220 voos por ano.

Paralelamente, a Volotea vai ainda lançar, para o próximo verão, uma rota entre Bilbao e Roma Fiumicino, que arranca em abril e vai disponibilizar cerca de 160 voos por ano, num total de 25 mil lugares.

Entre Bilbao e Roma, a Volotea vai realizar dois voos por semana, que se somam às rotas internacionais que a companhia aérea já opera desde Bilbao para Cagliari, Nápoles, Veneza, Porto e Atenas.

Em abril do próximo ano, a Volotea lança ainda uma nova rota entre Madrid e Lyon, em França, que vai contar com dois voos por semana, num total de 120 voos por ano e cerca de 22 mil lugares.

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Cabo Verde: Expotur na ilha do Sal de olho em novos mercados para vencer sazonalidade

A VIII edição da Feira de Turismo e Artesanato (Expotur) vai decorrer, de 21 a 23 de outubro, na ilha cabo-verdiana do Sal, com os olhos postos em novos mercados.

Com 60 stands projetados, a Expotur regressa este ano, após algum interregno, movimentando a cidade turística de Santa Maria com a participação de mais de 15 países da CEDEAO, destacando-se a participação das empresas cabo-verdianas, nomeadamente hotéis, entre alguns municípios do país.

O anúncio foi feito durante uma conferência de imprensa conjunta, entre o presidente da Câmara do Turismo de Cabo Verde (CTCV), Jorge Spencer Lima, e a administradora da Feira Internacional de Cabo Verde (FIC), Angélica Fortes.

Promovido pela FIC, com apoio institucional da Câmara de Turismo e do Governo, através do Ministério do Turismo, o evento, que visa vender e promover Cabo Verde enquanto destino turístico põe foco em novos mercados, que venham particularmente na considerada época baixa, isto é, de maio a setembro, para fazer face à sazonalidade considerada ainda muito presente, através da diversificação da procura turística.

Na ocasião, Jorge Spencer Lima, reiterou que a alternativa para que a época baixa possa trazer benefícios para o turismo em Cabo Verde, há que ter em conta três segmentos, isto é, o turismo interno, a diáspora, e o turismo regional, conforme citado pela imprensa cabo-verdiana.

“É preciso trabalhar esses aspetos, fazer pacotes acessíveis “, disse o presidente da Câmara do Turismo de Cabo Verde, para indicar que esta Expotur deve ser vista nestes aspetos fundamentais, canalizar o turismo da África Ocidental, dentro desse quadro de promoção do turismo de Cabo Verde.

À margem da feira temática, os participantes poderão assistir a um workshop, uma conferência internacional, abordando temas como “O turismo da África Ocidental – Que perspetivas”, e “Como implementar o turismo de cruzeiro na África Ocidental”.

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Créditos: Gonçalo Português | Cortesia AHRESP

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Rita Marques: “Para continuarmos a crescer em valor temos de pagar melhor”

Na sessão plenária do último dia do Congresso da AHRESP deste sábado, 15 de outubro, a Secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços referiu-se à questão da captação de mão-de-obra no setor, desde a retenção de jovens nacionais à captação de trabalhadores internacionais.

Carla_Nunes

A sessão, em formato entrevista, ficou a cargo das jornalistas Rosália Amorim, do Diário de Notícias, e de Rosário Lira, da RTP, da qual damos conta em duas peças distintas.

Uma das queixas dos trabalhadores são os salários no setor e as muitas horas extra. Acredita mesmo que o setor vai ter capacidade de comportar o aumento dos 5,1% dos salários?

Isso já está a acontecer. Os próprios dados do INE já dão conta que o setor do turismo neste momento já está a pagar mais do que pagava. Neste momento temos em falta cerca de 35 a 50 mil trabalhadores do setor. Temos naturalmente de ter mais mecanismos de atração para que todos aqueles que não trabalham [na área] possam sentir-se incentivados a entrar para o setor.

Quando olha para o setor do turismo, vai realmente ter impacto esta subida no setor a nível das primeiras linhas de entrada? Como vê esse impacto a nível da sustentabilidade do negócio?

Vai ter um impacto relevante. Naturalmente o setor do turismo vai ser diretamente impactado, porque temos uma franja muito grande dos nossos trabalhadores a ganhar o ordenado mínimo. Penso que é um impacto que teremos mais tarde ou mais cedo que enfrentar, porque para continuarmos a crescer em valor temos de pagar melhor. Em média cada turista despende em Portugal cerca de 1035 euros. Somos neste momento o destino europeu em que o turista mais gasta. Para quem vem a Portugal e tem este dinheiro para dispensar, esperam ver um serviço de qualidade, e para termos trabalhadores capacitados têm que auferir mais do que atualmente.

A verdade é que mais do que a questão dos salários o que mais temos ouvido é a falta de mão-de-obra. Porque é que não se está a conseguir reter essas pessoas e o que se pode fazer antes de começar a buscar pessoas fora?

Desde logo temos um problema demográfico na Europa. O talento é um ativo que está a rarear, não só no setor do turismo, mas em outros setores. Temos naturalmente esta proximidade com países de língua portuguesa e estamos a fazer esforços nos acordos da mobilidade no quadro da CPLP. Somos menos a trabalhar no setor e para aumentar a produtividade provavelmente vamos ter de fazer mais com menos e capacitar os que estão cá.

Mas e em relação aos jovens que estão a terminar a suas formações?

Esses jovens têm uma taxa de empregabilidade altíssima.

Mas estão a ser absorvidos pelo mercado ou estão a ir embora?

Muitos deles estão a ser absorvidos pelo mercado, mas também depende do seguinte: os jovens querem de facto ter uma vida lá fora e é natural que possam e queiram ir lá para fora. Grande parte deles ao fim de alguns anos querem regressar, e esses também têm de suscitar especial preocupação. Se querem regressar e as carreiras em Portugal não conseguem absorver esses recursos, também se torna problemático.

Não há também por parte desses jovens uma desilusão quando chegam ao setor?

Não encontro de todo esse sentimento. O que encontro muitas vezes são jovens que têm muita garra e querem ingressar no mercado de trabalho. Por outro lado, também, jovens empreendedores que querem ser empreendedores e montar o seu negócio.

Há agora também o desafio da alteração da lei dos vistos. Acredita que em 2023 o problema da mão-de-obra resolve-se por aí? Será esta realmente uma solução, ou seria preferível cuidar dos que estão cá?

Não se trata de um ou outro. Não será assim nas nossas vidas, nas nossas empresas, na política. É um e outro. Não se trata de condições disjuntas, mas condições conjuntas, cumulativas, que devem ser tratadas em paralelo. Não se trata de duas agendas, trata-se de uma agenda que terá uma e outra frente.

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